Estudo revela sinais de que os homens estão a mudar a forma como criam os filhos

Agosto 28, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Sapolifestyle de 14 de agosto de 2018.

Se acha que ser um bom pai é impor disciplina, assegurar o sustento da família e não mostrar sentimentos, talvez tenha uma noção errada da masculinidade. Os pais de família de hoje estão cada vez mais presentes na vida dos filhos e prestam-lhes apoio emocional.

A maioria dos homens que são pais está hoje mais envolvida na educação dos filhos. Eles procurar estar presentes nas atividades dos mais pequenos e preocupam-se em temperar a sua faceta masculina – ligada à força e à autoridade – com um lado mais carinhoso. A conclusão é de um estudo sociológico conjunto da Brigham Young University (BYU) e da Ball State University (BSU), que envolveu 2.194 pais de crianças entre os 2 e os 18 anos.
A pesquisa, publicada no Journal of Marriage and Family, revela que a paternidade contempla hoje um acompanhamento e uma preocupação maior do que antes. “Os pais preocupam-se em estar presentes fisicamente, por exemplo num jogo ou num recital de piano, mas também emocionalmente, de forma dar apoio e carinho em momentos difíceis”.
Kevin Shafer, professor de sociologia da BYU e co-autor do estudo, disse ao Journal of Marriage and Family que “embora a maioria encare o seu papel como um trabalho de equipa permanente, ao lado da mãe, ainda há um grupo de pais que acredita que a sua maior tarefa é fazer de chefe de família e disciplinador”.
O estudo revela outro dado curioso e que passa pela correlação entre sinais negativos da masculinidade tradicional e menor envolvimento na educação das crianças. Ou seja, os que se comportam de forma mais “dura” tendem a ser menos presentes e afetuosos.
“É importante entender o que é a masculinidade”, sublinhou Kevin Shafer. “Existem alguns aspetos muito benéficos na masculinidade – se forem orientados para a objetividade e a lealdade, por exemplo. No entanto, os mais problemáticos, como a agressão, o não demonstrar emoções e a dificuldade em pedir ajuda são aspetos negativos da masculinidade tradicional que tendem a prejudicar a família”, conclui.
Os investigadores perceberam que, em média, as crianças mais novas têm uma interação forte com os pais várias vezes por semana e que se pode manifestar em brincadeiras e passeios. Já os mais velhos, por vezes, vêm a relação mais cingida às questões de disciplina, mas sabem que eles estão bem informados sobre as suas atividades.
Em termos emocionais, concluiu-se que os pais de crianças mais pequenas encontraram no afeto trocado com os filhos algumas memórias do seu passado e que os pais de miúdos mais velhos admitiram que é comum serem procurados pelos filhos em busca de apoio emocional.
Os sociólogos das duas universidades dizem que, nas últimas décadas, os ideais da paternidade têm estado em constante mutação, muito devido à alteração de expectativas sobre os comportamentos paternos.
“Eles continuam a navegar nas expectativas sociais”, afirmou um outro autor do estudo, Lee Essig. “À medida que as tendências sociais empurram o homem para um maior envolvimento familiar, vemos mais pais a mobilizar-se para ter um papel ativo na vida dos filhos, e de várias maneiras”.
A mesma fonte salientou que “quando ensinamos rapazes e homens a serem mais conscientes emocionalmente e a cultivarem o bem-estar emocional, eles podem tornar-se melhores pais, deixando para trás o papel exclusivo de disciplinadores e fornecedores de rendimento financeiro e afirmando-se como contribuintes decisivos do seu bem-estar emocional”.
Os investigadores dão algumas dicas para os pais.

Se é homem e pai, tome nota

  • Não há problema em mostrar sentimentos. Isso ajuda a ser um pai melhor.
  • Os pais não devem ter medo de ser carinhosos, cuidadosos e ativos. Crianças e famílias só têm a ganhar com isso.
  • Seja um exemplo. As crianças que aprendem pelo exemplo usufruem mais da relação pai-filho, mas também aprendem a ser mais felizes em sociedade.
  • Há muitas maneiras de ser homem. O “durão” está associado a uma deficiente educação das crianças

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Does Adherence to Masculine Norms Shape Fathering Behavior?

 

Pesquisa revela: a qualidade do tempo com as crianças é mais importante do que a quantidade

Setembro 1, 2015 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do site http://revistacrescer.globo.com/ de 18 de maio de 2015.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Does the Amount of Time Mothers Spend With Children or Adolescents Matter?

Thinkstock

Dedique o seu melhor quando estiver com seu filho, mas não se culpe se não puder estar presente o tempo todo

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Por Maria Clara Vieira – atualizada em 18/05/2015 17h03

Você escolheu seguir com a carreira em vez de se dedicar exclusivamente aos filhos? Tudo bem, não precisa se culpar e nem se cobrar tanto. Uma grande pesquisa recém-publicada, liderada pela Universidade de Toronto, descobriu que a quantidade de tempo que os pais passam com os filhos não tem relação com o que ela se tornará ou com o que sentirá no futuro (conquistas acadêmicas, comportamentos, sentimentos e bem-estar).

A qualidade da relação é o que conta de verdade. Outra conclusão interessante é que, apesar de não parecer, as mães de hoje passam muito mais tempo de qualidade com as crianças do que antigamente. Em 1975, por exemplo, a mulher dedicava, em média, 7 horas aos filhos durante a semana. Em 2010, esse número subiu para 13 horas semanais.

O estudo destaca ainda que, quando as mães estão estressadas, ansiosas e agitadas por conta do trabalho, isso é transmitido para a criança. Portanto, no momento de se dedicar à brincadeira com o seu filho, concentre-se totalmente nele, divirta-se e tente esquecer o mundo lá fora. Isso significa abandonar celular, TV, telefone…

A pesquisa

O estudo em questão teve início em 1968 e avaliou mais de 6 mil famílias. “Nós pesquisamos se a quantidade de tempo que as mães dedicam aos filhos tem relação com o bem-estar das crianças (de 3 a 11 anos) e dos adolescentes (12 a 18). Observamos duas variáveis: por quanto tempo a mãe de fato se envolvia com o filho e quanto tempo ela estava apenas próxima dele, mas sem participar diretamente das atividades”, explica à CRESCER a cientista Melissa Milkie, que conduziu a pesquisa.

A conclusão, segundo Melissa, é que “a quantidade de tempo que a mãe passa com a criança não tem relação com a saúde emocional, com o comportamento, ou com o desempenho escolar até os 11 anos”.

Já entre os adolescentes, o resultado foi diferente. “Com os jovens, nós descobrimos que quanto mais tempo a mãe dedica a eles, mais difícil será eles apresentarem mau comportamento. Também descobrimos que o ‘tempo em família’ (aquele em que pais e jovens fazem atividades juntos) está ligado a uma boa saúde mental e desempenho escolar”, diz a pesquisadora.

 

 

 

 


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