Há jovens que enviam mensagens agressivas a si próprios na Internet, revela estudo

Outubro 31, 2017 às 1:30 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 30 de outubro de 2017.

Karla Pequenino

Investigadores americanos acreditam que o problema está por trás de alguns casos de suicídio

Por vezes, quem é alvo de mensagens ofensivas na Internet é também quem as escreve e envia a si próprio, sob pseudónimo. O problema existe, pelo menos, entre jovens. Um grupo de investigadores norte-americanos revelou que cerca de um em cada 20 adolescentes (entre os 12 e os 17 anos) envia mensagens agressivas a si mesmo. O alerta vem num estudo publicado esta semana na revista cientifica Journal of Adolescent Health.

“O autoflagelo digital [digital self-harm, no original], como chamamos à tendência, ocorre quando um individuo cria uma conta anónima online e a utiliza para enviar insultos e ameaças a si próprio”, explica ao PÚBLICO Sameer Hinduja, um investigador em cyberbullying da Universidade Atlântica da Florida, que participou no estudo.

O problema, explica, veio à tona em 2013, após o suicídio de uma jovem britânica de 14 anos. A morte de Hannah Smith foi inicialmente associada ao bullying que sofria através do site de mensagens Ask.fm, onde lhe escreviam “morre, toda a gente ficará mais feliz” ou “faz-nos um favor e mata-te”. Porém, uma investigação posterior concluiu que 98% das mensagens de ódio recebidas tinham sido enviadas pela própria adolescente. A história de Natalie Natividad, em 2016, no Texas, é semelhante. Mas não são as únicas.

Dos 5593 jovens americanos inquiridos pela equipa de Hinduja, mais de 300 (6%) admitiu já ter enviado mensagens agressivas a si próprio. Metade (51,3%) disse que apenas o tinha feito uma vez, mas 13,2% admitiu fazê-lo múltiplas vezes.

Para Hinduja é uma percentagem relevante. “Os pais já não podem ignorar a possibilidade de que uma mensagem ofensiva recebida pelos seus filhos tenha vindo dos seus próprios filhos”, frisa o investigador. “Sempre que um jovem experiencie cyberbullying, há um problema que tem de ser resolvido. Especialmente se o emissor e o receptor forem a mesma pessoa.”

Os motivos variam: desde jovens que o fazem como uma forma de diversão, a pessoas que querem testar a reacção dos amigos, ou casos de indivíduos deprimidos que se querem obrigar a sentir pior. “Os estudantes que admitiram estar deprimidos, ou que se magoavam de outras formas [fora da Internet], tinham uma maior probabilidade de incorrer no comportamento”, nota Hinduja.

A idade e a etnia dos inquiridos não afectou as respostas, mas o género e a sexualidade, sim. O comportamento era mais prevalente em adolescentes que não se identificam como heterossexuais, e pessoas que tinham sido vítimas de bullying no passado. Os rapazes também tinham mais probabilidade de enviar mensagens ofensivas a si próprios, mas era frequentemente como uma piada ou forma de conseguir atenção de amigos ou interesses amorosos.

Já o local das ofensas – Facebook, Instagram, Twitter, Ask.fm ou outra rede social – não é relevante para o investigador: “Não acho que faça a diferença. De momento não sei se acontece mais numa plataforma que noutra, apenas que está a acontecer e que os estudantes admitem que o fazem.”

Segundo o relatório dos investigadores, “entre 13 e 18% de jovens em todo o mundo envolve-se em algum tipo de comportamento para se magoar durante a sua vida e este tipo de comportamento continua a crescer nas últimas duas décadas”. Para Hinduja, as agressões verbais, através da Internet não podem ser descuradas.

“Estas investigações mostram que comportamentos autodestrutivos vêm antes de tentativas de suicídio”, frisa Hinduja. “Queremos impedir que isto aconteça, e é por isso que estamos a tentar alertar para o problema das ofensas autodirigidas através do mundo digital”.

 

 

 

Cyberbullying Leads To Depression, Substance Abuse and Internet Addiction Among Teenagers

Julho 4, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do site HNGN de 17 de Junho de 2013.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Longitudinal and Reciprocal Relations of Cyberbullying With Depression, Substance Use, and Problematic Internet Use Among Adolescents

flickr

By Sam Goodwin

A new study conducted by researchers from the University of Deusto in Spain found that teenagers who are subjected to cyberbullying are at a higher risk of developing symptoms of depressions, internet addiction and substance abuse.

Bullying is not confined to the four walls of a classroom or among peers and classmates. Cyberbullying has become a growing issue with more adolescents becoming tech savvy. It includes the use of cell phones and the Internet to send harassing and hurtful messages.

Researchers from the University of Deusto in Spain have found that cyberbullying can have an adverse effect, especially on teenagers. Their study revealed that teenagers subjected to cyberbullying often show symptoms of depression, Internet addiction and substance abuse.

Lead author Manuel Gamez-Guadix, Ph.D., of the University of Deusto in Spain, stated in a press release that this study was crucial in understanding the impact of cyber bullying on a teenager’s mental behavior. He said that most teenagers subjected to this form of bullying show symptoms of psychological and behavioral health problems within six months.

A survey was conducted on 845 students aged between 13 and 17 years.  Among these participants, 498 were girls and 337 were boys. Researchers noted that 24 percent of these participants reported experiencing at least one form of cyberbullying while 15.9 percent reported being subjected to two forms of cyberbullying. Eight percent reported experiencing more than 3 forms of cyberbullying. These included receiving hurtful, insulting and threatening messages, either through text messages or via the Internet as well as posting of rumors or fake photos and videos on social network sites.

Gamez-Guadix stated that teens who are cyberbullied often land up depressed and in turn depressed teenagers are more likely to become victims of cyberbullying.

“It is important to include strategies to prevent cyberbullying within interventions for behavioral problems during adolescence. Mental health professionals should pay special attention to these problems in the treatment of victims of cyberbullying,” concluded Gamez-Guadix.

Crianças com puberdade precoce tendem a ter mais problemas mentais

Abril 10, 2013 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da TVI 24 de 3 de Abril de 2013.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Early Puberty and Childhood Social and Behavioral Adjustment

Notícia original do Murdoch Childrens Research Institute

Early poor mental health link to early puberty

Conclusão é de um estudo realizado pelo Instituto de Investigação Infantil Murdoch de Melbourne, na Austrália

Por: tvi24

As crianças com puberdade precoce tendem a ter mais problemas mentais que as outras e enfrentam uma «dupla desvantagem» ao anteciparem o período de «vulnerabilidade emociona» dos adolescentes. A conclusão é de um estudo divulgado esta quarta-feira na Austrália.

O trabalho, realizado pelo Instituto de Investigação Infantil Murdoch de Melbourne, foi publicado na «Revista da Saúde do Adolescente e é o primeiro estudo deste tipo», de acordo com a agência noticiosa espanhola EFE.

O estudo assinala que as crianças com puberdade precoce avançam muito menos «em termos do seu mundo emocional» que as outras da mesma idade, indicou George Patton, um dos investigadores.

Além disso, têm uma maior taxa de problemas mentais, sobretudo as raparigas que atingem a puberdade entre os oito e os nove anos, adiantou.

A investigação revelou ainda que rapazes e raparigas com puberdade precoce têm os mesmos problemas psicossociais, mas que os primeiros têm também mais problemas de comportamento que os seus pares.

Os problemas sociais, emocionais e de conduta são comuns durante a puberdade e incluem a ansiedade, a depressão, a agressividade e a tendência para o abuso de substâncias psicoativas.

Em caso de puberdade precoce a vulnerabilidade aquele tipo de problemas é antecipada, segundo o estudo realizado entre 3.500 menores australianos.

Dados históricos indicam que a idade média do início da puberdade nas mulheres passou dos 17 para os 13 anos entre 1830 e 1960, uma variação que os especialistas atribuem a uma melhor nutrição e a um índice de massa corporal mais elevado.

No entanto, desde 1960 já se registou outra queda, disse George Patton, defendendo que as crianças com puberdade precoce necessitam de maior ajuda para ultrapassarem este período difícil das suas vidas.


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