Crianças com puberdade precoce tendem a ter mais problemas mentais

Abril 10, 2013 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da TVI 24 de 3 de Abril de 2013.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Early Puberty and Childhood Social and Behavioral Adjustment

Notícia original do Murdoch Childrens Research Institute

Early poor mental health link to early puberty

Conclusão é de um estudo realizado pelo Instituto de Investigação Infantil Murdoch de Melbourne, na Austrália

Por: tvi24

As crianças com puberdade precoce tendem a ter mais problemas mentais que as outras e enfrentam uma «dupla desvantagem» ao anteciparem o período de «vulnerabilidade emociona» dos adolescentes. A conclusão é de um estudo divulgado esta quarta-feira na Austrália.

O trabalho, realizado pelo Instituto de Investigação Infantil Murdoch de Melbourne, foi publicado na «Revista da Saúde do Adolescente e é o primeiro estudo deste tipo», de acordo com a agência noticiosa espanhola EFE.

O estudo assinala que as crianças com puberdade precoce avançam muito menos «em termos do seu mundo emocional» que as outras da mesma idade, indicou George Patton, um dos investigadores.

Além disso, têm uma maior taxa de problemas mentais, sobretudo as raparigas que atingem a puberdade entre os oito e os nove anos, adiantou.

A investigação revelou ainda que rapazes e raparigas com puberdade precoce têm os mesmos problemas psicossociais, mas que os primeiros têm também mais problemas de comportamento que os seus pares.

Os problemas sociais, emocionais e de conduta são comuns durante a puberdade e incluem a ansiedade, a depressão, a agressividade e a tendência para o abuso de substâncias psicoativas.

Em caso de puberdade precoce a vulnerabilidade aquele tipo de problemas é antecipada, segundo o estudo realizado entre 3.500 menores australianos.

Dados históricos indicam que a idade média do início da puberdade nas mulheres passou dos 17 para os 13 anos entre 1830 e 1960, uma variação que os especialistas atribuem a uma melhor nutrição e a um índice de massa corporal mais elevado.

No entanto, desde 1960 já se registou outra queda, disse George Patton, defendendo que as crianças com puberdade precoce necessitam de maior ajuda para ultrapassarem este período difícil das suas vidas.


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