A criança tem o direito de brincar e de descansar. Este jogo de cartas ensina-lhe tudo

Novembro 27, 2019 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 19 de novembro de 2019.

Ana Mafalda Inácio

Quando se pergunta a uma criança se sabe quais são os seus direitos, é quase certo que diz que sim, alguns poderão hesitar, talvez por timidez, e muitos poucos dirão que não. O mesmo exercício com pais, professores e autoridades policiais terá certamente o mesmo resultado. Mas, ao certo, quantos sabem quais são realmente os 31 direitos das crianças que estão consignados na Convenção sobre os Direitos da Criança, assinada no dia 20 de novembro de 1989, por unanimidade, na Assembleia Geral da Nações Unidas?

De acordo com o projeto europeu ISCWeB, que avalia o bem-estar das crianças e a sua presença na família, escola e comunidade, no qual Portugal participa através do trabalho da psicóloga Joana Alexandre, no âmbito de uma parceria com o ISCTE, as crianças portuguesas conhecem os seus direitos e sentem-se felizes pela forma como são ouvidas pelos adultos.

O projeto ISCWeB, cuja recolha de dados envolveu já 53 mil crianças, nos anos de 2009, 2011, 2016, de 15 países, com idades entre os 8, 10 e 12 anos, 765 das quais em Portugal, 682 com nacionalidade portuguesa e 80 com outras nacionalidades, de várias escolas, e do 3.º, do 5.º e do 7.º anos, revela que 63% das crianças destas idades dizem conhecer os seus direitos, que 45% já ouviram falar da convenção dos direitos da ONU, e que 56% consideram que, no seu país, os adultos respeitam os direitos das crianças. Os dados deste projeto indicam ainda que 47% das crianças consideram que os adultos ouvem o que elas dizem e se sentem felizes com isso.

Mas, depois, a realidade é outra. Quem trabalha com crianças, da escola à justiça, dos pais aos psicólogos, acredita que são poucos os que sabem todos os direitos das crianças e como estes se podem fazer cumprir e respeitar. Para aumentar a consciencialização sobre este tema, as psicólogas Rute Agulhas, Joana Alexandre e Adriana Duarte construíram o Jogo dos Direitos, que lançam dia 26, para assinlar os 30 anos da convenção da ONU. O jogo tem a marca das Ideias com História, e o objetivo é “consciencializar pais, familiares, professores, educadores, autoridades de segurança e as próprias crianças sobre os seus direitos”.

“É um jogo que pretende, de forma lúdica, aumentar os conhecimentos de todos e consciencializar ainda mais a sociedade sobre os princípios e direitos das crianças. A maioria das pessoas acreditam que são apenas os direitos fundamentais e básicos que asseguram e protegem a criança, como o direito à sobrevivência, à alimentação, educação ou saúde, mas há muitos mais”, explica ao DN Rute Agulhas.

Na sua tese de mestrado, “Direitos em Jogo – Construção de Um Jogo Didático sobre os Direitos das Crianças”, a psicóloga Adriana Duarte justifica mesmo que “a literatura tem evidenciado que, muitas vezes, crianças e adultos têm um parco conhecimento sobre os direitos da criança. Torna-se, assim, premente educar sobre e para os direitos da criança, com o objetivo de promover a sua plena promoção em diferentes contextos de vida da criança”.

Os 31 artigos dos direitos em dois baralhos de cartas

A verdade é que a convenção dos direitos tem 54 artigos, 31 de direitos, divididos em quatro categorias: os direitos de sobrevivência, associados à prestação dos cuidados básicos, os direitos de desenvolvimento, que respeitam aos direitos de disponibilidade e acessibilidade a determinados serviços, como educação e saúde, os direitos à proteção, contra qualquer forma de violência física, psicológica ou sexual, e, por último, os direitos de participação, relativamente ao direito de cada criança poder expressar a sua opinião, envolver-se ativamente na vida da sociedade.

“Este é um direito importante e que muitos desconhecem ou ignoram. A criança tem direito a dar a sua opinião, a ser ouvida nas decisões que lhe dizem respeito, mas também tem o direito ao lazer, a brincar e até ao descanso. E muitos ignoram este direito”, explica de novo a psicóloga. Por isso, “este jogo pretende exatamente dar mais conhecimentos às crianças sobre aquilo a que têm direito, até para aumentar as suas competências para reconhecer as situações em que os seus dieitos não estão a ser assegurados”, afirma, sublinhando: “É preciso potenciar a perceção dos próprios adultos sobre os direitos dos filhos ou das crianças com quem trabalham, que os percebem de uma forma mais alargada e aprofundada, porque cada vez mais todos somos agentes de mudança numa sociedade plural e desafiante.”

O Jogo dos Direitos é constituído por dois baralhos de cartas, um para crianças dos 3 aos 6 anos, outro para as que têm entre 7 e 14 anos, ambos estão divididos em nove atividades, que vão desde a memória à lengalenga, da mão protetora e do avião de papel até aos direitos com história, e vamos descobrir os nossos direitos. O último baralho está preparado para abarcar duas faixas etárias, dos 7 aos 10 e dos 11 aos 14.

De acordo com as psicólogas, todas estas atividades foram pensadas para se recorrer ao baralho de cartas – no entanto, “os adultos podem fazer uso da sua ciatividade e imaginação e utilizar as cartas de outra forma, porque o objetivo, tendo em conta a existência de cartas que contêm apenas os direitos das crianças, é o jogo poder alargar-se para outras atividades e contextos”, referem.

Todos os direitos são importantes, desde o da sobrevivência ao lazer e ao descanso.

O jogo, conforme salienta Rute Agulhas, pretende mostrar que todos os direitos são importantes, até aquele que tantas vezes é esquecido, e que é o direito à participação, definido na convenção da ONU nos seguintes artigos: 12 – a criança tem direito a exprimir os seus pontos de vista; 13 – liberdade de expressão, em que a criança tem direito a exprimir os seus pontos de vista, obter informações e dar a conhecer ideias e informações, sem considerações de fronteiras; 14 – liberdade de pensamento, consciência e religião (o Estado respeita o direito da criança à liberdade de pensamento, consciência e religião); 15 – liberdade de associação (as crianças têm o direito de se reunir e de aderir ou formar associações); 16 – proteção da vida privada (a criança tem o direito de ser protegida contra intromissões na sua vida privada); 17 – acesso à informação apropriada (o Estado deve garantir à criança o acesso a uma informação e a materiais provenientes de fontes diversas, e encorajar os media a difundir informação que seja de interesse social e cultural para a criança).

Um jogo para mostrar às crianças e aos adultos que lidam com elas que, afinal, todos os direitos são importantes, mesmo aqueles que parecem não o ser. Mas, além dos direitos, o jogo implica também o ter de lidar com os deveres das crianças. “Todos têm de aprender que há direitos, que estes não se reduzem aos básicos, da sobrevivência à educação, mas que há também deveres, para com os outros e para com a sociedade, e o jogo também aborda este lado”, refere ao DN Rute Agulhas.

As psicólogas acreditam que só havendo “este conhecimento é possível o respeito, a prática e a promoção dos direitos da criança, podendo assim promover-se uma sociedade mais inclusiva e tolerante”.

Mãe cria batalha naval com tabela periódica para ensinar química aos filhos

Setembro 19, 2019 às 6:00 am | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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Notícia do blog Educação e Transformação de 3 de junho de 2019.

Karyn Tripp é adepta do homeschooling e desenvolveu um modo mais divertido de estudar o assunto com os filhos em casa

Uma ideia simples e genial veio à cabeça de uma mãe que pensava em uma maneira de ensinar química aos seus filhos – uma versão com tabela periódica do jogo batalha naval.

“Eu cheguei com a ideia porque a gente joga muito batalha naval em casa”, contou Karyn Tripp ao Huffington Post. Ela pratica homeschooling com seus quatro filhos há sete anos, ou seja, eles não frequentam uma escola, mas cumprem o currículo escolar estudando em casa. “Eu estava estudando química com eles e estamos tentando pensar em uma maneira divertida de memorizar os elementos químicos. Foi então que veio a ideia!”

Transformar um jogo sobre afundar navios de guerra em um momento de aprendizado encantou os garotos. Seus filhos adoraram brincar com o jogo e o mais velho, de 11 anos, é agora um grande fã de química. “Ele colocou um pôster da tabela no seu quarto”, diz Karyn. O garoto definiu até um elemento preferido, o einstênio. “Ele acha que o nome é legal”, conta a mãe, orgulhosa do interesse do menino.

Para fazer o jogo, ela imprimiu quatro cópias da tabela periódica. Como já há números que percorrem horizontalmente a tabela, foi só então dispor as letras na vertical. Karyn então plastificou as tabelas para torná-las reutilizáveis. Duas delas são coladas dentro de cada pasta. Na hora do jogo, um clipe une as duas pastas para criar uma barreira.

As regras são tão simples, que até mesmo os filhos de Karyn que ainda não aprenderam nada de química conseguem brincar.

“As crianças podem marcar onde querem localizar os seus navios circulando áreas de 2, 3, 4 ou 5 elementos na tabela de baixo”, explica ela. “Eles jogam apontando as coordenadas. Se eles erram a localização do navio inimigo, marcam um X no lugar que escolheram na tabela de cima. Se acertam, circulam o local.”

O conceito pode até não ser novo, mas Karyn afirma que a diversão é garantida.

Mais informações na notícia do Huffington Post:

Mom Creates Periodic Table Battleship Game To Teach Her Kids Chemistry

O Jogo dos Direitos

Outubro 4, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Texto da EAPN Portugal

O Jogo dos Direitos destina-se às crianças a partir dos 6 anos e pode ser utilizado em diversos contextos sociais e educativos. Tem como principal objetivo informar e ensinar os mais novos sobre os seus direitos e deveres, de forma lúdica e divertida.

Este jogo resulta de um trabalho desenvolvido no âmbito do grupo de trabalho interconcelhio Infância e Juventude promovido pela EAPN Portugal/ Núcleo Distrital de Braga e envolveu na sua construção a participação de cerca de 50 crianças, através da intervenção das entidades parceiras/Associados da EAPN Portugal. Integra-se na iniciativa nacional “Escolas contra a Pobreza e Exclusão Social” da EAPN Portugal.

A sua elaboração baseou-se principalmente na Convenção sobre os Direitos da Criança, mas também na Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Atendendo aos seus conteúdos, além de possibilitar um maior conhecimento sobre os direitos, este jogo também contribui para o pensamento reflexivo, aliado a padrões de ética e de justiça social, sobre questões prementes na sociedade. Deste modo, favorece o desenvolvimento de competências no domínio dos valores e dos comportamentos associados à cidadania.

Este jogo foi previamente experimentado em contextos socioeducativos.

Os materiais encontram-se disponíveis (em anexo)

Materiais no link:

https://www.eapn.pt/documento/605/o-jogo-dos-direitos

Premiado baralho de cartas que ensina a ler

Julho 13, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 5 de julho de 2018.

Rafaela Batista

É um baralho composto por 26 cartas e já ensinou mais de 2800 crianças (e também adultos) a ler e escrever em Portugal. Cada carta tem uma letra do alfabeto e combina quatro formas de comunicação: a gráfica, o braille, a língua gestual portuguesa e o alfabeto fonético. Recebe esta quinta-feira um prémio em Responsabilidade Social, no valor de 10 mil euros.

O baralho EKUI (Equidade Knowledge Universalidade Inclusão) é uma metodologia de alfabetização e reabilitação inclusiva, única em Portugal e no mundo. Foi criado em 2015 por Celmira Macedo, professora do ensino especial de Bragança. Pretende desenvolver a linguagem e a comunicação, competências de literacia, a imaginação e a criatividade, as capacidades psicomotoras; o pensamento crítico; atitudes inclusivas e a inteligência social e emocional em pessoas com mais dificuldades.

Segundo dados do EKUI, este método é utilizado em 302 escolas, espalhadas por 36 concelhos do país e mais de 2.800 crianças já foram alfabetizadas com recurso a este projeto. O objetivo principal é mostrar que as crianças com necessidades educativas não precisam de sair da sala de aula, onde estão os seus colegas, e serem ensinadas à parte.

Mas o EKUI não se limita a crianças: é também usado por adultos portadores de deficiência. No total já mais de 37.000 pessoas beneficiaram deste projeto que promove a educação e a comunicação, através de diferentes atividades, como formação de professores, terapeutas e educadores e rastreios nas escolas. Para dar continuidade ao projeto, a Associação Leque pretende desenvolver uma app e tutoriais digitais, com o objetivo de aumentar o impacto social e chegar a um maior número de pessoas.

O projeto é o vencedor da 6.ª Edição do Prémio Maria José Nogueira Pinto em Responsabilidade Social, por ser aquele que mais corresponde ao conceito “socialmente responsável na comunidade em que nos inserimos”, defendido por Maria José Nogueira Pinto, justificou o júri. O prémio contou com um número recorde de candidaturas, num total de 125 projetos inovadores, provenientes de instituições privadas de solidariedade social de vários pontos do país.

O prémio é de 10 mil euros para o Grande Vencedor e mil euros para cada uma das Menções Honrosas. Este ano foram atribuídas quatro:a “Equipa de Recados”, da Associação Juvenil para o Desenvolvimento (AJUDE); “EIS – Empreendedorismo e Inovação Social (CSM)”, da Associação para a Recuperação de Cidadãos Inadaptados da Lousã (ARCIL); “Entre Pares”, da Obra Social das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor; e “Bem – Humanizar Equipa Domiciliária de Cuidados Paliativos”, da Santa Casa da Misericórdia de Arcos de Valdevez.

Instituído em 2012 pela MSD (Merck Sharp and Dohme ), o prémio pretende distinguir o trabalho desenvolvido por pessoas, individuais ou coletivas, que se tenham destacado no contexto da responsabilidade social.

O Júri é presidido por Maria de Belém Roseira e composto por mais seis personalidades: Anacoreta Correia, Clara Carneiro, Isabel Saraiva, Vítor Feytor Pinto, Jaime Nogueira Pinto e Pedro Marques, em representação da MSD.

 

mais informações no link:

https://ekui.pt/

 

Jogo de tabuleiro ajuda crianças a identificar e combater situações de ‘bullying’

Abril 12, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do http://observador.pt/ de 25 de fevereiro de 2017.

Duas psicólogas criaram um jogo pedagógico de tabuleiro para ajudar as crianças e os adultos que joguem com elas a identificarem situações de ‘bullying’ e a desenvolverem competências para lidar com o problema.

Duas psicólogas criaram um jogo pedagógico de tabuleiro para ajudar as crianças e os adultos que joguem com elas a identificarem situações de ‘bullying’ e a desenvolverem competências para lidar com o problema. O jogo ‘Bullying: Um dia na escola’ tem “por objetivo ajudar a Maria Inês, a personagem principal, que é uma vítima de ‘bullying’ na escola”, disse à agência Lusa a psicóloga Júlia Vinhas, do centro CADIN – Neurodesenvolvimento e Inclusão.

Os jogadores têm que descobrir quem foi o agressor, a testemunha, que tipo de ‘bullying’ foi cometido e em que local da escola aconteceu, explicou Júlia Vinhas, que, em conjunto com a psicóloga Rosário Carmona e Costa, desenvolveu o jogo que vai ser apresentado hoje em Lisboa.

Para poderem ter acesso à informação que permite descobrir o que se passou, os jogadores têm que ir respondendo a questões centradas em cinco áreas de competências: assertividade, controlo de impulsos, promoção da empatia, identificação do ‘bullying’ e resolução de problemas.

“É desta forma que vamos treinando as competências e dirigindo o tipo de respostas dadas a cada situação de conflito”, disse a psicóloga, comentando que “é uma forma muito lúdica de aprender”.

O principal objetivo — salientou – é que as vítimas e as testemunhas saibam como atuar nestas situações, e os agressores percebam os comportamentos que constituem ‘bullying’.

“Só consideramos uma situação de ‘bullying’ quando existe intencionalidade no ato e é uma situação repetida”, explicou a psicóloga.

Júlia Vinhas adiantou que a adesão ao jogo tem sido bastante boa: “Todos os meninos com quem tive já o privilégio de jogar gostam porque é um desafio”.

A criação do jogo, desenvolvido pelo CADIn em parceria com a editora Ideias com História, surgiu da necessidade de desmistificar junto das crianças, dos professores e das famílias os tipos de ‘bullying’ que existem e o “tipo de agressores”.

“Muitas vezes a definição de ‘bullying’ não está correta, por vezes há uma desvalorização de algumas agressões em contexto de recreio e por isso sentimos necessidade de através de um jogo de tabuleiro ir desmitificando” o fenómeno, adiantou.

Ao centro de apoio ao desenvolvimento infantil chegam crianças vítimas de ‘bullying’, mas também alguns agressores, por “questões comportamentais” e “por queixas das escolas”, contou Júlia Vinhas.

Um recente relatório da UNESCO revela que dois em cada dez alunos em todo o mundo são vítimas de ‘bullying’.

Esta organização defende que a escola deve combater este tipo de violência, ensinando as crianças a compreender e a lidar com as situações de agressão.

 mais informações sobre o jogo:

http://www.cadin.net/noticias/235-jogo-de-tabuleiro-bullying-um-dia-na-escola

 

Lançamento do jogo “À Descoberta da Sexualidade” 10 dezembro em Lisboa

Dezembro 9, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

http://www.apf.pt/

Pordata Kids Jogos

Novembro 15, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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pordata

descarregar os jogos no link:

http://www.pordatakids.pt/Jogos

Lançamento do jogo “Vamos Prevenir! As Aventuras do Búzio e da Coral” jogo de prevenção primária do abuso sexual para crianças dos 6 aos 10 anos de idade – 28 abril no Teatro Thália

Abril 13, 2016 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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coral

mãos informações:

https://www.facebook.com/events/492893310903843/permalink/497468660446308/

Pré-Rom – Recursos Educativos Digitais na educação Pré-Escolar

Novembro 16, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Recursos educativos, Site ou blogue recomendado, Vídeos | Deixe um comentário
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mais informações no link:

http://pre-rom.educatic.info/index.php

Trabalhos de casa nas férias? Só se for leitura e jogos didáticos

Julho 7, 2015 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do Observador de 29 de junho de 2015.

Getty Images

Marlene Carriço

Com a chegada do verão sobem as temperaturas, as praias enchem-se de famílias, as viagens, os passeios, os piqueniques e as atividades ao ar livre multiplicam-se. Para as crianças e jovens em idade escolar o verão é sinónimo de tudo isto e também… de férias grandes. Mas nem sempre sinónimo de descanso. Há professores que ainda cultivam a prática de enviar trabalhos para casa – os famosos TPCs – nesta interrupção das atividades letivas. O Observador procurou perceber se os TPCs nas férias são uma mais-valia ou não e a maioria dos especialistas concordou que deve haver uma quebra das rotinas nas férias e que o estímulo cognitivo deve ser feito por outras vias que não os típicos trabalhos para casa.

A psicóloga Filipa Jardim da Silva começou por defender que “a distinção entre TPCs de tempos de aulas e TPCs de tempos de férias deve existir” e é por isso que não concorda com as “fichas de exercícios como as que habitualmente são feitas durante o ano”, e, por vezes, recomendadas pelos docentes para o período de férias.

Existe investigação que refere que prescrever TPCs no verão idênticos aos do ano letivo, sem uma data próxima de correção e colando o tempo de férias ao tempo de aulas, não é produtivo”, rematou a psicóloga da Oficina da Psicologia.

Filipa Silva é, antes, mais apologista de conjugar “as atividades de verão, os encontros familiares e o acréscimo de tempo passado ao ar livre com jogos lúdico-pedagógicos que despertem a atenção e motivação das crianças, estimulando-as e assegurando que as aprendizagens realizadas são consolidadas e os recursos cognitivos trabalhados”.

Da lista de jogos destaca os puzzles, os quebra-cabeças, os jogos de diferenças, os jogos de cálculo mental e de conhecimento geral e as palavras cruzadas.

Leitura não é TPC. Leitura é obrigatória

Mas estas atividades devem ser sempre combinadas com leitura. “A leitura é imprescindível em idade escolar”, sublinhou a psicóloga, acrescentando que pode ainda ser pedido à criança que faça desenhos sobre a história que leu ou um texto livre sobre as férias.

Para José Morgado, professor do Departamento de Psicologia da Educação, no Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA), a leitura não pode sequer ser vista como um trabalho de casa. “A leitura de férias é algo que os miúdos devem ser incentivados a fazer”, defendeu. E qualquer tipo de leitura. “Eu tento que leia A Fada Oriana, mas se o miúdo quiser ler o jornal, que leia”, acrescentou.

Aos pais deixou um recado: “Leiam com os filhos, estimulem a leitura. Não tem de ser o livro indicado pela escola”, frisou o especialista José Morgado, que é contra os tradicionais trabalhos para casa.

À semelhança de Filipa Silva, também José Morgado defende que as férias são “para quebrar a rotina” e portanto os trabalhos não podem ser os mesmos que os de período de aulas.

A leitura e a escrita são também os trabalhos que Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), aconselha para que “não haja um corte absoluto com a escola”.

Férias são longas e crianças não podem desligar completamente

Jorge Ascenção, da Confederação Nacional das Associações de Pais, partilha, igualmente, da opinião de que “as férias grandes são para descansar”. O “problema é ser demasiado tempo”, acrescentou logo de seguida. E, por isso mesmo, as crianças “não podem desligar completamente”.

Como tal, “devem ler, fazer composições e um conjunto de atividade intelectuais que lhes permitam não esquecer a matéria e o que trabalharam durante o ano. Há muitas formas de nos irmos divertindo e eles irem aprendendo”, justificou Jorge Ascenção, que considera “exagerado” os miúdos fazerem cadernos de fichas.

Também por saber que “é muito tempo” sem aulas, a professora de 1.º ciclo, Isabel Torres, costuma sugerir leitura para férias, ditados e contas. “Senão chegam ao 2.º ano e já não sabem ler nem escrever nada”, dramatizou.

Este ano, esta docente teve apenas uma turma de 4.º ano e não enviou trabalhos para casa porque  “eles trabalharam imenso durante o ano letivo”. Mas deixou um pedido aos pais dos alunos com mais dificuldades: “Que insistam em alguns exercícios, duas horas por semana“.

Recomendações foi também o que Isabel Baptista se limitou a fazer aos pais no final deste ano letivo. “Deixo essa decisão para os pais, mas aconselho a fazerem algumas atividades porque são muitos meses sem aulas”, explicou. E para os pais não gastarem mais dinheiro em livros de fichas e livros, costuma recomendar que os alunos façam exercícios dos manuais – que nunca se completam – e assim “vão refrescando a memória”.

Manuel Pereira, presidente da ANDE, disse ao Observador que a ideia que tem é de que “genericamente já não há hábito de mandar trabalhos para as férias, mas sim definir um conjunto de metas que os alunos devem atingir nas férias, como livros para ler ou conjunto de fichas para fazer”. O diretor de escola lamentou ainda os casos de alunos em que “infelizmente há um corte absoluto e em que as escolas têm imensas dificuldades porque em setembro é o eterno recomeço”.

 

 

 

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