Workshop – Jogo em Saúde Mental – 24 abril em Coimbra

Abril 16, 2018 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

mais informações:

https://www.facebook.com/events/451519248596563/

Anúncios

V Conferências em Jogo e Motricidade na Infância, 16-17 março em Coimbra – Com a participação de Ana Lourenço e Marta Rosa do IAC

Março 11, 2018 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , ,

A Drª Ana Lourenço e a Drª Marta Rosa do Sector da Actividade Lúdica do Instituto de Apoio à Criança, irão participar na conferência no dia 17 de março com a comunicação “O Sector da Actividade Lúdica na defesa do direito de Brincar”.

mais informações no link:

https://www.esec.pt/eventos/v-conferencias-em-jogo-e-motricidade-na-infancia

 

A brincar, a brincar também se aprende a ler

Dezembro 24, 2017 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Notícia do https://www.publico.pt/ de 12 de dezembro de 2017.

No seminário Brincaleituras, as especialistas Dulce Gonçalves e Maria José Araújo vão explicar como é que a aprendizagem lúdica contribui para o sucesso escolar.

Bárbara Wong

Há letras espalhadas em cima das mesas, vogais e consoantes feitas de plástico. Numa sala de aula da secundária Brancaamp Freire, em Odivelas, ao final da tarde, uma dezena de professores do 1.º ciclo do agrupamento parece estar a brincar com as letras, mas não, está a aprender a usá-las para estimular a aprendizagem da leitura. Nesta terça-feira, na Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa (FPUL), no seminário Brincaleituras, vai reflectir-se sobre “a sabedoria do jogar na leitura e no brincar”, ou seja, na possibilidade de os alunos aprenderem a partir de brincadeiras e de jogos.

Dulce Gonçalves, professora da FPUL e mentora do projecto IDEA – Investigação de Dificuldades para a Evolução na Aprendizagem, tem um saco cheio de letras na mão e vai fazendo propostas aos professores do 1.º ciclo de como utilizá-las em sala de aula. “A compreensão desenvolve-se e aprende-se a brincar. E a leitura também, a jogar e a interagir, a experimentar e a discutir, a ensaiar e a dramatizar”, defende a especialista.

As docentes da escola Melo Falcão, daquele agrupamento, contam ao PÚBLICO que um dia, em vez de pedirem aos alunos do 1.º ano que escrevessem as vogais, propuseram que as fizessem de uma maneira original, em casa. No dia combinado, havia “a” feitos em crochet, “e” em bolachas, “i” em plasticina, “o” em salame e “u” em cartolina. Este foi um TPC que envolveu pais, filhos e até avós. “E ao lanche comemos ditongos”, brinca uma das professoras, explicando que, já na escola, foi proposto aos alunos que juntassem as vogais para fazerem ditongos, antes de as comerem.

“Uma questão fundamental deste seminário é desmistificar o papel do jogo e do brincar. Muitas vezes se diz e ouve dizer: ‘A brincar também se aprende’. Mas isso não é verdade. As crianças só aprendem porque brincam, não brincam para aprender”, defende Maria José Araújo, professora na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto, que marcará presença neste encontro em Lisboa, onde não se pretende “instrumentalizar o jogo e o brincar, pelo contrário, queremos mostrar a sua importância e dar pistas para que os educadores o possam valorizar, também na sala de aula”, acrescenta.

Na acção de formação na Brancaamp Freire, Dulce Gonçalves continua com o saco das letras na mão e dando pistas aos professores de como usá-lo. “Vamos pensar em jogos tradicionais e pô-los ao nosso serviço, de maneira a que os meninos olhem para as letras, as imaginem e as vejam por todo o lado”, convida. De imediato, um dos professores propõe fazer um bingo, tirando as letras, uma a uma, do saco, e levando os meninos a procurá-las no cartão que têm à sua frente.

Mudar de paradigma e de práticas pedagógicas

“O desenvolvimento da literacia, através do jogo e do brincar começa muito antes da criança entrar para a escola e, nesse sentido, essa experiência deve ser continuada e valorizada”, propõe Maria José Araújo. Para isso, é preciso “sair do esquema de aulas master dixit, do ‘temos de cumprir o programa’, do medo dos exames”, desafia Dulce Gonçalves.

É preciso mudar de paradigma e de práticas pedagógicas, acrescenta. É preciso ajudar os alunos a “entender o significado, a utilizar o que se lê a reagir emocionalmente àquilo que se lê”, continua. E isso começa desde o 1.º ano. O jogo é sinónimo de facilidade? “Dificultar não educa, mas amedronta, e no medo não se aprende. No entanto, há dificuldades que desafiam e os desafios fazem crescer, aprender e ser. São essas dificuldades que fazem a diferença, que se transformam em evolução”, responde Dulce Gonçalves.

Por isso, a professora da Universidade de Lisboa defende o jogo porque “é uma forma diferente de nos pôr a pensar e de nos desafiar a pensar para continuar a melhorar, a vencer e a perder até o medo de não ganhar”. “Nem mesmo o ter boas notas assegura que realmente se aprendeu, entendeu ou consolidou. É a jogar e a reutilizar o que se tentou aprender, a desafiar o que se julga saber perante novos problemas e novos desafios, é a investigar e a descobrir, que se ajuda a construir e a solidificar o edifício de saber”, conclui.

 

 

A brincar se seduz, manipula e convence. É a base da educação

Junho 28, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

Texto do http://www.dn.pt/ de 28 de maio de 2017.

Tony Dias/Global Imagens

Desde o primeiro momento que a ligação entre pais e filhos se faz pelo brincar, é a receita para a felicidade e já tem um dia mundial

Leonor é a médica e a sala de brincar o consultório. Este é o espaço que dá acesso ao mundo da fantasia, aquele onde tudo é possível. Leonor abre a mala de médico – oferecida pelo avô -, veste a bata branca e coloca o estetoscópio ao pescoço. “Foi a melhor prenda da vida dela”, diz a mãe, Margarida Cerveira. No consultório está tudo a postos para a doutora de cinco anos começar a cuidar da borbulha da irmã Sofia, de 1 ano e meio. Usa um pouco de creme, que, como explica ao DN, “é para tirar as dores”. Enquanto isso, Frederico, de 7 anos, o mais velho dos três irmãos, diverte-se a montar legos com o amigo David. Não há tempo a perder, a hora de almoço está quase a acabar.

Duas vezes por semana, Margarida, psicóloga, e o marido, Artur Figueiredo, agente cultural, unem esforços para passar a hora de almoço com os filhos. Uma forma de tentar contrariar a correria do dia-a-dia. E sempre que possível brincam. “A base da educação parental é o brincar. É a linguagem que as crianças melhor entendem”, diz–nos a mãe. Mudaram de casa há pouco tempo e ainda não há televisão. “Não temos uma cultura televisiva”, explica. Ao fim de semana, Frederico dedica meia hora por dia aos jogos de computador. Não há tablets, nem o vício de mexer nos smartphones dos pais, que não se consideram extremistas, mas ressalvam que os preocupa que “os miúdos fiquem muito dependentes das máquinas”.

É no quarto de brincar que os três irmãos se divertem, soltam a imaginação. Da estante de livros tiram as histórias que querem ouvir à noite. Sofia sabe onde estão os seus, na prateleira de baixo. As bonecas, os puzzles, os jogos, as peças da Playmobil convivem com alguns brinquedos do tempo dos pais. A ideia é deixá-los brincar. E, sempre que possível, ao ar livre, no quintal, num parque ou na quinta dos avós. “A profissão deles é brincar”, frisa Margarida. “E gostam que brinquemos com eles”, acrescenta Artur. Para o casal, “devia ser obrigatório ter meia hora por dia para brincar com as crianças”.

A ideia de que as brincadeiras estão na base da educação é partilhada por Beatriz Pereira, investigadora do Centro de Investigação em Estudos da Criança, da Universidade do Minho, que falou com o DN a propósito do Dia Mundial do Brincar, que hoje se comemora: “É absolutamente indispensável que os pais brinquem com os filhos. Todas as famílias com crianças pequenas deviam ter acesso a condições que lhes permitissem fazê-lo, porque é preciso tempo.” Os primeiros contactos com o bebé e as formas de comunicação são lúdicas. “É através do jogo que são feitas as aprendizagens de cooperação, partilha, das regras”, prossegue a investigadora. Mesmo antes de nascer, o bebé já brinca. “Brinca na barriga da mãe e sabe-se, por registos ecográficos e outros estudos, que se entretém. Brinca e utiliza o seu próprio corpo para isso”, explica o pediatra Mário Cordeiro. Além de ouvirem, “os bebés veem desde muito cedo e apercebem-se de alguma luminosidade que chega através da parede abdominal da mãe”. Se calhar, “veem sombras chinesas e devem divertir-se a vê-las”, argumenta.

O pediatra diz: “O brincar com o seu corpo, com o dos pais e com os brinquedos ou com qualquer coisa que passe ou que esteja ao seu alcance é importante e uma brincadeira.” Só que os adultos estão tão ocupados que, por vezes, nem reparam em “como magníficas são as crianças a brincar… e a manipular, seduzir e convencer”.

Brincar pode parecer simples, mas é uma das atividades mais elaboradas. Mário Cordeiro diz que “desenvolve a criatividade, o imaginário, a imaginação, a alternância, o sentido figurativo e representativo, e a organização dos gestos, das falas e dos cenários”. E não exige brinquedos. “Os bebés servem-se do próprio corpo e brincam com as mãos e com os pés. Os mais velhos agarram em dois ou três objetos e fazem deles o que querem, inventam histórias e ações.”

Brincar, a receita da felicidade

Beatriz Pereira avisa que “uma criança que não brinca é infeliz”. “A vida das crianças estará em risco se não tiverem espaço e tempo para brincar.” A investigadora defende que “é absolutamente necessário que, até aos 6 anos, as crianças tenham grandes períodos para brincar livremente, sem orientação dos professores, e se possível ao ar livre”. Além de estar associado a estilos de vida ativos e saudáveis, brincar é “essencial para o desenvolvimento integral, onde se destaca o desenvolvimento motor, social, emocional e cognitivo”.

Quanto mais pequenas são as crianças, maior a necessidade de brincar. “É preciso que não tenham a agenda muito preenchida com atividades.” Outro entrave são, muitas vezes, as tecnologias. “Aparecem muitas vezes para dar lugar à falta de tempo dos pais para levar as crianças para espaços ao ar livre”, lamenta a investigadora da Universidade do Minho. Não se pode impedir que tenham contacto com a tecnologia, “mas é essencial brincar ao ar livre, o brincar espontâneo, sujar-se, esmurrar-se”. Para aprender os limites, a criança tem de saber até onde pode ir.

Cultura do “quero tudo, já”

Brincar é também aprender a lidar com sentimentos menos bons. “As brincadeiras reais, fantasistas, permitem à criança, desde muito cedo, sublimar algumas frustrações e aprender a gerir o stress e a contrariedade, o que é fundamental nos nossos dias, já que, na nossa sociedade, gravitamos muito à volta do “quero tudo, já!”, e qualquer obstáculo ou dificuldade é sentida como uma agressão do outro, levando a sentimentos de raiva, violência ou vitimização”, afirma Mário Cordeiro. Muitas vezes, a própria brincadeira serve para “ar- quitetar situações em que a criança pretende, afinal, exprimir as suas angústias, revelar o que vai na alma e dar sinal dos problemas que a atormentam”.

Através da brincadeira, defende o pediatra, “devemos fazer que se promova, nos nossos pequenos ecossistemas, culturas de segurança, de afetos, de gestão pacífica de conflitos e, antes de mais, uma cultura lúdica, de prazer e de brincadeira”. Dentro do Homo sapiens é preciso recuperar “o Homo ludens, ou seja, durante toda a vida, é preciso manter a parte da brincadeira e da criatividade (e de expressão de sentimentos) para que a vida seja mais longa, mais tranquila e com mais momentos de felicidade”.

 

 

Conferência “International Meeting On Gambling Behaviours Among Adolescents And Young Adults: A new problem? Possible interventions” 7 Outubro no ISCTE

Outubro 1, 2016 às 7:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

gaming

Inscrição obrigatória até 5 de outubro via gambling.conference.iscte@gmail.com

Programa:

international-meeting-on-gambling

Seminário Jogo e Motricidade no Desenvolvimento da Criança – 1 de junho na FMH

Maio 31, 2016 às 12:15 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

13139221_992160387538924_375017236897121253_n

Contatos: Tel. 21 414 91 04 e-mail  cursosbreves@fmh.ulisboa.pt

 

Psicólogas portuguesas criam jogo para prevenir abusos sexuais de crianças

Maio 5, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: ,

2016-03-17-criancas.jpg-1

Três psicólogas portuguesas criaram um jogo de tabuleiro para ajudar crianças e adultos a identificarem uma situação de abuso sexual e pedir ajuda o mais cedo possível.

Em declarações à agência Lusa, a investigadora principal, do ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa, explicou que o jogo de tabuleiro vai estar à venda a partir de quinta-feira, em livrarias, com um preço que poderá rondar os 40 euros.

Segundo Rute Agulhas, este primeiro jogo destina-se a crianças entre os seis e os 10 anos e tem como objetivo a prevenção primária dos abusos sexuais de crianças.

Pode ser jogado por qualquer adulto, desde pais, psicólogos, professores, educadores de infância ou animadores socioculturais, com uma criança ou com um grupo de crianças, até um máximo de quatro.

“É uma lógica de aumentar conhecimento e promover competências: pedir ajuda, dizer não, o mais cedo possível”, sublinhou, acrescentando que o jogo também pretende aumentar os conhecimentos dos próprios adultos que jogam.

A psicóloga explicou que trabalha desde há 18 anos na área dos abusos sexuais, tanto com vítimas, famílias e agressores e que, por isso, já desde há muito tempo que sentia a necessidade de apostar na prevenção primária e não só no trabalho feito depois de o abuso ter acontecido, apontando que “em Portugal não há materiais específicos na área da prevenção”.

O jogo em causa é o primeiro de uma coleção que se chama “Vamos Prevenir” e foi decidido dar prioridade à faixa etária entre os seis e os 10 anos porque “é onde a incidência do abuso sexual é maior”.

“No próximo ano letivo vamos ter de abranger os 3 aos 6 anos e fazer materiais específicos para os mais pequenos e vamos fazer uma aplicação de telemóveis para os adolescentes”, adiantou.

Segundo explicou, trata-se de um jogo de tabuleiro, desenhado e estruturado à volta do tema do mar, com um menino chamado Búzio e uma menina chamada Coral, além de um livro de instruções, a Bússola, que tem as informações básicas que todos os adultos devem ler antes de começarem a jogar.

O jogo aborda vários temas, entre o corpo e o toque, o segredos, as emoções, pedir ajuda ou a internet e tem atividades que vão desde a mímica, desenho, cartas de expressões, onde é pedido às crianças que identifiquem as emoções associadas, ou cartas de segredos.

“Temos os cartões do corpo humano com o Búzio e a Coral todos despidos, de frente e de trás, exatamente para falar das partes privadas, desse conceito, quem pode mexer e quem não pode, o que fazer se mexe”, disse a psicóloga.

Rute Agulhas alertou que este é um material que serve para prevenção primária e não para trabalhar com crianças vítimas de abuso, não descartando a hipótese de poder servir como uma forma de facilitar a revelação.

“Uma criança que tenha sido efetivamente abusada ou esteja a ser abusada pode ser que encontre aqui uma oportunidade de falar sobre o tema porque aquilo que muitas vezes inibe que uma criança revele, além do medo, da vergonha, dos conflitos de lealdade ou a culpa, que também inibe bastante, é não haver uma oportunidade, é não se criar um contexto porque normalmente as famílias não falam sobre isto”, apontou.

Se por acaso isso acontecer, o adulto que estiver a jogar com a criança é orientado para saber o que dizer – “para a pessoa não ficar perdida com esta informação na mão” — e a quem ou onde pedir ajuda.

A psicóloga adiantou ainda que parte dos lucros da venda do jogo revertem para a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima.

O jogo é recomendado pelo ISCTE, Centros de Estudos Judiciários e pela Comissão Nacional de Proteção de Crianças e Jovens em Risco.

Nos últimos cinco anos, a Polícia Judiciária investigou mais de 7 mil casos, o que dá uma média de quatro abusos por dia.

 

SIC Notícias em 27 de Abril de 2016

Apresentação do livro “O Problema do Jogo : o tratamento da dependência invisível : dos videojogos à mesa do casino” – 28 abril FNAC Colombo

Abril 20, 2016 às 11:00 am | Publicado em Livros | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , ,

convite

mais informações sobre o livro:

https://www.platanoeditora.pt/?q=C/BOOKSSHOW/o-problema-do-jogo

Lançamento do jogo “Vamos Prevenir! As Aventuras do Búzio e da Coral” jogo de prevenção primária do abuso sexual para crianças dos 6 aos 10 anos de idade – 28 abril no Teatro Thália

Abril 13, 2016 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

coral

mãos informações:

https://www.facebook.com/events/492893310903843/permalink/497468660446308/

Menores “viciados” apostam sem controlo no Placard

Janeiro 22, 2016 às 10:07 am | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Notícia do Diário de Notícias de 21 de janeiro de 2016.

PAULO SPRANGER GLOBALIMAGENS

Apostas no jogo da Santa Casa são proibidas a menores de 18 anos. Adolescentes chegam a usar dinheiro das refeições para apostar

Há menores viciados nas apostas do Placard, o jogo da Santa Casa da Misericórdia lançado em setembro do ano passado que permite apostar nos resultados dos eventos desportivos. Segundo o Jornal de Notícias, nos dias dos grandes jogos de futebol há adolescentes que chegam a prescindir do dinheiro para as refeições, usando-o para apostar, o que aponta para um grau de dependência preocupante.

Ao JN, a Santa Casa da Misericórdia garantiu não ter conhecimento da situação e referiu que, se vier a ter, “atuará nos termos da lei”: é aos mediadores dos jogos da Santa Casa que cabe fazer cumprir as regras, neste caso, impedir que joguem os menores de 18 anos.

Em Alpiarça, onde na passada terça-feira a GNR identificou dois jovens de 15 e 16 anos que apostavam, assim como o proprietário de uma papelaria próxima da escola secundária, o alerta foi dado pelos encarregados de educação, que garantiram que os adolescentes deixavam de comprar comida na escola e usavam o dinheiro para o jogo. O proprietário da papelaria incorre agora numa contraordenação que pode ir até aos 25 mil euros e arrisca-se a perder a licença de exploração de atividade. Foi o primeiro caso sinalizado pelas autoridades, mas a prática será comum em muitas localidades por todo o país.

Os dois jovens identificados foram referenciados à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens; tinham registado um boletim no valor de dois euros, com ganhos de 28,90 euros.

Para apostar no Placard pela primeira vez, é necessário mostrar o cartão do cidadão ou de contribuinte e registar o número. O terminal entrega depois um talão, com o número de identificação fiscal (NIF) do jogador, para apresentar nas vezes seguintes. De acordo com o JN, os menores usam o talão com o número de contribuinte dos pais ou de um colega maior de idade. Alguns chegam mesmo a registar-se com o próprio NIF, já que os terminais não detetam se o número pertence a um menor. Ao jornal, vários agentes dos jogos da Santa Casa relataram situações de verdadeira “loucura”, mencionando casos em que os jovens vêm sozinhos dizendo que têm autorização dos pais ou que a mãe está à espera no carro.

No caso de as apostas dos menores serem premiadas, os mediadores nada podem fazer a não ser entregar o prémio: se a aposta foi registada, não é possível reter o talão vencedor.

Desde o lançamento, em setembro de 2015, o Placard registou mais de 65 milhões de euros em vendas brutas, indica o JN, precedido apenas pelo Euromilhões e pela Raspadinha, que está no topo das preferências dos apostadores.

 

 

 

 

Página seguinte »


Entries e comentários feeds.