Alerta da OMS. Alimentos para bebés têm excesso de açúcar

Agosto 6, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia e imagem do Sapo Lifestyle de 15 de julho de 2019.

A Organização Mundial de Saúde detetou em quatro cidades europeias que pelo menos um em cada três alimentos infantis tem níveis de açúcar excessivos e são comercializados de forma incorreta como adequados para bebés com menos de seis meses.

Nos estudos, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recolheu dados sobre 7.995 alimentos ou bebidas comercializadas para bebés e crianças pequenas de 561 lojas em quatro cidades europeias da Região Europeia da organização – Viena (Áustria), Sofia (Bulgária), Budapeste (Hungria) e Haifa (Israel).

Em todas as quatro cidades, entre 28% e 60% dos produtos era comercializada como sendo adequada para bebés com menos de seis meses de idade e em três das cidades metade ou mais dos produtos forneciam mais de 30% das calorias através dos açúcares.

Em cerca de um terço dos produtos, o açúcar, sumo de frutas concentrado ou outros agentes edulcorantes faziam parte da lista de ingredientes. “Esses aromas e açúcares adicionados podem afetar o desenvolvimento das preferências de sabor das crianças aumentando o gosto por alimentos mais doces”, indica a OMS.

Apesar de alimentos como frutas e vegetais, que naturalmente contêm açúcares, serem apropriados para bebés e crianças pequenas, “o nível muito alto de açúcares livres em produtos comerciais como o puré também é motivo de preocupação”, frisa a organização.

As recomendações da OMS indicam que as crianças devem ser amamentadas exclusivamente nos primeiros seis meses de vida e que os alimentos complementares não devem ser anunciados como para bebés com menos de seis meses de idade, mas estes dois estudos mostram que as empresas não as seguem.

Embora seja permitido pela legislação da União Europeia, a OMS diz que este comportamento das empresas “não presta homenagem ao Código Internacional de Comercialização de Substitutos do Leite Materno” nem ao guia da organização.

“Ambos afirmam explicitamente que os alimentos complementares comerciais não devem ser comercializados como adequados para crianças com menos de 6 meses de idade”, sublinha a OMS, num comunicado sobre o estudo, hoje apresentado em Bruxelas.

Este trabalho foi realizado entre novembro de 2017 e janeiro de 2018.

“Os alimentos para bebés e crianças pequenas devem atender a várias recomendações estabelecidas de nutrição e composição. No entanto, há preocupações de que muitos produtos ainda possam ser muito ricos em açúcares”, diz João Breda, chefe do Escritório Europeu de Prevenção e Controle de Doenças Não Transmissíveis da OMS.

Para ajudar os países a avançar com recomendações nutricionais, a OMS propõe a proibição de açúcares adicionados, incluindo o concentrado sumo de fruta, em todos os alimentos para bebés, a limitação do teor total de açúcar dos snacks salgados a valores inferiores a 15% da energia e do uso de puré de fruta a 5% do peso total do alimento.

Propõe igualmente uma melhoria da rotulagem no que se refere aos produtos de açúcar e aos teores totais de frutas, assim como a redução do teor máximo permitido de sódio para 50mg/100Kcal e 50mg/100gr na maioria dos produtos.

A OMS defende ainda que as bebidas de frutas e sucos, as alternativas de leite / leite de vaca adoçadas e os salgadinhos doces não devem ser comercializados como adequados para bebés e crianças de até aos três anos de idade (36 meses).

Publicidade está a promover produtos perigosos para as crianças

Março 28, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do Lifestyle Sapo  de 14 de março de 2019.

Jovens e crianças estão cada vez mais expostos a produtos nefastos para a saúde através das redes sociais devido à falta de regulamentação da publicidade digital, alerta hoje um relatório da divisão europeia da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Apesar das políticas e compromissos existentes para limitar a promoção de produtos nocivos à saúde junto de menores, como bebidas com alto teor de gordura, açúcar e sal, bebidas alcoólicas ou tabaco, incluindo novos produtos como cigarros eletrónicos, a OMS Europa considera existirem provas de que as crianças continuam expostas a este tipo de produtos através dos canais digitais.

O documento, intitulado “Supervisão e restrição do marketing digital de produtos nocivos para crianças”, defende uma maior monitorização da publicidade digital deste tipo de produtos pelos países, mas também pelos pais das crianças.

Os autores do relatório acreditam que o controlo da publicidade digital de alimentos nocivos dirigida a crianças e jovens pode ser fundamental para reduzir o impacto negativo de problemas de saúde como doenças cardíacas, cancro, obesidade e doenças respiratórias crónicas, que representam 86% das mortes e 77% dos encargos com cuidados de saúda na Europa.

O relatório é o resultado de uma reunião com especialistas feita em junho em Moscovo, sendo o português João Breda o coordenador da direção para a prevenção e controlo de doenças crónicas não transmissíveis da OMS da Europa, que abrange 53 países, incluindo Portugal.

A reunião quis discutir os desafios da publicidade digital de produtos nocivos para a saúde tendo presente que as crianças passam cada vez mais tempo na Internet, nomeadamente em plataformas e redes sociais como Instagram, Facebook, YouTube ou Snapchat, e que a exposição à publicidade digital aumentou.

Algumas organizações, como agências de publicidade, estão a usar técnicas sofisticadas, aproveitando que o uso crescente de telemóveis e redes sociais permitem a transmissão de mensagens personalizadas e direcionadas e “cada vez mais persuasivas”, referem os autores.

Os especialistas concluíram também que “as estratégias de regulação e auto regulação que existam para a televisão e outros meios de comunicação social tradicionais estão obsoletas”, afirmou Breda à Lusa, após a apresentação do estudo em Londres.

Uma consequência foi o desenvolvimento de uma ferramenta chamada CLICK para monitorizar a exposição das crianças à publicidade digital, que será testada inicialmente por alguns países, e cujos resultados deverão ser divulgados no final do ano.

“É necessária uma atitude mais musculada por partes das entidades públicas, mas os países não podem trabalhar sozinhos, por isso queremos desenvolver ferramentas e estratégias comuns”, afirmou João Breda.

O relatório citado na notícia “Monitoring and restricting the digital marketing of unhealthy products to children and adolescents” pode ser descarregado no link:

http://www.euro.who.int/en/health-topics/disease-prevention/nutrition/news/news/2019/3/new-who-study-shows-more-action-needed-to-monitor-and-limit-digital-marketing-of-unhealthy-products-to-children

 

Manual para uma alimentação saudável em jardins de infância

Fevereiro 7, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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manual

descarregar o manual no link:

http://www.dgs.pt/upload/membro.id/ficheiros/i005536.pdf

Objectivos do manual

  • fornecer informação básica sobre alimentação saudável da criança em idade pré-escolar;
  • estimular a elaboração de materiais e o desenvolvimento de experiências originais de educação alimentar;
  • oferecer ajudas práticas para o planeamento da alimentação em jardins de infância e a selecção de ementas, com um enfoque particular nos frequentados por crianças provenientes de meios socialmente mais desfavorecidos;
  • contribuir para que os jardins de infância ofereçam uma alimentação saudável, equilibrada e adequada às necessidades da criança.

Ministério da Educação apresenta livro sobre nutrição e novo programa contra obesidade infantil

Outubro 16, 2012 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Livros | Deixe um comentário
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Notícia do i de 15 de Outubro de 2012.

Por Agência Lusa,

O Ministério da Educação apresenta na segunda-feira um manual de nutrição infantil com atividades para crianças do ensino básico e o novo programa de saúde para prevenir a obesidade infantil.

O livro, “Manual de Nutrição Infantil”, da autoria de João Breda, Ana Rito e Ana Lúcia Silva, tem fichas de atividades para alunos do 1º ciclo do ensino básico para introduzir boas práticas de alimentação saudável de uma maneira que se pretende pedagógica e, ao mesmo tempo, divertida para as crianças.

Quanto ao programa MUN-SI, na sua primeira edição, foi criado em 2008 entre a tutela, as câmaras de Fundão, Montijo, Oeiras, Seixal e Viana do Castelo e a Universidade Atlântica, para vigiar os hábitos alimentares das crianças mais novas do sistema educativo e procurar prevenir a obesidade.

A nova edição do programa será coordenada pelo Centro de Estudos e Investigação em Dinâmicas Sociais e Saúde da Universidade Atlântica e faz parte de uma rede internacional de iniciativas semelhantes e tem a parceria da Rede Portuguesa de Cidades Saudáveis, que inclui 21 localidades de norte a sul.

Na primeira edição, numa parceria entre a Plataforma Contra a Obesidade da Direcção-Geral da Saúde, os municípios de Oeiras, Fundão, Montijo, Seixal e Viana do Castelo e a Universidade Atlântica, fez-se a avaliação do estado da alimentação das crianças, tomando atenção à zona geográfica, condições ambientais e características socioeconómicas das famílias.

A apresentação do “Manual de Nutrição Infantil”, no âmbito do Dia Mundial da Alimentação, que se assinala na terça-feira, contará com a presenta da secretária de Estado do Ensino Básico e Secundário, Isabel Leite e o secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa.

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico

 

 

 


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