Pais: Moderem a tecnologia entre os mais novos!

Março 13, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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notícia do site http://kids.pplware.sapo.pt/kids/  de 2 de fevereiro de 2015.

pplware

Criado por Marisa Pinto

Uso excessivo de tablets/smartphones compromete as competências sociais… entre outras capacidades das crianças. 

É certo e sabido que, hoje em dia, praticamente todas as crianças sabem como mexer em tablets, smasrtphones e outros equipamentos com ecrã touch. Mas será isso bom ou mau? Que cuidados devemos ter? Uma investigação americana deixa alguns alertas e aconselha a que os pais moderem a tecnologia e experimentem as aplicações antes de deixarem os filhos as utilizar.

Os tablets e smartphones são uma das mais das formas a que mais se recorre para entreter uma criança nos dias que correm. Mas, estes equipamentos devem sempre ser vistos como ferramentas educativas e lúdicas e não como a única forma de entreter e ensinar, sendo que os pais devem sempre estar atentos e acompanhar de perto esta utilização pelos filhos para que a utilizem da melhor forma.

Desta forma, uma equipa de investigadores do Departamento de Pediatria do Centro Médico de Boston (EUA), através de informações de uma publicação da revista Pediatrics, aconselham, em comunicado, o seguinte:

  • Os pais devem experimentar as aplicações antes de deixarem que os filhos as utilizem
  • Os pais devem acompanhar a utilização destas tecnologias pelas crianças, como forma de aumentar o seu valor educativo

Segundo Jenny Radesky, uma das autoras do artigo:

“Neste momento, há mais questões do que respostas no que diz respeito aos dispositivos móveis. Até que mais seja conhecido sobre o impacto que tem no desenvolvimento da criança, é encorajado o tempo de qualidade em família, seja pelo tempo em família desconectado ou pela designada hora da família”.

Para os autores será importante determinar se o uso frequente de aparelhos digitais pode comprometer a capacidade das crianças em criarem relações sociais, desenvolverem empatia ou resolverem problemas.

Esta foi uma questão já colocada sobre a visualização de televisão, e Jenny indica que “Está bem estudado que o aumento do tempo a ver televisão diminui o desenvolvimento da linguagem nas crianças e as competências sociais. Os dispositivos móveis com um uso equivalente também tira o tempo gasto em interações entre humanos”.

As tecnologias devem ser vistas como ferramentas até porque, uma vez que despertam o interesse na criança, motivam-na para aprender ao mesmo tempo que estão a fazer algo que gostam. Desta forma conseguem ser estimuladas e aprenderem de uma forma divertida.

Contudo, como tudo, o tuso deverá ser moderado e os autores não têm bem a certeza se haverá benefícios desta utilização em crianças menores de 2 anos de idade.

Uma vez que as crianças mais pequenas absorvem melhor a informação com atividade mais ‘reais’ em que contam com a presença de outra pessoa e realiza tarefas mais físicas, Jenny recorda que o uso excessivo dos equipamentos tecnológicos pode comprometer as competências motoras e visuais, importantes para aprender matemática ou ciência, ou até para aprender a escrever.

os autores acrescentam também que o desenvolvimento emocional pode ficar comprometido uma vez que “Se estes aparelhos se tornarem o método predominante para acalmar e distrair as crianças pequenas, será que estas vão ser capazes de desenvolver mecanismos internos de auto-regulação?”.

O se filho utiliza frequentemente os tablets/smartphones? De que forma faz a gestão dessa utilização?

 

 

Ecrãs de toque: Bons ou maus para as crianças?

Fevereiro 6, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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texto do Observador de 2 de fevereiro de 2015.

CATRINUS VAN DER VEEN AFP Getty Images

Vera Novais

Passar muito tempo agarrado aos dispositivos móveis pode comprometer algumas competências básicas nas crianças, mas pode estimular outras. O acompanhamento dos pais é a chave para o sucesso.

É quase instintivo, uma criança pega num aparelho que tenha um ecrã e passa o dedo para mudar a imagem ou cumprir alguma função, ficando confusa quando o aparelho não responde ao toque, como o ecrã de uma televisão. Seja em casa ou na escola, as crianças têm acesso a estes aparelhos cada vez mais cedo, mas o impacto que podem ter no desenvolvimento da criança é ainda pouco conhecido.

Uma equipa de investigadores do Departamento de Pediatria do Centro Médico de Boston, nos Estados Unidos, propôs-se a compilar a informação disponível numa publicação da revista Pediatrics, deixando dois conselhos principais: primeiro, os pais devem experimentar as aplicações antes de deixarem as crianças utilizá-las, depois, devem acompanhá-las na utilização das mesmas para aumentar o valor educacional, lê-se num comunicado da instituição.

“Neste momento, há mais questões do que respostas no que diz respeito aos dispositivos móveis. Até que mais seja conhecido sobre o impacto que tem no desenvolvimento da criança, é encorajado o tempo de qualidade em família, seja pelo tempo em família desconectado ou pela designada hora da família”, disse Jenny Radesky, primeira autora do artigo.

Os autores do estudo questionam-se sobre até que ponto o uso frequente de aparelhos digitais pode comprometer a capacidade das crianças para criarem relações sociais, desenvolverem empatia ou resolverem problemas. Este tipo de problemas já tinha sido identificado, segundo os investigadores, em crianças que passam muito tempo a ver televisão. “Está bem estudado que o aumento do tempo a ver televisão diminui o desenvolvimento da linguagem nas crianças e as competências sociais. Os dispositivos móveis com um uso equivalente também tira o tempo gasto em interações entre humanos”, acrescenta Jenny Radesky.

Porém, alguns estudos citados pelos autores referem que algumas aplicações ou livros eletrónicos interativos podem estimular a aprendizagem do vocabulário e a compreensão da leitura em crianças em idade pré-escolar ou mais velhas. Os autores mantêm a dúvida sobre os benefícios que podem trazer para crianças com menos de dois anos.

Sabendo que as crianças mais pequenas aprendem mais facilmente com atividades cara a cara ou com atividades práticas, Jenny Radesky lembra que o uso excessivo destes aparelhos pode comprometer as competências motoras e visuais, importantes para aprender matemática ou ciência, ou até para aprender a escrever.

Além disso, o próprio desenvolvimento emocional pode ficar comprometido. “Se estes aparelhos se tornarem o método predominante para acalmar e distrair as crianças pequenas, será que estas vão ser capazes de desenvolver mecanismos internos de auto-regulação?”, perguntam os autores.

 

 

 


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