TPC perdem eficácia após hora e meia

Março 31, 2015 às 10:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

Notícia da Pais & Filhos de 25 de março de 2015.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Adolescents’ Homework Performance in Mathematics and Science: Personal Factors and Teaching Practices

Press Release da APA

Existem poucas crianças que, mais cedo ou mais tarde, não se queixem de que têm trabalhos de casa a mais e que isso não é bom. Agora, uma equipa de cientistas da Universidade de Oviedo, em Espanha, e outra da Universidade de Stanford (EUA) vem dar-lhes razão.

Um estudo realizado na instituição espanhola concluiu que uma hora é o período em que fazer TPC traz mais vantagens de aprendizagem. E se demoram mais de hora e meia, os resultados não só não aparecem como decrescem. Para além disso, os alunos aprendem mais e melhor se tiverem trabalhos de casa moderados e regulares, ou seja, um pouco todos os dias.

Os investigadores da Universidade de Oviedo analisaram os hábitos de 7700 alunos até aos 14 anos e chegaram à conclusão de que as crianças e adolescentes passam, em média, até duas horas diárias a fazerem trabalhos de casa, distribuídos por todas as disciplinas. A equipa submeteu um grupo de estudo a testes sistematizados de Matemática e Ciências e descobriu que os estudantes a quem eram passados TPC moderados e regulares – e que os faziam sozinhos, sem ajuda de pais ou explicadores – tinham melhores resultados.

Para o especialista Javier Suarez-Alvarez “os nossos dados indicam que não é necessário marcar grandes quantidades diárias de trabalhos de casa, mas é importante que este tipo de tarefa seja sistemática e regular, tendo por meta a criação de hábitos de trabalho e a promoção de uma aprendizagem autónoma e auto-regulada”.

Um outro estudo, realizado na Faculdade de Educação da Universidade de Stanford (EUA) garante que passar mais de três horas diárias a fazer trabalhos de casa pode tornar as crianças e jovens doentes.

Para chegar a esta conclusão, foram avaliados mais de 4300 estudantes de escolas públicas e privadas da Califórnia, cujo ponto em comum é a média alta de notas. “Encontrámos uma ligação clara entre o stresse estudantil para atingir resultados e impactos físicos como, por exemplo, enxaquecas, úlceras e outros problemas estomacais, privação de sono, exaustão e perda de peso”, revelou, à CNN, Denise Pope, uma das coautoras do trabalho.

“Os resultados mostram que 60 minutos diários é um período eficaz e razoável” para dedicar aos trabalhos de casa, sendo que as notas a matemática e a ciências começam a declinar quando os professores marcam TPC que demoram mais de 90 minutos por dia.

“Podemos concluir que, no que diz respeito aos trabalhos de casa, a qualidade e a forma como se fazem é mais importante que a quantidade. Quando consideramos o esforço individual e o trabalho autónomo, o tempo que se demora torna-se irrelevante”, advoga a mesma responsável.

 

 


Entries e comentários feeds.