Curso “Mediação de Conflitos com Crianças do Pré-Escolar e 1º Ciclo (B-Learning)” no Porto e Lisboa

Dezembro 13, 2016 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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red-apple

Porto: 7 de Janeiro de 2017

Lisboa: 14 de Janeiro de 2017

O conflito faz parte da vida. As crianças desde cedo vêem-se perante conflitos que devem aprender a resolver. Os adultos que lidam com a criança devem ter um papel ativo no sentido de ajudá-la a lidar e reconhecer as suas emoções e as dos outros.

A mediação de conflitos em contexto pré-escolar e de primeiro ciclo visa promover competências de comunicação, desenvolver a inteligência emocional e ajudar a criança a gerir as suas emoções.

É muito importante desenvolver com os mais novos estratégias que lhes permitam crescer lidando de forma construtiva e positiva com os seus conflitos. É de pequenino que se deve aprender.

Com esta formação pretende-se formar professores, educadores de infância e outros profissionais para ajudar as crianças na área de resolução de conflitos. Esta formação tem uma forte componente prática. Nas aulas presenciais os formandos serão desafiados a colocar-se sempre no ponto de vista da criança. Na parte à distância, serão efetuados trabalhos, fóruns de discussão e um projeto final que visa a sua implementação em contexto real.

mais informações no link:

http://red-apple.pt/cursos-redapple/item/45-mediacao-pre-escolar

Brinquedos e brincadeiras de creches : manual de orientação pedagógica

Setembro 17, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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creches

descarregar o manual no link:

http://www.radardaprimeirainfancia.org.br/manual-tecnico-brinquedos-e-brincadeiras-de-creches/

Trata-se de um documento técnico com a finalidade de orientar professoras, educadoras e gestores na seleção, organização e uso de brinquedos, materiais e brincadeiras para creches, apontando formas de organizar espaço, tipos de atividades, conteúdos, diversidade de materiais que no conjunto constroem valores para uma educação infantil de qualidade.

O presente documento foi elaborado pelo Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação Básica, visando atender ao estabelecido na Emenda Constitucional nº 59 que determinou o atendimento ao educando em todas as etapas da educação básica, por meio de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde e contou com a parceria do UNICEF.

 

Novas orientações para o pré-escolar são claras: crianças não devem ser classificadas

Julho 11, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 2 de julho de 2016.

Enric Vives Rubio

Andreia Sanches

Como devem progredir e o que devem saber as crianças entre os 3 anos e o ingresso no 1.º ciclo? As novas orientações para o pré-escolar estão a ser apresentadas neste sábado.

Nem “classificação da aprendizagem da criança”, nem “juízo de valor sobre a sua maneira de ser”. As Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar, que revêem as que estavam em vigor desde 1997, e estão a ser apresentadas neste sábado, são claras. Os jardins-de-infância não servem para classificar meninos.

Há quem o faça, criticou a sindicalista da Federação Nacional de Professores (Fenprof), Júlia Vale, num dos períodos de debate da conferência de apresentação das orientações, que reúne durante todo o dia educadores de vários pontos do país, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. E deu um exemplo de um agrupamento de escolas onde os educadores “são obrigados a preencher uma grelha com as percentagens de conhecimentos” que cada criança adquire.

Mas também há quem se sinta confuso. Durante a apresentação do documento, (que se destina a enquadrar a educação das crianças dos 3 anos até ao início da escolaridade obrigatória), a responsável de um jardim-de-infância de Lisboa questionou: “Como é que vou comunicar aos pais, ou à escola do 1.º ciclo, quando as crianças transitam do pré-escolar, como está a criança? Como se operacionaliza isto, se não pode haver classificação de aprendizagens nem juízos de valor, segundo o documento com as orientações?”

Isabel Lopes da Silva, que já tinha participado na elaboração das orientações de 1997, e coordenou agora a equipa responsável pela revisão, respondeu: “Os ritmos do desenvolvimento das crianças são diferentes, o que importa é o progresso que fazem.”

O documento das Orientações Curriculares, divulgado na manhã deste sábado, acrescenta: “avaliar os progressos das crianças consiste em comparar cada uma consigo própria para situar a evolução da sua aprendizagem ao longo do tempo”; a avaliação tem de ser “formativa”; a criança deve ser evolvida, “descrevendo o que fez, como e com quem, como poderia continuar, melhorar ou fazer de outro modo”.

E prossegue: “A definição de objectivos desejáveis ou esperáveis será, eventualmente, utilizada como uma referência para situar e descrever o que a criança aprendeu e a evolução dessa aprendizagem, ou, ainda, para alertar o/a educador/a da necessidade de reformular a sua intervenção, de modo a incentivar os progressos de todas e cada uma das crianças. Uma avaliação sumativa que quantifica ou estabelece níveis de aprendizagem não se enquadra nesta abordagem de avaliação formativa.”

São exemplos deste tipo de avaliação que se pretende “a construção de portefólios ou histórias de aprendizagem, em que a criança é envolvida na selecção de trabalhos, imagens e fotografias que fazem parte desse registo”.

Apesar de o anterior documento orientador não prever uma avaliação quantitava neste nível de educação, a verdade, como disse uma das conferencistas da tarde, Maria João Cardona, da Escola Superior de Educação de Santarém, é que a publicação, há uns anos, de “metas” de aprendizagem fez com que se corresse “o risco de que estas fossem interpretadas” como legitimando outras formas de avaliação.

Entra a Educação Física

As novas Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar definem que competências devem ser adquiridas pelas crianças entre os 3 anos e a entrada na escolaridade obrigatória — o pré-escolar é considerado como “a primeira etapa da educação básica no processo de educação ao longo da vida”.

A iniciativa de rever as orientações de 1997 foi do anterior ministério da Educação que, em 2014, convidou Isabel Lopes da Silva a coordenar uma equipa (que inclui Liliana Marques, Lourdes Mata e Manuela Rosa) para avançar com a tarefa.

Há algumas novidades, descreveram as autoras neste sábado: por exemplo, é criado um novo domínio da Educação Física, quando no documento de 1997 se falava apenas de expressão motora.

Também se passa a falar de “Educação Artística” (Artes Visuais, Jogo Dramático/Teatro, Música e Dança), quando dantes se falava de expressão dramática, plástica e musical.

Mantêm-se as três grandes “áreas de conteúdo” — Área de Formação Pessoal e Social, Área de Expressão e Comunicação (onde entra desde “a construção de conceitos matemáticos e relações entre eles”, à linguagem oral e abordagem à escrita), e Área do Conhecimento do Mundo (onde se faz a “sensibilização às diversas ciências”). Mas, sustenta Isabel Lopes da Silva, há uma “maior explicitação e reforça-se a perspectiva integradora de todas as áreas”.

Formação de educadores

Pedro Cunha, subdirector-geral da Educação, garantiu que está prevista a formação de educadores para as novas orientações. E sublinhou: “Este é agora o documento de referência do pré-escolar.”

Lopes da Silva explicou que a feitura do documento foi muito participada e muitos educadores de infância foram envolvidos. Foram analisados, entre outros, o inquérito nacional a educadores de 2002, sobre as orientações de 1997, uma avaliação feita pela Universidade do Porto, em 2014, vários estudos e recomendações da OCDE sobre esta etapa da educação, mais de 30 currículos e documentos orientadores de vários países do mundo.

A coordenadora da equipa sublinhou a importância da “flexibilidade”: as orientações são para serem adaptadas “em função das características dos grupos de crianças” que o educador tem à sua frente e da diversidade dos mesmos.

Durante a parte da tarde a temática da avaliação das crianças continuaria a ser aquela que mais questões suscitava entre os participantes na conferência. “Estou muito preocupada, há directores que dizem para classificar crianças?”, questionou Helena Pedroso, da Confederação Nacional das Associações de Pais, admitindo que haverá muitos pais que acham importante que os filhos tenham uma nota.

“Cuidado, daqui a pouco estamos a chumbar meninos e meninas no pré-escolar”, disse Maria João Cardona. “Aliás, já acontece adiar a passagem dos meninos e das meninas” para o 1.º ciclo, “por falta de maturidade, com o consentimento das famílias”, afirmou. Maria João Cardona não entende o que isso é, nem como é possível que se faça. “Claro que ninguém aqui está contra a avaliação, temos que pensar é como é que se faz. O documento [das novas orientações] está muito bem feito, mas pode ser preciso que seja complementado.”

No encerramento da conferência, o secretário de Estado da Educação, João Costa, sublinhou a necessidade de se olhar para o pré-escolar como modelo de inspiração do modelo de avaliação a adoptar nos anos que se seguem a essa etapa: “Os meninos podem andar a pé e sentar-se no chão que isso não é um problema de indisciplina grave (…) e ninguém anda obsessivamente a pensar se eles passam ou chumbam, mas apenas se eles aprendem ou não.” Contra a chamada formação “back to basics“, em que o que mais importante é ler, escrever e contar, o governante explicou que as mudanças na avaliação dos alunos começaram pelo básico (com o fim dos exames finais no 4.º e 6.º anos) “por força de muitas coisas”, mas que as mudanças que neste campo estão ser preparadas para todos os ciclos obedecem a um princípio simples: “A avaliação é um processo formativo e se não for formativo não serve rigorosamente para nada.”

“É importante que, de uma vez por todas, deixemos de confundir avaliar com classificar”, exortou, para explicar que “a classificação é um detalhe neste processo, que pode ou não existir”. Assim, o que o Ministério da Educação quer é “conceber a avaliação como um processo reflexivo, que envolve pais e famílias, transparente e que não pode ser standardizado, muito menos no pré-escolar”.

A avaliação “não pode ser feita em função da grelha”, explicitou João Costa. E, porque “o pré-escolar é um dos principais predictores  do sucesso escolar no 1º ciclo”, o governante revelou que o ministério está “com as mãos na massa”. “Estamos a trabalhar com a Inspecção-Geral de Educação para poder acompanhar o que se passa nas IPSS (não numa perspectiva de policiamento mas de acompanhamento e de melhoria da acção) e, em conjunto com a secretaria de Estado da Segurança Social, estamos a discutir as questões de tutela pedagógica” de creches e pré-escolar. Com Natália Faria

Actualizado às 18h57: acrescenta declarações do secretário de Estado da Educação, João Costa, na sessão de encerramento

 

 

 

 

Cómo debería ser el patio de la escuela? Ideas para repensarlo como espácio educativo

Fevereiro 11, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://www.tierraenlasmanos.com de 18 de janeiro de 2016.

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REPENSAR EL PATIO COMO ESPACIO EDUCATIVO

Corren tiempos de cambio en todo a lo que la educación se refiere. También los patios de muchas escuelas están repensándose y ganando protagonismo.

Estamos acostumbrados a una escuela en la que hay un espacio interior y cerrado en la que transcurren las clases, con los niños sentados y acumulando energía… y un espacio exterior que sirve para que toda esa energía acumulada explote y salga hacia afuera.

Pero esos 30 minutos exprés de descanso a media mañana carecen de sentido si el sistema de enseñanza se adapta a las necesidades reales de la infancia, volviéndose más vivencial, de forma que puedan aprender experimentando y observando, y a la vez jugar aprendiendo. ¿Dónde empieza y termina cada cosa? Porque la realidad es que cuando los niños juegan, incluso cuando parece que no sucede nada, también están aprendiendo.

Es por eso que es importante concebir el espacio exterior de la escuela como un lugar en que ese “continuo aprender de la vida” pueda enriquecerse. Y ello en un doble sentido:

  1. Llevar el aula al espacio exterior: acercando la naturaleza a la escuela, para poder observarla y experimentarla de forma directa (no a través de un libro o, aún peor, de una pantalla).
  2. Transformar el juego y las relaciones que se crean durante el recreo, en sentido estricto. ¿Cómo? Favoreciendo la presencia de elementos que inviten al juego en equipo, a la negociación entre niños, a la imaginación… Introduciendo variedad de texturas para jugar/experimentar con ellas, elementos de motricidad… y usurpándole el protagonismo a las pistas de fútbol que han monopolizado los patios durante años.

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Por desgracia, yo recuerdo el patio de mi escuela como puro cemento. Pasada la etapa de preescolar, lo más divertido que había para hacer era una pista de básquet y otra de fútbol que quedaban invadidas por competiciones en las que, generalmente, sólo había niños. Las niñas acabábamos sentadas frente a los vestuarios jugando a cromos, charlando… ­­­­­

Seguramente si el espacio hubiera estado dispuesto de otra forma y hubiera ofrecido más oportunidades y experiencias el juego hubiera sido más rico, más variado y enriquecedor y estoy convencida que esa diferencia entre “niños a fútbol – niñas a charlar o juegos de manos” se hubiera reducido.

BENEFICIOS DE REFORMAR EL PATIO DE LA ESCUELA

Antes de entrar en materia quiero hablarte de por qué es importante concebir el patio de una escuela como un ambiente más de la misma, al aire libre, en el que la naturaleza y sus elementos estén presentes y en el que, a la vez, las posibilidades de juego sean ricas y variadas. Te resumo brevemente algunos de los beneficios:

Cognitivos: acercar la naturaleza a la escuela mejora el desarrollo cognitivo de los niños, ya que amplía su capacidad de observación, análisis y razonamiento. Además, las experiencias manipulativas que puede obtener un niño en un espacio al exterior bien preparado, con variedad de texturas, estimulan su desarrollo intelectual y sus sentidos.

Emocionales: en un espacio al aire libre en el que se procura la presencia de elementos naturales y se instauran estructuras para su manipulación (casitas de juego, cocinitas de exterior, huertos, etc.) los niños aprenden a comunicarse, negociar, compartir, cooperar, coordinarse, etc. A diferencia de aquellos patios que prácticamente sólo permiten juegos competitivos.

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Físicos: todos sabemos que la actividad física es muy beneficiosa para los niños (y adultos claro). Es bueno para su cuerpo, les ayuda a relajarse, a estar más sanos e incluso favorece el aprendizaje intelectual (se aprende mejor tras un poco de actividad física). Sin embargo, en muchas escuelas casi toda la actividad física posible se reduce a jugar a deportes competitivos y no a todos los niños les gustan. Favorecer otro tipo de espacios y estructuras para que la actividad física tenga lugar es una idea fantástica para que todos los niños puedan beneficiarse de los efectos positivos de mover el cuerpo.

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En definitiva, que un patio bien pensado estimula el juego, la interacción, fomenta la curiosidad, beneficia la autoestima y la salud física.

IDEAS DE BAJO PRESUPUESTO PARA INCORPORAR/MODIFICAR EL PATIO

Y ahora sí, os muestro algunas opciones a incorporar en el patio. Son ideas sencillas, económicas, muchas de ellas hechas con elementos de reciclaje. Requieren, sobre todo, buena planificación, tiempo, mano de obra y mucha ilusión.

  1. Introducir arena y tierra. Hace un tiempo mantuve una reunión con una empresa constructora de parques infantiles y su creador me dijo algo totalmente acertado “dónde haya arena y agua… nosotros no construimos. Los niños no necesitan nada más”. Se refería a la playa, que ya dispone de todo lo necesario para horas de diversión pero me parece muy cierto y aplicable a otros contextos. Arena, tierra (y agua) son un punto de partida excelente.

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  1. Agua. Ligado con el punto anterior… el agua siempre es más que necesaria. ¿Cómo se va a trabajar bien la arena sino? Jejeje. Las opciones pueden ser tantas como presupuestos haya.

A mi me encantan las fuentes y circuitos en las que los niños tienen que bombear el agua. De esa forma hacen un trabajo físico y, a la vez, evitamos que se desperdicie el agua. Pero hay otras ideas mucho más económicas que puede ser de interés como punto de partida. Te hablé de ello aquí.

  1. Cocinita de exterior. La cocinita de exterior es un espacio en el que los niños pueden manipular los elementos anteriores jugando, experimentando, haciendo trasvases, pastelitos, etc. etc.
  2. Desniveles. Los desniveles no solo son divertidos sino que ayudan a estimular y trabajar la motricidad gruesa y el equilibrio. Pueden ser un recurso muy económico. Unas simples montañitas y dunas pueden dar para horas de diversión.

Se pueden crear también desniveles con rocas.

E incluso incorporar paredes de escalada, que es la opción más rápida y económica (siempre debe haber material de seguridad debajo o suelos amortiguadores).

  1. Toboganes. En puridad también suponen un desnivel pero los pongo a parte para que sea más claro. Los toboganes que ofrecen un aspecto más natural son aquellos cuya rampa se coloca sobre un desnivel de tierra.
  2. Vegetación y huerto. Algo que toda escuela debería tener para ayudar a comprender los ciclos de la vida, el cuidado hacia las plantas y la naturaleza.
  3. Casitas y cabañas. Los refugios invitan al juego imaginativo y simbólico y también a los juegos entre varios niños.
  4. Circuitos de troncos. Los circuitos de troncos son ideales para estimular la motricidad, la coordinación, el equilibrio… sirven para sentarse, para sentir la madera… y sus tronquitos pueden delimitar espacios, marcar zonas, etc.

APRECIACIONES FINALES

Este artículo pretende ser sólo un punto de partida para aquellos que me habéis preguntado sobre qué incorporar al patio. Cada escuela tendrá sus necesidades y su realidad. Es imposible establecer un plano válido para todas.

Pero os dejo tres ideas claves para pensar que incorporar:

¿Qué queremos qué suceda en el patio? Es crucial saber que se persigue para saber qué colocar.

¿Cuál es el clima de la región? ¿Dónde hace sol y dónde sombra? ¿Hay zonas que se encharcan? En función de ello pondremos unas plantas u otras, el arenero en una zona u otra, etc. y pensaremos el suelo, drenaje…

Las instalaciones y materiales deben ser seguros. Para ello hay que tener en cuenta la normativa vigente.

Si os interesa seguimos hablando de todo esto otro día y mientras tanto os invito a visitar la web de El Safareig, una pareja de maestros que hace una labor excelente para reformar los espacios exteriores de las escuelas y que comparten generosamente todo su saber (la web está en catalán pero espero que con un traductor podáis comprenderla).

Y si buscáis inspiración sobre cómo empezar a llevar a cabo el proyecto, cómo moverlo y obtener financiación… os invito a conocer la iniciativa Un cole una ilusión y a colaborar con ellos.

Creo que es el post más largo que he publicado, así que me despido ya mismooo! Eso sí, me gustaría acabar invitándote a cerrar los ojos y a visualizar este tipo de patios para tus niñ@s (hij@s o alumn@s). Un patio lleno de tierra y arena para hacer pastelitos, con un espacio para la experimentación, con acceso a agua, con desniveles para recorrer, tronquitos sobre los que trepar y naturaleza que observar… ¿te atreves a dejar de soñarlo para conseguirlo?

Un abrazo,

Clara

visualizar todas as fotografias no link:

http://www.tierraenlasmanos.com/reformar-patio-escuela-en-espacio-educativo/

 

Manual para uma alimentação saudável em jardins de infância

Fevereiro 7, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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manual

descarregar o manual no link:

http://www.dgs.pt/upload/membro.id/ficheiros/i005536.pdf

Objectivos do manual

  • fornecer informação básica sobre alimentação saudável da criança em idade pré-escolar;
  • estimular a elaboração de materiais e o desenvolvimento de experiências originais de educação alimentar;
  • oferecer ajudas práticas para o planeamento da alimentação em jardins de infância e a selecção de ementas, com um enfoque particular nos frequentados por crianças provenientes de meios socialmente mais desfavorecidos;
  • contribuir para que os jardins de infância ofereçam uma alimentação saudável, equilibrada e adequada às necessidades da criança.

Alimentação nas creches: acha mesmo que o seu filho come bem?

Fevereiro 7, 2016 às 7:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do Observador de 27 de janeiro de 2016.

observador

Cláudia Sebastião

Salsichas, rissóis, croissants, mousse de chocolate. Se pensa estar perante uma festa de aniversário, engana-se. Estes alimentos fazem parte da ementa de muitas creches. E fazem mal. Quem fiscaliza?

Beatriz Rodrigues vive na zona das Caldas da Rainha e Ana Lima nos arredores de Lisboa. As duas têm filhas: a primeira com 20 meses, a segunda com 16. Ambas estão descontentes com a comida que é dada às crianças nas creches que frequentam. Elementos comuns: doces, sobremesas e poucos legumes. Beatriz queixa-se do “tulicreme no pão, pudim de sobremesa, estrelitas e chocapic ao lanche”.

Já para Ana, o pior é a falta de variedade: “Quase todas as semanas servem atum. Servem também com frequência hambúrgueres e douradinhos e os legumes no segundo prato não existem”. Mas, esta mãe insurge-se também contra os doces. “Crianças com um ano e já comem doce! Aos mais pequeninos dão gelatina, depois começam a dar arroz doce e leite creme. Eu considero a gelatina muito pior porque é só açúcar e água…”

Beatriz e Ana decidiram expor as suas divergências às direções das creches das filhas. Não conseguiram introduzir alterações. Para já, Beatriz teve a garantia de que a filha “não come tulicreme, nem chocolate no leite e a promessa do envio das ementas para o e-mail”. Ana não teve melhor sorte: “Falei com a direção e nada mudou, até me disseram que não era a primeira a reclamar”.  Esta mãe não consegue compreender os argumentos que ouviu. “A diretora justificou os douradinhos, hambúrgueres e afins, dizendo que tem ‘que se dar às crianças o que elas gostam para que comam’. Mas as crianças estão a ser educadas também no paladar. Por isso, tem que se variar!”, insurge-se.

Fritos, sal e açúcar não entram

Vera Santos conhece bem estas críticas. É diretora de uma creche, em Algés, concelho de Oeiras, desde 2012. Sem cozinha própria, contratou um fornecedor para os almoços. Mas a relação durou apenas um mês. Vera explica: “A ausência de vontade de adequar as ementas (que incluíam alimentos como croquetes, ovos mexidos com salsichas ou mousse de chocolate), levou-nos a optar pela Bebé Gourmet”.

E o que mudou nas refeições servidas na Escolinha da Kika? “Fritos, sal, açúcar branco, carne de porco, refrigerantes, chocolate são alguns exemplos do que não entra nas ementas. Uma vez por semana, temos uma sobremesa feita com fruta natural (como gelatina vegetal, mousse de banana, ou trio de pera, maçã e iogurte). De alimentos processados, temos farinha de arroz (para quando surge alguma diarreia) e, uma vez por semana, temos a opção de oferecer farinha láctea no berçário; também os cereais que servimos são processados. Os iogurtes servidos são sempre naturais, aromatizados com fruta passada na hora.”

A alimentação saudável é uma bandeira da creche que dirige, e até já organizou uma formação aberta aos pais e à comunidade sobre o tema. Mas a diretora da creche admite que a mudança de fornecedor teve consequências nas contas da creche. “Quando mudámos, acabámos mesmo por ter algum prejuízo”. Mas nem por isso pensa voltar atrás. “O benefício de sabermos que estamos a oferecer a estas crianças o que é mais adequado acaba por ser muito mais importante para nós”, explica.

A polémica do açúcar

Basta fazer uma pesquisa na internet, ou perguntar a quem tem crianças em creches, para perceber que é muito comum serem servidos ovos mexidos com salsichas ou fiambre, rissóis, croquetes, hambúrgueres, almôndegas, chocolate no pão ou no leite, bolos ou bolachas, cereais e papas ou sobremesas. Já os legumes, muitas vezes, só aparecem na sopa. Nestas questões, há opiniões para todos os gostos e o consumo de açúcar divide os pais e até mesmo os profissionais. Há quem ache que não faz mal comer, quem coma de vez em quando e quem não queira dar nunca.

Os estudos à forma como as crianças se alimentam em Portugal revelam que a partir do primeiro aniversário, a alimentação das crianças começa a piorar com o consumo de doces e de sal em excesso. Aos quatro anos, 65 % das crianças comem doces todos os dias e 73% consome ‘snacks’ salgados mais de uma vez por semana.

Júlia Galhardo é pediatra e responsável pela consulta de obesidade no Hospital Dona Estefânia, em Lisboa. A profissional não tem dúvidas: “Esta alimentação vai ter consequências nestas crianças muito mais cedo do que na geração dos pais. Vamos ter síndrome metabólica que tem a componente da hipertensão, aumento do ácido úrico, fígado gordo e diabetes tipo 2. Tudo isto é um pacote para o aumento do risco cardiovascular.” É um conjunto de doenças interligadas e cada alimento destes acaba por prejudicar a saúde em vários aspetos. “As batatas fritas são más porque têm sal, mas também têm gordura saturada”, explica.

Alternativas saudáveis aos doces

Uma das receitas que Andreia Revez dá é a da bolacha de batata-doce. Basta juntar uma gema de ovo, meia chávena de batata-doce cozida descascada, duas colheres de chá de água e 28 gramas de farinha de coco ou de arroz. Misturam-se todos os ingredientes e moldam-se as bolachas no formato que quiser. Leva-se ao forno num tabuleiro durante 15 a 20 minutos e já está.

Uma alternativa às papas industriais são as papas caseiras. A nutricionista sugere, por exemplo, batata-doce cozida com abacate. Pode ser triturada em papa ou dada em cubos ou palitos, quando o bebé já conseguir trincar. Além disso, podem ser feitas papas de aveia com fruta.

A pediatra Júlia Galhardo defende que se deve dar preferência ao pão escuro, à fruta e ao leite ou derivados. O iogurte natural com fruta é uma boa alternativa aos iogurtes açucarados, por exemplo. A seguir à refeição, a preferência vai para a fruta. Mas pode ser, por exemplo, espetadas de fruta ou mousse de fruta com abacate e banana ou pera. Triture tudo e junte alfarroba em pó. Parece mousse de chocolate mas esta é saudável e muito boa.

Crianças doentes por causa da alimentação não é cenário do futuro, mas uma realidade que a pediatra já vê nas suas consultas. “Eu tenho doentes com menos de dez anos a quem tenho que dar medicação que se dá aos velhinhos por causa da diabetes. Se estamos a ver isto em idade escolar, quando chegarem aos 30 já tiveram um enfarte!”. A pediatra explica que as orientações são para dar medicação se os valores não baixarem depois de meio ano com as alterações na alimentação. “Tenho meninos que tomam medicamentos iguais aos dos avós. Digo-lhes: ‘Vão lá ver aos medicamentos dos vossos avós se não tomam também estes?’. Eles ficam a olhar para mim assustados, mas a ideia é mesmo essa.”

Será que comer uma vez por semana um doce faz diferença? “O que é de vez em quando?! O problema é que é todos os dias. A questão é que cada uma destas coisas é uma vez por semana, e no final da semana temos uma grande asneira. Isto está legislado pela Direção-Geral de Saúde e pela Direção-Geral de Educação. Existem regras específicas para o número de sobremesas, fritos, doces. Esses alimentos são péssimos. Não é só o açúcar e gorduras saturadas, mas está-se a condicionar o paladar nestes meninos.” Júlia Galhardo explica que “as crianças pequenas, com menos de três anos, não gostam do amargo. Darwin explica isso. Na evolução, as bagas amargas eram perigosas para a saúde, eram venenosas. As crianças só por si já não gostam. Se não introduzirmos os vegetais e as frutas, e substituímos isso pelo que é palatável (os molhos com açúcar, gorduras ou sal) estamos a condicionar o paladar destes miúdos”. Por isso, o argumento de dar às crianças aquilo que gostam como os hambúrgueres ou os doces deve ser contrariado. A nutricionista Andreia Revez concorda e explica que “até aos 3 anos as crianças são mais recetivas a experimentar alimentos”.

“O açúcar deve ser tratado como uma droga”

Andreia Revez é nutricionista. Há seis anos que trabalha com alimentação pós-parto e nutrição infantil no Centro Pré e Pós Parto, em Lisboa. Nas consultas, a maior preocupação dos pais é a alimentação nas creches. Para a nutricionista, o pior são os lanches e a continuidade. “Se a creche dá, de forma consistente, papas com açúcar, leite com chocolate, bolachas… Isso é parte de uma festa de anos, da exceção. Tudo isto devia sair da base diária da criança”, defende.

Da realidade que conhece, a nutricionista reconhece que as ementas não são adequadas a bebés: “O que não está adaptado é dar uma papa que tem 3 ou 4 açúcares diferentes. Eu diria que de base não tem nada de jeito, só tem farinha e açúcares. É a forma mais rápida de aumentar o peso de forma não saudável. Nós sabemos que os bebés têm que aumentar de peso mas assim não. Isto vai ver-se daqui a uns 40 anos, em adulto.” Por isso, Andreia Revez discorda de iniciar a diversificação alimentar pela papa.

“Quando o primeiro alimento é farinha e açúcar é muito difícil treinar o paladar dos nosso filhos para o que não é doce. Depois temos antibióticos, alimentos inflamatórios e temos uma criança que está sempre doente”, explica. Quando o bebé faz um ano, normalmente há a indicação de que pode comer tudo, igual à família. Os estudos demonstram que os cuidados tidos até então desaparecem e a alimentação salta dos carris. “Parece que há uma barreira. A partir de um ano, pode comer de tudo. Mas de tudo o quê? De tudo o que é saudável! Vamos cair na fase de crescimento, importante do ser humano. O problema é que as famílias se alimentam com alimentos processados”, admite.

“O açúcar deve ser tratado como droga que é: é inflamatório, não tem nutrientes, é péssimo para os dentes”, alerta. Os produtos processados também são para evitar. Além de muitos conterem açúcar, com a refinação e processamento perdem propriedades. Andreia Revez deixa um alerta: “Tudo o que leve farinha refinada é um alimento com muitos poucos nutrientes, quase zero. Para o crescimento ser mais saudável, precisamos de todos os nutrientes. Comer cereais ou pão branco com chocolate também não é saudável. Dar bolacha diariamente é dar informação ao corpo. Ela é inflamatória: açúcar refinado e farinha refinada.” Por isso, a nutricionista desaconselha a tão recomendada bolacha Maria, pois tem farinha de trigo refinada, açúcar, gorduras hidrogenadas e sal.

Saúde no prato

O que oferecer então às crianças nas creches e em casa? Júlia Galhardo diz que “nada é proibido”. “Um bolo, uma vez por semana, não tem mal nenhum. Um chocolate de 30 gramas não tem mal. Isso é a festa de anos. Mas as crianças aos quatro anos têm agendas sociais muito cheias, às vezes, com várias festas de anos num fim de semana. Festas de aniversário em que vêm para casa com sacos de gomas ou chocolate, santa paciência!” Já ouviu a expressão: “Coitadinhas das crianças que não podem comer doces?” A pediatra responde: “São coitadinhos porque estamos a dar-lhes cabo da saúde.” E alerta: “A comida não serve para premiar ou para castigar”.

Andreia Revez insiste na mesma tecla e diz que “gostava de ver nas creches alimentos a sério, que não sejam transformados pela indústria, fruta, vegetais. Para prevenir doenças crónicas, temos que pôr legumes no prato”. Para a nutricionista, é preciso consistência e incluir estes alimentos todos os dias na alimentação. “Se eles estão lá, a criança come um bocadinho de tudo. Pomos três tomates cereja. Ao primeiro dia, só prova. Ao segundo, eles continuam lá e já come um”.

Ao argumento de que alimentos saudáveis são mais caros, Andreia responde com a prática e sugere às creches e aos pais: “Se fizermos umas bolachinhas com flocos de aveia, adoçadas com fruta ou puré de maçã, não ficam muito caras. Um pacote de flocos de aveia custa cerca de 80 cêntimos!” Mas há mais alternativas: “As crianças adoram cenouras em palitos. Conseguimos criar muitas opções saudáveis. A fruta é barata. Não percebo porque não se dá fruta nas creches!”. Outra opção é dar iogurte natural. “Uma criança que come iogurte com açúcar não comerá iogurte sem açúcar. Iogurte açucarado é outra vez uma sobremesa”, explica.

Afinal, o paladar também se educa e aprender a comer de forma saudável faz parte de um crescimento harmonioso. Pedro Graça, diretor da Plataforma Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, sublinha que “na área da alimentação, o que se come em casa é tanto ou mais importante do que o que se come nas escolas” até porque “as crianças, e quanto mais pequenas mais importante é, são grandes imitadoras. As crianças vão comer como os pais. Se possível, a comida deveria ser saudável desde o mais pequeno até ao mais idoso lá de casa”.

Educar para uma alimentação saudável

A Direção-Geral de Saúde não  tem recomendações específicas para esta faixa etária, mas apenas para as crianças entre os três e os seis anos de idade. O “Manual para uma Alimentação Saudável em Jardins de Infância”, publicado pela Direção-Geral de Saúde, recomenda que o açúcar, o mel, o cacau e os produtos de pastelaria “devem ser consumidos com extrema moderação porque: têm pouco valor nutricional, embora tenham elevado poder energético; apresentam risco para a saúde dentária; contribuem para a obesidade e interferem com o apetite, substituindo outros alimentos com muito melhor valor alimentar”. Por isso, “a sobremesa deve ser constituída por fruta” ficando os doces reservados apenas para “dias especiais”. O manual defende que “o prato principal deve também ser acompanhado com um pouco de legumes, leguminosas ou salada”. Recomenda-se ainda a moderação do consumo de carne, usar o sal com “muita moderação”, “evitar os enlatados e os caldos concentrados, por conterem habitualmente excesso de sal, gorduras e certo tipo de aditivos”.

Como comem as nossas crianças

O projeto Estudo do Padrão Alimentar e do Crescimento Infantil (EPACI) 2012 analisou os hábitos alimentares de 2500 crianças até aos 36 meses de idade. O relatório encontrou dados preocupantes. Um quarto das crianças prova refrigerantes quando faz um ano de idade. Já as sobremesas doces, são provadas, em média, aos 13 meses. As conclusões mostram também que 17% das crianças de 2 e 3 anos bebem todos os dias bebidas açucaradas e 10% comem diariamente sobremesas e doces. Já o consumo de hortícolas e cereais fica aquém do aconselhado. Mais de 90 por cento das crianças comem fruta fresca e sopa todos os dias. Mas só pouco mais de metade tem vegetais no prato.

Um estudo do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, divulgado em 2014, conclui que 65% das crianças de 4 anos comem bolos e doces todos os dias. A investigação acompanhou mais de 8 mil crianças, nascidas no Porto em 2005 e 2006. Além do consumo excessivo de doces e de sal, 73% destas crianças come uma a quatro vezes por semana “snacks” salgados como pizza, hambúrguer ou batatas fritas.

Pedro Graça, diretor da Plataforma Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, explica que este manual está a ser alvo de estudo para atualização. Uma das ideias é promover a variedade. “Nós, baseados na evidência científica, entendemos que é fundamental a escola ensinar para a variedade. As crianças acabam por não conhecer, não treinar o gosto para a diversidade dos vários tipos de fruta e de hortícolas, porque os pais não os consomem”.

O argumento de que as crianças não gostam não colhe. O diretor da Plataforma diz que “as crianças não gostam de hortícolas à primeira vez. Gostam muito mais do que é doce e do que é salgado. Os nossos sentidos estão preparados para isso. Se não aparecem à mesa, as crianças não aprendem a gostar”. Os lanches e o que é comido fora das refeições principais também vai ser tido em conta na revisão deste manual. “É uma preocupação explicar às crianças que o meio da manhã e o meio da tarde e os lanches devem ser saudáveis. Não precisam de ter bolos nem refrigerantes. Devem ter pão, água, sumos de fruta naturais. Sem excessos de sal, açúcar e produtos processados.”

Outras prioridades são utilizar a roda dos alimentos para distribuir os alimentos na proporção certa no prato e ensinar as crianças a estar à mesa. É preciso mudar esta realidade: “Uma criança que não sabe utilizar os instrumentos para comer, que não aprende que a refeição se inicia com sopa e termina com uma peça de fruta, que não aprende que não se vê televisão à refeição…”  Estes princípios e o ensino pelo gosto da atividade física serão tidos em conta nas recomendações da Direção-Geral de Saúde nesta área.

Mas afinal quem controla a alimentação das creches?

Se a realidade contraria estas linhas, Pedro Graça diz que “neste momento, não existem obrigações de oferta alimentar por parte do pré-escolar”. “A fiscalização é feita pelo Ministério da Educação. O Ministério da Saúde intervém quando há um atentado à saúde pública, por exemplo num caso de intoxicação”, explica.

Já Rui Lima, nutricionista da Direção-Geral de Educação, esclarece que as orientações e fiscalização do ministério são relativas aos jardins de infância, considerados parte do sistema de ensino, e não às creches (até aos três anos). “As creches são uma zona mista em que o ministério não intervém. A responsabilidade é da Segurança Social”. Vamos então ver o que diz a Segurança Social sobre as ementas nas creches. As normas para a instalação e funcionamento das creches preveem que as ementas sejam elaboradas por pessoal técnico com formação adequada e afixadas semanalmente num local visível. O incumprimento é contra-ordenação e dá direito a multa. Mesmo assim, muitas vezes as ementas não são do conhecimento dos pais ou estão incompletas não incluindo os lanches, como atestam Beatriz Rodrigues e Ana Lima.

No que diz respeito à composição das ementas, em concreto, o “Manual dos processos-chave das creches”, publicado pela Segurança Social, estipula que nas refeições servidas às crianças até aos três anos (creche) devem ser evitados o excesso de sal, de gorduras, de açúcar e alimentos açucarados. As ementas devem ser “equilibradas,variadas e ricas nutricionalmente”. Já a higiene e segurança alimentar deverão ser asseguradas através da implementação do sistema HACCP (Análise de Perigos e Controlo de Pontos Críticos) para evitar riscos para a saúde.

Rui Lima, da Direcção-Geral de Educação, explica que “a fiscalização do Ministério da Educação é só para os jardins de infância”, muitas vezes integrados em agrupamentos de escolas. E quem fiscaliza as creches que funcionam em instituições com jardim de infância? “A maior parte desses estabelecimentos são privados e aí também não temos essas competências. Nas escolas privadas a alimentação é da competência da própria escola”, explica o técnico superior . Então, não há fiscalização às ementas das escolas privadas? “Se os pais põem os filhos numa escola privada é opção dos pais, e aí sim têm um papel fundamental a pressionar para uma alimentação saudável”.

Doentes por comer mal

Um estudo da Associação Portuguesa contra a Obesidade Infantil, de 2013-2014, aponta que uma em cada três crianças tem peso a mais. A investigação acompanhou mais de 18 mil crianças e concluiu que 33,3% entre os 2 e os 12 anos têm excesso de peso, das quais 16,8% são obesas.

O estudo COSI Portugal, associado ao sistema europeu de vigilância de obesidade infantil, avalia as crianças dos 6 aos 8 anos. Em 2013, e apesar de se registar uma evolução positiva, o país “continua a ser um dos países com maior prevalência de excesso de peso e obesidade infantil”. 31,6% das crianças têm excesso de peso e 13,9% sofrem de obesidade, segundo os critérios da Organização Mundial de Saúde. Daí que a obesidade infantil seja uma das prioridades do Plano Nacional de Saúde até 2020. Intimamente ligada à obesidade está a diabetes. A tipo 2 aparece normalmente na idade adulta, mas há cada vez mais crianças a sofrer da doença. Está associada à obesidade, má alimentação e sedentarismo. O pâncreas produz insulina, mas há resistência à sua ação, o que o leva a trabalhar cada vez mais. A pediatra Júlia Galhardo explica que “o pâncreas é uma fábrica e também tem capacidade limitada. A partir de determinado valor, o pâncreas já não consegue.” Aí é preciso intervir com alterações na dieta. “Se a alimentação saudável não tiver efeito em meio ano, e os valores não baixarem, temos de prescrever medicamentos.”

 

 

Aprender a ler mais cedo: a pressão do sucesso começa no pré-escolar

Janeiro 5, 2016 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Texto do Diário de Notícias de 23 de dezembro de 2015.

artigo da revista The Atlantic citado na notícia é o seguinte:

The New Preschool Is Crushing Kids

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Is Kindergarten the New First Grade?

Pedro Granadeiro Global Imagens

Joana Capucho

Pediatras defendem que não se deve forçar o desenvolvimento das crianças. Educadores dizem que seguem o ritmo de cada um. Sair do pré-escolar a ler não é uma meta, asseguram, mas estudo americano indica o contrário

Tal como brincar, pintar ou cantar, a leitura tem um papel cada vez mais importante no pré-escolar. De acordo com um estudo feito pela Universidade de Virgínia, nos EUA, que comparou as mudanças entre 1998 e 2010, a percentagem de educadores que esperam que os alunos que vão para o primeiro ciclo saibam ler subiu de 30% para 80%. A mesma pesquisa diz que gastam cada vez mais tempo com fichas de exercícios e cada vez menos com música e arte. Por cá, os três pediatras ouvidos pelo DN dizem que também há uma tendência para a sobrecarga das crianças no pré-escolar, quer por pressão da escola quer dos pais, o que não tem qualquer benefício para os mais novos.

De acordo com o estudo “O jardim-de-infância é o novo primeiro ano?”, citado pela revista The Atlantic, aquilo que se esperava das crianças de 6 anos é hoje pedido às mais jovens. Tal como nos EUA, em Portugal o pré-escolar também mudou, tornando-se mais exigente. Para tal, explica o pediatra Mário Cordeiro, contribuiu “a ciência pediátrica, educativa e psicológica, e também a neurofisiologia”, mas também existem razões “menos boas” para a mudança. Segundo o pediatra, “é querer fazer das crianças “cavalos de corrida” a partir de idades muito precoces, “querendo forçar conceitos abstratos e simbólicos cedo de mais e a aquisição de competências que não são adequadas à maioria dessa idade”. Com base nisso está “a pressão dos pais e um certo show off das escolas (que prometem aulas de inglês aos 2 anos ou mandarim aos 3, por exemplo), impedindo muitas crianças de… serem crianças”.

Essa é também a opinião da pediatra Júlia Guimarães. “Isto também acontece em Portugal, sobretudo no ensino particular. E é uma tendência perfeitamente errada.” Antes do ingresso no 1º. ciclo, “não se deve academizar”. Os educadores “devem estimular as crianças, através da arte, da música, das brincadeiras e atividades orientadas”, mas o início da leitura e da escrita “deve ficar para o 1º ano”. Na opinião do pediatra Hugo Rodrigues, “é notório que, cada vez mais, o pré-escolar tenta investir na escolarização das crianças, o que é um disparate”. Se o 1º ciclo tem início aos 6 anos, “é porque é nessa idade que é suposto começaram a aprender”. Mas, além da pressão da sociedade, “há demasiada competitividade entre os pais e as próprias escolas”. Claro que, ressalva, “se a criança tem vontade de ir mais além, deve corresponder-se, mas sem impor”.

Embora as crianças possam corresponder do ponto de vista cognitivo, Hugo Rodrigues lembra que “não têm maturidade para lidar com as diferenças relativamente aos outros meninos, nem com as diferenças nos métodos de ensino”. Mário Cordeiro explica que “quando as exigências são disparatadas ou desfasadas relativamente ao que é capaz de dar, ou quando é intensivo e faz gastar tempo que poderia estar a ser usado noutras coisas, a criança vive ainda mais em stress, é menos feliz, sente-se pressionada e, mesmo que aprenda muitas coisas, terá mais hipóteses de se desinteressar”.

Antes de receber o telefonema do DN, Mariana Miranda, educadora de infância há 34 anos, tinha estado a falar com a mãe de uma criança de 5 anos que já lê algumas palavras. Não é um caso único. “Quando chegam já trazem imensos saberes. Nós fazemos diagnóstico e conduzimos, introduzindo coisas novas”, explica a coordenadora do pré-escolar do Agrupamento de Escolas Dr. Costa Matos, em Gaia. No entanto, “não existe pressão para que adquiram essas competências”. Trabalham, sim, “para que desenvolvam o gosto pela leitura e pela escrita”. Cristina Madureira, do jardim-de-infância do Centro Escolar de Cinfães, reforça que “não se espera que as crianças saiam do pré-escolar a ler ou a escrever”. Cada uma tem o seu ritmo “e é com base nele que se trabalha”. No 1º. ciclo “chegam facilmente à leitura e à escrita”.

 

 

 

 

KidspráTV

Dezembro 15, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Crianças do Jardim de Infância e primeiro ciclo também têm voz ativa.

A Associação de Pais do Centro Escolar do Fujacal, que pertence ao Agrupamento de Escolas André Soares em Braga tem, fez um ano em Novembro, uma televisão feita com as crianças e para elas.

O KidspráTV! é uma televisão inclusiva, que pretende ensinar de uma forma não formal vários temas, que pretende e tem conseguido dar voz e mostrar que crianças do Jardim de Infância e do 1º ciclo estão atentas ao que se passa e têm a sua opinião a dar. Num só ano, este projeto envolveu ativamente 83 crianças que participaram  como pivôs, como repórteres, filmaram e fotografaram. Muitas mais participaram ativamente nas mais variadas atividades. Foram feitas muitas entrevistas às mais variadas personalidades, participou-se em muitos projetos, saiu-se para o exterior da própria escola e empreendeu-se.

Mais do que escrever sobre o projeto convidámos a conhecer o mesmo em https://www.youtube.com/channel/UC4PJePnkrE0-K62V7WnfZSA/videos

Todas as semanas veja o projeto crescer e mais crianças a empreender.

 

Canal YouTube

https://www.youtube.com/channel/UC4PJePnkrE0-K62V7WnfZSA/videos

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Entrar mais tarde para a escola pode ser benéfico, diz estudo

Novembro 23, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.tvi24.iol.pt de 13 de novembro de 2015.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

The Gift of Time? School Starting Age and Mental Health

mais informações na notícia:

Delaying kindergarten until age 7 offers key benefits to kids — study

 

Cientistas da Universidade de Stanford concluíram que ficar mais um ano no jardim de infância melhora o autocontrolo das crianças

Redação / RFO

Um estudo da Universidade de Stanford, EUA, concluiu que as crianças dinamarquesas que entram um ano mais tarde para o primeiro ciclo, prolongando a frequência no jardim de infância, apresentam níveis mais elevados de autocontrolo. A investigação foi realizada em parceria com o Centro Nacional Dinamarquês de Pesquisa Social.

“Descobrimos que atrasar o jardim de infância por um ano reduziu a desatenção e hiperatividade em 73% para uma criança com 11 anos,” afirmou Thomas Dee, um dos co-autores e professor da universidade.”

Na Finlândia e na Alemanha, as crianças já começam a escola um pouco mais tarde e isso não representa tempo perdido. Em termos estatísticos, a Finlândia tem conseguido bons resultados em testes internacionais para jovens de 15 anos. A desatenção e hiperatividade são duas perturbações que fazem parte do transtorno com deficit de atenção com hiperatividade e que enfraquecem a capacidade de uma criança ter controlo sobre si própria. Estudos anteriores, como o teste de “Marshmallow”, já tinham demonstrado que bons níveis de autocontrolo na infância levam à obtenção de sucesso com mais facilidade na idade adulta.

Mais de 50% das creches e escolas do Porto e Bragança têm níveis elevados de CO2

Setembro 27, 2015 às 10:22 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Sol de 23 de setembro de 2015.

Shutterstock

Mais de 50% das salas de creches, jardins-de-infância e escolas primárias do Porto e Bragança têm níveis de concentração de dióxido de carbono acima dos limiares legislados, aumentando a probabilidade dos bebés e crianças contraírem asma.

Durante os últimos três anos, foi realizada uma investigação científica pela Universidade do Porto em 58 salas de 25 creches, jardins-de-infância e escolas primárias da Área Metropolitana do Porto e do distrito de Bragança, demonstrando que “mais de 50% das salas destinadas a bebés e crianças estão com concentrações de dióxido de carbono (C02) acima dos limiares legislados em Portugal”, revelou hoje à Lusa Sofia Sousa.

Sofia Sousa, professora e investigadora na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), doutorada em engenharia do Ambiente, adiantou ainda que 84% das salas avaliadas registaram níveis de partículas finas (poeiras) acima da legislação recomendada pela Organização Mundial da Saúde.

As concentrações de radão (gás radioativo natural, poluente cancerígeno) encontradas estiveram também muitas vezes acima dos limiares legislados, especialmente no distrito de Bragança, revela o estudo, embora não se possa deduzir que as concentrações do radão vão provocar cancro, observou a investigadora.

Os dados recolhidos são “preocupantes, mas não alarmantes”, considera a investigadora, explicando que uma medida simples e económica, como o arejamento do ar, pode diminuir consideravelmente os níveis de concentração destes poluentes e contribuir para que diminua a probabilidade de as crianças contraírem asma.

A inalação de um ar com os elevados níveis de concentração de CO2 e partículas finas “pode aumentar a probabilidade do desenvolvimento de asma infantil”, indica a investigação.

“Quanto mais se arejar os espaços, melhor”, considera a investigadora, reconhecendo que há edifícios mais modernos em que o simples arejamento do ar se transforma numa tarefa complicada devido à sua construção.

A investigação demonstra que as fontes interiores foram as principais causas das elevadas concentrações encontradas, nomeadamente ventilação inadequada, ocupação excessiva e atividades de limpeza desadequadas.

A equipa que realizou o estudo transmitiu os resultados específicos a cada uma das instituições envolvidas, construindo em conjunto algumas ações de mitigação, bem como comunicou aos encarregados de educação das crianças envolvidas no estudo os resultados dos testes médicos efetuados.

A Lusa, a investigadora admitiu que as instituições se “mostraram preocupadas em alterar as situações”.

Lusa/SOL

notícia da Universidade do Porto no link:

http://noticias.up.pt/u-porto-lanca-estudo-sobre-a-qualidade-do-ar-dos-infantarios-e-escolas/

 

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