Portugal é um dos países da OCDE onde as famílias mais pagam pelo pré-escolar

Outubro 3, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 11 de setembro de 2018.

São cada vez mais as crianças que frequentam jardins de infância por um ou mais anos. Mas a despesa do Estado por aluno continua a estar abaixo da média dos países europeus, indica o relatório Education at Glance.

ortugal já atingiu a meta europeia definida para 2020 de ter 95% das crianças de 5 anos inscritas no pré-escolar e as taxas de frequência aos 3 e 4 anos subiram consideravelmente entre 2005 e 2016, colocando-se acima da média da OCDE. Mas uma parte significativa do aumento tem sido suportada pelo esforço das famílias. De acordo com o relatório Education at a Glance 2018, que acaba de ser divulgado pela OCDE, o nível de financiamento assegurado pelos pais portugueses é o “terceiro mais alto de todos os países da organização e está 20 pontos percentuais acima da média”. Acima só o Reino Unido. A Turquia apresenta um valor igual.

Os números mais recentes indicam então que 36% da despesa com educação pré-escolar (dos 3 aos 5 anos) em Portugal vem dos orçamentos familiares, enquanto 64% vem de financiamento público. As médias da OCDE são de 16% e 83%, respetivamente.

São vários os estudos que têm vindo a demonstrar os benefícios decorrentes da frequência do pré-escolar no bem-estar das crianças, na sua capacidade de aprendizagem e desenvolvimento. Por isso, sublinha a nota da OCDE sobre Portugal, tornar acessível este nível de educação é “fundamental para garantir a equidade na participação em sistemas de educação e apoio às crianças” com qualidade e para todos.

Os dados da OCDE também indicam que a despesa média anual por criança do pré-escolar em Portugal (7 mil dólares em poder de paridade de compra) fica abaixo da média da OCDE (8528 dólares) e dos países da União Europeia (8952). No entanto, lembra-se no relatório, a educação pré-escolar em Portugal pode abranger três anos (crianças dos 3 aos 5 anos) e noutros países decorre durante um ano ou dois.

A redução de educadores de infância na última década também fez que com o rácio de crianças por profissional tenha piorado: em 2016, eram 17 por educador, mais três do que a média da OCDE.

Quase metade das crianças no privado

Em Portugal, a frequência do pré-escolar não é obrigatória, mas o Estado tem de garantir oferta para todas as crianças de 4 e 5 anos em regime de gratuitidade. O problema é que, sobretudo em concelhos das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, nem todos os jardins de infância públicos desejados pelos pais e próximos da sua área de residência têm vagas.

A alternativa é optar por uma Instituição Particular de Solidariedade Social, onde acabam por ter de suportar parte dos custos, já que o Estado apenas comparticipa a componente educativa (cinco horas por dia).

Se a decisão for por uma escola privada, as mensalidades ultrapassam facilmente os 400 euros, não existindo qualquer comparticipação do Estado. Em ambos os casos e para a generalidade das famílias, os custos acabam por ser significativos.

Em Portugal, quase metade (47%) das crianças do pré-escolar estão inscritas em estabelecimentos privados, lucrativos ou não. Na Europa essa percentagem fica-se pelos 22%.

No outro extremo do sistema de ensino, quando os alunos chegam à universidade, os últimos dados da OCDE também mostram o maior peso relativo que as famílias portuguesas suportam. Cerca de um quarto do financiamento da frequência de ensino superior vem dos orçamentos das famílias contra uma média na UE 22 de 15% e de 22% em toda a OCDE.

Atrasos e desigualdades persistem

Ao longo de quase 500 páginas, o Education at a Glance tira o retrato aos sistemas educativos de todos os países membros da OCDE e parceiros. Da educação pré-escolar ao superior, dos professores ao financiamento.

Nos destaques que faz em relação a Portugal, sublinha-se ainda o facto de, apesar do enorme progresso nas últimas décadas, o país continuar a ter uma das maiores percentagens de adultos que não concluíram o ensino secundário e também de desigualdades nos rendimentos.

Os números falam por si: em 2017 mais de metade (52%) da população 25-64 anos tinha apenas o ensino básico como habilitação máxima. A média da OCDE fica-se pelos 22%.

Só que há 10 anos, o fosso era ainda maior, mesmo tendo em conta a população mais jovem (25-34 anos). Em 2007, havia 56% sem o 12.º ano, contra 20% na OCDE. Em 2017, a percentagem caiu para os 30%. No entanto, continua a ser o dobro da organização.

Além disso, o país apresenta a maior disparidade entre sexos no que respeita a qualificações: 38% dos homens entre os 25 e os 34 anos não têm o secundário e o mesmo acontece com 23% das mulheres. A diferença média na OCDE fica-se nos 3 pontos percentuais.

No ensino superior, a diferença entre eles e elas é de 26% para 42% de licenciados entre os jovens. “Mas as mulheres continuam a ganhar menos do que os homens, independentemente do nível de educação atingido e esse fosso é maior em média em Portugal do que nos outros países”, lê-se no relatório.

O relatório citado na notícia é o seguinte:

Education at a Glance 2018

 

 

 

A reputação importa desde o jardim-de-infância

Abril 15, 2018 às 3:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Texto do https://www.publico.pt/ de 29 de março de 2018.

As crianças começam a preocupar-se com a sua imagem pública e a cuidar da sua reputação logo no jardim-de-infância, por volta dos cinco anos, concluem dois investigadores norte-americanos. Mais cedo do que se pensava, portanto.

ANDREA CUNHA FREITAS

As crianças de cinco anos demonstram ser mais generosas e, de uma forma consistente, quando sabem que estão a ser observadas. Esta será uma das várias pistas que levou dois psicólogos norte-americanos a antecipar os primeiros sinais de preocupação com a reputação em crianças para a fase do jardim-de-infância. Até agora, a maioria dos estudos sugeria que os comportamentos que denunciam um cuidado deliberado com a imagem pública surgiam por volta dos nove anos, já durante a etapa do ensino básico.

O artigo com o título “Pequenas [a versão original é pint-sized, sem tradução para português mas que remete para um tamanho reduzido de algo] relações públicas: O desenvolvimento da gestão da reputação” foi publicado na revista Trends in Cognitive Sciences, do grupo Cell.

Ike Silver e Alex Shaw, investigadores na área da psicologia da Universidade de Pensilvânia e de Chicago, respectivamente, começam por constatar que até há pouco tempo existia muito cepticismo sobre o desenvolvimento de um comportamento complexo associado à reputação antes dos nove anos. Porém, notam os autores, os resultados de investigações recentes “sugerem que por volta dos cinco anos as crianças começam a perceber a ampla importância da reputação e envolvem-se numa gestão das impressões surpreendentemente sofisticada”. Tal como os adultos ou as crianças mais velhas, os miúdos que frequentam o jardim-de-infância revelam que querem ser aceites por aquelas pessoas que admiram. Os investigadores fizeram uma revisão de estudos publicados recentemente e encontraram sinais da percepção de crianças pequenas sobre a reputação, nomeadamente quando mostram agir propositadamente para ter uma imagem positiva.

Parece demasiado cedo mas o marco dos cinco anos para o início de um “sofisticado sistema de gestão da reputação” não é sequer definitivo. Pode até ser que esta preocupação com a imagem pública surja antes disso, adiantam os investigadores que constatam a necessidade de mais investigação nesta área. “Há muito tempo que os psicólogos se interessam pela forma como construímos as nossas identidades e pela diversidade de estratégias que usamos para estar na sociedade”, refere Alex Shaw, num comunicado de imprensa da Cell sobre o estudo.

Além da questão da idade, de acordo com estes investigadores, a gestão da reputação acontece em várias culturas, apesar das diferentes normas e expectativas sociais. Exemplo: “Num estudo recente com crianças da China e do Canadá, entre os sete e os 11 anos, os investigadores perceberam que os dois grupos se mostravam motivados em causar uma impressão positiva depois de praticar uma boa acção em privado, mas apresentavam estratégias diferentes: no caso das crianças chinesas havia mais probabilidades de esconderem esse bom comportamento (sinal de modéstia), enquanto nas crianças canadianas a probabilidade de divulgarem esse comportamento era maior.”

No artigo, os psicólogos apresentam o resultado de algumas experiências que usaram a partilha de brinquedos para explorar a questão da reputação e da preocupação com a imagem no seu ambiente social nas crianças. Além de revelaram mais generosidade quando estão a ser observadas, o que indicia uma preocupação com a imagem, também adoptam mais este tipo de bons comportamentos perante “pessoas-chave”, como o professor ou educador, por exemplo.

Numa experiência de um outro estudo, as crianças revelaram mais generosidade quando estavam a ser observadas por alguém que interagia com elas do que com uma pessoa sobre a qual não tinham expectativas de interagir mais tarde. Noutra experiência com crianças de seis anos relatada no artigo, os pequenos comportaram-se de forma justa na presença de um observador, mas já não o fizeram quando foram levadas a acreditar que podiam ser injustas e, mesmo assim, parecer justas.

Por último, os investigadores referem ainda que as crianças reagem quando lhes é dito que têm uma boa reputação aos olhos dos seus colegas e que, neste contexto, é muito menos provável que cedam a fazer uma aldrabice que lhes é proposta. Ou seja, conclui-se que fazem uma gestão da sua imagem e reputação. “Na sociedade estamos muito focados na construção de imagens e na autoapresentação, e os nossos filhos são antecipadamente expostos às ideias de imagem e estatuto social”, refere Ike Silver. “As crianças são sensíveis à forma como as pessoas que estão à sua volta se comportam, incluindo os adultos que valorizam muito a sua reputação.”

Mais do que constatar que o comportamento das crianças à volta dos cinco anos já denuncia uma preocupação com a reputação e a imagem, há muita coisa que ainda não se sabe. “Sabemos que os adultos usam uma grande variedade de situações para gerir e criar impressões, mas ainda não sabemos se as crianças entendem a importância de diferentes características (coragem, riqueza inconformismo) em diferentes momentos para diferentes públicos. Assim, é importante perceber onde, neste processo, as crianças conseguem controlar a sua reputação e onde têm dificuldade em fazer isso”, refere o comunicado. Os investigadores notam que é interessante, por exemplo, constatar que as crianças não reagem de forma negativa a algumas manifestações de “auto-promoção” – o chamado pôr-se em bicos de pés no mundo dos adultos.

E há também diferenças entre os cinco e os nove anos, ou seja, entre as crianças do jardim-de-infância e as da escola primária. Segundo os autores do artigo, a “generosidade privada” é aceite de melhor forma do que a pública para os miúdos à volta dos nove anos, enquanto para os mais pequenos passa-se exactamente o contrário. Talvez, admitem os investigadores, isso aconteça porque os mais novos são mais hábeis na gestão das suas próprias reputações do que na identificação deste comportamento nos outros. Os investigadores admitem que é necessário mais investigação com crianças mais novas para chegar a conclusões mais claras sobre este tema, e deixam mais uma intrigante questão em aberto: O que será que acontece antes dos cinco anos?

O artigo citado na notícia é o seguinte:

Pint-Sized Public Relations: The Development of Reputation Management

 

 

 

 

 

Atividades de leitura no infantário ajudam crianças na primária

Dezembro 15, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.tvi24.iol.pt/ de 4 de dezembro de 2017.

O Politécnico do Porto desenvolveu um projeto com cerca de mil crianças de quatro agrupamentos escolares, verificando que as atividades de leitura no jardim-de-infância diminuem em 50% o risco de dificuldades de aprendizagem no primeiro ano escolar

O Politécnico do Porto desenvolveu um projeto com cerca de mil crianças de quatro agrupamentos escolares, verificando que as atividades de leitura no jardim-de-infância diminuem em 50% o risco de dificuldades de aprendizagem no primeiro ano escolar.

Este é o principal resultado obtido num projeto coordenado pelo Politécnico do Porto (PPorto), que avaliou a linguagem e a consciência cronológica de crianças que frequentavam o jardim-de-infância e o primeiro ano de quatro agrupamentos de escolas do município do Porto, envolvendo-as de seguida na intervenção CiiL (Centro de Investigação e Intervenção na Leitura).

O projeto, iniciado em 2015 e ainda em vigor, tem como objetivo prevenir “percursos de insucesso precoce na aprendizagem da leitura e da escrita”, atuando no sentido de diminuir as dificuldades que as crianças possam transportar para o primeiro ano, explicou à Lusa a coordenadora Ana Sucena, professora do PPorto.

Das cerca de mil crianças, 331 foram avaliadas no jardim-de-infância, tendo todas participado na intervenção CiiL.

Concluído o jardim-de-infância, no início do primeiro de escolaridade, foram avaliadas 613 crianças, das quais 291 foram sinalizadas em risco de virem a experienciar dificuldades na aprendizagem da leitura, tendo estas ingressado na intervenção durante mais um ano.

Nesta etapa, foram consideradas a consciência fonémica (capacidade de ouvir, identificar e manipular os menores sons da fala, isso é, os fonemas) e as competências leitoras, “as mais fortes preditoras do sucesso e insucesso ao nível da aprendizagem”, indicou Ana Sucena.

De acordo com a investigadora, os resultados obtidos até à data indicam que esta intervenção permitiu uma diminuição de 50% no número de crianças que, ao início do primeiro ano, ainda apresentavam fragilidade quanto às competências essenciais para poderem aprender a ler e escrever.

Uma “grande percentagem” das crianças, “que tinham tudo para ter um percurso de insucesso”, acabam por ter um percurso inserido “naquilo que é o esperado”, afirmou.

Nos casos que não apresentaram riscos, a intervenção cessou ao final do jardim-de-infância, entrando a criança no primeiro ano de escolaridade “com competências pré-leitoras adequadas a um percurso de sucesso educativo”, disse a professora.

Para Ana Sucena, é importante sensibilizar os educadores de infância para a promoção da linguagem, dotando-os de atividades estruturadas e sistematizadas.

No primeiro ano escolar, continuou, importa também promover junto das crianças a consciência fonémica, trabalho que já devia vir parcialmente feito do jardim.

No entanto, “enquanto não houver um patamar mínimo de desenvolvimento para esta competência, dificilmente a criança avança na leitura e na escrita, ou não avança de todo”, acrescentou.

Este projeto foi candidatado a um financiamento da Comissão Europeia através do programa Horizonte 2020 (H2020), numa parceira entre a Câmara Municipal do Porto e o PPorto, com apoio do Ministério da Educação, sob a forma de alocação de professores de primeiro ciclo.

Caso o financiamento seja aprovado, o projeto será mantido e alargará para todos os agrupamentos do município do Porto, durante os próximos três anos.

 

 

 

Colóquio Brincar e os modos de ser Criança – 26 e 27 de maio em Coimbra – Organização do IAC – Fórum Construir Juntos

Maio 18, 2017 às 12:43 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O Instituto de Apoio à Criança (IAC) tem por objetivo principal contribuir para o desenvolvimento integral da Criança, na Defesa e Promoção dos seus Direitos, sendo a criança encarada na sua globalidade como sujeito de direitos na família, na escola, na saúde, na segurança social e justiça.

É convicção do IAC que a promoção do “Direito de Brincar” consagrado no artigo 31º da Convenção sobre os Direitos da Criança, conduz a um crescimento equilibrado e feliz, já que através do Brincar a Criança atribui significados, comunica, compreende os outros, aprende a respeitar regras, inventa, constrói vezes sem fim, numa reconstrução permanente.

Neste sentido, o IAC-FCJ divulga o Colóquio Brincar e os modos de ser Criança, a decorrer nos dias 26 e 27 de maio, na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, em Coimbra.
Este evento tem como principal objetivo refletir sobre o BRINCAR como direito das crianças, como expressão do seu modo de ser e estar, e como estratégia cientificamente fundamentada de educação e de integração social. Iremos procurar despertar o interesse de todos os participantes para a importância da atividade lúdica, dando ao mesmo tempo a conhecer investigações e iniciativas já realizadas, na medida em que elas possam ser inspiradoras para novas ações, por ventura da iniciativa dos próprios formandos.

Mais informações e inscrições através do link: https://sites.google.com/site/brincar2017/

Em anexo segue Cartaz de divulgação e o Flyer com o programa.

Cartaz (pdf)

Programa (pdf)

O Pisca faz Faísca! recursos digitais no âmbito da cidadania digital para crianças em idade pré-escolar

Abril 29, 2017 às 10:00 am | Publicado em Recursos educativos, Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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No âmbito do projeto SeguraNet, a Direção-Geral da Educação irá enviar, durante o mês de maio, aos Jardins de Infância, do ensino público, uma coleção de três histórias infantis “O Pisca faz Faísca!”. Com este recurso, pretende-se alcançar, o público em idade pré-escolar, abordando temáticas prementes para esta faixa etária no que respeita à cidadania digital.

Sugere-se a visita guiada ao website ”O Pisca faz Faísca”:
http://pisca.seguranet.pt/, um espaço online que disponibiliza a coleção das histórias em formato digital e onde poderão ainda ser exploradas diversas atividades (adivinhas, sopa de letras, correspondências, pinturas, entre outras).

 

Colóquio Brincar e os modos de ser Criança – 26 e 27 de maio em Coimbra – Organização do IAC – Fórum Construir Juntos

Março 23, 2017 às 1:09 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O Instituto de Apoio à Criança (IAC) tem por objetivo principal contribuir para o desenvolvimento integral da Criança, na Defesa e Promoção dos seus Direitos, sendo a criança encarada na sua globalidade como sujeito de direitos na família, na escola, na saúde, na segurança social e justiça.

É convicção do IAC que a promoção do “Direito de Brincar” consagrado no artigo 31º da Convenção sobre os Direitos da Criança, conduz a um crescimento equilibrado e feliz, já que através do Brincar a Criança atribui significados, comunica, compreende os outros, aprende a respeitar regras, inventa, constrói vezes sem fim, numa reconstrução permanente.

Neste sentido, o IAC-FCJ divulga o Colóquio Brincar e os modos de ser Criança, a decorrer nos dias 26 e 27 de maio, na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, em Coimbra.
Este evento tem como principal objetivo refletir sobre o BRINCAR como direito das crianças, como expressão do seu modo de ser e estar, e como estratégia cientificamente fundamentada de educação e de integração social. Iremos procurar despertar o interesse de todos os participantes para a importância da atividade lúdica, dando ao mesmo tempo a conhecer investigações e iniciativas já realizadas, na medida em que elas possam ser inspiradoras para novas ações, por ventura da iniciativa dos próprios formandos.

Mais informações e inscrições através do link: https://sites.google.com/site/brincar2017/

Em anexo segue Cartaz de divulgação e o Flyer com o programa.

Cartaz (pdf)

Programa (pdf)

 

 

Aprender a ler mais cedo: a pressão do sucesso começa no pré-escolar

Fevereiro 5, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto  do site http://uptokids.pt/ de 24 de janeiro de 2017.

O artigo da The Atlantic citado no texto é o seguinte:

The New Preschool Is Crushing Kids

uptokids

Com que idade deve a criança aprender a ler?

A propósito de um artigo partilhado recentemente sobre a alfabetização precoce e a pressão que os pais, educadores e muitas escolas exercem sobre as crianças, partilhamos este artigo publicado no DN on-line, em dez. 2015, que reforça a necessidade de respeitar o ritmo de cada uma, adequando o ensino das competências de acordo com a idade e maturidade de cada criança.

«Pediatras defendem que não se deve forçar o desenvolvimento das crianças. Educadores dizem que seguem o ritmo de cada um. Sair do pré-escolar a ler não é uma meta, asseguram, mas estudo americano indica o contrário

Tal como brincar, pintar ou cantar, a leitura tem um papel cada vez mais importante no pré-escolar. De acordo com um estudo feito pela Universidade de Virgínia, nos EUA, que comparou as mudanças entre 1998 e 2010, a percentagem de educadores que esperam que os alunos que vão para o primeiro ciclo saibam ler subiu de 30% para 80%. A mesma pesquisa diz que gastam cada vez mais tempo com fichas de exercícios e cada vez menos com música e arte. Por cá, os três pediatras ouvidos pelo DN dizem que também há uma tendência para a sobrecarga das crianças no pré-escolar, quer por pressão da escola quer dos pais, o que não tem qualquer benefício para os mais novos.

De acordo com o estudo “O jardim-de-infância é o novo primeiro ano?“, citado pela revista The Atlantic, aquilo que se esperava das crianças de 6 anos é hoje pedido às mais jovens. Tal como nos EUA, em Portugal o pré-escolar também mudou, tornando-se mais exigente. Para tal, explica o pediatra Mário Cordeiro, contribuiu “a ciência pediátrica, educativa e psicológica, e também a neurofisiologia”, mas também existem razões “menos boas” para a mudança. Segundo o pediatra, “é querer fazer das crianças “cavalos de corrida” a partir de idades muito precoces, “querendo forçar conceitos abstratos e simbólicos cedo de mais e a aquisição de competências que não são adequadas à maioria dessa idade“. Com base nisso está “a pressão dos pais e um certo show off das escolas (que prometem aulas de inglês aos 2 anos ou mandarim aos 3, por exemplo), impedindo muitas crianças de… serem crianças“.

Essa é também a opinião da pediatra Júlia Guimarães. “Isto também acontece em Portugal, sobretudo no ensino particular. E é uma tendência perfeitamente errada.” Antes do ingresso no 1º. ciclo, “não se deve academizar”. Os educadores “devem estimular as crianças, através da arte, da música, das brincadeiras e atividades orientadas“, mas o início da leitura e da escrita “deve ficar para o 1º ano“. Na opinião do pediatra Hugo Rodrigues, “é notório que, cada vez mais, o pré-escolar tenta investir na escolarização das crianças, o que é um disparate“. Se o 1º ciclo tem início aos 6 anos, “é porque é nessa idade que é suposto começaram a aprender a ler“. Mas, além da pressão da sociedade, “há demasiada competitividade entre os pais e as próprias escolas“. Claro que, ressalva, “se a criança tem vontade de ir mais além, deve corresponder-se, mas sem impor“.

Embora as crianças possam corresponder do ponto de vista cognitivo, Hugo Rodrigues lembra que “não têm maturidade para lidar com as diferenças relativamente aos outros meninos, nem com as diferenças nos métodos de ensino“. Mário Cordeiro explica que “quando as exigências são disparatadas ou desfasadas relativamente ao que é capaz de dar, ou quando é intensivo e faz gastar tempo que poderia estar a ser usado noutras coisas, a criança vive ainda mais em stress, é menos feliz, sente-se pressionada e, mesmo que aprenda muitas coisas, terá mais hipóteses de se desinteressar“.

Antes de receber o telefonema do DN, Mariana Miranda, educadora de infância há 34 anos, tinha estado a falar com a mãe de uma criança de 5 anos que já lê algumas palavras. Não é um caso único. “Quando chegam já trazem imensos saberes. Nós fazemos diagnóstico e conduzimos, introduzindo coisas novas”, explica a coordenadora do pré-escolar do Agrupamento de Escolas Dr. Costa Matos, em Gaia. No entanto, “não existe pressão para que adquiram essas competências“. Trabalham, sim, “para que desenvolvam o gosto pela leitura e pela escrita“. Cristina Madureira, do jardim-de-infância do Centro Escolar de Cinfães, reforça que “não se espera que as crianças saiam do pré-escolar a ler ou a escrever“. Cada uma tem o seu ritmo “e é com base nele que se trabalha“. No 1º. ciclo “chegam facilmente à leitura e à escrita“.» – DN, dez ’15

LER TAMBÉM…

Alfabetização precoce é perda de tempo

O que deve saber uma criança de 4 anos?

A importância da leitura de Histórias no pré-escolar

 

imagemCapa@Kalendar2017.ru imagens@revistacrescer

 

 

A aparente descontração dos pais alemães

Janeiro 13, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do http://www.goethe.de/ins/pt/lp/prj/toa/ptindex.htm

celia-mateus

A minha vida mudou e muito no ano 2012. Vim viver para a Alemanha com o meu filho de 5 anos e o meu marido por motivos profissionais. Sabia a língua? Não, nem uma palavra, mas também não interessava nada. É preciso ter abertura de espiríto e encarar as diferentes fases da vida com optimismo, acreditando que tudo irá correr pelo melhor. Eis as minhas aventuras.

Na Alemanha é muito comum ver crianças sozinhas na rua, duas a duas ou em grupo a caminho da escola. Umas a passear de bicicleta e outras a passar nos semáforos das estradas movimentadas. Crianças pequenas que saem das suas casas para irem para a casa dos amigos, que fica na rua ao lado.

Tudo isto são cenas que me relembram a minha própria infância nos anos oitenta em Portugal, que era exatamente assim. Uma época que se perdeu. Mas porquê? Pelo medo muito fomentado pelas constantes notícias na televisão sobre o que vai mal no mundo? E, afinal, o que fazem os pais alemães de diferente? Certamente, eles amam tanto os seus filhos como quaisquer outros pais. Como conseguem eles ter a calma e a descontração para dar esta liberdade aos filhos, liberdade essa mais contida no panorama português? Em primeiro lugar, esta “descontração” no controlo parental é apenas aparente e, em segundo lugar, as crianças são incentivadas a serem independentes e, para que tal aconteça, devem sentir-se responsáveis pelos seus atos.

No jardim de infância, por exemplo, katharina-hankequando os vão levar ou buscar, não os ajudam a despir e a vestir ou a descalçar e a calçar. Ficam à sua frente, a dizer o que devem fazer, tipo: “Agora despe o casaco e pendura no cacifo com o teu nome. Agora descalça-te e guarda os sapatos no lugar deles. Tira as luvas e o gorro e coloca-os dentro das mangas do casaco”, e por aí fora. Assisti muitas vezes a isto e pensava para comigo, que pais eram estes que não ajudavam os seus filhos pequenos? Os pais alemães esperavam o tempo que fosse necessário até todas as tarefas estarem concluídas. E o que acontecia? Os meses passavam e as crianças alemãs, gradualmente, começavam a ser mais “desenrascadas” e já se despiam e vestiam cada vez mais depressa e sem ser necessário que lhes dissessem qual a ordem correta.

Quando o meu filho foi para escola primária alemã, explicaram-nos que os pais só devem acompanhar os filhos no primeiro dia de escola. A partir daí, as crianças devem ir a pé ou de autocarro.
O meu filho de seis anos, sozinho no autocarro da escola?
Não consegui fazê-lo, pelo que ocasionalmente recebia uns olhares espantados dos próprios miúdos, que não compreendiam a minha presença na escola.

As crianças pequenas são também incentivadas a andar de bicicleta, para acompanhar a família nos passeios de fim de semana e, como consequência disso, muitas crianças de três anos já sabem andar numa bicicleta com pedais. Enquanto isso o meu filho aprendeu a andar de bicicleta sem pedais com três anos! Em Portugal não existem bicicletas destas para crianças de dois anos, ao contrário do que se vê na Alemanha.

celia-mateus2Outro bom exemplo são os parques infantis, que na Alemanha estão sempre apinhados de pais com os seus filhos. Os pais sentam-se, conversam, levam termos de café, bolachas e fruta, que trocam entre eles e vigiam os seus filhos sem se levantar. Se eles desaparecem da sua vista, não vão a correr para ver onde os miúdos andam, se foram para trás de algum arbusto, se para cima de uma árvore ou se estão empoleirados num baloiço mais alto onde não deviam estar. Todos os pais alemães que conheço achavam estranho eu andar sempre atrás do meu filho e, gradualmente, deixei de o fazer, não que não me preocupasse, mas a verdade é que ele estava sempre por ali.

Qual é, então, a diferença na educação alemã? Trata-se de incentivar a independência e a responsabilidade, através da confiança que depositam nos seus filhos. Ao estar fora da vista dos pais, a criança sente que precisa de se desenvencilhar sozinha e ao fazê-lo está também a ser mais independente. São maneiras diferentes de educar, cada uma com as suas vantagens e desvantagens.

Seja como for, pese embora eu não me consiga libertar do “controlo parental português”, agrada-me viver num país que me relembra a minha própria infância e sentir que o meu filho pode viver a sua infância na plenitude que ela merece.

celia-mateus3

 

Célia Mateus
licenciou-se em Ciências da Comunicação na Universidade Luís de Camões e especializou-se em Relações Públicas, área onde trabalhou mais de 10 anos, passando pela Câmara Municipal de Lisboa e pela NPF-Pesquisa e Formação. Nos últimos anos trabalhou na área do Turismo, como agente de Viagens na Best Travel.

Copyright: Tudo Alemão
Novembro de 2015

Língua original: Português

 

Londres tem um infantário onde as crianças aprendem português e inglês

Janeiro 5, 2017 às 6:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Reportagem da http://sicnoticias.sapo.pt/ de 27 de dezembro de 2016.

sic

visualizar a reportagem no link:

http://sicnoticias.sapo.pt/mundo/2016-12-27-Londres-tem-um-infantario-onde-as-criancas-aprendem-portugues-e-ingles

Em Londres há um infantário bilingue onde crianças entre os seis meses e os quatro anos aprendem a falar em português e em inglês. Abriu em 2012 e cantigas, histórias e actividades são sempre ensinadas em português e inglês, sendo que para os pais é a melhor forma de garantir que os filhos nunca esquecerão as suas origens. Até as refeições são feitas de acordo com receitas portuguesas adaptadas para crianças.

Curso “Mediação de Conflitos com Crianças do Pré-Escolar e 1º Ciclo (B-Learning)” no Porto e Lisboa

Dezembro 13, 2016 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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red-apple

Porto: 7 de Janeiro de 2017

Lisboa: 14 de Janeiro de 2017

O conflito faz parte da vida. As crianças desde cedo vêem-se perante conflitos que devem aprender a resolver. Os adultos que lidam com a criança devem ter um papel ativo no sentido de ajudá-la a lidar e reconhecer as suas emoções e as dos outros.

A mediação de conflitos em contexto pré-escolar e de primeiro ciclo visa promover competências de comunicação, desenvolver a inteligência emocional e ajudar a criança a gerir as suas emoções.

É muito importante desenvolver com os mais novos estratégias que lhes permitam crescer lidando de forma construtiva e positiva com os seus conflitos. É de pequenino que se deve aprender.

Com esta formação pretende-se formar professores, educadores de infância e outros profissionais para ajudar as crianças na área de resolução de conflitos. Esta formação tem uma forte componente prática. Nas aulas presenciais os formandos serão desafiados a colocar-se sempre no ponto de vista da criança. Na parte à distância, serão efetuados trabalhos, fóruns de discussão e um projeto final que visa a sua implementação em contexto real.

mais informações no link:

http://red-apple.pt/cursos-redapple/item/45-mediacao-pre-escolar

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