Fotos de equipamentos de parques infantis japoneses

Julho 9, 2019 às 6:00 am | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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Texto do site This Colossal de 29 de junho de 2917.

Johnny Waldman

In 2005 Kito Fujio quit his job as an office worker and became a freelance photographer. And for the last 12 years he’s been exploring various overlooked pockets of Japan like the rooftops of department stores, which typically have games and rides to entertain children while their parents are shopping. More recently, he’s taken notice of the many interesting cement-molded play equipment that dots playgrounds around Japan.

The sculptural, cement-molded play equipment is often modeled after animals that children would be familiar with. But they also take on the form of robots, abstract geometric forms and sometimes even household appliances. Fujio’s process is not entirely clear, but it appears he visits the parks at night and lights up the equipment from the inside, but also from the outside, which often creates an ominous feel to the harmless equipment.

Speaking of harmless, the nostalgic cement molds have been ubiquitous throughout Japan and, for the most part, free of safety concerns. That’s because the cement requires almost no maintenance; maybe just a fresh coat of paint every few years. The telephone (pictured below) is evidence of how long ago the equipment was probably made.

The sculptural cement equipment was a style favored by Isamu Noguchi, who designed his first landscape for children in 1933. Many of his sculptural playground equipment can be found in Sapporo but also stateside at Piedmont Park in Atlanta.

Fujio has made his photographs available as part of a series of photobooks (each priced at 800 yen) that he sells on his website. (Syndicated from Spoon & Tamago)

Mais  fotos no link:

https://www.thisiscolossal.com/2017/06/photos-of-japanese-playground-equipment-at-night-by-kito-fujio/?fbclid=IwAR3oWfnK1b9OtNa7quT3MtIDKBWWsd0hz2NIzybIG9Y2VQ8iEV7JtFD2EFk

Que sociedade queremos para os nossos filhos?

Agosto 27, 2017 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto publicado na http://visao.sapo.pt/ de 14 de agosto de 2017.

Aqui ficam algumas dicas de como promover a responsabilidade e a consciência social no seu filho – dos 5 aos 10 anos – usando o exemplo japonês

heguei a um extremo. Ao Extremo Oriente. De facto quando mudamos de continente não mudamos só de língua. Mudamos de comida e de forma de comer – aqui come-se cru e não cozinhado e os talheres dão lugar a “pauzinhos” –, mudamos a forma como vivemos a estação do ano – aqui chove no verão e usam-se sombrinhas – e até mudamos de mentalidade – mais importante do que aprender a tabuada, as crianças devem aprender a ser cidadãos responsáveis e contribuintes para uma harmonia social. Cheguei ao Japão.

Se na última crónica falei da importância da espiritualidade na educação das crianças, com histórias de Serra Leoa e Portugal, hoje exploro a importância da consciência de responsabilidade para a harmonia social na educação das crianças, a sociedade dos nossos filhos. O Japão tem cerca de 127 milhões de pessoas. Em cada 100 japoneses, 64 têm entre 15 e 65 anos, 23 japoneses têm mais de 65 anos e apenas 13 têm entre os 0 e 14 anos. Talvez seja devido a número que está a ser tão difícil entrevistar crianças japonesas para recolher as suas dicas sobre responsabilidade.

Tenho a teoria que somos pouco tolerantes a mistérios e por isso criamos mitos para nos tranquilizar. Em relação ao Japão isto é gritante. Tratando-se de uma cultura tão diferente, especialmente na forma como (inter)agem uns com os outros e com o mundo, ouvi uma série de comentários estranhos quando anunciei que o Japão faria parte do “Kids” (saber mais em http://www.mariapalha.com).

Há medida que cá estou identifico algumas causas para estes mistérios sociais.

O primeiro talvez seja ao nível religioso, os japoneses nascem xintoístas e morrem budistas ( o que a meu ver pode estar na base de uma sociedade tolerante e pouco moralista), depois o facto de ser uma nação em uma ilha, sem fronteiras diretas com outros países. Em seguida o facto de, até à Segunda Guerra Mundial, o país não ter sofrido muitas influências exteriores ou até ao início do século passado a maioria dos japoneses viver em comunidades rurais. As questões geográficas também têm influência com certeza: a maioria do território do país é montanhoso, e por isto as poucas áreas planas são onde as muitas pessoas se juntam para viver, vivendo literalmente, em cima umas outras.

Uma enorme densidade populacional ou pequenas comunidades rurais, não deixam espaço para excentricidades ou caprichos individuais. A harmonia social e a identidade de grupo surgem como uma forma de sobrevivência. Sem a clara noção do impacto que se tem no outro, sem que todos contribuam responsavelmente para o bem-estar do próximo, a com(vivência) no território Japonês seria impossível.

Esta harmonia social e identidade de grupo sente-se de várias formas, mas no crossing de Shibuya em Tóquio (um cruzamento atravessado pelo maior número de pessoas do mundo) vê-se a olhos nus ou direi a sentidos nús? Vê-se por exemplo, no sentido de oportunidade do japonês, que é marcado em cada interação. Nos diversos aromas (nem demais, nem de menos). Através dos sons (o silêncio na correria ou as músicas harmoniosas enquanto o sinal está verde) nas aparências (indumentárias á base de preto e branco para não destoar e ninguém se sentir mal). Nas paisagens que mais parecem um suave patch work organizado pela mão humana.

Aqui cada um é peça fundamental para a conciliação de ideias e emoções verdadeiras que podem produzir sensações de bem-estar ao grupo. Um por todos e todos por Um “seria o mantra dos japoneses.Ao contrário do mantra revelado pelo inquérito feito à população portuguesa, da Universidade Católica, em 2014, que mostra que a sociedade portuguesa está cada vez mais “Cada um por si, e salve-se quem puder” ou as revelações feitas no livro escrito pela jornalista Marisa Moura que tenta responder à pergunta “O que é que os portugueses têm na cabeça?” e onde através de vários inquéritos, pensadores e histórias, revela um Portugal com uma enorme InConsciência coletiva, o que significa menos atos civicos, mais individualismo e maior preocupação em chegar mais além, por si e para si. Tal como veio reforçar o Expresso em 2014 através do artigo de Diogo Agostinho.

Como podemos reverter este ciclo?

Ganhando cada vez mais consciência da nossa responsabilidade e no impacto que podemos ter nos outros, nas ações que podemos escolher ter para contribuir para o bem-estar dos que nos rodeiam. E por isto, uma das perguntas que faço às crianças para introduzir a responsabilidade é qual seria a primeira lei que criavam se fossem eleitos o Rei/presidente do mundo.

Em Portugal, o Diogo de 8 anos disse-me “todos deviam andar de skate e apanhar ar”, a Inês de 6 anos, acrescentou “acho que todos deviam proteger a natureza e cuidar das florestas, é dela que vivemos”, e a Shi, japonesa de 9 anos, dizia que todos devíamos nascer especialistas de chopsticks (“pauzinhos”), pois assim não havia discriminação”. O isac de 8 anos defendia “que devíamos cuidar da nossa escola, da nossa comunidade e da nossa família”.

No Japão a responsabilidade e harmonia social são levadas muito a sério, e para isto as crianças, desde cedo, que as praticam. Quando digo cedo, falo do facto de desde os 3 anos que vão sozinhas para a escola, podendo assim ter um contacto direto com a comunidade. Por seu lado, os pais juntam-se a grupos de atividades comunitárias, os Kodomo Kai, e têm como objetivo desenvolver atividades que promovam o bem-estar comunitário, melhorem algumas condições do bairro e ainda ajudem a criança a aprender a ter atos cívicos.

Os kodomo kai (grupos de pais e filhos) têm atividades como recolha de lixo, reciclagem, distribuição de roupas ou até ensinar ao grupo das crianças a agradecer a um estranho que lhe faça uma boa ação. Aos 5 anos as crianças entram para a escola e as expetativas sobre estas, mudam. Eles vão agora, em contexto protegido, aprender a ser bons cidadãos, cidadãos cívicos. E por isto, ao longo do primeiro ciclo, não há matéria escolar nem testes, há sim, uma serie de práticas, cujo o objectivo é ensinar a esta criança, a ser um cidadão civicamente ativo. Alguém consciente de que é responsável por contribuir para a harmonia social da sua escola, na sua comunidade e na sua família. Apenas no 5º ano as crianças começam a sua vida de testes e matérias. “Afinal de que vale ser um ótimo aluno, se não apanha o seu próprio lixo, se não diz obrigado, se não ajuda um amigo triste?” Perguntava-me a Akiro enquanto me explicava algumas destas coisas.

E como o nosso currículo de primeiro ciclo ainda não segue as linhas japonesas, aqui ficam algumas dicas de como promover a responsabilidade e consciência social no seu filho – entre os 5 e os 10 anos:

Entre os 4 e 5 anos é esperado que as crianças consigam: arrumar a cama, por a roupa na máquina, guardar a roupa, ajudar a pôr a mesa, limpar o pó, regar as plantas, incentivar a pequenos atos generosos em casa, como agradecer, partilhar e ajudar nas tarefas que contribuem para o bem estar de todos.

Entre os 6 e 8 anos é esperado que as crianças consigam: Lavar a loiça, pôr e levantar a mesa, varrer, aspirar, guardar as compras, pendurar a roupa no estendal, voluntariar-se para ajudar na escola.

Entre os 9 e 11 anos: Preparar lanches rápidos, limpar os móveis, ajudar a fazer o jantar, guardar a loiça, fazer a lista de supermercado, ajudar um adulto que precise ajuda

Ao nível emocional:

Entre os 4 e 5 anos a criança vai imitar o que fizer e é importante demonstrar generosidade: Explicando as decisões generosas que vai tomando, por exemplo “comprei duas cópias do livro e vou dar um deles á tua tia, porque ela me disse que também gostava muito”. Agradecer, sorrir, dar passagem, ajudar alguém que esteja a precisar e até, promovendo comportamentos menos egoístas “hoje vamos fazer gelado, o teu amigo joão adora gelado, vamos convida-lo para vir cá comer a sobremesa?” Elogiar sempre que a criança tem uma demonstração generosa “foste muito generoso em partilhar o brinquedo com o teu irmão”

Ao nível de generosidade na comunidade: a melhor forma de a transmitir e viver, é sem dúvida através de voluntariado. Existem muitos grupos de voluntariado de famílias nas freguesias. Inscrevam-se, passem tempo de qualidade em família e contribuam para o bem-estar da sua comunidade.

Entre os 6 e 8 anos: Nesta fase a criança deve entender que generosidade é mais que partilhar os seus brinquedos.

É durante este período que as crianças começam a desenvolver empatia e a ter a capacidade de se colocar no lugar dos outros, por isto, a exigência em relação à forma como ajudam quem está a precisar de ajuda, como se preocupam como o amigo que está triste pode sem aumentada.

Entre os 9 e 11 anos: A dica para promover a generosidade nestas idades é uma regra de 3 simples:

1 – Faça você mesmo: a criança vai tender a imitar

2 – Fale sobre isso: importante falar sobre atos generosos e debatendo em diversos momentos

3 – Encoraje e dê reforço positivo sempre que haja um ato generoso.

Boas praticas, mas cuidado com extremismos, não deixemos que as nossas crianças se tornem adultos demasiado cedo.

No Japão o sentido de responsabilidade é tão elevado e intrínseco que as pessoas recorrem “ao melhor lugar do mundo para morrer” (uma floresta na base do Mt Fuji onde vão para cometer suicído e assim tomar responsabilidade sobre as suas vidas e deixar de ter impacto negativo na vida dos outros).

Mais amor por favor.

 

 

 

É condenável deixar um filho na berma da estrada? Declarações de Manuel Coutinho do IAC

Junho 8, 2016 às 2:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do http://lifestyle.publico.pt/ de 7 de junho de 2016.

O texto contém declarações do Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do  Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança).

Reuters

Por Inês Garcia

Castigos exagerados, como o do menino japonês que ficou na estrada, não são educativos e podem ter consequências (como se viu).

Yamato Tanooka, de sete anos, esteve seis dias perdido numa floresta no norte da ilha Hokkaido, no Japão, depois de os pais o deixarem na berma de uma estrada sozinho, como castigo por ter atirado pedras a carros. Foi encontrado vivo e com saúde e o pai, Takayuki Tanooka pediu desculpa pelo correctivo excessivo.

Este pai procedeu mal? É condenável deixar um filho na beira da estrada, numa floresta? “Um castigo desadequado e desajustado à idade da criança não é um castigo, é um mau trato. E os maus tratos, sejam eles físicos, psicológicos ou emocionais, têm de ser banidos”, defende Manuel Coutinho, secretário-geral do Instituto de Apoio à Criança (IAC).

Em situações de mau comportamento e asneiras da criança, os pais devem “contar de 50 para um e não se devem deixar incendiar. Uma das piores coisas é um adulto de 1,80 metros estar descontrolado ao pé de uma criança ou bebé de 50 centímetros. É pegar na criança, retirá-la do meio onde a situação aconteceu e ter uma conversa franca e esclarecedora sobre o sucedido”, diz o coordenador do projecto SOS Criança do IAC em conversa telefónica com o Life&Style. Depois, de acordo com a idade da criança, pode eventualmente privá-la de alguma coisa. “Mas não pode ser um castigo dilatado no tempo de modo a que a criança ao fim de uma série de dias já nem saiba porque está de castigo. Tem de ser algo ponderado e tem de predominar sempre o bom senso”, continua Manuel Coutinho, elegendo o “diálogo numa zona tranquila” como a melhor solução.

Levados ao extremo, os castigos perdem a sua componente pedagógica e poderão ter consequências no bem-estar físico, psicológico e emocional da criança. A única coisa que este menino ficou a aprender com isto foi “qual o castigo que nunca deve dar”, frisa a psicóloga de família Sofia Nunes Silva, uma vez que os pais colocaram em risco a vida do filho. “Todos os castigos exagerados, que gerem medo ou pânico, muitas vezes alimentam as próprias situações causadoras do castigo e aumentam a tendência de incorrer na mesma falta”, defende a psicóloga.

Recuperar a confiança do filho

Este pai japonês queria “assustar um pouco” a criança e regressar mais tarde para o levar para casa, mas o rapaz tentou seguir o carro e perdeu-se. Foi encontrado numa base militar, já muito desidratado. Esta terça-feira saiu do hospital sorridente. O pai garante que a criança o desculpou, dizendo-lhe que o considera “um bom pai”, e a polícia de Hokkaido não vai apresentar queixa contra os adultos, embora os tenha identificado junto de um centro de protecção de menores. Mas Sofia Nunes Silva admite a possibilidade de o rapaz ficar “com os pais na mão”.

À semelhança do que poderá acontecer numa situação contrária, em que uma criança ou jovem age mal e a sua falta é tema constante em momentos familiares, Yamato poderá trazer o assunto para a ordem do dia noutras alturas. “Estes pais têm de se comportar muito bem com esta criança e ganhar o respeito que ela lhes merecia. Têm de recuperar a confiança do filho. Muitas vezes temos os filhos perante uma falta e tendem a ter de recuperar a confiança dos pais. Aqui a situação inverteu-se”, considera a especialista.

Os pais de Yamato vão, provavelmente, arrepender-se para o resto da vida. “Os pais também têm momentos de impulsividade e também falham. Isto foi uma coisa completamente extremada que eu acho que não existe numa cultura como a nossa. Mas se se passasse cá, estes pais teriam um sofrimento grande ao longo da vida”, atesta Sofia Nunes Silva.

Como castigar os filhos

Não há castigos ideais – estes devem ser adaptados às situações. “Os miúdos têm um pensamento muito concreto. A abstracção começa a partir dos 10, 12 anos. Portanto dar castigos muito ao lado, fora do contexto do motivo que levou ao castigo, não tem rentabilidade”, explica Sofia Nunes Silva, realçando que a função do castigo “não é martirizar, humilhar ou magoar”.

Ao telefone, Manuel Coutinho dá alguns exemplos de castigos desadequados: “Deixarmos um bebé a chorar horas a fio, sair de ao pé dele porque achamos que o bebé tem manhas, isto é um castigo que não se deve fazer. Pegar numa criança, quando está a chorar, abaná-la violentamente… é um castigo gravíssimo que faz com que o próprio cérebro bata no osso e provoque lesões que levam à cegueira. Aquela ideia da palmada no rabo também não é bom porque afecta também a criança do ponto de vista da sua postura e coluna vertebral. Tudo o que é violência física, psicológica ou emocional sobre a criança não pode acontecer.”

As crianças, sejam qual for a sua idade, têm formas diferentes de falhar, acrescenta Sofia Nunes Silva, e não há uma directriz para todos os pais seguirem, apesar de ser uma das questões mais colocadas em consultas. “Evitamos dar ajuda específica. O castigo tem de ser aplicado ao tipo de miúdo, ao que os pais conhecem do seu filho, à forma como sabem que vai reagir. Há miúdos que podem de facto ser mais pressionados que outros, há outros para quem a pressão de um castigo muito exagerado vai ter um efeito contrário àquilo que se pretende”, enumera, diferenciando as crianças que têm uma maior capacidade de contenção e um maior controlo e noção do que se passa à sua volta e as mais imaturas e impulsivas.

“A intensidade e a frequência dos castigos é uma coisa que tem de ser medida quase situação a situação. Um castigo exagerado pode, muitas vezes, aumentar o próprio sintoma ou o motivo pelo qual a criança cometeu a falta”, comenta.

É preciso avaliar se a asneira cometida é uma situação que ocorre de forma repetida, qual a gravidade e “questionarmo-nos enquanto pais”. “Perceber o que temos feito e como tem sido o percurso familiar. Se estamos a fazer bem, se estamos a fazer mal. Se temos de recuar, se temos de conversar mais. Se o miúdo precisa de algum apoio técnico por parte de técnicos de saúde mental”, e ter sempre em conta que, um castigo mal medido, pode levar a um afastamento ao invés da aproximação pretendida.

E nunca esquecer o contexto do acto. A psicóloga exemplifica: “Um miúdo que joga uma bola para um sítio que sabe que não pode jogar e partiu dois vidros. O castigo terá de ter a ver com a privação de alguma liberdade relativamente ao jogar à bola e à própria bola.”

 

O que podemos aprender com a independência das crianças japonesas?

Fevereiro 13, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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texto do site http://mapadainfanciabrasileira.com.br 22 de janeiro de 2016.

mapainfancia

AUTOR (ES): Toda Criança Pode Aprender

Uma reflexão sobre a autonomia que diferentes culturas concedem às crianças, e sobre até que ponto a estrutura das cidades considera a criança como cidadã, com direitos sobre o espaço público.

O filme
As crianças independentes do Japão
, um curto documentário produzido pelo canal australiano SBS2, começa com uma criança recitando um provérbio japonês: “Envie a criança amada em uma jornada.” O significado dessa frase é explorado durante o documentário como revelador do modo como a cultura japonesa lida com suas crianças.

O documentário acompanha a rotina de duas famílias, uma japonesa e uma australiana, comparando as duas de modo a evidenciar os diferentes traços culturais na maneira como a criança é vista.

https://www.youtube.com/watch?v=ZaH7GIHaISs

Noe é uma menina japonesa de 7 anos, e sua escola não fica próximo ao pequeno apartamento onde vive com seus pais, na cidade de Tóquio. Para chegar à escola, ela caminha até a estação de metrô, segue por algumas estações, desce e pega outro trem, de outra linha, até chegar à estação mais próxima à sua escola, tendo que caminhar mais um pouco até lá. Já faz isso há um ano.

Noe é, assim como outras crianças japonesas, muito incentivada por seus pais a trilhar este percurso diariamente e a realizar outras tarefas com autonomia, contando consigo mesma.

Em Sydney, somos apresentados à família Frazer. Emily, de 10 anos, vai para a escola no banco de trás do carro do pai. Ela nunca foi para a escola sozinha, mas expressa claramente vontade de fazer isso. “O que mais anseio pelo Ensino Médio é saber que vou poder voltar da escola sozinha”, a menina declara, para então ser amparada por uma estatística que o narrador do filme fornece: “a maioria das crianças deseja ir e voltar da escola sozinha, mas os pais não permitem, justificando esse comportamento com a preocupação pela segurança delas”.

Porém, o filme adverte que pensar essa autonomia em relação às crianças como resultado apenas de segurança na cidade mostra-se equivocado. A paranoia com segurança não necessariamente vem acompanhada de dados reais: Sydney, por exemplo, tem baixos índices de criminalidade, mas o comportamento cultural do Ocidente em relação às crianças é o de acompanhá-las de perto até a adolescência. Isso não significa, é claro, que este é um aspecto que possa ou deva ser ignorado.

Sabemos – e o filme deixa isso bem claro – que cada cultura recebe e forma crianças de diferentes maneiras. É evidente que a estrutura brasileira, tanto cultural quanto de segurança na cidade, não nos permite simplesmente copiar o comportamento japonês. Mas podemos usar esse exemplo, que pode ser muito impactante – ver crianças tão pequeninas andando sozinhas em uma cidade tão grande e populosa quanto Tóquio – como ponto de partida para reflexão: quanto confiamos nas crianças? Quanta autonomia concedemos a elas? Como a cidade em que vivemos leva mais ou menos as crianças em consideração enquanto cidadãs, que circulam livremente no espaço urbano?

O desenho de uma cidade pode ser favorável ou não à circulação das crianças. Espaços que favorecem pedestres e não carros, escolas localizadas perto de praças públicas e locais movimentados e não distantes e isolados, e ainda próximas do local onde moram as crianças, são apenas alguns elementos de planejamento urbano que criam um ambiente mais favorável para a circulação autônoma das crianças.

Para que ações como estas sejam realizadas, é preciso haver uma mudança de atitude, por parte daqueles que planejam as cidades, mas também por parte dos adultos que criam as crianças. Que tal, da próxima vez que estiver andando com uma criança na rua, em vez de segurar a sua mão o tempo todo, soltar um pouquinho e observá-la em um pequeno momento de independência na cidade?

 

 

Por que as crianças japonesas são as mais saudáveis do mundo?

Janeiro 14, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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texto do site http://www.ipcdigital.com de 26 de dezembro de 2015.

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TÓQUIO (IPC Digital) – O Japão é o grande campeão da “Olimpíada da Saúde”, de acordo com Naomi Moriyama e Willian Doyle, escritores do livro “Segredos das Crianças mais Saudáveis do Mundo”, que aborda a dieta tradicional das famílias japonesas.

O livro é baseado no resultado de um estudo abrangente de 2012, apoiado pela Fundação Gates, e publicado na revista médica “The Lancet”. O estudo mostrou que uma criança nascida no Japão tem a probabilidade de ser mais saudável e de viver mais do que uma criança nascida em outro pais.

O grande segredo da saúde das crianças do Japão, segundo os autores, é a dieta tradicional à base de proteínas magras, muitas frutas e vegetais, além de um baixo consumo de açúcar, sal e alimentos processados.

Até mesmo o formato das lancheiras (bentobako), divididas em pequenos compartimentos, incentiva a criança ingerir uma maior variedade de alimentos em porções menores, segundo os autores.

Um outro segredo abordado no livro não tem relação com a alimentação, mas com a cultura de incentivar a independência das crianças. O fato de que a grande maioria das crianças vão para a escola caminhando – mesmo com chuva, neve e frio – ajuda no desenvolvimento do metabolismo do corpo durante o crescimento.

O resultado dessa prática, segundo o livro, são crianças mais predispostas à pratica de exercícios físicos.

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Adultos deixam cair as suas carteiras ao lado de crianças para ver o que elas vão fazer

Novembro 29, 2015 às 1:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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mais informações no link:

http://www.upworthy.com/adults-drop-their-wallets-next-to-kids-to-see-what-they-will-do-its-a-beautiful-experiment?c=upw1&u=3220bd7da33bd02463d6b735cde9de8a5115ce0d

Documentário analisa porquê pais japoneses deixam os filhos pequenos irem por conta própria para a escola

Outubro 30, 2015 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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texto do site http://www.ipcdigital.com de 14 de setembro de 2015.

divulgação

 por Rachel Matos

TÓQUIO – (IPC Digital) – Muitos estrangeiros no Japão ficam chocados ao ver pequenos estudantes japoneses (de 6 anos em diante) andando nas ruas ou até mesmo pegando trens e ônibus para irem e voltarem de suas escolas, sem os pais ou adultos por perto.

Enquanto estas cenas seriam considerada preocupantes em muitos países do exterior, ela é perfeitamente típica no Japão.

Para tratar sobre isso, a TV australiana SBS2 compartilhou um mini-documentário chamado de “Japan’s independent kids” no You Tube, mostrando as diferenças entre a independência de uma criança japonesa e australiana (semelhante a de muitos outros países, como no Brasil). 

O vídeo tem aproximadamente 8 minutos e está disponível logo abaixo.

O pequeno documentário começa compartilhando o provérbio japonês “kawaii ko ni wa tabi wo saseyo” que significa algo do tipo “envie seu amado filho para uma jornada”. Este provérbio diz que as crianças devem aprender a assumir os desafios e dificuldades de uma fase inicial de vida. Elas devem ser conduzidas a se socializar de modo a ficar independente e saber cuidar de si, mesmo com pouca idade. Pois não será sempre que terão seus pais por perto.

Além de ensinar a independência, analistas explicam que a sociedade e a cultura do trabalho no Japão deveriam ser completamente reorganizados se os pais fossem responsáveis pelo transporte dos filhos para a escola todos os dias. A logística de hoje não suportaria a população nas ruas e trajetos nos horários de funcionamento escolar, seja em termos de compatibilidade entre horário de escola e trabalho dos pais, seja em termos de tráfego. 

Outro fator que favorece este modelo, segundo o documentário, é o fato do Japão ter um índice muito baixo de homicídio e a sociedade estar acostumada com isto, sendo tolerante e solidária às crianças nas ruas.

As crianças no Japão são ensinadas a acreditar que qualquer pessoa pode ajudá-las no caminho, se precisarem. Enquanto em outros países as crianças são ensinadas a temerem os desconhecidos, amedrontando-as.

Para os pais japoneses não se deve proteger as crianças naquilo que ela já é capaz de fazer. Com esta concepção e estas experiências proporcionadas pela cultura, as crianças japonesas tornam-se mais independentes, mais cedo, do que crianças de outros países. 

Sem dúvida é um choque cultural, mesmo para brasileiros, deixar as crianças pequenas saírem sozinhas (ou mesmo com alguns colegas) nas ruas. 

Como foi sua própria experiência de deixar seus filhos irem para a escola por conta própria tão cedo? E as crianças, como se saíram, o que acharam? Conte-nos sobre este conflito cultural vivido por vocês!

 

 

Casos de ‘bullying’ no Japão quase triplicaram no ano letivo anterior

Dezembro 17, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da SIC Notícias de 11 de Dezembro de 2013.

Notícia com mais dados:

Reported bullying cases in Japanese schools nearly triples in fiscal 2012

Tóquio, 11 dez (Lusa) – O número de casos de ‘bullying’ escolar denunciados no ano escolar 2012/2013 atingiram um recorde de 198.108, quase o triplo dos 70.000 casos do ano anterior, revelou hoje o Ministério japonês da Educação.

A revelação do Ministério, feita através da televisão NHK, salienta também que o número registado no ano letivo passado é o mais alto desde que as autoridades começaram a compilar dados de casos de ‘bullying’ em 1985.

O Governo japonês atribui o aumento dos números ao esforço realizado pelas escolas para detetarem e denunciarem os casos de ‘bullying’ escolar.

Disciplina y cálculo orientales para mejorar en matemáticas

Abril 12, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do El Pais de 31 de Março de 2013.

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Unos 35.000 niños practican métodos de lógica con los que los asiáticos arrasan en las pruebas de PISA

Elisa Silió

Corea del Sur desplazó a Finlandia en el liderazgo de las evaluaciones del último Informe PISA gracias a la atención cuidadosa a los alumnos destacados y a la cantidad de horas extra que echan sus alumnos. Y no es el único rincón de Asia a la cabeza. Shanghái es la campeona mundial en comprensión escrita y los orientales no tienen rival posible en cultura matemática. Hasta el punto de que el 25% de los alumnos de Shanghái fue capaz de resolver en PISA un tipo de problema matemático complejo. El mismo solo fue resuelto por un 3% de los de la OCDE. Se entiende pues la expansión imparable en España de métodos del Lejano Oriente que agilizan el cálculo mental y desarrollan los dos lados del cerebro. Unos 35.000 españoles practican ya esos sistemas en sus colegios o en academias. Su precio, entre 40 y 70 euros, no parece frenar a las familias

El informe Los paradigmas de la educación matemática para el siglo XXI, elaborado por grandes expertos internacionales, expresa que sus grandes resultados no se deben tanto a factores culturales “como al nivel de disciplina y concentración de los alumnos y el trabajo que realiza después de clase”. Eso explica que estos métodos importados por España exijan un seguimiento de un tutor dos días a la semana y que el niño dedique de diez minutos a media hora diaria —incluidas las vacaciones— a ejercitarse. Hay que armarse de paciencia y, ojo, los resultados no son inmediatos de cara a un examen sino a medio plazo, uno o dos años. Se vuelve a la “valorización de la cultura del esfuerzo” que echa en falta la Academia de Ciencias Exactas, que no hace mucho lamentaba el “deterioro progresivo y acentuado de la formación científica en los niveles primario y secundario”. Los estudiantes españoles sacaron una media de 483 puntos en la prueba PISA de matemáticas, cuando la media de la OCDE fue de 496.

El primer método en llegar fue el Kumon, hoy con 20.000 alumnos en España y 229 centros, que comenzó su expansión en 1991. El programa, dividido en 21 niveles para matemáticas y 27 para la lectura, nació en 1954 en Japón, de la mano de Toru Kumon, que creo el sistema para que su hijo fuese capaz de dominar conceptos del temario de cursos superiores. En su país el material didáctico se lanzó en 1981 y hoy día lo estudian cuatro millones de personas en el Mundo. El método arranca con letras, números y líneas, prosigue con las cuatro operaciones fundamentales de aritmética y concluye con el cálculo diferencial e integral. “La habilidad permite desarrollar el pensamiento y la creatividad. Hay mucha gente que cree que esta surge de repente”, afirmaba Kumon a EL PAÍS en 1990. Justamente la creatividad es uno de los puntos flacos del asiático, tachados de poco imaginativo e independiente.

El estudiante de Kumon realiza de tres a cinco hojas de cálculo diarias —se empieza con unas muy fáciles para que coja confianza— que su instructor corrige. “Hasta hace siete años nos expandíamos por colegios, pero era algo absurdo si se quería abrir academias. Así que solo mantenemos los colegios que confiaron en nosotros. Cada vez hay más competencia, pero con el boca a oreja y nuestra calidad la cosa funciona”, explica Antonio Campoy, su director de coordinación.

La política de Aloha METAL Arithmetic, un sistema que surgió en Malasia en 1993, es la contraria. El 90% de sus 7.500 alumnos recibe clase en una de las 400 escuelas en las que se han implantado. Arrancaron en Mallorca en 2009 con 200 niños de cinco a 13 años —Kumon se practica desde dos— y su idea es llegar a 13.000 cuando se establezcan en todo el territorio. “Pese a la crisis está siendo fácil. La gente quiere probar nuevos negocios —el requisito es que sean profesionales de la educación— y los padres incluso aunque estén los dos en paro hacen el esfuerzo de matricularlos”, cuenta Toni Palos, su director de expansión. Al finalizar, pueden realizar cálculos de hasta diecisiete dígitos sin un lápiz porque han interiorizado el cálculo con el ábaco japonés con el que al principio trastean físicamente. Según la organización, el programa mejora también la memoria fotográfica o la orientación espacial. Aloha organiza también concursos a los que acuden miles de niños. “ No es una competición, sino un juego más dentro de un gran plan de actividades”, prosigue Palos.

En este sistema malayo se basa también UCMAS, radicado en Mallorca desde 2008 y con 8.000 alumnos inscritos. ¿La razón del éxito? “Cualquier centro busca diferenciarse de la competencia. En los años 90 lo hacían por medio del inglés, en el 2000 a través de las nuevas tecnologías

El uso del ábaco es usual en el colegio público Miguel Hernández de Badadona y no es casualidad. En un centro que es un Babel de una quincena de nacionalidades, el alto nivel de sus alumnos chinos -ocho puntos por encima de la media catalana en PISA- nunca ha pasado desapercibido y hace cuatro años se hermanaron con la Escuela Experimental de Qintiang. Intercambian experiencias y de paso sus alumnos orientales no pierden del todo el vínculo con sus países de origen.

Una minoría del alumnado de Kumon son opositores que han perdido el hábito de estudio y pretenden recuperar la capacidad de concentrarse y jubilados dispuestos a agilizar su mente. Mientras Aloha recibe ofertas para llegar a centros de enfermos de Alzheimer. La idea les tienta, pero tendrá que esperar.

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Proyectos nacionales

No todo es made in Asia. Un programa online español se abre paso con fuerza: Smartick. Autodidacta, adapta su dificultad al rendimiento del alumno ese día. Detrás está el ingeniero Daniel González de la Vega, convencido de que hay que poner freno a los calamitosos resultados en matemáticas en PIS combinando los sistemas de aprendizaje clásicos con la última tecnología en las tabletas. El resultado es una página en el que trabajan desde 2009 15 personas y que se actualiza cada cinco semanas.

En su programa piloto participaron niños de 35 colegios madrileños de todos los estratos sociales e inteligencias. Un muestreo tan rico que les ha orientado a la hora de desarrollar nuevas ideas. El programa corrige los ejercicios, pero el profesor o el padre recibe cada día un informe del avance del niño. Ahora Smartick, que se puede practicar a título individual o como extraescolar, se está aplicando dentro del currículo de tres colegios públicos. Según sus datos, en tres meses el 94% de los alumnos —ya lo han probado 4.000— mejoró su capacidad de cálculo y el 70% incrementó su nota de matemáticas.

En el colegio Montserrat de Barcelona se dieron cuenta que sus alumnos percibían los números como algo abstracto y poco útil para su vida. Por eso han creado un programa,con el que se aprenden los diferentes conceptos matemáticos a partir de la manipulación, la observación y la experimentación.


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