Tempo que as crianças passam em frente ao ecrã está relacionado com desenvolvimento mais fraco anos depois

Fevereiro 27, 2019 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Sol de 28 de janeiro de 2019.

O estudo, publicado na revista JAMA Pediatrics esta segunda-feira, encontrou uma associação direta entre o tempo que as crianças despendem em frente ao ecrã aos 2 e 3 anos e o desenvolvimento aos 4 e 5 anos.

De acordo com um novo estudo, o tempo que as crianças passam em frente aos ecrãs está diretamente ligado com um desenvolvimento mais fraco. Isto é, quanto mais tempo as crianças passam a olhar para os ecrãs pior será o seu desempenho em testes de triagem de desenvolvimento durante a infância.

O estudo, publicado na revista JAMA Pediatrics esta segunda-feira, encontrou uma associação direta entre o tempo que as crianças despendem em frente ao ecrã aos 2 e 3 anos e o desenvolvimento aos 4 e 5 anos.

Em causa está o desenvolvimento na comunicação, habilidades motoras, resolução de problemas e socialização. Os investigadores basearam esta análise na ferramenta de triagem chamada ‘Ages and Stages Questionnaire’, onde os sinais de desenvolvimento são avaliados em comportamentos como, por exemplo, ser capaz de empilhar blocos ou colocar um brinquedo em cima de outro.

Desta forma, a Academia Americana de Pediatra recomenda que as crianças entre os 2 e os 5 anos passem em frente ao ecrã apenas uma hora por dia.

“Este estudo mostra que, quando usado em excesso, o tempo em frente aos ecrãs pode ter consequências para o desenvolvimento das crianças. Os pais podem pensar em ecrãs como dar comida aos seus filhos: em pequenas doses, tudo bem, mas em excesso, tem consequências”, disse Sheri Madigan, autora do estudo, professora e investigadora na área do desenvolvimento infantil na Univeridade de Calgary, citada pela CNN.

O estudo analisou dados de 1.441 mães e crianças no Canadá. O recrutamento das mães foi feito quando estas estavam grávidas, entre 2008 e 2010, e os dados foram recolhidos entre 2011 e 2016.

As mães completaram questionários relacionados com o desempenho dos filhos em testes de desenvolvimento aos 24, 36 e 60 meses de idade e relataram quanto tempo os filhos passaram em frente a dispositivos com ecrã durante o dia.

Embora a investigação não tenha analisado de forma numérica a relação entre o tempo despendido em frente ao ecrã e o desenvolvimento, os investigadores encontraram um “associação estável” entre o tempo e a pontuação nos testes de triagem do desenvolvimento infantil que não foram explicados por outros fatores.

“Pelo que sabemos, o presente estudo é o primeiro a fornecer evidências de uma associação direcional entre tempo de ecrã e mau desempenho em testes de triagem de desenvolvimento entre crianças muito jovens”, refere o estudo.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Association Between Screen Time and Children’s Performance on a Developmental Screening Test

 

Sexting dispara entre jovens. E alguns só têm 11 anos

Agosto 17, 2018 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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thumbs.web.sapo.io

Notícia do site Sapolifestyle de 6 de agosto de 2018.

A massificação dos telemóveis transformou o sexting – troca de mensagens de cariz sexual – num hábito comum entre adolescentes. Os especialistas alertam para as consequências deste fenómeno, que envolve miúdos cada vez mais novos e também é usado para fazer bullying ou chantagem.

Há meia dúzia de anos o conceito era obscuro, mas hoje quase todos os jovens sabem o que quer dizer e muitos fazem aquilo que ele define: trocar mensagens de cariz sexual através do telefone. O sexting começou por se limitar ao texto, mas com a evolução das tecnologias depressa começou a contemplar fotografias e vídeos. Desde então, os seus estragos não param de se acumular.

Um novo estudo, publicado pela JAMA Pediatrics e divulgado pela CNN, defende que um em cada quatro jovens norte-americanos confessou ter recebido este tipo de mensagens e um em cada sete admitiu tê-lo enviado. A investigação contemplou 39 projetos autónomos, realizados entre janeiro de 1990 e junho de 2016, que envolveram mais de 110 mil participantes, todos com menos de 18 anos e alguns com apenas 11.

Ressalvando que foi a massificação do acesso aos telemóveis que provocou este fenómeno, os autores do estudo sugerem que “as informações específicas sobre sexting e as suas consequências devem começar a ser trabalhadas em aulas de educação sexual”.

A pesquisa mostra que entre os mais jovens, o sexting é uma forma de explorar a atração sexual. “À medida que crescem, os adolescentes sentem cada vez mais interesse pela sexualidade; estão a tentar descobrir quem são”, afirmou o co-autor do estudo e professor de psiquiatria da Universidade do Texas, Jeff Temple.

Os riscos que as crianças e pré-adolescentes mais novos correm são assustadores, tendo em conta as armadilhas deste tipo de conteúdo. Diz o artigo da CNN que as relações entre pré-adolescentes (entre 10 e 12 anos) são quase sempre de curta duração, o que torna os miúdos mais vulneráveis ​​ao sexting sem consentimento, pois tornou-se comum “usar imagens e vídeos de nus como forma de ameaça ou chantagem”.

Tendo em conta que a média de idade dos miúdos que começam a usar smartphones está nos 10,3 anos, Jeff Temple acredita que “vamos assistir a um aumento do número de adolescentes com vida sexual”.

“As crianças não têm uma compreensão absoluta do que é uma relação de causa e efeito”, defende Sheri Madigan, professora assistente do Departamento de Psicologia da Universidade de Calgary e coautora do estudo.

“Quando enviam uma fotografia, muitos não pensam que jamais poderão recuperá-la e que o destinatário pode fazer com ela o que bem entender”.

Madigan diz que parte do problema está no cérebro dos adolescentes. “Os mais jovens têm os lóbulos frontais menos desenvolvidos e, por isso, são menos capazes de pensar sobre determinados assuntos do que os mais velhos. Provavelmente são mais vulneráveis ​​à pressão para fazer sexo ou participar em sexting não-consensual”.

De acordo com este estudo, 12,5% dos jovens – ou seja, um em cada oito – diz ter reencaminhado uma mensagem deste teor sem o consentimento do remetente e/ou do destinatário, o que revela bem a falta de segurança que envolve o fenómeno. “Sabemos que os sexts estão a ser reencaminhados sem consentimento e se os pais conversarem com os filhos adolescentes sobre sexting, devem falar sobre tais riscos”, defendeu Sheri Madigan, reforçando que se as mensagens forem trocadas sem a conivência dos intervenientes o assunto é muito grave. “Se olharmos para o fenómeno como um comportamento sexual consensual – com ambos os adolescentes a lidarem bem com o assunto – não haverá qualquer problema para a saúde mental”. Mas se o sexting for feito à revelia dos intervenientes, as consequências podem ser dramáticas.

Como falar com os seus filhos sobre sexting

  • Faça perguntas amplas como “já ouviste falar de sexting?”. Se perceber até que ponto ele domina o assunto, torna-se mais fácil conduzir a conversa.
  • Use exemplos apropriados à idade do seu filho e seja específico sobre as consequências do sexting. “Os pais devem ser proactivos e não reativos”, defende Madigan.
  • Recorde ao seu filho que o amor-próprio não é negociável. E que o sexting não é forma de provar amor a ninguém.
  • Evite julgamentos e preconceitos. E não queira ter a última palavra. Deixe o adolescente explicar o que sente.
  • Não se assuma como especialista na matéria.
  • Não o “proíba de”. Proibir, muitas vezes, é apenas convidar à desobediência.
  • Seja compreensivo. Os tempos mudaram e há coisas que custam a entender quando se é adulto.

 

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Prevalence of Multiple Forms of Sexting Behavior Among Youth

Vale a pena reduzir a amamentação materna para os bebés dormirem mais?

Julho 21, 2018 às 5:05 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do MAGG de 12 de julho de 2018.

por Catarina da Eira Ballestero

Estudo diz que os bebés que ingerem sólidos antes dos 6 meses dormem mais. Um especialista discorda: o leite da mãe em exclusivo é o melhor.

e acordo com os resultados de um estudo divulgado recentemente no Jama Pediatrics, as crianças que começam a ingerir sólidos com menos de seis meses de idade dormem mais do que aquelas que são amamentadas. A investigação liderada pelo especialista Michael Perkin, do Instituto de Pesquisa de Saúde da População e do Hospital St. George, em Londres, sugere que a introdução dos sólidos pode resultar num sono melhor.

Michael Perkin e a sua equipa analisaram 1303 bebés: os do grupo de introdução precoce de alimentos começaram a ingerir sólidos com cerca de 16 semanas, em média, em comparação com os do grupo padrão que iniciaram às 23 semanas. Durante o período do estudo, que durou cinco meses, os bebés que começaram a comer sólidos mais cedo dormiam mais do que aqueles cujas mães continuaram a amamentar exclusivamente até aos seis meses de idade — uma média de quase 17 minutos a mais, para sermos precisos.

A diferença de minutos, que atingiu o seu pico máximo aos seis meses dos bebés, persistiu após o primeiro aniversário destes, sendo que as crianças que começaram a dormir mais cedo também acordavam com menos frequência (9%) do que os outros.

Os minutos a mais de sono não compensam o fim da amamentação exclusiva

Apesar do quão atrativa possa ser a ideia de que as crianças podem dormir mais com alterações na alimentação, José Aparício, médico pediatra e coordenador do atendimento pediátrico do Hospital Lusíadas Porto, realça que as vantagens da amamentação exclusiva estão muito acima dos 17 minutos a mais de sono.

“Prefiro que os bebés durmam menos 17 minutos e que se alimentem à mama”, diz à MAGG o especialista, que alerta que este tipo de estudos e trabalhos podem influenciar uma mãe a deixar de lado a amamentação exclusiva em prol de um sono mais extenso das crianças.

O médico pediatra afirma que “17 minutos não são nada” e recomenda que “se mantenha a mama”. José Aparício é “muito crítico em relação a tudo o que coloque em causa algo adquirido já há muitos anos, como os benefícios da amamentação exclusiva nos primeiros seis meses de vida das crianças”.

De acordo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), o aleitamento materno deve ser obrigatório no primeiro meio ano dos bebés e só depois é que os alimentos sólidos podem ser introduzidos.

“Respeitando o trabalho citado, estamos a comparar uma média de 17 minutos de sono contra uma vantagem imunológica, nutricional, psicológica e intelectual, basicamente tudo aquilo que a alimentação materna traz de positivo para um bebé. São também 17 minutos em que a mãe está a olhar para o bebé e este para a mãe”, afirma o especialista.

De acordo com José Aparício, a amamentação exclusiva é fundamental e traz inúmeras vantagens. “É claro que a população em geral pode ser seduzida pela ideia de conseguir mais tempo de descanso para os filhos, mas tenho mais que argumentos para desmontar esta ideia de 17 minutos a mais à custa de acabar com a mama em exclusivo, que vou defender sempre, devido aos seus variados benefícios em diversos campos”, conclui o pediatra.

Em Portugal, quase dois terços das mães amamentam em exclusivo até aos três meses.

 

 

 

Quando é que os bebés dormem melhor? Quando começam a comer sólidos

Julho 21, 2018 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 11 de julho de 2018.

É quando os bebés começam a comer alimentos sólidos que começam a dormir melhor. A comparação foi feita entre os que são amamentados até aos seis meses e aqueles a quem são introduzidos os sólidos a partir dos três meses.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Academia Americana de Pediatria, entre outros, o aleitamento materno deve ser obrigatório nos primeiros seis meses da criança e só depois é que os alimentos sólidos podem ser introduzidos. Contudo, um estudo de 2016 sobre tolerância alimentar – que envolveu 1303 bebés, aos quais os alimentos sólidos foram introduzidos mais cedo para observar se esta acção ajudava a prevenir alergias alimentares –, demonstrou que a introdução de pequenas quantidades de alimentos alergénicos em bebés mais novos ajudava a reduzir os riscos de alergia alimentar. Estes resultados levaram a Academia Americana de Pediatria, o governo australiano e outros a mudaram as suas directrizes de alimentação infantil.

Michael Perkin, do Instituto de Pesquisa de Saúde da População e do Hospital St. George, ambos em Londres, acrescenta que os resultados de uma nova análise aos dados sugerem que outro dos benefícios da introdução dos sólidos é um sono melhor.

Conforme relatado no Jama Pediatrics, Perkin e a sua equipa de investigadores compararam o sono infantil e a qualidade de vida das mães que participaram no estudo de 2016. As crianças no grupo de introdução precoce começaram a ingerir sólidos com cerca de 16 semanas, em média, em comparação com os do grupo padrão que iniciaram às 23 semanas.

Durante cinco meses, os bebés que começaram a comer sólidos mais cedo dormiam mais do que aqueles cujas mães continuaram a amamentar exclusivamente até aos seis meses. A diferença entre os dois grupos atingiu o pico aos seis meses de idade, com o grupo de introdução precoce a dormir uma média de quase 17 minutos a mais do que o dos que continuaram a ser amamentados. Esta diferença persistiu após o primeiro aniversário das crianças. Os bebés que começaram a dormir mais cedo também acordavam com menos frequência (9%) do que os outros.

A descoberta “mais clinicamente importante”, avalia Perkin, é que os pais das crianças que ingeriam alimentos sólidos há mais tempo eram menos propensos a relatar que os seus filhos tinham um sério problema de sono. “Havia uma relação extremamente forte entre a qualidade de vida da mãe e o sono infantil”, acrescenta. “Se o bebé dorme mal, a qualidade de vida da mãe é claramente afectada.”

Sexting é cada vez mais comum. Cerca de um quarto dos adolescentes fazem-no

Março 11, 2018 às 6:24 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 28 de fevereiro de 2018.

De acordo com um estudo publicado esta semana, 14,8% dos jovens assumem enviar sexts e 27,4% recebê-los.

CATARINA LAMELAS MOURA

De acordo com um estudo publicado esta semana pelo JAMA Pediatrics, cerca de um quarto dos adolescentes usam os telemóveis para partilhar imagens, vídeos ou mensagens sexualmente explícitas – uma prática geralmente conhecida em inglês como sexting.

Partindo da análise de 39 estudos (com 110.380 participantes, com menos de 18 anos), esta meta-análise aponta que actualmente cerca de 14,8% assumem enviar sexts e 27,4% recebê-los. A discrepância pode ser explicada por vários factores: “alguns inquiridos podem relatar a menos as suas interacções de sexting, alguns sexters podem enviar a mesma imagem a várias pessoas e aqueles que recebem um sext podem não retribuir”, aponta o estudo.

Os investigadores focaram também a análise na prática não consentida, concluindo que cerca de 12% dos jovens já enviaram uma mensagem deste tipo sem consentimento e 8,4% foram o sujeito de uma mensagem enviada sem o seu consentimento.

Tendo em conta a crescente prevalência da prática de sexting – em linha com a ubiquidade dos telemóveis hoje em dia – os investigadores defendem que deve haver mais informação sobre sexting e as potenciais consequências e que este tema deve ser uma componente da educação sexual. Os estudos existentes mostram que “sexting é um indicador do comportamento sexual e pode estar associado a outras questões de saúde e de comportamentos de risco”, apontam.

“Fizemos este estudo porque o tópico é uma preocupação urgente para a maioria dos pais, que são confrontados com a dupla ameaça de tentar compreender o funcionamento do mundo digital, ao mesmo tempo tendo de navegar pelas conversas sobre o comportamento sexual com os seus adolescentes”, comenta Sheri Madigan, autora principal do estudo e professora na University of Calgary, no Canadá, ouvida pelo Culto.

A questão prende-se mais com a privacidade do que com a prática de sexting em si. “Quando se carrega no botão, a juventude confia que as imagens não serão partilhadas. Sexting não é um problema quando esta confiança não é violada”, indica Madigan. A tecnologia de eleição – o telemóvel – pode ser enganadora, dando uma ilusão errada de privacidade: “[os jovens] podem não ter um entendimento claro de que quando as imagens são enviadas, perdem o controlo de como os receptores lidam com as mesmas”. O sexting também se torna problemático quando os jovens são pressionados ou coagidos, seja por uma pessoa ou pelos pares, aponta ainda.

Também o tema pornografia de vingança (ou revenge porn, na expressão inglesa) – pessoas que publicam imagens ou vídeos com conteúdo sexual de parceiros – tem alarmado as autoridades. No ano passado, o Facebook anunciou que estava a testar na Austrália uma forma de prevenir a revenge porn, em colaboração com o organismo governamental de cibersegurança daquele país. A proposta passava por guardar imagens íntimas na forma de uma impressão digital, para impedir que qualquer pessoa fizesse upload dessa mesma imagem. No ano passado, dois casos chamaram a atenção dos media: o de uma rapariga filmada num autocarro, enquanto um rapaz tocava nas suas partes íntimas, durante a Queima das Fitas do Porto, e o de uma estudante da Universidade do Minho filmada seminua durante a semana académica, em Braga.

Madigan aconselha os pais a serem proactivos em relação à segurança digital, a “terem conversas abertas cedo e frequentemente, não apenas quando surge um problema”. Há alguns temas que merecem maior relevo: “Os riscos de sexting e as potenciais consequências legais; garantir que as crianças sabem que não está certo pressionarem ou serem pressionadas a enviar um sext e informá-las de que quando uma imagem é enviada, perdem o controlo da mesma”.

Há vários recursos que os pais podem consultar. A investigadora refere o Common Sense Media’s Sexting Handbook (em inglês).

 

 

“Sexting” cresce entre os adolescentes

Março 4, 2018 às 6:24 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.dn.pt/ de 27 de fevereiro de 2018.

Nos últimos dez anos, cresceu o número de crianças e jovens que enviam e recebem mensagens sexuais explícitas

A troca de mensagens sexuais – “sexting” – entre adolescentes e crianças mais novas aumentou ao longo da última década, indica um novo estudo publicado esta segunda-feira na revista JAMA Pediatrics. De acordo com a investigação, um em cada quatro jovens disse ter recebido mensagens de cariz sexual e um em cada sete revelou ter enviado.

O estudo, que pode ser consultado aqui, foi divulgado pela CNN e revela que a pesquisa incluiu dados de 39 projetos de inquéritos realizados entre janeiro de 1990 e junho de 2016, com um total de 110.380 participantes, todos com menos de 18 anos – incluindo alguns jovens de 11 anos.

Os investigadores concentraram-se nos dados desde 2008 e encontraram um aumento no “sexting” – (contração de sex e texting), um anglicismo que se refere à divulgação de conteúdos eróticos e sensuais através de telemóveis.

O aumento do número de jovens envolvidos no envio ou receção de fotografias ou mensagens sexualmente explícitas correspondeu ao acesso em cada vez maior a telemóveis. Conscientes dessa tendência, os autores do estudo sugerem que “informações específicas sobre o sexo e suas possíveis consequências devem ser regularmente fornecidas como uma componente da educação sexual”.

Na verdade, não está a acontecer nada de novo, a não ser a introdução da tecnologia na equação. Os investigadores descobriram que os adolescentes que se envolvem em “sexting” fazem-no como uma maneira de começar a explorar a atração que sentem por outras pessoas.

“À medida que os adolescentes envelhecem vamos ver estes números a crescer… Tal como acontece no comportamento sexual real”, disse o co-autor do estudo, Jeff Temple, professor de psiquiatria na Universidade do Texas.

 

 

 

 

Crianças que veem filmes com armas são mais propensas a usá-las

Outubro 1, 2017 às 5:26 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do https://oglobo.globo.com/ de 26 de setembro de 2017.

Crianças que assistiram a filmes não indicados para menores de 13 anos contendo armas de fogo birncaram com pistola desativada por mais tempo e puxaram mais vezes o gatilho que aquelas que viram versões editadas dos mesmos filmes sem as armas, de acordo com resultado de pesquisa publicado em artigo da revista científica americana JAMA Pediatrics.

De acordo com os responsáveis pelo experimento, muitas famílias americanas que possuem armas de fogo em casa não as guardam em segurança, e crianças nos Estados Unidos são mais propensas a morrer por um disparo acidental do que aquelas em outros países desenvolvidos. Muitos fatores influenciam o interesse dos pequenos em armas.

O foco da pesquisa realizada por Brad J. Bushman, da Universidade do Estado de Ohio, e de Kelly P. Dillon, da Universidade de Wittenberg, também no estado de Ohio, eram personagens de filmes que utilizavam armas de fogo. O estudo incluiu 104 crianças – 52 pares de irmãos, primos, ou amigos -, entre 8 e 12 anos de idade. Cada dupla foi selecionada aleatoriamente para assisitir a uma edição de 20 minutos dos filmes “The Rockteer” e “A lenda do tesouro perdido” com ou sem armas de fogo. As cenas dos flmes que mostravam armas foram retiradas de uma das versões, mas a ação e a narrativa não foram alteradas.

Depois de assistirem aos filmes, as crianças foram levadas para outra sala, onde podiam escolher qualquer jogo ou brinquedo disponível em um armário para brincar por 20 minutos, com a porta fechada. Uma das gavetas do móvel continha uma pistola calibre 0.38 real, desativada para que não disparasse, mas com martelo e gatilho funcionando.

Das 52 duplas de crianças, 43 (82,7%) acharam a pistola na gaveta; 14 pares (26,9%) informaram ou entregaram a arma a um dos assistentes da pesquisa; e em 22 casos (42,3%) pelo menos uma das crianças manuseou a arma. A versão do filme – contendo ou não armas de fogo – não influenciou o encontro ou manuseio da pistola, segundo os resultados da pesquisa.

No entanto, a média de acionamentos do gatilho entre as crianças que viram o filme que continha armas foi de 2,8, enquanto entre aquelas que viram a versão sem armamento ficou em 0,01. Além disso, o tempo médio gasto segurando a pistola foi de 53,1 segundos entre aqueles expostos às imagens com armas, frente a 11,1 segundos entre as demais. As análises da pesquisa sugerem que crianças que assistiram ao filme com armas também brincaram de forma mais agressiva e, por vezes, apontaram para pessoas antes de apertar o gatilho.

O estudo admite limitações: havia apenas um revólver disponível para todas as crianças e a câmera escondida fixa conseguia gravar toda a sala, mas não a ação de todos os participantes.

“A presente pesquisa busca entender a conexão entre a exposição à violência com armas na mídia e o interesse em brincar com pistolas no mundo real. Nós acreditamos que esses dados são um ponto de partida interessante para debates sobre vários fatores que podem aumentar o interesse de crianças em armas e violência”, conclui o artigo.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Effects of Exposure to Gun Violence in Movies on Children’s Interest in Real Guns

 

 

Estudo revela que álcool na gravidez leva 1 em cada 13 bebés a nascer com problemas

Setembro 6, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do https://ionline.sapo.pt/ de 23 de agosto de 2017.

Shutterstock

O consumo de álcool nem sequer tem de ser frequente, basta beber uma vez ou duas para que o desenvolvimento dos bebés já tenha risco de ser afetado.

De acordo com um estudo recentemente realizado, há cerca de oito em cada mil bebés que nascem com o designado Síndrome Alcoólica Fetal – SAF, e que revela ainda que uma em cada 13 mulheres que consomem álcool na gravidez dão à luz um bebé com distúrbios do espectro da Síndrome Alcólica Fetal.

Esta síndrome aumenta o risco de a criança desenvolver deficiências físicas, mentais, comportamentais ou até mesmo de aprendizagem.

O estudo, publicado na revista JAMA Pediatrics, avança que a equipa de investigadores analisou a frequência com que os bebés nascem com SAF, em crianças desde o nascimento até aos 16 anos de idade, em 187 países.

De acordo com o Indian Express, apesar de a região europeia ser aquela que mostra níveis mais elevados, com cerca de 20 casos de SAF por cada mil crianças, o leste da região mediterrânea mostrou ter a menor prevalência.

Já nos Estados Unidos da América há cerca de 15 casos de SAF por cada mil crianças.

 O estudo citado na notícia é o seguinte:

Global Prevalence of Fetal Alcohol Spectrum Disorder Among Children and YouthA Systematic Review and Meta-analysis

 

Calmas a los niños con un celular o Tablet? Entérate del daño que les estás haciendo

Fevereiro 11, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Texto do site http://centralinformativa.tv/

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Use of Mobile Technology to Calm Upset ChildrenAssociations With Social-Emotional Development

Por Antonio Sánchez Melo

Quienes tienen la fortuna de ser padres, seguramente saben lo complicado y también desesperante que puede llegar a ser el tener que calmar a un niño cuando éste se encuentra enojado, llorando o haciendo berrinche. La mayoría no está seguro de lo que en realidad desean o simplemente no se toman el tiempo de averiguarlo y lo que más fácil se les hace es darles algo para que se entretengan y dejen ese comportamiento desquiciante.

Una golosina e incluso un juguete parecen ser buenas opciones, sin embargo, ¿qué pasa con aquellos padres que optan por prestarles el celular o la Tablet? Para aquellos padres que piensan que el darles un aparato electrónico es la solución, les tengo una simple sugerencia: ¡dejen de hacerlo inmediatamente!

Un grupo de investigadores han hecho un estudio sobre esta acción y han determinado que sin darse cuenta los padres están afectando gravemente el desarrollo de personalidad de sus hijos.

Ser padres nunca será fácil pero sería bueno practicar más la paternidad y estrechar lazos con ellos, no alejarlos con esas acciones que a la larga con su práctica podría causar un daño irreversible en ellos.

Desafortunadamente, cada vez son más los padres que recurren a esta ¨solución¨ cuando ya no saben qué hacer con la actitud de sus hijos. Fácilmente se rinden y no optan por la opción de tratar de tranquilizarlos, hablar con ellos o consolarlos, simplemente se inclinan por la ¨salida fácil¨. Sin embargo ignoran que este acto de rendición sólo traerá consecuencias que no están visualizando hoy.

JAMA Pediatrics reveló un estudio en donde se centraban en este tema, relata que lo más habitual para los papás es relajar/calmar a los pequeños usando el televisor, un celular, computadoras o tablets y todo se deduce a que en realidad tienen muy poco control sobre ellos y no saben de qué manera lidiar con el temperamento energético de éstos.

La doctora de la Universidad de Boston y autora de dicho estudio Jenny Radesky, reveló haber advertido muchas veces a los padres que esta acción está mal, porque además de truncar el desarrollo de la personalidad, también están afectando el desarrollo del lenguaje, ya que el niño pasa más tiempo jugando con aparatos que interactuando con personas.

Hay personas que contrastan esta versión diciendo que el uso de smartphones y tablets ayuda a los niños a hablar y mejorar su vocabulario, sin embargo, Radesky contratacó argumentando lo siguiente: ¨si estos dispositivos se convierten en un método habitual para calmar y distraer a los niños, ¿ellos serán capaces de desarrollar sus propios mecanismos de autorregulación?¨ definitivamente el querer ¨distraer¨ a los niños que se aburren o lloran con un aparato, les impide poder generar su propia forma personal de entretenimiento.

No obstante y pese a contradicciones, la doctora Radesky señaló que el abuso de estos dispositivos durante la infancia, podrían interferir con su desarrollo de la empatía, sus habilidades sociales y de resolver los problemas, que generalmente se obtienen de la exploración, los juegos no estructurados y la interacción con amigos.

Así podemos determinar que el dar un aparato electrónico a nuestros hijos para tranquilizarlos, definitivamente no es la mejor opción, el que se tranquilicen depende de ti y de sus capacidades. La mejor opción es tratar de calmarlos a través de las palabras, escucharlos y atenderlos, ya que estos a su vez mejorarán sus ansiedades y aprenderán a controlarse poco a poco. Tal vez tomará tiempo, pero ningún camino es fácil cuando realmente vale la pena.

Y tú, cómo calmas a tus hijos?

 

Infância difícil altera formação cerebral

Outubro 12, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 26 de setembro de 2015.

Os estudos citados na notícia são os seguintes:

Effect of Early Adversity and Childhood Internalizing Symptoms on Brain Structure in Young Men

Neural Correlates of Face Familiarity in Institutionally Reared Children With Distinctive, Atypical Social Behavior

clicar na imagem

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