UNICEF declara janeiro “mês sangrento” ao registar 83 crianças mortas em conflitos

Fevereiro 23, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://observador.pt/ de 5 de fevereiro de 2018.

A ” violência no Iraque, Líbia, Síria, no Estado da Palestina e no Iémen” teve consequências “devastadoras” as crianças. Mas há mais locais onde a vida destas está em perigo constante.

Pelo menos 83 crianças, a grande maioria sírias, morreram durante o “mês sangrento” de janeiro em conflitos e ataques registados em países do Médio Oriente e do norte de África, divulgou esta segunda-feira a UNICEF.

“A intensificação da violência no Iraque, Líbia, Síria, no Estado da Palestina e no Iémen” teve consequências “devastadoras” para a vida das crianças, disse o diretor regional da UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) para o Médio Oriente e do norte de África, Geert Cappelaere, citado num comunicado.

“Só no mês de janeiro, pelo menos 83 crianças foram mortas (…) em conflitos em curso, em ataques suicidas ou morreram de frio ao fugir de zonas de guerra”, sublinhou o representante. Geert Cappelaere realçou que as crianças estão a pagar “o preço mais alto” por guerras pelas quais não são responsáveis.

“São crianças, crianças!”, frisou o diretor regional da UNICEF, na mesma nota informativa. Na Síria, país que enfrenta desde março de 2011 um conflito civil, “59 crianças foram mortas nas últimas quatro semanas”, segundo a agência das Nações Unidas.

No conflito no Iémen, já classificado como uma das piores crises humanitárias dos últimos anos, 16 crianças perderam a vida “em ataques em todo o país”. Em Benghazi, no leste da Líbia, “três crianças foram mortas num ataque suicida e outras três quando brincavam perto de engenhos explosivos”, segundo a UNICEF.

Uma mina tirou também a vida a uma criança na cidade velha de Mossul, antigo bastião do grupo extremista Estado Islâmico (EI) no norte do Iraque, enquanto um menor foi baleado numa localidade perto de Ramallah, na Cisjordânia ocupada por Israel.

No Líbano, “16 refugiados sírios, incluindo quatro crianças, que fugiram da Síria morreram de frio durante uma tempestade severa”, referiu a UNICEF.

“Não são centenas, nem milhares, mas milhões de crianças no Médio Oriente e no norte de África a quem roubaram a infância, que foram mutiladas, traumatizadas, presas, impedidas de ir à escola (…) e privadas do direito mais básico, de brincar”, sublinhou o comunicado.

Para Geert Cappelaere, “podem ter silenciado as crianças, mas as suas vozes vão continuar a ser ouvidas!”, concuindo que “A sua mensagem é a nossa: a proteção das crianças é prioritária em todas as circunstâncias, faz parte das leis da guerra”. Em dezembro passado, a UNICEF qualificou 2017 como um “ano pesadelo”, denunciando na altura que os conflitos armados tinham afetado de maneira desmedida as crianças.

Em 2017, as crianças em zonas de conflito foram vítimas de ataques “a uma escala chocante”, fruto de um “desprezo generalizado e flagrante das normais internacionais que protegem os mais vulneráveis”, afirmou na altura a organização no seu relatório anual, que apontava as situações na República Centro Africana, Nigéria, Birmânia, Sudão do Sul, Ucrânia, Iémen ou Síria.

No ano passado, segundo os números da UNICEF, cinco mil crianças foram mortas ou feridas no Iémen, 700 foram mortas no Afeganistão, centenas usadas como escudos humanos na Síria e no Iraque, 135 usadas como bombistas suicidas na Nigéria, 19 mil recrutadas pelo exército e grupos armados no Sudão do Sul.

O mesmo relatório indicou que na Europa, no leste da Ucrânia, mais de 200 mil crianças vivem sob a ameaça constante das minas antipessoal e de artefactos que não explodiram que apanham para brincar ou pisam, morrendo ou sofrendo mutilações.

mais informações na notícia:

Conflicts in the Middle East and North Africa take a brutal toll on children – UNICEF

Daesh usa crianças como alvos para evitar fuga de civis em Mossul

Junho 23, 2017 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.cmjornal.pt/ de 22 de junho de 2017.

As Nações Unidas afirmam que os combatentes do Daesh usam as crianças como alvos em Mossul para evitar a fuga de civis da cidade enquanto as forças iraquianas tentam entrar no último reduto no Iraque dos extremistas.

Num relatório apresentado esta quinta-feira, a agência das Nações Unidas para as crianças disse que documentou uma série de casos de combatentes do Daesh que mataram os filhos das famílias que tentam fugir dos bairros controlados pelo grupo na segunda maior cidade iraquiana.

A UNICEF diz que 1.075 crianças foram mortas e 1.130 feridas desde que os combatentes do Daesh tomaram o controlo de quase um terço do Iraque em 2014.

Além do elevado número de civis mortos, a luta atual para retomar o controlo de Mossul causou destruição generalizada.

Oficiais iraquianos e norte-americanos afirmaram que a mesquita Al Nuri e famoso minarete foram destruídos por combatentes do Daesh na noite de quarta-feira.

descarregar o relatório citado na notícia:

NOWHERE TO GO: IRAQI CHILDREN TRAPPED IN CYCLES OF VIOLENCE

mais informações em português:

Crianças no Iraque presas em ciclos de violência e pobreza numa altura em que o conflito atinge níveis sem precedentes

 

3.6 milhões de crianças estão agora em risco devido ao aumento da violência no Iraque – relatório “A Heavy Price for Children”

Julho 29, 2016 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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heavy

descarregar o relatório no link:

http://www.uniraq.org/index.php?option=com_k2&view=item&task=download&id=1882_155abec0c097a09d6cd3c8694f9a6f3c&Itemid=626&lang=en

ou

http://www.unicef.pt/relatorio_iraque_um_preco_elevado_para_as_criancas.pdf

mais informações na notícia da Unicef Portugal

3.6 milhões de crianças estão agora em risco devido ao aumento da violência no Iraque

 

L’ONU dénonce les exactions de l’Etat islamique envers les enfants en Irak

Fevereiro 14, 2015 às 4:00 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.lemonde.fr  de 5 de fevereiro de 2015.

AFP  Sabah Arar

Des enfants irakiens sans abri sur un terrain vague à Bagdad AFP SABAH ARAR

Les conclusions d’un rapport rendu public mercredi 4 février par le Comité des droits de l’enfant (CRC) des Nations unies sont alarmantes concernant la situation des enfants en Irak, notamment dans les zones contrôlées par l’Etat islamique (EI). L’organisme onusien dénonce le recrutement par des « groupes armés », en particulier par l’EI, d’« un grand nombre d’enfants » pour en faire des combattants, des kamikazes et des boucliers humains, ainsi que les sévices sexuels et les autres tortures qui leur sont infligés.

« Des enfants [sont] utilisés comme kamikazes, y compris des enfants handicapés ou ceux qui ont été vendus à des groupes armés par leurs familles », soulignent les auteurs du rapport. Ils expliquent aussi comment certains mineurs ont été transformés en « boucliers humains » pour protéger des installations de l’EI des frappes aériennes, forcés à travailler à des postes de contrôle ou employés à la fabrication de bombes pour les djihadistes. Le comité a exhorté Bagdad à explicitement criminaliser le recrutement d’une personne de moins de 18 ans dans les conflits armés.

DÉCAPITATIONS, CRUCIFIXIONS

Le CRC a en outre dénoncé les nombreux cas d’enfants, notamment appartenant à des minorités religieuses ou ethniques, auxquels l’EI a fait subir des violences sexuelles et d’autres tortures ou qu’il a purement et simplement assassinés. Il relate plusieurs cas d’exécutions de masse de garçons, ainsi que des décapitations, des crucifixions et des ensevelissements d’enfants vivants.

Bien que le gouvernement irakien soit tenu pour responsable de la protection de ses administrés, Mme Winter a reconnu qu’il était actuellement difficile de poursuivre les membres des « groupes armés non étatiques » pour de tels actes. Selon elle, le gouvernement devrait s’efforcer de faire tout son possible pour protéger les enfants dans les zones qu’il contrôle et pour les extraire des lieux contrôlés par l’EI.

PAS ATTRIBUÉS QU’AUX DJIHADISTES

Le comité a toutefois souligné que certaines violations des droits des enfants ne pouvaient être attribuées aux seuls djihadistes. De précédents rapports relevaient ainsi que des mineurs étaient obligés d’être de faction à des postes de contrôle tenus par les forces gouvernementales ou que des enfants étaient emprisonnés dans des conditions difficiles à la suite d’accusations de terrorisme, et dénonçaient également des mariages forcés de fillettes de 11 ans.

Une loi permettant aux violeurs d’éviter toute poursuite judiciaire à condition de se marier avec leurs victimes s’est particulièrement attirée les foudres du CRC, qui a rejeté l’argument des autorités de Bagdad selon lesquelles c’était « le seul moyen de protéger la victime des représailles de sa famille ».

 

 

Centenas de crianças assassinadas por combatentes islamistas

Setembro 9, 2014 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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notícia do observador de 9 de setembro de 2014.

ler a declaração de Leila Zerrougui no link http://childrenandarmedconflict.un.org/statement/open-debate-sc-statement-080914/

Mohamed Messara EPA

Combatentes islamitas assassinaram centenas de crianças no Iraque e estão a utilizar outras como bombistas-suicida, alertou hoje uma perita das Nações Unidas perante o Conselho de Segurança.

“Perto de 700 crianças foram mortas e mutiladas no Iraque desde o início deste ano, incluindo em execuções sumárias”, contabilizou Leila Zerrougui, representante especial das Nações Unidas para as crianças e os conflitos armados.

Perante o Conselho de Segurança, que hoje se reuniu para discutir o problema das crianças-soldado, Leila Zerrougui disse ainda que os fundamentalistas do grupo Estado Islâmico, que tem semeado o terror no norte do Iraque, estão a recrutar meninos de 13 anos para carregarem armas, montarem guarda a pontos estratégicos e prenderem civis. “Outras crianças foram usadas como bombistas-suicida”, acrescentou.

A comunidade internacional tem repetidamente acusado o Estado Islâmico de crimes de guerra e contra a humanidade, desde que em junho o grupo armado fundamentalista começou a controlar vastas zonas do Iraque e da Síria. Mas o Estado Islâmico não é o único responsável pelo envolvimento de crianças, já que as milícias aliadas do governo iraquiano também as estão a usar para combater os fundamentalistas, frisou a responsável, realçando que, em julho, desapareceram “numerosas crianças” detidas pelas forças regulares, depois de as milícias terem invadido as prisões.

Na reunião de hoje, o Conselho de Segurança analisou também os casos de Líbia, Afeganistão, Mali, Sudão do Sul e República Centro-Africana, onde as crianças são recrutadas como soldados. Só na República Centro-Africana, cerca de oito mil crianças estão alistadas em vários grupos armados, referiu ao Conselho de Segurança o chefe das missões de paz da ONU, Herve Ladsous.

Presente na mesma reunião, o ator Forest Whitaker, embaixador da boa vontade para a paz e a reconciliação da UNESCO (agência da ONU para educação, ciência e cultura), fez um apelo à reintegração das crianças-soldado. “Essas crianças devem sentir-se tão sozinhas quando regressam dos campos de batalha para um mundo que não as reconhece”, lamentou. “A não ser que as esperemos de braços abertos, casas abertas, escolas abertas, as suas guerras nunca terão fim. Nem as nossas”, frisou.

No início do ano, as Nações Unidas lançaram a campanha “Crianças, não soldados”, com o objetivo de garantir, até final de 2016, que nenhum exército ou outra força regular dos Estados-membros esteja a utilizar crianças.

 

 

 


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