Relatório alerta para aumento de vídeos com crianças nuas

Março 20, 2015 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

Notícia do site http://kids.pplware.sapo.pt     de 12 de março de 2015.

pplware

Criado por Vítor Martins

É um caso que as autoridades devem ter em consideração mas parte muito também das empresas que “controlam” a Internet no mundo.

O relatório da Internet Watch Foundation e da Microsoft revela crianças cada vez mais jovens, que aparecem nas imagens e vídeos, nuas na Web, incluindo o material sexualmente explícito. O estudo aponta ainda para uma maior percentagem de meninas exibidas.

Sexting é um termo que apareceu há poucos anos e que deriva da contracção de sex e texting, palavra que é um anglicismo que pretende identificar um comportamento onde conteúdos eróticos e sensuais são difundidos através dos telemóveis. Esta prática, que começou inicialmente com recurso as mensagens de texto, os SMS, está agora a tomar novas proporções, dado o avanço tecnológico e o material usado passou a ser fotografias e vídeos. Esta prática está a ter um grande impacto nefasto, principalmente, na vida dos adolescentes.

Este termo, sexting, pode ser entendido também pelo envio e divulgação de conteúdos eróticos, sensuais e sexuais com imagens pessoais pela Internet utilizando-se de qualquer meio electrónico, como câmaras fotográficas digitais, webcams e smartphones.

O grupo de segurança online, a Internet Watch Foundation (IWF) e a Microsoft, trabalharam juntas numa nova pesquisa que identificou cerca de 4 mil imagens e vídeos onde eram exibidos conteúdos com crianças nuas. Este trabalho, levado a cabo durante 3 meses no Outono passado, revelou que destas 4 mil imagens, 667 (17,5%) eram de crianças que tinham cerca de 15 anos ou ainda mais jovens e, daquelas, conseguiram perceber que 286 crianças teriam menos de 10 anos.

A pesquisa mostrou ainda que a esmagadora maioria do conteúdo, 93%, tinha meninas em vez de meninos. Num vídeo descrito no relatório estava uma menina com cerca de sete anos que foi fortemente maquilhada e vestida com roupas íntimas para se expor. Este vídeo tem uma frase dita pela menina: a minha mamã poderá ver isto e ficar preocupada, já sabes, apaga a minha conta. Outro vídeo de actos “extremamente sexualmente explícitos” contou com uma menina de cerca de 12.

Segundo o relatório, nalguns casos ficou bem claro que as crianças visadas tinham conhecimento que o conteúdo, que elas estavam a criar, iriam ser mostrados em sites públicos, contudo, um porta-voz da IWF disse que, nalguns casos, o material foi gravado secretamente em serviços de chamadas de vídeo da Internet e, em seguida, publicados por terceiros.

Há vários exemplos que foram desvendados e cada um mais preocupante que outros, como num outro vídeo que o relatório descreve a situação de uma menina de 10 anos que “claramente chora e está extremamente aflita” enquanto repetidamente abana com a cabeça para um indivíduo desconhecido, que fala com ela via Internet, antes de se despir.

Este caso mostra uma realidade aterradora onde sai à cena o termo sextortion (extorsão sexual), onde uma criança é vítima de chantagem com base em conteúdos sexuais que elas têm partilhado com o chantagista. Ela ameaça mostrar publicamente essas imagens se a criança se recusar a fazer mais conteúdos sexuais.

O relatório mostra de facto uma realidade atroz. Nove em cada 10 dos vídeos explícitos (e das imagens) foram criadas recorrendo a uma webcam, geralmente num computador doméstico, contrariando a visão tradicional deste tipo de actividade que tinha nos telemóveis a fonte de captura. A análise aos dispositivos utilizados para criar o conteúdo descreve que as crianças com 15 anos ou menos, cerca de 573 (85,9% do número total), captou as imagens com uma webcam.

Como pode ser lido no relatório, muitas destas crianças estão em idade escolar primária e são forçadas a cometer actos que no final são mais graves que o abuso sexual.  Este comportamento está a ser manipulado por adultos que coagem as crianças para fazerem actos que elas próprias sentem serem extremamente angustiante. São situações horríveis para os jovens vítimas que ficam assustados e perplexos com o que está a acontecer.

Para proteger as crianças terá de haver mais investimento no combate a estes crimes, mais empenho das agências de combate ao crime e capacitar os agentes com as mais recentes tecnologias. Só num conjunto e bem articulado processo é que haverá uma possibilidade de acabar com este flagelo que cresce exponencialmente todos os anos.

[Via]

 

 

Pornografia infantil escondida em sites legítimos

Agosto 15, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Notícia do site TEK Sapo de 6 de Agosto de 2013.

Vários sites legítimos de conteúdo adulto estão a ser pirateados para redirecionarem os seus utilizadores para páginas onde são apresentadas imagens de pornografia infantil.

O aviso é feito pela entidade britânica Internet Watch Foundation que nas últimas semanas diz ter recebido uma quantidade incomum de relatos por parte dos internautas, a darem conta de tal tendência.

A situação sucede num primeiro momento com a visita ao site de conteúdo adulto onde, ao clicar num vídeo ou imagem, os utilizadores são redireccionados para um directório de ficheiros apresentado num site de mobiliário, por exemplo.

Os internautas acabam por deparar-se aí com imagens de abuso infantil, sem qualquer conhecimento do que está a suceder por parte dos webmasters de ambos os sites, alerta a Internet Watch Foundation.

“Mostra que qualquer pessoa, longe de estar à procura deste tipo de imagens, pode deparar-se com elas”, refere-se no comunicado que dá conta do novo esquema malicioso.

Casos idênticos costumam ser denunciados em Portugal, mas o volume de relatos à Linha Alerta não tem registado alterações significativas, como sucedeu com a congénere britânica, segundo referiu Gustavo Neves, gestor do serviço de Segurança da FCCN, ao TeK.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Sites pornos roubam 90% das fotos sexuais íntimas

Outubro 31, 2012 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

Notícia do Diário de Notícias de 30 de Outubro de 2012.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Young people are warned they may lose control over their images and videos once they are uploaded online

Clicar na imagem

 

Paedophiles ‘disguise’ child abuse pages as legit websites

Abril 5, 2012 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Notícia do site The Register de 26 de Março de 2012.

Paedophiles ‘disguise’ child abuse pages as legit websites

Report: Hidden paths lead to vile vids and pics

By John Leyden

Child abusers are latching onto new methods to distribute paedophilic material online, according to an annual report by the Internet Watch Foundation.

The study, published on Monday, reports that paedophiles are ‘disguising’ websites to appear as if they host only legitimate content. However, if an internet user follows a particular digital path they will be able to view vile images and videos of children being sexually abused.

The technique, which has many legitimate applications, is also widely used by paedophiles. IWF experts encountered the tactic nearly 600 times last year. None of the websites in question were hosted in the UK.

Susie Hargreaves, IWF chief executive, explained: “We received reports to our Hotline by online users who have stumbled across these sites. They pose challenges because when the website is accessed directly, only legal content appears.

“However, the reports we receive by the public can be quite detailed and these reporters were sure of what they had seen. Our analysts investigated further and discovered a legitimate web development technique was being used to disguise the website from all those who had not followed a particular digital path to access it.

“Clearly, ordinary online users had still found this content and we’ve been working with analysts in our sister hotlines and with our members to tackle this issue.”

Child abuse portals are using the technique because it masks the true purpose of a site from those who have not followed the correct page path. Secondly, the approach allows commercial child sexual abuse peddlers to use services from legitimate hosting firms.

The IWF also reports that the hosting industry is getting faster at removing paedophile material from its networks. The tiny amount of abusive content hosted on UK networks is typically removed within 60 minutes of notification.

Two years ago the IWF challenged itself to speed up the removal of child sexual abuse content hosted outside the UK. Such content is more likely to feature younger children, and more likely to show the most depraved content featuring sexual activity between adults and children, rape and sexual torture.

Around half of all child sexual abuse images and videos hosted outside of the UK are removed within 10 days. In 2008 they typically stayed available for more than a month. The report shows that IWF members are able to remove child sexual abuse content around 40 per cent more quickly than non-members. In cases where child sexual abuse content is hosted by an IWF member, most (85 per cent) is removed within 10 days and almost all (95 per cent) is removed within 13 days.

Identifying new victims

IWF analysts are able to identify new images of sexual abuse and subsequently alert police to youngsters who may not be known to them but are potentially at immediate risk. Three children who were being sexually abused were rescued during 2011 thanks to information sharing between the IWF and the the Child Exploitation and Online Protection (CEOP) Centre.

One child was traced to Sweden, where she was being abused by a relative who subsequently uploaded images of the abuse online. Another two at-risk children were traced to addressees within the UK and also rescued from their abusers.

In total seven children have been rescued since information-sharing arrangements between the IWF and CEOP were put in place two years ago.


Entries e comentários feeds.