Adolescentes portugueses têm baixos níveis de vitamina D

Fevereiro 2, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Fábio Poço

Notícia do https://www.dn.pt/ de 10 de janeiro de 2018.

Os especialistas concluíram que os jovens que tinham mais desta vitamina no organismo apresentavam menores níveis de colesterol

Investigadores da Universidade do Porto concluíram num estudo que os adolescentes portugueses têm baixos níveis vitamina D, um micronutriente que desempenha “um papel central no metabolismo do cálcio e no crescimento ósseo”.

“Até ao momento, foram publicados dois artigos, cujos resultados apontam para baixos níveis de vitamina D, nesta população, tendo-se concluído que os jovens com maiores níveis deste micronutriente no sangue têm menores valores de colesterol”, explicam os investigadores do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) e da Faculdade de Medicina da U.Porto (FMUP).

Com estes estudos, “fazemos um retrato do estado da vitamina D em adolescentes portugueses. Na adolescência, a vitamina D desempenha um papel central no metabolismo do cálcio e no crescimento ósseo, funções que são essenciais para os adolescentes. Esta fase é também particularmente importante, porque é um período sensível para o espoletar de um perfil de risco cardiovascular, cujas manifestações se detetam mais tarde na vida”, salientam, em comunicado.

As investigações avaliaram adolescentes pertencentes à coorte EPITeen, um estudo longitudinal que arrancou em 2003 com o objetivo de compreender como os hábitos e os comportamentos adquiridos na adolescência se refletem na saúde do adulto.

Os jovens foram avaliados aos 13 anos de idade, nas escolas públicas e privadas da cidade do Porto, tendo sido analisadas a vitamina D ingerida (obtida a partir da alimentação), através de um questionário de frequência alimentar, e a vitamina D sérica, quantificando os níveis de 25-hidroxivitamina D nas amostras de sangue.

Os investigadores referem que um número crescente de estudos tem sugerido uma relação entre a falta de vitamina D no organismo e o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, osteoporose, diabetes, cancro e várias patologias autoimunes, o que tem suscitado o interesse pelo estudo deste micronutriente.

Maria Cabral, primeira autora da investigação, explica que “existem duas fontes principais de vitamina D: a que advém da exposição à luz solar e a que provém da vitamina D ingerida (obtida a partir da dieta)”.

A produção interna deste micronutriente depende de fatores como a idade, a pigmentação da pele, a exposição ao sol, a estação do ano e a latitude.

“Além do mais, em regiões com latitudes superiores a 40 graus Norte, a síntese cutânea de vitamina D pode não ser suficiente, sobretudo durante o período do inverno, em que existe menos luz solar. Neste contexto, a contribuição dos alimentos ricos neste micronutriente poderá ser importante para ajudar a manter níveis de vitamina D saudáveis”, alerta Maria Cabral.

A este propósito, o estudo designado Relationship between dietary vitamin D and serum 25-hydroxyvitamin D levels in portuguese adolescents, publicado na revista “Public Health Nutrition”, revela que “há uma relação entre o que é ingerido e os níveis de vitamina D no sangue, suportando que o aumento das fontes alimentares de vitamina D pode ser benéfico para elevar também os níveis da vitamina D sérica (obtida a partir da dieta e da síntese cutânea)”, refere a investigadora.

Assim, aumentar a ingestão de alimentos ricos nesta vitamina como o pescado, poderá ajudar a combater os baixos níveis de vitamina D sérica dos jovens portugueses.

Já no artigo intitulado Vitamin D levels and cardiometabolic risk factors in Portuguese adolescents, e publicado no “International Journal of Cardiology”, os investigadores concluíram que os jovens que tinham mais vitamina D no organismo apresentavam menores níveis de colesterol.

Estes artigos são também assinados pelos investigadores Joana Araújo, Carla Lopes, Henrique Barros, João Tiago Guimarães, Milton Severo, Sandra Martins e Elisabete Ramos.

 

 

TV em excesso leva a hipertensão infantil

Março 6, 2015 às 2:02 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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notícia do site  http://www.paisefilhos.pt  de 2 de março de 2015.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Incidence of high blood pressure in children — Effects of physical activity and sedentary behaviors: The IDEFICS study: High blood pressure, lifestyle and children

Ver televisão mais de duas horas por dia aumenta o risco de as crianças desenvolverem doenças cardiovasculares, com destaque para a hipertensão. Se a isso se somar baixos níveis de atividade física, cria-se a receita perfeita para patologias coronárias em mais de 50 por cento dos casos de menores entre os dois e os dez anos. Estas conclusões fazem parte de um estudo realizado em oito países europeus, que procurou avaliar a relação entre o tempo passado em frente e a saúde do sistema cardíaco pediátrico.

A equipa responsável pelo trabalho, publicado no “International Journal of Cardiology” encontra-se sedeada na Universidade de São Paulo e é liderada pelo catedrático Augusto Cesar de Moraes, que não hesita em apontar uma ligação direta entre “o número de novos casos de hipertensão infantil com o aumento dos comportamentos sedentários”, dos quais o tempo passado em frente ao ecrã é o mais comum.

Para além dos riscos que correm na infância e adolescência, estas crianças estão também na calha para sofrerem de “doença cardíaca isquémica” quando chegam à idade adulta. O mesmo responsável recorda que durante os dois anos que durou a pesquisa foi detetada uma “alta incidência” de hipertensão pediátrica – 110 casos em cada mil crianças. E conclui: “este números são preocupantes, dado que o sedentarismo que se tem na infância segue habitualmente durante o resto da vida”.

Não existem medidas específicas para diagnosticar a hipertensão infantil, mas os profissionais de saúde consideram que se está perante a doença se a criança apresentar números superiores a 95 por cento dos seus pares com a mesma idade, altura e género.

 

 


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