As crianças devem sentir que não há problema em chorar

Fevereiro 21, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia e imagem da TSF de 22 de janeiro de 2019.

É preciso falar de inteligência emocional com as crianças, em casa e na escola. É a opinião da psicóloga Inês Afonso Marques, que defende que é muito importante não ter medo de falar de emoções.

“Para seremos pessoas felizes e termos sucesso na vida, para termos uma boa inteligência emocional, sermos capazes de reconhecer emoções, de adaptar o nosso comportamento e regular as nossas emoções é cada vez mais importante, do ponto de vista escolar, a introdução de temas de inteligência emocional. E quem diz na escola, diz em casa também”, defende a psicóloga Inês Afonso Marques.

A psicóloga e psicoterapeuta infantojuvenil afirma que há muitas famílias “onde não se fala de emoções, e onde não se expressam emoções”, mas é importante abordar o tema. Para uma boa inteligência emocional, as crianças devem sentir que não há problema em chorar ou em mostrar que estão zangadas. “Falar é importante”, ajuda a enquadrar, conclui.

Ouvir as declarações Inês Afonso Marques no link:

https://www.tsf.pt/sociedade/saude/interior/as-criancas-devem-sentir-que-nao-ha-problema-em-chorar-10467207.html?fbclid=IwAR0mekvqNhwtDZLjgjjD0rgixyeOZ0cpuKo5TEwLq9RyOrjgEbehJy9OJyE

 

O seu filho tem competências para o século XXI?

Setembro 1, 2018 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Sandra Nobre publicado no Público de 19 de agosto de 2018.

A criança que aprende a organizar a sua brincadeira, tem oportunidade de desenvolver as suas competências num contexto lúdico e terá maior probabilidade de se conseguir organizar e de responder com sucesso às situações reais com que se deparar na vida.

Segundo diferentes estudos, as mudanças socioeconómicas e tecnológicas, que já começaram a acontecer, irão ter um grande impacto no mercado de trabalho, onde algumas profissões correm o risco de desaparecer e novas profissões vão surgir. Neste momento, existe uma grande competitividade no mundo laboral, sendo as competências sociais um elemento diferenciador fulcral.

As competências identificadas como as mais importantes em qualquer profissional no futuro são: criatividade; inteligência emocional; pensamento crítico; capacidade de resolução de problemas, flexibilidade e adaptabilidade; capacidade de negociação; capacidade de tomada de decisão e julgamento; gestão de pessoas e trabalho em equipa. Partindo desta lista se conclui que os fatores imprescindíveis para a empregabilidade serão as competências sociais e humanas, ou seja, as capacidades impossíveis de ser reproduzidas por máquinas.

Neste contexto, vale a pena refletir sobre como estamos a preparar as nossas crianças para o futuro e de que forma podemos contribuir para a superação das exigências que as esperam.

Sabemos que a criança é influenciada por diversos fatores ao longo do seu desenvolvimento: desde os genes que herdou dos seus pais, ao ambiente físico, social e cultural em que cresce até às diferentes experiências que a vida lhe proporciona.

O ambiente em que a criança vive tem um papel muito importante, pois proporciona um meio rico e diversificado de experiências, para que a criança aprenda e se desenvolva de uma forma harmoniosa. Desenvolvendo assim, as suas potencialidades/capacidades necessárias para os desafios do futuro.

A criança nasce com um conjunto de ferramentas e as experiências sensoriais, motoras, cognitivas e de interação proporcionadas às crianças desde o nascimento, em contexto familiar, escolar e na comunidade alargada, são fundamentais. Estes são os alicerces para a construção da sua identidade e do seu equilíbrio emocional, contribuindo para a sua afirmação pessoal e social.

É no brincar estimulante, partilhado com os outros e organizado que a criança se torna mais autoconfiante, criativa, com capacidade de resolução de problemas, motivada, alegre e sente prazer no que está a fazer.

Incentivar, através das relações com os outros e das brincadeiras diversificadas, o espírito explorador e curioso (o que fazer com isto? quantas coisas posso fazer com isto?), promove as competências necessárias para lidar com os desafios do dia-a-dia.

Até aos 10/12 anos, é essencial brincar para desenvolver a capacidade adaptativa. A criança que aprende a organizar a sua brincadeira, tem oportunidade de desenvolver as suas competências num contexto lúdico e terá maior probabilidade de se conseguir organizar e de responder com sucesso às situações reais com que se deparar na vida.

Será que é isso que estamos a fazer, ou estamos a dar tudo pronto, tudo feito, e a não deixar as crianças confrontarem-se com problemas para resolver, seja com o meio que as rodeia, seja com os outros?

Por seu lado, os pais já estão a lidar com um mundo laboral em mudança, que lhes ocupa grande parte tempo e é cada vez mais exigente. Quando o tempo é escasso, focam-se em fazer da forma mais eficiente, em vez de dar à criança espaço para fazer sozinha correndo o risco de errar, de atrasar a saída para o trabalho ou sujar a roupa acabada de lavar.

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Há que desligar o botão da eficiência e dar mais tempo ao tempo. Tempo para estar e aproveitar a vivência em conjunto, momentos em família que proporcionarão à criança a segurança, confiança, autoestima e estabilidade emocional, competências que a tornam única e que nenhuma máquina ou equipamento replicará e executará.

A autora segue o novo acordo ortográfico.

Terapeuta Ocupacional do CADIn – Neurodesenvolvimento e Inclusão

 

Por trás de cada criança difícil há uma emoção que esta não sabe expressar

Fevereiro 24, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://uptokids.pt/ de 9 de fevereiro de 2017.

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Uma criança difícil é, geralmente, uma criança insegura que procura reconhecimento constante.

Por trás de cada criança difícil esconde-se um caos emocional revestido de raiva e até de desobediência, que nunca é fácil de abordar por parte dos pais ou professores.

Recorrer ao castigo ou às palavras num tom mais elevado e agressivo, apenas conseguirá intensificar ainda mais as emoções negativas, a sua frustração e até a sua baixa autoestima.

Nunca saberemos o porquê de algumas crianças nascerem com uma personalidade mais complexa do que outras.

No entanto, em vez de perdermos tempo a perceber a razão para a personalidade difícil das nossas crianças, devemos entender, simplesmente, que há pessoas que têm mais necessidades, que precisam de mais atenção.

Façamos uma reflexão sobre isto.

Crianças difíceis são crianças exigentes

Uma criança difícil não ouve, não obedece e costuma reagir de forma desmedida a certas situações. Isto faz com que mergulhemos num círculo de sofrimento onde o vínculo com esta criança vai sendo carregado de tensões, ansiedade e muitas lágrimas.

Muitos pais e mães acabam por se questionar. “Serei um mau pai/mãe?” “Estarei a fazer algo errado?”

Estas questões são perfeitamente normais, mas irão apenas alimentar ainda mais a frustração. Antes de cairmos nest espiral, esperimentemos algumas estratégias.

Assumir que temos um filho mais exigente

Há crianças que crescem sozinhas, que sem sabermos como nem porquê são mais maduras, receptivas, obedientes e autónomas. No entanto, é perfeitamente normal que algum dos irmãos desta mesma criança demonstre, desde os primeiros meses de vida, mais necessidades e requeira mais atenção dos pais. São bebés que choram mais do que o normal, que dormem pouco e que vão do riso ao choro em poucos segundos.

Temos de assumir que há crianças “super-exigentes”. Precisam de mais reforços, mais apoio, palavras e segurança.

Longe de nos culparmos por termos “feito algo errado”, devemos entender queo estilo de criação nem sempre é o responsável por moldar uma criança difícil.

No entanto, é da nossa responsabilidade saber (pelo menos tentar) dar uma resposta a esta criança exigente e isso requer paciência, esforços e muito carinho.

Saber lidar com uma criança difícil

Se para os adultos já é difícil poder compreender e controlar as nossas emoções, para uma criança exigente isso será ainda mais complicado. Por isso, analisemos quais necessidades imediatas de uma criança difícil.

Uma criança difícil procura sentir-se reconhecida em tudo o que faz. São crianças inseguras que precisam de reforços com muita frequência. Quando não os encontram ou não os recebem, sentem-se frustradas e

A autoestima baixa faz com que ciúmes(até dos irmãos), com que procurem atenção para se sentirem bem, com que sintam tudo de forma mais intensa, nomeadamente emoções como o medo e a solidão.

Conforme vão crescendo, a sensação de insegurança pessoal e de falta de reconhecimento traduz-se em raiva e em reações desproporcionais quando, no fundo, o que existe é apenas medo, tristeza e angústia.

É necessário canalizar estas emoções e oferecer estratégias para que a criança deixe de precisar de tantos reforços externos para se sentir bem.Esta criança deve ser capaz de controlar o seu próprio mundo emocional com a nossa ajuda.

Chaves para ajudar uma criança difícil

1.  O poder do reforço positivo

O reforço positivo não consiste em dar um abraço quando uma criança faz algo que não deve. É mais que isso: trata-se de não fazer uso do castigo ou do grito porque isso despoletará uma reação ainda mais negativa na criança.

Devemos aproximar-nos da criança e perguntar-lhe porque teve determinada atitude, ou porque reagiu de determinada forma.Com calma, iremos explicar que o ato cometido não é correto, e iremos explicar também o porquê. A seguir, iremos indicar como devemos agir nesta situação.

Por último, iremos fazer uso do reforço positivo:”eu confio em ti”, “eu sei que tu podes fazer melhor do que isso”, “eu apoio-te, amo-te e fico triste por te ver a ter essas reacções. Tu és muito melhor que isso, confia em ti”.

2. Oferecer confiança, dar responsabilidades e estabelecer limites

A criança deve entender desde muito cedo que todos temos limites, e que para ter direitos é preciso cumprir com algumas obrigações.

É necessário que a criança se habitue a alguma rotina e que saiba o que pode esperar de cada momento.

Uma criança exigente precisa de segurança e se a educarmos em ambientes muito estruturados onde o reforço positivo esteja presente, iremos ajudá-la a sentir-se mais tranquila.

Dê-lhe confiança, convença-a de que é capaz de fazer muitas coisas, incentive-a assumir responsabilidades com as quais poderá aumentar a sua autoestima.

A importância da Inteligência Emocional

A Inteligência Emocional deve estar presente na criação de todas as crianças. É necessário ajudá-la a identificar as suas emoções e traduzir em palavras o que sente.

Desde muito pequenos iremos habituá-los a esta comunicação emocional falando sobre “o que se sente”. Os miúdos precisam de saber expressar a tristeza, a raiva e o medo.

Deste modo poderão desabafar emocional quando sentirem necessidade mas, para isso, devemos criar uma relação de confiança e proximidade ente pais/filho. Nunca julgue os seus filhos pelos que dizem nem se ria, em tom de gozo, deles. É necessário ser receptivo e propiciar sempre um diálogo fluido, ameno e cúmplice.

Texto original em Melhor Saúde, adaptado por Up To Kids®

 

Ação de Formação – Estimular a Inteligência Emocional em crianças do 1ºCiclo do Ensino Básico no Porto

Dezembro 5, 2016 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mdc

Data limite de inscrição: 08-12-2016

mais informações:

http://www.mdcpsicologia.pt/formacao/catalogo/action-detail/estimular-a-inteligencia-emocional-em-criancas-do-1ociclo-do-ensino-basico-724/

 

5 conselhos para deixar de gritar com o seu filho

Abril 22, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do Observador de 9 de abril de 2016.

Mimafoto iStock

Ana Cristina Marques

Magda Gomes Dias, formadora ligada à Educação Positiva, revela quais os passos a seguir para uma relação entre pais e filhos sem berros ou ralhetes desnecessários. Para poupar os ouvidos lá de casa.

Ninguém tem filhos para se zangar todos os dias, para gritar a plenos pulmões para ele ou ela deixarem de atirar comida para o chão ou para pararem de mexer onde não devem sequer encostar o dedo mindinho. Esta é a premissa que sustenta a nova obra de Magda Gomes Dias, formadora nas áreas de comportamento e comunicação há 15 anos, com certificação internacional em Inteligência Emocional, Educação Positiva e Coaching.

A mãe de dois é a autora de Berra-me Baixo (Manuscrito), que consiste basicamente num plano de 21 dias para que pais e mães deixem de berrar com os próprios filhos. Mas antes de aceitar o desafio e partir à aventura, a autora deixa ficar cinco conselhos para que a comunicação entre quem educa e quem é educado seja progressivamente mais fácil. E antes que seja apanhado desprevenido, a autora esclarece desde logo que a culpa de gritar com os miúdos é sua e não deles.

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1. É tudo uma questão de autorregulação

O livro assinado por Magda Gomes Dias começa com a ideia de que a criança deve sentir que está a ser educada por um adulto, isto é, alguém capaz de gerir as suas próprias emoções e que não cai no erro de agir tendo por base o impulso. Sobre isso, a autora diz ao Observador que a questão da autorregulação dos pais passa, em primeiro lugar, “por descobrir ou escolher que comportamento ter em determinada situação”. Preto no branco, Magda convida pais e mães a pensar no que os faz gritar com um filho, bem como as circunstâncias em que tal acontece.

E o que é que um filho ganha com um pai apto a gerir os próprios sentimentos? “Quando alguém grita connosco, o mais provável é termos uma de duas reações, ou atacamos ou defendemo-nos. Quando colocamos a criança a defender-se ou a agredir, ela não está a pensar, está antes a reagir”, explica a responsável pelo blogue Mum’s The Boss. Ao falar calmamente com os filhos, argumenta, está-se a dar oportunidades para que estes reflitam sobre o que se passou, mas também para que desenvolvam empatia e a noção de cooperação. “A empatia, ao nível da inteligência emocional, é das coisas mais importantes e implica adaptarmo-nos à linguagem do outro. Permite ainda que as crianças se sintam mais próximas dos pais.”

2. Ralhar não é o mesmo que gritar

As duas palavras parecem não existir uma sem a outra, mas Magda Gomes faz questão de as separar, começando por dizer que toda a gente pode ralhar. “A nossa missão enquanto pais também passa por ralhar, o que significa corrigir, reencaminhar e orientar a criança.” É nesse sentido que se explica que é possível ralhar sem humilhar os mais novos, isto é, que é possível (e até necessário) ralhar sem gritar. “As coisas confundem-se porque a maior parte das pessoas ralha a gritar.”

“Se por ralhar entendes chamar a atenção, lembrar, mostrares-te desapontado(a)/chateado(a) com uma situação e a seguir orientares e indicares o comportamento do teu filho, então, por favor, continua a ralhar! Fica a saber, no entanto, que não tens de o fazer a gritar ou agressivamente, mas também não tens de o fazer num tom de voz que nada tenha que ver com a situação.”

Berra-me Baixo, página 25

3. O truque é falar assertivamente e com calma

Apesar de o livro em questão não garantir que um pai vai em absoluto deixar de gritar com os filhos, tem como objetivo proporcionar relações filiais mais felizes. E se a tónica principal está no ato de baixar o tom de voz, então a ideia de falar com calma também é protagonista desta história. Mas nem tudo é um mar de rosas: “Às vezes os pais ralham com muita calma e, se estiverem zangados, essa serenidade vai soar mal. A cara tem de bater com a careta.” Mais uma vez, o hábito volta a vestir o monge, no sentido em que é preciso ir experimentando vários tons de voz junto das crianças para que estas percebam a mensagem. Mas por muito que varie o tom, a assertividade e a firmeza são sempre precisas. “Os pais têm de se mostrar zangados quando estão zangados. A nossa função não é convencer os miúdos a parar de fazer asneiras, mas sim explicar as regras. É preciso enunciar e explicar as regras e só depois introduzir a consequência”, diz.

“Quando acionas o ‘comando da voz calma’ ajudas as crianças a acalmarem-se. Sentem que têm um adulto sereno e consciente junto delas. E que não faz birras. Os pais e os educadores são os modelos mais importantes que as crianças podem ter, pelo que a voz calma dar-lhes-á esse mote.”

Berra-me Baixo, página 53

4. Castigo não é sinónimo de consequência

Já antes Magda Gomes Dias tinha dito ao Observador que a Parentalidade Positiva olha para o castigo e para a palmada como a lei do menor esforço, como algo que funciona a curto prazo. No livro Berra-me Baixo o assunto volta à discussão, com a autora a fazer uma distinção de antemão: a consequência não é o castigo. “O castigo, por norma, não tem que ver com a situação; a sua essência é fazer com que a criança sofra e se sinta mal com determinada escolha. Isto porque acreditamos que se sentir mal da próxima vez já não vai fazer aquilo”, explica. Por oposição, a consequência tem o condão de responsabilizar a criança e, segundo a própria, é mais justa do que o castigo — no castigo não há regra, antes uma ameaça e implica fazer as coisas pela calada. No entanto, uma breve fusão entre conceitos ocorre, dado que “a consequência pode ser um castigo dependendo do tom de voz com que as coisas são ditas”.

“A consequência tem como objetivo levar a criança a perceber o impacto da sua decisão, responsabilizando-a e também a reparar a situação. E não, a criança nem sempre tem de sofrer para compreender qual é o comportamento adequado e querer recuperá-lo a seguir. Jane Nelsen [terapeuta familiar norte-americana] pergunta, e bem, onde fomos buscar a ideia louca que para se portar bem uma criança tem de se sentir mal.”

Berra-me Baixo, página 69

5. O vínculo entre pais e filho não deve ser ignorado

“Quando os pais têm um vínculo forte com os filhos, estes estão mais dispostos a cooperar com eles”, garante Magda Gomes, que afirma sem hesitar que os pais preferem filhos cooperativos a obedientes. “Os filhos obedientes são aqueles que não tem vontade própria, que não pensam sobre as coisas; já os cooperantes escolhem cooperar em consideração pelos pais.” A importância de trabalhar o vínculo em questão vai além da melhor dinâmica na vida familiar, uma vez que quando as crianças se sentem mais próximas dos pais, sentem-se também emocionalmente mais seguras. Tal realidade trabalha a autoestima dos mais pequenos, que percebem, assim, que têm valor.

 

 

 

 

Bebé smartphones: que geração é esta?

Maio 12, 2015 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Observador de 28 de abril de 2015.

Chartwell Inc

Antes de celebrarem o primeiro ano, um terço dos bebés já utiliza telemóveis. Aos dois anos, a maioria das crianças já o faz. Para onde caminha a infância?

Usam telemóveis mesmo antes de aprender a andar ou a falar. Sim, é verdade. Um terço dos bebés com menos de um ano de idade já utiliza dispositivos eletrónicos. E por altura do primeiro aniversário, uma em cada sete crianças usa-os durante mais de uma hora por dia.

Estes são os resultados de estudo que foi apresentado no Encontro Anual das Sociedades Académicas Pediátricas em San Diego, Estados Unidos, e desenvolvido Centro Médico Einstein. O objetivo era determinar a idade em que as crianças começam a utilizar telemóveis e dispositivos eletrónicos. Para tal, observaram bebés entre os seis meses e os quatro anos e os respetivos pais. As famílias foram estudadas num hospital pediátrico central na Filadélfia que serve uma zona urbana onde vive uma comunidade com baixos rendimentos.

O questionário entregue a 370 pais era composto por vinte perguntas que pretendiam descobrir que dispositivos existiam em casa, com que idade as crianças começavam a manuseá-los, a frequência com que o faziam, a que tipo de outras atividades se dedicavam e se os pediatras conheciam essa forma de passatempo.

O cruzamento destes dados desvendou que 60% dos pais deixava as crianças a brincar com os telemóveis ou tablets enquanto trabalhavam e executam pequenas tarefas. Três em cada quatro pais permitiam que os filhos o fizessem enquanto se ocupavam das lides domésticas. E que 29% dos pais colocavam as crianças a brincar com esses dispositivos para que elas adormecessem. A maioria dos pediatras não conheciam estes hábitos da família, diz ainda o estudo.

A atração pelas apps para bebés

Ao Washington Post, Hilda Kabalí – uma das autoras do estudo – disse ter ficado surpreendida com os dados. “Alguns dos bebés com menos de seis meses usam estes objetos por mais de trinta minutos”. A mesma cientista explicou que este hábito pode prejudicar o desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças.

E a responsabilidade não está apenas nos “pais preguiçosos” que preferem distrair desta forma os filhos, mas também nas promessas das aplicações para bebés que já existem para os smartphones, alerta Susan Linn, diretora da Campanha para uma Infância Livre de Anúncios Comerciais. “Além de persuadir os pais a gastar dinheiro em produtos inúteis, os produtos de marketing para bebés que servem para aprender números e letras” nos smartphones e tablets “sugerem uma mensagem preocupante e potencialmente prejudicial aos pais sobre a aprendizagem”, afirma.

A Academia Americana de Pediatria já tinha desaconselhado a utilização da televisão, computador, telemóveis e tablets por crianças com menos de dois anos, recorda o Daily Mail. Até porque um estudo anterior havia provado que uma hora de televisão por dia pode também desenvolver problemas de obesidade quando as crianças chegam aos cinco anos.

Crianças obesas e alheadas

O problema que não é exclusivo dos americanos. Das 11 mil crianças que estavam nos jardins de infância britânicos entre 2011 e 2012, mais de metade tinha excesso de peso e 73% estava em risco de sofrer de obesidade infantil. O The Guardian noticiou que as autoridades de saúde pública inglesas alertaram para os problemas de depressão e ansiedade que podem vir do tempo que as crianças passam em frente aos dispositivos eletrónicos.

As preocupações vão mais longe: um estudo publicado em outubro do ano passado pela Elsevier acompanhou um grupo de crianças que passaram cinco dias numa colónia de férias sem acesso a televisão, telemóveis ou qualquer outro dispositivo eletrónico e descobriu que as capacidades de compreender a informação não verbal – pela análise da expressão alheia – aumentou. “Tornaram-se mais humanos”, chegou a escrever Yalda Uhls, uma das autoras do estudo.

Estes dados indicam que a inteligência emocional – capacidade de reconhecer emoções em nós próprios e nos outros – pode ficar em perigo com a utilização abusiva de produtos tecnológicos. De acordo com as declarações do especialista Daniel Goleman ao Huffington Post, quanto mais tempo uma criança passa com gadgets, menos conectado está com a realidade e menor se torna a inteligência emocional dela. Tudo porque se perde a capacidade de introspeção, de autoconhecimento.

Substituir o contacto humano

Em crianças mais velhas, na fase de pré-adolescência, esses conceitos ganham expressão nas redes sociais, em vez de acontecer no contacto direto com os outros. E os outros, no caso das crianças, são essencialmente os pais. Rahul Briggs, diretora dos Serviços de Saúde do Comportamento Pediátrico no Grupo Médico de Montefiore, concluiu ao Yahoo Pareting que “a interação, mesmo que seja apenas através de sorrisos, encoraja o cérebro a desenvolver a ajuda um laço seguro com os pais”.

Ao mesmo jornal, a fundadora da Criança Proativa, Sharon Silver, disse que “se os pais utilizam a tecnologia para acalmar os filhos enquanto são novos, eles estão a substituir o contacto humano com os pais, necessário para criar empatia, compaixão, relação e a sensação de pertencer ao mundo real”.

O melhor era mesmo que os pais deixassem de expor aos filhos aos monitores que existem por casa. Mas isso não parece ser tarefa fácil: o estudo apresentado no encontro anual de pediatras americanos afirma que 97% das famílias tem televisão em casa, 83% dos pais tem tablet e mais de três quartos têm smartphones. Uma combinação bombástica que, segundo o The New York Times, põe bebés de dois anos a utilizar estes dispositivos.

Mas há outro fator que tem posto as crianças a utilizar estes dispositivos: é cada vez mais fácil e intuitivo operar num telemóvel ou computador. E prova disso são as estatísticas apresentadas no encontro anual: mais de metade das crianças estudadas segue programas de televisão, 36% mexe nos monitores com naturalidade e 24% consegue telefonar a alguém sozinho.

 

 

 

 

Curso Inteligência Emocional na Educação

Dezembro 3, 2014 às 9:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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curso

http://www.clinicadaeducacao.com/formacao/a-realizar/inteligencia-emocional-da-educacao/

 

10 Habilidades que todo docente debería potenciar en el aula

Agosto 29, 2014 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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texto do site http://justificaturespuesta.com/ de 15 de julho de 2014.

Este artículo está inspirado en un interesantísimo libro de Daniel Goleman titulado Liderazgo. El poder de la inteligencia emocional. En uno de los apartados de este libro Goleman se centra en la dicotomía entre un jefe bueno y un jefe malo. Aunque este libro se centra en el liderazgo empresarial, creo que las cualidades o habilidades que Goleman defiende para ser un buen jefe son perfectamente extrapolables a la labor docente. Mi intención en esta entrada es la de relacionar las habilidades que defiende Goleman para ser un buen jefe con las habilidades o cualidades que todo docente debería potenciar en el aula. Quiero hacer constar que he realizado algunas pequeñas modificaciones respecto a las cualidades que cita Goleman, pero no afectan al sentido último que Goleman pretende transmitir.

Shutterstock

 

  1. Escucha empática. Goleman no se refiere explícitamente al término escucha empática, sino a la expresión saber escuchar. En mi caso he preferido centrarme en el concepto de escucha empática porque la escucha empática consiste en escuchar a tus alumnos con y desde el corazón. Si quieres saber más sobre qué se entiende por la escucha empática te remito al siguiente enlace. Aún así, creo que Goleman insiste en saber diferenciar entre oír -pasividad- y escuchar -actuación e interés-. Como docente debes esforzarte por escuchar a tus alumnos, por acompañar a tus alumnos y, sobre todo, hacerles ver que lo que te están diciendo te importa, te importa de verdad, te importa de corazón.
  2. Estímulo. Siempre he defendido la idea de que un docente debe ser capaz de generar las mejores preguntas para obtener las mejores respuestas. Muchas veces se cree que el docente está en un aula para dar respuestas, para ofrecer únicamente soluciones. No siempre debe ser así. Un profesor que inspira es aquel que es capaz de hacer que sus propios alumnos aprendan por sí mismos. Ese es el verdadero estímulo que debes potenciar en el aula con tus alumnos.
  3. Comunicación. Para mí la comunicación debe ser un sinónimo de enseñanza. He insistido mucho en este blog en establecer una clara diferencia entre explicar y enseñar. La diferencia es significativa, porque mediante la explicación sólo transmites conocimientos de forma unidireccional, mientras que con la enseñanza lo que provocas es la utilidad de los aprendizajes, el autoaprendizaje, la interacción mediante el diálogo con tus alumnos.
  4. Valentía. Enseñar es de por sí un acto de valentía. Enseñar es de por sí un acto de determinación. En muchas ocasiones como docente confundes la intimidación en el aula con la valentía y no debería ser así. La valentía es una cualidad que debes potenciar en el aula porque es una clara apuesta por la coherencia y la honestidad en tu trabajo. Se es valiente cuando se sabe exactamente qué y cómo enseñar. Y la valentía lo que propicia es una mayor seguridad en ti mismo que luego se traslada a los conocimientos que transmites a tus alumnos. La falta de valentía, además de generar intimidación, también provoca miedo. Acerca del miedo te recomiendo la lectura del artículo titulado Docente, ¿a qué le tienes miedo?
  5. Humor. Soy un gran defensor del humor en el aula. Creo que el humor es una herramienta extraordinariamente eficaz para el aprendizaje porque cohesiona un grupo, genera pausas en la transmisión de contenidos, rebaja la tensión en un grupo y ayuda a crear un clima más favorable para el trabajo que se desarrolla en una sesión lectiva. El humor, la risa, la carcajada son cualidades que generan magníficos resultados a la hora de gestionar una crisis en el aula, ya que puedes recurrir a ellas y recuperarlas para gestionar un conflicto. Y no lo olvides que el humor enamora. Sobre cómo enamorar a tus alumnos te remito al siguiente enlace.
  6. Generosidad. Goleman habla de empatía. Yo me centraré más en la generosidad de tu labor como docente. La profesión de docente es la profesión capaz de generar otras profesiones. La docencia es una de las profesiones más generosas que existen porque das sin esperar nada a cambio. Si algo evitar debes evitar en esta profesión es el egocentrismo, porque el egocentrismo sólo te aleja de tus compañeros y de tus alumnos.
  7. Determinación. Goleman habla de decisión. Muchos docentes hablan de motivación en las aulas. Yo prefiero hablar de determinación. Es un término que creo que transmite mucho más, que transmite acción, que transmite decisión. En el artículo titulado True grit o sobre la determinación como clave para el éxito escolarexplico claramente lo que se entiende por el concepto determinación.
  8. Responsabilidad. Enseñar es por encima de todo un acto de responsabilidad. Y aunque la responsabilidad no está exenta de crítica, esta crítica a veces puede convertirse en algo tóxico, es decir, la autocrítica desaparece y sólo haces crítica de lo que te rodea, de tus compañeros, de tus alumnos, de tu centro, del sistema. Sin darte cuenta te convierte en un docente tóxico.
  9. Modestia. Si algo detesto en un docente es la arrogancia. Una arrogancia que a veces se da en algunos compañeros de profesión. Cuando llevas muchos años en la docencia es fácil perder la perspectiva de lo que sabes y de lo que eres capaz de aprender o, mejor dicho, de lo que tus alumnos son capaces de enseñarte. Hay que entrar todos los días en el aula con la mente abierta, hay que entrar con la suficiente modestia como para tener la predisposición a aprender de tus alumnos. La modestia no hace más que conectar emocionalmente con tus alumnos, porque te permite escucharles de forma activa, y cuando un docente es capaz de escuchar de forma activa a sus alumnos es cuando tiene toda la predisposición para aprender de ellos.
  10. Reparto de la autoridad. La autoridad está reñida con la desconfianza. Como docente debes hacer un esfuerzo por delegar o, mejor dicho, por enseñar a delegar tanto en tus compañeros como en tus alumnos. Una excelente manera de repartir la autoridad es mediante el aprendizaje cooperativo. Mediante el aprendizaje cooperativo enseñas a tus alumnos a aprender de ellos mismos y de sus compañeros. Cuando repartes autoridad estás realizando un ejercicio de confianza, estás tendiendo la mano para que tus alumnos tomen la iniciativa en algo. Esto no hará más que favorecer su propia autonomía y mejorará su autoconcepto y sin que tu autoridad en el aula se vea afectada.

Estas son las 10 cualidades o habilidades que como docente deberías tener presente cuando te dispones a entrar en un aula. Sin duda se trata de todo un reto para ti, pero tengo el convencimiento de que siendo consciente de dichas habilidades es como serás capaz de afrontarlas con la determinación que una profesión como la de docente exige. ¿Aceptas el reto? Yo ya he empezado…

 

 

5 pilares para o seu filho desenvolver inteligência emocional

Junho 26, 2014 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site revistacresecer.globo.com de 18 de junho de 2014.

revista crescer

Por Adriana Toledo e Andressa Basílio

Antes de mais nada, é preciso ter em mente que uma criança emocionalmente saudável não é aquela que não chora, tampouco se frustra ou se irrita, mas aquela que aprimora, constantemente, a compreensão sobre as próprias emoções, como explica o psicólogo Marcelo Mendes, da PUC-Campinas (SP).

A habilidade de reconhecer os próprios sentimentos, compreender os dos outros e saber lidar com eles é o que a psicologia chama de inteligência emocional (QE) – e ela é tão importante quanto o quociente de inteligência (QI), porque confere a serenidade e o discernimento necessários para que as funções cognitivas trabalhem plenamente. Ou seja, de nada adianta seu filho ser um gênio se ele não souber lidar com as críticas, por exemplo. Veja cinco pontos-chave para desenvolver a QE no seu filho:

Vínculos afetivos e efetivos: Até os laços familiares exigem empenho e manutenção para se firmarem. Isso significa estar ao lado, acompanhar (e não apenas cobrar), achar o equilíbrio entre intenso e sereno. Mesmo ao mais ocupado dos pais, não pode faltar o momento de conversar, orientar, pegar na mão, olhar nos olhos e entender as angústias. Isso vai contribuir para que o seu filho se sinta seguro e saiba que pode contar com você.

Autoestima: Dizer, o tempo todo, que a criança é a mais linda do mundo não vale muito. Autoestima de verdade tem mais a ver com permitir que ela se sinta segura, arrisque-se mais e confie no próprio potencial, sem depender das opiniões alheias. O elogio é válido desde que seja pertinente. “Em vez de elogiar a capacidade, parabenize o esforço. Aí, sim, a criança será motivada a sempre superar a si mesma.” Isso quer dizer que frases como “Parabéns, você conseguiu terminar a lição” são muito melhores do que “Como você é bom em matemática!” , diz a psicopedagoga Quézia Bombonato, da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp).

Resiliência: Está relacionada à capacidade de lidar com problemas e superar obstáculos. Uma revisão de estudos da Universidade da Pensilvânia (EUA) descobriu que equipes escolares preocupadas em ensinar resiliência e otimismo no dia a dia protegem as crianças contra a depressão, aumentam a satisfação com a vida e melhoram a aprendizagem. O exercício dessa habilidade depende da interação com o outro, ao fazer com que a criança entenda que nem sempre tudo vai acontecer como deseja. Às vezes, é preciso esperar, outras, é necessário ceder ou recuar.

Frustrações: Uma boa dose delas dá ao seu filho algo importante: choque de realidade. Não ganhar um brinquedo ou perder um jogo podem fazê-lo sofrer, mas são ótimos ensaios para as situações que precisará enfrentar mais para a frente, quando se deparar com um “não”. Saiba que ele vai se decepcionar e chorar. Mas também vai aprender. Além de dar a negativa, você precisa fazer com que ele entenda o porquê. Assim, vai adquirir uma consciência crítica e a proibição se traduzirá em aprendizado. E se vier a birra, ofereça apoio e afeto. Verbalize que ele está chorando porque sente raiva ou está decepcionado, mas que tem de lidar com isso.

Brincadeira (muita!): Toda angústia ou receio que incomoda seu filho e ele não sabe expressar pode ser manifestado de forma espontânea no ato de brincar. É pela diversão, principalmente coletiva, que se desenvolve o senso de competência, de pertencimento, o controle da agressividade e o bem-estar. “O brincar e a arte são formas de expressão que possibilitam elaborar situações do cotidiano, externando sentimentos”, explica Adriana Friedmann, antropóloga e coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Simbolismo, Infância e Desenvolvimento (SP). Quando uma criança brinca de casinha e se põe no lugar da mãe, tem a chance de refletir sobre as ações e características do imitado. Ao interagir com outras crianças, aprende a respeitar a opinião do outro, descobre que existem regras e que nem sempre tudo será do jeito dela.

 

Emoções e Talentos – Um caminho para a autonomia : 23ª Ação de Formação para Animadores, IAC – Projecto Rua

Abril 28, 2014 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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“Emoções e Talentos – Um caminho para a autonomia” é o título da 23ª Ação de Formação para Animadores, promovida pelo IAC – Projecto Rua, que decorrerá entre os dias 27 e 30 de Maio 2014, na Quinta das Águas Férreas em Caneças, Odivelas.

Esta ação de formação pretende contribuir para um enriquecimento do interventor social e para uma maior eficácia da sua intervenção.

Assume como ponto de partida as necessidades sentidas no terreno e os desafios que diariamente se colocam, pretendendo revelar ferramentas que promovam a autonomia das pessoas com quem trabalhamos, para que estas se assumam como as criadoras da sua própria vida e agentes do seu próprio destino.

Inscrição até 21 de Maio para:

IAC – Projecto Rua

Rua António Patrício, nº20-2ºEsq

1700-049 Lisboa

Tel: 21 781 85 90

Fax: 21 781 85 99

E-mail: iac-prua@iacrianca.pt  ou iac-pruaars@iacrianca.pt

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