Relatório Consumo Alimentar e Nutricional de Crianças em Idade Pré-Escolar

Agosto 7, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe um comentário
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relatorio

O `Relatório Consumo Alimentar e Nutricional de Crianças em Idade Pré-Escolar´, de onde advêm os resultados que originaram o livro `Da mesa à horta: Aprendo a gostar de frutas e vegetais´, está disponível para consulta AQUI e para download AQUI.

Este relatório foi realizado com informação recolhida no âmbito da coorte Geração 21 (Coordenador Científico: Henrique Barros), desenvolvido no Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, no âmbito do projeto `Hábitos alimentares em crianças em idade pré-escolar: uma abordagem longitudinal para identificar os determinantes e os efeitos na composição corporal´ (PTDC/SAU-ESA/108577/2008) (Investigadora Principal: Carla Lopes).

 

Da mesa à horta: aprendo a gostar de fruta e vegetais” – livro digital

Julho 29, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Livros, Recursos educativos | Deixe um comentário
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mesa

O livro do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) intitulado `Da mesa à horta: Aprendo a gostar de fruta e vegetais´ está disponível AQUI.

Este guia prático de alimentação teve por base resultados da coorte Geração 21, assim como evidência científica já existente e pretende `numa viagem da mesa à horta´ promover o contacto das crianças e pais com a fruta e os hortícolas, incluindo as crianças no processo de produção, compra, preparação e confecção dos mesmos, de modo a incentivar o seu consumo.

O objectivo é que seja um guia prático, útil para pais mas também pessoas e instituições que acompanhem crianças destas idades.

 

Aos quatro anos, mais de 90% das crianças já consome sal a mais

Julho 22, 2014 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 18 de julho de 2014.

publico

Alexandra Campos

18/07/2014 – 07:27

Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto apresenta livro que ensina pais a alimentarem crianças de forma saudável.

Aos quatro anos, mais de 90% das crianças ultrapassa já “os valores toleráveis de sal” para a sua idade, com a sopa e o pão a destacarem-se como os alimentos que mais contribuem para este consumo elevado. Este é o resultado mais alarmante de uma investigação baseada em dados do projecto Geração XXI, que acompanha uma extensa amostra de crianças desde o seu nascimento, e que esta quarta-feira foi apresentado no Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP). “O sal é um problema em Portugal”, sublinhou Carla Lopes, do ISPUP, para quem a legislação existente (e que estabelece limites para o sal no pão ) talvez já “não chegue”.

De uma forma muito sintética,  a avaliação aos quatro anos de uma amostra da coorte (grupo de pessoas que nasceram na mesma altura) do projecto Geração XXI (que avalia quase 8700 crianças desde 2005)  permitiu perceber  que o consumo de alimentos de elevada densidade energética é elevado desde idades precoces e influencia mais tarde um padrão alimentar mais desequilibrado. Num olhar menos aprofundado, até parece que tudo estará bem, porque estas crianças ingerem em média 1600 calorias por dia, com uma componente adequada de proteínas, hidratos de carbono e gordura, além da maior parte dos micronutrientes, como se conclui da análise de uma subamostra dos diários alimentares de mais de 2500 crianças.

Os problemas começam quando se aprofunda a análise. Percebe-se, por exemplo, que apenas quatro em dez crianças nesta idade atingem as recomendações diárias de cinco porções de fruta e hortícolas diárias recomendadas pelas Organização Mundial de Saúde (OMS).  De resto, o relatório sobre o consumo alimentar e nutricional em crianças em idade pré-escolar que resultou deste trabalho do ISPUP prova também que nesta idade o consumo da carne é já muito superior ao de peixe (42% consome carne diariamente e 9%, pescado), ainda que o consumo de carnes brancas suplante o de carnes vermelhas, excluindo charcutaria.

Preocupante é também o facto de  mais de metade destas crianças (52%) consumirem refrigerantes e néctares diariamente e 65% comerem  bolos e doces pelo menos uma vez por dia. A agravar, quase três quartos ingere snacks salgados (pizza, hambúrguer, batatas fritas e outros snacks de pacote) entre uma a quatro vezes por semana.  O refrigerante mais consumido é o ice-tea, com um quinto das crianças nesta idade a consumir esta bebida  todos os dias. “Os pais pensam que estão a dar chá aos filhos”, lamenta Carla Lopes.

“São dados que nos devem fazer pensar”, defende o presidente do ISUPUP e coordenador científico do projecto Geração XXI, Henrique Barros, que adiantou que outras avaliações entretanto feitas a esta coorte permitiram já perceber que é elevada a proporção de crianças com uma pressão arterial demasiado alta.

Na educação para uma alimentação saudável, a família tem um papel crucial, mas também o jardim de infância tem um papel relevante, destacaram a propósito os especialistas, que notam que “ padrões sociais mais desfavoráveis se relacionam com um consumo alimentar mais desadequado”.

A boa notícia é a de que este relatório acabou por dar o mote para um livro. Os pais e cuidadores de crianças em idade pré-escolar  passam agora a ter uma nova ferramenta ao seu dispor, o e-book  “Da mesa à horta: aprendo a gostar de fruta e vegetais!”, um guia prático que pode ser descarregado em www.ispup.up.pt. A elaboração deste obra foi possível graças ao projecto financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia e contou ainda com o apoio da Direcção-Geral da Saúde (DGS). 

 Louvando a iniciativa, o  pediatra António Guerra lembrou que aprendizagem de uma alimentação correcta é muito importante “neste período-janela tão sensível” e aconselhou as pessoas “a serem pedagógicas e criativas”, a diversificarem,  “sem pressionarem”. Também Pedro Graça, coordenador do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável da DGS,  elogiou o livro e adiantou ser sua intenção promover a sua divulgação. “Estes dados são  relativamente comuns ao que se passa noutros países do Sul da Europa, a diferença está no sal, temos que ganhar a luta contra o sal”,  destacou o responsável.

 

 

65% das crianças comem doces todos os dias

Julho 22, 2014 às 1:40 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 17 de julho de 2014.

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Aos 21 anos, 18% dos jovens já agrediram namorado

Setembro 12, 2013 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 10 de Setembro de 2013.

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Andrea Cunha Freitas

Estudo que acompanha três mil adolescentes nascidos em 1990 apresenta hoje resultados da última avaliação. Retrato tem indicadores preocupantes.

Têm 21 anos. E o retrato generalizado que se segue vem com um aviso: não há um perfil, um padrão único. Porém, percebemos que quase todos têm uma relação íntima com alguém (namoro), conduzem um veículo motorizado correndo alguns riscos, bebem álcool frequentemente, quase metade destes jovens fuma regularmente e outro tanto já experimentou cannabis. Passado uma década do início do projecto Epiteen (Epidemiological Health Investigation of Teenagers in Porto), os resultados da terceira avaliação a cerca de 3000 adolescentes (de ambos os sexos e de escolas do Porto) nascidos em 1990 são apresentados hoje.

“Há coisas boas e outras que merecem alguma atenção e preocupação. Mas a conclusão a retirar de muitos dos indicadores é que não podemos perder a oportunidade de intervir cedo porque há muitos comportamentos relacionados uns com os outros”, diz Elisabete Ramos, responsável pelo projecto Epiteen que quer “compreender de que forma os hábitos e comportamentos da adolescência se vão reflectir na saúde do adulto”.

De pequenino se torce o pepino, concorda a investigadora do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) e do Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Medicina da UP, notando que essa tendência se reflecte nos indicadores avaliados. Elisabete Ramos dá o exemplo dos dados obtidos no capítulo da violência onde se percebe que “os adolescentes que se envolveram em lutas física aos 17 anos apresentavam uma maior probabilidade de se envolverem em actos de violência no relacionamento íntimo aos 21 anos”. “Essa é uma das grandes mais-valias deste trabalho que acompanha estes jovens e assim conseguimos perceber a relação entre as coisas”, sublinha.

Os dados mostram que, aos 21 anos, 90% dos 2942 participantes no estudo referiram estar num relação íntima (maioritariamente numa relação de namoro). Destes, 60% reportaram pelo menos um acto definido como agressão psicológica e que, segundo os investigadores, passa por insultar ou dizer palavrões ao companheiro. Por outro lado, um em cada três dos jovens de 21 anos reportaram pelo menos um acto de coerção sexual como, por exemplo, forçar um companheiro a ter relações sexuais quando ele não queria (neste caso, as raparigas são mais vítimas enquanto os rapazes são mais agressores). E 18% referiram um acto de violência física na relação que mantinham, como, por exemplo, “bater no companheiro ou atirar um objecto com a intenção de o magoar”. “Mais de metade dos que se envolvem nestes comportamentos são simultaneamente vítimas e agressores”, adianta a investigadora.

“É uma elevada percentagem de jovens que ainda numa fase de namoro já aceita este tipo de comportamentos violentos”, constata Elisabete Ramos, defendendo que estes resultados podem e devem servir para “programar prioridades de intervenção num trabalho em contexto escolar”. Mas, sublinha, “isso não quer dizer que seja tudo mau”. Na avaliação feita aos participantes há progressos. Há a boa notícia da diminuição da prevalência da obesidade, sobretudo se tivermos em conta que na última década este indicador aumentou de forma geral na população. Mas se olharmos para os consumos de álcool, voltamos a ficar preocupados. Aos 21 anos, 64% dos adolescentes referiram que já se tinham embriagado, sendo a média (entre estes) de sete vezes nos 12 meses anteriores. Aqui também há uma explicação: “Nesta média temos os que o fazem quase todos os fins-de-semana e os que o fizeram uma vez”, diz a investigadora.

O projecto começou no ano lectivo de 2003/2004 (quando os adolescentes tinham 13 anos). Estes adolescentes foram novamente avaliados aos 17 e agora aos 21 anos. A ideia é continuar a acompanhar estes jovens, mas também criar um novo grupo que permita mais e melhores comparações. “Vamos começar este ano lectivo a acompanhar um grupo de cerca de 2000 jovens nascidos em 2003, que agora completam 13 anos. Isso vai permitir perceber melhor o que mudou numa década”, diz Elisabete Ramos. Em cada avaliação, uma equipa de profissionais de saúde recolhe dados sobre comportamentos, efectuando medições objectivas (como a pressão arterial, o peso e a estatura, análises sanguíneas).

Geração XXI é um dos maiores estudos longitudinais da Europa com crianças

Julho 19, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do site da rcmpharma de 8 de Julho de 2013.

O projecto Geração XXI, que acompanha o desenvolvimento de 8.647 crianças desde a sua gestação, foi recentemente identificado por um artigo científico internacional como um dos maiores estudos longitudinais na Europa a estudar o desenvolvimento pré e pós-natal, avança a agência Lusa.

O artigo “Pregnancy and Birth Cohort Resources in Europe”, publicado na revista Paediatric and Perinatal Epidemiology, identificou 56 estudos deste tipo a funcionar em 19 países da Europa, o que representa uma população em estudo de mais de 500 milhões de crianças. Neste estudo, a Geração XXI é identificada como o maior estudo longitudinal a desenvolver nos países do sul da Europa (Portugal, Espanha, Itália e Grécia).

A Geração XXI é o primeiro e único estudo deste tipo a ser realizado em Portugal ao acompanhar 8.647 crianças nascidas em cinco hospitais públicos na área do Grande Porto – Hospital Geral de Santo António, Maternidade Júlio Dinis, Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, Unidade Local de Saúde de Matosinhos – Hospital Pedro Hispano.

Os investigadores pretendem caracterizar o desenvolvimento pré e pós-natal, estudando indicadores de saúde materna e infantil (por exemplo, quantas mulheres fumam durante a gravidez, quantas amamentam os seus filhos e até que idade ou quantas crianças têm peso a mais) e também estudar a relação entre características dos pais e do desenvolvimento perinatal e parâmetros antropométricos (medidas das diversas partes do corpo) e biológicos das crianças, nos seus primeiros anos de vida.

A Geração XXI serve de base a um vasto leque de trabalhos de investigação científica, em áreas como a saúde perinatal, obesidade e saúde metabólica, estilos de vida, saúde cardiovascular, saúde musculoesquelética, entre outras.

Das avaliações da Geração XXI saíram já quatro teses de doutoramento e 13 teses de mestrado (encontrando-se mais nove teses de doutoramento em curso), 13 artigos científicos publicados em revistas internacionais e mais de 30 participações em congressos internacionais e nacionais.

Coordenador do projecto científico Geração XXI apela ao apoio do mecenato

O presidente do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto e coordenador do projecto Geração XXI, um estudo científico pioneiro em Portugal que acompanha mais de 8.000 crianças desde a gestação, apelou esta segunda-feira ao apoio do mecenato português.

Apesar do financiamento comunitário e da Fundação Gulbenkian, os responsáveis pelo projecto têm despesas adicionais que sentem ter a obrigação de cumprir, como por exemplo oferecer os pequenos-almoços às cerca de 8.500 crianças que se deslocam ao instituto para fazer análises clínicas.

“Estas crianças vão em jejum para fazer as suas análises, obviamente, nós temos a obrigação de lhes dar o pequeno-almoço. Era muito importante que houvesse mecenato, porque para muitas empresas é irrelevante fornecer oito mil pequenos-almoços e para nós é uma imensidão de dinheiro”, salientou Henrique Barros, em declarações à Lusa.

Apesar de ser o primeiro estudo deste tipo alguma vez realizado em Portugal, que envolve milhares de crianças nascidas nos hospitais públicos com maternidade, da grande área metropolitana do Porto (S. João, Santo António, Pedro Hispano, Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia e Maternidade Júlio Dinis), entre Abril de 2005 e Agosto de 2006, a sua importância científica “ainda é pouco percebida a nível nacional”, lamenta o coordenador principal do projecto.

“Noutros países onde a tradição da investigação científica na área da saúde populacional, da saúde comunitária e da saúde pública é mais enraizada, os próprios mecenas entendem-se no apoio a dar. Entre nós, praticamente, não há mecenas, portanto, temos de ultrapassar todos os obstáculos e inventar soluções”, disse Henrique Barros.

Mas, ressalvou, “obviamente, não queremos que o projecto pare e, seguramente, iremos conseguir que se mantenha, assim como iremos conseguir manter vivo o interesse das mais de oito mil crianças e respectivas famílias”.

“Trata-se de um projecto internacionalmente reconhecido e que é uma fonte extraordinária de informação para os decisores” porque “tudo fica documentado no preciso momento em que acontece.

É como uma câmara que vai acompanhando o percurso deste conjunto de crianças”.

As avaliações do projecto Geração XXI, actual e futuras, “poderão ser encaradas como linhas de monitorização do estado de saúde e dos seus determinantes nas crianças portuguesas e, desta forma, ter um importante papel no planeamento de estratégias de intervenção sanitária, funcionando mesmo como observatório de saúde” sustentou.

Vinte pessoas trabalham continuamente na avaliação das mais de oito mil crianças e a equipa inclui médicos, psicólogos, nutricionistas, sociólogos, farmacêuticos, fisioterapeutas e assistentes sociais, entre outros.

A Geração XXI serve de base a um vasto leque de trabalhos de investigação científica, em áreas como a saúde perinatal, obesidade e saúde metabólica, estilos de vida, saúde cardiovascular, saúde musculoesquelética, entre outras.

Das avaliações da Geração XXI saíram já quatro teses de doutoramento e 13 teses de mestrado (encontrando-se mais nove teses de doutoramento em curso), 13 artigos científicos publicados em revistas internacionais e mais de 30 participações em congressos internacionais e nacionais.

Recentemente, o projecto foi identificado por um artigo científico internacional como um dos maiores estudos longitudinais na Europa a analisar o desenvolvimento pré-natal e pós-natal.

 


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