Eu e os Outros – Programa de prevenção de problemas ligados ao consumo de substâncias psicoativas para jovens entre os 10 e os 18 anos

Agosto 24, 2015 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O Eu e os Outros é um programa de prevenção universal dos problemas ligados ao consumo de substâncias psicoativas. Nele, as substâncias são abordadas de uma forma integrada com outras temáticas ligadas ao dia-a-dia dos adolescentes. Foi criado em 2006 por uma equipa técnica do Instituto da Droga e Toxicodependência com o apoio de parceiros de diferentes áreas e sectores e é coordenado nacionalmente pelo SICAD com o apoio/parceria regional das Administrações Regionais de Saúde.

mais informações:

http://www.sicad.pt/PT/Intervencao/Programas/Prevencao/Paginas/detalhe.aspx?itemId=15&lista=prevencao&bkUrl=/BK/Intervencao/Programas/Prevencao

http://www.tu-alinhas.pt/InfantoJuvenil/displayconteudo.do2?numero=18759

Inquérito Nacional em Meio Escolar 2011- Consumo de drogas e outras substâncias psicoativas no 3º Ciclo e Secundário

Outubro 28, 2012 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Há mais jovens a beber e a consumir cannabis

Outubro 27, 2012 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 18 de Outubro de 2012.

Por Andreia Sanches

O consumo de álcool, de tabaco e de droga aumentou entre os alunos das escolas públicas, revelam os primeiros resultados do Inquérito Nacional em Meio Escolar divulgados esta quinta-feira, em Lisboa.
No ensino secundário, mais de dois terços (68%) dos alunos disseram, quando foram questionados, que tinham ingerido álcool nos 30 dias anteriores e 16% relataram uso de drogas — sendo que a mais consumida é, de longe, a cannabis.

Isto significa que 40 mil jovens do secundário reportam consumos recentes de cannabis. E que o aumento em relação ao último inquérito, feito em 2006, foi de sete pontos percentuais, quebrando uma tendência de quebra que parecia desenhar-se em anos anteriores.

No que diz respeito ao álcool, a evolução é semelhante. O número dos que relatam consumo “nos últimos 30 dias” cresceu 10 pontos percentuais. A cerveja é a bebida preferida (51%), seguida das destiladas (50% dizem ter consumido no mês anterior ao inquérito). Dois em cada dez jovens relatam episódios de embriaguez recente.

No 3.º ciclo do ensino básico a tendência é semelhante. Em 2006, 32% dos alunos diziam ter bebido no mês anterior ao inquérito. Em 2011, a percentagem subiu para 37%.

Quanto às drogas, a percentagem de consumo nos “últimos 30 dias” passa de 5 para 6% — o que corresponde à volta de 23 mil alunos. O número dos que falam de embriaguez nos últimos 30 dias mantém-se estável (7%).

Este números não revelam a quantidade de jovens que já experimentaram alguma das substâncias analisadas no estudo — essas são sempre muito maiores e basta dizer que no secundário, por exemplo, o peso dos que contam que já consumiram cannabis alguma vez na vida é de 29%.

Mudanças nas smartshops

O estudo, da responsabilidade do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e Dependências, o organismo que sucedeu ao Instituto da Droga e Toxicodependência, abrangeu cerca de 65 mil alunos. A recolha de dados aconteceu em Maio de 2011.

Esta manhã, durante a apresentação, o secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa, lembrou que em períodos de crise há uma tendência para o aumento dos consumos. E mostrou-se preocupado com o facto de parecer estar a ganhar terreno a ideia de que a cannabis é inócua. “É uma percepção errada. O consumo de cannabis aumenta o risco de psicoses, de esquizofrenia” e de outras doenças, como “mostram vários estudos científicos”.

Sublinhou ainda a necessidade de regulamentar a venda de álcool a menores de 18 anos. E prometeu mudanças para breve na legislação relacionada com as smartshops (“que de smart têm pouco, pelo que considero essa expressão demasiado benévola”, disse), onde se vendem as chamadas “drogas legais”.

“Essas substâncias têm uma elevadíssima toxicidade”, lembrou Leal da Costa. E o facto dos seus efeitos serem muitas vezes desconhecidos dos próprios médicos faz com que os serviços de urgência dos hospitais tenham muito mais dificuldade em lidar com os casos de intoxicação que lhes chegam.

Fumar marijuana durante a adolescência pode afectar a inteligência

Setembro 10, 2012 às 2:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do P3  de 28 de Agosto de 2012.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Persistent cannabis users show neuropsychological decline from childhood to midlife

As estatísticas indicam que quase um em cada quatro europeus com idade entre os 15 e os 64 anos já experimentaram cannabis, o que corresponde a 78 milhões de pessoas

Texto de Romana Borja-Santos

O consumo persistente de marijuana antes dos 18 anos pode afectar a inteligência, a atenção e a memória na vida adulta, segundo um estudo internacional publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

O trabalho, que foi publicado esta terça-feira naquela revista norte-americana, teve como base o seguimento de mais de mil neozelandeses durante 25 anos, permitindo comparar o quociente de inteligência (QI) dos participantes consumidores e dos não consumidores de cannabis aos 13 anos de idade e aos 38 anos.

Madeleine Meier, autora principal da investigação e psicóloga na Universidade de Duke, na Carolina do Norte, explica que os consumidores regulares de marijuana na adolescência revelaram, em média, uma queda de oito pontos no QI na vida adulta, além de mais falhas na capacidade de memorizar, na concentração, no raciocínio e processamento visual, entre outras funções.

A investigadora salienta que, em princípio, o QI é “um indicador estável” nestas fases da vida e que entre os não fumadores foi mesmo possível registar uma ligeira subida. Além dos testes de QI, o estudo contou com entrevistas aos familiares mais próximos dos participantes, que ajudaram a apontar alguns problemas entre os consumidores frequentes.

“O QI é um elemento fortemente determinante para o acesso à universidade, ao emprego e o desempenho no trabalho”, refere Madeleine Meier. Os consumidores que perderam em média oito pontos enfrentam, assim, uma “desvantagem perante os seus pares da mesma idade”, já que a adolescência é um “período muito sensível para o desenvolvimento do cérebro”, que está particularmente vulnerável às drogas. E, mesmo os que interromperam o consumo, não revelaram qualquer melhoria significativa.

O estudo assegura que na comparação foram descartados outros factores que poderiam ter interferido nas conclusões, como a educação dos participantes, o consumo de álcool ou de outros estupefacientes. Da mesma forma, os participantes que apenas reportaram ter consumido marijuana a partir da idade adulta não revelaram tantos efeitos a nível intelectual. Porém, o estudo nada refere sobre as quantidades consumidas, dizendo apenas que foram considerados consumidores frequentes os participantes que fumavam marijuana mais do que uma vez por semana antes dos 18 anos.

Consumo a aumentar na Europa

As conclusões surgem numa altura em que um estudo do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (OEDT), divulgado no fim de Junho, verificou que o consumo de marijuana está a aumentar na Europa. As estatísticas indicam que quase um em cada quatro europeus com idade entre os 15 e os 64 anos já experimentaram cannabis, o que corresponde a 78 milhões de pessoas. E cerca de nove milhões de jovens, entre os 15 e os 34 anos, disseram tê-la consumido no último mês.

No que diz respeito aos jovens, um relatório europeu publicado em Maio e que apresentou as prevalências e os padrões de consumo das diversas substâncias psicoactivas, em 2011, concluiu que os adolescentes portugueses mantêm-se na média europeia quanto à prevalência do consumo de tabaco, álcool, drogas, medicamentos e susbtâncias inalantes. Em Portugal, registaram-se aumentos relativos ao tabaco, drogas e inalantes e estabilidade ou decréscimo nos indicadores do álcool. Quanto ao consumo de cannabis, de longe a droga ilícita mais usada, Portugal ocupa uma posição ligeiramente acima da média.

Já o último Inquérito Nacional em Meio Escolar sobre Consumos, do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT), divulgado em 2011, com respostas de quase 32 mil alunos do secundário, mostrou que uma esmagadora maioria não teve qualquer contacto com drogas no ano que antecedeu o inquérito. Contudo, o número dos que responderam “perto da escola” à pergunta “nos últimos 12 meses, onde é que estavas quando te ofereceram (tentaram dar ou vender) cannabis?” quase duplicou (de 4,4% para 8,5%, um aumento de 93%).

 

 

 

Há mais raparigas a embebedarem-se e isso acontece cada vez mais

Novembro 24, 2011 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 17 de Novembro de 2011.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

 

As raparigas entre os 13 e os 18 anos estão a embriagar-se mais e a aproximar-se assim dos consumos registados entre os rapazes das mesmas idades. Apesar de se registar, nos rapazes como nas raparigas, um decréscimo na percentagem de experimentação de bebidas alcoólicas, os jovens que as bebem estão a beber mais, optam por bebidas mais fortes e estão embriagados mais frequentemente. O aumento da percentagem dos que já se embriagaram é mais acentuado entre as raparigas.

São dados do último Estudo sobre o Consumo de Álcool, Tabaco e Drogas (ECTAD), realizado com base num inquérito realizado a 13 mil alunos do ensino público, entre os 13 e os 18 anos, que foi realizado em Maio último. Foram inquiridos cerca de dois mil alunos de cada grupo etário. Regista-se um aumento de consumo das anfetaminas e da cocaína, sobretudo entre os mais novos, e do LSD entre os mais velhos. É a terceira edição deste estudo que tem vindo a ser realizado, de quatro em quatro anos, pelo Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT). Os resultados foram apresentados ontem de manhã.

O decréscimo do número de jovens que consomem bebidas alcoólicas está a ser acompanhado por “uma clara dramatização nos padrões de consumo”, advertiu Fernanda Feijó, coordenadora do estudo. Com consequências pesadas para o seu estado de saúde. “Os mais novos não estão preparados biologicamente para isto. Cada vez mais cedo estão a aparecer dependências alcoólicas, cirroses”, avisou Manuel Cardoso, vice-presidente do IDT.

Cerca de 30% dos alunos de 18 anos admitiram ter-se embriagado nos 30 dias anteriores à realização do inquérito. Nos 13 anos esta percentagem está nos 2,1%. Por comparação a 2003, a prevalência de embriaguês nos últimos 30 dias diminuiu entre os rapazes em todos os grupos etários à excepção do de 18 anos. Já nas raparigas com 16, 17 e 18 anos aumentou de dois a quatro pontos percentuais.

A partir dos 15 anos regista-se também um aumento da frequência dos episódios de embriaguês. Cerca de 15% dos rapazes e 9% das raparigas com 18 anos dizem ter-se embriagado, no último ano, entre seis a 19 vezes. Aos 16 anos aconteceu, com esta frequência, a 9% dos rapazes e a 5,5% das raparigas.

A cerveja continua a ser a bebida de referência entre os 13 e os 15 anos. A partir desta idade a quantidade de cerveja consumida começa a decrescer, mas em contrapartida regista-se “um aumento muito relevante” nas quantidades de bebidas destiladas que são ingeridas. Questionados sobre quanto consumiram da última vez, 30% dos alunos de 16 anos indicam que ingeriram entre 50 a 100 cl deste tipo de bebidas. Em 2003, a mesma quantidade foi referida “apenas” por 5,5%. Seis por cento dos alunos com 13 anos afirmam que consumiram esta mesma quantidade da última vez que beberam. Há oito anos eram 0,6%.

Alterar a lei

No geral, cerca de 40% dos alunos com 13 anos já consumiram bebidas alcoólicas. Aos 15 são 72,4% os que já o fizeram. A proibição da venda de bebidas alcoólicas a menores de 16 anos foi decretada em 2002. Os dados ontem revelados confirmam, uma vez mais, que a lei não está a ser cumprida. No ano passado o IDT propôs, sem resultados, que a idade mínima de consumo passasse dos 16 para os 18 anos. Segundo o vice-presidente do IDT, estão agora de novo a ser ponderadas alterações à legislação, nomeadamente no que respeita à idade mínima de consumo, à fiscalização, à publicidade de bebidas alcoólicas em eventos desportivos e musicais e à responsabilidade dos pais.

Manuel Cardoso lembrou, a propósito, que a entidade que fiscaliza só pode punir se alguém for apanhada em flagrante a vender uma bebida alcoólica a um menor, quando na verdade estes podem comprar álcool em qualquer sítio e a qualquer hora.

O presidente do IDT, João Goulão, resumiu assim a situação ao PÚBLICO: quando “um inspector da ASAE entra numa discoteca de miúdos é como um boi numa loja de porcelanas, pára tudo”. “Como é que ele produz prova? Teria que assistir ao acto de venda de álcool. É muito difícil ocorrer”, acrescenta.

A lei também não é cumprida no que respeita à publicidade, frisa Manuel Cardoso, que avança um exemplo: “Se é proibido, por exemplo, fazer publicidade a bebidas alcoólicas antes das 22h na televisão, não faz sentido estar a ver um jogo de futebol às seis da tarde em que sistematicamente aparecem marcas de bebidas alcoólicas”.

Como também “não faz qualquer sentido que um miúdo de 13 anos seja apanhado na rua pela polícia completamente intoxicado e os pais não cheguem a saber que isto aconteceu”, adianta, defendendo que, “no mínimo é indispensável que sejam chamados ao local”: “Os pais não se podem demitir, têm de ser comprometidos e também precisamos de ajudá-los a dizer não”.

 


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