Instagram é a rede social mais nociva para a saúde mental

Junho 5, 2017 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Texto do http://exameinformatica.sapo.pt/ de 24 de maio de 2017.

O estudo citado na notícia pode ser consultado na notícia da Royal Society for Public Health:

Instagram ranked worst for young people’s mental health

Ruben Nascimento Oliveira

É o que diz um estudo realizado no Reino Unido que questionou 1500 pessoas para comparar os efeitos na saúde mental das redes sociais: Instagram, Snapchat, Facebook,Twitter e Youtube.

A Royal Society for Public Health em conjunto com o movimento Young Health publicou um estudo focado nos efeitos que cinco redes sociais diferentes têm na saúde dos jovens.

O estudo foi feito no Reino Unido, onde cerca de 1500 pessoas entre os 14 e 24 anos de idade foram questionadas sobre a sua saúde, bem-estar, suporte emocional, imagem corporal e bullying, noticia a Cnet.

Após análise às respostas, os investigadores concluíram que o Instagram era o mais prejudicial para a saúde dos jovens seguidos por ordem decrescente relativamente ao seu efeito nocivo nos utilizadores, pelo Snapchat, Facebook, Twitter e Youtube.

Os efeitos negativos superiores do Instagram e Snapchat parecem ser derivados do grande foco em imagens que existe em ambas as redes sociais, explica Shirley Cramer Chefe executiva do Public Health Group.

 

Professor espanhol deu lição sobre bullying aos alunos… com nota de 50 euros

Maio 19, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://observador.pt/ de 10 de maio de 2017.

Hoy les dije a mis alumnos: "¿Quién quiere este billete?" Y todos lo querían. Después lo arrugué, lo tiré al suelo, lo pisé y "le dije" que era inútil, no valía nada y daba pena verlo. Les volví a preguntar si lo querían y todos decían que sí. Entonces les expliqué que ese billete era cada uno de ellos. Y que cuando les insultan, menosprecian o les tratan mal, JAMÁS pierden lo que de verdad valen, al igual que el billete sigue valiendo 50 euros, aunque lo pise y lo arrugue. La idea no es mía, pero les sorprendí con una reflexión tan simple como vital en su crecimiento. Que nunca permitan que nadie les haga sentirse menos que nadie. #DiaContraElAcosoEscolar #TodosSomosImportantes ❤💭 #Teacher #School #Gijon #Asturias

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Um professor de Gíjon utilizou uma nota de 50 euros para dar uma lição importante sobre bullying aos seus alunos. Em Espanha, um em cada dez alunos admitem ter sofrido bullying.

Um professor de Gíjon utilizou uma nota de 50 euros para ensinar uma lição importante sobre bullying aos seus alunos. Em Espanha, um em cada dez alunos admite ter sofrido pressões, abusos e críticas. A luta contra o bullying e o assédio moral é uma constante no programa político de ensino em Espanha. E são já várias as campanhas de sensibilização que alertam para o comportamento passivo e de observação – alguns dos comportamentos que mais facilmente possibilitam estes assédios e que, em Espanha, custam a vida a muitos jovens.

Foi nesse sentido que Carlos Llaca, um professor de 30 anos natural das Astúrias, deu esta lição aos seus alunos do 4.º ano na terça-feira, Dia Mundial de Combate ao Bullying. Para o efeito, utilizou uma coisa tão comum como uma nota de 50 euros, e partilhou a história no seu Instagram.

Hoje disse aos meus alunos: “Quem quer esta nota?” E todos a queriam. Depois, amarrotei-a, atirei-a ao chão, pisei-a e disse-lhe que era inútil, que não valia nada e que me dava pena vê-la. Voltei-lhes a perguntar se a queriam e todos diziam que sim. Então expliquei-lhes que esta nota era cada um deles. E que quando se insultam, menosprezam, e se tratam mal, JAMAIS perdem o valor que de verdade têm, tal como a nota de 50 euros,mesmo que a pise e a amarrote. A ideia não é minha, mas surpreendi-os com uma reflexão tão simples como vital no seu crescimento. Que nunca permitam que nada os faça sentir menos que nada.”

Mas não é a primeira vez que o professor espanhol faz algo do género. Em entrevista ao El Espanol, explica que “na sala de aula, por exemplo, temos um frasco em que os alunos colocam bilhetes sobre coisas positivas sobre os colegas ou coisas boas que aconteceram e no final da semana lemos todas (…) Desta forma podemos aprender a apreciar o que os outros fazem”.

A publicação já acumula mais de 1.200 likes no Instagram. A ideia foi retirada de um professor que, em 2016, usou duas maçãs para passar a mesma mensagem.

 

 

O que os adolescentes consideram cool

Abril 23, 2017 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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texto do  http://blitz.sapo.pt/ de 8 de abril de 2017.

Zoran Ivanovich (Creative Commons)

Um estudo da Google indica onde se encontram as preferências dos adolescentes de hoje em dia

Todas as gerações são distintas. As preferências dos adolescentes de há meio século são, hoje, muito diferentes das preferências dos adolescentes de hoje. E assim vai variando, de década para década, de época para época. Traduzido por miúdos: o que ontem era “fixe” hoje é “uma seca”.

A Google elaborou, recentemente, um estudo que visa, precisamente, apontar onde se situam as preferências dos adolescentes de hoje em dia, a denominada Geração Z – a que nasceu em meados da década de 90, já com o uso da Internet disseminado por todo o mundo. No entanto, foram apenas considerados os jovens com idades compreendidas entre os 13 e os 17 anos.

Segundo o estudo, aquilo que é considerado “fixe” para a Geração Z é, também, uma representação dos seus valores, das expetativas que guardam para si próprios, dos seus amigos, e das marcas que mais apoiam. Neste grupo estão, por exemplo, o YouTube, a Netflix, a Nike e a própria Google.

E quais são, então as preferências musicais desta geração? Segundo o estudo, são mais variadas do que qualquer preconceito poderia ditar. Entre os artistas mais “votados” pelos inquiridos estão gigantes da pop atual, como Drake e Beyoncé, mas também bandas como os Coldplay, Fall Out Boy, ou Panic! At The Disco – e até os Beatles encontraram espaço nos corações, e ouvidos, da Geração Z.

A música ainda detém um papel importante na “fixeza”; para estes adolescentes, as celebridades mais importantes são, quase todas, músicos, destacando-se Selena Gomez, Chance the Rapper e Ariana Grande. O seu nível de popularidade mede-se, também, pelas suas ações: os mais “genuínos” e filantrópicos são considerados os “mais fixes”.

Por ter crescido rodeada de computadores e, mais importante ainda, pela Internet, não é de estranhar que esta geração mostre, também, um forte apego pela novidade tecnológica. De todos os inquiridos, 24% (14% rapazes, 10% raparigas) disseram que aquilo que é “mais fixe” são as novas tecnologias.

(Talvez) Por isso, são poucos os que afirmaram não possuir um smartphone: apenas 9,6% dos inquiridos, sendo que neste campo a Apple suplanta ligeiramente a Microsoft, com 42,3% a preferirem o Iphone aos Androids.

No que diz respeito às redes sociais, plataformas de partilha de imagens e vídeos, como o Snapchat e o Instagram, são rainhas. O Facebook ainda é utilizado, mas apenas para consumo diário – partilhar algo através desta rede já não é “fixe”.

E se, novamente, o preconceito ditar velhos adágios como “os jovens de hoje já não se interessam pela leitura”, saiba que nada se encontra mais longe da verdade: ler é uma atividade indispensável e “fixe”, lado a lado com os videojogos. Afinal de contas, estamos a falar de uma geração que não conheceu o mundo sem Internet – e que, por causa dela, se tornou na mais informada de sempre.

 

Instagram do SOS-Criança do IAC

Janeiro 31, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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sos

https://www.instagram.com/iacsoscrianca/

 

As regras do Instagram foram simplificadas para que até as crianças as compreendam

Janeiro 19, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 9 de janeiro de 2017.

rui-gaudencio

Estudo mostra que os jovens passam 20 horas semanais na Internet Rui Gaudencio

Uma advogada esteve a “traduzir” a linguagem hermética da versão dos termos e condições em inglês. Crianças e jovens afirmam que não utilizariam a rede social se soubessem com o que estavam a concordar.

Inês Chaíça

Um estudo do Comissariado para as Crianças inglês determinou que os “Termos e Condições” das redes sociais não estão escritos de maneira a que as crianças percebam. Só no Reino Unido, 56% das crianças entre os 12 e os 15 anos têm Instagram, mas uma grande parte dos jovens em estudo com a mesma idade diz não compreender as condições de adesão a esta rede social.

Não é novidade que os jovens da “Geração Z” (ou seja, os nascidos depois de 1998) passam muito tempo na Internet. Um estudo da Common Sense Media mostrou que passam nove horas por dia nas redes sociais. Outros estudos e relatórios dizem que passam quase 20 horas por semana online – muitas dessas horas passadas nas redes sociais. Só o grupo de crianças entre os três e os quatro anos passou oito horas e 18 minutos por semana a usar a Internet.

Um estudo do Instituto Superior de Psicologia mostra que 70% dos jovens portugueses até aos 25 anos apresentam sinais de dependência, dos quais 6% admite ter ficado “sem comer ou sem dormir por causa da Internet”. Mas quantos podem dizer que sabem com o que estão a concordar quando marcam a caixa que diz “Li e compreendi os termos e condições de utilização”? De acordo com um relatório do Comissariado para as Crianças de Inglaterra, Growing Up Digital, publicado na semana passada, as expressões usadas nessas páginas são tão complexas que são “impenetráveis e largamente ignoradas”.

O grupo, composto por profissionais dos sectores público e privado de várias áreas, trabalhou com crianças e jovens entre os oito e os 15 anos que utilizavam o Instagram (ainda que a rede social apenas autorize a utilização a maiores de 13 anos).

“Os Termos e Condições são a primeira coisa com a qual alguém concorda quando se inscreve em sites, mas claro que ninguém os lê. Quero dizer, quase nenhum adulto os lê”, afirma Jenny Afia, advogada e colaboradora no grupo de trabalho do Comissariado Para as Crianças de Inglaterra, ao jornal norte-americano Washington Post. O que a leva a concluir que a maior parte das crianças não sabe no que se está a inscrever quando aceita as condições das redes sociais.

Traduzindo o “legalês”

Trabalhando especificamente com os “Termos e Condições” do Instagram, pela sua popularidade entre os jovens, conseguiram perceber que tem mais de 5000 palavras e sete páginas, num vocabulário hermético, um “legalês”. De acordo com um teste de legibilidade, conseguiram perceber que só um licenciado teria facilidade em compreender na totalidade a linguagem utilizada.

Depois da leitura, o grupo de jovens disse que tinham conseguido perceber muito pouco. Uma adolescente de 13 anos chegou mesmo a perguntar se seria necessário ler tudo até ao fim: “isto tem, tipo, 100 páginas”, lê-se no relatório. O problema é que os termos e condições têm exactamente tudo o que estes jovens precisam de saber sobre os seus direitos online. Por isso Afia ficou encarregada de traduzir o “legalês” para inglês comum, simplificado – e o mesmo documento ficou apenas com uma página.

Por exemplo, no artigo 4.º que explica os direitos do utilizador lê-se:

“O utilizador declara e garante que: (i) é o proprietário do Conteúdo que publica no ou através do Serviço ou que de algum modo dispõe do direito de ceder os direitos e licenças estipulados nos presentes Termos de Utilização; (ii) a publicação e o uso do Conteúdo do utilizador no ou através do Serviço não desrespeita, não constitui a apropriação indevida nem infringe os direitos de terceiros, incluindo mas não limitado a direitos de privacidade, direitos de publicidade, direitos de autor, direitos de marca comercial e/ou outros direitos de propriedade; (iii) pagará quaisquer direitos de autor, taxas e quantias devidos resultantes de Conteúdo que este publique no ou através do Serviço; e (iv) tem o direito e a capacidade legal de subscrever os presentes Termos de Utilização na respetiva jurisdição.”

Que, “traduzido”, fica apenas:

“Partimos do princípio de que é dono de tudo o que publica e que não constitui uma ofensa à lei. Caso contrário, poderá ser multado e terá de pagar essa multa”.

Outra frase determina: “Oficialmente, é dono de tudo o que publicares, mas estamos autorizados a usá-lo e podemos deixar que terceiros o usem. Essas pessoas podem até pagar-nos para usar as imagens, mas não a si”.

Vários adolescentes disseram que não usavam o Instagram se soubessem de tudo o que estão a aceitar. “Usava muito menos as mensagens directas do Instagram se soubesse que [o Instagram] as podia ler”, afirmou uma jovem de 13 anos. “Eles devem mesmo saber que ninguém lê os Termos e Condições. Se os tornassem mais fáceis de ler, as pessoas pensariam duas vezes antes de aderirem”, disse a mesma jovem, que garantiu que ia apagar a aplicação.

Outro jovem de 16 anos diz ter percebido “a quantidade de informação pessoal” que está a dar “a uma empresa aleatória” sem se aperceber. Jenny Afia acrescentou que “até advogados com experiência têm dificuldade em perceber os Termos e Condições de alguns sites. Como podemos esperar que as crianças percebam?”

A General Data Protection Regulation, da União Europeia, a entrar em vigor em 2018, deve vir a protegê-los da maior parte dos abusos de privacidade por parte de empresas privadas. Até que haja transparência por parte dos sites, o consentimento informado das crianças e jovens não será uma realidade, afirma Jenny Afia, acrescentando que “os pais têm de ter consciência de que eles são crianças até serem adultos e não a partir do momento em que pegam num smartphone”.

Texto editado por Hugo Torres

 

 

Fotos de crianças publicadas nas redes roubadas por pedófilos

Outubro 6, 2015 às 10:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 1 de outubro de 2015.

DR

Milhares de fotografias de crianças publicadas pelos pais nas redes sociais foram encontradas num site de pedofilia.

É usual observar fotografias de crianças nas redes sociais publicadas pelos pais. Contudo, muitas vezes, estas imagens são usadas para outros fins.

Um investigador do governo australiano referenciou num site de pedofilia milhares de imagens de meninos e meninas retiradas do Facebook e do Instagram. Nesse site, cujo nome não foi revelado, foram encontradas repartições de fotografias que remetiam para as redes. “Amigas da minha filha no Instagram”, “Crianças na praia” e “Ginástica” foram alguns dos exemplos dados por Toby Dagg, investigador da eSafety.

“Muitos utilizadores referem, de forma clara, que obtiveram o conteúdo através das contas nas redes sociais. As imagens são quase sempre acompanhadas por comentários altamente específicos e perturbadores”, refere.

O investigador alerta que as “famílias, de forma muito inocente”, publicam fotos dos filhos sem usar as regras básicas de segurança.

Já Susan McLean, especialista em cibersegurança, diz mesmo que as crianças protegem as suas contas nas redes sociais melhor do que os próprios pais. Dá como exemplo, as regras de privacidade do Facebook que são mais usadas pelos jovens de que pelos adultos.

“Não interessa se a foto é inocente. Se a criança tem aquilo que o predador procura, ele vai usar a foto”, avisa McLean.

 

 

 

 

Jogadores de RPG roubam fotos de crianças para promover fetiche no Instagram

Agosto 7, 2015 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://diariodigital.sapo.pt de 5 de agosto de 2015.

diario digital

Se tem por hábito publicar fotos dos seus filhos no Instagram, pode ser capaz, ao ler essa história, de querer mudar imediatamente as configuração de privacidade da sua conta.

Como parte de uma espécie de jogo de role playing (jogo de representação) fetichista, participantes roubam fotos de crianças em contas do Instagram de outras pessoas.

Depois, publicam as fotos roubadas na sua própria conta, usando hashtags como #BabyRP ou #KidRP (RP sendo a sigla para role playing).

Nas legendas das fotos, inventam nomes e histórias para as crianças, convidando outras pessoas para serem “mãe” ou “pai” adoptivos.

O BBC Trending conversou com Dana Pecina-Phillips, uma mãe que descobriu dezenas de fotos que havia publicado do próprio filho numa conta de Instagram onde a pessoa, aparentemente uma mulher, fazia essa “adopção virtual”.

A BBC entrou em contato com esses jogadores de RPG e alguns aceitaram falar, sob a condição de anonimato, por mensagem via Instagram.

Uma das pessoas disse: «BabyRP é como assumir um papel num jogo. Alguém é um bebé, alguém é uma mamãe. Você só finge.»

«A maioria das pessoas pega as fotos de outras contas do Instagram. Nós podemos usá-las porque não tem marca de água nas fotos», disse outro.

«Não é errado. Se a conta é pública, as fotos também são», afirmou um outro.

Contatado pela BBC, o Instagram afirmou: «Este tipo de conteúdos viola os nossos termos. Uma vez que um pai, mãe ou responsável reportar a foto, agimos rapidamente para removê-la.»

A maioria dos jogadores de RPGs no Instagram parece ser adolescentes a brincar aos pais e às mães. Mas não é difícil encontrar versões sexualizadas da hashtag.

Mas porque é que essas pessoas participam desse “jogo”?

Um dos participantes disse à BBC: «A maioria dos role players faz isso para sair um pouco desse mundo. Podem ser alguém que é amado. Eu gosto porque se estou a ter um dia difícil, posso jogar e divertir-me com os meus amigos.»

«Tenho saudades de ser uma criança», disse outro.

Sophie Linington, do site The Parent Zone, recomenda tomar muito cuidado com quem você partilha as suas fotos. «Mantenha a sua conta privada e não aceite pessoas que não conhece. E se quiser realmente partilhar, coloque uma marca de água e desactive sempre o localizador.»

 

 

 

Nova ameaça na Net: o rapto digital de bebés

Agosto 7, 2015 às 12:45 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 6 de agosto de 2015.

Luís M. Faria

Trata-se de alguém usar imagens de crianças de outras pessoas para fingir que é mãe (ou pai). Ou coisas piores.

Uma recente tendência para utilizar imagens colocadas por terceiros na internet está a preocupar cada vez mais gente. É o chamado “rapto digital”. Essencialmente, trata-se de apropriar imagens de menores, em geral bebés, e fazê-los passar como seus.

Na versão menos perigosa, uma rapariga (são quase sempre adolescentes a fazer isto) apresenta a criança como seu filho e filha e descreve o seu dia-a-dia, numa fantasia de maternidade em que outras pessoas colaboram conscientemente, fazendo comentários sobre o aspeto do bebé, o seu comportamento, etc, ou mesmo assumindo-se eles próprios como pais, adoptando-o…

Isto já é inquietante para os verdadeiros pais, sobretudo a partir do momento em que eles descobrem. Mas por vezes o jogo vai mais longe e as fantasias assumem conotações sexuais. Ou então, a imagem da criança é usada em anúncios publicitários, talvez numa zona longínqua do mundo. Tem havido casos em que os pais descobrem por acaso – algum amigo estava de visita à Austrália e viu o placard, por exemplo. Em muitos outros, provavelmente, nunca se chega a saber.

No caso das fantasias não sexuais, existem determinados hashtags (#babyrp, por exemplo) tradicionalmente associados à prática. Para o resto, a vigilância é mais difícil, até pelo caráter universal da internet, e pela variedade de legislações ao longo do mundo. Aquilo que é crime num país poderá não o ser noutro.

A solução última será os pais evitarem pôr fotos dos seus filhos menores em sites de partilha de fotos como o Instagram – ou apenas fazê-lo quando esses serviços permitirem restringir a visualização das imagens somente a utilizadores conhecidos. E também já há petições a exigir o fim das contas onde tem lugar ‘role play’ com imagens de crianças e adolescentes.

 

Adolescentes na era Instagram

Janeiro 14, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Artigo do site do El País de 4 de janeiro de 2015.

O estudo citado no artigo é o seguinte:

Jóvenes y valores (I). Un ensayo de tipologia

Jóvenes y valores (II). Los discursos

Samuel Sánchez

 

Se mueven entre el pasotismo y el consumismo. Acostumbrados a una vida de entretenimiento y de series, los jóvenes describen el presente como “ inestable e injusto”

Amelia Castilla

Su idea de una jornada ideal pasa por no acudir a clase, no madrugar, tener una tarjeta black (“pero sin corrupción”) y estar con los amigos y pasarlo bien. Lo cuentan entre risas y algo de rubor seis alumnos, de 17 años, del Instituto Severo Ochoa, en la localidad madrileña de Alcobendas. Chicos de clase media, la mayoría de padres divorciados y con problemas escolares, motivo por el que han sido derivados a Diversificación o al Programa de Cualificación Profesional Inicial Voluntaria, cursos para obtener la ESO con contenidos más bajos. Todos consideran a la familia como un valor fundamental. “La convivencia es buena aunque discutimos mucho. Me repite las cosas muchas veces y me rallo.Ella suele llevar razón pero a veces resulta pesada”, cuenta Daniel León Vargas, de 16. Su sueño sería irse con su novia a vivir a otra ciudad, quizás Nueva York.

Les mola mazo o les renta pero no se han chinado; viven en la keli y no les va el canteo. Estamos en el recreo, tres horas después de su llegada al centro escolar. Como el resto de sus compañeros entraron en tromba al patio, a las ocho de la mañana. Todavía quedaban unos segundos para una ojeada rápida a la pantalla del móvil y enviar un último WhatsApp. El centro escolar lo deja bien claro en los carteles pegados por las paredes. En clase están prohibidos los móviles, sobre todo para proteger a los profesores de filmaciones vejatorias que luego se cuelgan en Youtube. Para evitar conflictos los dejan sobre una mesa y se los devuelven a la salida. El castigo por usarlo en clase es una semana sin móvil. Los usan en los pasillos y los profes muchas veces hacen la vista gorda. Pillarlos con ellos en la mano supone un conflicto añadido y un enfrentamiento que conviene evitar. De los más de tres millones de adolescentes españoles (muchachos de edades comprendidas entre los 12 y los 17 años) un 84%, posee teléfono móvil para su uso personal, pagado por sus padres, según datos del Instituto de la Juventud, basados en una encuesta de 2012. El sondeo avisaba de la tendencia al alza. Duermen con el móvil y miran la pantalla al menos un centenar de veces al día. España se encuentra en la media de Unión Europea y en todos los estados miembros se comprueba el mismo ascenso y comportamiento. Igual que su relación con las redes sociales que ya ha acabado por generalizarse. Su uso es mayor cuanto menor es la edad. En poco más de tres años se ha pasado del 60% en 2009 al 90% en 2011.

Infantiles, consumistas, críticos, de moral relajada, acostumbrados a una vida de entretenimiento y de series, los adolescentes de la era Instagram ya no van tan a lo grande como sus hermanos mayores. En su playlist suena Nirvana, Arctic Monkeys, Red Hot Chili Peppers, Imagine Dragons, David Guetta y algo del peor reggaeton. Entre sus prioridades no figura cambiar el mundo pero sí su entorno. Son más individualistas que las generaciones que los han precedido. “Mis alumnos son muy de tripas, se mueven por instinto, pueden leer cualquier cosa sin necesidad de intelectualizar nada. En esos años, les afectan sobremanera las separaciones de los padres. Llevan una vida muy de entretenimiento; se ríen con programas como Adán y Eva, la exaltación de la estupidez supina, pero son clientes fieles de series como Homeland o Juego de tronos”, cuenta Victoria Menéndez, profesora de Lengua y de Inglés del Severo Ochoa. Lleva 25 años en la enseñanza y casi siempre con adolescentes. “Antes se rebelaban contra todo, ahora no necesitan pelear tanto como antaño. Disponen de un mundo propio que Internet y las redes sociales han contribuido a crear pero los veo muy positivos y honestos”.

Según el estudio Jóvenes y valores sociales, del Centro Reina Sofia, los adolescentes españoles han asumido que les tocará vivir una vida low cost. Han aceptado que deben revisar a la baja sus expectativas, fundamentalmente en relación con perspectivas o proyectos personales. Describen el presente como “incierto, inestable e injusto”. Se sienten engañados y desconfían del sistema. En general culpabilizan a las instituciones adultas —de las que no se sienten partícipes— pero focalizan su desconfianza especialmente en la política tradicional y en la figura del político profesional. Cada vez son más los que apuestan por actitudes de compromiso social y de cambio. El filósofo José Antonio Marina cree que los jóvenes del siglo XXI son conscientes de que se ha roto un pacto social implícito. “Antes la sociedad le decía al joven que si cumplía su alianza y se portaba bien la comunidad estaría en condiciones de responder pero eso se ha fracturado. Hemos ido a una época de impotencia confortable, en el sentido de decir, esto es lo que hay y me voy a ir acomodando para aprovechar lo que tengo, sin grandes esperanzas. Desde hace unos cuantos años, pensando que los estamos cuidando lo que estamos es condenándolos al desánimo, los mimamos para luego abandonarles”.

Adolescencia. Su uso se ha generalizado pero el concepto teen como tal tiene su origen, en los años cincuenta del siglo pasado. En todas las culturas existía un rito de paso, de final de la infancia a otra vida, pero se ha creado específicamente un espacio formativo que se remonta al final de la Segunda Guerra Mundial y que coincide con mejoras notables como la escolarización total y la llegada de los jóvenes al mundo del trabajo a partir de la mayoría de edad. En ese tiempo se han vertido ríos de tinta tratando de analizar la rebeldía adolescente, algo que básicamente no ha cambiado con el tiempo aunque ahora surjan nuevas teorías sobre esa etapa de la vida. En la adolescencia se desarrollan las grandes capacidades sentimentales e intelectuales. También la mayor parte de las adicciones nacen en esa etapa. Hasta ahora, muchos de los comportamientos escandalosos o un poco arriesgados lo atribuíamos a las pobres hormonas pero nuevas teorías proponen aprovechar esa etapa en lugar de malgastarla.

El talento de los adolescentes (Ariel), nuevo título de José Antonio Marina, anuncia el cambio de modelo que se está viendo en muchos países y por caminos distintos: “No se trata solo de un asunto sociológico y pedagógico, el cambio viene de la mano de la neurología. Hasta ahora, sabíamos que había un gran periodo de aprendizaje que era prácticamente donde se consolidaba todo y eso sigue siendo verdad, pero lo que no habíamos sospechado es que en la adolescencia se produce un rediseño completo del cerebro. Es como si la naturaleza hubiera preparado el cerebro primero para hacerse cargo de un mundo al que el pobre niño llega tremendamente despistado y luego lo vuelve a aprovechar para que se independice y se haga adulto. Es como atravesar dos etapas de enorme plasticidad”.

En el Severo Ochoa, los problemas los dan 25 alumnos de una plantilla de 1050, un porcentaje mínimo pero, como sucede en otros centros escolares, en torno a esos conflictos se articula la leyenda. “Se ha generalizado el mito de la crisis de la adolescencia, cosas como que de repente lo pasan muy mal, con angustia vital, seres imprevisibles e irresponsables y eso no es así, pero si lo repetimos un buen número de veces acabaremos por creerlo”, recalca Marina.

A mediodía, la puerta del instituto madrileño Beatriz Galindo, se transforma en una marea de sudaderas, deportivas, vaqueros y leggins. Solo unos pocos encienden ansiosos un pitillo antes de despedirse hasta el día siguiente. Julia y Clara Nolla, hermanas de 15 años, alumnas bilingües de cuarto de la ESO “odian” que le presenten el futuro que les espera como un mundo donde habrá más pobres y trabajos peor remunerados. “Necesito tener ideales, ya basta de amenazas. Entiendo que nos preparan para ser mayores pero estamos en nuestro derecho de soñar. Pienso en el mañana como algo lejano aunque, sinceramente, espero que se hayan resuelto los problemas económicos cuando sea mayor”, dice Clara. Las hermanas no se dejan llevar por la “yupi vida”. Clara toca el bajo en un grupo, saca buenas notas y no sabe bien lo que quiere ser de mayor, quizás psicóloga. Su hermana Julia comparte esa opinión sobre cómo los adultos tratan de contarles la vida a partir de su experiencia y, claro, ellas quieren vivir su “propia vida”. Ambas dieron un paso al frente cuando se debatía la reforma de la Ley del aborto que proponía el entonces Ministro de Justicia, Alberto Ruiz Gallardón. “Mucha gente se quedó en sofá pero pensamos que era el momento de hacer algo. Fuimos a las manifestaciones. Si se juega con nuestro futuro hay que intentar cambiarlo”, cuenta Julia. En el centro escolar disponen de una capilla pero ellas ni son creyentes ni han sido bautizadas. Les gusta que Religión sea una optativa.

El fin de semana, los que no juegan al fútbol salen a “a divertirse” con los amigos. Recalan en los parques cercanos, las boleras o los pubs. Evitan la violencia pero reconocen que en cualquier momento puede llegar un gamba con ganas de liarla. Basta un “¿y tú que miras?” desafiante para que las cosas se compliquen. De vez en cuando, puede caer alguna cerveza, pero no es lo habitual aunque ninguno niega que en su entorno se fuma (porros también) y se bebe alcohol con total naturalidad. Las encuestas más recientes del Instituto de la Juventud apuntan que un 55% puede llegar a casa a la hora que quiere y el 50,6% por ciento puede beber copas sin problemas. “La tolerancia con el alcohol es muy estúpida. No nos preocupa el botellón sino el efecto que produce entre los vecinos”, añade Marina. Sostiene que estamos importando el modelo nórdico: emborracharse cuanto antes consumiendo bebidas fuertes. “Hasta en esto estamos modificando la sana costumbre mediterránea de tomar bebidas suaves que acompañaban la conversación y la fiesta”.

A los alumnos de Victoria Menéndez no les gusta que la policía los trate como delincuentes “por sistema”, una queja que comparten algunos de sus alumnos. En ocasiones, protesta Jonatan Cueva, alumno de Diversificación, “estamos sentados en un banco hablando tranquilamente y los secretas nos piden que nos identifiquemos o que enseñemos las mochilas”. Las multas por beber pueden llegar a los 500 euros.

Virginia del Álamo, compañera de clase, toca en Bus Stop, un grupo de sonidos acústicos, que se foguea artísticamente en pequeños antros. El domingo visitó el Rastro madrileño en busca de banderas anarquistas y republicanas para decorar los locales de ensayo. Toca la guitarra, el bajo y la batería. Se lleva bien con sus padres aunque no le gusta que la fiscalicen o que su padre la llame al móvil cuando está con los amigos exigiendo que vuelva a casa “ya mismo”.

Su compañero, David Alcázar, de 17 años, quiere ser policía. Desde pequeño admira a los agentes que protegen a las mujeres maltratadas y le gustan los documentales de Policías en acción. Ni la profesora ni los alumnos soportan la imagen estigmatizada que se tiene de esta etapa de la vida que la RAE define como aquella en que se pasa de la niñez al desarrollo completo del organismo, lo cual influye en el carácter y en el modo de comportarse.

Hace 25 años, cuando Menéndez empezó a impartir clases, leía a sus alumnos Tiempo de silencio, algo impensable en la generación Instagram. “Ahora, no lo entenderían. Usan un lenguaje muy limitado y plagado de onomatopeyas. En clase solo se pueden leer fragmentos. Elegimos los más atractivos y asequibles”. Entre las lecturas recomendadas figuran La Celestina y el Mío Cid, pero algunos profesores, sobre todo si no dependen de grupos cerrados, prefieren iniciarlos en otras lecturas. Ha probado con textos tan dispares como las rimas de Bécquer y algunos fragmentos de Gomorra y ha triunfado: “¿Profe, dónde venden ese libro?”. Le importa un bledo lo que lean con tal de que lean.

Fernando J. López profesor de un grupo de teatro del instituto madrileño San Juan Bautista, en el que participan treinta alumnos de entre 14 y 18 años, comparte plenamente esa tesis. Se rebela ante lo que considera una aberración: “El sistema es mecanicista y eso no favorece la creatividad. ¿Cómo es posible que digamos que los adolescentes no leen en absoluto si luego se agotan determinadas lecturas? la cuestión no es que no leen, sino que no leen lo que nosotros queremos que lean”, dice. Como profesor y escritor, autor de La edad de la ira, un best seller juvenil y una novela de iniciación que narra desde dentro la vida en una escuela de un grupo de adolescentes, trata de ponerse en la piel de los chicos y ofrecerles textos que les puedan interesar para convencerles de que la literatura es fascinante. Su retrato de los jóvenes con los que trabaja a diario rebosa optimismo. “Viven en la edad en la que te formas como persona y trazas las relaciones con tu entorno. Adolescente es el que adolece de algo y ellos están llenos de ganas de hacer cosas, aunque, a veces, no sabemos conectar con eso. Los profesores y los padres marcan mucho, demandan pero no comunican. ¿Qué necesitamos de verdad? un lenguaje común”. A pesar de la edad del pavo o precisamente por ello en esos años se pueden generar vocaciones, intereses y aficiones. La idea de este escritor es que se combine la exigencia con el optimismo. “Los chicos de hoy además de las clases llevan a cabo actividades extra escolares. Son muy capaces”.

Todos conocen y se enorgullecen de Malala, la joven paquistaní de 17 años, que obtuvo en el año que acabó el jueves el Premio Nobel de la Paz. Sergio Gato, de 15 años, y Jaime Alba, de 14, alumnos de cuarto de la ESO en el colegio privado Ramón y Cajal, compaginan los estudios con la exploración de cosas nuevas. “Ya se pasó la época en que buscábamos el vértigo en el parque de atracciones, ahora tenemos un punto de vista diferente de las cosas”, apunta Gato. “Mucha gente piensa que somos vagos y solo estamos para nuestras cosas, que se resumen en jugar a la play y salir los viernes pero nosotros también estamos hartos de clichés”, añade Alba. Ambos han creado con el dinero de sus ahorros (900 euros) una firma de ropa, Kuone, que vende camisetas y sudaderas. Tienen planes de ampliación para el verano. En clase trabajan con el iPad y para la asignatura Iniciativa emprendedora, una hora semanal, diseñaron una web que facilita la comunicación para una parroquia del barrio de Caño Roto, surgido en los años 50 para acoger a los inmigrantes,

Todos los adolescentes consultados para este reportaje Darían una oportunidad a Podemos, aunque luego sean como los demás. Gato y Alba sostienen además que todos los partidos son malos y que hay que hacer una limpieza. Y vosotros con quién os quedáis: “Con el partido de en medio”.

 

 


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