Tribunal obriga mãe vegan a vacinar os filhos

Abril 20, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 7 de abril de 2017.

As crianças, de quatro e dois anos, vão receber vacinas contra difteria, poliomielite, meningite, sarampo, papeira e rubéola. Reuters/KAROLY ARVAI

 

Diogo Magalhães

A mãe não vacinava os filhos porque acredita que as vacinas não são “vegan” e que as suas crianças têm “fortes sistemas imunitários”.

Uma mãe vegan que afirma que “nenhuma vacina é vegan” foi forçada pelo Tribunal Superior de Justiça, em Inglaterra, a vacinar as crianças, uma de quatro e outra de dois anos, escreveram vários meios de comunicação ingleses. O pai das crianças foi quem fez o pedido ao tribunal.

“Lamento muito que a mãe considere a decisão errada, mas o meu dever é claro” afirmou o juiz Mark Rodgers. As duas crianças vão receber vacinação contra doenças como difteria, poliomielite, meningite, sarampo, papeira e rubéola.

A mãe, cuja identidade não foi revelada, era contra a decisão do Tribunal Superior de Justiça, porque “nenhuma vacina é vegan”. “Não é natural ser-se injectado com elementos metálicos e, como vegan, vai contra as minhas crenças os meus filhos serem injectados com algo que cresce em células animais ou algo que foi testado em animais”, disse, citada pelo The Telegraph.

A mãe não vacinava os seus filhos porque também acredita que ambos têm “fortes sistemas imunitários que as ajuda a protegerem-se de doenças”.

O filho mais velho chegou a ser vacinado a certa altura, mas a mãe disse que, como resultado, ele teve imensa tosse, eczema e dermatite seborreica, escreveu o Daily Mail. “O que me apercebi é que, sim, as vacinas funcionam às vezes, mas existe um risco com a vacinação”, disse a mãe ao tribunal.

Foi o pai das crianças quem fez o pedido ao tribunal para que os filhos fossem vacinados e diz que a mãe é “obsessiva, super protectora e com o pensamento limitado”. O pai disse também que a mãe desconfiava dos “métodos da medicina convencional”, citou o The Telegraph.

Num julgamento que não correu a seu favor, a mãe ainda tentou, mas sem sucesso, que um médico fosse depor a favor das suas crenças.

 

 

Londres tem um infantário onde as crianças aprendem português e inglês

Janeiro 5, 2017 às 6:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Reportagem da http://sicnoticias.sapo.pt/ de 27 de dezembro de 2016.

sic

visualizar a reportagem no link:

http://sicnoticias.sapo.pt/mundo/2016-12-27-Londres-tem-um-infantario-onde-as-criancas-aprendem-portugues-e-ingles

Em Londres há um infantário bilingue onde crianças entre os seis meses e os quatro anos aprendem a falar em português e em inglês. Abriu em 2012 e cantigas, histórias e actividades são sempre ensinadas em português e inglês, sendo que para os pais é a melhor forma de garantir que os filhos nunca esquecerão as suas origens. Até as refeições são feitas de acordo com receitas portuguesas adaptadas para crianças.

Opinião: Acolhimento Familiar no Reino Unido

Novembro 22, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Paulo Delgado publicado no blog https://ciecum.wordpress.com/ no dia 19 de outubro de 2016.

Destinos traçados? Reflexões a propósito da reportagem «Love you mum», da TVI.

Paulo Delgado, Investigador do CIEC

65Quando estava hoje a arrumar a roupa, a minha mulher bateu com o lábio num cabide por distração e fez um hematoma. Vamos supor que ia ao hospital e o médico, que a atendia, suspeitava de que ela teria sido vítima de violência doméstica. Contactava os serviços de Segurança Social que, de imediato, a colocavam numa casa ou numa família de acolhimento, impedindo o seu regresso a casa, apesar das nossas explicações de que se tratara de um mero acidente. Daí em diante, os contactos que passaria a ter com ela eram ocasionais, por pequenos períodos de tempo e rigorosamente vigiados por técnicos que procuravam avaliar a qualidade afetiva da nossa relação. Finalmente, concluíam que eu era uma pessoa perigosa e separavam-nos definitivamente. O caso ainda assumiria contornos mais assustadores se as entidades envolvidas no processo tivessem interesse em retirar adultos da companhia dos seus companheiros ou companheiras e obtivessem vantagens económicas da sua colocação num novo contexto de vida.

Uma história impensável, poderão pensar, e com razão. De facto, aproxima-se da ficção, quando os seus protagonistas são pessoas adultas. Todavia, a reportagem «Love You Mum», de Ana Leal, que a TVI apresentou na semana passada, demonstrou como esta ficção se pode tornar um pesadelo real, quando os envolvidos são bebés ou crianças e os seus pais. Quais são os aspetos negativos que a reportagem evidencia e que colocam em causa a confiança e a credibilidade no sistema inglês?

Desde logo, as razões invocadas para a retirada. São causas menores ou mesmo inexistentes, nos sete casos narrados. De acordo com os testemunhos das famílias envolvidas, os fundamentos que justificaram uma decisão tão devastadora prendem-se por exemplo com não levar o bebé ao hospital, quando isso deveria ter acontecido (e de facto aconteceu), situações de violência doméstica sobre a mãe, que é duplamente penalizada com a retirada dos filhos, ou não receber em casa enfermeiras após o nascimento do bebé.

Nestes processos, os comportamento individuais e familiares passam a ser controlados ao pormenor e subordinados a um controlo severo, perante serviços que se revelam frios e distantes, reivindicando o cumprimento total das suas diretrizes. Vemos pais e mães quebrados, humilhados nos seus direitos elementares, acusados de violência ou de incompetência, a lutar pelos seus filhos, sozinhos, desesperados, face a um sistema absurdo e imperscrutável.

Falta com certeza a perspetiva dos serviços sociais ingleses, que se mantêm em silêncio. Seria importante escutar a sua versão dos factos, nos casos abordados. Todavia, e até prova em contrário, os danos produzidos pela intervenção aparentam ser muitíssimo superiores aos danos que as crianças poderiam eventualmente ter sofrido no seu contexto de vida, caso não tivesse ocorrido a intervenção. Nalguns casos duvidamos que eles pudessem existir, noutros somos levados a pensar que seriam pontuais, sem histórico nem continuidade.

Os motivos e argumentos até aqui enumerados não podem nunca, todavia, servir de base para assunção de que a retirada da criança é necessariamente errada. Não retirar uma criança que se encontra em perigo pode originar danos gravíssimos para a criança, e até ameaçar a sua vida. Não obstante, esta decisão tem de se basear, evidentemente, numa investigação cuidadosa dos fatos e estar salvaguardada numa decisão judicial, face à oposição da família.

É oportuno igualmente recordar que ao adoção e o acolhimento familiar são medidas essenciais em qualquer sistema de proteção por proporcionarem o contexto de vida familiar que a criança necessita para o seu desenvolvimento. Rejeitamos naturalmente atuações que se centrem em interesses económicos e um sistema de proteção deve encontrar mecanismos de supervisão e de monotorização que evitem intervenções que se baseiem no interesse privado ou no lucro, ocorram elas no domínio da adoção, do acolhimento familiar ou do acolhimento residencial.

Do meu ponto de vista, parece-me desejável que haja um acompanhamento precoce, na saúde e na educação, de todos os bebés recém-nascidos, como sucede em Inglaterra, sem a dimensão excessivamente intrusiva da vida privada; que se promova a adoção de todas as crianças que necessitem de uma resposta permanente, estável e de qualidade afetiva, se definitivamente não a encontram na sua família de origem; que se promova e incremente o acolhimento familiar, procedendo-se à desinstitucionalização do sistema, como sucede nos outros sistemas industrializados ou pós-industrializados: em Portugal, mais de 95% das crianças ainda são acolhidas em instituições; que as famílias de acolhimento não tenham de suportar do seu bolso as despesas com as crianças que acolhem, como sucede atualmente em Portugal e que tenham o seu trabalho retribuído de forma digna, se o desejarem, considerando a responsabilidade e a dedicação exigida; em suma, que todas as crianças tenham o direito de crescer numa família.

Finalmente, que as autoridades públicas façam tudo o que estiver ao seu alcance para reverter decisões que se comprovem precipitadas e injustificadas, nestes casos e noutros semelhantes, garantido que estes bebés e crianças podem regressar as suas famílias e viver com os seus pais, irmãos e avós.

 

 

Serviços britânicos vigiaram mais de cem mil crianças num ano

Novembro 16, 2016 às 12:55 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.dn.pt/ de 12 de novembro de 2016.

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Rui Oliveira Global Imagens

O Presidente da República visita Londres para a semana e os casos de filhos retirados a portugueses estão sobre a mesa. Inglaterra é o país europeu com mais menores adotados

Os serviços sociais britânicos acompanharam 100 810 crianças entre abril de 2015 e março de 2016; 70 440 tinham medidas de acolhimento. Números que têm crescido e que motivam protestos, o que levou a Comissão Europeia a intervir. Em 71% dos casos são britânicos mas sobe o número de crianças de outras comunidades. A Embaixada Portuguesa conhece 154 casos, sem dizer quantos destes menores foram retirados aos pais. Serão pelo menos 57, outros 30 foram devolvidos e 20 adotados.

“Stop with forced adoption” “Punishment without crime” “Pound pup legacy” e McKenzie Friends são algumas das plataformas de ajuda às famílias a quem são retiradas os filhos, além de políticos como o ex-deputado liberal democrata John Hemming. Em Portugal, a plataforma de Advogados Portugueses Contra as Adoções Forçadas em Inglaterra, que conta com 300 juristas, critica o sistema britânico e o governo português. “As famílias portuguesas não têm o apoio jurídico que deveriam. O sistema de acolhimento e de adoção do Reino Unido envolve grandes interesses”, denuncia Pedro Proença, que lidera o movimento. Pediram audiência ás autoridades, tendo sido recebidos no Parlamento e na Presidência da República, no final da semana foram contactados pela secretaria de Estado das Comunidades.

Uma família de acolhimento em Inglaterra pode ter quatro crianças a seu cargo, a quem o Estado paga cerca de 700 euros por semana. Valores alterados em 2000, quando o executivo de Tony Blair criou incentivos para a guarda destas crianças, evitando que fossem institucionalizadas. As associações não governamentais culpam esta medida pelo facto de tantas crianças serem retiradas aos pais. Outro fator que poderá ter influenciado uma maior vigilância prende-se com o caso “Baby P”, o bebé de 17 meses que morreu que era acompanhado pelos serviços sociais e morreu em 2007 por maus tratos. A lei britânica Children Act, de 1989, agilizou os mecanismos de proteção, nomeadamente as adoções forçadas. Cabe ao departamento de Educação acompanhar as situações das crianças em risco, contabilidade que é feita anualmente entre abril e março.

4 690 mil crianças adotadas

No período de 2015/2016 foram adotadas 4690 crianças – só 40 consentidas pelos pais -, 5 330 no ano anterior e 5 030 em 2013/2014, segundo o Departamento de Educação do Reino este ano que serve de análise ao Comité das Petições do Parlamento Europeu (PETI), “Adoção sem consentimento”, em que analisa o sistema da Inglaterra e o País de Gales. Estas nações têm o maior número de adoções na Europa e a alguma distância do segundo, a Alemanha, com 3293.

O PETI recomenda uma maior fiscalização dos procedimentos dos serviços sociais, incluindo a elaboração de um guia de boas práticas em colaboração com todos os Estados membros da UE. Refere, também, os protestos da Eslováquia, Letónia e Lituânia, contra as práticas com os seus emigrantes. Pedro Proença foi convidado pelo parlamento da Letónia a expor o caso das crianças portugueses e pela Estónia, para manifestação de protesto que realizam no dia 25 deste mês. O relatório de 2016 inglês indica que aumentou o número de crianças acolhidas, o que explicam pelo aumento de refugiados menores, 1470 atualmente. Entre as 70 440 com medidas de proteção 2 940 (menos do que em 2014/2015 ) foram para adoção e 3 810 (mais) devolvidas aos pais, ficando as restantes em tipos de guarda variados. E 4 690 foram adotadas, o que significa que grande parte destes menores estão em instituições ou com famílias de acolhimento.

Visita oficial a Londres

Esta semana, a plataforma de advogados anunciou as primeiras vitórias, através da advogada Margarida Vicente, que apoia estas famílias no Reino Unido (RU). Duas crianças e uma adolescente foram devolvidas às respetivas famílias.

Marcelo Rebelo de Sousa visita Londres dias 16 e 17 acompanhando do secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro, estando previstos contactos com a embaixada e comunidade portuguesas. O Presidente da República tem acompanhado estes casos, nomeadamente o de Iolanda Menino, a quem foi retirado o filho nascido em fevereiro e espera-se que abordem o assunto, já que tanto José Luís Carneiro como a cônsul em Londres, Joana Gaspar, se tem recusado a fazê-lo.

As autoridades portuguesas entendem que há motivos graves para as crianças serem retiradas das famílias e acompanhadas pelos serviços sociais, sublinhando que a lei está a ser respeitada. Em resposta ao DN, a assessoria do Ministério dos Negócios Estrangeiros, sublinha que pediu à Embaixadora do Reino Unido para “avaliar, com as autoridades britânicas, se os fundamentos legais relativos à proteção de menores estão a ser integralmente respeitados”. Concluirão que “não existe um movimento concertado para retirarem crianças, em particular, a famílias portuguesas residentes no RU”.

 

 

Grupo de advogados viajou para Londres para exigir respostas sobre as crianças retiradas aos pais

Outubro 16, 2016 às 3:32 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da http://visao.sapo.pt/ de 12 de outubro de 2016.

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Sílvia Caneco

Um grupo de advogados portugueses uniu-se e foi a Londres, pagando as despesas do seu bolso, recolher mais informações sobre os casos de portugueses que nos últimos anos têm perdido os seus filhos para os serviços sociais britânicos. Em maio, quando a VISÃO escreveu a reportagem “Os filhos perdidos em Inglaterra”, havia registo de 47 casos apenas em 16 meses.

Um grupo de quatro advogados portugueses viajou para Londres à procura de mais informações sobre os casos de pais e mães portugueses que têm perdido filhos para os serviços sociais britânicos. Os quatro, indignados pela falta de respostas do Ministério dos Negócios Estrangeiros, e pela falta de ação da Ordem dos Advogados portugueses, resolveram patrocinar cada um o custo da sua viagem e ir à procura de respostas junto do Consulado de Portugal em Londres, de associações de proteção de crianças e da Ordem que representa os advogados em Inglaterra.

Varela de Matos, Laura Santos, Ana Carolina e Dino Barbosa decidiram viajar para Londres depois de verem uma reportagem da TVI sobre o tema. Em maio, a VISÃO publicou a reportagem “Os filhos perdidos em Inglaterra”, que relatava as histórias de famílias que tinham ficado sem as suas crianças ou que tinham fugido do Reino Unido para evitar perdê-las. Apresentava ainda a posição do Ministério dos Negócios Estrangeiros, do consulado de Portugal em Londres, de enfermeiros, médicos e assistentes sociais que trabalham ou tinham trabalhado no Reino Unido. O tema tem enchido páginas de jornais de conceituados jornais britânicos e já levou inclusivamente o Governo da Eslováquia a ameaçar levar um caso ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, depois de os filhos de um casal eslovaco residente no Reino Unido serem retirados à família e enviados para adoção, sem que lhes tivesse sido dada a hipótese de ficarem ao cuidado dos avós, na Eslováquia. No caso de Portugal, o consulado de Portugal em Londres tem optado por respeitar o outro Estado. “O Consulado acompanha na medida em que a Convenção de Viana o permite. Isto é, sem ingerir nos assuntos internos de outro Estado”, respondeu então à VISÃO.

Só entre os casos reportados ao Consulado Geral de Portugal em Londres nos últimos 16 meses (o consulado de Manchester não divulgou os números) contavam-se pelo menos 47 crianças filhas de mães ou pais portugueses: 30 em 2015 e 17 até abril de 2016. E desde 2010 tinham sido comunicados 170 casos, clarificou à VISÃO o Ministério dos Negócios Estrangeiros. Apesar de garantir que era dado acompanhamento a todas as famílias que solicitem ajuda, o Consulado em Londres não sabia quantas destas crianças, no final dos processos, tinham sido devolvidas aos pais ou reencaminhadas para adoção.

O Reino Unido tem um dos sistemas mais rígidos de proteção de crianças. Escolas, creches, centros de saúde, hospitais e todos os profissionais que trabalhem com crianças são obrigados a chamar os serviços sociais locais ao mínimo sinal de alarme.

Mães de todas as nacionalidades a viver no Reino Unido têm perdido filhos, nos últimos anos, por suspeitas de maus-tratos mas também porque sofrem de depressão ou porque foram vítimas de violência doméstica.

Nos casos analisados pela VISÃO, não havia provas de negligência, de abusos físicos, sexuais ou emocionais. Pareciam existir apenas mal-entendidos, e falta de apoio jurídico, institucional e, até, emocional.

Raquel perdeu a bebé porque caiu da cadeira – e de seguida foi diligente e levou-a ao hospital. Paula ficou sem dois filhos durante meses porque o filho mais velho disse na escola que a mãe lhe dera uma estalada – para reavê-los teve de provar que era boa mãe. Rita ficou sem cinco crianças porque anos antes apresentara uma queixa por violência doméstica. Aconteceu a estas emigrantes portuguesas, como aconteceu a Lucy Allan, que trabalhava na banca, só porque pediu ao médico uma receita para antidepressivos, ou como aconteceu a uma família que perdeu o filho de 5 anos porque este era obeso.

Dino Barbosa, um dos advogados que está em Londres, diz que pretendem recorrer “a todas as ferramentas legais disponíveis” para, pelo menos, “entregar essas crianças portuguesas aos cuidados do estado português”. Além dos quatro advogados portugueses que viajaram para Londres, há outros quatro que estão em Portugal a estudar o assunto: Cristina Palma, Tiago Lopes, Katherine Ylichek, Herminio Brioso.

 

 

 

 

Participação de Dulce Rocha do IAC no “Jornal das 8” da TVI dia 8 e 9 de outubro

Outubro 7, 2016 às 1:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Participação da Drª Dulce Rocha, Vice-Presidente do Instituto de Apoio à Criança, no “Jornal das 8” da TVI dia 8 e 9 de outubro. A Drª Dulce Rocha será entrevistada por Ana leal sobre a retirada de crianças a pais /mães solteiras portuguesas a viver em Inglaterra.

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E quando um aluno te cospe na cara?

Setembro 25, 2016 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Crónica de João André Costa publicada no http://p3.publico.pt/ de 12 de setembro de 2016.

Quando o aluno nos chama um nome ou ameaça, por alguma razão há-de ser. E não, ninguém pode mudar o mundo sozinho

Texto de João André Costa

“Ai filho, e lá em Inglaterra, conta-me lá, não dás aulas numa daquelas escolas de malucos, onde os alunos são todos mal-educados, pois não?“ e eu, sem querer preocupar a minha tia, a dizer que não, não há problema nenhum e, claro, todos nós temos os nossos dias, rapidamente procurando dar um tiro na conversa enquanto, sobre os bicos dos pés, esticava os braços e todo o corpo na direcção de um outro assunto qualquer na prateleira de uma tarde demasiado longa, como são todas as tardes quando se vai visitar um familiar distante sem já se saber muito bem porquê.

Mas sim, lá em Inglaterra eu dou aulas “numa daquelas escolas de malucos“. Aliás, se hoje aqui escrevo é, precisamente, por de há nove anos para cá outra coisa não fazer para além de trabalhar em “escolas de malucos“ um pouco por toda a cidade de Londres. E não, tia, não são os alunos quem são malucos, mas os pais, e as crianças outra culpa não têm senão a de serem crianças num mundo cada vez mais desigual, monoparental, desestruturado, onde o apoio social é retirado ano após ano sem que por isso venha a promessa de um emprego, assim deixando famílias e crianças cada vez mais entregues a si mesmas, sendo a minha “escola de malucos“ o último reduto onde os professores ainda têm tempo para as ouvir, vestir e alimentar.

Infelizmente, como conseguirei eu explicar isto à minha tia quando, pela manhã, ao invés de um cordial “Good morning“ sou prontamente saudado por um glorioso “Fuck off“ a cada aluno que passa pelo portão, sinal de que está tudo bem, o aluno veio à escola ao invés de ficar em casa a levar porrada dos pais ou a fumar umas ervas maradas, e se calhar o “maluco“ sou eu enquanto sacudo os insultos dos ombros e, cordialmente, respondo “Good morning“, obrigado por vires (traduzido do inglês), já sabes onde é a tua aula?, e amanhã, achas que consegues vir mais cedo?

A causa da indisciplina é social e ninguém nasce mau, antes pelo contrário, a nossa fragilidade à nascença não é senão um mecanismo inato para suscitar nos outros, os nossos semelhantes, o acto de cuidar e proteger. Portanto, quando o aluno nos chama um nome ou ameaça, por alguma razão há-de ser. E não, ninguém pode mudar o mundo sozinho, e muito menos o mundo destas crianças no qual a falta crónica de auto estima é, tantas vezes, a raiz de todos os seus problemas, cabendo-nos a titânica tarefa de abrir uma janela, por mais pequena que seja, num planeta onde as portas se fecharam há já muito tempo.

Por isso a importância do trabalho interdisciplinar, onde elementos da Segurança Social, Polícia, organizações de apoio social e de combate à toxicodependência, entre tantos outros, unem esforços e coordenam estratégias para, todos juntos, salvarem o mundo, uma criança de cada vez. Um estudo recente, de seu nome “As preocupações e as motivações dos professores”, conduzido pela Fundação Manuel Leão, conclui como a indisciplina na sala de aula é o maior problema para os professores em Portugal.

Se a isto juntarmos menos autonomia e poder de decisão, mais trabalho, menos prestígio e a não valorização do trabalho dos professores da parte do Ministério da Educação, então estamos perante uma classe cuja crónica falta de auto estima é, também, a raiz de todos os seus problemas. Ora, em Portugal eu nunca ouvi um “obrigado“ ou um “por favor“. Em vez disso fui sempre recebido com um “Olha, faz isto“, “Dá-me aquilo“ ou “Vai ali“, sendo o sorriso dos alunos muitas vezes o único farol no meio da tempestade de ideias de quem apenas procura fazer um trabalho bem. Em Inglaterra, ao contrário, por tudo e por nada há sempre um “Please“ prontamente seguido de um “Thank you“. Em Inglaterra, nos cafés e restaurantes, nos transportes ou nas ruas, é corriqueiro ouvirmos grupos de professores a discutirem calorosamente a mesma paixão de uma profissão que ainda prende os professores em Portugal.

Em Inglaterra, da última vez que o Governo tentou mexer nos direitos dos professores fomos 500000 na rua. Para o bem e para o mal, com ou sem indisciplina, insultos, ameaças e agressões, sinto-me apoiado, gosto do que faço e não tenho intenções de mudar. Porque quando um aluno nos cospe na cara ou nos bate no estômago existe toda uma rede de apoio ao redor do professor, mas também da criança.

A indisciplina é, de facto, um problema social desde a nascente do berro de um pai ou do desemprego de uma mãe até à foz de um professor dramaticamente só. E em Portugal os professores não têm um problema, têm muitos, e enquanto não forem devidamente apoiados e valorizados a indisciplina continuará a morar em todas as salas de aula do país. Entretanto já tenho feito o convite a muitos colegas de profissão para virem leccionar em Inglaterra, ainda para mais agora que o Brexit se arrisca a fechar todas as portas. Resposta: “O quê, e trabalhar com o horário completo e sem redução até à reforma? Ó colega, não obrigado!“

 

 

Desafio na internet tira vida a jovem de 12 anos

Junho 7, 2016 às 2:36 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do i de 7 de junho de 2016.

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Um menino de 12 anos morreu na quarta-feira no Reino Unido após ter participado numa brincadeira que tem circulado na internet e se tornou moda entre os mais jovens, escreve hoje o Daily Mail.

Karnel Haught foi encontrado pela mãe no quarto, inconsciente, tendo sido transportado para o hospital de Birmingham, um cidade a cerca de 200 quilómetros de Londres.

Segundo este portal noticioso, vários amigos terão mencionado um jogo que circula na Internet e que tem por objetivo sufocar alguém até perda de consciência. A ideia principal é conseguir alcançar um estado semelhante ao provocado pelo consumo de drogas ou álcool, sem que o mesmo seja necessário, pela ausência de oxigénio no cérebro.

O denominado jogo dos Bons Rapazes (Good Boys Game), terá também sido a causa de morte do jovem Jack Pickles, um jovem de 14 anos também encontrado morto pela mãe após participação neste jogo.

“Não pensem que é seguro porque pode provocar convulsões, hemorragias, perdas de memória ou até o coma”, alertou Selina Booth, a mãe de Jack ao Daily Mail.

A morte de Karnel Haught está a ser investigada pela polícia, mas a família não tem dúvidas que terá sido provocada por este jogo.

mais informações na notícia do Daily Mail:

http://www.dailymail.co.uk/news/article-3626978/Boy-12-died-bedroom-playing-online-choking-game-starves-brain-oxygen-natural-high.html

Desde Janeiro houve 17 casos de crianças retiradas a portugueses em Inglaterra

Abril 15, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 13 de abril de 2016.

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Andreia Sanches

Cônsul geral de Portugal em Londres diz que “o consulado tem acompanhado” o caso de Iolanda Menino “na medida em que a Convenção de Viena o permite”. E “tem-se esforçado por fazer compreender a família que devem colaborar com os serviços sociais” ingleses.

Só este ano houve 17 crianças retiradas a pais portugueses a viver em Inglaterra, informou Joana Gaspar, cônsul geral de Portugal em Londres, em resposta a perguntas colocadas pelo PÚBLICO na sequência do caso conhecido na semana passada de Iolanda Menino, uma portuguesa de 31 anos, a viver em Southampton, a quem os serviços sociais ingleses retiraram o filho com nove dias de vida.

Numa entrevista ao programa Sexta às 9, da RTP, sobre o processo de Iolanda, Joana Gaspar tinha dito que estas situações envolvendo portugueses estavam a aumentar, sendo já “mais de 30”. Contactado pelo PÚBLICO, o consulado explica agora que os 30 casos aconteceram em 2015 e que este ano já houve 17.

Que razões estiveram na base da retirada dessas crianças? “Sobretudo negligência e maus tratos físicos e emocionais”, diz Joana Gaspar, em resposta ao PÚBLICO por e-mail. “O consulado assegura que as famílias portuguesas são tratadas em igualdade com as famílias inglesas, nomeadamente no acesso à informação e obrigatoriedade de traduzir todas as peças processuais e disponibilizar um tradutor em todo o processo; mas também acesso a um advogado que fale português, se for caso disso”, afirma.

“O consulado ajuda também a que os familiares portugueses sejam considerados no âmbito do processo como tutores dos menores, fazendo, para isso, a ligação com os serviços sociais portugueses”, prossegue a cônsul geral, que acrescenta, aliás, que a maioria das crianças não foram encaminhadas para adopção — o grande receio de Iolanda é perder de vez o seu filho para o sistema de adopção —, mas sim “entregues a familiares indicados pelos pais, nomeados tutores”.

Sobre o caso de Iolanda Menino, a cônsul geral garante que “o consulado tem acompanhado na medida em que a Convenção de Viena o permite”. Isto é, sem se imiscuir “nos assuntos internos de outro Estado”.

O caso de Iolanda

Iolanda é técnica de cardiologia. Deixou de trabalhar, explicou ao PÚBLICO, para cuidar do filho. Leonardo Edwards, o companheiro inglês, foi notícia no ano passado, na BBC, por vender uma substância na Internet que, alega, ajuda a tratar doenças várias, como o autismo, mas que, segundo os peritos ouvidos pela BBC, pode, na verdade, ser muito perigosa. “Não é ilegal. E ele nunca foi acusado de nada, nem foi preso”, argumenta Iolanda.

A mãe portuguesa com o companheiro inglês: uma solicitadora ter-lhe-á sugerido que assumisse que o pai do bebé punha em risco o filho DR

A mãe portuguesa com o companheiro inglês: uma solicitadora ter-lhe-á sugerido que assumisse que o pai do bebé punha em risco o filho DR

O bebé de ambos nasceu a 1 de Fevereiro, em casa do casal, com a ajuda de uma doula (assistente de parto) e de uma enfermeira do serviço nacional de saúde. Depois de recusar a entrada dos serviços sociais e da polícia em casa — Iolanda diz que desconhecia a obrigação de deixar que o bebé fosse avaliado —, acabou por ser intimada a levá-lo ao hospital, onde acabou por ficar internado por apresentar sinais de icterícia.

A 9 de Fevereiro foi afastada do filho e desde então que não o vê. Iolanda e Leonardo abriram uma página no Facebook — a que chamaram “Our Baby was Snatched by the Social Services” (“O nosso bebé foi-nos arrancado pelos serviços sociais”) —, onde têm denunciado o caso e lançado vários apelos.

Para Iolanda, tudo começou no dia do parto. Diz que a enfermeira que a foi assistir apareceu horas depois de ter começado em trabalho de parto e que lhe provocou uma hemorragia ao puxar o cordão umbilical. Iolanda teve de ser então levada para o hospital, depois, diz, de perder muito sangue. Quando voltou para casa só queria descansar a estar com o filho, afirma.

Segundo a reportagem do Sexta às 9, haverá um testemunho de uma enfermeira que diz que, já depois de o bebé ter sido internado, o pai terá tentado dar um banho ao filho com o produto que vende na Internet. Iolanda desmente. E diz que numa audiência em tribunal lhe foi proposto, por uma solicitadora, que assumisse que o pai do bebé punha em risco o filho. “Disseram-me que assim talvez o tribunal aceitasse devolver a criança. Eu estava numa sala, o Leonardo noutra, e estavam a tentar virar-nos um contra o outro”, contou a portuguesa ao PÚBLICO.

Audiência foi antecipada

Há mais de dois meses que Iolanda não vê o filho. No fim-de-semana, explicava que para dia 10 de Junho estava marcada uma audiência em tribunal onde poderia ser decidido o destino da criança. Mas, na sua página no Facebook, onde é evidente o crescente desespero da portuguesa por estar sem o filho, informou nesta quarta-feira que, afinal, a audiência foi antecipada para 20 de Maio. Foi convocada pelo Tribunal de Portsmouth.

Também diz que recebeu “um papel” que a proíbe de falar do caso à comunicação social. “Dizem que posso ir presa.”

“Temos feito tudo o que podemos”, afirma a cônsul Joana Gaspar nas respostas que deu ao PÚBLICO sobre este processo. “Mantemos contacto diário com a assistente social britânica encarregue do caso e com a D. Iolanda Menino. Contactamos também familiares em Portugal que poderiam ser indicados como tutores do menino. O consulado assegurou-se que a família tinha acompanhamento jurídico gratuito, tal como previsto na legislação britânica, embora os advogados tivessem sido posteriormente dispensados.” Iolanda diz que não se sentiu defendida por esses advogados quando lhe propuseram que “mentisse” e dissesse que Leonardo punha o filho em risco.

“Em particular, o consulado tem-se esforçado por fazer compreender a família que devem colaborar com os serviços sociais em tudo o que lhes for solicitado de forma a que lhes seja devolvido o bebé”, afirma ainda Joana Gaspar.

Na sua página no Facebook, Iolanda escreve: “É desumano pensarem que eu maltratei o meu bebé e que sou um risco para o meu bebé. É desumano pensarem que eu me juntaria com um parceiro que faria mal ao nosso bebé.”

 

 

 

 

Inglaterra proíbe fumar em carros com crianças a partir de hoje

Outubro 2, 2015 às 11:51 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://lifestyle.sapo.pt/ de 1 de outubro de 2015.

Nuno Noronha

Fumar num carro com crianças a bordo passou a ser proibido em Inglaterra e no País de Gales.

O objetivo é reduzir a exposição ao fumo passivo nos automóveis, que afeta cerca de 430.000 crianças dos 11 aos 15 anos, segundo a British Lung Foundation, uma organização não-governamental britânica.

A nova lei entrou em vigor esta quinta-feira e os infratores estão sujeitos a uma coima de 50 libras esterlinas (cerca de 68 euros).

Segundo a British Lung Foundation, um cigarro aceso num carro promove uma concentração de fumo 11 vezes superior à de um bar com fumadores.

Segundo a nova lei, se uma pessoa fumar dentro de um carro onde haja um menor de 18 anos, tanto o fumador como o condutor são sujeitos a uma multa. Não importa se as janelas estão abertas ou se o veículo tem teto de abrir.

Outros países como a França, Austrália e Canadá já adotaram leis semelhantes.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

 

 

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