Londres tem um infantário onde as crianças aprendem português e inglês

Janeiro 5, 2017 às 6:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Reportagem da http://sicnoticias.sapo.pt/ de 27 de dezembro de 2016.

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http://sicnoticias.sapo.pt/mundo/2016-12-27-Londres-tem-um-infantario-onde-as-criancas-aprendem-portugues-e-ingles

Em Londres há um infantário bilingue onde crianças entre os seis meses e os quatro anos aprendem a falar em português e em inglês. Abriu em 2012 e cantigas, histórias e actividades são sempre ensinadas em português e inglês, sendo que para os pais é a melhor forma de garantir que os filhos nunca esquecerão as suas origens. Até as refeições são feitas de acordo com receitas portuguesas adaptadas para crianças.

Deixar os filhos na creche sem stress

Setembro 12, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do Diário de Notícias de 1 de setembro de 2016.

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EUA. Esta fotografia mostra uma criança de três anos a precaver-se de um ataque armado ao infantário

Julho 5, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do i de 22 de junho de 2016.

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Uma publicação que já conta com mais de 30 mil partilhas 

Os incidentes com armas nos Estados Unidos têm vindo a aumentar ao longo dos últimos anos. Uma realidade que tem afetado o dia a dia de muitas pessoas, em particular das crianças. A fotografia desta menina está a correr mundo exatamente por espelhar esta realidade.

Através de uma publicação no Facebook, Stacey Feeley explica que encontrou a filha em pé, em cima da sanita. Inicialmente pensou que a menina de três anos estava a fazer algo engraçado, e ponderou mesmo enviar uma fotografia do momento ao marido, até perceber o que estava por trás desta atitude.

A norte-americana de Traverse City (Michigan) afirma que chorou quando a filha lhe disse que a ensinaram a fazer isto no caso de alguém armado entrar no infantário enquanto ela estava na casa de banho.

“Naquele momento, toda a inocência que achava que a minha filha de três anos tinha desapareceu”, lê-se na publicação.

Stacey faz ainda um apelo aos políticos norte-americanos. “Políticos – vejam. Esta é a vossa filha, os vossos filhos, os vossos netos, os vossos bisnetos e as gerações futuras. Vão viver as suas vidas e crescer neste mundo baseado nas vossas decisões. Eles nem sequer têm três anos e vão esconder-se nas casas de banho em cima das sanitas. Não sei o que vai ser mais difícil para eles. Tentar ficar em silêncio durante um grande período de tempo ou tentar equilibrar-se sem que um pé escorregue para dentro da sanita”.

E conclui: “Não estou aqui a fingir que tenho todas as respostas, mas a não ser que queiram os vossos filhos em cima de sanitas, temos de fazer algo!”

 

 

Ventilação nos infantários deve ser melhorada

Julho 24, 2013 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da Pais & Filhos de 12 de Julho de 2013.

Apresentação dos resultados preliminares do Projecto Ambiente e Saúde em Creches e Infantários (ENVIRH)

Os infantários em Portugal devem melhorar os seus sistemas de ventilação, embora a qualidade do ar destes espaços e a saúde das crianças que os frequentam não sejam uma situação preocupante, conclui uma investigação da Faculdade de Ciências Médicas. “Não há impactos graves na saúde das crianças que frequentam os infantários em Portugal. Não temos uma situação catastrófica, mas temos que tentar melhorar o panorama que encontrámos”, resumiu o investigador Nuno Neuparth.

Uma das conclusões do estudo “Ambiente e Saúde em Creches e Infantários” é de que a fraca ventilação dos infantários está associada a uma maior probabilidade de as crianças terem asma ou pieira. Aliás, os investigadores concluíram que três em cada dez crianças que frequentam infantários têm asma, uma prevalência acima da população em geral.

Abrir janelas, arejar espaços ou recorrer a ventilação mecânica são algumas das recomendações dos investigadores para os infantários, sugestões que até outubro serão compiladas num livro.

Calculando o custo do apoio social à criança

Junho 17, 2013 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Reportagem do site swissinfo.ch de 4 de Junho de 2013.

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Por Chantal Britt,

Serviços de apoio às crianças como creches custam caro na Suíça. Não apenas para os pais, que chegam a gastar até metade do rendimento familiar em creches ou outros serviços, mas particularmente às instituições, que lutam para não ter prejuízo.

Para amenizar a carência de possibilidades de acolhimento, o governo lançou em 2003 um programa de incentivo orçado em 440 milhões de francos (US$ 455 milhões) para financiar a abertura de mais creches. A injeção financeira aumentou o número de vagas em mais de quinze mil nos últimos dez anos, além das mais de cinquenta mil vagas já existentes.

Uma das proprietárias de creche que se beneficiaram do programa foi Darina Hürlimann. Ela fundou em 2008 a “Kita Matahari”, um pequeno centro de acolhimento em uma área residencial nobre em Berna.

Cercada por uma dúzia de crianças – incluindo a sua própria – ela apresenta o espaçoso duplex convertido com uma grande cozinha. O financiamento público ajudou a pagar os custos de investimento nos primeiros dois anos. Mas ela continua a admitir: “Administrar essa creche é uma operação sem lucros.”

Ela também assume diferentes funções, gastando aproximadamente setenta por centro do tempo em tarefas administrativas, incluindo declarações de salários, cartas aos pais e cardápios para as crianças.

“Preciso estar cuidando de tudo e o tempo todo. Nunca dá para ficar parada. Estou constantemente fazendo malabarismos com os meus próprios valores, planos e finanças”, afirma Hürlimann, enquanto as crianças se enroscam nas suas pernas ou correm entre os quartos claros equipados com móveis modernos.

“As vagas devem ser preenchidas por mim no espaço de três meses para ter uma taxa de ocupação ideal. Até agora consegui fazê-lo. O sucesso significa não estar perdendo dinheiro.”

Custos elevados

Graças a esses novos centros, é geralmente fácil encontrar uma vaga de creche nas grandes cidades, mesmo em curto prazo. É o que explica Talin Stoffel, chefe da Associação Suíça de Creches “KiTaS”. O problema é o custo para os pais.

Como os pais devem cobrir aproximadamente 80% das taxas, uma vaga em período integral na cidade custa-lhe até 2.500 francos por mês, ou 40 mil francos por ano.

“Os custos de operação para administrar uma creche são comparáveis aos de outros países, mas a parte paga pelos pais é muito mais elevada”, explica Stoffel. “Uma criança é até financiável, mas o segundo filho faz dobrar os custos, levando muitas famílias aos seus limites. É por isso que a maior parte das pessoas só pode financiar uma creche em tempo parcial. ”

“Na Suíça existe o pensamento de que o cuidado à criança antes do jardim de infância seja de responsabilidade da família, que o Estado não deve interferir em questões privadas e apenas os mais pobres, que dependem de um segundo salário na família, devam ser apoiados para colocar seus filhos em uma creche”, acrescenta Stoffel.

Isso foi também ilustrado pelo fato dos eleitores suíços terem rejeitado, em março, uma proposta de promover a abertura de mais creches. A proposta levada a plebiscito foi rejeitada pela maioria rural dentre os 26 cantões (estados) e foi rechaçada pelos partidos de direita, argumentando que ela acrescentaria mais encargos financeiros aos contribuintes, além de ter uma interferência do Estado em assuntos da família.

Ela ressalta um estudo realizado pela economista Monika Bütler, da Universidade de St. Gallen. Este mostra que ter duas rendas na família é para muitas pessoas não uma vantagem, mas sim uma questão de responsabilidade. O salário de uma mãe trabalhando três dias por semana é consumido pelos custos da creche e acréscimos no imposto familiar, calcula a pesquisadora. Em alguns casos, uma renda adicional pode até reduzir a renda da família.

De acordo com o relatório “Fazendo melhor para Famílias” de 2011, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), famílias na Suíça gastam metade da sua renda em cuidados externos às crianças, mais do que qualquer outro país no mundo. A percentagem chega a representar até o dobro do segundo país no ranking, a Grã-Bretanha, e quatro vezes mais do que a média da OCDE de 12 por cento.

“Isso é demasiado”, diz Miriam Wetter, que coordena a Rede Suíça de Creches. “Os custos afetam a decisão de saber se uma mulher é capaz de financiar os cuidados à criança fora da família e até mesmo se elas decidem de ter ou não filhos.”

Subsídios não são suficientes

Uma família classe média comum, com uma renda dupla, não está capacitada a receber subsídios financeiros para as creches. Famílias de baixa renda podem se qualificar, mas não existem garantias de que ela vai recebê-lo. Mais de mil crianças estão na lista de espera por vagas subsidiadas em creches somente na capital Berna, segundo as autoridades municipais.

Mais subsídios são necessários, afirmam especialistas.

Os pais já estão pagando mais do que deviam e as creches não podem se dar o luxo de reduzir os custos, afirma Wetter, um cientista político que também preside o conselho de administração de uma creche. “Nós só podemos assegurar qualidade a preços reduzidos com um maior volume de subsídios.”

Quando o governo se comprometeu a oferecer mais apoio com o programa de financiamento de 2003, muitas pessoas especializadas no cuidados de crianças pequenas aproveitaram a oportunidade para abrir uma creche, acrescenta Stoffel, lembrando até uma corrida atrás do ouro.

“Elas eram realmente muito competentes no seu trabalho, mas depois de abrir as creches, rapidamente elas perceberam que terminaram não tendo muito tempo para cuidar das crianças devido a todos os trâmites burocráticos”, diz Stoffel.

E os principais desafios para os administradores de creches continuam sendo a falta de pessoal qualificado e aspectos financeiros, declara.

Muitos dos que entraram em dificuldades financeiras, simplesmente conseguiram sobreviver graças à forte demanda por vagas, considera Wetter. Existem muitas pequenas operações com soluções bem localizadas em pequena escala para a falta de creches.

Uma creche é uma pequena ou média empresa. Administrá-las não apenas requer as óbvias competências educacionais e conceitos de guarda de crianças, mas também conceitos de operações, higiene e segurança, como define um guia de 300 páginas publicado pela associação de creches. Os administradores precisam desenvolver um plano de negócios e um orçamento, além de controlar a qualidade da administração, os custos e o marketing, diz Wetter.

No futuro pode ocorrer uma mudança na direção de estruturas mais largas com uma direção centralizada como apoio trabalhando para diversas creches, uma estrutura que a organização de creches “Leolea” tem feito crescer lentamente desde 2003 ao oferecer serviços individualizados de creches em Berna e Lucerna.

Uma administração centralizada permite aos administradores de creches se concentrarem no trabalho com as crianças. Mas mesmo a Leolea é uma associação sem fins lucrativos, declara a secretária-executiva Nathalie Klemm. “Mesmo com estruturas centralizadas de custos, as creches não podem ser administradas para dar lucro.”

Chantal Britt, swissinfo.ch
Adaptação: Alexander Thoele

Custos

Segundo a Associação Suíça de Creches, existem na Suíça mais de duas mil delas em funcionamento.

Cerca de 90% são privadas, ou seja, são primariamente financiadas pelas contribuições dos pais.

O governo contribui através de subsídios dados aos centros, aos pais ou através dos “vales-creches” distribuídos oficialmente.

Pesquisas realizadas em 2011 mostraram que as taxas cobradas em instituições públicas sofrem grandes variações através do país.

Seria entre 40 francos por dia em Bellinzona (sul) e 130 francos em Schwyz (centro).

Creches privadas custam entre 60 e 150 francos por dia nas cidades de Berna e Zurique.

Uma vaga subsidiada custa aproximadamente 10 francos, como estimam a associação de creches.

O custo para cuidar de uma criança custa aos mantenedores das creches mais de 170 francos por dia.

Elas necessitam ter uma taxa de ocupação de mais de 80 por cento, tem de ser acessíveis e estar localizadas em áreas centrais para manter a rentabilidade.

Para abrir uma creche, os administradores precisam investir mais de quatro mil francos por vaga, como estima a associação de classe.

Os salários correspondem a mais de 80% dos custos. O custo mensal geral de aluguel varia entre mil e sete mil francos.

 

Barcelona Objectives : the development of childcare facilities for young children in Europe

Junho 13, 2013 às 8:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Descarregar o relatório Aqui

A Commission report on the Barcelona objectives shows that most EU countries have missed the targets agreed by the European Council in 2002 for availability and accessibility of childcare services. The reports demonstrates that investment in high quality services must be continued.

Guarda de crianças: Comissão incita os Estados‑Membros a reforçarem a sua ação

Junho 13, 2013 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Comunicado de Imprensa da Comissão Europeia de 3 de Junho de 2013.

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Segundo um relatório da Comissão Europeia hoje publicado, para a UE alcançar o objetivo de uma taxa de emprego de 75 % até 2020, os Estados‑Membros terão de intensificar os seus esforços para melhorar as estruturas de acolhimento de crianças. Este relatório, que faz o ponto da situação, considera que apenas oito países alcançaram as duas metas acordadas a nível da UE em matéria de disponibilidade e acessibilidade dos serviços de acolhimento de crianças (ver anexo). As chamadas «metas de Barcelona», acordadas pelos líderes da UE em 2002, preconizam a disponibilidade de estruturas de acolhimento para 90 % das crianças com idades compreendidas entre os três anos e a idade de escolaridade obrigatória e para 33 % das crianças com menos de três anos. Entretanto, um novo estudo também publicado hoje pela Comissão, clarifica o fenómeno da «disparidade das pensões de reforma em função do género», demonstrando que, em média, na UE, as pensões de reforma das mulheres são 39 % mais baixas do que as dos homens.

«Como todos os pais bem sabem, é essencial dispor de estruturas de acolhimento de crianças, acessíveis e a preços abordáveis, não só para o desenvolvimento da própria criança, mas também para os pais que trabalham. No entanto, até ao presente, menos de um em cada três Estados-Membros conseguiu alcançar os seus próprios objetivos em termos de acolhimento de crianças», declarou a Vice-Presidente Viviane Reding, Comissária da UE responsável pela Justiça, Direitos Fundamentais e Cidadania. «Se pretenderem alcançar o objetivo de uma taxa de emprego de 75 % a que se comprometeram, os Estados-Membros têm de se empenhar com maior determinação. A disponibilização de estruturas de acolhimento de crianças não deve ser considerada um custo, mas sim um investimento para o futuro.»

Os números relativos a 2010 revelam que a maioria dos países da UE não alcançou as suas próprias metas em matéria de disponibilização de estruturas de acolhimento de crianças: apenas oito conseguiram alcançar as metas relativas a ambos os grupos etários (crianças até aos três anos e crianças dos três anos até à idade de escolaridade obrigatória): Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Países Baixos, Suécia, Eslovénia e Reino Unido. Apenas 10 Estados-Membros alcançaram a meta para o primeiro grupo etário (crianças até aos três anos) e 11 a meta para o segundo grupo etário (dos três anos até à idade de escolaridade obrigatória) (ver anexo).

Entretanto, dados acabados de divulgar relativos a 2011 indicam que a disponibilização de estruturas de acolhimento para as crianças mais velhas diminuiu, o que significa que alguns países que alcançaram a meta em 2010 se situam agora abaixo do limiar de 90 % (Espanha, Países Baixos e Irlanda).

As políticas que visam melhorar a conciliação entre vida profissional e vida familiar – em especial, os serviços de acolhimento de crianças – são essenciais para promover o emprego das mulheres. Para alcançar os objetivos da UE em termos de emprego e melhorar a estratégia económica global, é essencial que o número de mulheres que trabalham aumente. Por esta razão, em 29 de maio, a Comissão propôs ao Conselho recomendações específicas por país no âmbito do terceiro Semestre Europeu 2013 (ver IP/13/463). Foram dirigidas recomendações a 11 Estados-Membros1 relativas ao emprego feminino, à disponibilidade/qualidade das estruturas de acolhimento de crianças e/ou às vagas nas escolas com horários completos e nos serviços de acolhimento.

Novo estudo sobre as disparidades das pensões de reforma em função do género

Hoje, a Comissão publicou também um novo estudo de especialistas sobre as disparidades das pensões de reforma em função do género na Europa – o primeiro deste tipo. O estudo revela que os efeitos das taxas de emprego feminino mais baixas se fazem sentir até à idade da reforma: as mulheres recebem pensões que são, em média, 39 % mais baixas do que as dos homens. As disparidades das pensões de reforma em função do género resultam de três tendências do mercado de trabalho: (1) as mulheres têm menos probabilidades de emprego do que os homens; (2) trabalham menos horas e/ou anos; e (3) recebem salários mais baixos, em média. Os regimes de pensões não são um mero reflexo do historial de emprego anterior: as pensões podem reduzir, reproduzir ou até reforçar as desigualdades entre homens e mulheres no mercado de trabalho e a partilha das responsabilidades familiares entre homens e mulheres.

Um novo indicador para a igualdade de género, a «disparidade das pensões de reforma em função do género», contribui para avaliar a amplitude das desigualdades de género ao longo da vida das pessoas. A situação na UE é muito diversificada (ver anexo). Constata‑se uma grande diferença a nível das pensões de reforma em função do género num grande número de Estados-Membros: 17 registam disparidades de pensões superiores ou iguais a 30 %. As duas maiores disparidades de pensões de reforma em função do género verificam-se no Luxemburgo (47 %) e na Alemanha (44 %). No outro extremo, a Estónia tem a menor disparidade nas pensões em função do género (4 %), seguida da Eslováquia (8 %).

Verifica-se que o casamento e a maternidade aumentam as disparidades das pensões de reforma entre homens e mulheres. As disparidades são menores para as mulheres solteiras, embora continuem a ser substanciais (17 %). Os dados revelam também que existe uma evidente «penalização associada à maternidade»: ter filhos conduz a uma situação de desvantagem para as mulheres em quase todos os Estados-Membros. Na maior parte dos casos, a «penalização associada aos filhos» aumenta com o número de filhos (ver anexo).

Contexto

Em 2002, os Chefes de Estado e de Governo dos Estados-Membros da UE acordaram o seguinte nas conclusões do Conselho Europeu de Barcelona:

«Os Estados Membros deverão eliminar os desincentivos à participação das mulheres no mercado de trabalho, procurando garantir, tendo em conta a procura de estruturas de acolhimento e em consonância com os padrões nacionais de disponibilização, a disponibilidade de estruturas de acolhimento, até 2010, para pelo menos 90 % das crianças com idades compreendidas entre os 3 anos e a idade da escolaridade obrigatória e pelo menos 33 % das crianças com menos de 3 anos».

Desde então, estas são conhecidas como as «metas de Barcelona» em matéria de estruturas de acolhimento de crianças e o seu cumprimento tem estado no cerne das políticas destinadas a conciliar vida profissional, vida privada e vida familiar a nível da UE e dos Estados-Membros.

As estruturas de acolhimento de crianças também têm sido uma prioridade das estratégias da Comissão em matéria de igualdade de género, tendo o apoio financeiro da UE sido concedido no âmbito dos fundos estruturais (em especial o Fundo Social Europeu).

Embora tenham sido registados alguns progressos desde 2002, e não obstante os compromissos assumidos pelos Estados-Membros, a oferta de serviços de acolhimento de crianças na UE ainda não alcançou as referidas metas.

Para mais informações

Comissão Europeia – Igualdade de género:

http://ec.europa.eu/justice/gender-equality/index_en.htm

Página Web da Vice-Presidente da Comissão Europeia, Viviane Reding, responsável pela Justiça:

http://ec.europa.eu/reding

Siga a Vice-Presidente no Twitter: @VivianeRedingEU

mais informação e gráficos Aqui

Portugal atinge meta europeia de ter 33% de crianças dos 0 aos 3 anos em creches

Junho 13, 2013 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 3 de Junho de 2013.

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Portugal atingiu o objectivo europeu de ter 33% de crianças dos zero aos três anos em berçários e creches, mas está aquém da meta de 90% para os menores entre três anos e o início da escolaridade, segundo Bruxelas.

Um relatório divulgado pela Comissão Europeia, esta segunda-feira, indica que apenas oito estados-membros da União Europeia (UE) conseguiram já atingir as chamadas “metas de Barcelona” em matéria de acessibilidade a estas estruturas (33% das crianças até aos três anos e 90% das dos três anos até à idade de escolaridade obrigatória): Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Países Baixos, Suécia, Eslovénia e Reino Unido.

Portugal, juntamente com outros nove países alcançaram já o primeira meta, mas (tal como outros 15) terá ainda que desenvolver esforços para atingir a segunda.

As “metas de Barcelona”, acordadas na cidade espanhola em 2002 pelos líderes europeus, devem ser cumpridas até 2020, de modo a contribuírem para a UE chegar a uma taxa de emprego de 75%.

Em causa está a melhoria destes estabelecimentos de pré-escolar (creches e infantários) para crianças.

“Como todos os pais bem sabem, é essencial dispor de estruturas de acolhimento de crianças, acessíveis e a preços aceitáveis, não só para o desenvolvimento da própria criança, mas também para os pais que trabalham”, disse a comissária europeia para a Justiça, Direitos Fundamentais e Cidadania.

Segundo Bruxelas, as políticas que visam melhorar a conciliação entre vida profissional e vida familiar, em especial, os serviços de acolhimento de crianças, são essenciais para promover o emprego das mulheres.

Três em cada dez crianças em infantários têm asma

Janeiro 1, 2013 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 20 de Dezembro de 2012.

LUSA

Estudo investiga problemas de saúde associados a deficiente ventilação em estabelecimentos com crianças dos zero aos cinco anos.

Três em cada dez crianças que frequentam infantários têm asma, segundo um estudo que avaliou os impactos da ventilação em mais de 40 instituições de Lisboa e Porto.

A investigação, realizada por peritos da Faculdade de Ciências Médicas e do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), está quase em fase de conclusão e os primeiros resultados obtidos vão ser discutidos no próximo mês num seminário em Lisboa.

Em entrevista à agência Lusa, os investigadores Nuno Neuparth e João Vaz revelaram que uma das conclusões é a necessidade de melhorar as formas de ventilação dos espaços.

Quando as janelas das salas dos infantários se encontram encerradas, a qualidade do ar tem níveis piores, mostrando maior saturação, nalguns casos com níveis “relativamente elevados”. Esta realidade foi testada medindo os níveis de CO2 (dióxido de carbono) que, por seu lado, surgem também associados a manifestações de asma, como a pieira.

“Quanto maior o nível de CO2, maior é o nível de pieira”, explicou Nuno Neuparth, alergologista e professor na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, adiantando que o CO2 foi utilizado apenas como indicador de viciação do ar ambiente.

Para atestar a condição de saúde das crianças, os investigadores começaram por realizar questionários às famílias dos meninos das 46 instituições particulares de solidariedade social de Lisboa e Porto, todas frequentadas por menores dos zero aos cinco anos.

Foram os resultados destes inquéritos que permitiram concluir que quase 30% destas crianças apresentam asma, tendo tido pelo menos um episódio de pieira no último ano.

Esta prevalência é maior do que a registada na população geral, refere Nuno Neuparth, lembrando que um estudo mundial com uma componente portuguesa demonstrou uma prevalência de 15% em adolescentes de 13 e 14 anos.

Depois de analisadas crianças e condições ambientais nos 46 infantários, o estudo centrou-se, numa segunda fase, em 20 instituições, tendo sido escolhidas as que apresentaram piores e melhores níveis de viciação do ar.

Além da importância de ter sistemas de ventilação nos edifícios, os investigadores dizem que a alteração de procedimentos nas creches é importante, apontando como exemplo a abertura das portas das salas durante os intervalos das actividades.

Este projecto, que recebeu 180 mil euros de financiamento da Fundação para a Ciência e Tecnologia, vai culminar com um livro com recomendações para os infantários.

“Estes meninos estão mais expostos a infecções virais do que os que não estão no infantário. Podemos ajudar a resolver o problema recomendando que se melhorem as condições de vida nas creches. Certos de que para melhorar a qualidade do ar interior, é preciso melhorar a ventilação”, resume Nuno Neuparth.

 

 


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