Há 300 mil jovens “nem-nem” — não estudam, nem têm trabalho

Novembro 26, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Texto do http://p3.publico.pt/ de 10 de novembro de 2016.

O documento citado na notícia é o seguinte:

Estatísticas do Emprego 3.º trimestre de 2016 9 de novembro de 2016

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Número de jovens desempregados ou inactivos baixou face a 2015, mas aumentou na comparação entre trimestres este ano

Texto de Pedro Crisóstomo

O número de jovens que não estão empregados nem a estudar aumentou no terceiro trimestre deste ano em relação aos três meses anteriores, em contraciclo com a redução global do desemprego no mesmo período. Há 301,7 mil jovens “nem-nem”, pessoas da faixa etária dos 15 aos 34 anos que estão desempregados ou contabilizados nas estatísticas como inactivos.

O aumento entre o segundo e o terceiro trimestre tem acontecido nos últimos anos e voltou a repetir-se em 2016, com um aumento de 11.700 mil pessoas, de 290 mil para 301,7 mil. É preciso ter em conta que os valores do INE não são ajustados de sazonalidade, estando em causa a comparação em cadeia entre o período que vai de Abril a Junho com os meses de Julho a Setembro, isto é, coincide com o período em que terminam os ciclos lectivos. Já quando se compara o número de jovens nesta situação com os valores de 2015, há uma descida, com menos 16.800 “nem-nem” do que no terceiro trimestre do ano passado.

O número de “nem-nem” aumentou nos jovens que completaram, no máximo, o 9.º ano (são 133 mil) ou o ensino secundário ou um curso de especialização tecnológica (109 mil). Já entre os jovens que acabaram o ensino superior, o número de “nem-nem” diminui (passando para 58,8 mil). Aliás, o maior aumento, detalha o INE, aconteceu entre os mais jovens, dos 15 aos 19 anos. Aqui, a taxa mais do que duplicou, “passando de 2,7% no segundo trimestre de 2016 para 5,9% no terceiro trimestre do mesmo ano”. O contrário aconteceu entre os jovens adultos dos 25 aos 34 anos que não tinham um emprego, nem estavam a estudar ou em formação. Aqui houve uma diminuição de 11,8 mil do segundo para o terceiro trimestre.

Os “nem-nem” representam 13,3% dos 2,2 milhões de jovens dos 15 aos 34 anos. Estatisticamente, são referidos pelo INE como os “jovens não empregados que não estão em educação ou formação” e referem-se às pessoas que em determinado período “não estavam empregados (isto é, estavam desempregados ou eram inactivos), nem frequentavam qualquer actividade de educação ou formação ao longo de um período específico (na semana de referência ou nas três semanas anteriores)”.

“Atendendo à importância” dos jovens nesta situação, o INE, ao divulgar os dados do desemprego do terceiro trimestre, deu a conhecer alguns números sobre esta realidade. O grupo de jovens “nem-nem” é composto “principalmente, por mulheres (52,6%; 158,6 mil), pessoas dos 25 aos 34 anos (58,8%; 177,3 mil), com um nível de escolaridade completo correspondente, no máximo, ao 3.º ciclo do ensino básico (44,1%; 133,1 mil) e desempregados (54,8%; 165,3 mil)”.

Mais 59 mil pessoas empregadas

Quanto aos dados globais do desemprego, os números do INE mostram uma redução da taxa trimestral para os 10,5%, depois de o desemprego ter descido para 10,8% nos meses de Abril a Junho. Do total de pessoas que se encontravam desempregadas entre Abril e Junho, “39,6% saíram dessa situação no terceiro trimestre de 2016: 22,9% tornaram-se empregados e 16,7% transitaram para a inactividade”.

O desemprego de longa duração também diminui, mas ainda há 347.200 cidadãos fora do mercado de trabalho há 12 meses ou mais tempo. Relativamente ao emprego, onde também se registou um aumento, o acréscimo em cadeia foi de 59 mil pessoas. E tanto aumentou o número de trabalhadores a tempo completo (são 4,1 milhões) como o de pessoas a trabalhar a tempo parcial (são 555.500).

As estatísticas do INE permitem ainda ver que, entre estes, há 213,1 mil subdesempregados. Este é o universo de cidadãos que, no inquérito do INE, declararam querer trabalhar mais horas e se mostraram disponíveis para isso no período de referência do inquérito ou nas duas semanas seguintes.

O subemprego de trabalhadores a tempo parcial diminuiu 3,1% em relação ao trimestre homólogo, o equivalente a 7000 indivíduos; em relação ao trimestre anterior diminuiu 5,3%, em 12.100 pessoas. Agora, “corresponde a 4,6% da população empregada total e a 38,4% da população empregada a tempo parcial (note-se que o número de trabalhadores a tempo parcial, no mesmo período, correspondia a 11,9% da população empregada total)”.

O INE explica que o aumento do emprego se deveu “tanto ao fluxo líquido positivo do emprego com a inactividade (o número de pessoas que transitaram do emprego para a inactividade foi inferior, em 20,3 mil, ao de pessoas que transitaram da inactividade para o emprego), como – e sobretudo – ao fluxo líquido positivo do emprego com o desemprego (38,7 mil)”.

 

 

 

Só 1 em cada 4 portugueses pensa ter filhos nos próximos três anos

Julho 1, 2014 às 11:14 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 30 de junho de 2014.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Inquérito à Fecundidade 2013

Paulo Cunha Lusa

Ter muitos filhos deixou de ser um desejo da população e o número de filhos para uma família ideal foi descendo

Raquel Albuquerque

Portugal está na cauda da Europa quando se fala no número de filhos por mulher (1,21). Perceber porquê implica olhar para o número de filhos que os portugueses têm, o número de filhos que gostariam ter e o número de filhos que, na realidade, imaginam vir a ter. Tudo junto permite chegar a algumas conclusões: já não queremos muitos filhos e temos menos do que gostávamos. Se olharmos para as intenções dos próximos três anos, concluímos que só um em cada quatro portugueses pensa ter filhos.

Os resultados definitivos do Inquérito à Fecundidade 2013, publicados esta segunda-feira pelo INE e pela Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS), mostram que mais de metade da população atualmente já não quer ter filhos ou não quer ter mais filhos do que tem.

Se aos que já não querem ter juntarmos os que não pensam ter nos próximos três anos, o número é ainda maior. De três quartos da população portuguesa não podemos esperar nascimentos nos próximos três anos.

“Os contextos sociais, económicos, culturais, geográficos, entre outros, têm impactos decisivos nos percursos de fecundidade das pessoas”, aponta o estudo, cujos primeiros resultados tinham sido publicados em novembro de 2013.

Expectativa de ter mais do que dois não existe

Olhando para os números, conclui-se que em média os portugueses têm um filho (1,03) e pensam vir a ter no máximo 1,78. Ou seja, a expectativa de ter mais do que dois, em média, não existe.

Mas enquanto os portugueses têm, em média, um filho, a verdade é que desejariam ter 2,31 filhos e consideram que a família ideal seria composta por 2,38. O que também se percebe é que a fecundidade desejada ao longo da vida – ou seja, o número de filhos desejados – tem vindo a descer. O número mínimo de filhos necessário para garantir que as gerações se substituem – o índice de renovação das gerações – é de 2,1.

Quando se pergunta se a população portuguesa não tem um número elevado de filhos porque não quer ou não pode, a resposta é clara. “É mesmo porque não quer. A intenção e o desejo de descendências numerosas não existe para a esmagadora maioria da população”, aponta Maria João Valente Rosa nos comentários ao estudo publicados esta segunda-feira.

“Verifica-se uma tendência decrescente quando se observa o número ideal de filhos numa família, o número de filhos que as pessoas desejam para si ao longo da vida e aqueles que efetivamente esperam ter”, lê-se no destaque do INE.

As expectativas das pessoas, explica o estudo, nomeadamente no que se refere ao número de filhos que desejam, “vão sendo ajustadas ao longo da vida em função, entre outras variáveis, da entrada na parentalidade e do número de filhos que já têm”.

O facto de as pessoas já terem ou não terem filhos influencia a intenção de os vir a ter ou vir a ter mais.

O estudo deixa uma esperança para o que poderá estar para vir. O facto de os portugueses pensarem chegar aos 1,78 filhos – um número superior ao atual índice sintético de fecundidade (1,21) – permite “equacionar um cenário otimista quanto a uma possível recuperação dos níveis de fecundidade no futuro”.

A baixa fecundidade e o envelhecimento da população têm vindo a caracterizar a demografia portuguesa nas últimas décadas, algo que, como o estudo indica, tem implicações nas dinâmicas e formas de organização das sociedade europeias.

Portugal tem mais crianças nascidas fora do casamento do que Espanha

Fevereiro 20, 2014 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 3 de Fevereiro de 2014.

Os dados do INE mencionados na notícia são os seguintes:

Portugal e Espanha:Realidade ibérica e comparações no contexto europeu – 2013

Daniel Rocha

Natália Faria

Quase 46% das crianças portuguesas nascem fora do casamento, segundo dados divulgados esta segunda-feira pelo INE. Em Espanha, a percentagem desce para os 35,3

Os portugueses têm mais filhos fora do casamento do que os espanhóis. E vivem menos tempo.

A realidade ibérica, posta em números esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), conclui que a percentagem de nados-vivos fora do casamento em 2012 foi de 45,6% em Portugal contra os 35,3% de Espanha. Já a esperança média de vida saudável aos 65 anos era de 9,2 anos para as espanholas e de apenas 6,4 anos para as portuguesas. A diferença, neste caso apoiada em indicadores de 2011, aplica-se igualmente aos homens: os espanhóis podem contar com mais 9,7 anos de vida saudável depois dos 65 anos, enquanto para os portugueses a esperança cai para os 7,9 anos.

A comparação entre os dois países da Península Ibérica aponta também algumas semelhanças: o casamento continua a recuar em ambos. Em Portugal, entre 2003 e 2012, a taxa de nupcialidade caiu de 5,1 casamentos por mil habitantes para apenas 3,3 e, em Espanha, a diminuição no mesmo período foi de 5,0 para 3,6.

Quanto às três principais causas de morte, são as mesmas nos dois países: doenças do aparelho circulatório, tumores e doenças do aparelho respiratório.

Em 2012, o Alentejo era a região ibérica com mais idosos: 24,2% dos residentes tinham 65 ou mais anos de idade.

Como são as famílias em Portugal e que riscos económicos enfrentam

Julho 12, 2013 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Destaque do INE de 14 de Maio de 2013.

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Resumo
Em Portugal as famílias são hoje mais e têm menor dimensão média, em consequência do aumento do número das famílias unipessoais e da redução do número de famílias numerosas, indicam os resultados dos Censos 2011. As pessoas que vivem sós são sobretudo idosas/os e mulheres, dois grupos que o Inquérito às condições de vida e rendimento identifica como sendo particularmente afetados pelo risco de pobreza. Também as famílias com crianças dependentes, em particular as famílias numerosas e as famílias monoparentais, são afetadas por riscos de pobreza e intensidade da pobreza elevados.
Em 2011, 3,1% das pessoas que viviam em agregados familiares e 8,4% das pessoas pobres, não tinham capacidade para ter uma refeição de carne ou peixe pelo menos de 2 em 2 dias. Cerca de ¼ das pessoas e quase metade das que viviam em agregados em risco de pobreza referiram que não tinham meios para manterem a casa adequadamente aquecida.
42% das pessoas com 25-59 anos em risco de pobreza em 2010 referiram ter vivido enquanto adolescentes em famílias cuja situação financeira consideraram ser má ou muito má; 55,7% referiram ter vivido numa família com dificuldades financeiras para fazer face a despesas necessárias.

Ler o destaque Aqui

Mais de 80 mil filhos, a maioria com idade superior a 25 anos, vivem só com o pai

Março 19, 2013 às 6:06 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 19 de Março de 2013.

O Estudo mencionado na notícia é o seguinte:

O Perfil do Pai Que Vive com os Filhos

Rita da Nova

Famílias em que os filhos moram só com o pai cresceram cerca de 33% em dez anos. Muitos destes pais têm mais de 60 anos.

Mais de 80 mil filhos vivem só com o pai, indicam dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelados a propósito do Dia do Pai, que se celebra esta terça-feira.

As famílias em que os filhos moram apenas com o pai são, em geral, agregados familiares de uma faixa etária mais velha, em comparação com famílias “convencionais”. Os filhos que moram só com o pai têm, na sua maioria, mais de 25 anos e a idade média destes pais é de 56,6 anos.

A maior parte dos pais tem entre 40 e 59 anos e quase 39% têm 60 ou mais anos. A maioria dos pais em núcleo monoparental são viúvos ou divorciados.

“Esta estrutura etária traduz duas realidades distintas: por um lado a dos homens que ficam com os filhos após um divórcio, separação ou viuvez e, por outro, a de pais mais idosos, em que os filhos retornam a casa e/ou passam a cuidar dos pais”, indica o Instituto Nacional de Estatística no relatório divulgado.

O estudo foi feito com base nos Censos de 2011 e indica, também, que mais de dois terços dos pais em núcleo monoparental têm apenas um filho a seu cargo. Cerca de 20% destes pais moravam com dois filhos e a quantidade de núcleos monoparentais de pai com três ou mais filhos é inexpressiva.

Quase metade dos pais em família monoparental estava empregada aquando do levantamento dos Censos.

As famílias monoparentais em que é o pai a morar com os filhos cresceram 33,2% nos últimos dez anos. Em 2011, mais de 64 mil pais viviam sozinhos com os filhos. Apesar do crescimento verificado, os núcleos monoparentais de pai representam apenas 13,3% do total das famílias em que os filhos moram apenas com um dos progenitores.

Contudo, os dados do INE indicam que mais de 90% dos pais vivem em núcleos familiares convencionais, isto é, famílias em que pai e mãe estão juntos (por casamento ou união de facto) e moram apenas com os filhos comuns.

Contudo, há uma grande disparidade no tipo de união dos cônjuges destas famílias ditas “convencionais”: 83,7% são casados, enquanto apenas 8,8% vivem em união de facto.

Mais de metade dos filhos que moram com a mãe e com o pai têm menos de 15 anos. Em contrapartida, quase 18% dos filhos a viver neste tipo de famílias têm 25 ou mais anos.

Os teus, os meus e os nossos
O relatório do Instituto Nacional de Estatística refere ainda os “casais reconstituídos”, isto é, núcleos familiares em que o casal tem “um ou mais filhos naturais ou adoptados, sendo pelo menos um deles filho apenas de um dos membros do casal”.

Quase 60 mil pais portugueses estão incluídos neste tipo de famílias. Todavia, os núcleos familiares com filhos anteriores só do homem representam apenas 14,5% do total de famílias a viver nesta realidade. Dos mais de 105 mil casais reconstituídos que existiam em 2011 em Portugal, apenas 15.377 tinham filhos só do pai.

“A pequena proporção de núcleos familiares com filhos anteriores só do homem, tendo em conta o número de núcleos familiares com filhos anteriores apenas da mulher, evidencia o papel do homem enquanto padrasto nos casais reconstituídos”, sublinha o relatório do INE.

De acordo com O Perfil do Pai Que Vive com os Filhos, em 2011 havia em Portugal mais de um milhão e 600 mil pais, com idade média de 47,1 anos.

 

Jovens Portugueses de 10 a 15 Anos de Idade São Fortes e Sofisticados Utilizadores TIC

Setembro 5, 2011 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia publicada no site da UMIC – Agência para a Sociedade do Conhecimento no dia 9 de Agosto de 2011.

A utilização de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) por jovens portugueses dos 10 aos 15 anos de idade tem aumentado rapidamente nos últimos anos. Pode ter-se uma perspectiva muito completa sobre esta realidade com os dados que se relatam agora de três fontes: (1) o inquérito à utilização de TIC pelas famílias realizado no 1º trimestre de cada ano pelo INE – Instituto Nacional de Estatística em colaboração com a UMIC – Agência para a Sociedade do Conhecimento, IP; (2) os inquéritos realizados pelo projecto europeu EU Kids Online; (3) os inquéritos realizados no âmbito do Programa para Avaliação Internacional de Estudantes (PISA) da OCDE.

Os dados mais marcantes do inquérito à utilização de TIC pelas famílias para os jovens de 10 a 15 anos de idade, relativos ao 1º trimestre de 2010, são:

  • 91% utilizam Internet, tanto raparigas como rapazes, mais 24% do que em 2005. A utilização de Internet é de 100% nos jovens no 3º ciclo de escolaridade básica.
  • 84% utilizam Internet em casa, mais 63% do que o dobro de 2005.
  • 74% dos que utilizam Internet declaram utilizá-la todos os dias ou quase todos os dias, quase o triplo de 2005.
  • As principais actividades dos que utilizam Internet são: pesquisa de informação para trabalhos escolares (97%), mensagens em chats, blogs, websites de redes sociais, newsgroups, fóruns de discussão online ou mensagens escritas em tempo real (86%), correio electrónico (86%), jogos ou download de jogos, imagens, filmes ou música (79%), consulta de websites de interesse pessoal (63%), colocação de conteúdo pessoal num website para ser partilhado (55%), pesquisa de informação sobre saúde (47%).
  • 96% utilizam computador, tanto raparigas como rapazes. A utilização de computador é de 100% nos jovens no 3º ciclo de escolaridade básica.
  • 92% utilizam computador em casa, 62% mais do que em 2005.
  • 77% dos que utilizam computador declaram utilizá-lo todos os dias ou quase todos os dias, mais 66% do que em 2005.
  • As principais actividades dos que utilizam computador são: trabalhos escolares (93%), audição de música ou filmes (84%), jogos (84%), utilização de software educativo (54%).
  • 87% utilizam telemóvel, mais 40% do que em 2005.

Estes dados mostram uma muito elevada utilização de Internet e computadores pelos jovens de 10 a 15 anos de idade (respectivamente, 91% e 96%), mais de 75% superior à respectiva utilização por pessoas de 16 a 74 anos (respectivamente, 51% e 55%). São particularmente acentuados os aumentos de utilização da Internet em casa e da utilização da Internet todos ou quase todos os dias que foram, respectivamente, multiplicada por 2,6 e quase triplicada desde 2005.

Por sua vez, os inquéritos realizados pelo projecto europeu EU Kids Online em 23 países europeus, com entrevistas de jovens dos 9 aos 16 anos de idade realizadas na Primavera e no Verão de 2010, dão uma ideia da natureza e sofisticação da utilização da Internet, em particular:

  • Redes Sociais: 58% dos jovens de 9 a 16 anos de Portugal têm um perfil em pelo menos uma rede social, um valor maior mas próximo da média dos 23 países europeus considerados (57%), e mais do dobro do obtido para pessoas de 16 a 74 anos (25%) pelo Estudo “A Utilização de Internet em Portugal 2010” no Quadro do World Internet Project elaborado pelo LINI – Lisbon Internet and Networks Institute com apoio daUMICe com dados recolhidos por entrevistas realizadas entre em 14-25 de Maio de 2010. 8,7% dos jovens de 9 a 16 anos de Portugal têm mais de 300 contactos no perfil da rede social que mais utilizam, a 5ª percentagem mais elevada nos 23 países considerados (média 5,1%), a seguir a Reino Unido (10,4%), Grécia (10,3%), Irlanda (9,3%) e Eslovénia (9,1%). 16,2% dos jovens de 9 a 16 anos de Portugal têm mais de 100 contactos, a 13ª percentagem mais elevada nos 23 países considerados (média 16,5%). Portugal é um dos 4 países onde os jovens dos 9 aos 16 anos com perfil em pelo menos uma rede social têm mais cuidado em não revelar informações pessoais a estranhos.
  • Literacia e Segurança na Internet: 3,7 é a média de respostas positivas dadas por jovens de Portugal entre 11 e 16 anos de idade (6ª maior dos 23 países europeus considerados, em que o máximo foi 4,6 na Finlândia) a 8 perguntas sobre competências de literacia e segurança na Internet: Bookmarking de sítios na Internet, Comparar sítios na Internet diferentes para decidir se a informação é verdadeira, Bloquear anúncios ou correio indesejado, Encontrar informação sobre como usar a Internet em segurança, Bloquear mensagens de desconhecidos, Mudar os níveis de privacidade em perfis de redes sociais, Apagar o registo dos sítios visitados na Internet, Modificar as preferências de filtros de conteúdos.
  • Bullying: 0,2% e 2,3% dos jovens de 9 a 16 anos de Portugal foram, respectivamente, agressores e vítimas de bullying, quando as médias nos 23 países europeus são, respectivamente, 3% e 6%. Portugal tem, respectivamente, o mais baixo valor e o 2º mais baixo valor dos 23 países (médias de 3% e 6).

Finalmente os dados dos inquéritos sobre utilização de TIC realizados no âmbito do PISA da OCDE, relativos a 2009, dão informações interessantes comparativas com outros países para jovens estudantes de 15 anos (ver dados sobre Educação e Formação em TIC da publicação A Sociedade da Informação em Portugal 2010). Destaca-se que, entre os 25 países da UE na OCDE considerados (para alguns indicadores há dados para apenas 17 países embora para a maioria dos indicadores haja dados para mais de 20 países), Portugal é:

  • nos alunos que:
    • usam correio electrónico em casa para comunicar com colegas sobre trabalhos escolares (54%), muito acima da média dos 25 países da OCDE considerados (34%).
    • afirmam conseguir criar uma base de dados com computador muito bem e sem ajuda (46%), muito acima da média (27%).
    • afirmam conseguir criar uma apresentação com computador muito bem e sem ajuda (90%), mais 55% do que nove anos antes, e muito acima da média (71%). Este 1º lugar verifica-se entre rapazes, raparigas, alunos do nível socioeconómico e cultural mais elevado (quartil superior) e alunos do nível socioeconómico e cultural mais baixo (quartil inferior). Portugal é o 2º país com menor diferença neste indicador entre os alunos com mais elevado e mais baixo nível socioeconómico e cultural (10 pontos percentuais), muito abaixo da média (18 pontos percentuais); nove anos antes a diferença em Portugal era de 23 pontos percentuais, acima da média (18 pontos percentuais).
    • afirmam conseguir criar uma apresentação multimédia (com som, imagem e vídeo) com computador muito bem e sem ajuda (72%), mais 95% do que nove anos antes, e muito acima da média (54%). Este 1º lugar verifica-se entre rapazes, raparigas e alunos do nível socioeconómico e cultural mais elevado, e o 2º lugar entre alunos do nível socioeconómico e cultural mais baixo.
  • nos alunos que:
    • usam a Internet em casa para fazer trabalhos escolares (61%), muito acima da média (46%).
    • usam correio electrónico em casa para comunicar com professores (25%), muito acima da média (14%).
  • nos alunos que:
    • usam computadores portáteis na escola (25%), muito acima da média (19%).
    • afirmam conseguir editar fotografias digitais ou outras imagens gráficas em computador muito bem e sem ajuda (76%), muito acima da média (60%).
    • afirmam conseguir gerar um gráfico a partir de uma folha de cálculo em computador muito bem e sem ajuda (68%), mais 30% do que nove anos antes, e muito acima da média (50%). Portugal é o 6º país com menor diferença neste indicador entre os alunos com mais elevado e mais baixo nível socioeconómico e cultural (10 pontos percentuais), muito abaixo da média (14 pontos percentuais); nove anos antes a diferença em Portugal era de 16 pontos percentuais, acima da média (15 pontos percentuais).
  • nos alunos que:
    • têm acesso à Internet na escola (97%), acima da média (93%).
    • usam computador na escola para trabalhos de grupo e comunicar com colegas (28%), acima da média (22%).
    • colocam na escola trabalhos em website da escola (12%), muito acima da média (9%).
  • nos alunos que fazem trabalhos de casa em computador da escola (18%), igual à média (18%).
  • nos alunos que:
    • usaram computador pelo menos uma vez (99,6%), acima da média (99,2%). Esta percentagem em Portugal é maior nos alunos do nível socioeconómico e cultural mais baixo (99,9%) do que nos do nível mais elevado (99,7%).
    • têm computador em casa (98%), mais 73% do que nove anos antes, e acima da média (94%). Também é o 7º neste indicador nos alunos do nível socioeconómico e cultural mais baixo (94%), mais do quádruplo de nove anos antes, e muito acima da média dos 25 países da OCDE considerados (86%). A diferença entre alunos do nível socioeconómico e cultural mais alto e mais baixo foi drasticamente reduzida para apenas 6 pontos percentuais quando nove anos antes era de 73 pontos percentuais.
    • usam Internet na escola para trabalhos escolares (41%), acima da média (39%).
    • carregam, descarregam ou acedem na escola a materiais em website da escola (18%), acima da média (15%).
  • nos alunos que:
    • usam correio electrónico na escola (24%), acima da média (19%).
    • carregam, descarregam ou acedem em casa a materiais no website da escola (27%), acima da média (23%).
    • fazem trabalhos de casa no computador em casa (48%), próximo mas abaixo da média (50%).
  • nos alunos que:
    • usam computador em casa (97%), acima da média (93%). A diferença entre alunos do nível socioeconómico e cultural mais alto e mais baixo é de 6 pontos percentuais muito abaixo da média (15 pontos percentuais).
  • 13º nos alunos com acesso à Internet em casa (91%), quase o quádruplo de 9 anos antes. O crescimento nos últimos nove anos foi de 69% nos alunos do nível socioeconómico e cultural mais alto e de 1771% nos do nível mais baixo. Houve uma enorme redução das diferenças de oportunidades entre os alunos destes dois grupos: a diferença é de 19 pontos percentuais quando era de 54 ponto percentuais nove anos antes.

São resultados muito positivos da utilização de TIC por jovens em Portugal que revelam a eficácia das medidas de estímulo à utilização da Internet e de computadores por jovens em idade escolar, inclusivamente na redução de diferenças entre os grupos de níveis socioeconómicos e culturais mais alto e mais baixo.

Última actualização ( 09/08/2011 )

 


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