Como lidar com um aluno problemático

Novembro 20, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de João André Costa para o jornal Público, publicado em 7 de novembro de 2018.

A culpa do mau comportamento nas escolas não é das crianças, nunca foi, não será e não pode ser. A culpa é nossa, dos adultos, a começar pelos pais e familiares mais próximos e a acabar nos professores e na escola.

Dois anos é quase tanto tempo como um curso superior — e foi, foi um curso superior nalgumas das piores escolas da capital para chegar ao fim e aprender uma e uma só verdade: a culpa do mau comportamento nas escolas não é das crianças, nunca foi, não será e não pode ser. A culpa é nossa, dos adultos, a começar pelos pais e familiares mais próximos e a acabar nos professores e na escola.

Dois anos para compreender este conceito tão simples. Poderá dizer-se que, se calhar, sou um pouco estúpido, e provavelmente sou, mas pouco importa, já me chamaram pior, e entretanto também é verdade que poucos são os que, como eu, conseguem, dia após dia, continuar a ajudar e a trabalhar estas crianças e estes pais, pais esses tantas vezes tão adolescentes como os filhos.

Mas, perguntava eu no título deste texto, como lidar com um aluno, ou alunos, problemáticos? Querendo ouvir o aluno, querendo conhecer o aluno, dando a ele e a ela espaço para falar, atenção e tempo para se fazer ouvir, sem juízos de valor, sem preconceitos, sem querer saber da papelada toda que com eles vem quando nos chegam às mãos.

Porque o poder falar para quem nos quer ouvir cria de imediato esta sensação de pertença, de termos quem nos aceite, criando segurança, conforto, dando assim à criança, ao futuro adulto, a oportunidade de subir mais um pouco na pirâmide de Maslow e alimentar a auto-estima, o amor próprio, a realização pessoal.

Estabelece-se assim uma relação de confiança mútua desde o princípio com o aluno e os pais, connosco e com os demais professores, um de cada vez, porque há tempo, carinho, preocupação e paciência. Porque o nosso trabalho não é apenas académico, é interpessoal, social.

Dado este primeiro passo, o que fazer então naqueles dias maus, quando os alunos batem, cospem, pontapeiam e esperneiam, comunicando por actos e emoções?

Retiramos os outros alunos do espaço em redor, de modo a garantir a sua segurança, socorremo-nos de um, dois, às vezes mais, colegas e damos espaço e tempo para o aluno se acalmar. Por norma, o colega com a melhor relação com o aluno começa a conversa. Às vezes não resulta, sendo que nos revezamos uns aos outros até que a conversa comece de facto.

De caminho chamamos o pai ou a mãe, quando os há, para ajudar, dialogar, falar, para que a criança deite cá para fora tudo aquilo que acabou de ruir. E perdoamos, reparamos o mal feito e ajudamos o aluno a reparar o mal feito, amanhã é outro dia, um novo dia tão bom como qualquer outro para começar de novo e outra vez.

Como é que lidamos com alunos problemáticos? Dando-lhes uma segunda, terceira, quarta e mais hipóteses, dando uma e a outra face, outra e outra vez e tantas vezes quanto as precisas até que a criança cresça. Às vezes demora um mês, na maior parte dos casos seis. E por isso a paciência. E por isso é que demorei dois anos a apreender o ciclo, a observar o ciclo e a acreditar.

E porque acreditamos, continuamos, aprendemos, compreendemos, discutimos, reformulamos, procuramos soluções sem nunca parar, sem sonhar desistir. Se desistirmos, as crianças desistem connosco: não têm mais ninguém.

Mãos à obra! Há tantas crianças por ajudar.

 

O seu filho está distraído nas aulas? Então talvez seja indisciplinado

Março 19, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 25 de fevereiro de 2018.

Inquérito a professores mostra que a maioria considera que a responsabilidade da indisciplina na escola é dos pais. Mais de 60% recorrem à expulsão da sala. Investigador diz que tem que se lidar com o problema “no local que ocorre e não em casa”.

Estar distraído na sala de aula é um comportamento de indisciplina? Um inquérito a que responderam 2348 professores mostra que mais de 80% consideram que sim e que esta é aliás a situação de indisciplina que apontam como mais frequente na sala de aula.

Este inquérito, a que o PÚBLICO teve acesso, foi feito online pelo autor do blogue sobre educação ComRegras, o professor de Educação Física Alexandre Henriques, e os seus resultados podem também ser consultados a partir deste domingo naquela plataforma.

Sobre as situações de indisciplina que mais ocorrem nas salas de aula, os docentes foram confrontados com 20 hipóteses, que oscilam entre os alunos estarem distraídos (86,6%) e a agressão física aos professores (0,6%). No pódio, a seguir à distracção aparece a “interrupção das aulas com comentários despropositados”, “brincarem/fazerem palhaçadas”, “agredirem verbalmente colegas”, “entrarem e saírem das salas aos gritos e empurrões” ou “utilizarem sem autorização aparelhos tecnológicos”.

Apesar desta pormenorização, o presidente da Associação Nacional de Directores de Escolas e Agrupamentos Públicos (ANDAEP), Filinto Lima, ressalva que como “distracção se deve entender a perturbação frequente das aulas por parte de alunos que, por exemplo, também distraem os outros com palermices”.

Já Jorge Ascenção, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), considera que o facto de os professores considerarem que distracção é indisciplina ilude aquela que deveria ser a “questão principal”. “Se estão distraídos por que é que isso acontece e o que se pode fazer para que não seja assim?” — questiona, lembrando a propósito estudos internacionais que dão conta desta característica dos alunos portugueses: gostam da escola, mas não das aulas.

O professor da Universidade do Minho João Lopes, que tem vários trabalhos sobre indisciplina na escola com base em entrevistas a docentes, dá conta que também tem verificado que “a ‘distracção’ é, de longe, o comportamento perturbador mais referenciado pelos professores”.

A este respeito lembra que, sendo a distracção um comportamento bastante normal entre os humanos, esta tende a ser maior nas salas de aula entre “os alunos com poucas competências para acompanharem a matéria que está a ser dada”.

A pequena indisciplina

Apesar das queixas sobre o mau comportamento dos alunos serem recorrentes, a maioria dos inquiridos (64%) considera que nas suas aulas há “pouca indisciplina” e 67,3% dizem o mesmo quando se pergunta sobre a sua escola em geral e não só na sala. Esta é uma percepção que vai ao encontro das queixas que os directores reportam ao Ministério da Educação e que baixaram drasticamente nos últimos anos: o número total de ocorrências participadas baixou de 1321, em 2013/2014, para 422, em 2016/2017.

Alexandre Henriques não deixa, contudo, de se manifestar surpreendido pelo facto de “dois terços dos inquiridos terem referido que há pouca indisciplina”, até porque, lembra, os dois inquéritos anteriores que realizou a directores, em 2016 e 2017, davam conta da existência de um número muito elevado, todos anos, de ocorrências nas escolas. “Hipoteticamente falando, podemos estar perante a banalização da pequena indisciplina. O que no passado era inaceitável, hoje em dia pode ser rotina”, afirma. Mas também há outra possibilidade, admite: “Podemos estar perante uma melhoria dos índices de indisciplina em Portugal.”

E o que fazem os professores perante as situações de indisciplina nas suas aulas? Das 12 hipóteses apresentadas, uma é usada por todos, “advertir com calma”, embora a frequência com que o fazem varie (ver infografia). Quase 93% dos professores referem que alteram a sua metodologia de ensino, 83,8% mandam recados para casa e cerca de 63% optam pela ordem de saída da sala de aula. Sobre esta última opção, Filinto Lima garante que “só é usada quando anteriormente foram utilizadas outras estratégias, que não resultaram”. E refere ainda que com estes alunos mais indisciplinados o problema, “geralmente, vai muito para além da escola”, o que leva a outra percepção generalizada entre os professores. Quando questionados sobre os factores que poderiam diminuir a indisciplina, o mais votado (86,2%) foi este: “maior responsabilização/penalização dos pais”.

“Este descartar de responsabilidades deixa-me triste”, comenta Jorge Ascenção. O presidente da Confap admite que há culpas que podem ser atribuídas a algumas famílias, mas frisa que neste alijar de responsabilidades, tanto por parte das escolas, onde os alunos passam a maior parte dos seus dias, como também de pais, “as vítimas continuarão a ser os jovens”.

“Os encarregados de educação não podem desligar o telefone a um professor, faltar às reuniões, mentir nas justificações de faltas e tudo isso acontece. Justifica-se por isso uma certa revolta e frustração por parte dos professores”, comenta Alexandre Henriques.

Filinto Lima defende que as “responsabilidades devem ser repartidas”. “Os pais não devem desvalorizar a escola e as escolas têm de encontrar estratégias para cativar estes alunos a quem a escola muitas vezes nada diz”, refere.

João Lopes deixa uma advertência: “Esta atribuição da indisciplina nunca alterará a situação, já que esta questão tem que ser lidada no local onde ocorre (sala de aula) e não em casa”. Por outro lado, refere, quando 72% dos inquiridos apontam  a “formação parental” como outro dos principais factores que poderão diminuir a indisciplina, fica evidenciado “o quanto os participantes atribuem esta a factores externos à sala de aula”. “Como, na verdade, jamais conseguirão formar pais, a estratégia está condenada ao fracasso”, avisa.

 

 

Só dois alunos foram expulsos da escola nos últimos três anos

Março 17, 2018 às 9:30 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 12 de março de 2018.

Expulsão só pode ser aplicada a maiores de 18 anos. Já a transferência compulsiva foi aplicada a 51 jovens. Mas está em queda.

CLARA VIANA

Em três anos, entre 2015/2016 e o ano lectivo corrente, a medida disciplinar de expulsão da escola só foi aplicada a dois alunos, segundo informações enviadas ao PÚBLICO pelo Ministério da Educação (ME). A expulsão da escola voltou a ser possível com o Estatuto do Aluno aprovado em 2012, mas o ME afirma não dispor dados anteriores a 2015/2016.

Só podem ser expulsos os alunos com mais de 18 anos, que por isso já não se encontram abrangidos pela escolaridade obrigatória. Por via desta medida, os alunos ficam impedidos de regressar à escola durante mais dois anos. Ou seja, são expulsos num ano lectivo e não poderão regressar nos dois anos seguintes.

A possibilidade de um aluno ser expulso tinha sido eliminada na revisão do Estatuto do Aluno aprovada em 2008, mas voltou a ser repescada pelo anterior Governo PSD/CDS em 2012.

A decisão de expulsão compete ao director-geral da Educação, com possibilidade de delegação, e só pode ser adoptada “quando, de modo notório, se constate não haver outra medida ou modo de responsabilização no sentido do cumprimento dos seus deveres como aluno”.

A segunda medida mais gravosa prevista no Estatuto do Aluno é a transferência compulsiva de escola, que também só pode ser decidida pelo director-geral de Educação a partir das propostas apresentadas pela escola nesse sentido. Segundo o ME, o número de alunos abrangidos por esta medida desceu de 75 em 2015/2016 para 51 em 2016/2017. Em 2014/2015 tinham-se registado 215 transferências compulsivas.

Se o número de transferências compulsivas está em queda, o mesmo quase não acontece com os processos enviados pelas escolas com vista à aplicação desta medida. Foram 140 em 2015/2016 e 139 no ano lectivo seguinte.

Também em queda, conforme o PÚBLICO já noticiou, estão os actos praticados no interior da escola que configuram um crime e que são reportados pelos directores ao ME. Passaram de 1321 em 2013/2014 para 422 em 2016/2017.

Segundo o Estatuto do Aluno, a transferência compulsiva de escola pode ser aplicada a estudantes a partir dos 10 anos, quando estejam em causa “factos notoriamente impeditivos do prosseguimento do processo de ensino dos restantes alunos da escola ou do normal relacionamento com algum ou alguns dos membros da comunidade educativa”.

O ME escusou-se a dar exemplos de práticas que possam entrar nesta definição. Mas Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas, adianta que a transferência poderá ser aplicada, por exemplo, “a alunos que agridam um professor ou um funcionário ou que pratiquem uma agressão grave contra um colega”. Chama, contudo, a atenção de que “cada caso é um caso” e que na decisão “devem ser tidas em conta atitudes que funcionam como atenuantes (arrependimento do aluno, por exemplo) ou agravantes (ser reincidente, entre outras)”.

Filinto Lima diz que nunca propôs esta medida. “A suspensão da escola [que pode ter um prazo máximo de 12 dias] é a medida mais gravosa que geralmente é aplicada pelos directores”, acrescenta, para lançar um repto: “Está na altura de debater se o actual Estatuto do Aluno ainda serve a realidade das escolas, que nestes anos mudou muito.”

 

 

 

Niños narcisitas: epílogo de la malcriadez

Dezembro 25, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site https://www.psyciencia.com/ de 31 de maio de 2017.

Por Rita Arosemena P.

Malcriar a un niño en tiempos modernos se ha convertido en una tarea exageradamente fácil.

Para la psicóloga María Jesús Álava Reyes, muchos padres han caído en la trampa de aquel viejo estilo de crianza disfuncional según el cual a los niños hay que darles todo lo que pidan porque, sino, no se les quiere.

Con mayor frecuencia de lo que pensamos, un par de adultos ya formados termina convirtiéndose en esclavo de infantes menores de dos años y, lo que es peor, con el paso de los años, el niño resulta convertirse en esclavo de sí mismo. De sus demandas, de sus miedos, de sus expectativas irracionales y de su propia agresividad.

Consentir demasiado a los niños no los convierte en personas más decentes o sanas, de hecho, les genera más daño que beneficio en tanto hace de ellos individuos incapaces de lidiar con la frustración o manejar adecuadamente sus emociones. Los niños que ven satisfechas todas sus exigencias terminan por desconocer el significado de una negativa y aprenden a medir las consecuencias de sus actos únicamente en términos de “alcance de objetivos”.

El niño aprende que: “Si una pataleta hace que mamá o papá me den lo que quiero, entonces está bien que haga una pataleta”, una conducta que los padres refuerzan incluso sin darse cuenta al momento de ceder inmediatamente ante las exigencias de sus hijos.

La apoteosis de la malcriadez, desafortunadamente, no deriva en un efecto inmediato de corta duración sino en toda una cadena de comportamientos disfuncionales a escala colectiva. Los niños excesivamente consentidos de hoy pasan a ser los adultos narcisistas de mañana y de pronto un individuo común se descubre víctima de las demandas irracionales de otro que parece no darse cuenta de que su forma de ver el mundo y desenvolverse en sus relaciones interpersonales es denigrante para los demás.

Pero ¿cómo ocurre la transformación de un niño común en un niño narcisita?

Trastorno Narcisista: cómo surge y por qué

El Trastorno Narciscista puede durar años o toda la vida y, aunque la causa exacta no se conoce, se presume que implica una serie de factores tanto ambientales como genéticos.

Las personas narcisista se caracterizan principalmente por exhibir una necesidad exagerada de admiración, indiferencia con respecto a los sentimientos de los otros, intolerancia a la crítica y una percepción subjetiva de que los demás están en deuda con ellos.

Para la psicóloga Elinor Greenberg, los factores ambientales que actúan como marcadores para el desarrollo del Trastorno Narcicista comienzan a actuar desde la infancia impulsados por el hecho de que todos los niños buscan atención y aprobación por parte de sus padres, lo cual puede llevar a la creación de escenarios en los cuales una conducta narcisista se convierte en algo natural.

Los escenarios que describe Greenberg son:

Escenario 1: Valores parentales narcisistas

En esta situación, el niño es criado en una familia que es muy competitiva y sólo recompensa logros altos. Uno o ambos padres son narcisistas exhibicionistas. El lema de la familia es: “Si no puedes ser el mejor, ¿para qué lo intentas?”

El amor es condicional. Si ganas un partido de fútbol o la feria de ciencias, o eres estrella en el espectáculo de la escuela, entonces te rodea la alabanza y la atención

Pero si no lo haces, eres una decepción para tus padres. Todo el mundo en la familia se supone que es especial y lo prueban una y otra vez; no importa cuánto logres, la presión nunca termina.

Los niños de estas familias no se sienten amados de forma estable. Es difícil para ellos disfrutar de cualquier cosa si no confiere una condición de estatus. En lugar de ser apoyados por sus padres para explorar lo que les gusta, sólo reciben apoyo para alcanzar logros altos. Sus padres no están interesados ​​en el “yo real” de sus hijos, sino en cómo pueden hacer que la familia se vea bien para poder presumir a sus vecinos: “¡Mira lo que hizo mi hijo!”

Los niños que crecen en hogares como éste sólo se sienten seguros y valiosos cuando son exitosos y reconocidos como los “mejores”. El amor condicional de su niñez y la evaluación excesiva del alto estatus y el éxito en su hogar pone en marcha un patrón que puede durar toda la vida y según el cual deben perseguir el éxito y confundirlo con la felicidad.

Escenario 2: La Devaluación del Padre Narcisista

En este escenario hay un padre muy dominante y devaluador que siempre está presionando al niño. El padre es generalmente irritable y tiene expectativas irracionalmente altas. Si hay dos o más hijos, el padre alaba uno y menosprecia a los demás. El “bueno” puede convertirse rápidamente en el “malo” y de repente un hermano diferente se convierte en el mejor hijo. Nadie en la familia se siente seguro y todos pasan su tiempo tratando de pacificar al explosivo padre narcisista.

La madre o el padre acompañante es tratado a menudo exactamente igual que el resto de sus hijos. Cuando él o ella no está de acuerdo con el padre narcisista, también son devaluados.

Los niños que crecen en estos hogares acumulan resentimiento y humillación. Es probable que reaccionen a este estilo de crianza de distintas maneras:

Una depresión autoagresiva basada en la vergüenza

Una rebeldía que busca demostrar que sus padres estaban equivocados

Un sentimiento de ira permanente que hace de ellos individuos narcisistas y tóxicos que sienten alivio destruyendo la vida de los demás. 

Escenario 3: “El niño de oro”

Estos padres suelen ser narcisistas introvertidos que se sienten incómodos siendo el centro de atención. En cambio, se jactan de su hijo talentoso. A menudo, el niño es habilidoso y merece elogios, pero estos padres a veces lo llevan al extremo de la ridiculez convirtiendo a sus hijos en el objeto de una idealización excesiva, la imagen de un niño impecable y especial que termina haciendo de él un individuo narcicista en el futuro.

De acuerdo con Greenberg, esto crea niños narcisistas porque “todo el mundo quiere ser amado incondicionalmente”“si los niños creen que sus padres sólo los valoran porque son especiales, esto puede contribuir a una inseguridad subyacente”

Con el tiempo, la forma que los niños adoptan para combatir esta inseguridad es una visión desequilibrada del yo. El niño comienza a percibir cualquier defecto como algo inaceptable y, no solo persiguen desesperadamente el perfeccionismo, sino que también luchan por conservar su rol de “Niños de Oro”.

Cuando no reciben elogios por parte de los demás, se sienten insatisfechos y agobiados porque piensan que están haciendo algo mal, que decepcionan a su familia.

Escenario 4: El admirador del exhibicionista

Algunos niños crecen en hogares donde hay un padre narcisista exhibicionista que los recompensa con elogios y atención mientras que los admiren y permanezcan subordinados a él. A estos niños se les enseñan valores narcisistas, pero se les cohíbe a la hora de aprender a recibir elogios desinteresados por parte de los demás. En lugar de esto, se les inculca que su papel en la familia es adorar sin crítica la grandeza del padre narcisista, sin intentar nunca igualar o superar los logros de este.

En la edad adulta, estos niños se sienten incómodos siendo el centro de atención así que pasan a ser narcisitas introvertidos o encubiertos. Sus problemas de narcisismo y autoestima son menos evidentes para cualquiera que no los conozca bien. Algunos se adaptan a este papel muy bien y llevan vidas productivas en un trabajo que implica el apoyo a un narcisista exhibicionista de alto rendimiento que ellos admiran y que viene a representar la figura del padre.

Para Greenberg, lo más triste de la crianza disfuncional que deriva en niños y adultos narcisistas es que deriva de ambientes domésticos donde esta parece ser la única opción posible, donde convertirse en narcicista es “la única solución sana”.

Fuente: Psychology Today

 

 

 


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