Um quarto dos alunos do 1.º ciclo em Lisboa não tem computador ou net em casa

Abril 18, 2020 às 2:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 9 de abril de 2020.

João Pedro Pincha

Vereador da Educação propõe que a Câmara de Lisboa invista 1,5 milhões de euros em computadores e routers para os alunos mais carenciados.

Quase um quarto dos alunos do 1.º ciclo da rede escolar pública de Lisboa não tem meios digitais para estudar em casa. Um diagnóstico feito nas últimas semanas pela câmara municipal revela que pelo menos 3050 crianças que frequentam os primeiros quatro anos de escolaridade não têm acesso a um computador ou tablet e/ou rede de internet de banda larga.

Este valor representa 22,5% dos alunos no universo de 13.568 que estão matriculados para este ano lectivo, o que leva o vereador da Educação e Direitos Sociais a defender um investimento autárquico para colmatar as falhas de acesso. Manuel Grilo, eleito pelo BE, vai apresentar uma proposta para que a câmara compre computadores e routers 4G para distribuir pelos estudantes mais necessitados, estimando que essa medida custe à volta de 1,5 milhões de euros.

“Apenas este complemento tecnológico permitirá assegurar que todos os alunos têm acesso a ferramentas que mitiguem os efeitos perversos da pandemia”, acredita o vereador, preocupado com o “previsível aumento das desigualdades em contexto escolar” durante a actual crise epidémica e a económica que se avizinha.

Desde meados de Março que as escolas estão fechadas e os alunos estão em casa, em muitos casos com aulas à distância através de plataformas digitais. Já é certo que em Abril não haverá aulas presenciais e o Governo agendou para esta quinta-feira uma decisão sobre o terceiro período.

Está neste momento em preparação uma nova forma de Telescola em que os alunos até ao 9.º ano terão aulas através dos canais televisivos da RTP. Essa plataforma deverá estar a funcionar logo a seguir às férias da Páscoa, que neste momento decorrem. “A telescola é uma solução bem-vinda mas insuficiente para estes alunos, que permanecerão numa situação de franca desigualdade perante os colegas com acesso a recursos digitais e interacção regular com a escola e os professores”, adverte Manuel Grilo.

No diagnóstico levado a cabo pelo seu gabinete apenas foram tidos em consideração os 93 estabelecimentos de ensino geridos directamente pela Câmara de Lisboa, correspondentes a escolas do 1.º ciclo e jardins-de-infância. Os restantes, destinados a alunos dos 2.º e 3.º ciclos e do Secundário, são geridos pelo Ministério da Educação. O vereador alerta também que, nesse universo de 3050 alunos, não estão incluídos aqueles que têm de partilhar o computador com os irmãos ou com os pais.

Em Lisboa, no actual ano lectivo, há 5808 alunos do 1.º ciclo (43% do total) nos escalões mais elevados da acção social escolar, o que significa que provêm de famílias com rendimentos baixos ou muito baixos. Para estes e para os alunos com necessidades educativas especiais, todos os agrupamentos de escolas estão desde meados de Março a servir refeições em regime de take-away.

A Internet vista pelas crianças com deficiência replica as desigualdades do mundo real

Dezembro 6, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 2 de dezembro de 2019.

Conselho da Europa ouviu 97 crianças com deficiência em seis diferentes países para elencar as melhores formas de garantir igualdade de acesso no mundo virtual. Educação e saúde são as áreas mais críticas

Natália Faria

“Devia ser criada uma lei que obrigasse todos os websites ​a estarem adaptados às pessoas cegas. Quem não o fizesse, teria de pagar uma multa de 500 euros que seriam depois aplicados na educação”. A sugestão partiu de uma criança portuguesa com deficiência visual, uma das 97 que foram entrevistadas no âmbito de um estudo promovido pelo Conselho da Europa destinado a conhecer (e a melhorar) a navegabilidade na Internet por parte das crianças com deficiências visuais, motoras ou cognitivas.

Baseadas nas experiências reportadas pelas próprias crianças, as recomendações oficiais dos peritos não diferem muito das sugestões apresentadas pelos inquiridos. E apontam todas para a necessidade de ser produzida legislação e adoptadas medidas capazes de garantir que, nas diferentes esferas, se faz uso das ferramentas tecnológicas susceptíveis de eliminar as barreiras visuais, cognitivas ou motoras. “Todos os serviços públicos e privados devem rever os seus serviços e produtos para assegurar que as crianças com deficiência não são discriminadas no seu direito de acesso ao ambiente digital”, insiste o documento divulgado esta segunda-feira por aquela organização internacional de defesa dos direitos humanos, na véspera do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência.

Apesar de quase nunca divulgarem online a respectiva deficiência, o relatório conclui que as crianças portadoras de deficiência estão mais expostas aos riscos do mundo virtual, embora não tenham consciência disso. Daí que “os governos, a indústria digital, as escolas e os serviços de saúde” devam prestar-lhes “especial atenção”, alerta o estudo conduzido por uma equipa de investigadores do Reino Unido, mas cujos “tentáculos” se estenderam a crianças da Bélgica, da Alemanha, da Moldávia e da Turquia, além de Portugal.

Dito isto, não surpreende que o relatório enfatize também a necessidade de as escolas passarem a garantir aos alunos e respectivos familiares – irmãos incluídos —, bem como aos professores e educadores, a necessária informação sobre as regras de navegabilidade. A ideia é que estas crianças adquiram o máximo de autonomia no mundo virtual, bem como consciência sobre as melhores formas de se manterem seguras.

Um dos primeiros passos será garantir que as escolas e instituições académicas são munidas das ferramentas tecnológicas necessárias para que as crianças com deficiência possam aceder à informação veiculada no mundo digital, em nome da igualdade de acesso. “As crianças com deficiência devem ser consultadas sobre a melhor forma de garantir o seu acesso total a todos os aspectos da vida da escola, inclusive no ambiente digital”, acrescenta o relatório. Ao PÚBLICO, um dos investigadores portugueses que participaram no estudo, António José Osório, do Instituto de Estudos da Criança da Universidade do Minho, confirmou que as crianças ouvidas “sentem claramente que as tecnologias são indispensáveis para se sentirem mais integradas”.

No tocante a Portugal, um dos problemas é que nas escolas “a burocracia e a logística” nem sempre permitem rentabilizar o uso das ferramentas digitais. “A principal lacuna nem está na formação dos professores mas na falta de apoio que estes sentem nas escolas em termos de poderem trocar experiências, de irem tomando contacto com novas soluções e de disporem, no fundo, de reais condições para aplicarem as ferramentas que já estão disponíveis”, acrescentou.

Reconhecendo que as ferramentas virtuais podem ser um fortíssimo “equalizador” das diferenças, os peritos concluíram também que nos serviços de saúde as ferramentas digitais estão igualmente subaproveitadas, em prejuízo da garantia de acesso das crianças com deficiência aos serviços. “Os administradores hospitalares, os médicos, os cirurgiões e outros profissionais de saúde deviam consultar as crianças com deficiência para explorarem formas de usar a tecnologia digital para eliminar barreiras no acesso”, lê-se no documento, antes de lembrar que “os serviços de saúde online deviam estar disponíveis em formatos acessíveis às crianças com deficiência”, nomeadamente quando divulgam informações relacionadas com a saúde geral, sexual e reprodutiva.

Rede Media e Literacia

Janeiro 27, 2016 às 8:00 am | Publicado em Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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A Rede Media e Literacia está a crescer e por isso transformamos o nosso Blog em um Site com o blog dentro. Agora temos muito mais informações, projetos parceiros a nível internacional e nacional, propostas de formações, palestras, consultoria, artigos, notícias do blog e muito mais. Convidamos a explorar  as páginas do novo SITE Rede Media e Literacia.

https://www.facebook.com/redemediaeliteracia/?fref=ts

 

Seminário: “Partilha de boas práticas na intervenção com jovens”

Outubro 10, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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olhão

As inscrições são gratuitas, mas limitadas à lotação do espaço

mais informações:

http://www.mojuolhao.com/eventos/semin-rio-partilha-de-boas-pr-ticas-na-interven-o-com-jovens

A educação já não quer (só) o quadro preto, o lápis e o caderno

Junho 29, 2015 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Reportagem do Observador de 20 de junho de 2015.

Getty Images

Catarina Marques Rodrigues

Ensinar o corpo humano com vídeos do YouTube e fazer resumos das aulas com um tweet. Demorar cada aula pelo tempo que cada aluno demora a aprender. A educação já não é o que era?

Estamos a assistir a uma revolução na forma de educar os nossos alunos? Os exemplos e as opiniões de especialistas dizem que sim. A mudança não só é uma realidade, como uma necessidade. A Quartz debruça-se sobre o conceito de blended learning — um programa de educação em que o estudante aprende, pelo menos em parte, com recurso a conteúdos pela via digital e dos media. Estendendo este conceito ao máximo, temos a base da Khan Academy, que disponibiliza vídeos online sobre todas as disciplinas e para todos os anos, com explicações interativas. Dos mais de dois mil vídeos, consta, por exemplo, um sobre “o que são as células” e outro sobre “o que é a inflação”.

Em vez de se medir o tempo passado na sala de aula (duas horas de português, duas horas de matemática, duas horas de ciências da natureza), há quem esteja a propor que a educação se vá orientando pelo tempo que o aluno demora a aprender cada matéria. Ou seja, se o aluno aprender os conteúdos de português numa hora e os de matemática em três, então essa adaptação vai-se fazendo de forma personalizada, em vez de se cumprir o tempo definido a passar na sala de aula. Este é um modelo já seguido em algumas escolas de New Hampshire (EUA), conta a publicação.

A revolução do digital já está em todo o lado e motivou académicos e especialistas a escrever a “Open Letter on the Digital Economy” (Carta aberta sobre a economia digital). Os subscritores recomendam uma série de políticas públicas aos EUA para aproveitarem as vantagens das ferramentas digitais. Uma das áreas em destaque é precisamente a educação. “Temos de reinventar a educação, sobretudo nas disciplinas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Temos de nos afastar de uma aprendizagem mecânica e temos de nos basear mais nas nossas capacidades tão únicas, como a criatividade e as relações interpessoais”, lê-se no texto.

“Durante as últimas décadas o nível de educação estagnou e, ao mesmo tempo, a necessidade de competências que estão ligadas à explosão das tecnologias digitais continua a aumentar”, recomendam os subscritores, entre os quais estão professores da Universidade de Toronto, da Harvard Business School e os vencedores do Prémio Nobel de Economia de 2007 e 2013. “Temos de redesenhar a forma como educamos em todos os níveis, e usar o poder das tecnologias digitais”.

A resistência à mudança sente-se também em Portugal. Em outubro, David Rodrigues denunciava na conferência “A Inclusão nas Escolas” que os professores estão muitas vezes “pouco disponíveis para modificar a sua forma de ensinar”. Em entrevista ao Observador, o professor catedrático na Universidade Portucalense e diretor da revista “Educação Inclusiva” referia que os docentes deviam usar a internet, as redes sociais e os dispositivos móveis para ensinar, já que são ferramentas próximas dos alunos. E exemplificava. “Há professores nos Estados Unidos que pedem um resumo da aula aos alunos com um tweet.

David Rodrigues sugere que se use filmes do YouTube para explicar uma matéria ou que se use o Facebook para comentar uma fotografia e falar sobre um assunto. “Não coloquem as novas tecnologias fora da escola. Aceitem-nas para que elas possam contribuir”, pede o especialista.

Há professores a pensar: ‘como é que eu vou dar o corpo humano?’ Não é nada difícil, há cinco mil vídeos no YouTube sobre o corpo humano”, explica

“A maior parte dos professores pensa; ‘uma coisa é aula, que tem o livro, o caderno de fichas e o quadro preto, e outra coisa são os smartphones e os tablets. Errado. A escola do século XXI tem de ser diferente porque os alunos são diferentes”, remata o professor.

 

 

Prémio Inclusão e Literacia Digital

Novembro 13, 2014 às 10:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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premio

mais informações:

http://www.fct.pt/apoios/premios/literacia_digital/index.phtml.pt

Curso Online Inclusão e Acesso às Tecnologias

Março 15, 2014 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mooc

Encontram-se abertas as inscrições para o curso online «Inclusão e Acesso às Tecnologias»

Período de inscrição: de 03/03/2014 a 30/03/2014
O curso é aberto e gratuito.
Preencha o formulário

mais informações em http://inctec2014.blogspot.pt/

Encontram-se abertas até dia 30 de março de  2014 as inscrições para o curso online «Inclusão e Acesso às  Tecnologias», promovido pela Direção-Geral da Educação em colaboração  com o Centro de Recursos TIC para a Educação Especial de Santarém e o Centro de Competência TIC da ESE de Santarém, no âmbito do projeto europeu SENnet.

O curso tem a duração de 10 semanas e decorrerá entre 31 de março e 8 de Junho 2014.

O curso está aberto a qualquer interessado, embora tenha sido concebido para uma comunidade educativa que lida com alunos com necessidades  educativas especiais.

As inscrições devem ser feitas na página web – http://inctec2014.blogspot.pt/ e para informação mais detalhada deve consultar a página «Para começar» onde se encontra o guião do curso.

Aberto o período de candidaturas à 5ª Geração do Programa Escolhas

Agosto 29, 2012 às 2:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do site Programa Escolhas de 16 de Agosto de 2012.

Entrou em vigor no dia 16 de agosto de 2012 o Despacho normativo n.º 17/2012, que aprovou o Regulamento do Programa Escolhas para o período de 2013 a 2015, e define os princípios, regras e procedimentos a que deve obedecer a execução do Programa.

Mais informações Aqui

 

Conferência Diversidade Digital : Resultados do Projecto Inclusão e Participação Digital

Outubro 18, 2011 às 9:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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I Congresso Internacional “Família, Educação e Desenvolvimento no séc. XXI: Olhares Interdisciplinares”

Maio 23, 2011 às 10:24 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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