Polícias não conseguem investigar os 45 milhões de imagens de pornografia infantil que circularam na internet em 2018

Outubro 6, 2019 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Notícia do Expresso de 29 de setembro de 2019.

Uma investigação do “The New York Times” põe a nu a negligência com a qual Governo, autoridades e as próprias plataformas digitais trataram este assunto quando o número de imagens e vídeos ainda era controlável. Agora é praticamente impossível apanhar todos os criminosos.

As companhias de tecnologia não estão a conseguir lidar com o volume de fotografias de pornografia infantil que todos os dias têm de impedir que sejam publicadas, e que circulam nos confins da internet não acessível ao “navegador comum” e não têm meios para identificar todos os perpetradores. Segundo uma investigação do “The New York Times” só o ano passado foram identificadas 45 milhões de imagens ilegais, trocadas, por exemplo, através do Messenger, a aplicação de mensagens instantâneas do Facebook.

A investigação do “Times” chegou a seis conclusões principais, e a mais assustadora é que apesar de as crianças utilizadas nestas fotografias serem cada vez mais novas e as imagens em si cada vez mais violentas, as autoridades não têm capacidade para investigar os crimes porque, potencialmente, cada imagem representa um crime, um perpetrador.

A pornografia infantil existe há anos mas a facilidade em gravar, fotografar, armazenar qualquer tipo de conteúdo que a internet e os smartphones hoje nos permitem, torna quase impossível parar a enorme corrente de partilha destas imagens e vídeos. Em 2008, o Congresso norte-americano passou uma lei que antevia muitos dos problemas que hoje estamos a viver mas a investigação do diário nova-iorquino descobriu que capítulos inteiros desse dessa lei nunca foram implementados. Por exemplo, cerca de 60 milhões de dólares foram disponibilizados, por ano, para a investigação destes casos mas desde 2008 apenas foi aprovado, por ano, metade desse valor. O senador Richard Blumenthal, que na altura foi um dos nomes na lei, disse ao NYT que não há qualquer desculpa para não se distribuir o valor completo” e que, neste momento, “nem esses 60 milhões são suficientes para atacar o problema”.

Outro problema identificado: o Departamento de Justiça devia ter escrito relatórios bianuais sobre estratégia, problemas e sucessos da luta contra este crime mas nunca o fez. A coordenadora do programa, Stacie Harris, disse não ter explicação para a falta de dados e um porta-voz do departamento disse que os relatórios afinal só vão começar a sair em 2020, a cada quatro anos.

A existência da “internet secreta”, chamada “dark web”, também dificulta muito o trabalho das autoridades. Muitos destes criminosos escondem o seu material em redes que não são acessíveis a um utilizador “normal” da internet, apenas a quem saiba penetrar numa espécie de segunda câmara da internet, protegida por linguagem encriptada e códigos complexos. Estas pessoas normalmente sabem como esconder a localização dos seus computadores, têm os discos protegidos com passwords praticamente impossíveis de descodificar por agentes da autoridade sem uma formação em engenharia informática ao nível dos “hackers” mais experientes. “Como o uso de tecnologia baixa as barreiras de inibição das pessoas, as pessoas partilham fotos de vítimas cada vez mais novas, e formas cada vez mais extremas de abuso”, lê-se no artigo.

“Antigamente ninguém chegava ao mercado negro, onde já circulava conteúdo pornográfico, e pedia imagens de sexo ‘hard-core’ com crianças de três anos”, disse ao NYT Yolanda Lippert, procuradora do estado do Illinois que lidera a investigação ao abuso sexual de crianças.

As empresas de tecnologia, ao atualizarem os seus sistemas de vigilância, descobriram recentemente que esse tipo de conteúdo é muito mais prevalente na internet, e nas suas plataformas, do que antes se pensava mas podem demorar meses a responder aos pedidos das autoridades para que libertem conteúdo. Por outro lado, com tantas queixas a chegarem às autoridades, os departamentos de polícia não conseguem dar seguimento a todas.

Alguns focam-se unicamente nos casos com as vítimas mais novas. “Vamos para casa a pensar que, meu Deus, quando temos de escolher o que investigamos segundo a idade das crianças é mesmo perturbador”, disse Paula Meares, detetive em Los Angeles.

Uma das plataformas destacadas pelas más práticas nesta investigação é a rede de blogues Tumblr, que foi identificada pelas autoridades com as quais o “Times” falou como “uma das menos cooperantes”. O Tumblr chegou a avisar vários utilizadores que publicaram conteúdo gráfico que as contas iam ser denunciadas às autoridades, o que levou essas pessoas a destruir o material.

A maioria do material foi identificado na aplicação de conversas instantâneas do Facebook, o Messenger. A maioria das imagens alvo de identificação o ano passado tinham origem em outros países, o que prova que o problema é global, mas é nos Estados Unidos que estão as sedes das principais companhias que permitem a troca deste conteúdo.

Os planos das várias plataformas digitais para encriptarem cada vez mais as mensagens trocadas entre os utilizadores, por um lado protegem a liberdade de expressão, por outro tornam muito mais complexo identificar criminosos que as utilizem para difundir este tipo de conteúdo profundamente perturbador. Muitas das vítimas, por saberem que forem gravadas, nunca conseguem ultrapassar o abuso por medo de que as imagens surjam na internet.

O que andam os seus filhos a fazer online e os riscos que correm

Maio 3, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , ,

Texto da Visão de 20 de abril de 2019.

Vânia Maia

Talvez ainda não tenha ouvido falar da TikTok, da Tellonym ou da YouClap, mas estas são algumas das aplicações preferidas dos adolescentes. Partilhar vídeos caseiros, enviar mensagens anónimas, superar desafios lançados pelos amigos…

Noutros tempos, passavam-se bilhetinhos, sem assinatura, de mão em mão, na sala de aula. Atualmente, existem apps de envio de conteúdos anónimos. São habitualmente usadas para fazer as mesmas perguntas mais ou menos inocentes de antigamente, mas agora é muito mais fácil difundir a mensagem e muito mais difícil ser apanhado, se a opção for insultar um colega. O ciberbullying é apenas um dos vários perigos que se escondem nas apetecíveis apps. Saberão os adolescentes portugueses defender-se deles?

Aos 17 anos, Catarina Semedo Oliveira já é perita em segurança online. Faz parte dos Líderes Digitais, uma iniciativa da SeguraNet, com o patrocínio da Direção-Geral da Educação. A reputação de especialista faz com que os amigos lhe peçam ajuda com frequência. “Normalmente, o problema é terem começado a falar com um desconhecido que, depois, propõe um encontro, e então ficam com medo”, revela.

Daniel Cardoso, docente de Ciências da Comunicação nas universidades Nova e Lusófona, procura tranquilizar os pais: “A esmagadora maioria dos jovens que se encontram pessoalmente com desconhecidos depara-se com pessoas da sua idade. É muito raro darem de caras com adultos, mas essa preocupação é compreensível.” Hoje em dia, já não terá grande eficácia dizer simplesmente para não falarem com estranhos. “É uma mera proibição, não incute espírito crítico, o importante é capacitá-los para lidarem com as situações”, defende o investigador. “Se é inevitável que vão ter com estranhos, então o melhor é dizer-lhes para agendarem o encontro num local público, levarem um amigo e avisarem mais alguém da situação”, sugere. “É importante manter um canal de comunicação aberto que seja compreensivo e não proibitivo”, remata.

Catarina Semedo Oliveira conhece vários casos de jovens que se viram numa encruzilhada: “Quando alguma coisa correu mal, não eram capazes de falar com os pais porque sentiam que tinham traído a sua confiança ao não respeitarem as proibições.”

A psicóloga clínica Ivone Patrão é apologista de uma supervisão baseada na partilha desde o jardim-escola. “Se só começarem a falar destas questões quando os filhos tiverem 16 anos, os pais terão muito mais dificuldade em alterar comportamentos.” E lembra que é fundamental respeitar a privacidade dos adolescentes: “Se a sensibilização tiver sido feita ao longo da infância, as regras estarão incutidas e os jovens saberão lidar com as situações que aparecerem.” A VISÃO foi em busca das apps mais populares entre os adolescentes para que pais e filhos saibam lidar com os vícios e as virtudes das redes.

1.TikTok
recomendado a partir dos 16 anos

Cantigas de amigo
Esta aplicação chinesa de partilha de vídeos tem mais de 150 milhões de utilizadores. O seu maior sucesso são os vídeos de adolescentes a cantarem ou a fazerem playback – uma das funcionalidades mais apetecidas são os duetos com outros utilizadores

Alertas: O jornal britânico The Guardian noticiou que foram descobertos vários casos de adultos que solicitavam imagens de nudez a menores através da app. Mesmo entre os jovens, a partilha de conteúdos sexuais explícitos, os chamados nudes, tem-se tornado cada vez mais comum. A psicóloga Ivone Patrão aconselha os pais a lembrarem os filhos de que estão permanentemente a construir a sua identidade digital, mesmo quando partilham conteúdos em privado. “Uma vez na internet, para sempre na internet. Será que gostaria que daqui a dez anos vissem o que publiquei hoje?”, interroga-se, aos 17 anos, Catarina Semedo Oliveira. Na TikTok, só depois de somar mil seguidores é possível fazer vídeos em direto, um incentivo para aceitar toda a gente.

Conselhos de segurança: A aplicação tem uma secção exclusiva para menores de 13 anos, na qual só é possível ver vídeos previamente aprovados e não é permitido partilhar conteúdos, mas basta alterar a data de nascimento para ter acesso a todas as funcionalidades. O modo restrito permite filtrar conteúdo inapropriado e é possível limitar as mensagens privadas a amigos.

37% dos jovens viram imagens de cariz sexual na internet ou noutro local no último ano (em 91% dos casos, as imagens foram vistas em dispositivos com acesso à internet). Oito por cento sentiram muito incómodo perante o que viram, 11% sentiram algum ou bastante incómodo

2.Twitch
recomendado a partir dos 15 anos

Espectadores da internet
Propriedade da Amazon, é uma das campeãs do streaming de vídeos de pessoas a jogarem videojogos

Alertas: É comum a interação com desconhecidos nas salas de conversação, o que pode potenciar o contacto com pessoas mal-intencionadas. Muitas vezes, os gamers estão expostos ao discurso de ódio nestas plataformas. Os utilizadores são incentivados a premiarem os seus jogadores favoritos comprando Bits, apesar de a app ser gratuita. São muitas as aplicações grátis que solicitam os dados do cartão de crédito. O pedido não é inocente. Existem compras integradas que só se revelam com a utilização e a compra fica de antemão facilitada.

Conselhos de segurança: Existe a opção de bloquear os convites para conversas privadas. Nas definições, é importante desativar a opção que permite a partilha da atividade do espectador, sem a sua autorização.

16% ou seja, uma em cada seis crianças e adolescentes vítimas de ciberbullying teve de fazer coisas que não queria fazer

3.Tellonym
recomendado a partir dos 17 anos

(Des)Protegidos pelo anonimato
Esta app permite enviar mensagens escritas anónimas para outros utilizadores. É possível associar-lhes fotografias ou vídeos

Alertas: Não é preciso estar registado para usar a aplicação, o que facilita os comportamentos de ciberbullying ou o envio de conteúdos inapropriados, por exemplo os sexualmente explícitos. Outra aplicação de troca de mensagens anónimas, a Kik, foi referenciada nas investigações de mais de mil casos de abuso sexual, nos últimos cinco anos, no Reino Unido. “Este tipo de aplicações é muito usado para fazermos perguntas ingénuas como ‘gostas desta ou daquela pessoa?’, mas também pode facilitar o contacto com desconhecidos que peçam dados pessoais ou contribuam para o discurso de ódio e para o bullying”, reconhece Catarina Semedo Oliveira, embaixadora europeia jovem para a segurança na internet, que insta todos os internautas a não compactuarem com o ciberbullying. “Não devemos pôr ‘gosto’ e muito menos comentar. Devemos relatar o que vemos, fazer uma captura de ecrã e mostrar aos pais ou aos professores.”

Conselhos de segurança: É possível bloquear preventivamente as mensagens dos utilizadores não registados. Os remetentes de conteúdos indesejados também podem ser bloqueados. Outra opção é filtrar determinadas palavras, evitando que as mensagens que as contenham cheguem ao destinatário. Sempre que uma app não precise da câmara ou do microfone para funcionar, essas permissões devem ser negadas.

24% dos inquiridos entre os 9 e os 17 anos confessaram ter sido vítimas de bullying online e offline no último ano. A forma de ciberbullying mais incomodativa são as “mensagens desagradáveis”, consideram quase dois terços.

4.Facetune
recomendado a partir dos 13 anos

Cirurgias estéticas digitais
Mais do que editar fotografias, esta app permite alterar a aparência da pessoa fotografada. Aumentar os olhos, diminuir o nariz, remover as imperfeições da pele ou estreitar a cintura são algumas das funcionalidades

Alertas: A alteração das selfies de forma a corresponderem à imagem que gostariam de ter pode contribuir para o isolamento digital, destruindo a autoestima dos adolescentes. “Nas redes sociais, há tempo para tirar uma fotografia e melhorar a aparência, o que não é possível no convívio presencial, isso pode causar ansiedade e afetar a autoestima dos jovens mais vulneráveis, levando-os a evitar o contacto face a face”, nota a psicóloga Ivone Patrão. “Quando um jovem se foca apenas na construção da sua imagem, de forma a agradar aos outros, há um sofrimento atroz por detrás. Terá de haver outros sinais de que não está bem”, alerta a docente do ISPA.

Conselhos de segurança: Estar atento aos sinais que possam denunciar uma baixa autoestima. Lembrar que o investimento pessoal não deve reduzir-se à imagem e alertar para o facto de tudo o que é partilhado nas redes ser altamente encenado.

28% dos jovens entre os 11 e os 17 anos receberam mensagens sexuais explícitas no ano passado; em 2014, esse valor não ia além dos 5%. São, sobretudo, os adolescentes entre os 15 e os 17 anos quem mais as recebe.

5.Houseparty
recomendado a partir dos 13 anos

Fazer a festa no ecrã
Com mais de 20 milhões de utilizadores – 60% na faixa etária entre os 16 e os 24 anos –, a principal atração desta aplicação são as chamadas de vídeo em grupo

Alertas: Só podem ser adicionadas pessoas que já façam parte das redes sociais ou dos contactos do telefone do utilizador. No entanto, é possível encontrar outros usuários nas proximidades, se o localizador do telefone estiver ligado. As salas de conversação estão abertas por defeito, mas surge um alerta “stranger danger” sempre que um desconhecido, como um amigo de um amigo, entra no grupo. A jovem líder digital Catarina Semedo Oliveira deixa uma advertência: “Não devemos achar que qualquer pessoa com quem temos amigos em comum é de confiança.”
A transmissão em direto aumenta o risco de serem difundidos conteúdos inapropriados impossíveis de serem controlados.

Conselhos de segurança: O ideal é desligar o localizador do telefone para evitar ser contactado por desconhecidos que estejam a utilizar a aplicação na mesma zona geográfica. Também é possível trancar as salas de conversação, impedindo qualquer pessoa de entrar sem ser convidada, basta acionar o modo privado nas definições.

33% dos jovens portugueses entre os 9 e os 17 anos que tiveram experiências negativas na internet ignoraram ou esperaram que o problema desaparecesse. Outro terço decidiu bloquear a pessoa 
que o incomodou.

6.Yubo
recomendado a partir dos 18 anos

Amores virtuais
É conhecida como o “Tinder dos adolescentes”, mas é apresentada como uma aplicação para “fazer novos amigos”. Deteta os utilizadores geograficamente mais próximos

Alertas: É necessário revelar a localização do dispositivo para a app funcionar devidamente. O perfil pode ser visto por todos os utilizadores geograficamente próximos e, quando há um match, podem manter-se conversas privadas e, até, partilhar vídeos. A jovem embaixadora digital Catarina Semedo Oliveira recomenda precaução: “Quando começamos a falar com alguém, temos de pensar bem em tudo o que dizemos e partilhamos. É mais fácil sermos enganados se o outro souber muito sobre nós.” A informação revelada online deve ser limitada ao mínimo, mesmo aquela que é teoricamente partilhada em privado. Dados pessoais, como o número de telefone, a morada de casa ou a escola que se frequenta, devem ser sigilosos. Em relação aos encontros presenciais, é perentória: “É sempre preferível jogar pelo seguro. Podemos conhecer pessoas novas na escola, não precisamos de passar pela internet.”

Conselhos de segurança: É possível desativar a localização e a opção de fazer match, mas os perfis mantêm-se sempre públicos. Os utilizadores menores de idade só podem contactar com pessoas da mesma faixa etária, mas basta inserir uma data de nascimento falsa para contornar o sistema, o que torna a segurança muito limitada.

44% das crianças e dos jovens portugueses confessaram ter-se encontrado presencialmente com pessoas que conheceram na internet – um comportamento mais comum entre os 13 e os 17 anos. A esmagadora maioria (79%) ficou contente após os encontros. Mais de metade (53%) admite contactar com desconhecidos na internet.

7.YouClap
recomendado a partir dos 16 anos

Desafios a toda a prova
Esta app portuguesa, criada pelo engenheiro informático José Rocha, formado na Universidade de Aveiro, permite aos utilizadores lançar desafios (a todos os outros seguidores, a alguns ou apenas a um). Fazer a melhor coreografia de uma canção, contar a piada mais seca ou, simplesmente, fotografar o jantar, as possibilidades são infinitas. Um terço dos seus cerca de 50 mil utilizadores tem entre 14 e 18 anos

Alertas: Existe o risco de serem lançados desafios perigosos – como já aconteceu noutras aplicações, por exemplo, com a Baleia Azul (que culminava com uma tentativa de suicídio). Todas as contas são públicas para todos os utilizadores.

Conselhos de segurança: Os programadores eliminam constantemente conteúdos ofensivos, mas são os utilizadores que denunciam 70% a 80% dos casos – é importante estar familiarizado com esta função. Em breve, será possível tornar as contas privadas, mas também será inaugurada a função de conversação.

46% dos jovens entre os 11 e os 17 anos viram imagens nojentas ou violentas contra pessoas e animais no último ano. Praticamente o mesmo número (45%) deparou com informação sobre automutilação e 43% estiveram expostos a discurso de ódio (em função da cor da pele, da religião, da nacionalidade ou da orientação sexual)

Fonte: Estatísticas retiradas do inquérito EU Kids Online 2019, sobre o comportamento dos jovens portugueses, entre os 9 e os 17 anos, em contexto digital.

As apps que os pais também usam

Além dos adolescentes, também os mais velhos são utilizadores destas aplicações, mas nem por isso se devem descurar os seus perigos

Snapchat
É muito utilizado no contexto de sexting (envio de conteúdos sexualmente explícitos), uma vez que tem a particularidade de as mensagens supostamente desaparecerem ao fim de pouco tempo. Pura ilusão, já que é possível fazer capturas de ecrã, comprar replays e salvar conteúdos do Snapchat recorrendo a aplicações específicas para o efeito. Convém desativar a localização.

Instagram
Tudo começou com a partilha de fotografias mas, agora, esta rede social tem muito mais que se lhe diga. Com a função IGTV, os utilizadores podem subscrever os canais de vídeo uns dos outros. Além disso, é possível fazer transmissões em direto e trocar mensagens escritas, vídeos ou áudio em privado com outros utilizadores. Uma das principais opções para tornar a app mais segura é tornar a conta privada. Podem bloquear-se seguidores indesejados e limitar os comentários ou filtrar palavras e emojis ofensivos.

WhatsApp
Além das mensagens escritas, o WhatsApp permite a partilha de fotos, vídeos e áudio. Podem bloquear-se contactos guardados ou desconhecidos (mas não números anónimos) e é possível tornar a conta privada nas definições, de forma a que só os contactos (ou mesmo ninguém) consigam ver se está online. A função mais preocupante é a partilha da localização do utilizador, mas é possível desligá-la.

YouTube
O sucesso dos youtubers ajudou a transformar este repositório de vídeos numa rede social. Para terem sucesso, os seus vídeos precisam de ser também comentados. A investigadora Ana Jorge, que tem estudado a relação dos mais novos com os meios de comunicação, alerta para a importância de lhes despertar o sentido crítico: “É fundamental desconstruir o que fazem os youtubers explicando, por exemplo, que as suas recomendações são pagas pelas marcas.”

 

 

 

Aplicação TikTok deixa crianças expostas a predadores sexuais

Maio 2, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , ,

Notícia da SIC Notícias de 5 de abril de 2019.

Uma investigação revelou centenas de mensagens de cariz sexual.

A aplicação de vídeo TikTok está a ser acusada de falhar em proteger crianças que estão a receber mensagens de cariz sexual. Uma investigação da BBC revelou centenas de casos.

São muitos os comentários explícitos que chegam a ser publicados em contas de crianças com apenas nove anos. Apesar da maioria ser apagada pela aplicação quando são reportados pelos utilizadores, os seus autores não são banidos da plataforma, apesar dos regulamentos desta proibirem expressamente estes comportamentos.

A TikTok é uma aplicação que permite a publicação de pequenos vídeos. Tornou-se particularmente popular entre jovens, que a utilizam para gravar vídeos a cantar e dançar, a contar piadas ou a completar desafios. Terá mais de 500 milhões de utilizadores ativos por mês em todo mundo.

Centenas de mensagens e comentários explícitos

Durante três meses, a BBC reportou centenas de comentários que encontrou em vídeos de menores de idade. As denúncias foram feitas através das ferramentas disponibilizadas pela aplicação ao utilizador comum. Apesar da grande parte dos comentários ter sido removida em 24 horas, houve muitos que continuaram públicos e as contas ativas.

Segundo o regulamento, são proibidos quaisquer “publicações ou mensagens privadas que assediem utilizadores menores” e que se a empresa tiver “conhecimento de conteúdo que explore sexualmente ou coloque em perigo crianças (…) alertará as autoridades”.

Para além das mensagens de cariz sexual, há também denúncias de conteúdo misógino, racista, homofóbico e antissemita.

O perigo à espreita

“Estas pessoas estão a usar estas plataformas para ganhar acesso a crianças”, explicou a comissária inglesa para os direitos das crianças, Anne Longfield. Enquanto muitos destes predadores utilizam perfis anónimos, outros não escondem nomes e fotografias reais.

Contactado pela BBC, o pai de uma criança de 10 anos revela que apagou a aplicação do telemóvel do filho depois de ter descoberto mensagens de um homem adulto.

“As mensagens, que continham asneiras, diziam ‘não me ignores’, ‘sei quem és e vou-te buscar’ (…) Se o meu filho tivesse respondido, o que podia ter acontecido a seguir? (…) É nojento, a TikTok tem uma responsabilidade agora e se as pessoas estão a receber mensagens como estas, deviam pelo menos contactar as autoridades”.

Entretanto, a plataforma emitiu um comunicado onde garante estar “comprometida em aprimorar as medidas existentes e introduzir processos técnicos e de moderação adicionais”.

 

Sexting dispara entre jovens. E alguns só têm 11 anos

Agosto 17, 2018 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , ,

thumbs.web.sapo.io

Notícia do site Sapolifestyle de 6 de agosto de 2018.

A massificação dos telemóveis transformou o sexting – troca de mensagens de cariz sexual – num hábito comum entre adolescentes. Os especialistas alertam para as consequências deste fenómeno, que envolve miúdos cada vez mais novos e também é usado para fazer bullying ou chantagem.

Há meia dúzia de anos o conceito era obscuro, mas hoje quase todos os jovens sabem o que quer dizer e muitos fazem aquilo que ele define: trocar mensagens de cariz sexual através do telefone. O sexting começou por se limitar ao texto, mas com a evolução das tecnologias depressa começou a contemplar fotografias e vídeos. Desde então, os seus estragos não param de se acumular.

Um novo estudo, publicado pela JAMA Pediatrics e divulgado pela CNN, defende que um em cada quatro jovens norte-americanos confessou ter recebido este tipo de mensagens e um em cada sete admitiu tê-lo enviado. A investigação contemplou 39 projetos autónomos, realizados entre janeiro de 1990 e junho de 2016, que envolveram mais de 110 mil participantes, todos com menos de 18 anos e alguns com apenas 11.

Ressalvando que foi a massificação do acesso aos telemóveis que provocou este fenómeno, os autores do estudo sugerem que “as informações específicas sobre sexting e as suas consequências devem começar a ser trabalhadas em aulas de educação sexual”.

A pesquisa mostra que entre os mais jovens, o sexting é uma forma de explorar a atração sexual. “À medida que crescem, os adolescentes sentem cada vez mais interesse pela sexualidade; estão a tentar descobrir quem são”, afirmou o co-autor do estudo e professor de psiquiatria da Universidade do Texas, Jeff Temple.

Os riscos que as crianças e pré-adolescentes mais novos correm são assustadores, tendo em conta as armadilhas deste tipo de conteúdo. Diz o artigo da CNN que as relações entre pré-adolescentes (entre 10 e 12 anos) são quase sempre de curta duração, o que torna os miúdos mais vulneráveis ​​ao sexting sem consentimento, pois tornou-se comum “usar imagens e vídeos de nus como forma de ameaça ou chantagem”.

Tendo em conta que a média de idade dos miúdos que começam a usar smartphones está nos 10,3 anos, Jeff Temple acredita que “vamos assistir a um aumento do número de adolescentes com vida sexual”.

“As crianças não têm uma compreensão absoluta do que é uma relação de causa e efeito”, defende Sheri Madigan, professora assistente do Departamento de Psicologia da Universidade de Calgary e coautora do estudo.

“Quando enviam uma fotografia, muitos não pensam que jamais poderão recuperá-la e que o destinatário pode fazer com ela o que bem entender”.

Madigan diz que parte do problema está no cérebro dos adolescentes. “Os mais jovens têm os lóbulos frontais menos desenvolvidos e, por isso, são menos capazes de pensar sobre determinados assuntos do que os mais velhos. Provavelmente são mais vulneráveis ​​à pressão para fazer sexo ou participar em sexting não-consensual”.

De acordo com este estudo, 12,5% dos jovens – ou seja, um em cada oito – diz ter reencaminhado uma mensagem deste teor sem o consentimento do remetente e/ou do destinatário, o que revela bem a falta de segurança que envolve o fenómeno. “Sabemos que os sexts estão a ser reencaminhados sem consentimento e se os pais conversarem com os filhos adolescentes sobre sexting, devem falar sobre tais riscos”, defendeu Sheri Madigan, reforçando que se as mensagens forem trocadas sem a conivência dos intervenientes o assunto é muito grave. “Se olharmos para o fenómeno como um comportamento sexual consensual – com ambos os adolescentes a lidarem bem com o assunto – não haverá qualquer problema para a saúde mental”. Mas se o sexting for feito à revelia dos intervenientes, as consequências podem ser dramáticas.

Como falar com os seus filhos sobre sexting

  • Faça perguntas amplas como “já ouviste falar de sexting?”. Se perceber até que ponto ele domina o assunto, torna-se mais fácil conduzir a conversa.
  • Use exemplos apropriados à idade do seu filho e seja específico sobre as consequências do sexting. “Os pais devem ser proactivos e não reativos”, defende Madigan.
  • Recorde ao seu filho que o amor-próprio não é negociável. E que o sexting não é forma de provar amor a ninguém.
  • Evite julgamentos e preconceitos. E não queira ter a última palavra. Deixe o adolescente explicar o que sente.
  • Não se assuma como especialista na matéria.
  • Não o “proíba de”. Proibir, muitas vezes, é apenas convidar à desobediência.
  • Seja compreensivo. Os tempos mudaram e há coisas que custam a entender quando se é adulto.

 

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Prevalence of Multiple Forms of Sexting Behavior Among Youth

Raparigas partilham fotos íntimas porque são pressionadas por eles

Janeiro 8, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , ,

Notícia do https://www.publico.pt/ de 8 de janeiro de 2017.

Pressão, manipulação e ameaças são as estratégias adoptadas pelos rapazes adolescentes para obter fotografias íntimas das raparigas. As jovens sabem que devem dizer não mas muitas vezes cedem, diz estudo. Especialistas avisam que a prática é cada vez mais comum entre os jovens portugueses, que muitas vezes não estão conscientes dos perigos.

Rita Marques Costa

“Por favor, ajudem-me… Eu gosto mesmo deste rapaz, mas ele usa-me. Está sempre a falar de sexo, quer fotos minhas e fica chateado quando não o faço. O que devo fazer? Estou tão confusa…” Este é um dos excertos publicados no estudo de uma investigadora norte-americana da Northwestern University, Sara Thomas, que avalia as razões que levam as raparigas adolescentes a enviar fotografias íntimas de si próprias ou a optar por não fazê-lo.

Os 462 depoimentos analisados foram deixados no site A Thin Line – uma iniciativa do canal MTV para combater o bullying digital e outros abusos entre adolescentes – entre 2010 e 2016, por raparigas que tinham, em média, 15 anos.

Quase 40% das jovens que recorreram à plataforma para partilhar a sua experiência justificaram o envio de fotos íntimas com a coerção exercida pelos rapazes. Na maior parte das vezes, na forma de pressão e ameaças.

A vontade de agradar o namorado ou conquistar um potencial parceiro e a persistência dos remetentes também figuram como motivações para estas jovens.

Em Portugal, apesar do fenómeno ainda ser pouco estudado, alguns psicólogos e investigadores que trabalham a área do ciberbullying arriscam dizer que a realidade não será muito diferente da descrita no estudo.

Quanto às motivações para a partilha, em muitos casos, “não o fazer é demonstrar fraqueza”, diz Tito de Morais, responsável pelo projecto Miúdos Seguros na Net. Luís Fernandes, psicólogo na Associação Sementes de Vida, reforça que há uma grande “vontade de agradar”.

 

Desejo também conta

O fenómeno é tão comum “que os pais nem imaginam”, nota Luís Fernandes. O psicólogo adianta que, por enquanto, esta será uma tendência “crescente”.

Porém, se é verdade que existe este lado negro da exposição e abuso, também há que ter atenção para não “diabolizar” a prática, nota Tito de Morais. O especialista detalha que esta é “uma forma dos jovens expressarem a sua sexualidade”, cada vez mais comum e na maior parte das vezes “não tem consequências”.

Para Sónia Seixas, doutorada em psicologia pediátrica pela Universidade de Coimbra, as experiências com a sexualidade e o corpo do outro, comuns na adolescência, passam a “deixar um rasto digital, quando antes eram estritamente presenciais”. Isto faz com que partilhas, neste caso de fotos íntimas, que inicialmente eram inocentes podem tornar-se abusivas com o fim de uma relação.

A psicóloga admite que quando as imagens são divulgadas publicamente, a situação é vista como “humilhante” para as raparigas. Já para os rapazes esse não é o caso. “Ainda se nota esta dinâmica”, mas “as mentalidades estão a mudar”, comenta Sónia Seixas.

Aceitam termos impostos pelos rapazes

Ainda assim, no estudo da investigadora norte-americana, só em 8% dos depoimentos analisados as raparigas disseram ter enviado as suas fotografias íntimas por desejo.

A investigadora resume no seu estudo: “quando confrontadas com este tipo de pressão, as raparigas aquiescem aos termos impostos pelos rapazes no que diz respeito ao envolvimento romântico e sexual”. Contudo, “se bem que a maioria das raparigas assume a responsabilidade de negociar e gerir todas estas pressões, também reportam alguma confusão e insuficiência de recursos para lidar com este tipo de questões”.

Quanto à intensidade dos fenómenos de coerção noutros países, Sara Thomas comenta ao PÚBLICO que “há mais países que têm de lidar com este fenómeno”. Contudo, não é algo exclusivo de uma faixa etária. “Se acontece entre adultos, também vai acontecer entre jovens.”

Estratégias para os pais e adolescentes

Apesar das estratégias de “sexting seguro” que alguns sugerem, como não captar o rosto ao tirar este tipo de fotografias ou utilizar plataformas onde o período de vida das imagens é limitado, ainda é possível ver o remetente das imagens ou fazer uma captura de ecrã. Tito de Morais diz que compreende esta prática, mas não a recomenda “nem a jovens nem a adultos”.

A educação ocupa um papel importante na prevenção deste tipo de comportamentos.  Especialmente no sentido da “assertividade” para que os jovens percebam que não devem fazer aquilo que não querem ou não acham correcto.

Mas quando o mal está feito e as vítimas são os jovens, há várias coisas que podem ser feitas. Para já, “a comunicação é essencial”. Os jovens devem saber com quem contar e quando já há um canal de comunicação “é mais fácil”, diz Luís Fernandes.

Os pais também devem estar atentos aos comportamentos dos jovens. “Quando os miúdos começam a evitar as tecnologias, mostram-se nervosos e manifestam alterações de comportamento” há motivos para desconfiar. O facto dos pais serem pouco conhecedores do mundo digital não ajuda.

 

 

Crees que tu hijo comparte contenido sexual en el móvil?

Outubro 30, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação, Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , ,

Texto do blogue https://rincondelbibliotecario.blogspot.pt/ de 12 de outubro de 2017.

El diálogo abierto en el entorno familiar y la concienciación son claves para prevenir el uso inadecuado de las tecnologías por parte de los menores.

Aunque el intercambio de material sexual a través de redes sociales y servicios de mensajería instantánea (sexting) no es algo exclusivo de los menores de edad, sí que es importante estar vigilantes en los colegios y en el entorno familiar para concienciar y minimizar así las posibles consecuencias que pueda acarrear esta práctica.

En muchas ocasiones, las exparejas comparten fotos y vídeos íntimos como venganza

Cuando alguien decide enviar contenido íntimo debe saber que éste deja de estar bajo su control. En ese momento, es la otra persona quien pasa a tener el control de ese material y, en muchas ocasiones, puede utilizarlo a modo de chantaje o como venganza. En el caso de los adolescentes, muchas veces son las exparejas las responsables de subir a Internet o compartir por mensajería instantánea las fotos o videos de contenido sexual por despecho o por venganza, según advierte la Oficina de Seguridad del Internauta, un servicio puesto en marcha por el Ministerio de Energía, Turismo y Agenda Digital en colaboración con el Instituto Nacional de Ciberseguridad (INCIBE).

Pero, ¿cómo debemos actuar en casa y en el colegio? El Observatorio de la Seguridad de la Información (OSI) en la Guía sobre adolescencia y sexting: qué es y cómo prevenirlo, ofrece una serie de pautas.

Pautas para prevenir el sexting

* 1. Informarse de forma conjunta:

Existen diversas organizaciones y empresas que ofrecen información sobre las situaciones en las que pueden encontrarse los menores en internet. Es importante hacerlo para fomentar un clima de confianza y descubrir de forma conjunta los riesgos. Por ejemplo, desde el propio INCIBE se ha puesto en marcha un teléfono de atención para que tanto menores como padres y docentes expongan sus dudas.

Por su parte, Orange ha lanzado la iniciativa Por un uso Love de la tecnología, que pretende mostrar a las familias las consecuencias del mal uso de las redes sociales y los dispositivos móviles. La compañía quiere convertirse así en fuente de información y de reflexión para las familias y lograr un uso responsable de la tecnología.

Así se habla del sexting en familia

  1. Hablar de privacidad:

Es importante insistir en la prevención y, para ello, los menores tienen que ser conscientes de los riesgos que corren al exponer sus datos personales y sus fotos más íntimas públicamente.

Hay que exponer los riesgos posibles y poner ejemplos de casos de actualidad. Debe hacerse en un ambiente de confianza que facilite que el menor exponga sus ideas y problemas y así reflexione sobre las posibles consecuencias. Es importante que los padres, madres y educadores sean capaces de trasladar a los menores la confianza suficiente como para que, ante una incidencia en la Red, recurran a la opinión experta de un adulto. Orange, dentro de la iniciativa, ha potenciado ese diálogo dentro de las familias para que los menores puedan explicar a sus padres en qué consiste el sexting y expongan sus impresiones sobre esta práctica.

* 3. La factura bajo control

El Observatorio para la Seguridad en Internet afirma que, según varios estudios, el porcentaje de menores que practican sexting se quintuplica entre los que pagan totalmente sus propias facturasde teléfono frente a los que no lo hacen o solamente pagan una parte. Pagar sus propias facturas puede generar en el menor una sensación de autonomía y madurez (incluso anonimato) que le lleve a sobrevalorar sus razonamientos y percepciones de seguridad.

* 4. El ordenador, en las zonas comunes

El sexting no es una práctica que sólo se lleve a cabo a través de los smartphones, sino que los ordenadores también juegan un papel clave. Por eso, es importante colocar el ordenador en un lugar común de la casa, algo que evitará situaciones de sexting. Si el equipo se encuentra en la habitación del menor, será más fácil encontrar momentos de intimidad para realizar contenidos sexuales, mientras que si está en una zona común a la vista del resto de miembros de la familia, se reduce.

* 5. Instalar sistemas de control parental

También existen sistemas de control parental que pueden limitar e informar sobre el uso que el menor hace del ordenador.

Fuente bibliográfica

¿Crees que tu hijo comparte contenido sexual en el móvil? [en línea], [sin fecha]. [Consulta: 13 octubre 2017]. Disponible en: http://www.elmundo.es/promociones/native/2017/10/09/index.html.

 

Menina de 12 que enviou foto a pedófilo pode ficar com registo criminal

Setembro 26, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

Notícia do http://www.jn.pt/de 17 de setembro de 2017.

Foto: Arquivo/Global Imagens

 

Uma menina de 12 anos, residente no sul de Inglaterra, pode enfrentar acusações depois de ter enviado uma fotografia do próprio corpo para um homem que a assediava na Internet.

Segundo o britânico “Independent”, especialistas da área da exploração infantil advertiram a mãe da jovem para a hipótese de a filha poder ficar com registo criminal, uma vez que é ilegal partilhar imagens explícitas de menores, ainda que a pessoa que as envie seja também menor.

O suspeito que coagiu a menina a enviar a fotografia ainda não foi detido. O homem tê-la-á contactado, através de um perfil falso, pelo serviço de mensagens privadas do Instagram, onde a abordou e revelou as intenções.

A jovem recusou os sucessivos pedidos feitos pelo alegado pedófilo, mas, algumas mensagens depois, acabou por enviar uma fotografia onde expunha o corpo.

Quando a mãe da jovem teve acesso às mensagens, entrou em contacto com o Centro de Exploração Infantil e Proteção na Internet (CEOP) – um braço da agência governamental “National Crime Agency” (NCA) – que reportou o caso à polícia.

Depois de as autoridades terem falado com a menina e revistado o iPad onde trocava mensagens com o sujeito, um oficial do CEOP alertou a mãe para a possibilidade de esta enfrentar uma acusação.

“Nem quis acreditar. Como é que a vítima pode acabar com cadastro? É uma miúda nova e inocente que cometeu um erro”, disse a mãe ao jornal “The Sunday Mirror”, acrescentando que já se questionou se fez bem em reportar o caso.

mais informações na notícia:

Schoolgirl groomed online by paedo could face CHARGES after she was pressured into sending topless snap

 

Sexting: os perigos reais da intimidade virtual

Setembro 9, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , , , , ,

Reportagem do http://www.noticiasmagazine.pt/ de 31 de agosto de 2016.

Com os smartphones, o sexting ganhou uma nova dimensão. Do envio de mensagens marotas passou-se para a troca de imagens e vídeos eróticos. O perigo desta prática é real e pode estar escondido nas teias da internet. Conheça os principais cuidados relativos ao sexting na galeria de imagens. (Fotografia Getty Images)

Com os smartphones, o sexting ganhou uma nova dimensão. Do envio de mensagens marotas passou-se para a troca de imagens e vídeos eróticos. O perigo desta prática é real e pode estar escondido nas teias da internet. Conheça os principais cuidados relativos ao sexting na galeria de imagens. (Fotografia Getty Images)

Por: Ana Pago

Ilustração Shutterstock

A troca de conteúdos eróticos entre parceiros é um fenómeno. Que perigos esconde?

No início era um envio de mensagens marotas (sex) por sms (texting). Depois vieram os smartphones e o sexting e a respetiva troca de conteúdos eróticos ganhou outra sofisticação ao incluir fotografias e vídeos. Com aplicações como Whatsapp, Snapchat, Viber ou Skype, os perigos de a nossa intimidade cair em mãos erradas são agora imensos. O verão torna os utilizadores mais disponíveis para esta prática.

Quando Jessica Logan se despiu, não era bem aquilo que tinha em mente. A jovem nunca previu a iminência do fim. Fotografava o próprio corpo com um telemóvel e só pensava na surpresa que o namorado teria ao receber aquelas imagens. No fundo, só queria dizer «Dou-me a ti porque estou apaixonada». Aos 18 anos, não se lembrava de algum dia se ter sentido tão atraente. Mas o namoro terminou. E o namorado que passou a ex partilhou as fotografias reveladoras com amigos, que as distribuíram por outros via Facebook, MySpace e sms num crescendo de violência psicológica difícil de conter.

No mesmo quarto onde fez sexting durante meses, a linda e desinibida Jesse enforcou-se, tornando-se em 2008 a primeira vítima mortal conhecida pelo uso irresponsável (do namorado) do fenómeno de troca de mensagens eróticas, com ou sem imagens, via telemóvel, chats ou redes sociais.

«Registar fotografias ou vídeos da nossa intimidade em formato digital é dar o primeiro passo para perdermos o controlo sobre ela», alerta Tito de Morais, fundador do projeto MiúdosSegurosNa.Net para ajudar famílias e escolas a promover a segurança online dos jovens. O dispositivo pode avariar-se, perder-se, ser roubado, alvo de intrusão ou de um acesso indevido acidental. «O que era privado torna-se público e, com a internet, a audiência para esses conteúdos escala exponencialmente.» Muitas vezes as vítimas acabam perseguidas, ameaçadas, afastadas à força da vida que faziam antes da sobre-exposição online. Sobretudo no verão, diz: «Além da quantidade de fotografias em biquíni suscetíveis de reprodução não consentida e descontextualizada, as férias são uma época de novos namoros, desinibição e experiências sexuais, exprimíveis através do sexting.»

Uma vez enviado um vídeo ou fotografia de natureza erótica, ninguém sabe que usos lhe podem dar recetores mal-intencionados, confirma Sofia Rasgado, coordenadora do Centro Internet Segura, um projeto da responsabilidade da Fundação para a Ciência e Tecnologia, que envolve outros organismos públicos e privados, com vista à disponibilização de informação para proteção e prevenção de riscos no uso da internet. Facto: não é novidade duas pessoas envolvidas numa relação séria trocarem material «quente» entre si. Facto: fazê-lo sempre implicou o risco de esse conteúdo poder ser usado contra quem o partilhou. «O problema hoje decorre, porém, de o fenómeno ser especialmente comum entre adolescentes e jovens adultos, criados com as novas tecnologias de comunicação e informação», diz a responsável. Se por azar uma imagem cai nas mãos erradas, a velocidade vertiginosa a que tudo se processa fará que seja enviada, copiada e partilhada em múltiplas plataformas, sem controlo possível.

«Não existem dados claros de que as mensagens puramente textuais caíram em desuso, contudo vemos que uma das aplicações mais descarregadas entre jovens é o Snapchat, que permite o envio de conteúdos multimédia (texto opcional) que se autodestroem passados 15 segundos», diz Sofia, ciente do tráfego de cariz erótico a circular por este meio. Daí o aviso: «Apesar de a aplicação dizer que destrói estes conteúdos, eles podem ser registados com métodos digitais (capturas de ecrã) ou analógicos (filmar o dispositivo quando recebe mensagens). Há ainda a possibilidade de serem armazenados, de forma não autorizada pelos utilizadores, em servidores passíveis de sofrerem ataques que resultem em partilha/publicação indevida.»

E de repente, sem querer, ficamos sujeitos a exposição pública, humilhação, chantagem, exclusão e vergonha, que podem conduzir a estados depressivos e até automutilação ou suicídio.

«O sexting tornou-se uma moda, uma mudança comportamental associada à revolução dos smartphones e das redes sociais. Passámos do erotismo como um tabu para o extremo de expor o que faz sentido manter na intimidade », diz a psicóloga e terapeuta sexual Cristina Mira Santos.

«Assistimos a uma excessiva erotização social e mediática do corpo, a que se junta adolescentes a amadurecer sexualmente, influenciáveis e com desejo de pertença a um grupo.» Regra geral, eles partilham mais e elas expõem mais, pressionadas por uma sociedade que continua a ver no corpo feminino valor de objeto e troca – o que não significa que os rapazes não se exponham ou não sejam alvo de partilhas abusivas. O desgaste psicológico de tudo isto pode ser devastador e causar estragos para o resto da vida. «Recordo-me de jovens que viram a sua localidade de residência exposta e foram alvo de processos de aliciamento sexual, ameaça e extorsão», diz Tito de Morais, impressionado com a gravidade do cyberbullying nos casos em que o sexting é feito sob ameaça ou coação, e as imagens divulgadas «por mera gabarolice ou para ofender, humilhar e difamar o(s) visado(s)». A nível internacional (os primeiros fenómenos de sexting identificados remontam aos EUA em 2005), inúmeros casos de finais trágicos sucederam-se ao de Jesse Logan: Hope Witsell, de 13 anos, também se enforcou por razões idênticas um ano depois.

Sofia Rasgado lembra ainda Amanda Todd, muitas vezes referida nas sessões de apoio/esclarecimento do Internet Segura. «Enquanto andava no 7.º ano, a jovem participou num chat e conheceu um estranho que a elogiou e a convenceu a mostrar os seios diante da câmara», diz a coordenadora do Centro Internet Segura. O sujeito passou a chantageá-la: ou ela voltava a mostrar-se, ou ele partilhava publicamente o registo. Durante uma série de tempo, Amanda foi perseguida, sofreu de ansiedade e depressão graves, mudou de casa com a família. «A par do consumo de álcool, drogas e mais tarde automutilação, o seu estado de saúde mental piorou.» Suicidou-se em desespero no final de 2012. Em 2014, um homem de 35 anos dos Países Baixos foi acusado de vários crimes de extorsão, aliciamento online, assédio criminoso e registo de pornografia infantil ligados ao caso de Amanda.

Ainda assim, o sexting e as tecnologias não são bons nem maus em si mesmos. «Tudo depende do uso que fazemos deles», ressalva Daniel Cardoso, doutor em Ciências da Comunicação (na vertente de Cultura Contemporânea e Novas Tecnologias) e autor da tese Entre Corpos e Ecrãs: Identidades e Sexualidades dos Jovens nos Novos Media, defendida na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Cristina Mira Santos dá-lhe razão, apoiada num estudo de 2015 da Universidade Drexel, de Filadélfia, EUA, segundo o qual casais que trocam mensagens sexuais pelo telemóvel têm maior satisfação física e afetiva. «Como mecanismo erótico, é poderoso a reacender a chama numa dada fase do relacionamento. Esta noção do provocar, do proibir, seria bastante confortável se não houvesse tanto risco de uma eventual exposição do corpo na internet», diz a psicóloga. O problema reside precisamente aí: na divulgação. As sequelas não advêm da prática, mas sim da exposição reprovável de conteúdos pessoais.

Mas podemos concluir que os jovens estão constantemente a fazer sexting? A resposta também é difícil, mas «existe um desfasamento entre a perceção que têm da conduta dos seus pares (acham que estão sempre a fazê-lo) e o seu próprio comportamento», diz Daniel Cardoso.

O inquérito EU Kids Online, sobre usos, riscos e segurança na internet a nível europeu, sustenta que 15 por cento dos jovens entre os 11 e os 16 anos receberam mensagens sexuais em 2014, mas só três por cento as terão enviado.

Seja como for, a partilha indevida é crime qualquer que seja a escala, avisa o especialista. «Há uma espécie de normalização social desta coisa de andar a ver e mostrar imagens íntimas. O primeiro passo é valorizar a ideia de que se a outra pessoa não consentiu em mostrar, então nós devemos tentar não ver.» Na dúvida, nunca fazer aos outros o que não queremos que um dia nos possam fazer a nós.

E FREXTING, JÁ EXPERIMENTOU?
Não há nada que bons amigos não partilhem exceto a intimidade, essa fronteira para lá da qual a amizade passaria a outro patamar. Mas agora a moda do frexting (friends + sexting) diz que os amigos podem partilhar mesmo tudo, inclusive imagens todos nus para que os outros lhes digam como estão esplenderosos e retribuam na mesma moeda, mostrando-se como vieram ao mundo para reforçar os laços. O conceito espalhou-se muito por conta da escritora norte-americana Kelly Williams Brown, que no seu Adulting Blog garante que a prática é libertadora e faz maravilhas pela nossa autoestima. Mandam depois as regras de etiqueta que se responda com emojis positivos, nomeadamente a chama, o gato com corações nos olhos e as mãos a bater palmas. Sempre sem esquecer que a internet não esquece o que lá vai parar.

NET COM CONSCIÊNCIA
É este o nome de uma web série lançada pela Internet Segura, abordando diferentes situações do quotidiano dos jovens. O episódio 4 foca-se no impacto do sexting na reputação do utilizador. O seguinte aprofunda a revenge porn (pornografia vingativa), em que uma pessoa partilha imagens sexuais do anterior parceiro.

 

 

Estudo: Há crianças a partilhar imagens íntimas nas redes sociais

Abril 3, 2016 às 5:40 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , ,

texto do site http://pplware.sapo.pt/ de 29 de março de 2016.

pplware

Marisa Pinto

Não é novidade para ninguém que, nos dias de hoje, praticamente todas as crianças e jovens têm o seu próprio smartphone e, muitas vezes, não existe um controlo parental sobre aquilo a que podem aceder.

Por ainda serem menores, as crianças não têm por vezes consciência das consequências dos seus actos e, a fortalecer essa teoria, um recente estudo revelou a realidade preocupante de que há crianças a partilhar imagens suas íntimas nas redes sociais.

Um estudo britânico está a alertar pais e professores, uma vez que conclui que algumas crianças, muitas delas bem pequenas, com apenas 7 anos de idade, partilham imagens suas íntimas como resposta a ameaças de colegas. Trata-se de uma forma de bullying utilizando o chamado ‘sexting’ que significa a troca de mensagens e imagens com conteúdo íntimo e erótico nas redes sociais.

O estudo foi desenvolvido pela NASUWT, um dos maiores sindicatos de professores do Reino Unido, e contou com o inquérito a mais de 1.300 professores britânicos.

Na passada sexta-feira os resultados foram divulgados pelo jornal “The Times”, e estes revelam uma realidade preocupante: há alunos da escola primária e do 2º e 3º ciclo que frequentemente utilizam as redes sociais como forma de chantagear colegas e levá-los a enviarem conteúdos íntimos.

Um exemplo concreto e chocante revela que uma adolescente de 14 anos terá persuadido uma criança menor para que esta mostrasse as suas partes íntimas. A criança partilhou a imagem, e esta acabou por circular pelas redes sociais.

Mais de metade dos professores entrevistados reconhece que este género de partilha é uma constante entre os jovens.

Outro caso revela que uma menina foi aliciada por colegas, através das redes sociais, para enviar imagens íntimas através do Snapchat, uma app que ganhou fama entre os jovens e se caracteriza por eliminar automaticamente os conteúdos. No entanto, neste caso em concreto, um dos alunos guardou uma dessas imagens e partilhou-a pelos outros colegas.

O estudo concluiu ainda que a maioria das crianças que partilha este género de conteúdos, através dos seus smartphones, tablets e computadores, tem entre 13 e 16 anos. No entanto, também se verificou que alguns alunos que trocam estas imagens sexuais frequentam apenas a escola primária.

Desta forma, e segundo o The Times, estes resultados vêm pressionar ainda mais o governo britânico para a pertinência de haver aulas obrigatórias sobre educação social, nomeadamante com o ensino sobre a segurança na Internet.

Estudo

Social media abuse endemic in schools

 

 

 

 

Sexting – Não divulges imagens de cariz sexual

Fevereiro 24, 2016 às 6:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

http://www.pantallasamigas.net/

Página seguinte »


Entries e comentários feeds.