As crianças portuguesas são felizes, mas só as mais pequenas

Novembro 15, 2017 às 1:30 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

Notícia do https://www.publico.pt/ de 8 de novembro de 2017.

Inquérito a 1131 pais revela que oito em cada dez preocupa-se com a felicidade futura dos filhos.

Bárbara Wong

As crianças portuguesas são felizes mas, à medida que vão crescendo, a percentagem de infelicidade aumenta, revela um inquérito promovido pela Imaginarium sobre “A felicidade e a infância”, conhecido nesta quarta-feira, em Lisboa. Também a Ikea lançou o seu “Play Report 2017” para o qual entrevistou mais de 350 crianças e adultos na Alemanha, China e EUA para compreender o papel da brincadeira na vida das pessoas.

Segundo o inquérito levado a cabo pela Imaginarium a 1131 pais, oito em cada dez preocupam-se com a felicidade futura dos filhos. Aliás, mostram-se mesmo “muito preocupados” e a maioria acredita que os filhos são “felizes” (20,2%) ou “muito felizes” (51,6%), há mesmo um quinto que diz que o seu filho “é a criança mais feliz do mundo”, apenas 8,8% diz que é “normal, às vezes feliz e outras não” e só 0,1% confessa que o filho é “muito triste”.

Contudo, os níveis de felicidade das crianças varia conforme a idade e os dados mostram que à medida que crescem vão tornando-se mais infelizes. As faixas etárias analisadas foram dos 0 aos 2, dos 3 aos 4, dos 5 aos 6 e dos 7 aos 8 anos. São estes últimos que são mais infelizes (15,2%) – a percentagem de infelicidade vai decrescendo com a idade situando-se nos 6,4% nas crianças entre os 0 e os 2 anos.

Para Rui Lima, pedagogo e convidado pela Imaginarium para comentar o estudo, é imposta uma “crescente pressão” às crianças, quer pelos pais quer pelos professores, onde “o desempenho académico, a competição entre pares e a necessidade de alcançar a perfeição em todas as actividades realizadas são uma constante”, logo, têm um “impacto negativo na felicidade das crianças”, defende num comunicado enviado às redacções.

E o que faz os meninos portugueses infelizes? Não passar tempo suficiente com os pais (26,3%), não ter tempo suficiente para brincar (21,3%) ou ficar de castigo (16,4%), respondem os pais inquiridos. As crianças serão mais felizes se se desenvolverem num ambiente escolar e familiar em que se sintam valorizadas e queridas (45,2%), se passarem mais tempo em família (34,8%) e se os pais as deixarem “explorar o mundo através da brincadeira (17%), respondem ainda os pais.

Falta mais tempo para a família

Praticamente todos os pais (99,8%) respondem que a felicidade dos filhos passa pelo tempo de qualidade partilhado em família, mas pouco mais de metade (51%) sente que passa pouco tempo de qualidade com os filhos e seis em cada dez pais acreditam que os filhos sentem a sua falta. Aliás, a maioria (89,8%) reconhece que tem dificuldade em conciliar a vida profissional com a pessoal e acredita que um horário laboral mais flexível lhes permitiria aumentar o tempo de qualidade e brincar com os filhos.

Quando questionados sobre como contribuem para a felicidade dos filhos, os pais respondem que é ouvindo-os e fazendo-os sentir-se queridos (33,4%) e passando mais tempo com eles (28,1%). Para 14,3% a felicidade passa por elogios e incentivos para que os filhos façam as coisas bem.

Durante a semana, o tempo mais feliz que pais e filhos compartilham é o de antes de ir deitar e, ao fim-de-semana, são os passeios que fazem as delicias dos mais novos. Este inquérito, que a Imaginarium defende representar o todo nacional, conclui que as crianças portuguesas são “extremamente familiares” porque gostam de fazer planos com os pais e passar tempo com os mesmos.

A Imaginarium pergunta ainda aos pais que tipo de brinquedo faz os filhos mais felizes e as bicicletas e veiculos com rodas (38%) surgem à cabeça, seguido da música, arte e trabalhos manuais (35,2%), os jogos de construção e lógica (30,8%) e as cozinhas e profissões (30,6%). Os ecrãs, televisões, Ipad, vídeojogos e telemóveis (19,4%) surgem na oitava posição.

“Os brinquedos devem apelar ao desenvolvimento de diferentes competências, tanto ao nível físico como intelectual. Desenvolvendo essas competências, a criança será capaz de relacionar-se melhor consigo mesma, com os outros e com o mundo. Daí a importância de brinquedos que estimulem os sentidos nos primeiros anos de vida”, defende Rui Lima no comunicado.

Também a marca sueca Ikea fez o seu terceiro relatório – depois de 2010 e 2015 – sobre o brincar com o objectivo de perceber melhor o papel desta actividade no desenvolvimento das crinças e na vida em casa. Para isso, entrevistou mais de 350 pessoas na Alemanha (Berlim), China (Pequim) e Nova Jérsia (EUA), entre os 2 e os 90 anos, e propõe cinco definições para brincar: “brincar para reparar”, ou seja, para recuperar do stress do dia-a-dia e as sugestões passam por actividades que promovam o bem-estar das pessoas como o ioga ou o tai-chi, mas também a jardinagem ou um passeio.

“Brincar para conectar” é a segunda definição. Num tempo em que o trabalho interfere por vezes na vida pessoal, o brincar proporciona a possibilidade de abrandar e de as pessoas se aproximarem da família ou dos amigos. As sugestões passam por ir a um bar fazer karaoke ou fazer jogos tradicionais como os de tabuleiro ou as cartas, o que permite que as pessoas estejam ligadas sem ser pela tecnologia, propõe o relatório.

As pessoas precisam de momentos de libertar, por isso, “brincar para libertar” é a terceira conclusão da marca, que sugere uma ida ao teatro ou a um parque temático. “Brincar para explorar” é a quarta proposta, explorar mundos reais ou imaginários, viajar ou brincar ao “faz-de-conta”. Por fim, “brincar para expressar” que aposta na criatividade e nas artes, da pintura à música.

“Brincar começará a aparecer, cada vez mais, em todos os aspectos das nossas vidas. Desde o local de trabalho ao ginásio, as pessoas irão procurar brincar em espaços e momentos onde tradicionalmente não o fariam”, conclui o comunicado da Ikea.

Ikea Play Report 2017

 

Ikea, Unicef e Save The Children já ajudaram 12 milhões de crianças

Janeiro 26, 2016 às 9:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Notícia do http://lifestyle.publico.pt de 19 de janeiro de 2016.

DR

Por Life&Style

Ikea angariou 88 milhões de euros para a educação infantil desde a sua primeira campanha solidária, em 2003.

A cadeia sueca Ikea lança, há 13 anos, a campanha “Peluches para a Educação”, em parceria com a Unicef e a organização Save The Children. Por cada peluche vendido, doa um euro para financier programas de educação infantil – em 2015 angariaram 1,1 milhões de euros mas, no total, já conseguiram juntar 88 milhões de euros que possibilitaram o acesso à escola a mais de 12 milhões de crianças de 46 países, revela a empresa em comunicado à imprensa.

Em Portugal, a 13.ª campanha – que materializou em peluches os desenhos de dez crianças de todo o mundo – juntou 136 mil euros entre 1 de Novembro e 31 de Dezembro de 2015.

“A educação é o caminho mais sólido para sair da pobreza. Todas as crianças têm o direito à educação, mas sabemos que muitas ainda ficam para trás”, reconhece Per Heggenes, presidente executivo da Fundação Ikea, que agradece a colaboradores e clientes por se esforçarem “para que o direito à educação seja uma realidade para mais de 12 milhões de crianças”.

O dinheiro angariado pela Ikea já foi utilizado na Etiópia, onde a Unicef lançou um modelo escolar flexível ou na China, onde os fundos foram aplicados no desenvolvimento de centros para crianças desfavorecidas.

“Vamos dar continuidade aos progressos já alcançados para multiplicar o número de crianças que, de entre as mais vulneráveis e marginalizadas, passarão a ter a oportunidade de construir um futuro melhor para si e para as suas famílias através da educação”, agradece a responsável global da Unicef para a Educação, Josephine Bourne.

Actualmente está em curso o financiamento nas áreas de educação, cuidados e desenvolvimento na primeira infância, protecção infantil, adolescência e resposta humanitária na Europa, África Subsariana e Ásia.

 

La Otra Carta – Vídeo do Ikea onde as crianças escrevem o que realmente querem para este Natal

Dezembro 24, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

Campanha Peluches pela Educação

Novembro 17, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

ikea

mais informações aqui

A campanha é uma parceria entre a IKEA Foundation, a UNICEF e a Save the Children, e a ideia é muito simples: por cada peluche ou livro infantil vendido nas lojas IKEA Portugal entre 1 de novembro a 27 de dezembro de 2014, a IKEA Foundation doa 1€ para apoiar projetos educativos, para que mais crianças possam obter a educação que merecem.

 

Brincar. Os filhos querem, mas os pais não têm tempo

Outubro 1, 2013 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Artigo do i de 14 de setembro de 2013.

O relatório mencionado na notícia é o seguinte:

Play Report : International Summary of Research Results

Press Release Ikea

António Pedro Santos

António Pedro Santos

Por Diogo Pombo

É em Portugal que pais de crianças até aos 12 anos são mais superprotectores e sem tempo para brincar com os filhos

O filho vê os pais como a melhor fonte de entretenimento e brincadeira. Esse continua a ser o reflexo visto a partir dos 73% de crianças portuguesas entre os sete e os 12 anos que, na hora de escolher, preferiam brincar com os pais a estar sentados diante da televisão. Os especialistas em psicologia infantil não costumam poupar nas palavras para enaltecer a importância dos pais quando o momento é reservado à brincadeira, mas os números em Portugal não ajudam: 61% dos pais portugueses que participaram no relatório “Play Report” admitiram “não ter tempo suficiente para brincar com os filhos”. É a percentagem mais elevada entre os 25 países analisados pelo estudo.

Os pais portugueses são superprotectores, temem muito pela segurança dos filhos e reconhecem não ter tempo suficiente para brincar com eles. Estes seriam os três traços marcantes do retrato dos pais em Portugal caso as cores fossem restritas às categorias em que o país acabou a liderar no relatório.

As percentagens não enganam: 78% dos pais estão “muito preocupados” com a segurança dos filhos, reconhecendo ser “superprotectores”, apesar de 73% confessarem que “gostariam” de ver os filhos brincar mais vezes ao ar livre. Do lado das crianças, 87% das inquiridas entre os sete e os 12 anos até revelaram sentir que os seus progenitores se “preocupavam em demasia” com elas. No total, quase 8 mil pais e 3116 crianças, espalhados por 25 países, responderam ao inquérito online que serviu de base ao estudo. Realizado entre Outubro e Novembro de 2009, mas só agora divulgado, o estudo não revelou porém o número total de participantes portugueses.

Talvez por aí se justifique a surpresa de Maria de Jesus Candeias ao saber que, “numa semana típica”, os pais em Portugal afirmaram brincar, em média, 14,7 horas com os seus filhos. “Acho mesmo muito, os pais não conseguem isso. Na prática, a percepção que tenho é que para se aproximarem desse número de horas os pais têm de ser excepcionais”, argumentou esta psicoterapeuta infantil ao i.

Tempo para brincar A média apontada pelo estudo, prosseguiu a especialista, significaria que os pais “passam mais de uma hora por dia” a brincar com os filhos, duração que “infelizmente não corresponde à realidade”. Quanto à tal superprotecção, a psicoterapeuta condena os pais que “se preocupam muito mas não estão ao pé dos filhos” e que resumem antes as horas de convívio apontadas pelos progenitores não a brincar, mas a “rotinas domésticas”, como dar-lhes banho, o jantar ou pô-los na cama.

Para confrontar os números, o i sondou dois casais e uma mãe portugueses com filhos até aos 12 anos de idade. E um dos casos até se enquadrou na média do estudo. “Antes da idade escolar passava duas horas por dia com eles. Tentava ir passear, jogar à bola ou estar no jardim”, contou Madalena Pina. Casada e com três filhos, cingiu-se aos casos de Francisco e Matilde, hoje com dez e 11 anos e já com grande parte dos seus dias preenchidos na escola. “Agora acompanho-os todos os dias às actividades, o que me ocupa três horas por dia”, assegurou, sublinhando o facto de “ser mãe a tempo inteiro” para justificar “todo o tempo” que “felizmente” tem “para brincar com os filhos”.

No caso de Lara Franco, o tempo dedicado a Bernardo, de cinco anos, “é suficiente” pois abdica “de um trabalho mais estável e bem pago” para o conseguir. Depois do jantar, o hábito manda “sempre” que haja “uma sessão de cócegas” e brincadeira. E “caso não tenha trabalho para fazer, todo o tempo do mundo lhe é dedicado”, garante a mãe solteira, entre idas a museus, passeios, brinquedos, tintas e fotografias. Em tudo Lara tenta “puxar pela imaginação” do filho e aí “brincar é uma parte fundamental”. Um raciocínio similar à definição de brincar mais votada pelos pais que participaram no relatório internacional – “Brincar é estimular a imaginação do meu filho”.

Rita e Gonçalo Belo Mendes contabilizaram ambos em dez horas o tempo médio que por semana gastam a brincar ora com Manuel ora com a Mafalda, os dois filhos. Tal como Madalena Pina, o casal concordou que a imaginação é o principal impulso vindo do acto de brincar. “É apenas um dos aspectos que tento fomentar, além da partilha, da superação, da disciplina e do gosto por ajudar os outros”, diz Gonçalo Mendes. Ser “atencioso com os outros” foi o segundo factor que mais pais (46%) revelaram aspirar para os seus filhos – atrás da “felicidade”, com 72%, e à frente do “sucesso financeiro”, que registou 45%.

O melhor barómetro para medir o tempo dedicado pelos pais à brincadeira está nos próprios filhos. E nas suas queixas. “De todas as vezes que o meu filho me pediu atenção foi mais por capricho do que outra coisa qualquer”, contou Lara Franco, “descansada” quanto ao tempo que dedica ao filho. Já Gonçalo Mendes não classificou as queixas que recebe “exactamente como um desabafo”, mas antes como resultado de “quando se cansam de brincar sozinhos e pedem” para os pais se juntarem. Duas em cada cinco crianças que participaram no inquérito “gostariam” que os pais passassem mais tempo” a brincar com elas e, quanto a isto, Madalena Pina defendeu que “as crianças hoje em dia são muito exigentes e requerem muita atenção”.


Entries e comentários feeds.