Unicef: 175 milhões de crianças não estão matriculadas no ensino pré-escolar

Abril 24, 2019 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 9 de abril de 2019.

Relatório destaca falta de investimento pela maioria dos governos; nos países de baixo rendimento apenas uma em cada cinco crianças frequenta o infantário; nível de pobreza e de educação de progenitores são alguns dos fatores.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, informou que cerca de metade das crianças em idade pré-escolar, em todo o mundo, não frequentam a escola. O número equivale a mais de 175 milhões de meninos e meninas.

O primeiro relatório global da agência dedicado à educação pré-escolar destaca a falta de investimento pela maioria dos governos em todo o mundo neste ciclo de ensino.

Disparidades

Para o Unicef, esta realidade representa uma perda de oportunidade agravando as desigualdades desde o início da vida.

De acordo com a nova publicação, a situação é mais grave nos países de baixo rendimento onde apenas uma em cada cinco crianças está matriculada no ensino pré-escolar.

Em comunicado, a diretora executiva do Unicef, Henrietta Fore, destaca que o ensino pré-escolar é a base educacional das crianças e que “cada etapa da educação que se segue depende do seu sucesso”. A representante adianta que “essa oportunidade é negada a muitas crianças”, aumentando o risco de abandono escolar.

O relatório revela também que as crianças que tenham frequentado, pelo menos, um ano da educação pré-escolar têm maior probabilidade de desenvolver as competências necessárias para terem sucesso escolar.

Para além disso, estes menores de idade são menos propensos perder o ano ou a abandonar a escola e, portanto, mais capazes de contribuir para sociedades e economias pacíficas e prósperas quando atingirem a idade adulta.

Fatores

Ainda segundo as conclusões deste relatório, o nível de rendimento familiar, o nível de educação dos pais e a localização geográfica estão entre os principais fatores para o acesso ao ensino pré-escolar. No entanto, segundo o Unicef, a pobreza é o fator determinante.

Em relação à pobreza, o relatório demonstra que em 64 países, as crianças mais pobres têm sete vezes menos probabilidades do que as crianças das famílias mais ricas de participar em programas de educação na primeira infância.

Em alguns países, a divisão entre ricos e pobres é ainda mais significativa. Por exemplo, as crianças dos agregados familiares mais ricos da República da Macedónia do Norte têm 50 vezes mais probabilidade de frequentar a educação pré-escolar do que as dos agregados mais pobres.

Os conflitos também são um fator preponderante. Mais de dois terços das crianças em idade pré-escolar que vivem em 33 países afetados por conflitos ou desastres não estão matriculados em programas de educação na primeira infância.

Benefícios

No entanto, estas são as crianças para as quais a educação pré-escolar pode ter grandes benefícios. A educação pré-escolar ajuda as crianças pequenas afetadas por crises a superar traumas vivenciados, dando-lhes uma estrutura, um lugar seguro para aprender e brincar e uma forma de expressar as suas emoções.

O nível de instrução dos pais também influencia em todos os países com dados disponíveis, crianças nascidas de mães que concluíram o ensino médio ou mais têm quase cinco vezes mais probabilidade de frequentar um programa de educação na primeira infância do que crianças cujas mães concluíram apenas o ensino de base ou não têm qualquer educação formal.

Investimento

Em 2017, uma média de 6,6% dos orçamentos nacionais para a educação eram globalmente dedicados à educação pré-escolar, com quase 40% dos países, com dados, alocando menos de 2% dos seus orçamentos para esse subsector.

Para o Unicef, esta falta de investimento mundial na educação pré-primária afeta negativamente a qualidade dos serviços. Por isso, Fiore alerta que “se os governos de hoje querem que a sua força de trabalho seja competitiva na economia de amanhã, precisam começar com a educação desde cedo.”

O Unicef apela aos governos que garantam o acesso universal a pelo menos um ano de educação pré-primária de qualidade e a transformem numa parte habitual da educação de todas as crianças, especialmente das mais vulneráveis e excluídas. Para tal, o Unicef estima que será necessário que os governos comprometam pelo menos 10% dos seus orçamentos nacionais de educação para a primeira infância.

O relatório citado na notícia é o seguinte:

A World Ready to Learn: Prioritizing quality early childhood education

 

Antiprincesas – espetáculo para crianças dos 3 aos 5 anos em setembro no Parque José Gomes Ferreira em Lisboa

Agosto 5, 2018 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

https://www.facebook.com/events/234185997218469/

 

Crianças aprendem a programar robôs antes de saberem ler

Março 30, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.regiaodeleiria.pt/ de 8 de março de 2018.

Crianças em idade pré-escolar dão os primeiros passos no pensamento computacional, programando itinerários em pequenos robôs educativos. Estes percursos obrigam-nos a exercitar a capacidade de abstração e à construção de algoritmos. As imagens retratam alguns dos exercícios que estimulam o pensamento lógico. O projeto prepara-se para ser alargado a todo o concelho.

Pedagogia, um pequeno boneco com o formato de uma abelha e um mapa quadriculado. São estes os ingredientes de um cocktail que, em Porto de Mós, ajuda a melhorar o pensamento lógico e os resultados escolares. E tudo isto é conseguido num projeto inovador que envolve crianças do ensino pré-escolar. Sim, são crianças que aos 5 anos convivem com algoritmos e robôs em forma de abelha.

“Estes senhores são jornalistas e ouviram dizer que até trabalhávamos com robôs”, diz Maria José Silva, educadora no Centro Escolar de Porto de Mós e uma das coordenadoras do projeto “Pensamento Computacional, jogo/aprendizagem”. Aqui não se ensina programação, mas dão-se os primeiros passos para a entrada nesse mundo. A educadora fala para os seus alunos, numa sala da escola onde estão crianças de 5 e 6 anos que, quase sem darem conta, entram no universo do pensamento computacional. “Sabendo as capacidades das crianças dos 3 aos 6 anos é possível fazer muita coisa”, garante a educadora.

Este inovador projeto no universo pré-escolar venceu o prémio nacional no pré-escolar de e-twinning (uma rede de escolas europeias). E o “desenvolvimento do pensamento computacional: programação e robótica no jardim-de-infância” é a designação de um projeto-piloto em preparação pelo Município de Porto de Mós, em conjunto com o Centro de Competência Entre Mar e Serra, e que pretende dar continuidade e alargar este esforço.

Até maio está em curso o processo para formar docentes – cerca de dezena e meia – para posteriormente fazer chegar este tipo de aprendizagem aos restantes jardins-de-infância do concelho.

Telma Cruz, vereadora da Educação, lembra que “o desenvolvimento das competências associadas ao pensamento computacional se configura como uma nova forma de literacia para o século XXI”. Depois das oficinas de formação, chegam três dezenas de kits de robots para os jardins- de-infância do concelho. Depois, o projeto será avaliado e “em função dessa avaliação, passaremos à generalização e à aplicação de medidas de continuidade para o 1º ano”, acrescenta Telma Cruz.

Para já, é no jardim-de-infância de Porto de Mós que se lançam as primeiras sementes do pensamento computacional na pré-escola. Mas aqui aprende-se, brincando. “É a brincar que estes meninos aprendem”, diz a educadora. Pequenos robôs com formatos que espicaçam a imaginação infantil, ajudam na tarefa de tornar mais engraçado o desafio: os mais pequenos são levados a exercitar a capacidade de abstração, traduzida numa fórmula com coordenadas, fazendo lembrar equações matemáticas. O exercício parece simples: o robô está no início do percurso e é necessário dar-lhe instruções sobre o caminho a percorrer, num plano quadriculado, para chegar ao destino. E é essa programação mental que os mais pequenos fazem e depois traduzem em instruções – um algoritmo – para os pequenos robôs.

Todo o problema é resolvido com a seriedade de uma brincadeira mais exigente. É assim que o desafio é encarado pelo Pedro, a quem é pedido que dê instruções ao robô para que, no mapa quadriculado que está no chão, faça chegar ao Reino Unido o robô que está “estacionado” na quadrícula de Portugal. Segue-se o cálculo mental, a introdução das instruções (duas casas em frente e três à esquerda) e o pequeno autómato de aspeto infantil liga, com sucesso, os velhos países aliados.

Antes de se chegar aqui “começámos por fazer o que se faz em qualquer jardim-de-infância: perceber a localização no espaço, através do corpo”, aponta Maria José Silva. “Depois de tudo muito percebido, então podemos fazer outros exercícios”. E eles aí estão.

Mas não passará tudo isto de uma mera brincadeira? Os primeiros resultados parecem contrariar essa ideia. Irene Vale, educadora e coordenadora deste projeto, salienta que notou o aumento da motivação e descida do absentismo nas crianças. Acresce que os alunos aprenderam a programar e testar decisões, lidar com o erro, desenvolvendo o gosto e curiosidade pela programação. Aliás, a programação chegará mais cedo ou mais tarde à vida destas crianças. Há três anos, o Agrupamento de Escolas de Porto de Mós avançou com a disciplina de iniciação à programação. Arrancou em todas as escolas do 1º ciclo e já alargou ao 2º ciclo. “Gostamos de ser inovadores”, refere Rui Almeida, diretor do agrupamento. A aposta revela resultados: “obriga ao raciocínio lógico e ajuda os miúdos a pensarem”. Agora, chega ao pré-escolar. “É uma forma de iniciação na programação, e com alguns conhecimentos e raciocínio lógico”, diz. Rui Almeida considera que no futuro os alunos deverão ficar “mais aptos para perceber diversas matérias”, prevendo que “melhorem os resultados” escolares.

Carlos S. Almeida
Jornalista
carlos.almeida@regiaodeleiria.pt

 

Livros de exercícios diferentes para meninos e meninas. Serão elas mais limitadas? A Porto Editora parece achar que sim

Agosto 23, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 22 de agosto de 2017.

Exercícios para crianças, dos quatro aos seis anos, em livros da Porto Editora, estão na mira da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género. Editora rejeita acusações.

Clara Viana

A Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) está a analisar dois blocos de actividades publicados pela Porto Editora para crianças dos 4 aos 6 anos, que têm a particularidade de estarem divididos por género: um destina-se a meninos, e tem capa azul, outro a meninas e a capa está pintada de rosa. Acrescendo o facto de que alguns dos exercícios propostos, apesar de idênticos, serão de muito mais fácil resolução no livro para raparigas.

Na sua página do Facebook, a CIG informa que tem recebido muitos alertas sobre esta situação, que foi denunciada nesta terça-feira nas redes sociais, acrescentando que depois da análise das publicações irá “agir em conformidade”. “O assunto não é indiferente, nem vai morrer aqui”, confirmou ao PÚBLICO uma fonte da Comissão para a Igualdade e Cidadania de Género, que depende da presidência do Conselho de Ministros.

O PÚBLICO comparou os dois livros, que foram publicados no Verão de 2016. O que é destinado a eles, chama-se Bloco de Actividades para Rapazes. O que se destina a elas intitula-se Bloco de Actividades para Meninas. No conjunto das 62 actividades propostas, existem seis cuja resolução é mais difícil no livro dos rapazes e três que apresentam um grau de dificuldade superior no das meninas.

Mas a maior parte das actividades reproduzem uma série de velhos estereótipos. Apenas alguns exemplos: eles brincam com dinossauros, com carrinhos e vão ao futebol, enquanto elas brincam com novelos de lã, ajudam as mães e vão ao ballet; eles pintam piratas, elas desenham princesas. O universo caseiro do lar surge muito mais associado ao género feminino do que ao masculino.

Atitude discriminatória

“Total estupefacção”. Foi assim que a professora do Instituto Superior de Economia e Gestão, Sara Falcão Casaca, com diversa investigação sobre a igualdade de géneros, diz ter reagido quando se deparou com a imagem dos blocos de actividades nas redes sociais. Salvaguardando que apenas viu duas páginas, frisa ser “muito preocupante a representação social, transposta para os blocos de actividades, sobre o que os rapazes e as meninas estão aptos a desenvolver do ponto de vista das suas capacidades cognitivas”. “Assume-se que os rapazes estão aptos a desenvolver actividades de complexidade superior”, acrescenta.

A investigadora sublinha ainda que uma editora “que trabalha para um público infantil e juvenil, produzindo materiais educativos e manuais escolares e pedagógicos, deveria orientar-se sem desvios pelas políticas públicas em vigor. Ou seja, deveria co-responsabilizar-se por uma educação para a igualdade de género, para a não discriminação e a cidadania.”

Confrontada com a descrição das publicações, que desconhecia, a deputada socialista Elza Pais, ex-secretária de Estado da Igualdade, considerou “absolutamente inadmissível” que se reproduzam daquele modo “estereótipos de género”, que consubstanciam uma atitude “discriminatória”.

Editora rejeita acusações

Em resposta ao PÚBLICO, a responsável pelas publicações infanto-juvenis da Porto Editora, Susana Baptista, nega que existam exercícios com graus de dificuldade diferente para rapazes e raparigas. “Em ambas as edições são trabalhadas as mesmas competências, na mesma sequência e com exercícios semelhantes. A diferença está na ilustração e na abordagem artística que as diferentes ilustradoras fizeram”, refere, para acrescentar: “E se há um exemplo em que o exercício, no caso das meninas, é aparentemente mais fácil, há vários outros em que os exercícios são aparentemente mais difíceis” no livro que é dirigido a elas.

Quanto ao facto de terem optado por fazerem dois blocos de actividade distintos, um para rapazes e outro para raparigas, Susana Baptista esclarece que “são propostas editoriais de grande sucesso – ambas as edições estão em vias de esgotar – o que significa que pais e crianças gostam destas publicações.

Esta responsável diz ainda que a Porto Editora compreende “a preocupação que esteve na origem desta polémica”. Mas “estas publicações não reflectem uma visão discriminatória e preconceituosa, com a qual, obviamente, não nos identificamos”, sublinha de seguida.

Um exemplo de um exercício proposto para os meninos:

Um exemplo de um exercício proposto para as meninas:

 

 

 

 

O Pisca faz Faísca! recursos digitais no âmbito da cidadania digital para crianças em idade pré-escolar

Abril 29, 2017 às 10:00 am | Publicado em Recursos educativos, Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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No âmbito do projeto SeguraNet, a Direção-Geral da Educação irá enviar, durante o mês de maio, aos Jardins de Infância, do ensino público, uma coleção de três histórias infantis “O Pisca faz Faísca!”. Com este recurso, pretende-se alcançar, o público em idade pré-escolar, abordando temáticas prementes para esta faixa etária no que respeita à cidadania digital.

Sugere-se a visita guiada ao website ”O Pisca faz Faísca”:
http://pisca.seguranet.pt/, um espaço online que disponibiliza a coleção das histórias em formato digital e onde poderão ainda ser exploradas diversas atividades (adivinhas, sopa de letras, correspondências, pinturas, entre outras).

 

Alunos com o pré-escolar têm notas melhores no PISA

Agosto 11, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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texto do http://www.educare.pt/ de 27 de julho de 2016.

Uma análise aos testes do PISA 2015 mostra que as aprendizagens alcançadas no pré-escolar podem ser determinantes em níveis de ensino mais avançados.

Andreia Lobo

Na maioria dos países testados pelo PISA (Programme for International Student Assessment) há menos alunos de 15 anos com baixos desempenhos a Matemática entre os que estiveram mais do que um ano inscritos no pré-escolar, por comparação com quem nunca frequentou este nível de ensino.

Outro dado a ter em conta é que a diferença ao nível das classificações continua a ser significativa, mesmo quando são tidas em conta variáveis como o nível socioeconómico, sexo, origem, língua falada em casa, estrutura familiar, localização da escola do aluno em área rural, vila ou cidade, número de chumbos e a modalidade de ensino (profissional ou geral).
Num relatório dedicado a analisar as vantagens da educação pré-escolar, a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) mostra que em 2013 nos 37 países membros e economias parceiras, 12 tinham uma cobertura quase universal, com mais de 90% das crianças de três anos a frequentarem este nível de ensino.

De acordo com a classificação internacional de níveis escolares, a educação antes do ensino primário está dividida consoante a idade das crianças: em educação de infância, do zero aos três anos, e pré-escolar dos três aos cinco anos.

Portugal surge entre os países da OCDE com uma taxa de participação em programas de educação de infância aos três anos ligeiramente abaixo dos 80%.

Os dados divulgados em maio deste ano mostram que em 2013 três quartos das crianças com três anos de idade estavam inscritas em programas de educação de infância (do zero aos três) ou pré-escolares (dos três aos cinco anos). Sendo o segundo tipo de programas consideravelmente mais comum em todos os países, exceto na Austrália, Brasil e Colômbia.

Na faixa etária dos quatro 20 dos 31 países da OCDE com dados disponíveis, registam taxas de matrícula superiores a 90%, que é também a média dos 37. Segundo o relatório, 90% das crianças portuguesas de quatro anos frequentam o ensino pré-escolar. Em Portugal a inscrição continua a ser facultativa. Pois, a escolaridade obrigatória começa aos 6 e termina aos 18 anos, ou seja, abrange os níveis de ensino do 1.º ao 12.º anos.

Apesar das boas notícias, o documento “What are the the benefits from early childhood education?” mostra diferenças significativas na frequência da educação pré-escolar na OCDE. Irlanda, México, Suíça, Turquia e Estados Unidos são apontados como os países onde menos de metade das crianças com três anos estão matriculadas em algum tipo de programa.

O relatório lembra que a participação na educação pré-escolar pode contribuir para a redução das desigualdades. Muito mais em grupos sociais desfavorecidos. Exemplo: os imigrantes de primeira geração, em que tanto os filhos como os pais nasceram fora do país, e os de segunda geração, cujas crianças já nasceram onde residem. Mas contam-se outros benefícios. Frequentar a educação pré-escolar ajuda as crianças a melhorarem os desempenhos, bem como a desenvolver as competências sociais e emocionais, escreve a OCDE.

Vários estudos e relatórios realizados sobre a aquisição de competências provam esta associação. A tal ponto que “o sucesso da pré-escolarização na preparação de estudantes para níveis mais elevados de educação mudou o foco dos programas deste nível de ensino dos interesses dos pais para os das crianças”, lê-se no relatório.

Sobre essa matéria, Portugal aprovou na semana passada um ajustamento às primeiras orientações curriculares para o pré-escolar publicadas em 1997. Segundo o diploma, trata-se de “um conjunto de princípios gerais pedagógicos e organizativos para o educador de infância na tomada de decisões sobre a sua prática, isto é, na condução do processo educativo a desenvolver com as crianças”.

Relativamente à educação infantil, o Ministério da Educação reconhece tratar-se de “um direito da criança”, ainda que a legislação apenas considere a educação pré-escolar a partir dos três anos, excluindo a educação antes dessa idade, ao nível da creche.

Assim, as novas orientações consideram importante “que haja uma unidade e sequência em toda a pedagogia para a infância e que o trabalho profissional com crianças do zero aos seis anos tenha fundamentos comuns e seja orientado pelos mesmos princípios”, lê-se no documento.

A OCDE garante que “o desenvolvimento de competências ao nível da educação pré-escolar – do zero aos seis anos – é de particular importância”: “As crianças são mais sensíveis nesta fase do que em níveis de ensino mais avançados, o que significa que são mais capazes de adquirir competências fundamentais que serão usadas durante toda a vida académica e profissional.”

 

 

Pesquisa revela efeitos causados pelas princesas da Disney nas crianças

Julho 16, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Noticia do site http://www.diariodepernambuco.com.br de 27 de junho de 2016.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Pretty as a Princess: Longitudinal Effects of Engagement With Disney Princesses on Gender Stereotypes, Body Esteem, and Prosocial Behavior in Children

mais informações na notícia da Brigham Young University:

Disney Princesses: Not Brave Enough

Disney

Estudo foi aplicado em crianças de 3 a 4 anos durante um ano

Por: Viver/Diario – Diario de Pernambuco

Uma pesquisa com crianças em idade pré-escolar estuda como a exposição das princesas da Disney podem afetar o comportamento de meninos e meninas. A iniciativa é da professora Sarah Coyne, da Universidade Brigham Young, em Utah, nos Estados Unidos, que aplicou o estudo em 198 crianças de 3 a 4 anos durante um ano.

Os dados determinaram como cada gênero interagia com a cultura popular das princesas Disney – filmes e brinquedos – e qual a consequência dessa aproximação no comportamento deles.

De acordo com a pesquisa, a professora descobriu que 96% das meninas e 87% dos meninos consumiam algum produto das princesas. Do total, apenas 4% dos garotos brincavam com objetos inspirados nas personagens uma vez por semana, comparado a 61% de meninas.

A partir dos dados, Coyne constatou que as meninas com mais proximidade ao universo das princesas apresentavam maior desenvoltura em trocar roupinha e maquiar bonecas. Ela explicou que meninas e mulheres que se identificam como “princesas” tendem a se importar mais com a aparência e buscar uma beleza ideal inatingível, o que pode levar à infelicidade no futuro.

Por outro lado, o comportamento dos meninos não apresentou grandes disparidades. A maior exposição aos produtos das princesas não fez com que eles trocassem coisas “femininas” por armas de brinquedo. Porém, os garotos que assistiam a Frozen e Cinderela eram mais propensos a ajudar na escola ou dividir brinquedos.

 

Novas orientações para o pré-escolar são claras: crianças não devem ser classificadas

Julho 11, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 2 de julho de 2016.

Enric Vives Rubio

Andreia Sanches

Como devem progredir e o que devem saber as crianças entre os 3 anos e o ingresso no 1.º ciclo? As novas orientações para o pré-escolar estão a ser apresentadas neste sábado.

Nem “classificação da aprendizagem da criança”, nem “juízo de valor sobre a sua maneira de ser”. As Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar, que revêem as que estavam em vigor desde 1997, e estão a ser apresentadas neste sábado, são claras. Os jardins-de-infância não servem para classificar meninos.

Há quem o faça, criticou a sindicalista da Federação Nacional de Professores (Fenprof), Júlia Vale, num dos períodos de debate da conferência de apresentação das orientações, que reúne durante todo o dia educadores de vários pontos do país, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. E deu um exemplo de um agrupamento de escolas onde os educadores “são obrigados a preencher uma grelha com as percentagens de conhecimentos” que cada criança adquire.

Mas também há quem se sinta confuso. Durante a apresentação do documento, (que se destina a enquadrar a educação das crianças dos 3 anos até ao início da escolaridade obrigatória), a responsável de um jardim-de-infância de Lisboa questionou: “Como é que vou comunicar aos pais, ou à escola do 1.º ciclo, quando as crianças transitam do pré-escolar, como está a criança? Como se operacionaliza isto, se não pode haver classificação de aprendizagens nem juízos de valor, segundo o documento com as orientações?”

Isabel Lopes da Silva, que já tinha participado na elaboração das orientações de 1997, e coordenou agora a equipa responsável pela revisão, respondeu: “Os ritmos do desenvolvimento das crianças são diferentes, o que importa é o progresso que fazem.”

O documento das Orientações Curriculares, divulgado na manhã deste sábado, acrescenta: “avaliar os progressos das crianças consiste em comparar cada uma consigo própria para situar a evolução da sua aprendizagem ao longo do tempo”; a avaliação tem de ser “formativa”; a criança deve ser evolvida, “descrevendo o que fez, como e com quem, como poderia continuar, melhorar ou fazer de outro modo”.

E prossegue: “A definição de objectivos desejáveis ou esperáveis será, eventualmente, utilizada como uma referência para situar e descrever o que a criança aprendeu e a evolução dessa aprendizagem, ou, ainda, para alertar o/a educador/a da necessidade de reformular a sua intervenção, de modo a incentivar os progressos de todas e cada uma das crianças. Uma avaliação sumativa que quantifica ou estabelece níveis de aprendizagem não se enquadra nesta abordagem de avaliação formativa.”

São exemplos deste tipo de avaliação que se pretende “a construção de portefólios ou histórias de aprendizagem, em que a criança é envolvida na selecção de trabalhos, imagens e fotografias que fazem parte desse registo”.

Apesar de o anterior documento orientador não prever uma avaliação quantitava neste nível de educação, a verdade, como disse uma das conferencistas da tarde, Maria João Cardona, da Escola Superior de Educação de Santarém, é que a publicação, há uns anos, de “metas” de aprendizagem fez com que se corresse “o risco de que estas fossem interpretadas” como legitimando outras formas de avaliação.

Entra a Educação Física

As novas Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar definem que competências devem ser adquiridas pelas crianças entre os 3 anos e a entrada na escolaridade obrigatória — o pré-escolar é considerado como “a primeira etapa da educação básica no processo de educação ao longo da vida”.

A iniciativa de rever as orientações de 1997 foi do anterior ministério da Educação que, em 2014, convidou Isabel Lopes da Silva a coordenar uma equipa (que inclui Liliana Marques, Lourdes Mata e Manuela Rosa) para avançar com a tarefa.

Há algumas novidades, descreveram as autoras neste sábado: por exemplo, é criado um novo domínio da Educação Física, quando no documento de 1997 se falava apenas de expressão motora.

Também se passa a falar de “Educação Artística” (Artes Visuais, Jogo Dramático/Teatro, Música e Dança), quando dantes se falava de expressão dramática, plástica e musical.

Mantêm-se as três grandes “áreas de conteúdo” — Área de Formação Pessoal e Social, Área de Expressão e Comunicação (onde entra desde “a construção de conceitos matemáticos e relações entre eles”, à linguagem oral e abordagem à escrita), e Área do Conhecimento do Mundo (onde se faz a “sensibilização às diversas ciências”). Mas, sustenta Isabel Lopes da Silva, há uma “maior explicitação e reforça-se a perspectiva integradora de todas as áreas”.

Formação de educadores

Pedro Cunha, subdirector-geral da Educação, garantiu que está prevista a formação de educadores para as novas orientações. E sublinhou: “Este é agora o documento de referência do pré-escolar.”

Lopes da Silva explicou que a feitura do documento foi muito participada e muitos educadores de infância foram envolvidos. Foram analisados, entre outros, o inquérito nacional a educadores de 2002, sobre as orientações de 1997, uma avaliação feita pela Universidade do Porto, em 2014, vários estudos e recomendações da OCDE sobre esta etapa da educação, mais de 30 currículos e documentos orientadores de vários países do mundo.

A coordenadora da equipa sublinhou a importância da “flexibilidade”: as orientações são para serem adaptadas “em função das características dos grupos de crianças” que o educador tem à sua frente e da diversidade dos mesmos.

Durante a parte da tarde a temática da avaliação das crianças continuaria a ser aquela que mais questões suscitava entre os participantes na conferência. “Estou muito preocupada, há directores que dizem para classificar crianças?”, questionou Helena Pedroso, da Confederação Nacional das Associações de Pais, admitindo que haverá muitos pais que acham importante que os filhos tenham uma nota.

“Cuidado, daqui a pouco estamos a chumbar meninos e meninas no pré-escolar”, disse Maria João Cardona. “Aliás, já acontece adiar a passagem dos meninos e das meninas” para o 1.º ciclo, “por falta de maturidade, com o consentimento das famílias”, afirmou. Maria João Cardona não entende o que isso é, nem como é possível que se faça. “Claro que ninguém aqui está contra a avaliação, temos que pensar é como é que se faz. O documento [das novas orientações] está muito bem feito, mas pode ser preciso que seja complementado.”

No encerramento da conferência, o secretário de Estado da Educação, João Costa, sublinhou a necessidade de se olhar para o pré-escolar como modelo de inspiração do modelo de avaliação a adoptar nos anos que se seguem a essa etapa: “Os meninos podem andar a pé e sentar-se no chão que isso não é um problema de indisciplina grave (…) e ninguém anda obsessivamente a pensar se eles passam ou chumbam, mas apenas se eles aprendem ou não.” Contra a chamada formação “back to basics“, em que o que mais importante é ler, escrever e contar, o governante explicou que as mudanças na avaliação dos alunos começaram pelo básico (com o fim dos exames finais no 4.º e 6.º anos) “por força de muitas coisas”, mas que as mudanças que neste campo estão ser preparadas para todos os ciclos obedecem a um princípio simples: “A avaliação é um processo formativo e se não for formativo não serve rigorosamente para nada.”

“É importante que, de uma vez por todas, deixemos de confundir avaliar com classificar”, exortou, para explicar que “a classificação é um detalhe neste processo, que pode ou não existir”. Assim, o que o Ministério da Educação quer é “conceber a avaliação como um processo reflexivo, que envolve pais e famílias, transparente e que não pode ser standardizado, muito menos no pré-escolar”.

A avaliação “não pode ser feita em função da grelha”, explicitou João Costa. E, porque “o pré-escolar é um dos principais predictores  do sucesso escolar no 1º ciclo”, o governante revelou que o ministério está “com as mãos na massa”. “Estamos a trabalhar com a Inspecção-Geral de Educação para poder acompanhar o que se passa nas IPSS (não numa perspectiva de policiamento mas de acompanhamento e de melhoria da acção) e, em conjunto com a secretaria de Estado da Segurança Social, estamos a discutir as questões de tutela pedagógica” de creches e pré-escolar. Com Natália Faria

Actualizado às 18h57: acrescenta declarações do secretário de Estado da Educação, João Costa, na sessão de encerramento

 

 

 

 

Ação de formação “Sinais de Alerta no Desenvolvimento da Linguagem e da Fala em Crianças da Educação Pré Escolar “

Março 31, 2016 às 9:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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NA09 SINAIS de ALERTA no DESENVOLVIMENTO da LINGUAGEM e da FALA em CRIANÇAS da EDUCAÇÃO PRÉ ESCOLAR
PORTO ( local a designar em breve)
DIAS: 9, 16 de abril, hor
ário: 9h30/13h30
Destinatários: Educadores(as) de infância, alunos do Curso de E.Básica, outros interessados.
INSCRIÇÃO:
http://apei.pt/formacao/ficha-inscricao/
Mais inf: http://apei.pt/formacao/plano-formacao/index.php?idf=679
Formadora:Carla Silva
Modalidade
Curso
Nº de Horas
8
Conteúdos
– Componentes da Linguagem e Fala;
– Sinais de alerta;
– Estratégias.
VALOR A PAGAR: Associados: 20€; Não Associados: 28€

 

Livro de Atividades sobre Segurança na Internet – Pré-escolar e 1.º Ciclo

Fevereiro 9, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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livro

descarregar o livro no link:

http://www.seguranet.pt/pt/recurso/livro-de-atividades-sobre-seguranca-na-internet-pre-escolar-e-1o-ciclo

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