Carta da Criança Hospitalizada e Zebedeu – Um Príncipe no Hospital em destaque no site da DGS

Fevereiro 17, 2017 às 12:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social, Publicações IAC-CEDI | Deixe um comentário
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Texto do site da https://www.dgs.pt/

A Carta da Criança Hospitalizada foi preparada por várias associações europeias em 1988, e o Sector da Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança do Instituto de Apoio à Criança (IAC) publica, desde 1996, a sua versão em português.

A Carta da Criança Hospitalizada, nos seus dez princípios, define de forma clara um conjunto de direitos da Criança que, uma vez garantidos, asseguram a excelência do acolhimento e estadia da criança no hospital.

Em 2012, procurando cumprir um dos direitos consignados na própria Carta da Criança Hospitalizada – direito a receber uma informação adaptada à sua idade e compreensão -o IAC lançou o livro “Zebedeu – Um Príncipe no Hospital”, que aborda os direitos da criança no hospital, numa linguagem adaptada à compreensão do público infantil.

Para aceder a estes conteúdos, visite o website do IAC.

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Os comportamentos destas crianças não cabem no armário dos pais

Setembro 15, 2016 às 12:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do https://www.publico.pt/ de 6 de setembro de 2016.

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Margarida David Cardoso

Não encaixam no padrão comportamental de género que a sociedade padroniza e vê como normal. Rapazes que gostam de brincar com bonecas ou que querem ser bailarinos são apelidados de “maricas”. Associação quer lutar contra o preconceito.

Um jardim-de-infância pode ser, numa dimensão pequena, para gente pequena, uma representação da sociedade. O espaço de brincadeira divide-se, a cozinha para um lado, a bola para o outro – como lá fora, num mercado de trabalho e numa vida doméstica ainda segmentados.

“Eu sempre tive como verdade que era imperioso que os meus filhos se expressassem de forma livre”, fosse com bonecas ou com carros, “aos polícias” ou “às cabeleireiras”. Esta mãe falou ao PÚBLICO mas não quis ser identificada pelo nome, senão como uma mãe que faz parte da AMPLOS – Associação de Mães e Pais pela Liberdade de Orientação Sexual. Há cinco anos juntou-se à associação, num período em que passava “por uma série de inseguranças por causa do filho mais novo.” Tinha dois ou três anos, quando os pais perceberam que João (nome fictício) tinha “comportamentos não normativos”: esse palavrão para uma “criança que simplesmente gostava de coisas diferentes das coisas que os miúdos da idade dele gostam”, explica a mãe.

À medida que cresceu, diz a mãe, João apercebeu-se que havia quem se incomodasse com o modo dele ser. Coisa que João, uma criança de quatro anos, não percebia. Não entendia “os estereótipos de género em que a sociedade achava que ele deveria encaixar”. João era “combatido por ser quem era” na escola, na rua, sempre que não estava em casa. “Foi obrigado a crescer muito depressa”. Cresceu tanto que aos quatro anos a mãe ouviu-o dizer: “Eu fico cansado de ser eu”.

Não está em causa a orientação sexual, “apesar de ser a primeira coisa que as pessoas pensam”, conta esta mãe. “Se o filho é homossexual ou transsexual ou não, o que eu quero é que ele seja feliz e se sinta aceitado. Ele era uma criança.” Das oito crianças que a AMPLOS acompanha, com este tipo de comportamentos, apenas uma tem disforia de género, ou seja, foi diagnosticada como transexual, sublinha a presidente da associação.

Estão apenas em causa os comportamentos, “que são normais, porque normais são todos”, que não são o que a sociedade espera por parte de um rapaz ou de uma rapariga, explica a mãe de João. Uma realidade que fez com que, desde pequeno, João tenha sido alvo de piadas e de comentários discriminatórios não só dos colegas, mas também de educadores de infância e pais de amigos.

“Houve uma família que deixou de vir cá a casa, porque ele gostava de usar as jóias da mãe. Aos seis anos, a avó da melhor amiga dele proibiu a neta de brincar com o meu filho, porque dizia que ele era ‘absorvente’. Houve pessoas que deixaram de estar lá, porque eu não fechava o meu filho num armário.” Nunca impediu o filho de sair de casa, de levar a boneca para a escola nem nunca lhe pediu para se comportar de forma diferente.

Mas há pais que decidem tomar medidas para que em público os filhos assumam comportamentos considerados normais. Os progenitores – quem normalmente está mais perto das crianças – “são, muitas vezes, os primeiros a julgar”: “nas reuniões da AMPLOS ouvimos histórias de pessoas que diziam aos filhos para se portarem bem lá fora, que, quando chegassem a casa, já podiam brincar com as bonecas”, descreve esta mãe.

O julgamento da sociedade

“Estas pessoas vivem muito estas questões pelas apreciações que a sociedade faz”, afirma Sónia Lopes, psicóloga da Associação do Planeamento da Família (APF) que, paredes meias com a AMPLOS, partilha muitos dos casos que chegam à associação. “É necessário desconstruir esses valores, os preconceitos que têm e que, na maioria das vezes, não são maldosos.”

A maioria chega assustada, “todos os pais têm medo do preconceito aos seis anos de idade”, destaca a presidente da associação.

É nestas reuniões que os pais AMPLOS se encontram. “Ainda são poucos”, mas já há um grupo que se reúne na zona de Lisboa, no contexto do projecto Espelho Eu, lançado no início de Junho em parceria com o Instituto de Apoio à Criança (IAC). Um ambiente informal, onde os pais contam as suas experiências e aprendem com as dos outros. “É um sítio onde encontramos apoio”, refere Margarida Faria. “Ainda há muitos pais que se sentem perdidos, como eu estava há uns anos. Agora há mais informação, mas na altura não encontrei nada sobre a expressão de género na infância”, diz esta mãe.

Tentam desconstruir os preconceitos uns dos outros, para puderem fazer o mesmo lá fora, junto dos educadores e dos amigos. “O que mais nos assusta, enquanto pais, é o tempo não familiar. Como é que eu posso estar descansada ao deixar o meu filho num sítio onde sei que não o aceitam?”, questiona Margarida.

Foi para chegar “a quem não vive e não aceita esta diferença” que, como estas crianças, o projecto não se quis dentro de quatro paredes. “Espelho Eu” é também uma plataforma de informação no Facebook que pretende educar e informar sobre a expressão de género na infância. Pretendem acima de tudo “que a falta de informação deixe de ser uma desculpa para validar a discriminação”, explica.

Rapazes: “as primeiras vítimas”

Como os pais de João, outras sete famílias encontraram apoio na associação. São todos pais ou avós de rapazes, “não fosse a nossa sociedade tão machista, onde se questionam ainda mais os comportamentos de crianças do sexo masculino”, refere Margarida. São logo rotulados como “afeminados”, e é um saltinho até que os considerem “maricas”. “A homofobia tem por base esta ideia fixa dos comportamentos afeminados”, acredita a presidente da AMPLOS.

A discriminação começa cedo para todos os menores que a sociedade não vê como normais. “Na associação, quando falamos sobre a infância com pessoas que são efectivamente transexuais, a maioria conta que foi um ‘martírio’, o que é uma palavra muito forte para aqueles que deviam ser os anos mais felizes das nossas vidas”, conta.

A protecção da identidade da mãe com quem falamos não lhe é estranha. “Este é o grupo da AMPLOS no qual mais dificilmente os pais dão a cara”. Têm medo de expor “ainda mais” os filhos. “Não os quererem estigmatizar” e sabem que os comportamentos podem mudar com a idade.

João, porém, não esperou. Ainda no infantário quis dizer ao mundo que queria ser bailarino. A educadora não hesitou e disse que esse futuro era “para maricas”, conta a mãe.

“Exclusão que não escolhe idades”

E se o trabalho com estes pais já começou, a associação acredita que há “ainda um grande caminho a percorrer” juntamente com os educadores e os professores. A AMPLOS pede, há vários anos, um relacionamento próximo entre as escolas e a educação para as questões de género “que deviam ser tratadas mesmo no pré-escolar”. Relacionamento que a APF promoveu durante vários anos, incluindo quando deu formação às escolas para o ensino de educação sexual. Mas Sónia Lopes, a psicóloga da associação, reconhece que “nas escolas, a discriminação existe porque ainda não se pensa no assunto”.

Após a entrada em vigor deste ensino de forma autónoma, a APF tem vindo a desenvolver projectos alternativos “sempre próximos das escolas” com recurso a outras linhas de financiamento. No início do mês passado, entregaram na Câmara de Lisboa a candidatura “Escolas Amigas da Igualdade”, um projecto que visa actuar sobre a estrutura das escolas lisboetas: “Já não se trata de acções isoladas. É necessário mudar a própria estrutura, com mudanças nos estatutos e adopção de linguagem mais inclusiva”, refere Sónia Lopes.

É por isso que Margarida Faria não poupa elogios ao “importante esforço de relacionamento” entre Secretaria de Estado para a Cidadania e a Igualdade e o Ministério da Educação. Estão a trabalhar em conjunto na elaboração do Plano de Educação para a Cidadania, cujas directrizes serão conhecidas no decorrer deste mês. A AMPLOS conta que este documento inclua questões sobre a identidade de género na infância, como prometido pela secretaria de Catarina Marcelino, no início de Julho, depois de uma reunião com esta associação.

A presidente da AMPLOS acredita que este é “um primeiro passo importante” para que se reconheça que “as crianças com comportamentos não normativos e as crianças transexuais existem, assim como a discriminação contra elas nos estabelecimentos de ensino”. “Há que perceber que a exclusão que não escolhe idades”, sublinha.

Propostas como a possibilidade das crianças mudarem o nome nos seus registos escolares para “aquele com que se identificam”, antecipam aquilo que a AMPLOS e a APF esperam: uma revisão da lei de identidade de género que inclua a questão da infância, buscando inspiração nas propostas que estão ser estudadas em país como a Argentina e o Chile.

“As escolas acham que, porque são oficiais, têm que chamar o nome que está nos papéis e não aquele com que a criança se identifica e que virá provavelmente a ter mais tarde. Não é por maldade, mas não vêem muitas vezes este sofrimento”, lamenta a psicóloga da APF.

“A associação espanhola Crysallis, em três anos, recebeu 400 famílias de menores transexuais. Não acreditamos que esta situação esteja muito longe da portuguesa”, afirmou Margarida Faria, reforçando a necessidade de debate público sobre este tema para que estes pais e estas crianças saibam que não estão sós e que podem encontrar ajuda.

Texto editado por Pedro Sales Dias

 

“Espelho eu”: um projeto sobre crianças que desafiam o género, com a participação do IAC

Junho 22, 2016 às 2:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Meninos que gostam de bonecas e meninas que as detestam. A fluidez de género na infância já é tema, mas não se fala em voz alta. O Instituto de Apoio à Criança e a AMPLOS querem acabar com o medo.

“Há uns anos fui professora de uma turma fantástica de 1º ano. Alunos com 5 e 6 anos. Havia um menino que não gostava de ir jogar à bola com os colegas. O que ele gostava mesmo era de ficar com as raparigas a fazer desfiles de moda. Quando fazíamos teatrinhos, perguntava-me sempre: ‘Professora, posso escolher a minha personagem? Quero fazer qualquer uma desde que seja uma menina!’”

A vontade de Vasco* ilustra uma expressão de género diferente da esperada, com base no género atribuído à nascença. Neste caso, Vasco nasceu rapaz porque assim indicou o seu órgão genital. Mas, aos 6 anos, Vasco baralhou o que era expectável e gosta mesmo é de coisas ditas femininas. Ele, outras crianças como ele, os pais dele e os educadores dele, são o público desejado pelo Instituto de Apoio à Criança (IAC) e pela Associação de Mães e Pais pela Liberdade de Orientação Sexual e Identidade de Género (AMPLOS). O objetivo é fazê-los clicar na página “Espelho Eu”.

O projeto nasceu de uma parceria entre as instituições para “preencher uma lacuna importante: não há informação sobre crianças com expressões de género não normativas”, explica Margarida Faria, presidente da AMPLOS. A associação já recebeu sete famílias de pais e avós de crianças com uma expressão de género que não esperavam. Todos rapazes. Uns são fãs de tutus de ballet, outros de brilhantes, outros são mais felizes a fazer penteados às amigas do que a jogar futebol.

Conheci um pai que proibiu o filho de brincar com bonecas, então o menino andava sempre com desenhos de bonecas com ele. Outros só deixam os filhos estar 10 minutos a brincar com as bonecas, negoceiam o tempo, como se fosse algo nocivo. Tipo quando os pais só deixam os filhos estar 10 minutos no iPad”, aponta Margarida.

O menino mais novo que apareceu na AMPLOS tinha 4 anos. O mais velho tinha 10 anos. Aqui há (mesmo) diferenças entre eles e elas. Elas “são mais livres de brincar como querem”, nota Margarida, e não alarmam tanto as famílias. Já quando eles fogem dos estereótipos masculinos, o despertador soa mais alto. “A família não acha muita piada a um menino que goste de usar brilhantes, ou rosa choque, ou que adore a Chica Vampiro. Há quem evite alguns almoços e jantares para não expor os filhos, porque os amigos da família fazem comentários. Ou então ralham com os filhos e ordenam: ‘Não vais sair de casa assim’. O estigma é muito grande”, sublinha a professora Marta, uma das responsáveis do IAC por este projeto.

Há muitos estereótipos nas salas de infantário. Há o cantinho das bonecas, o canto dos carrinhos, o canto da cozinha e do ferro de engomar. Sem querer, estes espaços condicionam a expressão de género”, diz Margarida Faria.
O conflito interior da criança pode desencadear um conflito nas famílias. “Temos pais que se estão a separar e que têm posições diferentes nestas questões. São famílias que discordam na maneira de tratar o assunto”, esclarece Margarida Faria. Há sobretudo alguma dificuldade em falar sobre o assunto, porque temem os rótulos, “temem que o filho venha a ser homossexual ou transexual”, acrescenta a professora.

O “Espelho Eu” é uma página de Facebook, com textos, sugestões e artigos sobre o tema, precisamente para que pais, educadores e profissionais de saúde a consultem sem que seja preciso darem a cara. “As pessoas podem não dizer nada mas vão acompanhando, vão esclarecendo dúvidas”, diz Margarida. O próximo passo é constituir um site e, depois, evoluir para encontros, ações de formação e workshops.

Ser ‘maria-rapaz’ acaba por não fazer mal, até é engraçado, mas ser ‘mariquinhas’ já é diferente”, sublinha Marta Rosa.
O nome, esse, é um trocadilho com a expressão do pedaço de vidro que nos mostra quem somos. É fruto de uma ação pro-bono da BeNext, que também desenhou o logótipo. “O nome é uma evolução de ‘Espelho Meu’. É um reflexo mais profundo do que se é além do que se vê à primeira vista. A relação com o espelho pode parecer óbvia mas, no caso destas crianças, é o momento em que se confrontam com a ‘sua’ imagem que pode não corresponder àquilo que elas ‘são’ no seu íntimo“, explica Raul Reis, diretor criativo da agência de publicidade e design.

A imagem do projeto reflete precisamente essa fusão entre feminino e masculino. “Representa essas dúvidas que chegam da intimidade. O círculo representa o mundo fechado em que estas crianças vivem, porque têm duvidas sobre a aceitação. Os dois rostos dão esta dupla função de causar essa ambiguidade. Esta figura que se vê ao espelho vê na realidade outra figura”, remata o criativo.

Esta é também uma questão de cores. Tanto o IAC como a AMPLOS clamam pelo fim dos “bibes cor de rosa e azul” e da “chuva de roupas rosa ou azul que rebenta quando a grávida diz de que sexo é o bebé”. Em vez disso, sugerem que seja dada liberdade pelos pais e educadores para que as crianças escolham as brincadeiras, os desportos e as roupas que quiserem. O próprio logótipo não foi colorido ao acaso. “Quisemos escolher cores mais ambíguas que também refletissem a dúvida, e fugir ao óbvio rosa e azul”, explica Raul.

Segundo a presidente da AMPLOS, um dos objetivos principais é dizer a crianças e famílias “que não estão sozinhas” e passar a mensagem, através de testemunhos e artigos, de que “é essencial que as crianças cresçam em ambientes seguros, livres, venham a ser o que forem. A fluidez de género é só isso — fluidez de género. O futuro não se sabe”, sublinha.

A página é gerida em conjunto pelas duas organizações e por pais de crianças com fluidez de género. Os professores e médicos são alvos preferenciais: “Nós no IAC sabemos que há professores que não sabem lidar com uma expressão de género diferente na sala de aula ou no recreio. Há crianças que são encaminhadas para o psiquiatra. As atitudes que se tomam nesta idade podem ter consequências terríveis”, adverte.

Vasco queria ser uma menina nas peças de teatro da escola e o pedido não foi problemático. Nem para a professora Marta Rosa nem para as restantes crianças. “Ele assumia a personagem de menina em tudo: na voz, nos gestos, no andar. Os outros miúdos achavam imensa piada. Mas isto nem sempre acontece assim”, conclui a professora.

 

Catarina Marques Rodrigues, em 20 de junho de 2016, para o Observador

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A Viagem de Peludim – Lançamento na FNAC do Colombo 16 de janeiro

Janeiro 15, 2016 às 6:00 am | Publicado em Divulgação, Livros | Deixe um comentário
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A Viagem de Peludim é uma abordagem lúdica de temáticas que os pais, educadores e professores têm muitas vezes dificuldade em explorar: «Quem sou?», «De onde vim?», «Como nasci?», e questões fundamentais nos dias de hoje, como a igualdade de género, o respeito pela diferença e a prevenção da violência sexual. Acompanhado de um guia para adultos, com dicas para exploração da história, este é o livro que faltava para uma adequada educação sexual, desde a primeira infância. O Instituto de Apoio de Apoio à Criança – Setor da Humanização recomenda a sua leitura:

«Trata-se de uma excelente ferramenta para abordar questões da Educação Sexual nas Escolas e até em contexto familiar, não descurando conceitos fundamentais como a identidade e igualdade de género. É uma história que nos fala das diversas temáticas de acordo com o desenvolvimento da criança e consequentemente da sua curiosidade acerca do assunto.»

mais informações:

http://peludim.com/

https://www.facebook.com/aviagemdepeludim/

http://marcador.com.pt/conteudo/286-a-viagem-de-peludim

 

Falar de sexo com a ajuda de Peludim

Janeiro 14, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Livros, O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do http://lifestyle.publico.pt de 12 de janeiro de 2016.

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Por Bárbara Wong

A autora Sara Rodi e a sexóloga Vânia Beliz juntaram-se à ilustradora Célia Fernandes e criaram um projecto de Educação Sexual.

A autora Sara Rodi e a sexóloga Vânia Beliz juntaram-se à ilustradora Célia Fernandes e criaram um projecto de Educação Sexual.

Nem sempre é fácil falar de sexo com os filhos e, talvez por isso, volta e meia surja um livro com o objectivo de desmistificar o tema. A Viagem de Peludim, da autora Sara Rodi, da sexóloga Vânia Beliz e com ilustrações de Célia Fernandes, pretende isso mesmo: ajudar as crianças a compreender melhor o seu corpo e a sua origem.

O livro, para crianças dos 3 aos 8 anos, responde àquelas perguntas que atormentam os mais pequenos como: Quem sou? De onde vim? Como nasci?

Peludim é um ser extraterrestre que conhece os gémeos Salvador e Clara, um menino e uma menina, e quer saber o que os diferencia. A roupa? O corte de cabelo? Os objectos com que brincam? A partir do que parecem evidências, Peludim (mas também os meninos que vão ouvir a sua história) aprende conceitos como a igualdade de géneros, o respeito pela diferença e até a prevenção da violência sexual.

Sara Rodi conta ao Life&Style como tudo começou, há três anos. Por um lado, a sexóloga trabalhava já este tema com crianças. Por outro, Sara enquanto mãe de uma família numerosa começa a confrontar-se com as dúvidas dos filhos e a “manifesta incapacidade dos professores em responder-lhes”.

No entanto, reconhece que as suas capacidades “não eram melhores…” “Percebi nessa altura que havia falta de livros sobre a matéria, sobretudo que ajudassem os pais a ler a história e a saber como responder às questões que fossem surgindo.”

Foi assim que surgiu a ideia de um livro que fosse também um guia para pais e educadores. E, página a página – esta edição com prefácio do pediatra Mário Cordeiro e recomendado pelo Instituto de Apoio à Criança –, vai ajudando o adulto que conta a história a responder às dúvidas das crianças e a introduzir diferentes temas. Por exemplo, quando o Peludim observa o pai dos seus novos amigos a aspirar a casa, é a altura ideal para os adultos explicarem aos mais novos que existem tarefas domésticas e que estas podem ser repartidas por todos os elementos da família.

Além do livro existe ainda um site com propostas de actividades para os educadores fazerem em sala. As autoras estão ainda disponíveis para irem às escolas, falar com as crianças, mas também com os pais.

Título: A Viagem de Peludim

Autor: Sara Rodi e Vânia Beliz

Ilustração: Célia Fernandes

Editora: Marcador

PVP: 15 euros

 

 

 

Workshop “A Descoberta do Ser…” 4 de novembro em Coimbra

Outubro 27, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O IAC – Fórum Construir Juntos está organizar o Workshop “A Descoberta do Ser…”, a decorrer no dia 4 de novembro de 2015 (quarta-feira), na Escola EB 2,3 Poeta Manuel Silva Gaio, em Coimbra.

Esta ação será dinamizada pelas formadoras  Ana Lourenço (Psicóloga Clínica), Marta Rosa (Docente) e Vera Abecasis (Psicóloga Social), técnicas do Sector da Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança do IAC, entre as 10h30 – 13h e 14h – 17h30.

mais informações:

http://www.iacrianca.pt/index.php/setores-iac-cj/noticias-forum/item/790-workshop-a-descoberta-do-ser-dia-4-de-novembro-de-2015

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Maria de Lourdes Levy – Comunicado da Direcção do IAC

Junho 30, 2015 às 4:18 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Direcção do Instituto de Apoio à Criança, em sua reunião de 30 de Junho, decidiu lavrar um voto de pesar pelo falecimento da Prof. Doutora Maria de Lourdes Levy, sua sócia fundadora. A Prof. Lourdes Levy foi uma Pediatra de elevado mérito, primeira Professora Catedrática da Faculdade de Medicina de Lisboa, que desde a primeira hora se salientou na defesa dos Direitos da Criança. Prestou inestimável apoio ao Sector da Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança do Instituto da Criança, com especial relevo para a área dos Serviços de Saúde. Foi uma percursora, vislumbrando com eloquência as grandes questões da Pediatria, procurando ver a saúde da criança nos seus múltiplos aspectos, desde o físico ao mental e não se descurando também a envolvência social, no sentido do desenvolvimento integral e procurando metodologias inovadoras com vista a garantir a saúde e o bem-estar da criança.

Foi também fundadora da Sociedade Portuguesa de Pediatria Social e fez parte da Direcção da Associação de Escolas João de Deus, mostrando sempre um empenho e um entusiasmo únicos nas suas diversas actividades.

Foi a responsável pela adopção pelo IAC da grande missão de divulgação da Carta da Criança Hospitalizada, já que num Congresso da Associação Europeia das Crianças no Hospital (EACH), que o IAC integra desde então, viu a importância do respeito dos Direitos da Criança Hospitalizada e propôs ao Instituto da Criança a sua adesão ao Projecto, que foi formalizado com o maior sucesso e hoje a Carta da Criança Hospitalizada é aplicada em todos os Hospitais do nosso País.

A Prof. Maria de Lourdes Levy é uma referência da Pediatria em Portugal e o Instituto de Apoio à Criança deve-lhe muito pela disponibilidade permanente, pela partilha, pelo saber, pela amizade e pela dedicação à causa dos Direitos da Criança.

O IAC fez uma publicação de homenagem à Prof. Levy em 2006 e neste momento de pesar, mais uma vez lhe presta uma homenagem muito sentida, lembrando toda a sua vida devotada à Criança.

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Maria de Lourdes Levy. Morreu a matriarca da pediatria portuguesa

Junho 29, 2015 às 1:09 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 29 de junho de 2015.

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A pediatra Maria de Lourdes Levy (1921-2015) D.R.

Pedro Cordeiro

Segunda mulher a doutorar-se em Medicina em Portugal, tinha 93 anos e dedicou a vida às crianças. Foi múltiplas vezes premiada e envolveu-se em inúmeras organizações ligadas à saúde dos mais novos.

Morreu no sábado, em Lisboa, a pediatra Maria de Lourdes Levy, antiga diretora do serviço de pediatria do Hospital de Santa Maria e referência na medicina portuguesa. Nascida há 93 anos em São Tomé e Príncipe, Maria de Lourdes Levy veio para Lisboa com 14 meses de idade. O local de nascimento deveu-se ao facto de o pai, também médico, estar no arquipélago de passagem para Luanda. Grande defensora da humanização dos cuidados hospitalares, foi a segunda mulher doutorada em medicina em Portugal, em 1958 depois de Cesina Bermudes.

Moderna e independente, sofreu, então, “as agruras de ser uma mulher” a querer ascender a tal grau académico, contou ao Expresso o seu filho, o também pediatra António Levy Gomes. Embora aprovada com classificação média, ouviu o professor Almeida Lima, membro do júri, dizer que faria melhor em ser dona de casa. Só depois do 25 de Abril de 1974 assumiu um papel mais proeminente, quando convidada a prosseguir a carreira académica pelo amigo – e também pediatra – Mário Cordeiro e por Carlos Salazar de Sousa, outro vulto da pediatria. Veio a ser uma figura respeitadíssima dentro e fora do país, quer pelo seu percurso profissional quer pelas qualidades humanas e a afabilidade que o autor destas linhas (declaração de interesses) teve a sorte de testemunhar desde criança.

Professora catedrática na Universidade de Lisboa, Maria de Lourdes Levy deu a cara pela Carta da Criança Hospitalizada, um documento que defendia perante os seus alunos e que visava, nomeadamente, melhorar as condições das visitas e do acompanhamento que os pais podiam dar aos filhos internados. A criança maltratada e a degradação da qualidade dos serviços em tempos de cortes orçamentais foram outras grandes preocupações suas. Foi pioneira ao dedicar-se à Medicina dos Adolescentes, Genética e Pediatria Social.

Reforma não a fez parar

A pediatra reformara-se em 1991 e, já depois disso, recebeu o grau de grande oficial da Ordem de Mérito (entregue em 1992 pelo Presidente Mário Soares), a medalha de prata do Ministério de Saúde e a medalha de Mérito da Ordem dos Médicos (2003), entre outras distinções. Também foi dirigente da Revista Portuguesa de Pediatria e duas vezes presidente da Sociedade Portuguesa de Pediatria, além de fundadora da Liga Portuguesa contra a Epilepsia e da Sociedade de Doenças Metabólicas. Pertenceu ao Conselho das Ordens de Mérito Civil durante a presidência de Jorge Sampaio.

Sócia fundadora do Instituto de Apoio à Criança (IAC), Maria de Lourdes Levy foi membro de um grupo de trabalho para a Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança e do Grupo de Trabalho. “A minha maior motivação é ajudar os outros, porque não gosto de ver a vida parada. Custa-me ver as coisas à nossa mão e as pessoas não olharem nem se servirem delas”, disse à revista Activa quando nomeada por esta para mais um galardão. O IAC e a Escola Superior de Educação João de Deus, a cujo Conselho Científico presidiu, foram as instituições a que mais se entregou nos últimos anos. “Foram muito importantes para se sentir útil e ainda ligada a esta vida”, garante o filho António Levy Gomes.

Maria de Lourdes Levy foi casada com o médico António Ferreira Gomes, precocemente falecido em 1974. Mãe de António Levy Gomes e da também pediatra Leonor Levy Gomes, teve quatro netos e três bisnetos. Apesar da origem judaica do seu apelido, dizia-se sem religião e nunca quis militar em partidos políticos. Deixou vasta obra publicada aquela a quem o também pediatra José Miguel Ramos de Almeida chamou, apropriadamente, “matriarca da pediatria portuguesa”.

 

 

 

 

 

 

 

Workshop “A Descoberta do Ser”

Janeiro 16, 2015 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Instituto de Apoio à Criança

Sector da Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança –

Tf: 21 3807300 Fax: 21 3869199

E-mail: iac-humanizacao@iacrianca.pt

Montras do Ministério da Educação

Outubro 10, 2014 às 3:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Na sequência do convite endereçado ao Instituto de Apoio à Criança pela Secretaria-Geral do Ministério da Educação, a Direção do IAC considerou de grande interesse a participação do IAC no programa de dinamização de Montras do Centro de Informação e Relações Públicas (CIREP) do Ministério da Educação para a divulgação de atividades e projetos do IAC de maior significado.

A responsabilidade da organização desta exposição nas Montras do Ministério da Educação foi entregue ao sector CEDI (Centro de Estudos, Documentação e Informação sobre a Criança). Desta forma, durante todo o mês de outubro de 2014 pode ser apreciada a exposição relativa à atividade desenvolvida pelo Instituto de Apoio à Criança, composta por diversos materiais: roll up, cartazes, publicações, brinquedos, trabalhos realizados por crianças e outros que representam o trabalho desenvolvido pelos vários sectores do Instituto.

As montras estão situadas nas instalações do Ministério de Educação (CIREP) da Avenida 5 de Outubro, nº 107 em Lisboa.

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