Maria de Lourdes Levy – Comunicado da Direcção do IAC

Junho 30, 2015 às 4:18 pm | Na categoria Divulgação | Deixe o seu comentário
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A Direcção do Instituto de Apoio à Criança, em sua reunião de 30 de Junho, decidiu lavrar um voto de pesar pelo falecimento da Prof. Doutora Maria de Lourdes Levy, sua sócia fundadora. A Prof. Lourdes Levy foi uma Pediatra de elevado mérito, primeira Professora Catedrática da Faculdade de Medicina de Lisboa, que desde a primeira hora se salientou na defesa dos Direitos da Criança. Prestou inestimável apoio ao Sector da Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança do Instituto da Criança, com especial relevo para a área dos Serviços de Saúde. Foi uma percursora, vislumbrando com eloquência as grandes questões da Pediatria, procurando ver a saúde da criança nos seus múltiplos aspectos, desde o físico ao mental e não se descurando também a envolvência social, no sentido do desenvolvimento integral e procurando metodologias inovadoras com vista a garantir a saúde e o bem-estar da criança.

Foi também fundadora da Sociedade Portuguesa de Pediatria Social e fez parte da Direcção da Associação de Escolas João de Deus, mostrando sempre um empenho e um entusiasmo únicos nas suas diversas actividades.

Foi a responsável pela adopção pelo IAC da grande missão de divulgação da Carta da Criança Hospitalizada, já que num Congresso da Associação Europeia das Crianças no Hospital (EACH), que o IAC integra desde então, viu a importância do respeito dos Direitos da Criança Hospitalizada e propôs ao Instituto da Criança a sua adesão ao Projecto, que foi formalizado com o maior sucesso e hoje a Carta da Criança Hospitalizada é aplicada em todos os Hospitais do nosso País.

A Prof. Maria de Lourdes Levy é uma referência da Pediatria em Portugal e o Instituto de Apoio à Criança deve-lhe muito pela disponibilidade permanente, pela partilha, pelo saber, pela amizade e pela dedicação à causa dos Direitos da Criança.

O IAC fez uma publicação de homenagem à Prof. Levy em 2006 e neste momento de pesar, mais uma vez lhe presta uma homenagem muito sentida, lembrando toda a sua vida devotada à Criança.

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Maria de Lourdes Levy. Morreu a matriarca da pediatria portuguesa

Junho 29, 2015 às 1:09 pm | Na categoria O IAC na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Notícia do Expresso de 29 de junho de 2015.

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A pediatra Maria de Lourdes Levy (1921-2015) D.R.

Pedro Cordeiro

Segunda mulher a doutorar-se em Medicina em Portugal, tinha 93 anos e dedicou a vida às crianças. Foi múltiplas vezes premiada e envolveu-se em inúmeras organizações ligadas à saúde dos mais novos.

Morreu no sábado, em Lisboa, a pediatra Maria de Lourdes Levy, antiga diretora do serviço de pediatria do Hospital de Santa Maria e referência na medicina portuguesa. Nascida há 93 anos em São Tomé e Príncipe, Maria de Lourdes Levy veio para Lisboa com 14 meses de idade. O local de nascimento deveu-se ao facto de o pai, também médico, estar no arquipélago de passagem para Luanda. Grande defensora da humanização dos cuidados hospitalares, foi a segunda mulher doutorada em medicina em Portugal, em 1958 depois de Cesina Bermudes.

Moderna e independente, sofreu, então, “as agruras de ser uma mulher” a querer ascender a tal grau académico, contou ao Expresso o seu filho, o também pediatra António Levy Gomes. Embora aprovada com classificação média, ouviu o professor Almeida Lima, membro do júri, dizer que faria melhor em ser dona de casa. Só depois do 25 de Abril de 1974 assumiu um papel mais proeminente, quando convidada a prosseguir a carreira académica pelo amigo – e também pediatra – Mário Cordeiro e por Carlos Salazar de Sousa, outro vulto da pediatria. Veio a ser uma figura respeitadíssima dentro e fora do país, quer pelo seu percurso profissional quer pelas qualidades humanas e a afabilidade que o autor destas linhas (declaração de interesses) teve a sorte de testemunhar desde criança.

Professora catedrática na Universidade de Lisboa, Maria de Lourdes Levy deu a cara pela Carta da Criança Hospitalizada, um documento que defendia perante os seus alunos e que visava, nomeadamente, melhorar as condições das visitas e do acompanhamento que os pais podiam dar aos filhos internados. A criança maltratada e a degradação da qualidade dos serviços em tempos de cortes orçamentais foram outras grandes preocupações suas. Foi pioneira ao dedicar-se à Medicina dos Adolescentes, Genética e Pediatria Social.

Reforma não a fez parar

A pediatra reformara-se em 1991 e, já depois disso, recebeu o grau de grande oficial da Ordem de Mérito (entregue em 1992 pelo Presidente Mário Soares), a medalha de prata do Ministério de Saúde e a medalha de Mérito da Ordem dos Médicos (2003), entre outras distinções. Também foi dirigente da Revista Portuguesa de Pediatria e duas vezes presidente da Sociedade Portuguesa de Pediatria, além de fundadora da Liga Portuguesa contra a Epilepsia e da Sociedade de Doenças Metabólicas. Pertenceu ao Conselho das Ordens de Mérito Civil durante a presidência de Jorge Sampaio.

Sócia fundadora do Instituto de Apoio à Criança (IAC), Maria de Lourdes Levy foi membro de um grupo de trabalho para a Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança e do Grupo de Trabalho. “A minha maior motivação é ajudar os outros, porque não gosto de ver a vida parada. Custa-me ver as coisas à nossa mão e as pessoas não olharem nem se servirem delas”, disse à revista Activa quando nomeada por esta para mais um galardão. O IAC e a Escola Superior de Educação João de Deus, a cujo Conselho Científico presidiu, foram as instituições a que mais se entregou nos últimos anos. “Foram muito importantes para se sentir útil e ainda ligada a esta vida”, garante o filho António Levy Gomes.

Maria de Lourdes Levy foi casada com o médico António Ferreira Gomes, precocemente falecido em 1974. Mãe de António Levy Gomes e da também pediatra Leonor Levy Gomes, teve quatro netos e três bisnetos. Apesar da origem judaica do seu apelido, dizia-se sem religião e nunca quis militar em partidos políticos. Deixou vasta obra publicada aquela a quem o também pediatra José Miguel Ramos de Almeida chamou, apropriadamente, “matriarca da pediatria portuguesa”.

 

 

 

 

 

 

 

No hospital há aulas todos os dias e as crianças gostam

Junho 10, 2015 às 2:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Reportagem do Público de 7 de junho de 2015.

Sérgio Azenha

Graça Barbosa Ribeiro

Há quem pense que é quase cruel estar a incomodar uma criança com um cancro ensinando-lhe Matemática, Português ou Estudo do Meio. Mas, para os meninos que ficam internados meses ou anos, as aulas podem ser o que lhes permite manter uma rotina com alguma normalidade e não perder o contacto com a turma.

Leandro, de 11 anos, fez uma cirurgia há dois dias e tem-se queixado de dores. Mas, neste momento, não mostra qualquer incómodo. Deitado, no quarto do Hospital Pediátrico de Coimbra (HPC), onde está internado desde Janeiro devido a uma doença oncológica, conseguiu soerguer-se o suficiente para ler a ficha de Matemática que a professora lhe trouxe e está com os olhos fixos no papel e com o lápis suspenso, a pensar.

O silêncio dura ainda alguns segundos. “Se não souberes conta as barras pintadas da figura, sim?”, pede Clara Santos. A aula começou há cerca de 30 minutos e ela não mostra impaciência nem pressa. Todos os dias aprende a respeitar o ritmo de cada um dos seus alunos, que muda diariamente e, às vezes, várias vezes por dia. É uma das quatro professoras que acompanham as crianças internadas naquele hospital.

“Se me contassem não acreditava”, comenta a mãe de Leandro. Está sentada no sofá que mais logo se há-de transformar na sua cama e sussurra, com mão à frente da boca, para não atrapalhar a aula. Diz que o filho mudou. “Era hiperactivo, tomava imensos medicamentos por causa disso e, ainda assim, estava sempre a arranjar problemas com a antiga professora, que já o punha de lado, a um canto da sala — não passou do 4.º ano. Agora não toma nada dessas coisas e olhe para isto.”

Sem mover a cabeça, que tapou com um boné, o rapaz volta os olhos para professora, numa interrogação tímida, quando arrisca que se tirar oito décimas a uma unidade “sobram duas décimas”. Clara sorri e diz, baixinho: “Estás a ver? Já percebeste!” Ele não corresponde com um sorriso, mas parece orgulhoso. Num gesto decidido e a mão firme preenche o espaço em branco com o resultado e, sem dizer palavra, prossegue para as alíneas seguintes, que têm questões do mesmo género, acertando sempre. A professora só avança para o ponto que se segue depois de se certificar de que Leandro está bem — “Tens a certeza de que queres continuar? Não estás cansado?”

Clara Santos, tal como Margarida Moreira, dá aulas a meninos do 1.º ciclo — cerca de 260, nos últimos quatro anos lectivos, por períodos que nalguns casos duraram apenas três semanas e noutros se prolongaram ao longo meses e até anos. No mesmo período, as professoras Catarina Violante e Cláudia Cerca acompanharam mais de 200 crianças que frequentavam os anos seguintes de escolaridade, entre o 5.º e o 12.º.

“Nada nos prepara”

“Basicamente estudamos muito para poder ensinar de tudo”, explicará, mais tarde, Catarina Violante. Essa versatilidade é essencial, mas não é o único requisito para trabalhar num hospital pediátrico, como há dois anos descobriu João Ferreira, professor do quadro de uma escola das imediações, que cumpre ali parte do seu horário. “Nada nos prepara para aquilo para que vimos. Nada”, comenta, emocionado. E, ainda assim, “nem por um segundo” hesitou, quando as colegas lhe propuseram pedir o destacamento, para ficar a tempo inteiro. Ainda à espera do aval do Ministério da Educação, conta que foram “inúmeras”, as razões que pesaram na sua decisão. Uma delas, “a mais importante, talvez, é o valor que os miúdos”, ali, “dão à escola”. “De repente sentimos que aquilo que fazemos é realmente importante, sabe?”

Elsa, de 13 anos, está na enfermaria de Ortopedia. “Fizeste os TPH?”, pergunta Catarina Violante, explicando, com uma piscadela, de olho, que ali não há TPC (trabalhos para casa) mas sim TPH, ou seja, tarefas para fazer no hospital. “Não setôra, não tive tempo. Sabe que eu aqui tenho uma vida muito ocupada”, responde Elsa, com uma gargalhadinha.

Quando Elsa chegou, há três semanas, sentaram-na numa cadeira própria para fazer tracção à coluna vertebral que uma colega de quarto com mais mobilidade transformou rapidamente num trono, enfeitando-a com pedaços de papel recortados em forma de flocos de neve.

Depois, concedeu-lhe o título de “Princess Elsa”, do filme Frozen, da Disney. Ri-se. Conta que a companheira de quarto se inspirou na estrutura metálica que lhe aplicaram no crânio e que quase faz desmaiar alguns, mas que, vendo bem, achou a amiga, é exactamente igual a uma coroa.

Elsa já transitou para o 9.º ano, porque a lei determina que assim aconteça a quem tem dois períodos com avaliações positivas e não frequenta a escola no 3.º por motivos clínicos. Muito direita, porque não pode estar de outra maneira, abre a mochila da escola para tirar o estojo, e explica que, apesar disso, “faz tudo” para tentar acompanhar a turma. Acabou de ter uma aula de Inglês com uma professora voluntária de uma escola privada, e passa para a de Matemática sem pestanejar: “Preciso de manter as boas notas. Um dia quero ganhar uma bolsa para ir para a universidade”, diz. Atrás dela, a mãe encolhe os ombros e revira os olhos, com um sorriso — “Já lhe disse que tem tempo, que o importante é a saúde, mas que é que se há-de fazer?…”

O primeiro contacto com os pais, quando as crianças ou jovens são hospitalizados, é sempre muito breve, conta Catarina Violante, que trabalha em hospitais desde 2001. A maior parte das crianças cujo internamento se prevê longo tem problemas de saúde graves, da área da oncologia, e “a escola, após o diagnóstico, está no fim da lista das prioridades”, explica a professora. Assim, num primeiro momento limitam-se a informar que, se o desejarem, os filhos serão apoiados por professores do hospital, em articulação com os da escola.

“Os pais aparecem uma duas semanas depois, quando as coisas assentam”, prossegue Cláudia Cerca. Por iniciativa própria ou em conversa com os filhos, percebem aquilo que elas já sabem: “A escola faz parte da vida das crianças, das suas rotinas, e elas querem manter a normalidade possível dentro das circunstâncias. Além disso, muitas temem perder o ano e, principalmente, os colegas de turma, e esta é uma maneira de tentar evitar que isso aconteça.”

São inúmeras as variáveis que depois entram em jogo e condicionam a estratégia dos professores, entre os quais o momento do ano lectivo. No 1.º período e no 2.º, do 2.º ciclo ao secundário, é preciso acompanhar todas as disciplinas, na medida do possível, em articulação com a escola de cada criança; os meninos fazem as fichas de avaliação, que chegam por e-mail e são devolvidas da mesma forma, depois de digitalizadas. Quando chegam ao hospital no 3.º período, trata-se de assegurar as aprendizagens essenciais para o sucesso escolar no ano lectivo seguinte. O ritmo é mais suave.

A colaboração das escolas também varia. “Às vezes a comunicação é difícil porque, simplesmente, os professores que os acompanhavam consideram quase cruel estar a incomodar uma criança com um cancro ensinando-lhe Matemática, Português ou Estudo do Meio”, comenta Margarida Moreira. “Dizem: ‘Deixe estar, não o mace, que para o ano logo vemos! Eu quero é vê-lo bom e aqui na sala outra vez!’”

Outras vezes, contam as professoras do HPC, “a colaboração é extraordinária”. Lembram-se de um caso em que todos os professores se organizaram para diariamente um ou outro enviar materiais de estudo e comentários de incentivo ao trabalho que uma menina ia realizando. E de um professor do 1.º ciclo que colocou uma câmara de vídeo no lugar exacto em que a criança se sentava na sala de aula, para ela poder ir à escola sempre que lhe apetecesse, através do computador pessoal.

Outro dos factores a ter em conta, para quem dá aulas, é a disposição das crianças. Leandro, por exemplo, não conseguiu ter aulas nos primeiros três meses do ano, porque os tratamentos deixaram-no demasiado debilitado. O mesmo se passou com Carlota, que tem sete anos e está internada, também, desde Janeiro. É ela que agora olha para Clara Santos, com um beicinho de mimo: “Dói-me um bocadinho a cabeça.”

Dois minutos antes estava a enumerar, despachada, as partes da planta — “raiz, caule, folhas, flores e frutos” — e a explicar que já semeara ou plantara com a avó “abóboras, feijões, tomates, nabos e outras coisas”. Agora põe as mãos na cabeça coberta por um lencinho colorido — “Dói.” “Será que dói mesmo? Ou mais uma vez Carlota foge às perguntas de interpretação, que a obrigam a escrever ‘respostas muito compridas’, como ela diz?”, pergunta-se Clara Santos. A menina não gosta de escrever. Aprendeu no 1.º ano e teve quase só o 1.º período do 2.º ano para praticar.

“Amanhã passamos à escrita. Estes meninos têm o direito de dizer ‘não me apetece’”, diz a professora, depois de distrair Carlota com um jogo, arrancando-lhe sorrisos, e de ver a dor de cabeça regressar à vista da ficha de trabalho. A mãe, Inês, aflige-se: “Está a atrasar-se e não queria nada que perdesse o ano. As perdas já são tantas.”

Algumas crianças só têm uma vaga noção do que perderam, como Gonçalo, um menino chinês, que já está no 4.º ano e só se sentou na sua sala de aulas por duas — apenas duas — vezes, “para saber como era”. Reteve a imagem de “um quadro gigante” e a informação de que se pode levar “comida para depois”. “Não é ‘depois’, é ‘no intervalo’”, corrige Margarida, que desta vez lhe dá a aula no hospital de dia.

Sofia, madeirense, de 14 anos, a frequentar agora o 8.º ano, tem uma noção muito clara do que perdeu, mas também do que ganhou. Desde que ficou doente, há seis anos, passou mais tempo no HPC do que na escola. Agora, que regressou (mais uma vez) para exames médicos (e tratamentos, “se for necessário”) franze os olhos num sorriso, a fitar os professores que na maior parte do 2.º período voltaram a apoiá-la nas diferentes disciplinas. Em pleno corredor, vai soltando as notícias uma a uma, fazendo pausas, a gozar as reacções quando anuncia: “90% a Matemática; 100% a Inglês; 91% a Francês; Geografia 89%; História 86%; 80 e tal por cento a Português.”

Mais tarde, ao lado do pai, na casa da associação Acreditar, conta que estava ansiosa por falar das classificações que teve na escola. “É muito importante para mim que estes professores, aqui, sintam orgulho naquilo faço. Estou a estudar graças a eles, e também é por eles que estou tão atenta nas aulas. Não é toda a gente que tem a sorte que eu tive — professores dedicados apenas a mim.” Trouxe os apontamentos. Os professores da Madeira vão mandar as matrizes dos últimos testes por e-mail e ela já avisou os do hospital, para que fiquem atentos. Alguns até disseram que ela não precisava de realizar estas provas, mas ela vai fazê-las: “Porque quero.”

 

 

Gala Solidária “Um Lugar Para o Joãozinho”

Setembro 9, 2014 às 10:00 am | Na categoria Divulgação | Deixe o seu comentário
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Joãozinho

mais informações:

http://www.joaozinho.pt/

http://ticketline.sapo.pt/evento/gala-solidaria-um-lugar-para-o-joaozinho9254

 

 

Homens limpam vidros de hospital vestidos de super-heróis para alegrar o dia de crianças internadas

Setembro 5, 2014 às 8:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe o seu comentário
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texto do site http://www.hypeness.com.br

hypeness

por Redação Hypeness

Em um dia da semana, logo pela manhã, as crianças do Hospital Presbiteriano de Nova Iorque tiveram uma surpresa: acordaram com seus super-heróis favoritos acenando para eles do lado de fora da janela. A surpresa teve iniciativa dos homens que lavam as janelas do hospital, aproveitando para levar sorrisos, carinho e felicidade às crianças.

Quando os pequenos avistaram os super-heróis, as reações foram diversas. Alguns não conseguiam conter-se em felicidade, enquanto outros arregalavam os olhos incrédulos e surpresos – os mais desinibidos chegaram próximo das janelas e deram um toque de mão nos personagens da vida real.

Assista a ação dos homens super-heróis e veja a reação das crianças – seu dia também ficará mais feliz:

 

 

 

Operação Nariz Vermelho precisa de donativos para continuar a animar crianças no hospital

Abril 4, 2014 às 9:21 am | Na categoria Divulgação | Deixe o seu comentário
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Notícia do Público de 4 de abril de 2014.

Oxana Ianin

Ana Isabel Mendes

Improvisar, tornar o ridículo aceitável, trabalhar com nada e desconstruir a realidade são as ferramentas usadas pelos doutores-palhaços. Neste dia do Nariz Vermelho, organização alerta que visitas aos blocos operatórios estão em risco por falta de verbas.

Felisberto, Marta, Sofia e Rui. Quatro crianças internadas num hospital de Lisboa que receberam recentemente a visita dos doutores-palhaços da Operação Nariz Vermelho (ONV). Por ano, diz a organização, há cerca de 40 mil crianças que sorriem nos hospitais por sua causa.

Os doutores-palhaços visitam regularmente as enfermarias de 13 hospitais do país onde estão internadas crianças. Mas, no maior hospital pediátrico do país, o Dona Estefânia, em Lisboa, o projecto-piloto que, além das enfermarias, permitiu alargar estas visitas ao bloco operatório está em risco por falta de verbas.

No caso das enfermarias, as visitas são oferecidas pela ONV aos hospitais, mas levar um doutor-palhaço uma vez por semana ao bloco operatório custa seis mil euros por ano, entre formação e deslocações. No Hospital Dona Estefânia, a verba terminou no início do mês de Março. Para que estas visitas continuem a realizar-se, a ONV  precisa desse dinheiro, que até agora tem vindo de empresas que funcionam como mecenas e de donativos particulares. “O ideal será manter o projecto a três  anos, o que significa um financiamento de 18 mil euros”, diz a coordenadora de comunicação da ONV, Magda Ferro. Por causa da crise, a ONV admite perspectivar o projecto pelo prazo de mais um ano, para o que serão precisos apenas seis mil euros. Na página oficial, está aberta a porta a quem quiser ajudar.

Enquanto esperam por verbas para este projecto especial, a ONV prossegue com as tradicionais visitas dos palhaços nas enfermarias. “Hei, Felisberto, como estás?”, questiona Fernando Terra no papel de Dr. Kotonete kom Kapa logo que entra na enfermaria do Hospital de Santa Maria, em Lisboa. São 11h30 e, pedindo licença, dois doutores palhaços da ONV invadem, a cantarolar, o quarto onde está Felisberto. Missão para os próximos 15 minutos: levar sorrisos às duas crianças que estão internadas neste quarto.

O Felisberto tem 14 anos e é uma das milhares de crianças que os doutores-palhaços visitam durante todo o ano. O rapaz está internado há uma semana e sofre de uma doença crónica e hereditária do foro hematológico, que foi diagnosticada quando tinha apenas seis meses: drepanocitose. Entre antibióticos e tratamentos, o adolescente deverá estar na sala de internamento durante dez dias consecutivos.

Improvisar, tornar o ridículo aceitável, trabalhar com nada e desconstruir a realidade são as ferramentas usadas pelos profissionais da ONV. “Começar com um adereço, com o pormenor, com o que se diz, com o que não se diz, não fazer nada ou não marcar presença. Isto torna o trabalho do palhaço no hospital numa coisa muito própria”, refere Magda Ferro.

João Paulo (Dr. Mambu) e Fernando Terra (Dr. Kotonete kom Kapa) já fazem parte da ONV há dez e sete anos, respectivamente. “Eu tive formação para a ONV em 2005 e a partir daí conheci o projecto. Dois anos depois, a presidente da Operação Nariz Vermelho, Beatriz Quintela, ligou-me para fazer o casting para ser doutor-palhaço, e eu entrei para o grupo. Tive sempre contacto com formadores e passei a doutor-palhaço.”, revela Fernando Terra.

Enquanto explica como conheceu o projecto, João Paulo, de face estreita e de cabelo encaracolado, faz palhaçadas. Conheceu a organização em 2004, altura em que fez o casting. “Soube do projecto através de um amigo, fui convidado para fazer parte da ONV e sou doutor palhaço desde esse ano”, afirma.

Há crianças que não querem palhaçadas

“A criança no contexto hospitalar perde a sua autoridade”, explica Magda Ferro. É por isso que a ONV coloca nas mãos do doente a decisão de ser ou não visitado. Há crianças que estão em internamentos longos e complexos e que não gostam de palhaços. “Na primeira visita o palhaço vai-se embora, na segunda bate à porta, na terceira canta à porta, na quarta já tenta entrar”, explica a coordenadora de comunicação da ONV.

Felisberto não se importou que os doutores-palhaços o visitassem. Aliás, para ele, é sempre uma honra receber os convidados: “Gosto das palhaçadas, do que eles fazem”, diz o jovem divertido. Está atento às canções e tenta acompanhar o ritmo.

Tal como todos os trabalhos, também este tem as suas peripécias associadas. Fernando Terra acredita que o mais complicado de tudo é despertar um sorriso nos adultos que acompanham as crianças, dado que estes têm noção da gravidade da doença. O mesmo não acontece com os mais novos: “a natureza de uma criança é por si só divertida”, diz. Por vezes, são os pais que constituem uma dificuldade ao trabalho dos doutores-palhaços. “É o próprio adulto que acompanha, que nos avisa para não tocar em algum material médico, e aí acaba por trazer de novo o miúdo de volta à realidade”, explica.

Nas formações os doutores-palhaços aprendem a ler o ambiente da sala onde entram e a verem o que pode ou não ser feito improvisadamente. “Quando entramos num quarto não sabemos o que vai acontecer. Sabemos que temos um menino com um colega do lado. E a acção pode partir de um gesto”, explica João Paulo.

“O nosso foco é: cada cêntimo que recebemos é para transportar alegria a cada criança, não esquecendo o nome de cada uma delas. Hoje levámos alegria ao Felisberto, à Marta, à Sofia, ao Rui. Portanto, cada uma é muito importante e o nosso trabalho é feito a pensar especificamente nela”, ressalva Magda Ferro. “A nossa visão é sermos a instituição de referência do trabalho artístico nos hospitais e podermos levar alegria a todas as crianças hospitalizadas, através de um sistema sustentado e coerente”.

Há histórias que ficam sempre na memória. Uma delas é a da “sopa de sapato”. Um dia a doutora Beatriz Quintella, a presidente do projecto que morreu em Setembro passado, vestia a pele de Dra. Da Graça “deixou cair um sapato dentro de um prato de sopa”. Nasceu, assim, a sopa de sapato, hoje em dia uma tradição mais virada para o queijo, por causa do cheiro a chulé”, recorda o doutor Mambu entre risos e acordes de guitarra.

“A questão que se colocava num projecto absolutamente inovador era um desafio, porque havia desconfiança, resistência e muitas dúvidas sobre a capacidade de haver uma intervenção séria e um trabalho cuidado feito por artistas nos hospitais”, lembra Magda Ferro. Sendo este um projecto que inova socialmente, a coordenadora sublinha que no início não foi fácil conquistar a confiança dos parceiros. No entanto, o balanço é já bastante positivo. “Em 2002 começámos em três hospitais, hoje estamos em 13. Uma equipa que começou com três artistas hoje tem 22”, refere.

Ao longo do tempo, novas unidades hospitalares têm aberto portas à actividade dos doutores-palhaços. “O culminar dessa recompensa é o projecto do bloco operatório que está a decorrer no Hospital Dona Estefânia que, no fundo, é o sítio ou o serviço mais sensível dentro do hospital”, sublinha. Desde que foi criada, esta instituição particular de solidariedade social já ganhou direito a um dia no calendário: o Dia do Nariz Vermelho, que se assinala esta sexta-feira. Recebeu, além disso, vários prémios, entre os quais o prémio “Direitos Humanos”, atribuído pela Assembleia da República, em 2009.

 

Dia do Nariz Vermelho – 4 de Abril

Abril 4, 2014 às 8:00 am | Na categoria Divulgação | Deixe o seu comentário
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nariz nariz2

mais informações

http://www.narizvermelho.pt/DiadoNarizVermelho

 

Reportagem Vídeo do Euronews sobre Educação de crianças com cancro no IPO do Porto

Setembro 6, 2013 às 12:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe o seu comentário
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Reportagem Vídeo do Euronews do dia 27 de Agosto de 2013.

Ver o vídeo da reportagem:

In sickness and in class : Portugal Skype School

euronews

These days many educational projects are adapting their methods for sick children. If a child has to live in a sterile environment for example, how can they keep up with their education? Well, it takes effort but it can be done.

Portugal: Skype school

At the Portuguese Institute of Oncology in Oporto they treat children with cancer. But they also make great efforts to ensure that their patients don’t fall behind with their school work.

Sometimes it is possible to teach children in groups in something like a classroom. But at other times, the children need to be isolated from others, and remain in a sterile environment, so before going to see them, the teacher has to change clothes, disinfect hands, and put a cap and a mask on. Also, all the equipment used, including paper and laptops, have to be sterilised or disinfected.

While Nadine was living in isolation, she did lessons via Skype. From middle school onwards children here are connected to their schools via the internet. They can watch a regular class or have private lessons with their teachers. Nadine doesn’t feel that having virtual lessons is a disadvantage.

Chile: hospital lessons

Jenny Salas has been a hospital teacher for 9 years now. She works for a pioneering NGO which has helped educate 60.000 hospitalised children so far. She explained: “What we have to do is reconsider the work we do in the classroom, partly to compensate for them being here. We try to make the time we are with them, whatever it is, the best, and the most normal as possible for them.”

The NGO was set up in 1998 by the mother of a woman who died in a car crash, but who had spent time in hospital as a child. During that time, her mother, Sylvia Riquelme, the president of the Carolina Labra Riquelme Foundation, was solely responsible for her education. She remembers teaching one child with cerebral palsy: “One girl had amazing achievements. The only thing she wanted was to study, to be trained, she learned to read, to say a few words, and most importantly, got onto a training course, something that neither she nor her mother had ever dreamed of.”

The foundation is now lobbying for a law enshrining the right of all children to be educated while in hospital.

UK: mission to explain

Explaining complicated medical concepts to adults can be difficult – and even more so to children. So in 2009 two doctors came up with a series of cartoon superheros called The Medikidz, who are on a mission to help young people understand their conditions.

Kate Hersov, Medikidz co-founder explained: “We used superheros, The MediKidz, a gang of five superheroes from planet Mediland, a planet shaped like the human body, out in space. And we use these five characters as a vehicle to engage children so we can educate them. So what we try and do is allow a child to understand, if they’re told they have type 1 diabetes, what is the pancreas, how does it work.”

Since their launch, they have produced 60 different titles, and distributed 2.5 million comic books in 30 languages across 50 countries. All the text is written by doctors, and reviewed by leading consultants and the Medikidz Youth Advisory Board.

They have produced 60 different titles, including books on asthma, diabetes, epilepsy, HIV and leukaemia. The books not only help children understand their own conditions, but also help them deal with medical conditions affecting friends and family.

Brincar no Hospital – Hospital D. Estefânia

Julho 11, 2013 às 12:00 pm | Na categoria Vídeos | Deixe o seu comentário
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As crianças que estão doentes têm problemas, sofrem, mas têm também necessidade de rir, de sonhar, improvisar, imaginar, esquecer o tempo e o espaço brincando e jogando e utilizando a sua criatividade! No Dia Internacional do Brincar/Jogar estivemos no Hospital D. Estefânia!

A ida ao hospital é vivida pela criança como uma experiência impressionante durante a qual vai aprender a conhecer o meio hospitalar: os lugares, os cheiros, os sabores, o ritmo de vida, as pessoas desconhecidas, os objetos desconhecidos, as máquinas,…
A atividade lúdica é fundamental para o desenvolvimento equilibrado da criança pois permite-lhe restaurar a sua segurança.

Adaptar o hospital às necessidades das crianças traduz a vontade dos adultos em encontrá-las no seu espaço. É importante desenvolver um espírito de brincar no seio da instituição hospitalar de forma global. Por espírito de brincar, entende-se que toda a equipa do hospital considere o brincar como uma necessidade vital da criança, uma fonte de prazer que favorece a expressão pessoal. Na instituição, é necessário que o brincar faça parte integrante da terapêutica e do ambiente geral. Abrir a porta do hospital à atividade lúdica permite que a criança compreenda quase instantaneamente, o esforço feito pelo serviço para a acolher. É como se fosse um sinal intermitente “Aqui as crianças são bem-vindas!”.

Brincar “aos médicos”, aos ”doentes”, com as bonecas, os ursos, os companheiros de quarto, com batas, máscaras, estetoscópios, seringas, etc., a criança brinca e representa a sua própria condição de criança hospitalizada. Por este meio ela encontra mecanismos para enfrentar os seus medos e angústias. Estimular tais brincadeiras é auxiliá-la na sua recuperação.

No Dia Internacional do Brincar/Jogar estivemos no Hospital D. Estefânia! Veja o nosso vídeo em baixo!

Leonor Santos

 

 

Filme “Zebedeu – Um Príncipe no Hospital” – Teaser

Dezembro 28, 2012 às 8:00 pm | Na categoria Divulgação, Vídeos | Deixe o seu comentário
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Há muito que desejávamos um livro infantil no qual pudéssemos informar  os mais pequenos acerca dos direitos que têm quando têm de ir aoHospital. Este livro, da autoria de Rosário Alçada Araújo e ilustração de Carla Nazareth, destina-se a crianças dos 3 aos 10 anos e está já disponível para o público em geral. Contacte-nos através do iac-humanizacao@iacrianca.pt ou do telefone 21 3807300.

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