Há mais homens a optar por ficarem em casa com os filhos

Novembro 4, 2017 às 5:09 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 1 de novembro de 2017.

Clara Viana

Cerca de 30% das crianças nascidas em 2016 tiveram o pai em casa nos seus primeiros meses de vida e isso aconteceu por opção dos progenitores. Em 2005 aquela percentagem foi apenas de 0,4%.

Estes são dados do último relatório sobre o progresso da igualdade entre mulheres e homens no trabalho, que será apresentado na quinta-feira, e que mostram um aumento significativo “da adesão dos pais trabalhadores à partilha de licença parental”, frisa-se naquele documento.

A licença parental inicial tem uma duração entre 120 e 150 dias, sendo este o período que pode ser dividido entre o pai e a mãe ou até gozado em simultâneo, a partir do quarto mês do bebé. A escolha da modalidade é optativa ao contrário do que sucede com as licenças obrigatórias: seis semanas após o parto, no caso da mãe, e 15 dias no primeiro mês de vida da criança, no caso do pai. A estas acrescem ainda mais dois tempos facultativos de 30 dias para a mãe e de outros 10 dias para o pai.

O relatório sobre o progresso da igualdade dá conta de que em todas as vertentes se verificou um aumento de adesão dos homens às licenças parentais. Em percentagem de crianças nascidas e tendo o ano de 2005 como ponto de comparação, esta evolução foi de 39,3% para 67,3%, no caso da licença obrigatória, e de 30,1% para 59,1% na licença facultativa.

No documento elaborado pela Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE), com a colaboração de várias outras entidades públicas, dá-se conta de que, em 2016, 60,2% da população empregada com o ensino superior era do sexo feminino”. Apesar da disparidade salarial entre mulheres e homens se manter estável a favor destes, e ser maior no topo da hierarquia das qualificações profissionais do que na base, o relatório sublinha que “a crescente qualificação das mulheres tem vindo a reflectir-se, paulatinamente, numa relativa melhoria da posição das mulheres no mercado de trabalho”.

Exemplo disto, é o facto de o crescimento do emprego nas profissões altamente qualificadas entre 2015 e 2016 ter sido “mais significativo para as mulheres (mais 4,3%) do que para os homens (2,2%)”.

Fica-se a saber também que a Autoridade para as Condições de Trabalho detectou 340 infracções no âmbito de acções inspectivas de controlo do cumprimento das normas nas matérias de igualdade e não discriminação em função do sexo, que levaram à aplicação de multas no valor de cerca 152 mil euros. As infracções estão, na sua maioria, relacionadas com protecção na parentalidade e com situações de assédio no trabalho.

O documento citado na notícia é o seguinte:

Relatório sobre o Progresso da Igualdade entre Mulheres e Homens no Trabalho, no Emprego e na Formação Profissional – 2016

 

 

Descoberta relação entre a idade em que os homens são pais e risco de autismo dos filhos

Maio 12, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://visao.sapo.pt/ de 3 de maio de 2017.

NARINDER NANU/ Getty Images

Nem muito cedo, nem muito tarde. Um novo estudo sugere que as capacidades sociais são um domínio afetado apenas pela idade paterna e aponta as idades de risco

Quando ter filhos, qual a idade ideal, porquê antes ou porque não depois de determinado momento na vida, na carreira… São questões frequentemente associadas às mulheres, sobretudo quando ultrapassam os 35 anos sem terem sido mães. Mas um novo estudo veio realçar que também para o sexo masculino existem timings mais favoráveis que outros para terem filhos.

Uma nova pesquisa, conduzida pelo Seaver Autism Center for Research and Treatment da Icahn School of Medicine de Mount Sinai (EUA), revelou que filhos de pais com idade inferior a 25 ou superior a 51 anos têm maior probabilidde de desenvolver autismo e outras perturbações sociais.

Para descobrir se as capacidades sociais das crianças são influenciadas pela idade do pai, os investigadores analisaram 15 mil gémeos com idades entre os quatro e os 16 anos. A equipa procurou identificar diferenças nos padrões de desenvolvimento, comportamento, incluindo problemas entre pares e questões de hiperatividade e emotividade.

Os investigadores também analisaram, individualmente, se os efeitos da idade paterna tinham maior relação com fatores genéticos ou ambientais. Após realizarem análises genéticas, observaram que o desenvolvimento de competências sociais era principalmente influenciado por fatores genéticos, que eram cada vez mais acentuados à medida que a idade do pai aumentava.

“O nosso estudo revela que as crianças nascidas de pais muitos jovens ou mais velhos podem confrontar-se com situações sociais mais desafiadoras, mesmo que não obedeçam aos critérios de diagnóstico do autismo”, explica Magdalena Janecka, do departamento de Psiquiatria da Icahn School of Medicine at Monte Sinai, ao Eurek Alert.

Não foi encontrada nenhuma ligação entre a idade da mãe e o desenvolvimento dos filhos: “O nosso estudo sugere que as capacidades sociais são um domínio chave afetado pela idade paterna.”

Janecka acredita que as diferenças de desenvolvimento apontadas pelo estudo são causadas por alterações na maturação do cérebro. “Identificar as estruturas neurais que são afetadas pela idade paterna e ver como o desenvolvimento dos filhos difere dos padrões comuns, permite que entendamos melhor os mecanismos por trás desses efeitos da idade, como, provavelmente, casos de autismo e esquizofrenia”, acrescentou.

 

 

 

O pai que cuida do bebé não “ajuda”, exerce a paternidade

Março 8, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://uptokids.pt/ de 20 de fevereiro de 2017.

O pai que cuida, que acalma o bebé quando está a chorar, que o embala ao colo, que troca as fraldas e que lhe ensina as primeiras palavras não está a “ajudar” a mãe, está a exercer o papel mais maravilhoso e responsável de sua vida: o da paternidade. Quando nos perguntam se o pai “ajuda”, é uma armadilha da linguagem em que muitas vezes caímos e que é necessário transformar.

Nos dias de hoje, e para a nossa surpresa, continuamos a ouvir muitas pessoas a dizer a clássica frase “o meu marido/namorado ajuda com as tarefas de casa” ou “eu ajudo a minha mulher a cuidar das crianças”É como se as tarefas e as responsabilidades de uma casa e de uma família tivessem património, uma característica associada ao género e que ainda não evoluiu nada nos nossos padrões de pensamento.

A figura do pai é tão relevante quanto a da mãe na criação dos filhosNo entanto, é natural que o primeiro vínculo de apego do recém-nascido durante os primeiros meses de vida se centra na figura materna. Atualmente a clássica imagem do progenitor cujo foco é a férrea autoridade e o sustento básico do lar deixou de ser sustentável e deve ser restituída.

É preciso acabar com o sistema patriarcal ultrapassado em que as tarefas são sexualizadas em cor-de-rosa ou azul para provocar mudanças reais na nossa sociedade. Para isso, devemos semear a mudança no âmbito privado das nossas casas e, acima de tudo, na forma como nos expressamos.

O pai não “ajuda”, o pai não é alguém que vai lá a casa e facilita o trabalho da mãe  de vez em quando. Um pai é alguém que sabe estar presente, que ama, que cuida e que se responsabiliza por aquilo que dá sentido à sua vida: a sua família.

O cérebro dos homens durante a criação dos filhos

É sabido que o cérebro das mães passa por várias alterações durante a criação de um bebé. A própria gravidez, a amamentação, e a tarefa de cuidar da criança todos os dias favorecem uma reestruturação cerebral com fins adaptativos. É algo impressionante. Além de a oxitocina aumentar, as sinapses neuronais mudam para aumentar a sensibilidade e a percepção para que a mulher possa reconhecer o estado emocional de seu bebé.

Mas o que é que acontece com o pai? Será que é um mero espectador biologicamente imune a este acontecimento? Claro que não. O cérebro dos homens também muda, e fá-lo de uma forma simplesmente espetacular. Segundo um estudo realizado pelo “Centro de Ciências do Cérebro Gonda da Universidade de Bar-Ilan”, se um homem exerce um papel primário ao cuidar do seu bebé, experimenta a mesma mudança neuronal que uma mulher.

Através de várias imagens do cérebro, retiradas em estudos realizados tanto em pais heterossexuais como homossexuais, foi possível ver que a atividade das amígdalas cerebrais era 5 vezes mais intensa do que o normal. Esta estrutura está relacionada com a advertência do perigo e com uma maior sensibilidade ao mundo emocional dos bebés.

Assim, surpreendentemente, o nível de oxitocina secretada por um homem que exerce o papel de cuidador primário é igual ao de uma mulher que também cumpre seu papel como mãe. Tudo isso nos revela algo que já sabíamos: um pai pode relacionar-se com os filhos no mesmo nível emocional que a mãe.

A paternidade e a maternidade responsável

Existem pais que não sabem estar presentes. Existem mães tóxicas, pais maravilhosos que criam seus filhos sozinhos, e mães extraordinárias que deixam marcas inesquecíveis no coração de seus filhos. Criar um filho é um desafio e pêras, algo para o qual nem todos estão preparados e que muitos outros enfrentam como o desafio mais enriquecedor das suas vidas.

A boa paternidade e a boa maternidade não têm a ver com géneros, mas com pessoas. Além disso, cada parceiro tem consciência das suas próprias necessidades e irá realizar as suas tarefas de criação e atenção com base nas suas características. Ou seja, são os próprios membros do casal que estabelecem a partilha e as responsabilidades do lar com base na disponibilidade de cada um.

Chegar a acordos, ser cúmplices uns do outro e deixar claro que o cuidado dos filhos é responsabilidade mútua e não exclusividade de um só irá criar uma harmonia que promoverá a felicidade da criança, pois terá acima de tudo um ótimo exemplo.

Da mesma forma, e além dos grandes esforços que cada família realiza, é necessário que a sociedade também seja sensível a este tipo de linguagem que alimenta os rótulos sexistas e os estereótipos.

As mães que continuam com a sua carreira profissional e que lutam para ter uma posição na sociedade não são “más mães”, e nem estão a deixar de cuidar dos seus filhos. Por outro lado, os pais que dão biberons, que procuram remédios para as cólicas dos seus bebés, que vão comprar fraldas ou que dão banho às crianças todas as noites não estão a ajudar: estão a exercer sua paternidade.

Por Valeria Amado, em A mente é maravilhosa, adaptado por Up To Kids®

 

 

Mais de 67 mil homens beneficiaram da licença de parentalidade em 2013

Abril 18, 2014 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do i de 12 de abril de 2014.

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Por Agência Lusa

O acréscimo de 30 dias também pode ser requerido em caso de nascimento de gémeos

Mais de 67 mil pais usufruíram da licença de parentalidade em 2013, menos quase cinco mil do que em 2012, o que representa uma quebra de 6,89%, segundo os dados do Instituto da Segurança Social.

A contabilização exclui os trabalhadores da função pública, mas ainda assim é possível perceber que depois de um grande crescimento entre 2009 (ano em que foi criado) e 2010, quando passa de 43.327 para 75.139 licenças, o número de pais que pedem licença de parentalidade atinge o seu valor máximo em 2011 (77.407), para depois começar a cair para 72.116 licenças em 2012 e 67.141 em 2013.

O regime jurídico de proteção social na parentalidade entrou em vigor há cinco anos e visava incentivar a natalidade e a igualdade de género através do reforço dos direitos do pai e do incentivo à partilha da licença.

De acordo com os dados do Instituto da Segurança Social enviados à agência Lusa, em 2013, houve 57.567 homens que tiveram direito ao subsídio parental inicial, enquanto 374 usufruíram do subsídio parental alargado e outros 6.119 usaram o subsídio social parental inicial.

Por outro lado, dentro do ano de 2013, 947 pais pediram a licença de 120 dias e 719 pediram a de 150 dias. Houve ainda 17.523 homens que pediram a licença partilhada, entre 7.051 que usufruíram da licença 120+30 dias (150 dias) e outros 10.472 que optaram pela licença de 150+30 (180 dias).

Segundo a informação disponível no site do ISS, quando uma criança nasce, os pais têm direito a uma licença de 120 ou 150 dias que podem partilhar entre si. Em caso de partilha, a licença pode ter mais 30 dias e atingir a duração de 150 dias (120+30) ou de 180 dias (150+30).

O acréscimo de 30 dias também pode ser requerido em caso de nascimento de gémeos.

Comparando com os dados do ISS dos últimos anos, o número de homens que usufruiu da licença de 120 dias sofreu uma quebra de 97,3%, já que passa dos 36.015 em 2012 para os 947 em 2013. Ao nível da licença de 150 dias a quebra é ligeiramente superior e chega aos 97,8%, contabilizando-se em 2013 719 pais que usufruíram deste período, depois de em 2012 terem sido 33.573.

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico

 

 

Eles são pais a tempo inteiro e são cada vez mais

Março 26, 2014 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Reportagem do Expresso de 15 de Março de 2014.

Eles são pais a tempo inteiro e são cada vez mais


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