Dia Universal da Criança: 200 escritores de renome mundial

Novembro 20, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Comunicado de imprensa da https://www.unicef.pt/ de 14 de novembro de 2016.

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Dia Universal da Criança: 200 escritores de renome mundial

juntam-se em prol dos direitos das crianças

Paulo Coelho, Chimamanda Adichie, Christina Lamb e Nuruddin Farah entre os vários escritores de todo o mundo escrevem ‘Tiny Stories’ em que sublinham o que desejam pra as crianças

NOVA IORQUE, 14 de Novembro de 2016 – Mais de 200 escritores de renome entre os quais autores de novelas, dramaturgos e poetas, juntaram-se esta semana numa iniciativa literária global, escrevendo ‘Tiny Stories’ (Pequenas Histórias) com cerca de sete linhas para chamar a atenção para o Dia Universal da Criança e para as injustiças que tantas das crianças mais pobres e mais desfavorecidas do mundo continuam a ter pela frente. A série de pequenas histórias é a primeira iniciativa para assinalar os 70 anos de trabalho da UNICEF para levar ajuda e esperança a todas as crianças.

As pequenas histórias vão ser partilhadas por alguns dos escritores mais aclamados do mundo nas suas próprias redes sociais. A Primeira-dama finlandesa, Jenni Haukio, apresentou o conceito que ganhou uma dinâmica junto de escritores da Ásia, África, América do Sul, Europa, Médio Oriente e Austrália.

“Como escritores temos a capacidade para advogar, e sensibilizar através da simplicidade do storytelling (narrativa). Através desta campanha louvável e necessária, defendemos a protecção dos direitos das crianças deste nosso mundo,” afirmou a conceituada autora nigeriana Chimamanda Adichie.

O grupo de escritores, cujos géneros variam desde contos de fadas à ficção, inclui uma das mais jovens autoras do mundo – Michelle Nkamankeng de sete anos da África do Sul. Escritas em mais de 10 línguas e em estilos diferentes, todas as histórias mostram que os direitos de muitas crianças são ainda negligenciados.

A campanha surge numa altura em que os direitos das crianças estão cada vez mais ameaçados. Mais de 50 milhões de crianças foram desenraizadas das suas casas devido a conflitos, pobreza e alterações climáticas, muitos outros milhões enfrentam uma inimaginável violência nas suas comunidades. Cerca de 263 milhões de crianças não estão na escola e, no ano passado, perto de seis milhões de crianças menores de cinco anos morreram de doenças maioritariamente preveníveis.

“É chocante ver que a vida de tantas crianças continua a ser tão afectada por conflitos, desigualdades, pobreza e discriminação. Espero que estas Pequenas Histórias possam lembrar ao mundo que devemos cumpri os nossos compromissos para com todas estas crianças cujas vidas e futuros estão em jogo,” afirmou a porta-voz da UNICEF Paloma Escudero.

Chimamanda Adichie usou a sua “Tiny Story” para lançar a série hoje, que se prolongará até ao dia 20 de Novembro – data em que se assinala o aniversário da adopção da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança.

Nota: A lista completa dos autores e das suas Tiny Stories está disponível durante esta semana em http://www.unicef.org/tinystories. As pequenas histórias serão também partilhadas nas redes sociais dos autores.

 

Uma história ao adormecer… ou para adormecer

Novembro 6, 2016 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto de Mário Cordeiro publicado no http://ionline.sapo.pt/  de 18 de outubro de 2016.

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Quem não gosta de ouvir histórias? Quem não gosta de contar histórias? Aprende-se melhor qualquer matéria se for ensinada como se conta uma história, para lá de o enredo poder ser divertido, engraçado, ensinar muita coisa sobre a vida e o percurso de vida, e permitir exercitar a imaginação e a criatividade de pais e de filhos. E é um bom momento em família…

Uma história ao adormecer é uma oportunidade daquelas que não se podem desperdiçar. É uma mistura de ternura, alegria, repouso, encaminhar para o sono e criatividade, e uma excelente ocasião para, estando a criança já deitada, os pais se abstraírem da intrusiva televisão ou do computador, telemóveis e afins, e terem o prazer (e fruí-lo) de estar com os filhos, até porque, inclusivamente, a maioria dos pais referem estar pouco tempo com eles. Além do mais, a história para adormecer é um momento reconfortante, securizante e, portanto, encaminhador para um bom sono… de filhos e de pais.

É já sabido que dormimos melhor quando nos sentimos seguros. A presença dos pais, através da voz e dos códigos interpessoais, ajuda a desenvolver a parte sensível do cérebro, potenciando a tão badalada inteligência emocional. Aliás, é engraçado ver que pai e mãe têm maneiras geralmente diferentes de contar a mesma história: as mães seguem mais o livro e não alteram tanto a voz. Leem, pois (o que já não é nada mau!). Os pais, pelo contrário, talvez dando largas à imaturidade e infantilidade que caracterizam o sexo masculino, inventam e dramatizam, com piadas e vozes teatrais. Não dizem “depois veio o lobo mau”, mas sim “depois, sabes, veio um lobazão enorme, sabes, grrrrrr, com umas dentuças de todo o tamanho; se ele aparecer aqui, a gente dá-lhe um pontapé que ele vai parar ao Japão”.

Por outro lado, do ponto de vista da rotina, em termos de organizar a hora de ir para a cama e ter um sono regular, atendendo a que muitas crianças resistem na hora do deitar, as histórias para adormecer têm um efeito benéfico. A maioria das crianças resistem a ir para a cama por dois motivos: por um lado, o receio de desligar, de perder o controlo, de se entregar ao destino; por outro, porque têm tanta coisa que querem fazer que dormir será encarado como uma perda de tempo. Ainda há os que querem ficar para “deitar os pais”, ou seja, por considerarem que têm tantos direitos como os pais, incluindo a hora de deitar.

Podemos questionar se as crianças de hoje desaprenderam de dormir, eventualmente por excesso de estímulos e pelos horários tardios a que os pais chegam a casa. Não sei se isto acontece mais ou menos agora do que antes, mas sei que os problemas do sono são encarados com maior rigor e é-lhes dada maior importância. Em todas as idades, diga-se. Antes, porventura, fechava-se a porta e a criança que berrasse até adormecer, o que causava desamparos e traumas de vária índole (aliás, alguns pediatras ainda advogam esse “método” que, para mim, é escabroso e trará muitos problemas de desamparo… ou seja, obrigará a outros “divãs” uns anos mais tarde, no gabinete do psicanalista); hoje está-se mais atento às inseguranças infantis, mesmo que por vezes se caia no extremo oposto.

Os horários escolares e laborais e os malfadados TPC não ajudam, acrescidos da intrusividade dos ecrãs e da televisão, que roubam positivamente o tempo todo do serão e ainda ocupam a hora da refeição (se as famílias caírem nessa!). Falando das famílias, aliás, é bom de vez em quando parar para pensar acerca do tempo da sua vida em casa, que pode ser seguramente mais bem organizado, e não consumido com coisas redundantes, sem significado, a ver pela enésima vez as notícias, e atendendo aos ritmos e desígnios dos seus vários elementos.

Curiosamente, as crianças insistem muitas vezes em ouvir as mesmas histórias repetidas vezes, e os contos podem ajudar no sentido de respeitarem o seu limite intelectual e a lidar com a agressividade, a rejeição, os medos, os dilemas, a justiça, a morte e os problemas próprios da idade. Ouvir várias vezes a história é tentar compreender todo o seu enredo e, depois de uma primeira apreciação mais global, ter em atenção os pormenores, que são tão importantes como o tema de fundo. As histórias ensinam-nos muito sobre a vida, o percurso de vida, o bem e o mal, a luta e os conflitos éticos, os medos, etc., mas através de outros heróis que não diretamente a criança. As histórias permitem também aliviar tensões e emoções, e compreender sentimentos e como o mundo funciona, em termos de responsabilidade do que fazemos e do impacto que tem sobre os outros.

Será que um final feliz pode dar a uma criança a segurança de que necessita para dormir com menos angústias? Se sim, como é que depois as ensinamos a lidar com as frustrações do dia-a-dia? Um final feliz dará a certeza de que o bem vence o mal e que a normalidade fica reposta, mas à custa de trabalho, drama, vencendo receios e tendo uma estratégia para a vida. Lidar com a frustração e as contrariedades do dia-a-dia é fundamental, e quase todas as histórias nos ensinam isso, bem como os limites e a ideia de que não podemos ter tudo e que mesmo o que podemos ter não será já. Assim se aprendem a viver as angústias.

Uma outra questão será a de saber como contar histórias aos filhos, antes de dormir, sem que seja uma seca, mas por outro lado sem que se entre num autêntico carnaval. Há um empolgamento que é natural e que não excita, mas diverte. Advogo, pois, que se conte a história com a criança já deitada e pouca luz, para consagrar a mudança do registo que já deve vir de antes da história…

Que temas para as histórias, perguntarão? Bom, a temática vai depender do que elas estiverem a viver na altura e o facto de se privilegiar a história ao deitar prende-se sobretudo com o facto de a família estar mais disponível para desfrutar da companhia uns dos outros e abordar temas do quotidiano, para lá das histórias consagradas dos contos e fábulas infantis.

Qualquer história vale, desde as tradicionais, que devem primeiro ser contadas como foram escritas, ou seja, o bem vence o mal e liquida-o, e depois inventando outras personagens que permitem aos pais enviar recados aos filhos, e a estes, quando se apoderam também da capacidade de delinear enredos, veicularem mal-estares ou até referirem situações pelas quais estejam a passar e que tenham medo de referir abertamente.

As histórias para adormecer são, pois, uma oportunidade e podem ser um momento de gozo, diversão, entretenimento e também de terapia individual e familiar. Vamos a elas?

Pediatra, Escreve à terça-feira

 

 

 

Sábados em Cheio em Outubro na Biblioteca Municipal José Saramago – Loures

Setembro 30, 2016 às 2:01 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

http://www.cm-loures.pt/Conteudo.aspx?DisplayId=2317

3º Colóquio Internacional Ler e Ser: Os Desafios das Escolas do Século XXI

Setembro 28, 2016 às 10:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

http://www.ajudaris.org/site/iii-coloquio-internacional-ler-e-ser-os-desafios-das-escolas-do-seculo-xxi/

Sábados em Cheio em Setembro na Biblioteca Municipal José Saramago – Loures

Setembro 15, 2016 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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sabadosmais informações no link:

http://www.cm-loures.pt/Conteudo.aspx?DisplayId=2232

Fiadeiras de histórias para Familias “Salto ao Fundo do Mar” 17 setembro na Biblioteca Orlando Ribeiro

Setembro 12, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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PARA FAMÍLIAS com crianças dos 3  aos 6 anos
das 15H30 às 16H20

PARA FAMÍLIAS com crianças dos 1 aos 3 anos
das 17H00 às 17H50

O peixinho tem cardumes de amigos que desfilam nesta história encantadora, num verdadeiro mar de cores e rimas. Vamos conhecer o fundo do mar neste tapete narrativo.
A partir da história Viva o peixinho! de Lucy Cousins.

Máximo: 14 participantes.

Biblioteca Orlando Ribeiro

Data: 2016-09-17 às 15:30

Contactos: Tel: 21 754 90 30
bib.oribeiro@cm-lisboa.pt

Observações: Entrada gratuita, mediante inscrição prévia

 

“Rio de Contos” II Encontro de Narração Oral de Almada – 9 -11 de setembro

Agosto 25, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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almada

mais informações:

http://www.m-almada.pt/portal/page/portal/BIBLIOTECAS/DESTAQUES/DETALHE/?bibliot_destaques_detalhe=43370652&cboui=43370652

https://www.facebook.com/laredoassociacaocultural/

Explorastórias: Quero um abraço – Centro Ciência Viva de Coimbra, dia 21 de agosto

Agosto 17, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

http://www.exploratorio.pt/index.php?page=04.01.x

Um Mundo de Histórias – 13 de agosto no Museu da Marioneta

Agosto 9, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Um percurso pelo museu que convida pais e filhos a explorar as histórias e os segredos que cada marioneta esconde.

Um mundo cheio de histórias por desvendar: preparados para as descobrir?

O que é uma marioneta? Uma marioneta é qualquer objecto usado como personagem numa representação teatral. Quando falamos de marionetas, falamos do objecto, da escultura, de estéticas, das artes plásticas, mas falamos também de cenografia, de coreografia, de teatro. Quando falamos de marionetas, falamos de narrativas, de histórias, de oralidades, de animação. E falamos ainda de design, de moda.

mais informações:

http://museudamarioneta.pt/gca/?id=78&pais=0&prod=5059

 

 

Os Alquimistas das Histórias – Artes nas Férias do Verão no CCB

Junho 21, 2016 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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alquimistas

4 a 8 de julho / 11 a 15 de julho

Fábrica das Artes | para todas as infâncias

Alquimistas, mágicos, encantadores, cantadores… contadores! Contadores de histórias vão dar vida contigo a relatos reais, irreais e triviais, em oficinas de narração, de música, de artes plásticas e de escrita criativa. As palavras, o corpo, as formas, a música e as cores vão habitar estas oficinas. Com elas vamos mergulhar juntos no mundo das histórias. Com materiais simples e algum truque na manga vamos criar “O Livro dos Livros”, o resultado alquímico de onde cada um vai tirar a sua história, para encantar, no último dia, os ouvidos e os olhares dos presentes.

Conta connosco!

Com Antonella Gilardi, Rodolfo Castro, Rita Raposo, Inês Tarouca

Inscrições através do número 213 612 899 ou do email fabricadasartes@ccb.PT

mais informações:

https://www.ccb.pt/Default/pt/FabricaDasArtes/Programacao/Oficinas?A=399

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