Oficinas Educativas no Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas – Pré-escolar ao 3.º ciclo

Agosto 31, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

http://museuarqueologicodeodrinhas.cm-sintra.pt/documents/documentos_noticias/FOLHETO%202017%202018%20aa.pdf

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Descoberta de 450 bebês em um poço de Atenas evidencia concepção da infância na Grécia Antiga

Agosto 7, 2015 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site http://oglobo.globo.com de 20 de junho de 2015.

Giovanni Dall Orto

Estudo foi feito com restos mortais de crianças encontradas junto com bebês

por Raphael Kapa

RIO – Em uma pequena depressão em um solo na cidade de Atenas, na Grécia, um pinheiro retorcido, quase que no formato de um ponto de interrogação, aponta o local de um mistério de 85 anos, mas que remete a tempos muito mais longínquos. Em 1930, um grupo de arqueólogos iniciou uma escavação na Ágora, principal mercado público da cidade, e, entre monumentos e outros prédios, encontrou um poço com 450 esqueletos de bebês e centenas de ossadas de cachorros. O grande número de recém-nascidos intrigou os pesquisadores por décadas. Na última semana, uma pesquisa colocou um ponto final nesse enigma e ajudou na compreensão sobre a infância e o espaço público na Grécia Helenística.

— O estudo deste poço nos ajuda a entender a alta taxa de mortalidade infantil da Antiguidade. Em nossa era da medicina moderna, é difícil imaginar quantas pessoas morreram nos primeiros dias de vida em épocas anteriores. A pesquisa também ilustra as práticas funerárias alternativas para aqueles que não eram considerados membros de pleno direito na sociedade — afirma Susan Rotroff, pesquisadora do departamento de estudos clássicos na Universidade de Washington e uma das coordenadoras do projeto.

As revelações das escavações mostram como a concepção de infância e até mesmo a visão sobre o espaço público se modificaram através dos tempos.

— A infância não era algo tão idealizado quanto é em nossa sociedade. A pesquisa também mostra a relação desses atenienses não só com a morte, mas com o próprio espaço público. Esse poço estava no centro cívico, perto de residências e do comércio. Isso mostra que essas crianças não eram vistas como pessoas, propriamente, uma vez que não passaram pelos mecanismos de integração à família e à cidade — analisa Mariana Virgolino, doutora em História Antiga pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

O fato de os bebês terem morrido muito cedo fez com que eles não fossem vistos como recém-nascidos que chegaram a integrar, em algum momento, a sociedade ateniense.

— A maioria dos bebês morreu logo após o nascimento, antes que a cerimônia que os aceitava na sociedade tivesse ocorrido. Portanto, eles não tinham sido ainda integrados na comunidade, e por essa razão não conseguiram um enterro formal — afirma Susan.

A cerimônia em questão acontecia, geralmente, dez dias depois do nascimento. Nesse momento, o bebê recebia um nome e era aceito — ou não — pelo chefe da família.

MORTE NATURAL

Por meio da investigação dos restos mortais se descobriu que a maioria dos bebês teve morte natural. Na pesquisa, foi levantado que um terço morreu de meningite bacteriana, causada geralmente pelo corte do cordão umbilical com um objeto não esterilizado, além de doenças como diarreia e desidratação. Dentre as centenas que tiveram dias de vida, um bebê chamou a atenção dos pesquisadores por ter conseguido viver 18 meses antes de ser jogado no poço e apresentar, em suas ossadas, sinais de fraturas e maus-tratos. Sem alarde, os pesquisadores apontam que este pode ser o exemplar mais antigo de criança maltratada já encontrada.

Universal History Archive

— Tanto por meio de exames macroscópicos quanto microscópicos, foram identificadas as patologias que causaram a morte de muitas das crianças — afirma Susan.

Mariana afirma que a descoberta está relacionada às péssimas condições a que os recém-nascidos eram expostos:

— Pode parecer horrível para nossa atual sensibilidade que os corpos desses bebês não recebessem sepultura, mas a mortalidade infantil era muito alta no mundo antigo, especialmente de recém-nascidos. As famílias não deviam se apegar a essas crianças tão cedo, pois as chances de morte eram grandes.

Aos que sobreviviam para o ritual de aceitação, o futuro também poderia não ser promissor. A negação e o abandono de crianças eram práticas comuns no mundo grego.

globo

— Muito além da relação de nascimento e morte, tais descobertas nos permitem refletir sobre outras esferas, como a questão religiosa relacionada aos ritos mortuários ou aos ideais vinculados ao nascimento de um futuro guerreiro que defenderá sua pólis (cidade-Estado) — afirma Camila Jourdan, doutora em História Antiga pela UFF.

Ou seja, para fazer parte da sociedade ateniense era necessário ter uma função nela.

CÃES:USADOS EM LIMPEZA ESPIRITUAL

Os bebês abandonados não iam para o poço, mas eram deixados em estradas ou bosques para que, com sorte, pudessem ser resgatados e criados por outra família.

Tal atitude se reflete na própria mitologia grega. Segundo o mito, quando Laio, rei de Tebas, foi alertado por um oráculo de que seu filho o mataria e se casaria com sua mulher, ele abandonou a criança (Édipo) no monte Citerão com um prego em cada pé para tentar matá-la. Resgatado e criado por outra família de reis, Édipo acabou cumprindo o destino narrado pelo oráculo.

— Para compreender tal prática, que parece ser um ato puramente violento e bárbaro, é necessário nos desapegarmos dos valores de nossa sociedade atual. Em uma pólis como Esparta, por exemplo, o nascimento de um bebê saudável era fundamental, tanto para a manutenção do ideal de guerreiro que defende sua cidade, quanto para as condições de sobrevivência da própria criança em um mundo onde uma pessoa dependente geraria grandes dificuldades — afirma Camila.

Hesperia  universidade de washington

Já os animais no poço, segundo a pesquisa, foram provavelmente utilizados em sacrifícios. Os cachorros eram vistos como bons animais para aliviar a “poluição” daquele local considerado sujo pela morte prematura de crianças.

— A presença dos cachorros sacrificados mostra uma preocupação e uma precaução para que essas mortes precoces não abalassem a harmonia da família e da cidade. Essas almas nem nome receberam, mas é preciso pedir aos deuses que elas não atrapalhem a ordem estabelecida — diz Camila.

 

 

 

No ensino básico também vão existir aulas de Latim e Grego

Junho 6, 2015 às 2:08 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 3 de junho de 2015.

Clara Viana

Projecto arranca no próximo ano lectivo. São as escolas que decidirão se querem as línguas clássicas de regresso.

Gaudeamus! Foi deste modo que a Associação de Professores de Latim e Grego (APLG) reagiu ao anúncio do Ministério da Educação e Ciência (MEC) dando conta que, no próximo ano lectivo, começará a ser desenvolvido um projecto de Introdução à Cultura e Línguas Clássicas no ensino básico.

Gaudeamus é um termo em latim que significa “alegremo-nos”. Porquê? Porque “os estudos clássicos vão poder voltar às nossas escolas”, explicita a APGL no seu site. De que forma? Em declarações ao PÚBLICO, o ministro da Educação, Nuno Crato, esclarece que o projecto visa essencialmente fornecer “elementos às escolas” para que estas possam proporcionar uma aproximação ao estudo da cultura clássica e “revalorizar assim no currículo toda a cultura que herdámos dos gregos e romanos”.

Nuno Crato explicita que não se pretende introduzir mais uma disciplina obrigatória na matriz do ensino básico e que, por isso, não se trata de mais “uma reforma curricular”. “Não estamos a propor a criação da disciplina de Introdução à Cultura e Línguas Clássicas, embora as escolas o possam fazer. O que pretendemos com este projecto é dar elementos para que na oferta de escola possam ser criadas disciplinas como, por exemplo, Vamos Aprender Latim ou Aprende o Alfabeto Grego. E também para que nas já existentes seja fomentada esta ligação à cultura e línguas clássicas, o que pode ser feito tanto, nas mais óbvias, como Português e História, mas também em Matemática e Ciências”, especifica Crato.

A componente de Introdução à Cultura e Línguas Clássicas terá um carácter opcional e poderá ser oferecida por escolas do 1.º ao 3.º ciclo. Os conteúdos destinados às escolas vão estar disponíveis no site da Direcção-Geral de Educação a partir do próximo dia 5, data do lançamento oficial do projecto. Crato está confiante de que haja uma boa adesão por parte das escolas, podendo assim inverter-se a tendência dos últimos anos que quase condenou o Latim e o Grego ao esquecimento. “O Latim está a desaparecer das escolas e o Grego ainda mais, o que é uma pena”, comentou o ministro.

Actualmente o Latim faz parte do leque das disciplinas bienais que os alunos podem escolher no 10.º e 11º ano. É opcional, portanto. O exame final é feito no 11.º ano. No ano passado foi realizado por 114 alunos. Em 1996 fizeram este exame cerca de 13 mil. Na disciplina de Grego já não há exame nacional. Faz parte das disciplinas de opção do secundário, podendo ser oferecido tanto no Curso de Línguas e Humanidades, como nos de Ciências Socioeconómicas e de Ciências e Tecnologias. É o que está previsto na matriz curricular. Na prática, quase não existem turmas a funcionar.

A Associação de Professores de Latim e Grego acusou por várias vezes o MEC de ter conduzido o ensino destas línguas à quase extinção por exigir, desde 2012, que as disciplinas de opção só possam abrir se tiverem um mínimo de 20 alunos. “São tudo coisas que  podem ser ultrapassadas”, disse Crato ao PÚBLICO. A lei prevê que as escolas possam abrir turmas com menos alunos desde que sejam autorizadas a tal pelos serviços do ministério “territorialmente competentes”, mas na prática, segundo têm denunciado professores destas disciplinas, as autorizações não têm sido dadas ou nem sequer são pedidas pelas direcções das escolas, segundo tem sido denunciado por professores

Em Lisboa, por exemplo, só a escola secundária Camões tem oferta de Latim. O mesmo se passa no Porto, com esta língua a ser ensinada apenas na secundária Rodrigues de Freitas.

Várias das entidades que colaboraram com o MEC no novo projecto, esperavam que a revitalização da cultura clássica nas escolas passasse também por repor o Latim obrigatório no curso de Línguas e Humanidades. Tal não vai acontecer. “É uma hipótese, mas não queremos entrar por agora por esse caminho. Primeiro porque não consideramos ser oportuna mais uma reforma curricular e, por outro lado, porque achamos que este movimento deve vir de baixo para cima”, esclareceu Nuno Crato.

Margarida Miranda, do Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da Universidade de Coimbra, mostra-se, contudo, confiante no impacto do novo projecto para o básico: “Estou convencida de que este pode ser  um passo modesto mas ainda assim determinante para o regresso das Línguas Clássicas ao plano curricular, superando uma lacuna que muito fragiliza o nosso ensino. Pelo contrário, a sua presença é condição essencial para elevarmos o nível do ensino em Portugal ao nível dos países de maior tradição humanística e científica”. Em vários países europeus, as aulas de Latim estão entre as mais populares. Na Alemanha, por exemplo, onde é ensinado a partir do 5.º ano, é o terceiro idioma estrangeiro mais estudado nas escolas.

 

 

 

 

Projecto Pi-Pequena Infância – Oficinas de expressão dramática com crianças/jovens hospitalizados e institucionalizados

Fevereiro 8, 2015 às 3:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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