Costuma medir a tensão do seu filho? Se não, devia

Maio 28, 2014 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Observador de 16 de maio de 2014.

observador

Agência Lusa

A hipertensão nas crianças está a aumentar devido à obesidade que é cada vez mais frequente nas crianças e jovens até aos 18 anos.

Todas as crianças a partir dos três anos de idade devem medir a pressão arterial nas consultas de vigilância médica, segundo as recomendações dos especialistas, que alertam para um aumento dos casos de hipertensão na infância e nos adolescentes.

“As recomendações da Sociedade Europeia de Hipertensão Arterial orientam para a medição da pressão arterial a todas as crianças a partir dos três anos, em consultas de vigilância de saúde, pelo menos uma vez por ano. Esta recomendação deverá ser seguida”, refere à Lusa Carla Simão, médica do grupo de trabalho da hipertensão em pediatria. A hipertensão nas crianças apresenta uma tendência de crescimento, sobretudo associada a problemas de obesidade ou de excesso de peso, que têm vindo a aumentar na população abaixo dos 18 anos.

Em Portugal ainda não há um estudo sobre a realidade nacional, mas indicadores parcelares e regionais permitem antever que a situação portuguesa será idêntica à dos restantes países europeus, segundo disse à Lusa Carla Simão.

“A hipertensão arterial é uma doença silenciosa que, nos últimos anos, afeta cada vez mais crianças e adolescentes. Na Europa, estima-se que a prevalência da hipertensão na idade pediátrica seja de três a cinco por cento”, refere a Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP), em vésperas do Dia Mundial da Hipertensão, que se assinala no sábado.

A SPP criou já um grupo de trabalho que está a preparar um estudo nacional para avaliar a prevalência da hipertensão na população portuguesa entre os três e os 18 anos. Este estudo será conduzido através de um inquérito e da avaliação da pressão arterial numa amostra aleatória e representativa da população em idade pediátrica.

Carla Simão lembra que a hipertensão é um fator de risco “importante e potencialmente reversível de doença cardiovascular e de doença renal terminal em qualquer idade”, daí a importância de diagnosticar, tratar e, sobretudo, prevenir. A prevenção deve dirigir-se essencialmente aos fatores de risco modificáveis, como a obesidade, o sedentarismo, os excessos alimentares, a privação de sono e o tabagismo.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a hipertensão abaixo dos 18 anos vai continuar a aumentar e terá um agravamento progressivo até 2025.

Ao contrário do que acontece nos adultos, nas crianças não está definido um valor ou parâmetro a partir do qual se possa considerar hipertensão, estando essa avaliação sujeita a tabelas de percentis que variam de acordo com a idade e a estatura da criança. Mas nos adolescentes, uma tensão sistemática acima dos 120-80 já pode ser um sinal de alerta para problemas de hipertensão.

 

 

 

Pressão alta em crianças cresce 27% em 12 anos nos EUA

Julho 29, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da Veja de 17 de Julho de 2013.

De acordo com estudo, o índice de massa corporal e o consumo de sódio estão entre os principais fatores relacionados ao aumento

thinkstock

O risco de pressão alta entre crianças e adolescentes aumentou 27% em um período de doze anos nos Estados Unidos. O dado é de um estudo publicado nesta segunda-feira no periódico Hypertension, uma publicação da Sociedade Americana de Cardiologia. De acordo com o levantamento, os principais fatores relacionados ao aumento são índice de massa corporal (IMC) elevado, tamanho da circunferência do abdome e o consumo excessivo de sódio.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Childhood Blood Pressure Trends and Risk Factors for High Blood Pressure

Onde foi divulgada: periódico Hypertension

Quem fez: Bernard Rosner, Nancy R. Cook, Stephen Daniels e Bonita Falkner

Instituição: Universidade Harvard e outras

Dados de amostragem: 3.200 crianças e adolescentes de 8 a 17 anos estudados entre 1988 e 1994, e 8.300 crianças de mesma faixa etária, entre 1999 e 2008

Resultado: Os pesquisadores identificaram um aumento geral de 27% na pressão alta entre crianças e adolescentes entre a primeira e a segunda amostra.

“A hipertensão é perigosa em parte porque muitas pessoas não sabem que a têm”, afirma Bernard Rosner, principal autor do estudo. Como se trata de uma doença silenciosa, os pacientes precisam medir a pressão sanguínea com frequência para saber se a possuem. A hipertensão pode levar a problemas renais, derrames e doenças cardíacas.

Pesquisa — No estudo, foram comparados dados de 3.200 crianças e adolescentes de 8 a 17 anos obtidos entre 1988 e 1994, e de 8.300 crianças de mesma faixa etária, entre 1999 e 2008. Foram levados em consideração na comparação dos resultados fatores como diferença de idade, sexo, etnia, IMC, circunferência abdominal e consumo de sódio. Assim, os pesquisadores descobriram que, em um intervalo de aproximadamente 12 anos, o risco de crianças e adolescentes desenvolverem pressão alta aumentou 27%.

Os resultados mostraram que, no geral, os meninos eram mais propensos a ter pressão alta. Entre os dois estudos, no entanto, os níveis de pressão alta aumentaram mais entre as meninas. Notou-se ainda que mais crianças estavam acima do peso no segundo estudo, e tinham também uma maior circunferência abdominal — esta última característica foi mais acentuada nas meninas. As crianças cujo IMC ou o tamanho da circunferência estavam entre os 25% mais elevados de sua faixa etária tinham duas vezes mais chances de ter pressão alta, do que as crianças cujas medidas estavam entre as 25% mais baixas.

Sal — Além disso, as crianças que apresentavam um consumo elevado de sódio tinham 36% mais chances de ter pressão alta do que as crianças que tinham o menor consumo. Mais de 80% das crianças (dos dois períodos em que o estudo foi realizado) tinham um consumo diário de sódio acima de 2,3 gramas — a quantidade recomendada pela Organização Mundial de Saúde é de 2 gramas. Para Rosner, a expectativa é de que o consumo de sódio continue a aumentar nos próximos anos.

Apesar de os pesquisadores terem notado valores elevados de pressão sanguínea nas crianças estudadas, elas não podem ser classificadas como hipertensas, pois para um diagnóstico oficial é preciso ter três medições de pressão seguidas com resultados acima do normal.

Leia também:
Hipertensão atinge 1 em cada 3 adultos em todo mundo
Estudo identifica os principais hábitos na adolescência que provocam hipertensão na vida adulta

Opinião da especialista

Celia Maria Camelo Silva
Chefe da cardiologia pediátrica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

“O estudo mostra um resultado preocupante. Esse aumento na pressão alta ocorre principalmente em decorrência das mudanças de hábitos da sociedade, como a mudança na alimentação, com um consumo elevado de alimentos industrializados. Isso se reflete no peso das crianças, que nós temos observado aumentar. As crianças também tendem a ser mais sedentárias hoje em dia, apesar do estudo não ter avaliado o quesito atividade física.

“Essas crianças que desenvolvem pressão alta mais cedo na vida apresentam um risco elevado de, quando jovens adultos, sofrerem danos a algum órgão vital, como o cérebro, coração ou rins.

“No Brasil, não temos nenhum grande estudo nacional sobre o assunto, mas também tem havido um aumento na obesidade infantil, que se relaciona com a hipertensão. Além disso, o consumo de sal médio do brasileiro é praticamente o dobro do recomendado pela OMS.

“Vale lembrar, porém, que aproximadamente 80% dos casos de hipertensão infantil são causados por alguma outra doença que o paciente apresenta, como cardiopatia, doenças renais ou endocrinológicas. A hipertensão denominada essencial, que está relacionada à massa corporal e ao consumo de sódio, corresponde à menor porcentagem dos casos.”

 

 

 

 

Crianças comem 4 vezes mais sal que o recomendado

Fevereiro 28, 2011 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Sol de 17 de Fevereiro de 2011.

Resumos das comunicações apresentadas no Congresso Português de Hipertensão Aqui

As crianças portuguesas ingerem quatro vezes mais sal por dia do que a dose indicada pela Organização Mundial de Saúde, facto que pode retirar-lhes 10 anos da esperança média de vida actual, estima a Sociedade Portuguesa de Hipertensão.

A hipertensão afecta 12 por cento das crianças e jovens portugueses que têm entre cinco e 18 anos de idade.

Em entrevista à agência Lusa, o presidente da Sociedade Portuguesa de Hipertensão, Alberto Silva, avisa que se a sociedade actual não reverter a situação do elevado consumo de sal, as «crianças não vão viver os 10 anos que actualmente se ganhou em relação às gerações anteriores».

No âmbito do Congresso Português de Hipertensão, que arranca hoje em Vilamoura, Algarve, o médico Alberto Silva aconselha os pais a diminuir a quantidade de sal na alimentação dos seus filhos para os proteger da hipertensão.

«Em casa todos comem do mesmo tacho, e se nós comemos com 12 gramas e as crianças só precisam de três gramas, elas estão a comer quatro vezes mais e isto no futuro vai aumentar a probabilidade de serem hipertensas», alertou Alberto Silva, frisando que é urgente reverter esta realidade.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda seis gramas de sal por dia para um adulto e três gramas de sal diárias para as crianças, mas os portugueses estão a comer 12 gramas por dia e a dar às crianças quatro vezes mais do que o recomendado.

Portugal continua a ter muitos doentes que não sabem que são hipertensos e que ainda não estão a fazer tratamento.

Dos que estão a fazer tratamento, só uma pequena percentagem dos doentes é que está controlada, o que se traduz no grande número de acidentes vasculares cerebrais e doença coronária, explicou o médico.

Quase metade da população sofre de hipertensão (42 por cento) e apenas 11 por cento dos portugueses é que estão controlados com medicação.

O Congresso Português de Hipertensão, que decorre em Vilamoura a partir de hoje e termina no dia 20, vai debater temas como a disfunção eréctil e a hipertensão.

Lusa / SOL


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