Estima-se que, em 2026, a hiperatividade nas crianças seja a norma

Agosto 25, 2015 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista da Visão a Fernando Rodrigues no dia 23 de agosto de 2015.

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Clara Soares (VISÃO nº 1172 de 20 de agosto)

19:00 Domingo, 23 de Agosto de 2015

Fernando Rodrigues, neuropsicólogo e investigador, explica de que forma o consumo digital altera o cérebro e quais as implicações da omnipresença tecnológica nas nossas vidas

O uso da tecnologia transforma o funcionamento do nosso cérebro?

Os estudos disponíveis permitem dizer que há mudanças estruturais em várias zonas do cérebro nomeadamente no hipocampo, onde armazenamos memórias, que está a ficar mais pequeno.

Memorizar tornou-se uma competência menos adaptativa do que indexar, ou seja, localizar informação.

A exposição constante à tecnologia é inofensiva ou potencialmente aditiva?

O ser humano funciona de forma similar a um sistema operativo. Os gadgets estimulam o cérebro de muitas formas (auditiva, tátil, visual) e ativam alguns circuitos de recompensa (libertando dopamina): quanto mais se tem, mais se quer. O sucesso das redes sociais assenta nisso: estar ligado com todos, a toda a hora, numa lógica imediatista que depois se transfere para todas as áreas da vida.

Os contactos sociais, os namoros, tornam-se cada vez mais efémeros.

Porque não temos retiros de ‘detox’ digital, tão populares noutros países, no setor turístico?

Houve uma tentativa de um grupo francês, há uns anos, na Quinta da Romaneira (Douro). Fechou por falta de procura e dificuldade em admitir que se tem a dependência de apps, redes sociais, que produz o mesmo efeito que o jogo patológico mas, até há pouco tempo, estava classificada como um distúrbio no controlo dos impulsos.

Existe uma relação entre excesso de estimulação e hiperatividade?

As estimativas de investigadores que abordaram o tema num congresso internacional recente levantam uma questão inédita: estima-se que, em 2026, a prevalência de hiperatividade na população infantil seja de 52%, ou seja, a norma, nos EUA. E, se este funcionamento passar a ser a norma, justifica-se, como questionou uma psiquiatra nesse congresso, desenvolver fármacos para quem não é hiperativo?

Como encara esse futuro provável? Mais ‘tecnostresse’ e menos desfrute?

As crianças não vão poder comparar porque já nasceram num mundo em que todos estão ligados, num registo imediatista, volátil e orientado para a procura de novidade.

Ainda desconhecemos o impacto disto a médio prazo, mas imagino que haverá mais partilha, menos íntima e altruísta.

Que função vai ter o jogo, o brincar, cuja lógica não é comparável à da era pré digital?

Era um meio para a criança aprender a resolver problemas e a autonomizar-se, na presença dos pais. Hoje, o jogo é a recompensa: “Passaste na escola, não fizeste birras, toma lá um prémio.” Sem um modelo afetivo, o risco é que se tornem autómatos, e não autónomos.

É possivel reverter esta tendência, sem perder os ganhos conquistados pela evolução?

Sim, porque temos plasticidade cerebral e o processo de maturação vai até aos 30 ou 40 anos. Temos mais competências mas podemos gerir melhor o uso dos gadgets. O nosso hipocampo, que se tem reduzido à conta deles, pode voltar a expandir-se.

 

 

 

 

 

Crianças sem rotina para dormir têm mais problemas de comportamento

Maio 20, 2015 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Pesquisa mostra que dormir em horários diferentes pode prejudicar o relógio biológico do seu filho e aumentar as chances de hiperatividade e ansiedade no futuro.
Você já deve ter ouvido muitas vezes a importância de manter uma rotina antes de colocar seu filho para dormir. Um estudo britânico publicado na revista científica Pediatrics acaba de reforçar, mais uma vez, os benefícios de manter os horários das crianças à noite.

Pesquisadores analisaram a rotina de sono de 10.230 crianças aos 3, 5 e 7 anos. Depois de compilar todos os dados e analisar questionários respondidos pelos pais e professores, os cientistas perceberam que ter horários irregulares para dormir afeta o relógio biológico da criança e, consequentemente, o funcionamento do corpo. As mudanças aparecem logo no humor e no apetite, mas não param por aí.

A longo prazo, crianças sem rotina de sono tiveram notas mais baixas em testes que mediram a capacidade de resolver problemas e mais chances de desenvolver hiperatividade e problemas emocionais, como ansiedade e envolvimento em brigas com colegas.

Segundo os cientistas, as mudanças na hora de dormir são semelhantes aos efeitos do jetlag, aquele cansaço que você sente após uma viagem, sabe? E assim como o seu sono se altera após um voo longo, o mesmo acontece com seu filho, que sofre com os efeitos.

Mas, se aí na sua casa não há um esquema certinho para o momento de descanso das crianças, aqui vai uma boa notícia. Todos esses prejuízos são reversíveis. Ou seja, assim que você conseguir estabelecer os horários, seu filho vai melhorar as notas e ter menos chances de desenvolver problemas de comportamento.

Vamos lá, então? A pediatra Marcia Pradella-Hallinan, do Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), orienta que duas horas antes de seu filho ir para a cama, você sirva o jantar (para dar tempo de a refeição ser digerida) e diminua o ritmo da casa. Um banho também ajuda a acalmar. Melhor trocar a TV, o videogame ou os tablets por brincadeiras mais calmas e pela leitura de um livro.

Na hora de colocá-lo para dormir, vista o pijama e ofereça um pouco de leite (ou amamente, no caso dos menores). Com ele já deitado na cama ou no berço, conte uma história (inventada também vale…). Uma música calminha ou até mesmo cantada por você pode fazer parte deste momento.

Quando já estiver quase dormindo, dê um beijinho de boa noite e deixe-o adormecer sozinho.
Pode ser que seu filho demore para se adaptar à rotina. Isso é normal. O importante é se manter firme e repetir a técnica por pelo menos 15 dias antes de fazer qualquer mudança. Aos poucos, por já saber o que esperar, a criança fica mais segura e, com certeza, vai dormir melhor.

 

Bruna Menegueço

Fonte

Crianças que ressonam ficam hiperativas

Março 12, 2012 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 6 de Março de 2012.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Sleep-Disordered Breathing in a Population-Based Cohort: Behavioral Outcomes at 4 and 7 Years

Acção de Formação – Mal Entendidos Hiperactividade ao Síndrome de Aspergen. Da Dislexia às Perturbações do Sono.

Fevereiro 15, 2012 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Congresso: “(Des) Envolvimento: Perturbações Infanto-Juvenis – Do encaminhamento à Intervenção”

Novembro 1, 2011 às 9:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Nos dias 18 e 19 de novembro, realiza-se, em Mangualde, o Congresso: “(Des) Envolvimento: Perturbações Infanto-Juvenis – Do encaminhamento à Intervenção”.

Inscrição:
15€* até 11 de Novembro de 2011
20€* a partir de 11 de Novembro de 2011
* valor totalmente revertido para o projecto social “Formação e certificação laboral de jovens com Necessidades Educativas Especiais”

Ficha de inscrição-5 Sentidos com opção workshop´s (4)

programa do congresso 5 Sentidos 18 e 19 de Nov (5)

Organização
5 SENTIDOS – Espaço de Intervenção e Reabilitação Psicoeducacional
Largo do Rossio, 64, 1º Andar – Mangualde
Tel: 232 617 400 Email: mangualde.5sentidos@hotmail.com

Workshop – Já Chega! Raiva e Agressividade: Quando as Emoções Gritam Através do Corpo

Setembro 23, 2011 às 9:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O Departamento de Formação Permanente  do ISPA, vai realizar o Workshop – Já Chega! Raiva e Agressividade: Quando as Emoções Gritam Através do Corpo em Novembro nos dias 18 e 19.

Objectivos

  • Reflectir e partilhar estímulos úteis na promoção da afectividade, da gestão das emoções e expressão e integração da raiva e agressividade, na perspectiva do desenvolvimento da criança
  • Desenvolver competências para utilizar as danças étnicas e o jogo simbólico como recursos para a expressão da raiva e  agressividade, com interesse no trabalho com crianças hiperactivas 

Programa

  • Empatia – Activações práticas com danças étnicas
  • Componentes da vida afectiva – Expressão corporal das componentes da vida afectiva
  • Raiva e agressividade – Activações práticas do tema da raiva nas dimensões individual, de par e de grupo. Activações práticas das posturas agressivas: a simbolização da agressividade e as danças étnicas.
  • Assertividade/valorização – Activações práticas do tema da assertividade e da valorização através da dança
  • Criar um ambiente emocional

Metodologia

Workshop experiencial

Duração

 9  horas

Formadora

Monica Sava (Dança-Movimento terapeuta, técnica de giodança, educadora de infância)

Calendarização

As sessões decorrerão nos seguintes dias:
 
6ª feira, dia 18 de Novembro, das 10h00 às 13h00 e das 15h00 às 18h00
Sábado, 19 de Novembro, das 10h00 às 13h00

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Acção de Formação em “HIPERACTIVIDADE E OUTRAS PERTURBAÇÕES DO COMPORTAMENTO”

Janeiro 11, 2011 às 9:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Ciclo de conferências: A Saúde Mental nos Ciclos de Vida

Junho 14, 2010 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A ESS Jean Piaget – Escola Superior de Saúde do Campus Académico de Macedo de Cavaleiros promove uma conferência no dia  19 de Junho de 2010, com o objectivo de debater “A Saúde Mental na Infância e na Adolescência”, com destaque para temáticas de grande actualidade tais como as perturbações de hiperactividade e défice de atenção ou o cyberbullying. A conferência têm entrada livre e está aberta à participação de estudantes e profissionais da área da saúde, professores e educadores e ainda pais e encarregados de educação.

Informações e inscrições:

Hiperactividade pode ser sinónimo de depressão

Junho 3, 2010 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo do Diário de Notícias de 18 de Abril de 2010.

por ANA BELA FERREIRA

As crianças deprimidas apresentam sintomas diferentes dos adultos: irritabilidade, falta de concentração e hiperactividade são comuns. A doença é por isso subdiagnosticada

Uma criança demasiado irrequieta, com dificuldade em manter-se concentrada numa tarefa é facilmente apontada como hiperactiva. Mas a persistência destes sintomas podem também ser sinónimo de depressão. Uma doença ainda pouco diagnosticada em crianças portuguesas, mas que os médicos dizem estar a aumentar. Os números internacionais apontam para que 2% das crianças até aos 12 anos e 8% dos adolescentes tenham episódios depressivos. Números que podem espelhar a realidade nacional. Mas a psicóloga Tatiana Pereira alerta para o facto de que possam haver mais crianças com esta doença, já que um estudo realizado em Espanha revela que 12% das crianças até aos 12 anos têm ou tiveram esta doença. “A depressão na infância ainda não está categorizada e não é aceite por todos os clínicos”, aponta Tatiana Pereira. Isto porque “esta patologia tem características muito diferentes nos adultos e nas crianças”, acrescenta a psicóloga que trabalha numa escola. Assim, entre os quatro e os 13 anos, “mais do que a tristeza, o que se nota é alguma irritabilidade, alterações no sono, no apetite e dificuldades de concentração”, explica a pedopsiquiatra Margarida Crujo. A médica interna no Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, sublinha, por isso, que no caso de sintomas como a irritabilidade representarem uma depressão, estes devem ser tratados nesse contexto e não isoladamente. Também o excesso ou falta de energia, a perda ou aumento de peso e a agressividade são indicadores de depressão infantil, lembra Tatiana Pereira. Além das crianças e adolescentes, esta é uma perturbação que pode afectar também bebés a partir dos seis meses. Nos bebés pode ser mais difícil identificar um comportamento depressivo. No entanto, o pediatra Gomes Pedro considera que basta o médico estar atento a sinais de alheamento, choro, recusa em comer e alterações no sono. “Se o bebé não estiver bem na sua pele, isso nota-se”, defende o clínico. Se os sintomas são diferentes, o tratamento também é diferente para esta população mais nova. Os antidepressivos são quase excluídos e a terapia e apoio psicológico assumem o papel principal para ultrapassar a depressão. “A cura desta doença passa por um bom mediador, que não se centre apenas na criança, mas também na família”, justifica Tatiana Pereira. A mesma opinião é defendida pela pedopsiquiatra Margarida Crujo. “Só em casos mais graves, em que há riscos grandes para a criança e família e que precisam de uma intervenção mais rápida, é que se usam medicamentos”, acrescenta. Mesmo assim, isso só se aplica a adolescentes. Por outro lado, não usar antidepressivos ajuda a “mostrar à criança que ela tem força para ultrapassar estas situações sem uso de medicamentos”, refere Tatiana Pereira. “O sentimento clínico que temos é que a depressão infantil está a aumentar”, admite o pediatra Gomes Pedro. Um fenómeno que se deve “às situações de stress, de desemprego, trabalho precário, que os pais enfrentam e que as crianças absorvem”, aponta o médico. No mesmo sentido, Tatiana Pereira admite que “o contexto leva a que haja mais depressão”. Mas os especialistas alertam ainda para o facto de uma depressão não ter apenas uma causa directa. Existindo, contudo, factores agudos que podem levar a estados depressivos (ver caixa em baixo). Ainda que os factores exteriores e sociais desempenhem um papel importante no desenvolvimento de uma depressão, também a genética é importante. E é importante não só na predisposição para sofrer uma depressão mas também para determinar a sua cura. Mas, mesmo depois de curada, esta patologia pode deixar marcas. “Depois de uma depressão, a criança pode nunca ter uma auto–estima adequada, um baixo rendimento na escola ou alterações na sua personalidade”, esclarece Margarida Crujo. A pedopsiquiatra frisa ainda que uma depressão em idades precoces pode determinar outras doenças na idade adulta, bem como outros episódios depressivos ao longo da vida.

HIPERACTIVIDADE E OUTRAS PERTURBAÇÕES DO COMPORTAMENTO

Junho 1, 2010 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O INALCO (Instituto de Alcoologia – Formação, Investigação e Prevenção em Alcoologia, vai organizar a 9ª Edição da Acção de Formação “Hiperactividade e outras Perturbações do Comportamento” nos dias 14, 17 e 18 de Junho de 2010. Mais informações Aqui

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