Estudo de 10 anos de duração comprova: videogames não provocam violência

Dezembro 4, 2013 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Canaltech de 22 de Novembro de 2013.

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Desde o surgimento dos primeiros consoles de videogame, há mais de vinte anos, existe um debate sobre a influência dessas plataformas no comportamento dos jogadores. Diversos estudos surgiram nas últimas décadas para mostrar os benefícios e desvantagens que esses aparelhos podem exercer na vida dos usuários. Mas, afinal, eles causam ou não um efeito negativo sobre quem está jogando?

De acordo com uma pesquisa recente, a resposta é não. Para quem lê, este pode ser apenas mais um estudo sobre o assunto, mas prova que não existe nenhum tipo de associação entre jogar videogame e ter algum tipo de comportamento agressivo. As informações são do TechSpot.

Publicado na British Medical Journal, o estudo faz parte do “UK Millennium Cohort”, um relatório do Reino Unido com dez anos de duração que observou como as crianças são afetadas psicologicamente pelos produtos do mercado do entretenimento – mais precisamente aqueles em que o usuário fica de frente para uma tela, incluindo TVs e os próprios videogames. Desde 2003, mais de 11.000 crianças a partir dos cinco anos de idade foram submetidas a vários testes de exposição diária a diferentes formas de conteúdos, tanto na televisão quanto nos consoles.

Uma década depois, os pesquisadores constataram que assistir mais de três horas à TV por dia pode aumentar as chances de desenvolver problemas comportamentais em jovens com idades entre cinco e sete anos. Por outro lado, os videogames não exercem nenhum efeito negativo nas características pessoais da criança, como comportamento e atenção, nem ajuda a desenvolver doenças emocionais. A mesma conclusão vale para meninos e meninas.

Além das crianças, o estudo coletou dados dos pais e mães para saber das atitudes dos filhos em relação à TV e ao videogame – no caso, se as crianças apresentavam sintomas de desatenção, oscilação de humor ou dificuldade de interagir socialmente quando expostas à tela do televisor/console. Também não foi detectada nenhuma relação desses meios com ações violentas. “Melhorar a qualidade de vida da criança dentro de casa é um dos principais fatores que irá ajudar em seu desenvolvimento físico e mental”, concluem os pesquisadores.

Então, o que isso tudo significa? Nada que outras pesquisas não tenham comprovado. É claro que ficar na frente da TV jogando videogame o dia inteiro não é recomendável para a saúde de ninguém. Mas este é o primeiro estudo em muito tempo que analisou um período considerável da vida dos pacientes e não encontrou nada que associe os jogos de videogame (sejam eles violentos ou não) ao comportamento do jogador.

Ou seja, os resultados dessa pesquisa britânica parecem validar o que outros especialistas já diziam: os videogames têm um papel positivo na vida do usuário e não são prejudiciais. Pelo menos até agora.
 

Crianças que veem muita TV podem tornar-se «bullies»

Abril 5, 2013 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da TVI 24 de 26 de Março de 2013.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Do television and electronic games predict children’s psychosocial adjustment? Longitudinal research using the UK Millennium Cohort Study

Estudo realizado com britânicos nascidos depois de 2000, a partir dos cinco anos

Por: Redacção / CM

Um novo estudo britânico diz que crianças que assistem a mais de três horas diárias de televisão têm mais propensão a mentir, a enganar e um ligeiro risco acrescido de se tornarem bullies logo na escola primária.

Investigadores da Universidade de Glasgow, na Escócia, tiveram por base uma amostra de 11.000 crianças nascidas no Reino Unido a partir de 2000, avaliadas numa primeira fase aos cinco anos de idade e reavaliadas aos sete.

As informações sobre o tempo despendido a ver televisão ou em jogos de computador foram registadas pelas mães, que também tiveram de classificar a saúde mental e as competências sociais dos filhos numa escala de 0 a 10. Tanto aos cinco anos como aos sete.

O comportamento psicológico foi analisado em função das horas que passaram em frente ao ecrã e tiveram também em conta fatores sócio-económicos como «família funcional/disfuncional» e «caos em casa».

Embora numa percentagem pequena, de apenas 13 por cento, os resultados foram considerados significantes pela equipa de investigação, que registou comportamentos antissociais, como agredir, bullying, mentir, enganar e roubar aos sete anos, por crianças que assistiam a três horas ou mais de televisão por dia quando tinham cinco.

Dados semelhantes não foram, contudo, observados em relação aos jogos de computador.

Relativamente às crianças envolvidas, destaque para o facto de apenas 15 por cento da amostra ter passado mais de três horas a ver televisão, enquanto três por cento chegou a ultrapassar as sete horas. Pouco mais de dois por cento não viram televisão de todo.


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