No que se distinguem os adolescentes portugueses?

Maio 25, 2020 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Infografia do Público de 18 de maio de 2020.

Health Behaviour in School-aged Children, da Organização Mundial da Saúde, estuda a cada quatro anos os comportamentos e a saúde dos adolescentes nos seus contextos de vida. É realizado em Portugal desde 1998. O último inquérito foi feito em 2018, a 227.441 alunos de 11, 13 e 15 anos de 45 países. Em Portugal, onde são consideradas as respostas de 5839 jovens, as más notícias passam por aqui: fraca prática da actividade física, fraco gosto pela escola e relatos de uma excessiva pressão com os trabalhos escolares. Já o comportamento alimentar continua em geral melhor do que a média. Os resultados acabam de ser divulgados.

Visualizar a infografia no link:

https://www.publico.pt/2020/05/18/infografia/distinguem-adolescentes-portugueses-506?fbclid=IwAR2LXPuvEBofoIXdJbalqwuvXMUihQqyc8gyqQVgLX8KxlMa4mXtMbWVKGI

Mais informações no link:

http://www.euro.who.int/en/health-topics/Life-stages/child-and-adolescent-health/health-behaviour-in-school-aged-children-hbsc/hbsc-2020

A saúde e o bem-estar dos adolescentes: “Spotlight” da situação de Portugal

Maio 20, 2020 às 7:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Texto da Hbsc Portugal

Lançamento do relatório Health Behavior in School-Children (HBSC/OMS), com as principais conclusões sobre a saúde e bem-estar dos adolescentes dos 45 países que participaram no estudo de 2018.

Acesso ao relatório de todos dos 45 países: http://www.hbsc.org/

Acesso aos dados portugueses: http://aventurasocial.com/arquivo/1589841620_HBSC%20Internacional%202020.pdf

Bullying e cyberbullying, há mais raparigas vítimas e mais rapazes agressores

Maio 10, 2019 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Teenage Girl Being Bullied By Text Message – Snews

Notícia e imagem do Educare de 29 de abril de 2019.

Estudo sobre problemas comportamentais dos jovens revela que a maioria não está ligada a estas formas de agressão. Dos envolvidos, 13% dos rapazes assumiram-se como agressores ou vítimas provocadoras no bullying e 7,9% admitiram o mesmo papel em relação ao cyberbullying. Recomendam-se programas dedicados à resiliência.

O estudo “Bullying, Cyberbullying e Problemas de Comportamento: O Género e a Idade Importam”, realizado no âmbito do Health Behaviour in School Age Children (HBSC) de 2018, analisou o envolvimento dos jovens nestas formas de comportamento e violência, bem como a frieza emocional, em função do género e da idade. Um dos resultados da pesquisa mostram que 75,6% dos rapazes e 78,6% das raparigas não estiveram envolvidos em bullying e 88,5% dos rapazes e 90,2% das raparigas não reportaram situações de cyberbullying. Ou seja, a maioria não esteve envolvida em situações deste género.

Dos que admitiram o seu envolvimento, os dados revelam que 14,8% das raparigas foram vítimas no bullying e 6,9% no cyberbullying. No caso dos rapazes, 11,2% foram vítimas de bullying e 3,7% de cyberbullying. Treze por cento dos rapazes assumiram-se como agressores ou vítimas provocadoras no bullying e 7,9% disseram o mesmo em relação ao cyberbullying. Nas raparigas, relativamente à condição de agressor ou vítima provocadora, as percentagens baixam para 6,6% no bullying e 2,9% no cyberbullying.

Este estudo demonstrou que o género tem influência no envolvimento neste tipo de situações. Há mais raparigas que contam o seu envolvimento em situações de bullying como vítimas e um número mais elevado de rapazes que admitem estar envolvidos nesses casos como agressores e como vítimas provocadoras. Nas diferenças de género, e em relação ao total de problemas de comportamento e à frieza emocional, os resultados indicam que este tipo de dificuldades é maior nos rapazes.

Segundo a investigação, o envolvimento nestas situações aumentou do 6.º para o 8.º ano de escolaridade, diminuindo significativamente a partir daí. A idade tem também peso no total de problemas de comportamento e na frieza emocional, que vão diminuindo com o tempo. O estudo recomenda “o desenvolvimento de políticas públicas, na área da educação e saúde, em contexto escolar e comunitário, de tolerância zero à violência”.

“Apesar do envolvimento em situações de cyberbullying ser menos frequente por comparação com o envolvimento em situações de bullying, os resultados obtidos apresentaram um padrão semelhante”, adianta o estudo já divulgado no âmbito do 10.º Congresso Internacional de Psicologia da Criança e do Adolescente, que decorreu em Lisboa, e que analisou uma amostra composta por 8 215 estudantes, 52,7% raparigas, com uma média de idades de 14,36 anos, que frequentavam os 6.º, 8.º, 10.º e 12.º anos de escolaridade.

O estudo chama a atenção para o desenvolvimento de competências de pais e professores na identificação de sinais de envolvimento em situações de violência, no suporte a dar às vítimas e provocadores, e na desmistificação da aura de poder e superioridade associada à provocação. O comportamento provocativo deve ser encarado, acima de tudo, como uma perturbação antissocial que necessita de apoio psicológico. “Resiliência na Adolescência”, outro estudo também integrado no HBSC, conclui que “as meninas apresentam valores significativamente mais elevados na empatia, resolução de problemas e objetivos e aspirações, enquanto que os rapazes apresentam valores mais elevados na autoeficácia”.

Os adolescentes mais velhos apresentam valores mais elevados de empatia, objetivos e aspirações. “Os adolescentes portugueses apresentam, de um modo geral, bons níveis de recursos internos associados à resiliência. É, no entanto, importante desenvolver programas promotores de resiliência tendo em atenção que os recursos associados à resiliência se adquirem e agregam ao longo da vida e que grupos mais vulneráveis e expostos a mais adversidades terão mais dificuldade em acionar este mesmo processo”, lê-se no estudo.

Aceder ao estudo mencionado na notícia:

Bullying, ciberbullying e problemas de comportamento: o género e a idade importam?

 

Lançamento dos Resultados Nacionais do Estudo HBSC 2018 – 19 dezembro na Fundação Calouste Gulbenkian

Dezembro 18, 2018 às 2:30 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Inscrição gratuita, mas obrigatória no seguinte link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeJ-uInMvcBnvg9IkSlcOfWPHC-VVXunIECglzeFuH0ObibWg/viewform?vc=0&c=0&w=1&fbclid=IwAR1yiVA37Qrc_C_PXKZN8-6TWUcHgwxV3CJyyBVja6OttwKeeaRZA7Bfwzw

80% dos jovens em Portugal são felizes

Dezembro 18, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 15 de dezembro de 2018.

O Health Behaviour in School-Aged Children mostra jovens felizes, a fumar menos, mas também exaustos e a beber mais.

Os jovens portugueses consideram-se felizes, dizem ser fácil falar com os pais, cultivam a amizade, a diversidade e a tolerância, não recorrem tanto ao bullying, fumam pouco e consomem menos drogas, e iniciam-se sexualmente mais tarde. Mas — há sempre um ‘mas’ — não gostam da escola, têm cada vez mais amigos virtuais, dizem que estão exaustos e queixam-se de mal-estar físico, consomem mais álcool, dormem menos e pior, não acreditam na intervenção social e assumem comportamentos de risco no que toca à prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e da gravidez não planeada. Numa percentagem baixa mas alarmante, referem ir para a escola e para a cama com fome, por falta de comida suficiente em casa.

São estas as principais conclusões do Health Behaviour in School-Aged Children 2018, financiado pela Organização Mundial da Saúde, que em Portugal é levado a cabo, desde 1996 e a ritmo quadrienal, pela equipa Aventura Social da Faculdade de Motricidade Humana — e em que participaram 6997 jovens do 6º, 8º e 10º anos. “Se é verdade que 80% dos adolescentes se consideram feliz, há uma média de 20% que precisam de atenção especializada. Isto significa um em cada cinco, e isso pode mesmo ser demais”, adianta a coordenadora da equipa, Margarida Gaspar de Matos, ao Expresso, notando que, do ponto de vista das políticas públicas, seria necessária a assunção de “medidas que apoiem os jovens na prevenção das circunstâncias e comportamentos lesivos da sua saúde, bem-estar e participação social”.

Apatia social e sexual

É justamente neste item que a psicóloga aponta uma das maiores surpresas do estudo, que desenha “um perfil de apatia juvenil em questões de cidadania ativa e associativismo”. Isto sugere não só uma falta de fé dos jovens nas instituições, como a noção de que a sociedade como um todo “é um assunto onde não é interessante investir, seja porque ninguém lhes liga, seja porque estão demasiado bem ou demasiado mal”.

Em relação à sexualidade, o inquérito apontou para um início de atividade sexual mais tardio do que no de 2014. Porém, Gaspar de Matos não atribui este resultado a uma “educação para a saúde dissuasora”. Pelo contrário, “os esforços de educação para a saúde diminuíram muito durante o ministério liderado por Nuno Crato”, mais centrado na promoção das competências matemáticas. Para a coordenadora, a “forte componente virtual” da atual cultura juvenil pode ter “abrandado o interesse pela sexualidade”. Por outro lado, frisa Gaspar de Matos, “o SNS não está preparado para atender os problemas emocionais dos adolescentes nem das crianças”. O estudo será apresentado na quarta-feira, dia 19.

 

 


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