Estudo demonstra que ter uma grande biblioteca em casa tem um efeito positivo na vida adulta

Dezembro 20, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Life Style Sapo de 16 de novembro de 2018.

Quem gosta de ler, gosta de colecionar livros e por isso vai ficar contente por saber que ter uma grande biblioteca em casa poderá trazer benefícios às crianças na vida adulta.

A socióloga Joanna Sikora da Universidade Nacional da Austrália publicou recentemente o estudo “Scholarly culture: How books in adolescence enhance adult literacy, numeracy and technology skills in 31 societies” (Cultura Académica: como os livros na adolescência melhoram a literária, numeraria e capacidades tecnológicas na vida adulta em 31 sociedades).

Neste estudo a Dra. Joanna Sikora analisou as respostas de 160.000 adultos de 31 países diferentes, com idades entre os 25 e os 65 anos, a perguntas sobre a sua educação, especificamente sobre a quantidade de livros que tinham em sua casa aos 16 anos.

Supondo que um metro de estante tem capacidade para uns 40 livros, a resposta média foi de 115 livros. Com estes dados, a socióloga concluiu que os adolescentes com menos de 80 livros em casa tinham níveis de alfabetização e aritmética abaixo da média, na idade adulta.

Mais surpreendente ainda foi a conclusão de que adolescentes sem um título universitário mas com uma grande biblioteca em casa normalmente têm tanto conhecimento, capacidade matemática e aptidão tecnológica na idade adulta como aqueles que efetivamente concluíram o ensino universitário mas cresceram rodeados de poucos livros.

Sikora destaca assim a importância de ter materiais de leitura em casa e a influência que a exposição a esse ambiente pode ter nos primeiros anos de vida, orientando as crianças na direção do sucesso escolar, bem como da realização profissional e construção da carreira enquanto adultos.

Precisava de uma boa desculpa para comprar mais livros? Aqui a tem. E da próxima vez que ficar aborrecido pela trabalheira que dá limpar as estantes de livros lá de casa, lembre-se deste artigo.

 

 

Crianças sozinhos em casa talvez a partir dos 12

Março 10, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.jn.pt/ de 6 de março de 2017.

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Maturidade e autonomia é que contam no ato da decisão

Afinal, a partir de que idade é aconselhável deixar uma criança sozinha em casa? A questão, dizem os especialistas, não se pode definir do ponto de vista etário. Maturidade e autonomia é que contam no ato da decisão.

“Não há propriamente um manual que especifique uma idade. Tudo depende da capacidade autonómica da criança, do seu grau de maturidade”, defende a pediatra Andreia Teixeira.

“Uma coisa é deixar uma criança sozinha enquanto se vai colocar o lixo na rua, e mesmo assim esse tempo pode revelar-se perigoso, outra é deixá-la sozinha várias horas”, adianta a pediatra. “Eu diria que a partir dos 12 anos, se a criança revela alguma autonomia e maturidade, pode ser deixada sozinha. Mas sempre por curtos períodos de tempo”, acrescenta.

Conhecer os perigos

Para Andreia Teixeira é importante que, ao ficar entregue a si própria, a criança saiba, por exemplo, como contactar os familiares em caso de emergência, que não deve abrir a porta a estranhos e o que fazer se o telefone tocar. Depois há uma outra série de fatores a ter em conta, “como se a criança em causa vive numa grande cidade ou num meio pequeno, se pode ou não recorrer à ajuda de vizinhos em caso de necessidade”.

Também o pediatra Mário Cordeiro, que tem escrito bastante sobre o assunto, defende que “idealmente, nenhuma criança ou adolescente com menos de 12-14 anos deveria ficar sozinho em casa”. Mas, a ser necessário, há que minimizar os riscos que a situação pode acarretar. “É fundamental considerar a preparação da criança e a sua personalidade, para além da idade”, sustenta.

“Esta é uma questão muito complicada, porque depende da criança, da sua experiência e maturidade, da família, do sítio onde vive”, sublinha de igual modo Sandra Nascimento, presidente da Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI), instituição que domingo completou 25 anos de existência.

Para esta técnica, o que é importante é “garantir que, antes de ficarem sozinhas em casa, as crianças comecem a ser preparadas para isso, a ser ensinadas a reconhecer os perigos, e a saber como reagir.

Dialogar é preciso

É fundamental considerar a preparação da criança e a sua personalidade, para além da idade. É também necessário dialogar com a criança e negociar as regras, quer quanto à utilização da casa e dos bens, quer quanto a regras mínimas referentes a várias coisas.

Telefones e segurança

Os telefones e contactos dos pais e de pessoas conhecidas devem estar bem evidentes, para que a criança possa utilizá-los, se necessitar. Devem ficar bem claras as regras de segurança, designadamente instruções relativas a abrir portas e telefones.

Cuidado com acidentes

Um aspeto a ter em conta diz respeito a recapitular quais os acidentes mais frequentes que podem acontecer. Debruçar-se nas janelas, acender fósforos, ligar aquecedores ou utilizar facas, por exemplo, pode ser uma tentação.

“Admissão” de amigos

O pediatra Mário Cordeiro lembra igualmente que uma política de “admissão” de amigos e colegas de escola também tem de ficar muito bem definida desde o princípio. Os pais devem negociar este aspeto.

Simulações prévias

Podem fazer-se pequenas simulações de ausência permanecendo uns minutos fora de casa, antes de deixá-la sozinha. Deste modo pode perceber-se até que ponto a criança é responsável e reage a essa situação.

 

 

 

 

Crianças podem ficar sozinhas em casa a partir de que idade? Depende

Fevereiro 26, 2016 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do Público de 20 de fevereiro de 2016.

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Alexandra Campos

Pediatras dizem que antes dos 12 anos é complicado. Outros especialistas preferem não falar de idades.

Primeiro, o óbvio: uma criança com cinco anos não pode ser deixada sozinha em casa. Depois, a pergunta com que muitos pais se vão confrontando à medida que os seus filhos crescem: a partir de quando é que começa a ser seguro para um menor permanecer em casa sem a presença de adultos? Os especialistas preferem não estabelecer uma idade. Mas, enquanto há alguns que acreditam que este tipo de experiência pode iniciar-se, de forma gradual e controlada, a partir de idades mais precoces, há outros que atiram o princípio deste processo de autonomização para mais tarde, os 12 anos.

A pediatra Maria do Céu Machado não tem dúvidas: antes dos 12 anos, não se deve deixar uma criança sozinha em casa. “Mesmo aos 12 anos, tem de ser um miúdo com maturidade”, enfatiza a ex-Alta Comissária da Saúde que lembra que até há países, como a Holanda, onde este tipo de situação “é razão para retirar as crianças aos pais”. O pediatra Mário Cordeiro, num recente artigo sobre o tema na revista Pais e Filhos, também defende que “idealmente, nenhuma criança ou adolescente com menos de 12-14 anos deveria ficar nesta situação”. Mas a realidade é diferente, concede: “Ficar sozinho em casa é, provavelmente, uma necessidade incontornável para muitas crianças e adolescentes”.

Uma idade? Para o sociólogo Manuel Sarmento, do Instituto de Educação da Universidade do Minho, esta questão “não é susceptível de ser definida do ponto de vista etário”. Ainda que na realidade haja crianças “entregues a si próprias”,  por vezes “aos seis anos”, “devemos pensar que estamos a trabalhar num cenário de uma sociedade organizada em que se supõe que existe uma vulnerabilidade na infância que determina a existência de pais, de cuidadores”. De resto, nota, deixar ou não uma criança sozinha em casa “depende da própria criança, do contexto em que está inserida, do seu grau de autonomia”.

“Não sei se alguém se atreve a definir uma idade. Eu não”, atira Sandra Nascimento, presidente da Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI). Lembrando que esta é “uma questão muito complicada, porque depende da criança, da sua experiência e maturidade, da família, do sítio onde vive”, Sandra Nascimento defende mesmo que é “bom que não haja nada escrito, preto no branco, sobre isto”. “Esta pode ser uma armadilha para as crianças e pais”, justifica.

Para a presidente da APSI, o que é importante é garantir que, antes de ficarem sozinhas em casa, as crianças comecem “a ser preparadas para isso, a ser ensinadas a reconhecer os perigos”, a saber o que fazer. “Por exemplo, aos seis, sete anos, gostam de fazer experiências com fósforos. É preciso definir regras, explicar que só o podem fazer na presença dos pais. Este deve ser um processo gradual”, acrecenta.

“Uma criança com cinco anos, sozinha, num 21.º andar? É desesperante!”, começa por observar Helena Cardoso Menezes, ex-presidente da APSI. Esta especialista em saúde pediátrica acredita que será possível avançar com experiências de autonomização  “entre os oito e os 12 anos”, mas por períodos curtos e de forma controlada, e sempre tendo em conta que a decisão “depende das circunstâncias, da personalidade da criança, do facto de haver ou não vizinhos avisados”.

A mais velha de quatro irmãos, de quem começou a tomar conta aos 11 anos, Helena Menezes lembra que há países em que as crianças começam, por exemplo, a ir sozinhas para a escola bem cedo, “aos seis, sete anos”, mas “são países em que o planeamento urbano está bem pensado”. Actualmente os pais são mais protectores, nota a especialista, que aproveita para alertar para outro tipo de problema: “a falta de autonomia dos miúdos portugueses”. “Por vezes são tratados como incapazes”, lamenta.

De resto, do ponto de vista da legislação nacional, não há qualquer norma que estipule idades a partir das quais as crianças ou jovens podem ou não ser deixadas sozinhas em casa. O que o Código Civil diz é que “o dever de vigilância é uma das responsabilidades parentais” e esta, em teoria, deve ser exercida até à maioridade, explica Cristina Dias, da Escola de Direito da Universidade do Minho. Mas aqui há, nota, “o princípio de bom senso”. “Só os pais podem aferir o grau de maturidade da criança e jovem”, frisa.

O psicólogo forense Carlos Poiares também destaca o dever de vigilância previsto no Código Civil e nota igualmente que a decisão sobre a idade a partir da qual se pode deixar sózinho em casa um menor é “uma questão de bom senso”.

 

 

 

Tertúlia sobre “Os Espaços de vida das crianças e dos jovens : a casa”

Setembro 29, 2014 às 1:15 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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convite

Solicita-se confirmação para forumdireitoscriancas@gmail.com

3º Fórum Nacional das Pessoas em Situação de Pobreza

Outubro 12, 2011 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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