Oficina de Formação: EU E OS OUTROS Gestão de Conflitos e Prevenção da Violência nas Escolas

Março 22, 2016 às 6:20 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Oficina de Formação: EU E OS OUTROS
Gestão de Conflitos e Prevenção da Violência nas Escolas

Parceria entre o Centro de Formação Rui Grácio e a DGESTE-DSRAL, Ministério da Educação.

Formadoras: Rita Ribeiro e Maria Esteves.

Actividade no âmbito da Educação para a Paz, uma das prioridades da ASPnet – UNESCO.

15 horas de formação / Início: 6 de Abril 2016 / 17.00h-20.00h

Inscrições online até 31 de Março no link:
http://goo.gl/forms/BKBMVgDJB5

 

Jornadas Educativas “Pensar a Educação …2015”

Março 16, 2015 às 7:10 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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pensar

Período de inscrição: Até 20/03/2015

mais informações:

http://www.edufor.info/formacao/index8.asp?id=0915T1

“Estes miúdos são impossíveis” Gestão de Comportamentos Desafiantes em situações de grupo

Outubro 17, 2011 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações Aqui

Novo ano lectivo. Cientistas portugueses pedem currículos escolares com mais sentimento

Outubro 3, 2011 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do i de 13 de Setembro de 2011.

Na semana da rentrée escolar, os especialistas em educação lançam um desafio às escolas – gerir as emoções também se ensina com manuais e exercícios e é o melhor caminho para prevenir a violência e aumentar o sucesso escolar

Aprender Matemática, Língua Portuguesa ou História é importante e ninguém duvida que esse é o papel da escola. Mas e se, além de operações aritméticas, dos cantos dos “Lusíadas”, ou da fotossíntese, os professores ensinassem os alunos a entender o reboliço dos seus sentimentos, a explorar como lidam com os problemas ou a analisar como falam e como ouvem os outros? E se existisse um programa curricular com manuais escolares, trabalhos de casa, exercícios em sala de aula que permitisse aos adolescentes aprender no fim do ano lectivo que a agressividade não é afinal a única resposta ao stresse provocado pelos conflitos com os colegas?

É isso que 12 psicólogos educacionais defendem, depois de terem encafuado várias centenas de alunos em laboratório para dissecar como vivem as emoções, como reagem aos conflitos ou como mudam o comportamento ao aprenderem a olhar para dentro e descobrirem que até são criativos a resolver os problemas. Estes cientistas andaram de escola em escola a analisar as zangas juvenis. Os estudos empíricos (ver exemplos em baixo) estão reunidos no livro “Adaptação e Bem-Estar nas Escolas Portuguesas – dos Alunos aos Professores” (editora Coisas de Ler), coordenado por Alexandra Marques Pinto e Luís Picado.

Os especialistas em educação defendem que, ao apostar num programa curricular com estas características, as escolas estariam a dar um passo de gigante não só para prevenir a violência mas também para subir o rendimento académico dos alunos. São vários os estudos internacionais a demonstrar que entre 15% e 40% dos alunos aprendem melhor quando conseguem adaptar-se às adversidades, alertam os autores.

Aumentar a resistência dos alunos face aos obstáculos é como resolver uma equação matemática com a seguinte fórmula: testar programas de gestão de conflitos + incluí-los nos currículos escolares + formar professores = alunos com maior autoconfiança e também mais identificados com a escola e os estudos. E quanto mais imaginativo ou disponível estiver um adolescente para resolver os seus problemas maior a probabilidade de conseguir lidar com o insucesso.

A “aprendizagem emocional e social” é tão importante como aprender a ler ou a fazer contas e deve fazer parte do ensino, do pré-escolar ao fim do secundário, defendem os autores. Aulas, actividades dentro e fora da sala, exercícios com situações do dia-a-dia, a ajudar os alunos a gerir as emoções, a pôr-se no lugar dos outros ou a tomar decisões responsáveis tornam–nos mais assertivos, melhores comunicadores e ainda estudantes com melhor desempenho escolar, justificam os psicólogos educacionais.

Só que nas escolas portuguesas faltam programas publicados devidamente testados que possam ser incluídos nos currículos escolares. “O sistema educativo português tem revelado incapacidade relativamente à integração sustentada nas escolas de algumas investigações, sérias, realizadas em Portugal sobre a gestão dos conflitos e da violência escolar”, explica ao i Luís Picado, um dos coordenadores do livro.

O que há são apenas “respostas fragmentadas” e, apesar das boas intenções, servem principalmente para resolver problemas pontuais. Enquanto não forem uma prioridade nacional – avisam os cientistas – dificilmente se vai promover a formação de técnicos nas escolas e permitir que estes projectos entrem nas salas de aula para fazer a diferença no ensino português.

 Três casos:

 Experiência 1 – Que vontade tenho de bater!

Objectivo: como é que os adolescentes e crianças lidam com conflito entre os colegas.
Amostra 443 crianças e adolescentes (225 raparigas e 218 rapazes entre os 9 e os 17 anos) de cinco escolas públicas dos 2.º e 3.º ciclos.
Resultados As raparigas revelaram sentir maior ansiedade perante o conflito e os rapazes demonstram mais a sua agressividade. Quanto maior é o número de repetências, mais agressivos tendem a ser. Facto que não surpreende os autores do estudo, tendo em conta as dificuldades de aprendizagem ou de integração escolar.

 Experiência 2 – E se em vez de bater eu parasse para pensar?
Objectivo incluir no currículo do 3.º ciclo um programa com a duração de três meses, ensinando as estratégias para lidar com o stress provocado pelo conflito.
Amostra 153 alunos do 3.º ciclo (3 turmas acompanhadas na disciplina de formação cívica e 2 orientadas pela psicóloga da escola) participaram em dez sessões em que exploraram as formas de lidar com situações difíceis, analisando as estratégias para superar as adversidades, dissecando os seus sentimentos de forma a modificar a maneira de pensar. As aulas serviram igualmente para examinar como comunicam com os colegas e como estão receptivos a ouvir os outros.
Resultados Após frequentarem o programa, a baixa percepção que os alunos tinham face ao seu desempenho escolar diminuiu. Os adolescentes tiveram igualmente menos dificuldade em cumprir as tarefas escolares e sentiram-se menos sobrecarregados com as responsabilidades decorrentes da escola e da pressão para serem bons alunos. O rendimento escolar subiu e, três meses após o fim do programa, os alunos admitiram a importância de procurar ajuda para resolver os problemas.

 Experiência 3 – Bons momentos não são eternos…
Objectivo analisar como desfrutam os adolescentes os bons momentos da vida.
Amostra: 285 alunos do secundário de escolas privadas e públicas – 54,6% são raparigas e 45,3% são rapazes, a maioria com idades entre os 15 e os 18 anos.
Resultados Desfrutar um bom momento passa sobretudo por partilhar com os outros essa experiência e pensar em como se vai recordar mais tarde esse momento. São essas as estratégias usadas pelos adolescentes, mas há uma nuvem negra a ensombrar as boas experiências. Os alunos não conseguem evitar pensar como tudo é passageiro ou como, afinal, essa experiência até podia ter corrido melhor ou não foi tão boa como estavam à espera. E é isso que os impede de desfrutar em pleno um bom momento. Mais do que uma característica, essa particularidade pode ser o resultado de uma herança cultural portuguesa, admitem os autores do estudo.

Metade dos jovens assiste a provocações e nada faz

Junho 8, 2011 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 25 de Maio de 2011.

 Por Catarina Gomes

Mais de metade dos adolescentes portugueses (59,4 por cento) dizem já ter assistido a situações de provocação dentro da escola ou à volta dela. Destes, cerca de metade (54,8 por cento) assumem nada ter feito e houve mesmo 10,7 por cento que admitiram ter incentivado o provocador. São dados de um estudo apresentado no mês passado, coordenado pela psicóloga Margarida Gaspar de Matos.

Confrontada com o vídeo de agressões a uma jovem posto a circular na Internet e ontem tornado público, a investigadora alerta para a necessidade “de mudar a cultura escolar, para que não seja mal visto um jovem reportar estas situações”. “Dentro do código dos adolescentes, quem faz queixa e chama um professor ou empregado, é apontado pelos outros – é um bem-comportado”, diz.

A professora da Faculdade de Motricidade Humana, em Lisboa, gostava de acreditar que o jovem que filmou a cena de violência e a colocou na sua página do Facebook tivesse pensado que, já que não conseguia intervir, ao menos podia denunciar, “para não voltar a acontecer”. Mas acredita que o que poderá ter estado subjacente à divulgação da cena é mesmo a ideia “do espectáculo em torno da violência”, “do minuto de fama pelas piores razões”. Este tipo de “eventos” não ajuda a mudar, “precisa de ser desvalorizado”, defende a docente.

Quanto às raparigas envolvidas, Margarida Gaspar de Matos diz que “aquele nível de violência” revela “uma incompetência das adolescentes na comunicação e na forma de regular emoções e lidar com conflitos”. A investigadora nota que a violência não tem aumentado, mas tem havido mudanças de padrão.

“Estas meninas estão a lutar como rapazes”, ou seja, em vez de “a igualdade de género” levar a que os rapazes recorram mais à conversa para resolver problemas, vemos antes “modelos de resolução de conflitos através da violência em raparigas, que estão a assumir comportamentos masculinos”. “É uma regulação por baixo”, salienta. Num momento em que a sociedade portuguesa está cada vez mais escolarizada, a investigadora vê este tipo de situações como “um retrocesso”.

Workshop de Gestão de Conflitos

Março 3, 2011 às 3:02 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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