Mais do que da violência, professores queixam-se da indisciplina na sala de aula – artigo do Educare com declarações de Cláudia Manata do IAC

Março 4, 2020 às 6:00 am | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto e imagem do Educare de 24 de fevereiro de 2020.

Cresce a atenção social dada aos problemas da violência e indisciplina nas escolas. Mas os conflitos não se resolvem com professores cansados e pais em dificuldades.

Andreia Lobo

Há uma preocupação social crescente com as questões da violência e da indisciplina nas escolas. Pedro Cunha, sociólogo, psicólogo e investigador na área da mediação e gestão de conflitos atribui essa preocupação ao aumento do conhecimento sobre a importância de o indivíduo exprimir adequadamente as emoções. Algo indissociável do conceito de inteligência emocional apresentado por Daniel Goleman nos anos 90.

Essa mudança, ocorrida nas duas últimas décadas, traduz-se na consciencialização da importância da gestão das emoções que, na visão do psicólogo, “faz com que hoje nas escolas haja uma preocupação notória na melhoria das relações interpessoais e no evitar de comportamentos antissociais”.

É neste contexto, analisa o psicólogo, que surgem, “por defeito, nomes como bullying, cyberbullying “. “Fenómenos que nos colocam a todos numa linha de possibilidade de exclusão do outro, de uma forma dramática do ponto de vista emocional, porque há pessoas que não sabem exprimir adequadamente emoções a não ser por via da intimidação do outro.” Explicações que ajudam a entender relatos pessoais e estatísticas.

Violência e indisciplina
Mesmo a designação genérica de “violência na escola” requer algumas especificações. Importa, por exemplo, precisar que violência e indisciplina são conceitos diferentes. De modo geral, a indisciplina divide-se em três grandes grupos.

A indisciplina da sala de aula. Referida como a que perturba mais os professores. Está fracionada com a tentativa de fazer com que os alunos estejam atentos e focados e ouçam aquilo que o professor diz. Essa, garantem os docentes, é a grande batalha, porque os alunos facilmente dispersam e estabelecem conversas paralelas que podem transformar a sala de aula num caos, dependendo da capacidade de controle do professor.

Mais mediaticos são os conflitos entre pares. É neste grupo que se insere o bullying e que a sociedade e os meios de comunicação tendem a chamar de violência. Dizem respeito a situações que sobem de tom, os comportamentos, as ações complicam-se.

Outro tipo de conflitos geram-se entre os professores e os alunos. Estes são, na maioria das vezes, casos que não podem ser resolvidos apenas pelo professor. Ou seja, têm de ser resolvidos pela direção da escola e órgãos intermédios, nomeadamente quando o professor é agredido ou quando é insultado.

De modo consensual, a maioria dos professores reconhece que as situações de indisciplina são mais frequentes nas escolas portuguesas.

Espaço propício a conflitos
“A escola é propícia e propiciadora de conflitos de relação, conflitos de interesses e conflitos de necessidades, passando por conflitos de valores ou crenças, pelo facto de as sociedades serem cada vez mais ‘multi’ (étnico, social, cultural, etc)”, explica o psicólogo Pedro Cunha. Por essa razão, conclui, “não é imaginável que na escola não existam conflitos”.

Sejam conflitos “relacionados com a construção da identidade de cada um, com as relações de poder entre as partes, com as questões de rendimento académico dos alunos, com o que os pais pensam sobre isso, com o relacionamento de todos com todos, desde a direção da escola, aos professores, aos funcionários não docentes até aos próprios alunos”.

Se não se podem evitar, o que fazer com os conflitos? “Geri-los”, responde o psicólogo, lembrando que “os conflitos também têm aspetos construtivos e edificantes da personalidade humana.” Contudo, esta não é a visão que predomina na sociedade portuguesa. “Fomos todos socializados na ideia de que dos conflitos só podem provir aspetos nefastos e destrutivos para o ser humano e isto não é de todo verdade.”

Gerir conflitos implica noções como mediação, negociação. Conceitos que Pedro Cunha explora no livro “Gestão de Conflitos na Escola”, escrito em coautoria com Ana Paula Monteiro. Da experiência em ações de formação de professores e seminários nas escolas, o psicólogo constata a falta de preparação: “Os professores desconhecem como se pratica a negociação, como se faz a mediação escolar, como se faz a conciliação escolar, se é possível arbitrar ou é melhor conciliar o conflito, ou se é melhor ter alunos como mediadores?”

O tratamento de todas estas questões falha não apenas na escola, mas na sociedade em geral, defende Paulo Cunha, contrariamente ao que noutros países já acontece. A solução para gerir os conflitos em ambiente educativo passa precisamente por aqui, assegura.

Claudia Manata é professora há 30 anos e conta mais 10 anos a desenvolver ações de sensibilização nas escolas na área da indisciplina pelo Instituto de Apoio à Criança (IAC). Concorda com a opinião generalizada de que, mais do que as questões da violência contra professores e do bullying, o que mais perturba o funcionamento da escola é a indicisplina na sala de aula.

“A indisciplina na sala de aula é extremamente desgastante e é dessa que os professores mais se queixam. É muito complicado estar com um grupo de alunos que não se concentra, não está atento e não ouve nada.”

De acordo com o último relatório do PISA, 50% dos alunos não ouve o que se passa na aula, ou seja, está desatento. “E a maioria não está propriamente em silêncio”, confirma Cláudia Manata. “Estão a falar uns com os outros, a tentar mexer no telemóvel, a fazer coisas que perturbam a aula, porque obrigam o professor a parar de lecionar e estar constantemente a chamar à atenção.”

O valor da educação
Quais são os fatores na origem deste problema? “Não desresponsabilizando os professores, nota-se que as famílias também não conseguem educar os filhos para que saibam estar.” A resposta de Cláudia Manata surge sem hesitação. 30 anos de profissão chegam e sobram para saber que “são muitas as diferenças entre os miúdos acompanhados por pais que se preocupam e vêm às reuniões e outros em que isso não acontece. Mas infelizmente, esses são a maioria”.

Tal como em muitas outras áreas, também em matéria de convivência escolar, os países do Norte da Europa servem de exemplo. Claúdia Manata vai recolhendo essas vivências de colegas que fazem intercambios. “Distinguem-se da realidade portuguesa pela forma como crianças e famílias encaram a escola. Veem a escola como um investimento para o futuro da criança, um local também de aprendizagem socioeducativa, onde as crianças aprendem a conviver, a estar, a respeitar o outro e os pais respeitam a escola.”

Em Portugal, por mais que a professora lamente, “não é nada assim”. “Aqui, numa turma de 25 alunos, aparecem dez pais nas reuniões com o diretor de turma.” Quem é que está sempre ausente? “Os pais que precisavam mesmo de estar presentes, porque os filhos precisam de mais acompanhamento.”

Problemas de saúde mental
Cláudia Manata acredita que a indicisplina está “claramente” relacionada com o aumento do número de crianças com problemas de saúde mental. “Cada vez há mais alunos que não estão bem psiquicamente, que são emocionalmente instáveis e não há psicólogos suficientes para fazer esse atendimento, nem nos centros de saúde, nem nas escolas onde às vezes há um psicólogo para dois agrupamentos.” Crianças que ficam, por isso, sem o acompanhamento que precisam. Até por parte dos pais.

“Fui tutora de uma menina com esquizofrenia e – porque quis – cheguei a ir com ela às consultas no Hospital Júlio de Matos. Ia para apoiar a mãe que não podia faltar ao trabalho e para a miúda não perder a consulta. Isso não fazia parte das minhas funções”, frisa a professora. “Há muita coisa que os professores fazem e ninguém sabe, só a escola. Por isso, entendo que as famílias têm de ter apoios suficientes e acompanhamento nos centros de saúde para poderem ajudar as suas crianças.”

Professores cansados, pais em dificuldades
Cláudia Manata está segura de que muitas crianças não teriam tantos problemas se tivessem mais acompanhamento das famílias, mas entende as dificuldades por que passam muitos pais presos a uma rotina também ela desgastante. “As famílias também passam a vida entre a casa e o trabalho.” Ora, no centro de Estocolmo, num dia de sol a partir das 16h00, pais e mães passeiam com os seus filhos nos carrinhos e convivem uns com os outros.

O envelhecimento da classe docente, lembra Cláudia Manata, não pode ser excluído do rol de fatores que enquadram a indisciplina nas escolas. “Com 55 anos não se tem, nem é suposto ter, a mesma paciência e a mesma rapidez de resposta e resolução de problemas que se tem aos 30 anos”, atira.

Problemas de indisciplina e violência sempre existiram. É certo, mas muitos professores testemunham um agravamento das situações. Para Cláudia Manata, a justificação implica tanto os pais como os professores. “As famílias não estão bem, têm muitos problemas e dificuldades que fazem com que não tenham muito tempo para os filhos. Nós, professores, estamos mais velhos e também temos menos paciência. E nenhuma destas duas situações ajuda à resolução destes problemas.”

Oficina de Formação: EU E OS OUTROS Gestão de Conflitos e Prevenção da Violência nas Escolas

Março 22, 2016 às 6:20 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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conflitos

Oficina de Formação: EU E OS OUTROS
Gestão de Conflitos e Prevenção da Violência nas Escolas

Parceria entre o Centro de Formação Rui Grácio e a DGESTE-DSRAL, Ministério da Educação.

Formadoras: Rita Ribeiro e Maria Esteves.

Actividade no âmbito da Educação para a Paz, uma das prioridades da ASPnet – UNESCO.

15 horas de formação / Início: 6 de Abril 2016 / 17.00h-20.00h

Inscrições online até 31 de Março no link:
http://goo.gl/forms/BKBMVgDJB5

 

Jornadas Educativas “Pensar a Educação …2015”

Março 16, 2015 às 7:10 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Período de inscrição: Até 20/03/2015

mais informações:

http://www.edufor.info/formacao/index8.asp?id=0915T1

“Estes miúdos são impossíveis” Gestão de Comportamentos Desafiantes em situações de grupo

Outubro 17, 2011 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações Aqui

Novo ano lectivo. Cientistas portugueses pedem currículos escolares com mais sentimento

Outubro 3, 2011 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do i de 13 de Setembro de 2011.

Na semana da rentrée escolar, os especialistas em educação lançam um desafio às escolas – gerir as emoções também se ensina com manuais e exercícios e é o melhor caminho para prevenir a violência e aumentar o sucesso escolar

Aprender Matemática, Língua Portuguesa ou História é importante e ninguém duvida que esse é o papel da escola. Mas e se, além de operações aritméticas, dos cantos dos “Lusíadas”, ou da fotossíntese, os professores ensinassem os alunos a entender o reboliço dos seus sentimentos, a explorar como lidam com os problemas ou a analisar como falam e como ouvem os outros? E se existisse um programa curricular com manuais escolares, trabalhos de casa, exercícios em sala de aula que permitisse aos adolescentes aprender no fim do ano lectivo que a agressividade não é afinal a única resposta ao stresse provocado pelos conflitos com os colegas?

É isso que 12 psicólogos educacionais defendem, depois de terem encafuado várias centenas de alunos em laboratório para dissecar como vivem as emoções, como reagem aos conflitos ou como mudam o comportamento ao aprenderem a olhar para dentro e descobrirem que até são criativos a resolver os problemas. Estes cientistas andaram de escola em escola a analisar as zangas juvenis. Os estudos empíricos (ver exemplos em baixo) estão reunidos no livro “Adaptação e Bem-Estar nas Escolas Portuguesas – dos Alunos aos Professores” (editora Coisas de Ler), coordenado por Alexandra Marques Pinto e Luís Picado.

Os especialistas em educação defendem que, ao apostar num programa curricular com estas características, as escolas estariam a dar um passo de gigante não só para prevenir a violência mas também para subir o rendimento académico dos alunos. São vários os estudos internacionais a demonstrar que entre 15% e 40% dos alunos aprendem melhor quando conseguem adaptar-se às adversidades, alertam os autores.

Aumentar a resistência dos alunos face aos obstáculos é como resolver uma equação matemática com a seguinte fórmula: testar programas de gestão de conflitos + incluí-los nos currículos escolares + formar professores = alunos com maior autoconfiança e também mais identificados com a escola e os estudos. E quanto mais imaginativo ou disponível estiver um adolescente para resolver os seus problemas maior a probabilidade de conseguir lidar com o insucesso.

A “aprendizagem emocional e social” é tão importante como aprender a ler ou a fazer contas e deve fazer parte do ensino, do pré-escolar ao fim do secundário, defendem os autores. Aulas, actividades dentro e fora da sala, exercícios com situações do dia-a-dia, a ajudar os alunos a gerir as emoções, a pôr-se no lugar dos outros ou a tomar decisões responsáveis tornam–nos mais assertivos, melhores comunicadores e ainda estudantes com melhor desempenho escolar, justificam os psicólogos educacionais.

Só que nas escolas portuguesas faltam programas publicados devidamente testados que possam ser incluídos nos currículos escolares. “O sistema educativo português tem revelado incapacidade relativamente à integração sustentada nas escolas de algumas investigações, sérias, realizadas em Portugal sobre a gestão dos conflitos e da violência escolar”, explica ao i Luís Picado, um dos coordenadores do livro.

O que há são apenas “respostas fragmentadas” e, apesar das boas intenções, servem principalmente para resolver problemas pontuais. Enquanto não forem uma prioridade nacional – avisam os cientistas – dificilmente se vai promover a formação de técnicos nas escolas e permitir que estes projectos entrem nas salas de aula para fazer a diferença no ensino português.

 Três casos:

 Experiência 1 – Que vontade tenho de bater!

Objectivo: como é que os adolescentes e crianças lidam com conflito entre os colegas.
Amostra 443 crianças e adolescentes (225 raparigas e 218 rapazes entre os 9 e os 17 anos) de cinco escolas públicas dos 2.º e 3.º ciclos.
Resultados As raparigas revelaram sentir maior ansiedade perante o conflito e os rapazes demonstram mais a sua agressividade. Quanto maior é o número de repetências, mais agressivos tendem a ser. Facto que não surpreende os autores do estudo, tendo em conta as dificuldades de aprendizagem ou de integração escolar.

 Experiência 2 – E se em vez de bater eu parasse para pensar?
Objectivo incluir no currículo do 3.º ciclo um programa com a duração de três meses, ensinando as estratégias para lidar com o stress provocado pelo conflito.
Amostra 153 alunos do 3.º ciclo (3 turmas acompanhadas na disciplina de formação cívica e 2 orientadas pela psicóloga da escola) participaram em dez sessões em que exploraram as formas de lidar com situações difíceis, analisando as estratégias para superar as adversidades, dissecando os seus sentimentos de forma a modificar a maneira de pensar. As aulas serviram igualmente para examinar como comunicam com os colegas e como estão receptivos a ouvir os outros.
Resultados Após frequentarem o programa, a baixa percepção que os alunos tinham face ao seu desempenho escolar diminuiu. Os adolescentes tiveram igualmente menos dificuldade em cumprir as tarefas escolares e sentiram-se menos sobrecarregados com as responsabilidades decorrentes da escola e da pressão para serem bons alunos. O rendimento escolar subiu e, três meses após o fim do programa, os alunos admitiram a importância de procurar ajuda para resolver os problemas.

 Experiência 3 – Bons momentos não são eternos…
Objectivo analisar como desfrutam os adolescentes os bons momentos da vida.
Amostra: 285 alunos do secundário de escolas privadas e públicas – 54,6% são raparigas e 45,3% são rapazes, a maioria com idades entre os 15 e os 18 anos.
Resultados Desfrutar um bom momento passa sobretudo por partilhar com os outros essa experiência e pensar em como se vai recordar mais tarde esse momento. São essas as estratégias usadas pelos adolescentes, mas há uma nuvem negra a ensombrar as boas experiências. Os alunos não conseguem evitar pensar como tudo é passageiro ou como, afinal, essa experiência até podia ter corrido melhor ou não foi tão boa como estavam à espera. E é isso que os impede de desfrutar em pleno um bom momento. Mais do que uma característica, essa particularidade pode ser o resultado de uma herança cultural portuguesa, admitem os autores do estudo.

Metade dos jovens assiste a provocações e nada faz

Junho 8, 2011 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 25 de Maio de 2011.

 Por Catarina Gomes

Mais de metade dos adolescentes portugueses (59,4 por cento) dizem já ter assistido a situações de provocação dentro da escola ou à volta dela. Destes, cerca de metade (54,8 por cento) assumem nada ter feito e houve mesmo 10,7 por cento que admitiram ter incentivado o provocador. São dados de um estudo apresentado no mês passado, coordenado pela psicóloga Margarida Gaspar de Matos.

Confrontada com o vídeo de agressões a uma jovem posto a circular na Internet e ontem tornado público, a investigadora alerta para a necessidade “de mudar a cultura escolar, para que não seja mal visto um jovem reportar estas situações”. “Dentro do código dos adolescentes, quem faz queixa e chama um professor ou empregado, é apontado pelos outros – é um bem-comportado”, diz.

A professora da Faculdade de Motricidade Humana, em Lisboa, gostava de acreditar que o jovem que filmou a cena de violência e a colocou na sua página do Facebook tivesse pensado que, já que não conseguia intervir, ao menos podia denunciar, “para não voltar a acontecer”. Mas acredita que o que poderá ter estado subjacente à divulgação da cena é mesmo a ideia “do espectáculo em torno da violência”, “do minuto de fama pelas piores razões”. Este tipo de “eventos” não ajuda a mudar, “precisa de ser desvalorizado”, defende a docente.

Quanto às raparigas envolvidas, Margarida Gaspar de Matos diz que “aquele nível de violência” revela “uma incompetência das adolescentes na comunicação e na forma de regular emoções e lidar com conflitos”. A investigadora nota que a violência não tem aumentado, mas tem havido mudanças de padrão.

“Estas meninas estão a lutar como rapazes”, ou seja, em vez de “a igualdade de género” levar a que os rapazes recorram mais à conversa para resolver problemas, vemos antes “modelos de resolução de conflitos através da violência em raparigas, que estão a assumir comportamentos masculinos”. “É uma regulação por baixo”, salienta. Num momento em que a sociedade portuguesa está cada vez mais escolarizada, a investigadora vê este tipo de situações como “um retrocesso”.

Workshop de Gestão de Conflitos

Março 3, 2011 às 3:02 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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