Há 616 crimes por mês nas escolas portuguesas

Janeiro 6, 2017 às 1:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.dn.pt/ de 6 de janeiro de 2017.

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Rute Coelho

Bullying e as agressões em ambiente escolar têm vindo a aumentar. No último ano letivo, PSP e GNR registaram 4757 crimes

“Tens piolhos, és foleira, olha as tuas roupas.” Os insultos repetiram-se durante meses, criando um clima de medo e de revolta numa aluna do 7.º ano de uma escola secundária na zona de Sacavém, Loures. O caso desta adolescente, de 14 anos, que chegou ao Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família (GAAF), do Instituto de Apoio à Criança, na passada quarta-feira, é um dos 4757 atos de agressões, ameaças ou injúrias registados em ambiente escolar.

Uma realidade que tem aumentado nos últimos quatro anos, segundo os dados do Programa Escola Segura da PSP, a que o DN teve acesso. No ano letivo de 2015-2016 houve 4102 crimes registados nas escolas portuguesas pela PSP, aos quais se juntaram 657 reportados pelo programa equivalente da GNR, num total de 4757 situações. A maioria dos casos acontece no interior do espaço escolar, sobretudo no recreio.

Um dos casos que vão entrar na estatística é o de um menor agredido por vários adolescentes em Almada, num episódio de violência acontecido em novembro, filmado com um telemóvel e conhecido ontem (ver texto secundário).

Feitas as contas aos 167 dias úteis de aulas no último ano letivo (de 15 de setembro de 2015 a 9 de junho de 2016), chegou-se à média de 616 crimes por mês nas escolas portuguesas cobertas pelos programas Escola Segura da PSP e da GNR. E têm sido mais de 200 as vítimas que, por ano, são conduzidas ao hospital, segundo os registos do programa da PSP (ver caixa).

As agressões estão em maioria no total de crimes, numa média estabilizada de 1350 por ano, nas 3366 escolas asseguradas pelo programa da PSP. Na área da GNR houve mais 91 casos de alunos agredidos no ano letivo passado – 349 situações contra 258 de 2014-15. A maioria dos agressores e vítimas têm menos de 16 anos.

Mas o coordenador do Programa Escola Segura da PSP acredita que a subida de casos nas estatísticas não significa maior quantidade de crimes. “Há um aumento das denúncias dos miúdos em relação ao bullying devido às ações de sensibilização que temos feito nas escolas. As queixas que têm aumentado referem-se sobretudo a crimes ocorridos no interior do espaço escolar”, comentou o subintendente Hugo Guinote.

Vítima de bullying quer desistir

Regressando à escola na zona de Sacavém – considerado território de risco – na quarta-feira à tarde, a técnica de serviço foi surpreendida pelo relato de uma rapariga de 14 anos, aluna do 7.º ano, que se queixou de ser vítima de bullying. A técnica falou com o DN mas pediu para que nem ela nem a escola fossem identificadas de forma a proteger a jovem. A rapariga começou a faltar às aulas antes do final do 1.º período. Depois de três semanas de ausência, a diretora contactou os pais e sinalizou o caso ao GAAF. Na quarta-feira, a aluna voltou então à escola, acompanhada pela mãe. Em casa já tinha contado o que se passava: há meses que era vítima de bullying por parte de duas colegas de turma que a humilhavam com ofensas, dia após dia. “Tens piolhos, és foleira, olha as tuas roupas”, eram alguns dos insultos constantes.

Os pais querem que a filha seja transferida de escola. A técnica do GAAF vai mediar o conflito da criança com o estabelecimento de ensino, ouvindo também o diretor de turma, as duas agressoras e os pais, e a comunidade escolar.

Na turma desta adolescente ninguém sabia, aparentemente, o que se passava. “Também já sinalizámos a situação ao Programa Escola Segura da PSP. A PSP pode encaminhar o caso de agressão verbal e psicológica para o tribunal mas é difícil fazer a prova”, referiu a técnica. “A menor e os seus pais querem a transferência da escola mas ela não vai resolver o seu problema assim. É quase uma fuga. Quantas transferências escolares poderão existir motivadas pelo bullying?”, questiona. A técnica vai querer “trabalhar com as agressoras e com os seus pais, perceber o que se passa. Geralmente, o agressor já foi vítima de alguma situação”.

Nos 137 agrupamentos de escolas que se localizam em zonas de risco, os GAAF não têm mãos a medir. Ali promove-se a mediação escolar em territórios de guerra pouco habituados ao diálogo.

Apoiar a vítima e chegar a quem agride é um dos objetivos deste ano do Programa Escola Segura, da PSP. “A causa do problema reside na criança que é agressora e que muitas vezes é vítima de violência no seu espaço doméstico ou social. Poderão ser os criminosos de amanhã. Por isso, temos de fazer uma intervenção o mais precoce possível”, salienta o subintendente Hugo Guinote. A PSP já iniciou, há um ano, ações de sensibilização sobre o que significa agredir os outros física e verbalmente, junto das crianças do pré-escolar e primeiro ciclo.

O cenário nas escolas é cada vez mais duro e a violência está a ser banalizada pelas gravações de telemóvel que se colocam nas redes sociais. No ano letivo passado, a PSP deteve 90 alunos, 74 deles no interior da escola, por alegada participação em crimes. Uma subida de assinalar, pois no ano letivo de 2014-15 foram 58 os detidos, a maioria deles no exterior (47). Nos últimos quatro anos, as armas apreendidas pela PSP nas escolas superaram a média de cem por ano.

A socióloga Margarida Gaspar de Matos, que coordenou parte dos dados do relatório da UNICEF – “As crianças no mundo desenvolvido” – divulgado em abril, diz não ser possível associar a pobreza às vítimas de bullying e a riqueza aos agressores. “Um estudo recente num outro sentido associa o desafogo económico e o sucesso escolar a algum egocentrismo. Por isso, mais do que “diabolizar” a pobreza ou a riqueza, era importante providenciar aos jovens alternativas (competências, motivação e oportunidades) de optarem por modos de convívio mais pacíficos”, conclui Margarida Gaspar.

 

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Relatório da rede GAAF 2015/2016

Agosto 17, 2016 às 2:38 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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descarregar o relatório no link:

http://www.iacrianca.pt/index.php/atualidades/noticias/item/843-relatorio-do-iac-mediacao-escolar-do-ano-letivo-2015-2016

Casos de bullying acompanhados pelo IAC têm diminuído

Agosto 12, 2016 às 1:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Coimbra de 12 de agosto de 2016.

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IV Ciclos Temáticos de Intervenção Psicossocial com a participação de Melanie Tavares do IAC

Maio 11, 2016 às 9:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Dra. Melanie Tavares, Coordenadora dos Sectores da Actividade Lúdica e da Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança do Instituto de Apoio à Criança, irá participar com a Dra. Paula Pinto (Agrupamento de Escolas Agualva-Mira-Sintra)  nos IV Ciclos Temáticos de Intervenção Psicossocial  no dia 18 de maio de 2016 com a comunicação “A importância do papel dos GAAF na Escolas”.

mais informações no link:

http://www.cm-sintra.pt/iv-ciclos-tematicos-de-intervencao-psicossocial

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“Vamos todos brincar no pátio da escola” Atividade desenvolvida pelo IAC – Fórum Construir Juntos

Maio 9, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Com o objetivo de proceder à divulgação do “Coimbra a Brincar 2016”, que decorrerá nas margens do Mondego nos dias 27 e 28 de maio, o IAC-FCJ, em parceria com a equipa GAAF da EB2,3 Inês de Castro, promoveu a atividade “Vamos todos brincar no pátio da escola”, no dia 18 de abril, dinamizando vários jogos tradicionais. Com muita simpatia e energia, os “brincalhões” de imediato cativaram o público escolar e puseram todos a mexer. Momentos preciosos, que os alunos vivenciaram com entusiasmo, aderindo às várias propostas com curiosidade e alegria. O nosso bem hajam!

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As opiniões expressas pelos alunos são bem ilustrativas do sucesso da iniciativa.

Foi muito divertido. Gostei muito do jogo de elástico, do paraquedas, do jogo do palhaço, da macaca e de saltar à corda. Gostaria que se repetisse. Mupi Sabino, 5.B

Gostei muito. Estas atividades foram muito divertidas. Relembrei os meus tempos da escola primária. Adorei! Que haja mais destas atividades. Beatriz Viegas, 6.ºA

Eu adorei, porque poucas vezes brinco. Adoro brincar e tenho que aproveitar, enquanto sou criança. Brincar é aprender! Bianca Batista, 6.º B

Gostei muito da atividade, porque acho que é importante. Hoje em dia, as pessoas estão sempre agarradas às tecnologias e não brincam! Mariana Sousa, 6.ºC

Eu acho que esta atividade teve sucesso, porque hoje em dia nós temos muitas preocupações (pelo menos eu!) e brincar faz-nos bem. Diverti-me imenso e brinquei como já não brincava há alguns anos. Foi importante. Júlia Sharma, 6.ºC

Foi engraçado e divertido fazer os jogos. Era bom que acontecesse outra vez! Martim Jorge, 7ºA

Gostei muito da atividade, porque fez com que não estivéssemos ao telemóvel, numa rede social e aprendemos a fazer jogos de grupo, o que foi muito interessante. Foi bom e proveitoso. Acho que vale a pena repetir a experiência! Beatriz Castelo, 7.ºC

Eu acho que foi muito divertido e, ao mesmo tempo, aprendemos imenso. Deviam fazer-se mais atividades do género desta. Foi uma atividade diferente, de que todos gostaram. Obrigada por terem vindo. Joana Simões, 8.ºA

Gostei da atividade, pois achei que foi divertido e, de certa forma, importante, porque há sempre uma altura certa para trabalhar e para brincar. Ajudou-me também a recordar a minha infância e algumas brincadeiras que fazia e de que gostava. Ana Toscano, 8.ºC

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Rede de Gabinetes de Apoio ao Aluno e à Família: Relatório de Atividades 2013/14

Setembro 18, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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A Mediação Escolar exerce a sua função a partir dos vários GAAF existentes nas diversas escolas que estabeleceram protocolo com o Instituto de Apoio à Criança (IAC). Esta promove e supervisiona um trabalho de equipa concretizado a partir dos técnicos dos GAAF, elementos fundamentais para a implementação, dinamização e organização de forma continuada, de todas as atividades. Todos os instrumentos, diretrizes e materiais científicos são preparados em equipa e utilizados por toda a rede.

Os GAAF surgiram com a principal diretriz de intervir a um nível direto junto das crianças, famílias e comunidade escolar onde foi dado acesso à sua implementação, propondo uma intervenção adequada nas problemáticas assinaladas.

Assim, os objetivos dos GAAF consistem em contribuir para o crescimento harmonioso e global das crianças e jovens, promovendo um ambiente mais humanizado e facilitador da integração social, bem como constituir-se como um observatório da vida na escola, detetando as problemáticas que afetam os alunos, as famílias e a comunidade escolar, propondo-se refletir sobre as mesmas de modo a planear a intervenção que melhor se adeque.

RELATÓRIO 2013/14

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Fórum Construir Juntos organiza Ação de Sensibilização em Coimbra: Quem cuida de mim? Autocuidado dos técnicos e Prevenção do Burn-out

Fevereiro 25, 2014 às 9:51 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Esta ação de informação/sensibilização subordinada ao tema “Quem cuida de mim? Autocuidado dos técnicos e Prevenção do Burn-out”, será dinamizada pela Drª Cristiana Santos, Psicóloga na Oficina de Psicologia, em Coimbra.

A sessão, que terá lugar no dia 25 de fevereiro, no Centro de Acolhimento Temporário do Loreto, destina-se aos técnicos das instituições parceiras da Rede Construir Juntos e a professores, psicólogos e estagiários dos Gabinetes de Apoio ao Aluno e à Família (GAAF), da região centro.

Aumentar a consciência sobre os fatores de risco das profissões de intervenção social, promover o autocuidado dos técnicos e desenvolver estratégias de regulação e proteção emocional, assim como resistência ao stress/ansiedade, são os principais objetivos deste momento formativo.

Pretende-se um ambiente informal que proporcione a partilha de conhecimentos e experiências com vista à aprendizagem de exercícios práticos que possam ser aplicados diariamente na intervenção com crianças e jovens.

 

Dia Internacional dos Direitos Humanos – Ação “Dia para Agir” com a presença de Melanie Tavares

Dezembro 7, 2013 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O Agrupamento de Escolas da Baixa da Banheira, no dia 10 de dezembro, comemora o Dia Internacional dos Direitos Humanos através da ação “Dia para Agir”, no âmbito da Educação para a Cidadania Global.

A ação terá lugar na Escola Secundária da Baixa da Banheira, entre as 8h25 e as 17h10, com a sessão de abertura solene às 9h30 e é composta por várias atividades que se realizam ao longo de cinco stands: 1- Casa dos Direitos Humanos; 2- Ver os Direitos Humanos; 3- Falar os Direitos Humanos; 4-Sentir os Direitos Humanos; Stand + Viver os Direitos Humanos.

No Stand 3 será proferida uma palestra pela Dra. Melanie Tavares, Coordenadora da Mediação Escolar do IAC, a qual se realiza entre as 14h20 e as 15h10 e é dirigida aos alunos do Curso de Técnicos de Apoio à Infância.

Este Agrupamento dinamiza um Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família no âmbito do protocolo de cooperação com o IAC.

PROGRAMA

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3200 crianças em risco já são seguidas desde o pré-escolar

Dezembro 3, 2013 às 5:01 pm | Publicado em A criança na comunicação social, O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 24 de Novembro de 2013.

A Dra. Melanie Tavares, Coordenadora da Mediação Escolar do Instituto de Apoio à Criança, comenta a notícia.

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Encontro Regional de Gabinetes de Apoio ao Aluno e à Família

Julho 3, 2013 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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No próximo dia 5 de julho, pelas 9h00, realiza-se o Encontro Regional de Gabinetes de Apoio ao Aluno e à Família de escolas TEIP de Lisboa e Vale do Tejo, na Escola Básica e Secundária Passos Manuel, em Lisboa. O encontro é uma iniciativa conjunta do Agrupamento Vertical de Escolas Baixa-Chiado e do ISCTE-IUL, que contará com diversos especialistas, e onde se pretende criar um espaço de aprendizagem e de partilha entre técnicos que desenvolvem atividade nestes contextos.

A Dra. Melanie Tavares, Coordenadora da Mediação Escolar do Instituto de Apoio à Criança participará com uma comunicação sobre a temática “Os GAAF: O que são, de onde vêm e para onde vão?”

Para mais informações, consulte o PROGRAMA.

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