Cinco mil crianças precisariam de cuidados de saúde em casa

Maio 5, 2015 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 4 de maio de 2015.

Daniel Rocha

Catarina Gomes

Nos casos em que as Unidades Móveis de Apoio ao Domicílio não conseguem dar resposta, há crianças que “às vezes têm de ficar internadas em hospitais distritais”, diz responsável da Fundação do Gil.

Há cerca de seis mil crianças no país com doenças incapacitantes ou com deficiências profundas que precisariam de cuidados de saúde prestados em casa e as quatro Unidades Móveis de Apoio ao Domicílio (UMAD) existentes no país dão resposta apenas a mil, diz a presidente do conselho de administração da Fundação do Gil, Patrícia Boura que informa que o projecto está a passar por dificuldades financeiras.

A Fundação do Gil nasceu por causa da visita dos administradores da Parque Expo a um hospital onde uma criança vivia há 18 anos, estávamos em plena Expo98, lembra a responsável. “Ainda continuam a existir este tipo de casos, mas serão menos”.

A Fundação do Gil criou as UMAD, em associação com o Hospital de São João, no Porto, o Amadora-Sintra, o Hospital da Estefânia, o Santa Maria, em Lisboa. “Temos mais pedidos de hospitais mas não temos financiamento público” e a angariação no sector privado é cada vez mais difícil, diz. “As necessidades existem”, constata a responsável. “As crianças às quais não conseguimos dar respostas às vezes têm de ficar internadas em hospitais distritais. Não há respostas dos 0 aos 12 anos para estas crianças e, por isso, ficam nos hospitais.”

Mas as UMAD são para meninos com família e casa. A directora do departamento de pediatria do Hospital de Santa Maria, Maria do Céu Machado, diz que a criação das Unidades Móveis de Apoio ao Domicílio, veio revolucionar a área da prestação de cuidados de saúde neste tipo de situações. Antes da sua existência (no caso de Santa Maria a UMAD começou em 2006), muitas destas crianças não poderiam estar em casa e teriam de estar internadas. Na área da unidade têm, por exemplo, cerca de 50 crianças com ventilação não invasiva em casa.

Helena Carreiro, directora do departamento de Pediatria do Amadora-Sintra, afirma que as situações de abandono no hospital “acontecem muito esporadicamente, mas estes casos marcam-nos” e lembra o caso de uma criança com deficiência em que estiveram vários meses para lhe arranjar uma instituição. E não tem dúvidas que se não houvesse a UMAD “seriam mais frequentes”. As situações mais prevalentes seguidas pela UMAD são casos de “grandes prematuros e de crianças ventiladas em casa por sofrerem de doenças crónicas pulmonares”.

O director do Hospital Pediátrico integrado no Centro Hospitalar de São João, no Porto, Caldas de Afonso, diz que já não tem memória de um caso recente de abandono, mas eles existem. “Há situações de carácter social em que a família não está presente. Precisamos dessa rectaguarda”. Nesse sentido, afirma que assinaram um acordo com a Misericórdia do Porto para dar resposta a este tipo de casos, nomeadamente com crianças que são tratadas em Portugal ao abrigo de acordos de saúde com países como a Guiné-Bissau.

Patrícia Boura, da Fundação do Gil, diz que a prioridade é tentar “trabalhar com a família” para criar condições para que possam ficar com a criança. Em situações extremas isso não é possível. “Há alguns casos, não sei quantos são” em que sobra apenas a adopção ou a institucionalização.

O vice-presidente da União das Misericórdias, Carlos Andrade, enfatiza que “em Portugal não está prevista a existência de instituições para crianças deficientes com menos de 16 anos, porque se presume que estão na família”.

No caso de crianças em perigo, em que a família abandona ou maltrata, que juntam a isso uma situação de deficiência estas deviam ir para lares de infância e juventude especializados “mas estes não existem” e, por isso, a misericórdia acaba por admitir, “a título excepcional”, algumas crianças em risco com deficiências em que não existe rectaguarda famíliar e há ordem de um tribunal para a sua institicionalização. “Não havendo, fazemos esse serviço”. Têm 23 crianças com menos de 16 anos no Centro de Apoio a Deficientes Profundos João Paulo II, em Fátima, e outras 12 no Centro de Deficientes Luís da Silva, em Borba. “São 35 crianças deficientes que entraram. A maior parte delas acaba por ficar na instituição”, diz o responsável.

 

 

 

 

 

 

3.º Seminário do Gil

Outubro 23, 2012 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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I Encontro Nacional de Respostas Pós-Hospitalares para Crianças e Jovens

Setembro 25, 2012 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Tel. 21 355 24 50

Tel. 21 798 11 80

Fax – 21 798 11 89

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I Encontro Nacional de Respostas Pós-Hospitalares para Crianças e Jovens

Junho 19, 2012 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A problemática da criança, nomeadamente o respeito pelos seus direitos fundamentais, mobiliza inúmeras instituições e particulares, que de uma forma isolada ou em colaboração, atuam para que se atenuem as circunstâncias que diminuem a qualidade de vida e a felicidade das crianças.

É pois com o intuito de partilhar experiências, casos de sucesso e de gerar discussão em torno das temáticas sociais que envolvem as crianças, nomeadamente as que se encontram hospitalizadas ou em fase de ambulatório, que a Fundação do Gil e os seus parceiros promovem o “Primeiro Encontro de Respostas Sociais Pós – Hospitalares” com o tema:  “Caminhos e Soluções”.

O objectivo é o debate,  a partilha de vivências e de projetos nas áreas do Terceiro Setor, Educação, Direito e Cooperação Internacional, que envolvem a infância e em alguns casos os jovens. Assim, através de diversos painéis de discussão, os vários intervenientes debatem respostas de âmbito social e ainda de  cooperação entre as entidades que operam no terreno, identificando-se as lacunas existentes e as possíveis soluções.

O Encontro é dirigido a profissionais de serviço social, psicólogos, educadores sociais e de infância, professores, elementos das comissões de proteção de crianças e jovens, médicos, enfermeiros, advogados, juristas, magistrados do ministério público, pais e encarregados de educação, estudantes e sociedade civil, em geral.

Local: Hotel Vila Galé Ópera Lisboa-Travessa do Conde da Ponte 1300-041 Lisboa (ao lado do Centro de Congressos de Lisboa) *

Preço: 30€/estudantes e 60€/profissionais até 20 de Junho.

A partir desta data são 40€/estudantes e 70€/profissionais.

De forma a garantir a inscrição poderá proceder a uma pré-reserva por telefone ou e-mail para Casa do GIl.

O Pagamento deverá ser efectuado por transferência bancária e o comprovativo deverá ser enviado por e-mail ou fax para validação da inscrição.

Alternativa: pagamento no secretariado, à entrada do evento.

NIB:  CGD – 0035055700034200530 79

Nota: Os reembolsos só serão efectuados até 48h antes do evento

*Inscrições limitadas à lotação do espaço

Contactos: t: 21 798 11 80 | fax: 21 798 11 89 | e: casadogil@casadogil.pt

 

 

 


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