Workshops Educação Emocional na Infância e Medos na Infância – 24 novembro em Torres novas

Novembro 21, 2018 às 8:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

mais informações no link:

https://www.janelaredonda.pt/educacao-emocional-medos-infancia/

 

Workshops “Educação Emocional” e os “Medos na Infância” – 14 abril em Leiria

Março 26, 2018 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

mais informações:

http://www.janelaredonda.pt/workshop-educacao-emocional-na-infancia/

http://www.janelaredonda.pt/workshop-os-medos-na-infancia/

 

Quem tem medo do lobo mau? Oficinas pais e filhos no Museu do Dinheiro – 6 e 27 de janeiro em Lisboa

Janeiro 2, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

mais informações no link:

https://www.museudodinheiro.pt/evento/10513/quem-tem-medo-do-lobo-mau

De que é que as crianças têm medo?

Maio 13, 2017 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

Texto do http://www.noticiasmagazine.pt/ de 2 de maio de 2017.

Medo do escuro, do lobo mau, de monstros no armário. Das trovoadas, de ficarem sozinhas, da morte. Os medos variam consoante a idade e a personalidade das crianças mas, apesar de lhes poderem causar sofrimento, são tão comuns quanto necessários para crescerem. Cabe aos pais ajudarem os filhos a descobrir que nada é, afinal, tão assustador como pensavam, explica a psicóloga Leonor Baeta Neves, especialista em desenvolvimento infantil. E dar-lhes a confiança de que precisam para se irem tornando independentes. Isso sim, dá um medo danado. A eles e a nós.

Texto de Ana Pago | Fotos da Shutterstock

Quais são os principais medos das crianças, de um modo geral?

São no fundo os medos ancestrais, aqueles que o homem pré-histórico decerto teria e lhe salvavam a vida. Primeiro, o medo do escuro, porque nesses tempos andar no escuro, sem ver, era potencialmente mortal: podia cair num precipício, encontrar um animal feroz, afogar-se num rio. Segundo, o medo de animais, já que não tinham defesas contra os grandes, que eram predadores, ou os muito pequenos (insetos, por exemplo), que podiam trazer doenças. Terceiro, o medo da solidão, de ser abandonado, que até um animal sente. São tudo medos antigos e muito profundos.

E o maior medo de todos? Separar-se da mãe?

O medo da separação também é um medo defensivo, mas é mais do que isso. É de facto o medo maior, o mais compreensível e correto. Um ser humano dificilmente sobrevive sozinho: quanto mais pequeno, maior o risco. A ligação à mãe é um verdadeiro instinto que qualquer animal tem e uma criança sabe, sente, que necessita não apenas dos cuidados físicos, uma vez que nasce incompleta, mas também da relação de afeto, tão importante para a sua saúde como os cuidados materiais. O chamado segundo organizador da personalidade, que é a conhecida angústia do oitavo mês, funciona em relação à mãe pelo pânico que a criança sente quando se separa, quando a mãe desaparece. Esse é um facto conhecido e importante.

Maior que o medo da morte?

A noção da morte, de uma separação para sempre, surge muito mais tarde e é um medo associado ao da separação. Afinal, o sentimento da criança é: «Se eu perco quem me assegura a vida, o que vai ser de mim?»

Por muito irracionais que estes medos pareçam aos pais, eles são reais. Mesmo não tendo uma relação direta com a realidade e sim o sentido que a criança lhes atribui em cada etapa do desenvolvimento…

São reais, sim. Importa reconhecê-los como tal e ajudar os nossos filhos a enfrentá-los com confiança, de modo a evitar que evoluam para fobias. E isto sem nunca ridicularizar a criança ou os seus medos. A realidade é secundária quando se trata de sentimentos.

Ter medo é saudável? Até na medida em que pode evitar que corram riscos desnecessários?

Ter medo é importantíssimo. Ouvimos alguns pais dizerem em tom divertido «Ah, o meu filho não tem medo de nada», mas isto não tem graça. Devia ter medo. E não, os pais não precisam de o assustar para lhe incutir o sentimento de cuidado com muita coisa, nomeadamente esses medos primitivos do escuro, ou de animais, ou do fogo, ou das alturas – afinal, ao andar num escuro total pode magoar-se; se agarrar num bicho que não conhece pode ficar ferido; se se debruçar de um sítio alto pode cair e morrer… Ensinar a ter cuidado é justamente ensinar a não ter medo, ou seja, a utilizar a cautela de forma adequada e eficiente. O que se deve é ensinar a criança a servir-se das ferramentas de que dispõe: pode mexer e usar tudo, ou quase tudo, mas antes deve treinar muito bem essa utilização.

Quando é que um medo aparentemente normal se transforma em motivo para alarme?

Quando se torna obsessivo. Quando prejudica o dia-a-dia e impede o natural funcionamento do quotidiano. Quando se percebe que incomoda a criança e os que lidam com ela. Por outro lado, também existem medos individuais que convém perceber como surgiram. Os pequenos podem ter medo de uma gravura, uma cantiga, uma pessoa, e aí devemos perceber a razão por que isso acontece. Que memórias são evocadas e as associações que fazem.

O que podem os pais fazer concretamente para mostrar às crianças que respeitam os seus medos?

Como para quase tudo na vida, o primeiro passo (e o mais importante) é conversar. Deixar que a criança diga o que receia sem se sentir censurada. Pôr-se no seu lugar, voltar à infância e tentar sentir o mesmo que lhe é descrito. Acima de tudo, nunca forçá-la: uma pessoa pode enfrentar qualquer medo se se sentir acompanhada, mas nunca quando é empurrada. A brincadeira é outra aliada poderosa nesta luta contra os medos: podem fazer jogos de role playing juntos, brincar um pouco com aquilo que assusta o seu filho sem troçar dele. E é bom confidenciar-lhe medos que também tenha tido e como os ultrapassou.

Desvalorizar nunca é solução?

Nunca. Nem gozar ou menosprezar a situação – apenas fará com que a criança deixe de falar nisso por vergonha, enquanto sente reforçar-se o seu sentimento de angústia. Ainda que aos olhos do adulto possa parecer engraçado, o medo tem de ser levado a sério, porque é sério. Para a criança não tem graça nenhuma. É uma ofensa ser ridicularizada.

Falamos em medos infantis, embora na verdade se prolonguem pela adolescência com o receio de não pertencer a um grupo, não ser popular e outros do género…

Os medos infantis mais famosos são os que chamei de ancestrais, por serem antiquíssimos, básicos e inclusive comuns a alguns animais. Depois, quando a criança se socializa, quando vai para a escola, aparecem os medos sociais como a vergonha, que é uma emoção bem forte apesar de um animal não ser capaz de senti-la. Também estes medos sociais são importantíssimos, não apenas na adolescência, mas sobretudo nessa etapa.

Qual é a melhor abordagem a ter nessas idades, em que os jovens julgam saber tudo e já estão menos dispostos a ouvir os pais?

A adolescência de um filho deve começar a preparar-se ainda durante a infância, quando aprende a sentir-se seguro e amado. É importante nunca deixar gerar-se um vazio grande de comunicação na família: o jovem deve sentir que pode confiar nos pais, mesmo que se oponha a eles, e é bom haver essa oposição para crescer. Por mim, a melhor aposta é o diálogo, por muito difícil que seja. Se possível, conheça o maior amigo do seu filho e nunca o hostilize. Estabelecer uma ponte também pode ajudar: conte-lhe coisas da sua própria adolescência, os disparates que fez, a relação com os avós, como se sentia então. Não havendo uma receita infalível para todos os casos, os pais terão de ir por tentativa e erro.

E o que fazer quando os medos das crianças mexem com memórias dolorosas ou com os medos dos próprios pais?

Aceitar isso e enfrentar, afinal de contas é um ponto de proximidade importante. Se os medos forem demasiado dolorosos para que o adulto consiga debater com o filho essa angústia em comum, fale com um técnico ou leia qualquer coisa que o ajude a ver mais claro. Preparar-se para ajudar as crianças tem tudo para ajudar também os pais.

mais fotos no link:

http://www.noticiasmagazine.pt/2017/sao-estes-os-medos-das-criancas/

 

 

Os medos das crianças são uma invenção dos pais – Eduardo Sá

Novembro 24, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

Texto de Eduardo Sá publicado na http://www.paisefilhos.pt/ de 12 de outubro de 2016.

Junta-se um pouco de pai ou de mãe, nada de perguntar ‘porquê’, acrescenta-se colo, condimenta-se com algum músculo… e já está!

 1 – É verdade que o medo é tão natural como a sede. Mas, apesar disso, os medos das crianças são uma invenção dos pais.
Todas as crianças nascem equipadas para ter medo. E isso é bom. Têm medo de répteis e, regra geral, de todos os animais com uma pupila longitudinal, por exemplo, porque, por mais que o desconheçam, esse medo está muito bem guardado no seu código genético e faz parte duma herança que as torna um bocadinho sábias, desde sempre. Têm medo de animais de grandes dimensões porque, para os seus mais longínquos avós, eles terão sido, literalmente, quebra-cabeças. E têm medo de alguns sons mais agudos ou de cheiros muito exuberantes porque eles habitualmente foram surgindo, noutras vidas antes das suas, associados a experiências muito próximas de perigos graves. Todas as crianças nascem equipadas para ter medo porque, por mais que não pareça, ele as protege dos perigos.

Mas as crianças aprendem, atentamente, muitos mais medos, à medida que crescem. Se a mãe, quando estava grávida, dava – regularmente – grandes saltos de susto por isto ou por aquilo, é natural que um bebé tenha uma personalidade que o puxe para um lado medricas. Se teve, de início, uma experiência complicada de prematuridade, ou foi alvo de procedimentos cirúrgicos muito precoces, a mesma coisa. Se teve uma ama cujo rosto – mal-encarado – rivalizava com o da Cruela, mais ainda. E se – seja com as trovoadas, com os elevadores ou com os estranhos – um dos pais (entre aquilo que viveu, por acidente, ou através do que aprendeu com a sua família) foi, sem querer, uma enciclopédia de medos, eles parecem não dar descanso a ninguém. Vistos assim, todos os medos são tão naturais como a sede. Nunca são estúpidos (por mais que, por vezes, disfarcem bem). E são um autêntico seguro de vida (que, à imagem dum disjuntor num quadro elétrico, disparam primeiro e perguntam… depois).
Apesar disso, os medos são incomodativos. E percebe-se porquê. Imagine que, num momento do maior aperto, reagiu a um perigo mais com o estômago do que a cabeça… É natural que, numa circunstância levemente, semelhante aquela em que tremeu da cabeça aos pés, o seu estômago desvarie e, sem que conscientemente compreenda, o seu medo se arme em herói e… volte outra vez a fazer das suas. (Já agora, para complicar, imagine que a sua mãe ou o seu pai ficaram aflitos com a sua aflição… Pois é: o medo multiplica-se várias vezes).

2 – À escala das nossa capacidades, todos os medos nos deixam um bocadinho… burros. Quando temos medo, muito do sangue que alimenta de “combustível” o nosso cérebro foge para as massas musculares. Noutros tempos, isso ajudava ora a atacar ora a fugir (foi assim que, ao longo dos séculos, se pouparam algumas vidas…). Com menos oxigénio no cérebro ficamos mais perros das ideias e é por isso que, quando temos medo, não dizemos uma coisa esperta que nos orgulhe… Mas se a nossa aflição se multiplica com a dos nossos pais não só temos medo. Passamos a ter medo… de ter medo. (Nós gostamos de chamar a isso fobia… Que é uma forma de dizer que, se os medos fazem bem à saúde, o medo de ter medo dá cabo dos ‘nervos’…) É mesmo verdade que o medo é tão natural como a sede mas só a angústia dos pais, diante dos medos dos filhos, faz com que eles tenham medo de ter medo. E entende-se porquê.

Os pais são os verdadeiros mata-borrões dos medos dos filhos. Vamos a outro exemplo: todas as crianças nascem equipadas para terem medo das trovoadas. Sendo assim, quando são surpreendidas por um relâmpago que lhes entra pelo quarto dentro, pegam na almofada e, mais depressa que o som, enfiam-se na cama dos pais, bem no meio deles. Como, aparentemente, eles continuam com um doce ressonar, uma criança saudável põe as coisas assim: “Se isto fosse muito grave, eles estariam em alerta geral! Como continuam entregues aos seus sonhos então… é de desmobilizar…” Por outras palavras: é a segurança dos pais que sossega os medos das crianças. (É claro que a insegurança deles os atiça… Mesmo que, em milésimos de segundo, diante de uma tarefa nova, elas tirem as medidas aos olhos da mãe, por exemplo, para se certificarem se aquele precioso semáforo está no verde ou no vermelho.) Mas se a mãe fica aflita, mais aflita que uma criança, aquilo que seria um maldito karma (mais ou menos temporário) vira para uma sirene dos bombeiros. E não só uma criança passa a ter medo daquilo que a assustou como passa a sentir que os seus medos fazem mal aos pais. Não só eles não são um super mata-borrão para todos os medos como  parecem partir-se, um pouco mais, com cada medo dos filhos. Em resumo: temos medo do medo quando quem nos devia proteger dele o amplifica, sem querer. E é o medo de quem nos devia proteger do medo que nos torna mais amigos do pânico.

 

3 – Gosto dos pais que, em algumas circunstâncias, assustam as crianças. A brincar, é claro. Porque isso, segundo se diz, as cura do umbigo. Isto é, as torna mais afoitas e destemidas. E gosto, também, daqueles que (exceção feita à chantagem a que deitam a mão quando se trata de as convencer a comer a sopa) lhes falam do ‘homem do saco’ . Entre as bruxas, o homem do saco e os papões, é natural que as crianças temam, sobretudo, os papões. Porque, pior do que os fantasmas (que sem um lençol branco mal fazem pela vida) os papões não têm rosto, nem forma, nem movimento. São da família dos vultos. E todos estes medos – que se jogam nas histórias, no imaginário popular ou nas advertências dos pais – são uma forma de as vacinar, com um quanto baste de prudência, para os excessos de zelo com que a curiosidade das crianças, por vezes, faz das suas. Gosto, também, dos pais que, quando sentem um tremelique ligeiro de uma criança, fazem cara de maus e “rosnam” levemente. Na verdade, isso é uma forma afetuosa de, tecnicamente, acrescentarem um medo a outro. Mas, bem vistas as coisas, serve para lhes dizer que, entre a tremedeira e a ira dos pais, a escolha é dela…

Do que não gosto, mesmo, é dos pais que, diante de um medo, perguntam: “Porque é que tens medo?” (Como, entre os leitores da Pais&filhos nenhum é assim, fico mais descansado…) Porque ainda não entenderam que racionalizar um medo é meio caminho andado para ficar preso a ele. Nem perceberam que aquilo que uma criança procura não é de uma explicação para os medos: mas de alguém que lhos segure. Dos medos nunca se foge! “Eu tenho medo!” é 3 em 1: uma parte de mim, percebe que isto, cá dentro, está a virar para o azar; outra parte de mim, está numa tonteira fora de controle; e, em terceiro lugar: “dá-me colo e não perguntes porquê”. É claro que há sempre uma versão mais… hard, para lidar com os medos duma criança:
– Olha, meu filho, eu não sei o que é o papão mas, se ele, entretanto, chegar, chamas-me, eu aperto-lhe o pescoço e dou-lhe um chuto pelas escadas abaixo, que ele vai ver! (É uma boa fórmula para dizermos, por outras palavras: Se a melhor forma de ficar preso a um medo será fugir-lhe, unidos… vamo-nos a ele).

Basicamente, diante do medo das crianças, não há como inventar: junta-se um pouco de mãe ou de pai, nada de perguntar ‘porquê?’ (ou outras coisas), acrescenta-se colo (em doses cuidadosas), condimenta-se com algum músculo e… já está!

 

 

Crianças expostas ao tabaco podem ser mais agressivas ou medrosas, diz estudo

Outubro 23, 2015 às 8:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , ,

Notícia do site http://zh.clicrbs.com.br/ de 29 de setembro de 2015.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Postnatal Environmental Tobacco Smoke Exposure Related to Behavioral Problems in Children

Crianças expostas ao tabaco antes e após o nascimento teriam praticamente duas vezes mais riscos de ter problemas de comportamento, como serem mais medrosos, raivosos ou briguentos – é o que diz um estudo feito com mais de 5.200 crianças em idade escolar.

Os malefícios do tabaco nas crianças são velhos conhecidos: a substância favorece a ocorrência de asma nos pequenos, ou o nascimento de bebês com baixo peso quando a mãe fuma durante a gravidez.

Mas o papel potencial da fumaça ambiente sobre os comportamentos é muito menos conhecido, ressaltou o Instituto Nacional de Pesquisa Médica e Saúde da França (Inserm), responsável pela pesquisa.

“A exposição ao tabaco durante a gravidez e após o nascimento praticamente dobra os risco de problemas comportamentais entre as crianças escolarizadas no ensino fundamental, com média de idade de 10 anos”, disse à AFP Isabella Annesi-Maesano (diretora de pesquisa do Inserm/Universidade Pierre e Marie Curie).

As crianças expostas ao tabaco seriam mais agressivas: coléricas, desobedientes, briguentas e mais frequentemente inclinadas às mentiras e às trapaças, até mesmo aos pequenos furtos.

Este aumento do risco é grosseiramente refletido pela proporção das crianças expostas ao tabaco em pré e pós natal (18%) que têm este tipo de condutas anormais (18%) comparadas àquelas que não têm fumantes nas proximidades (9,7%).

Para os problemas emocionais, eles desenvolveriam mais facilmente medos, problemas psicossomáticos (dores de cabeça e na barriga), e não ficariam à vontade em situações novas (“criança que fica grudada nos pais”, neste caso).

No estudo, 13% das crianças têm problemas de conduta e 15% problemas emocionais – quer tenham sido expostos ou não ao tabaco, explicou a pesquisadora.

Ao todo, 20% das crianças estudadas foram expostas ao tabaco tanto durante a gravidez (mãe fumante) e nos primeiros meses de vida, neste estudo feito em parceria com hospitais de seis cidades francesas.

Os pais das crianças preencheram um questionário especializado, o “SDQ” (questionário pontos fortes e dificuldades/Strengths and Difficulties Questionnaire) indicando especialmente se a criança tinha sido exposta ao tabaco até a idade de um ano.

Os impactos destes problemas comportamentais na escolaridade não foram estudados, mas devem ser analisados numa próxima etapa.

– Efeito neurotóxico –

Os fatores habituais (nível social, prematuridade, nível de educação, etc.) que poderiam influenciar nos resultados foram levados em conta, com exceção do estado mental dos pais (depressão).

Trabalhos anteriores já apontavam para uma relação entre a exposição à fumaça do cigarro e uma taxa acentuada de problemas comportamentais.

Mas o novo estudo, publicado na revista norte-americana PloS One, é o primeiro a mostrar num número tão grande de crianças, uma “associação” entre a exposição pós-natal ao tabaco e os sintomas emocionais e de conduta, notaram os autores.

Para aquelas crianças expostas apenas durante a gravidez (mãe fumante), “a associação aparece apenas para problemas emocionais”, explicou Annesi-Maesano. Mas poucas crianças pertencem a este grupo no estudo (cerca de quarenta), notou.

Para a epidemiologista, “o estudo traz um motivo a mais para evitar o tabagismo passivo em função dos problemas comportamentais que podem ser provocados nas crianças”.

Estas observações parecem confirmar as realizadas nos animais, segundo as quais a nicotina da fumaça do tabaco poderia ter um efeito neurotóxico sobre o cérebro, em particular sobre o crescimento neuronal nos primeiros meses de vida.

BC/ial/bma/mm

 

 

Ajudando as crianças a falar e lidar com seus medos

Agosto 20, 2015 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

texto do site http://ninguemcrescesozinho.com de 2 de agosto de 2015.

por Veronica Esteves de Carvalho

Quem, quando criança, nunca teve medo de fantasma, de escuro, de morrer, de perder alguém querido, de ser abandonado? Quem não sentiu medo de médico, de dentista, de injeção ou de fazer coisas ainda não conhecidas? E medo de palhaço, de animais e outros tantos de uma lista infindável?

Se você não se lembra, certamente alguém do seu convívio na infância deve recordar de algum medo que você teve quando pequeno. Os medos fazem parte do mundo infantil, podendo tornar-se insignificantes e sem sentido com o passar do tempo, ou persistir ao longo da vida adulta. Os medos falam de conflitos e da dificuldade em lidar com questões reais ou imaginárias que nos ameaçam física e emocionalmente, e é isso que os faz ganhar tamanha dimensão.

Desde muito cedo as crianças são desafiadas frente aos medos. No entanto, por não terem maturidade para lidar com eles, elas precisam da ajuda dos adultos para sentirem-se seguras e confiantes para encararem e superarem aquilo que temem.

Quando o medo que a criança sente não nos faz sentido, é comum dizermos que tal medo é “bobo” (como o medo de bichão papão) ou desnecessário (quando o medo é de um cãozinho). Se não embarcamos nas fantasias da criança para ajudá-la a reconhecer o que a assusta, podemos cair num discurso vago e ainda corremos o risco de reagir com ira ou desdém, ignorando que por trás do medo há angústia e sofrimento.

Então, como sair dessa situação de impasse?

O uso de histórias sobre medos são um recurso sempre interessante para ajudar driblá-los. Algumas histórias são abordadas de forma direta e outras de uma forma mais sutil, deixando sua mensagem nas entrelinhas. Ambas são ricas, e não temos como saber de antemão qual pode ser mais atrativa para a criança.

Entre tantas histórias, há uma série escrita por Ruth Rocha e Dora Lorch que pode ajudar a criança a falar, encarar e até mesmo superar seu temor. São livros que abordam medos que representam conteúdos íntimos de uma criança como o abandono (Ninguém gosta de mim?); medos criados em relação a procedimentos nunca experimentados, como ir ao dentista ou já vivenciados com certa ansiedade, como o retorno ao médico (Será que vai doer?); medos que temos e não sabemos –  de fantasmas e bichos que não existem, mas que estão dentro de nós e podemos combatê-los (Fantasma Existe?); e, medos que representam perigos reais da vida e são importantes para nossa proteção, como por exemplo, cair na piscina e se afogar por não saber nadar, atravessar a rua e ser atropelado (Tenho medo mas dou um jeito).

Através das histórias, as crianças percebem que não são as únicas a sentir determinado medo. Elas podem brincar com ele, rir dele, contar e criar outras histórias que o coloque num lugar diferente daquilo que ela vive, e ainda incrementar a “conversa” com outras formas de expressão, como o desenho, a pintura e o teatro.

Logo, precisamos ouvir as crianças em suas “argumentações” – muitas vezes ilógicas – e permitir-lhes que expressem física e verbalmente o que estão vivenciando. Os medos falam de sentimentos que as crianças estão experimentando e devemos conversar a respeito para que possam desmistificar conceitos e fantasias, pontuar, nomear e entender seu significado. Assim, ajudamos as crianças a elaborarem estes medos, que irão paulatinamente – cada qual em seu ritmo – diminuindo sua intensidade e até mesmo desaparecendo.

Expressar os medos é de extrema importância; dizer sobre seus sentimentos é fator de proteção física, emocional e social para que as crianças possam se desenvolver e criar relações seguras que servirão como base para estar no mundo de forma ativa e autoconfiante.

Série Os Medos que Eu Tenho

 

ruth rocha dora lorch

Brincar com o medo

Janeiro 29, 2015 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

reportagem da Euronews de 16 de janeiro de 2015.

É possível aprender realmente a controlar os nossos medos e fobias? Tornou-se relativamente comum procurar ajuda psicológica para enfrentar receios. Mas também há especialistas que colocam a ênfase em métodos educativos específicos. Vamos conhecer alguns exemplos.

Uma das técnicas foi criada em França e denomina-se PAF, Parceria Contra o Medo. O conceito assenta em ajudar crianças a utilizar a criatividade para canalizar positivamente a energia desencadeada por uma reação de medo. Após uma fase de pesadelos com monstros e fantasmas, os pais de Maria depararam-se com o método criado pela franco-romena Simona Le Roy, uma especialista em educação. Brincar, cantar, desenhar – é nas rotinas diárias que os pais podem ajudar criativamente as crianças a verem os medos doutra maneira.

Estar em contacto direto com o objeto do medo é outra abordagem para aprender a enfrentar fobias. Tomemos o exemplo do medo que algumas crianças têm de hospitais. Em Portugal, existe uma forma de combater esta ansiedade. No Centro Hospitalar Póvoa de Varzim – Vila do Conde está prestes a começar uma operação. Mas não se trata de uma intervenção comum. Aparentemente, a paciente tem um problema numa perna. Vários especialistas vieram dar uma mão. Só que aqui os cirurgiões têm 4 anos de idade. É a “Unidade de Cirurgia Ambulatória dos Pequeninos.”

O avião continua a ser, estatisticamente, uma das formas mais seguras de viajar. Mas o medo de se deslocar nas alturas é muito frequente. Todos os dias, há quem hesite em fazê-lo ou mesmo faça tudo para contornar este meio de transporte. Há muito que as companhias aéreas organizam formações para ajudar quem sofre de aerofobia. A Swiss é uma delas . O curso está dividido em três partes. Antes de passar ao voo, os participantes visitam pausadamente o avião acompanhados pelo comandante de bordo. A seguir, aprende-se a gerir a ansiedade através de exercícios de relaxamento.

Copyright © 2015 euronews

 

 

 

Medos e fobias

Julho 17, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

artigo da Pais & Filhos de 7 de maio de 2014.

pais & filhos

 

Os medos na infância são tão comuns quanto importantes para o desenvolvimento. Vão variando consoante a idade, mas todos requerem confiança e segurança. Porque a única fórmula para os resolver é conseguir enfrentá-los. 

O Rodrigo tem dois sprays anti-monstros no quarto, um em cima da mesa-de-cabeceira, não vá ser preciso atuar durante a noite, e outro no móvel dos brinquedos, para ter a certeza de que não é apanhado desprevenido enquanto brinca. Todas as noites, antes de ir para a cama, a mãe acompanha-o na ronda em busca de seres assustadores debaixo da cama, dentro do guarda-fatos, atrás do cortinado… Sempre com o spray mágico na mão. Só se deita depois de se certificar que não há nenhum monstro escondido. A mãe fica no quarto até ele adormecer e a luz de presença fica acesa a noite inteira. À falta de uma solução melhor, a mãe do Rodrigo, de cinco anos, resolveu munir o filho de uma ferramenta implacável contra os monstros imaginários que lhe causam tanto medo e que tornavam a hora de deitar num suplício. Inspirou-se nas ideias que encontrou na internet, agarrou num vaporizador vazio, enche-o de água, colou um rótulo apropriado a um produto anti-monstros e disse-lhe que agora já não precisava de ter medo: se aparecesse algum monstro, bastava usar o seu spray mágico! A ideia agradou-lhe e, embora ainda com algum receio, a ida para a cama assumiu contornos de brincadeira e tornou-se muito mais fácil. Ao mesmo tempo, a inspeção exaustiva ao quarto permite-lhe enfrentar o medo e verificar que, afinal, ali não há monstros.

A “técnica” do spray anti-monstros é usada por muitas famílias por esse mundo fora, como se pode constatar nos inúmeros mommy blogs que a sugerem. Para algumas crianças, como é o caso do Rodrigo, pode de facto ser uma grande ajuda e transmitir a tão desejada segurança para enfrentar as criaturas imaginárias, mas para outras esta estratégia pode não se revelar eficiente. Antes pelo contrário: a caça aos monstros significa que existe a possibilidade real de estar frente-a-frente com um deles e esta ideia é ainda mais assustadora. Por outro lado, a inspeção ao guarda-fatos ou debaixo da cama pode levar a criança a pensar que se os adultos estão à procura é porque os monstros existem mesmo. Ou seja, cada caso é um caso e o melhor é escolher a estratégia de ataque com bom senso, porque o que resulta para uma criança pode agravar ainda mais a ansiedade de outra.

“Os medos na infância são muito comuns, mas variam naturalmente de criança para criança, de acordo com as suas caraterísticas individuais e dos contextos. O mesmo estímulo pode ser ameaçador para uma criança e ser indiferente para outra. Além disso, um mesmo estímulo pode numa dada circunstância ser ameaçador para a criança e noutra situação ser-lhe totalmente indiferente”, sublinha Maria de Jesus Candeias, psicóloga clínica e psicoterapeuta infantil. Uma criança de três anos pode, por exemplo, ter medo de entrar sozinha numa sala cheia de crianças que não conhece, mas sentir-se completamente à vontade se estiver acompanhada pela mãe ou pelo pai.

O medo é um sentimento universal “que faz parte de todos nós e, em particular, faz parte do crescimento das crianças”. Transmite-nos a sensação de que corremos perigo e é geralmente acompanhado de sintomas físicos, “tais como aceleração cardíaca, vermelhidão e angústia”. Embora estes sintomas possam ser bastante incómodos, servem muitas vezes para “nos alertar do perigo e como tal para nos proteger”. Na verdade, sem a capacidade de sentirmos medo, dificilmente teríamos sobrevivido enquanto espécie. E esta função protetora e adaptativa é especialmente importante nas crianças. “É este medo que faz com que as crianças reajam a estranhos, não se aproximem de certos animais entendidos como perigosos, não se afastem dos pais em locais desconhecidos, evitem entrar em sítios escuros ou sintam a necessidade de recorrer a um adulto para o fazer. É este medo que faz com que as crianças se atirem para o colo da mãe ou do pai quando ouvem um barulho violento”, explica a psicopedagoga Daniela Sciaccaluga, sublinhando, porém, que “é importante que, uma vez cumprido o papel do medo de avisar o organismo do risco iminente e provocar uma reação ajustada, este diminua, caso contrário torna-se inútil e perigoso”. Numa situação “normal”, quando uma criança se apercebe, por exemplo, que afinal aquele barulho violento não se trata de algo ameaçador, o medo “deverá de imediato e naturalmente recuar”.

 

Das trovoadas às bruxas

A natureza dos medos varia consoante a idade da criança e há medos “típicos” em cada fase do crescimento. Assim, é natural que os bebés reajam com medo ao escuro, a ruídos fortes, a estranhos e ao afastamento da mãe ou do pai. Entre os três e os seis anos de idade são frequentes “os medos sobre as coisas que não são baseadas na realidade (como o escuro, monstros e fantasmas), animais, ruídos muito altos e estridentes”, esclarece Maria de Jesus Candeias, referindo que “ esses medos são transportados muitas vezes para a noite na forma de pesadelos”. Já o medo de perda dos pais é, geralmente, “transportado para a recusa escolar”. Nas crianças entre os sete e os 12 anos, os medos refletem circunstâncias reais que lhes podem acontecer: “É comum o medo da morte, de doenças, de catástrofes naturais”.

No apartamento em frente ao de Catarina, três anos, vive uma família simpática, com duas filhas pequenas, com quem a menina brincava, tardes a fio… até que ao agregado familiar vizinho se juntou um cão. Minúsculo, enérgico e meigo, que procurava apenas festas e colo. Mas, para Catarina, aquele é um ser demasiado assustador, que a deixa em pânico e sem saber onde se esconder. Deixou de visitar as amigas e tem pavor de se cruzar com o cão à porta de casa. “Sempre que saímos de casa, a Catarina esconde-se atrás do sofá e obriga-me a verificar se o Óscar não está no hall. Só quando tem a certeza de que ele não está é que sai disparada, entra no elevador e implora-me que me despache a fechar a porta de casa e do elevador. Se demoro mais do que um minuto, desata aos gritos e a tremer, com medo que ele apareça. É inexplicável”, conta a mãe, sublinhando que Catarina nunca foi mordida por nenhum cão, nem passou por qualquer episódio traumático com animais. A mãe já lhe explicou que o Óscar é um bom cão, é inofensivo e só quer ser amigo dela, mas Catarina encolhe-se só de ouvir falar nele. Se, por azar, se cruzam à entrada do prédio, Catarina trepa pela mãe acima, esconde a cara no seu pescoço e grita como se estivesse a ser atacada por um monstro. “É irracional e já não sei o que fazer para que ela perca este pânico. Evito a todo o custo que se cruzem, mas às vezes acontece… e é terrível”.

Quando uma criança apresenta um medo assim, seja de um cão, de estranhos ou de um corredor longo e escuro, é natural que os pais a tentem proteger dessa situação. No entanto, este instinto protetor pode ser prejudicial. De acordo com um estudo recente, publicado na “Behavior Therapy”, as crianças que evitam situações assustadoras têm mais tendência para sofrerem de distúrbios de ansiedade na idade adulta.

Os investigadores explicam que evitar situações que provocam medo é contraproducente, a longo prazo, porque impede as crianças de descobrirem que a situação que temem, afinal, não é assim tão assustadora. Ou seja, impede-as de aprenderem que são capazes de lidar com situações desafiantes e de controlar a ansiedade.

Os pais têm aqui um papel determinante: “podem e devem ajudar as crianças a enfrentar os seus medos, aumentando-lhes a confiança” e evitando que “evoluam para reações fóbicas”, esclarece Maria de Jesus Candeias. Em primeiro lugar, é essencial que reconheçam que o medo é real. Depois devem incentivar a criança a falar sobre o assunto, ajudando-a assim a “libertar-se da angústia” para que o medo se torne menos intenso. Expressões como “Não sejas ridículo! Não existem monstros no armário” são proibidas. “Nunca se deve menosprezar o medo da criança, nem forçá-la a superá-lo sozinha”, sublinha a psicoterapeuta infantil. “É importante que os pais olhem para os medos dos filhos como naturais e próprios do seu desenvolvimento e que aprendam, eles próprios, a relacionar-se com estes medos de forma descontraída”, acrescenta a psicopedagoga Daniela Sciaccaluga.

A criatividade e a brincadeira podem ser fortes aliadas na luta contra os medos. “No que toca ao medo do escuro, de fantasmas, monstros, bruxas diabólicas, por exemplo, sugiro aos pais que, em conjunto com os filhos, tornem esse medo concreto, lhe deem um nome, uma cara, um tamanho, um peso, enfim, que lhe deem uma identidade e o coloquem no contexto real, fora da imaginação da criança, pois aí já poderão vê-lo, falar com ele, tocá-lo, construir histórias e chegar a finais felizes”, sugere a Daniela Sciaccaluga, referindo que “essas histórias podem ser de variadíssimas índoles: um jogo de futebol contra o medo, uma aventura em que o João fica amigo do monstro ao salvar o seu gatinho, a história do fantasma que afinal tinha era medo do João… Enfim, as possibilidades são infinitas, mas a ideia base é retirar o poder da bruxa, do monstro, do fantasma, do escuro ao humanizá-los e torná-los próximos da família, logo, num lugar concreto e controlável, sempre num contexto humorizado, divertido e descontraído”.

Na maioria dos casos, o medo é passageiro, próprio da idade e tende a desaparecer de forma natural. Contudo, quando se torna exagerado, desproporcionado, excessivamente intenso e persistente, acaba por resultar em sofrimento para a criança. Nestes casos, estamos já perante um quadro fóbico. “Uma fobia é um medo persistente e irracional que leva a criança a evitar a todo o custo, ou a suportar com um sofrimento enorme, situações, objetos ou atividades que são assustadoras para si. A fobia carateriza-se por um aumento da ansiedade a limites que impedem a criança de funcionar normalmente”, explica Maria de Jesus Candeias. De acordo com a psicóloga e psicoterapeuta, “as fobias nas crianças têm como pano de fundo a angústia de desamparo, o medo de abandono e as relações pais filhos pouco securizantes”. As crianças inseguras e com pouca autoestima “tendem a desenvolver mais frequentemente fobias”.

Estes medos irracionais e desproporcionados podem ser acompanhados de sintomas físicos (dificuldade em respirar, palpitações, suores, vómitos, diarreia, dores de estômago), sintomas cognitivos (preocupações excessivas, dificuldade de concentração), alterações de humor (irritabilidade) e variações no sono (pesadelos). Implicam por isso uma abordagem e acompanhamento profissional especializado. “Se for um episódio isolado, os pais não devem torná-lo mais significativo do que é, mas se surge um padrão que é persistente e muito intenso, devem tomar uma atitude, porque se não procuram ajuda, a fobia continuará a afetar a criança com consequências graves no seu processo de desenvolvimento e de socialização”, lembra Maria de Jesus Candeias. Cabe aos pais estarem atentos aos sinais e ajudarem a criança a desenvolver confiança para enfrentar os seus medos com naturalidade, antes que evoluam para reações fóbicas.

Contra seres imaginários

Se o seu filho está na idade do medo de monstros, fantasmas, bruxas e outros seres imaginários assustadores, saiba que há estratégias que o podem ajudar a superá-lo. A psicóloga Maria de Jesus Candeias sugere algumas dicas.

 Durante o dia:

– Ajude o seu filho a certificar-se de que não existem fantasmas nem monstros debaixo da cama nem dentro do armário;

– Ajude-o a entender os sentimentos descontrolados que ocorreram durante o pesadelo;

– Explique e dê-lhe informações simples, claras e credíveis para que ele possa entender os acontecimentos da vida familiar que possam estar a perturbá-lo;

– Evite filmes, programas de televisão e jogos de computador que possam ser violentos e provocar medo, insegurança ou incompreensão.

Na hora de dormir:

– Sente-se junto dele e explique-lhe o que o preocupa;

– Aceite os seus receios e a necessidade de se agarrar aos pais;

– Deixe uma luz de presença no quarto;

– Encoraje-o a usar objetos de conforto (ursinho ou cobertor preferido);

– Conte histórias que ajudam a compreender os medos e sentimentos vivenciados de forma indireta;

– Se ele recorre à cama dos pais, depois de um pesadelo, deve acalmá-lo e levá-lo de volta a cama dele, onde lhe deve dar alguns minutos de aconchego e conforto.

 


Entries e comentários feeds.