Histórias de filosofia escritas por crianças

Abril 4, 2019 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Snews

Notícia e imagem do Educare de 18 de março de 2019.

Alunos do 1.º, 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico de escolas públicas e privadas do país podem idealizar e escrever um conto filosófico. A terceira edição do prémio nacional tem as inscrições abertas até 30 de abril.

Sara R. Oliveira

O desafio está lançado. Alunos do 1.º ao 3.º ciclo do Ensino Básico de escolas e agrupamentos do ensino público e privado do país podem juntar-se em grupo ou na turma para participarem na terceira edição do Concurso Nacional de Contos de Filosofia para Crianças, promovido pela APEFP – Associação Portuguesa de Ética e Filosofia Prática. Cada grupo ou turma tem de escrever um conto filosófico e cada escola pode apresentar três contos no máximo por ciclo de ensino, realizados pela mesma turma ou turmas diferentes. As inscrições estão abertas até 30 de abril e a entrega de prémios será realizada numa cerimónia durante o mês de junho nas escolas dos alunos vencedores.

Incentivar a criatividade dos mais novos é um dos principais objetivos desta iniciativa que pretende também estimular o gosto pela escrita. A organização adianta que o concurso nacional “visa desenvolver as capacidades de raciocínio e do pensamento em geral, assim como as capacidades de verbalização do pensamento e dos modos de comunicação e confronto de ideias”. “Esta aprendizagem multifacetada do pensar é feita através da criação de um diálogo e de uma comunidade de investigação onde as crianças, de uma forma lúdica, vão desenvolvendo a sua autonomia, adotando progressivamente uma atitude de intervenção e de análise de diversas temáticas e situações”, acrescenta.

O tema é livre, o título escolhido pelos alunos, e cada grupo pode ser constituído por todas as crianças da turma. Pedem-se contos originais, escritos em português, com o máximo de três páginas A4, letra Times New Roman, tamanho 12, espaçamento 1,5 entre linhas, margens de três centímetros na esquerda e dois na direita, três centímetros em cima e dois em baixo. Trata-se de um projeto que implica a orientação de um docente com formação em Filosofia para crianças. No 1.º Ciclo, o orientador poderá ser o professor titular da turma.

As escolas têm de enviar os contos para o email premio.conto.fpc@gmail.com. A avaliação será feita por um júri composto por professores e especialistas na área da Filosofia para crianças indicados pela direção da APEFP. A 15 de maio, tem de haver uma decisão. Para garantir a veracidade da autoria dos contos vencedores, o júri poderá marcar uma entrevista aos alunos. Em caso de fraude na autoria da história, outro conto será selecionado segundo os mesmos critérios. Os contos vencedores, os três melhores em cada ciclo de escolaridade, ganham a possibilidade de serem publicados num livro a editar este ano. O júri pode atribuir menções honrosas.

Informações:

www.apefp.org

A filosofia ajuda as crianças a pensar e a ser argumentativas

Dezembro 9, 2017 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 16 de novembro de 2017.

No Dia Internacional da Filosofia o PÚBLICO foi saber como evoluiram as aulas de Filosofia para Crianças.

Bárbara Wong

A aula começa com uma história que a professora Joana Marques conta. É assim que os meninos do Colégio do Sagrado Coração de Maria, em Lisboa, começam as suas aulas de Filosofia para Crianças do 1.º ao 4.º ano. A partir dali conversam durante 45 minutos sobre a verdade, a mentira, a liberdade ou até a morte.

O projecto começou há nove anos e os primeiros alunos já chegaram ao secundário, onde a Filosofia é disciplina obrigatória. A docente tem a certeza de que estes estudantes têm mais ferramentas para pensar e argumentar do que os que não andaram no 1.º ciclo a debater o porquê das coisas. Esta quinta-feira é o Dia Internacional da Filosofia.

A Filosofia para Crianças e Jovens (FPCJ), do pré-escolar ao 3.º ciclo, começou timidamente – o Colégio Internacional de Vilamoura (CIV) faz parte dos pioneiros e dá a oportunidade aos seus alunos de filosofar desde 1997, logo a partir dos quatro anos. “Hoje, já com 20 anos de prática, continuamos a apostar nesta área, articulando-a com a arte, as ciências e a literatura, por exemplo”, revela Cidália Ferreira Bicho, directora do CIV.

Actualmente, esta é uma actividade que chegou ao ensino público através de projectos, de actividades de enriquecimento curricular (AEC) ou como disciplina de oferta de escola. Os estabelecimentos de ensino ganharam autonomia e Eugénio Oliveira, presidente da Associação Portuguesa de Ética e Filosofia Prática, responsável pela formação de professores e educadores de infância, refere que existirão cerca de 100 agrupamentos de escolas com esta alternativa.

Os dados do Ministério da Educação referem apenas 11 agrupamentos com a Filosofia em AEC, mas o professor-formador contesta-os: “Se for uma oferta complementar, o ministério não consegue contabilizar.”

“Fazer as coisas de outra maneira”

E por que é importante a filosofia desde cedo? Cidália Ferreira Bicho, directora do CIV, responde que numa escola com meninos de várias nacionalidades é importante “ver o mundo com os olhos dos outros”. “As crianças ouvem melhor, argumentam, sabem falar sem recorrer a um papel. Isto são competências transversais que se adquirem e que ajudam nas outras disciplinas”, acrescenta Eugénio Oliveira. “Os jovens que chegam ao secundário e passaram pela FPCJ são mais activos, menos reservados, mais participativos na sociedade, organizam-se, criam projectos”, avalia Jorge Humberto Dias, professor universitário. Joana Marques sublinha: “Não é só o aluno que se sabe expressar bem, mas que quer dizer ao mundo o que pensa e que defende que se podem fazer as coisas de outra maneira.”

A FPCJ vem também ajudar ao diálogo entre pais e filhos, acredita Joana Marques. No início, os encarregados de educação achavam estranha esta oferta da escola, mas depois “a reacção foi animadora”. Os pais contam que os filhos levam perguntas para a casa, para debater e “isso é entusiasmante”, considera a professora.

“Há interesse dos pais que os filhos sejam mais autónomos e a FPCJ dá-lhes instrumentos cognitivos e reflexivos, potenciando a criança a pensar”, complementa Jorge Humberto Dias.

Eugénio Oliveira não esconde que a FPCJ veio também ajudar a combater o desemprego dos professores desta disciplina. No entanto, salvaguarda, chegam à formação educadores de infância e professores de 1.º ciclo. Isabel Bernardino, vice-presidente da Associação de Professores de Filosofia, considera que não é preciso ser da área para trabalhar com os mais novos. “Eventualmente uma pessoa que não é da filosofia pode ter mais dificuldade nos conceitos filosóficos, mas se aprender e desenvolver as competências, o espírito crítico e o argumentativo, qualquer pessoa poderá fazê-lo”, conclui.

 

 

 

Tábula Rasa – Festival Literário de Fátima

Novembro 11, 2015 às 10:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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tabula

mais informações:

http://www.tabularasa.pt/

 

A filosofia no quarto dos brinquedos

Setembro 17, 2015 às 6:00 am | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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O que acontece quando um filósofo é pai? No caso de Francisco Bosco, acontece um livro onde tanto se fala de Lacan como da perda do direito à ressaca. Entrevistámos o autor.

A filosofia aplicada às fraldas. A ligação é inesperada, mas é isso que Francisco Bosco faz em Orfeu de Bicicleta (um Pai no Século XXI), o livro recentemente editado pela Tinta da China. Pai de dois filhos pequenos, o filósofo e colunista do Rio de Janeiro pega em conceitos da psicanálise e da sociologia, e em autores como Freud e Lacan, e aplica-os à sua experiência de noites mal dormidas, birras e pelos brancos prematuros na barba.

“O mundo não se divide entre Ocidente e Oriente, religiosos e tradicionalistas, mas entre pais de crianças pequenas e o restante da humanidade”, começa por escrever o autor, para quem esta classe faz parte da “categoria dos chatos provisórios”, formada por três tipos: “o bêbado, o apaixonado e os pais de recém-nascido. Só os suporta quem está no mesmo estado.” (pág. 37)

Tudo menos chato, o carioca que preside à Fundação Nacional de Artes do Brasil, e cuja tese de doutoramento envolveu uma dissertação sobre Roland Barthes, encontrou uma forma de falar nos velhos temas da paternidade em jeito de ensaio, sendo que esse ensaio é dividido em mais de 80 pequenos textos onde o choro de um bebé é considerado “um prodígio de polissemia” ou é possível encontrar Hegel no quarto dos brinquedos. Porque, afinal, “todos os fenómenos e todas as experiências podem ou não ser filosóficas”, como diz o autor numa entrevista por e-mail ao Observador. “O que torna um objeto filosófico é, justamente, transformá-lo em questão: isto é, desnaturalizá-lo, identificar a espessura de significados que ele contém, e revelá-los. Pode-se lidar com o choro de uma criança à noite apenas oferecendo uma mamadeira [biberão] para aplacá-lo. Mas também se pode perguntar por que chora uma criança à noite. E quando começamos a fazer essas perguntas, perguntas sobre o sentido, já estamos nos aproximando da filosofia.”

Quando é que sentiu que escrever sobre os seus filhos era tão importante ou interessante como fazer uma dissertação sobre Roland Barthes?
Bem, eu suponho que Barthes teria escrito sobre os seus filhos se os tivesse tido. Ele costumava dizer, justamente, que a écriture não faz acepção da futilidade. Ou seja, não é o objeto o que determina o valor ou interesse de uma escrita, e sim aquilo que uma escrita é capaz de fazer com um objeto. Lembremos que é Barthes o autor de ensaios como Structure du fait-divers ou do conhecido texto sobre o tele-catch, para não falar do projeto das mitologias como um todo. De minha parte, o meu ensaísmo tem uma relação forte com a vida, com a experiência concreta. Costumo escrever sobre o que me afeta e transforma (os meus primeiros livros, ingénuos ao ponto do embaraço, são de poesia, e penso que, de certo modo, nunca deixei de ser poeta). Assim, é para mim natural que viria a escrever sobre a experiência da paternidade.

O que pensava sobre a paternidade confirmou-se quando teve filhos ou, pelo contrário, foi pelos ares?
Eu tinha sobretudo ideias morais sobre a paternidade: julgava-me apto a ser pai porque julgava-me apto a educar, ou seja, transmitir um sentido de responsabilidade social, instruir a criança nos labirintos da nossa vida moderna, etc. E, entretanto, hoje penso que a responsabilidade requerida pela paternidade é antes de tudo aquela que toda a relação amorosa requer, só que numa intensidade muito maior: abrir a vida para o outro e reduzir drasticamente o individualismo. Isso é facilitado pelos mecanismos narcísicos que os filhos mobilizam nos pais. Há uma complementaridade perfeita: os egos dos filhos, incipientes ainda, dependem dos dos seus pais; os egos dos pais, assombrados pela sua inconsistência, de repente se sentem plenamente justificados pela dependência dos egos dos seus filhos. Por outras palavras, essa quase perfeição narcísica faz os pais suportarem todos os sacrifícios demandados pelas crianças-majestades de hoje.

Uma conhecida boutade diz que os bebés nascem rechonchudos para serem amortecidos quando os jogarmos na parede, por exaustão. O que nos impede de os atirar na parede é o enamoramento que, como observou Freud, parte do nosso próprio narcisismo, isto é, o facto de amarmos o seu eu como amamos o nosso próprio eu.” (Orfeu de Bicicleta, pág. 36)

Um filho pode ser a resposta para a velha questão filosófica do sentido da vida?
Sim, sem dúvida. E essa velha questão nunca foi tão aguda como na nossa época moderna, desencantada, órfã de Deus (para muitos). Freud tem um texto bonito sobre isso onde usa a expressão “sua majestade o bebé” (creio que é Narcisismo: uma introdução, de 1914). Penso a coisa nos termos de uma ilusória completude imaginária: não é tanto que um filho sobreviverá ao pai, dando-lhe continuidade, e sim que um filho pequeno depende fundamentalmente do pai, dando a esse a sensação ilusória – e provisória, infelizmente – de uma plenitude ontológica, tapando seu buraco, por outras palavras.

Ter alguém tão dependente de você é uma irrefutável justificativa da sua existência. É uma dopamina ontológica.” (Orfeu de Bicicleta, pág. 36)

Um dos textos tem esse título, “sua majestade, a criança”, e na contextualização que abre o livro fala de conceitos como “infantocracia” e overparenting. Como se explica esta importância tão grande das crianças nos nossos dias, pelo menos no mundo ocidental?
Essa é uma longa e interessantíssima história. Basta ir recuando nos séculos para se perceber que não existia a percepção da infância como uma etapa da vida a ser destacada e, menos ainda, valorizada. A descrição do processo de invenção e supervalorização da infância é bastante clara, tem marcos inequívocos – mas o seu sentido não é tão fácil de depreender. Parece-me que a questão demográfica é um ponto decisivo: não havia como valorizar tanto as crianças numa época em que a taxa de mortalidade infantil era altíssima. Mas o início da valorização da infância é anterior às transformações das condições de higiene e da medicina que reduziram radicalmente a mortalidade infantil. Phillipe Ariés, possivelmente o mais importante historiador da infância, aponta outras causas, como o surgimento da família nuclear burguesa (por sua vez ligada à emergência da vida privada) e certos pensadores morais do século XVII, que viram na infância a etapa onde se deveria educar o futuro adulto. Seja como for, é uma história fascinante. No século XVI, nas grandes navegações, os grumetes e pajens eram sodomizados e seviciados nas embarcações. Em casos de naufrágio, as crianças eram preteridas por caixas de biscoitos. Poucos séculos depois e cá estão elas, mimadas e idolatradas.

No livro tão depressa cita o “bico da mamadeira” como Lacan e Freud. Quis fazer um livro mais confessional e quotidiano, ou mais filosófico e conceptual? Ou ambos?
Justamente, o bico da mamadeira é a razão de Freud e Lacan existirem. Deleuze costumava lembrar que um conceito é uma abstração que remonta a um problema concreto. Cunhar um conceito é tentar compreender o que há de comum numa multiplicidade de fenómenos concretos. Um conceito que não nasce de um problema concreto, quotidiano, é uma mera abstração vazia (quem crê que Lacan é isso está muito enganado). Por isso, para mim o conceptual e o quotidiano não são duas coisas apartadas, mas, ao contrário, os dois momentos de um único processo.

O choro de um bebê é um prodígio de polissemia. Um único significante pode ter inúmeros significados: fome, frio, calor, fralda cheia, cólicas, posição desconfortável, sono, dor (que por sua vez podem ser muitas dores diferentes). Nas primeiras semanas de nossa filha, eu e minha mulher nos comportamos como linguistas atormentados, uma espécie de Bouvard e Pécuchet enlouquecidos com a natureza escorregadia daquele significante.” (Orfeu de Bicicleta, pág. 83)

Estar habituado a pensar filosoficamente implica uma maior clarividência? É que no livro faz afirmações que muitas vezes são tabus para os pais, como admitir que os recém-nascidos são “feinhos” ou que o amor por um filho é algo progressivo. Geralmente só os não-pais é que dizem isso.
Para mim a filosofia é inseparável da pergunta-motor dos gregos antigos: qual a melhor forma de viver, e como agir para obtê-la? Nesse sentido, sim, para mim o gesto filosófico não é apenas o de elucidar os problemas, identificando as suas tensões, descrevendo os seus significados, mas também o de ser capaz de se transformar por meio dessa elucidação, no sentido de ser capaz de viver melhor. Ora, não se vive bem com tabus, que são coágulos de medo e obscurantismo.

Tem uma crónica que remete para o título, Orfeu de Bicicleta, mas poderia explicá-lo melhor?
Como se sabe, no mito, Orfeu não pode olhar diretamente para Eurídice, sob pena de perdê-la. Jennifer Senior, que escreveu um belo livro sobre a experiência parental (da classe média estadunidense) contemporânea, observa que as ciências sociais têm uma grande dificuldade de depreender, nos seus estudos, a dimensão da felicidade parental. Penso que isso se deve a que a felicidade é completa, ela não produz signos, ela não impele à produção. Ao escrever o meu livro, sentia que no fundo do meu relato havia uma dimensão fundamental, que é essa mesma da felicidade, que é tão quotidiana, e que é tão difícil de dizer. E entretanto, andando de bicicleta com a minha filha, cada um com uma ponta do headphone, ouvindo e cantando a mesma música, várias vezes eu colhi no olhar dos outros a melhor tradução para o que eu experimentava. E que contudo permaneço sem poder dizer diretamente. Como Orfeu. Um Orfeu de bicicleta.

Posso descrever uma cena. Enquanto pedalo, minha filha está sentada na cadeirinha, de capacete e cinto. A sua cabeça fica na altura do meu peito. Ela canta, ou observa coisas com avidez, ou exclama coisas incompreensíveis. Posso tentar interpretar minha felicidade: a combinação dos elementos de liberdade, movimento, descoberta, com a sensação geral de segurança e proteção. Talvez eu me sinta ali protegendo a sua liberdade, e a combinação dessas duas palavras, desses dois valores, representa pra mim um ideal moral parental. Pode ser.”(Orfeu de Bicicleta, p.92)

Se conseguir fazer esse exercício, qual foi a maior lição que os seus filhos já lhe ensinaram?
Há na paternidade uma dimensão incómoda, estruturalmente análoga à relação que um analisando tem com o seu analista. É que o modo como nos relacionamos com os nossos filhos é incontornavelmente revelador das nossas estruturas psíquicas, das nossas fantasias mais estruturais. Constato os meus mecanismos todos quando estou agindo com os meus filhos, do mesmo modo como um analista identifica as estruturas da fantasia de um sujeito quando esse as atualiza na relação com ele. É incómodo isso. Percebo o meu autoritarismo de fundo, os meus joguinhos amorosos patéticos, coisas assim. É curioso, mas nas relações amorosas entre adultos isso acontece de forma encoberta, me parece. Aí está um ponto para eu entender melhor.

Fonte: Observador, em 24 de Agosto de 2015

90 livros clássicos em língua portuguesa para download gratuito

Setembro 8, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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texto do site http://www.revistabula.com

Por Carlos Willian Leite

Uma compilação com 90 obras, entre autores brasileiros e estrangeiros, escolhidas entre os 50 mil títulos disponíveis no portal Domínio Público. A lista, traz desde livros seminais, formadores da cultural ocidental, como “Arte Poética”, de Aristóteles, até o célebre “A Metamorfose, de Franz Kafka, considerado uma marco da literatura tcheca e um dos livros mais influentes do século 20, além de clássicos brasileiros e portugueses. Todo o acervo do portal DP é composto por obras em domínio público ou que tiveram seus direitos de divulgação cedidos pelos detentores legais. No Brasil, os direitos autorais duram setenta anos contados de 1° de janeiro do ano subsequente à morte do autor.

Entre os livros escolhidos estão “A Divina Comédia”, de Dante Alighieri; “Don Quixote”, de Miguel de Cervantes;  “Os Lusíadas”, de Luís Vaz de Camões; “A Volta ao Mundo em Oitenta Dias”, de Júlio Verne;  “Os Escravos”, de Castro Alves; “Via-Láctea”, de Olavo Bilac; “A Escrava Isaura”, de Bernardo Guimarães; “Poemas”, de Safo; “Uma Estação no Inferno”, de Arthur Rimbaud; “O Homem que Sabia Javanês e Outros Contos”, de Lima Barreto; “Lira dos Vinte Anos”, de Álvares de Azevedo;  “História da Literatura Brasileira”, de José Veríssimo Dias de Matos; “Eu e Outras Poesias”, de Augusto dos Anjos; “A Esfinge Sem Segredo”, de Oscar Wilde; “Schopenhauer”, de Thomas Mann; “O Elixir da Longa Vida”, de Honoré de Balzac; “Cândido”, de Voltaire; “Viagens de Gulliver”, de Jonathan Swift; “Utopia”, de Thomas Morus; “Canção do Exílio”, de  Gonçalves Dias; “A Carne”, de Júlio Ribeiro; “Os Sertões”, de Euclides da Cunha; além de obras de William Shakespeare, Fernando Pessoa,  Machado de Assis, Florbela Espanca e Eça de Queirós.   Para fazer o download basta clicar sobre o livro selecionado.

A Divina Comédia — Dante Alighieri

A Metamorfose — Franz Kafka

Don Quixote. Vol. 1 — Miguel de Cervantes Saavedra

Don Quixote. Vol. 2 — Miguel de Cervantes Saavedra

Cândido — Voltaire

Uma Estação no Inferno — Arthur Rimbaud

Iluminuras —Arthur Rimbaud

A Esfinge sem Segredo — Oscar Wilde

Viagens de Gulliver — Jonathan Swift

Poemas — Safo

O Elixir da Longa Vida — Honoré de Balzac

Arte Poética — Aristóteles

Via-Láctea — Olavo Bilac

As Viagens — Olavo Bilac

Contos para Velhos — Olavo Bilac

A Mensageira das Violetas — Florbela Espanca

Poemas Selecionados — Florbela Espanca

Livro de Mágoas — Florbela Espanca

Charneca em Flor — Florbela Espanca

Livro de Sóror Saudade — Florbela Espanca

O Livro D’ele — Florbela Espanca

O Guardador de Rebanhos — Fernando Pessoa

Poemas de Fernando Pessoa — Fernando Pessoa

Poemas de Álvaro de Campos — Fernando Pessoa

Poemas de Ricardo Reis — Fernando Pessoa

Primeiro Fausto — Fernando Pessoa

O Eu Profundo e os Outros Eus — Fernando Pessoa

O Pastor Amoroso — Fernando Pessoa

A Cidade e as Serras — Eça de Queirós

Os Maias — Eça de Queirós

Contos —Eça de Queirós

A Ilustre Casa de Ramires — Eça de Queirós

A Relíquia — Eça de Queirós

O Crime do Padre Amaro — Eça de Queirós

Cartas D’Amor — O Efêmero Feminino — Eça de Queirós

Vozes d’África — Castro Alves

Os Escravos —  Castro Alves

O Navio Negreiro — Castro Alves

Espumas Flutuantes — Castro Alves

Eu e Outras Poesias — Augusto dos Anjos

Eterna Mágoa — Augusto dos Anjos

Os Sertões — Euclides da Cunha

Canção do Exílio — Antônio Gonçalves Dias

Dom Casmurro — Machado de Assis

Memórias Póstumas de Brás Cubas — Machado de Assis

Esaú e Jacó — Machado de Assis

Quincas Borba — Machado de Assis

Contos Fluminenses — Machado de Assis

O Alienista — Machado de Assis

As Academias de Sião — Machado de Assis

Memorial de Aires — Machado de Assis

Hamlet — William Shakespeare

O Mercador de Veneza — William Shakespeare

 Os Lusíadas — Luís Vaz de Camões

Redondilhas — Luís Vaz de Camões

Canções e Elegias — Luís Vaz de Camões

Fausto — Johann Wolfgang von Goethe

Lira dos Vinte Anos — Álvares de Azevedo

Noite na Taverna — Álvares de Azevedo

Poemas Irônicos, Venenosos e Sarcásticos — Álvares de Azevedo

Obras Seletas — Rui Barbosa

A Volta ao Mundo em Oitenta Dias — Júlio Verne

Odisseia — Homero

Iliada — Homero

História da Literatura Brasileira — José Veríssimo Dias de Matos

Utopia — Thomas Morus

A Carne — Júlio Ribeiro

Édipo-Rei — Sófocles

A Alma Encantadora das Ruas — João do Rio

Memórias de um Sargento de Milícias — Manuel Antônio de Almeida

A Dama das Camélias — Alexandre Dumas Filho

Sonetos e Outros Poemas — Bocage

A Dança dos Ossos — Bernardo Guimarães

A Escrava Isaura — Bernardo Guimarães

A Orgia dos Duendes — Bernardo Guimarães

Seleção de Obras Poéticas — Gregório de Matos

Contos de Lima Barreto — Lima Barreto

O Homem que Sabia Javanês e Outros Contos — Lima Barreto

Triste Fim de Policarpo Quaresma — Lima Barreto

Diário Íntimo — Lima Barreto

Brás, Bexiga e Barra Funda — Alcântara Machado

Schopenhauer — Thomas Mann

A Capital Federal — Artur Azevedo

Antigonas — Sofócles

A Poesia Interminável —  Cruz e Sousa

Antologia — Antero de Quental

A Conquista — Coelho Neto

As Primaveras — Casimiro de Abreu

Carolina — Casimiro de Abreu

A Desobediência Civil — Henry David Thoreau

A Princesa de Babilônia — Voltaire

Pesquisar mais obras de literatura ou outros recursos digitais nas mais variadas áreas do conhecimento no site Domínio público:

http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.jsp

 

Filosofia, Crianças e Jovens: para quê? Oficina para para pais, professores e educadores

Junho 24, 2014 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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filosofia

mais informações:

https://www.facebook.com/events/1411146062489980/

Olimpíadas Nacionais de Filosofia 2013

Dezembro 31, 2012 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações Aqui

Inscrições até o dia 11 de janeiro de 2013

I Encontro de Filosofia para Crianças e Criatividade

Fevereiro 14, 2011 às 9:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações Aqui

Atelier – A Filosofia é Trabalhos de Pensar

Janeiro 26, 2011 às 11:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Finalidade: Educar para pensar: iniciar as crianças e os jovens na Filosofia, educá-los para o pensar e preparar uma cidadania responsável, preservando a dimensão ética do ser humano.

Metodologia: Programa de Filosofia para Crianças de Matthew Lipman e de Óscar Brenifier.
Programa CORT(r) de Edward de Bono
Objectivos Gerais:
A educação para o pensar
A filosofia prática aplicada à vida
Objectivos Específicos:
Promover o desenvolvimento pessoal e social da criança;
Desenvolver a sociabilidade da criança;
Desenvolver a capacidade de criatividade e de comunicação da criança;
Estimular o desenvolvimento global da criança;
Identificar os sentimentos, as emoções, o pensamento, comunicando-os aos outros;
Respeitar os sentimentos, as emoções, o pensamento dos outros;
Desenvolver vivências afectivas e pensativas, manifestando-as no seio do grupo;
Proporcionar diversos meios de comunicação, incentivando o diálogo e a troca de ideias sobre
emoções e pensamentos;
Promover a capacidade de olhar a mesma realidade pelos olhos dos outros;
Fomentar a utilização das emoções, sentimentos, pensamentos como meio de descoberta dos
outros e do mundo;
Estimular a criatividade e o pensamento lateral.
Destinatários:Crianças dos 4 aos 12 anos e respectivos pais
Data: 29 de Janeiro de 2011
Horário:
I Sessão – das 10h00 às 13h00
II Sessão – das 14h00 às 17h00
Preço: 15 €
Número mínimo de participantes: 4
Número máximo de participantes: 10
Orientadora: Dra. Joana Rita Sousa
http://joanarssousa.blogspot.com/
CCPE – Centro de Criatividade Pró-Ensino
Av. 5 de Outubro, no 23 – 1o
Tel: 210967875 / 919516896
http://www.ccpe.com.pt
Mail: contacto@ccpe.com.pt

Acção de Formação “Filosofia com crianças – Aprender a Pensar, Aprender a Participar”

Novembro 2, 2010 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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No Centro de Competências Piaget da ESE Jean Piaget – Campus Universitário de Almada, irá decorrer a Acção de Formação “Filosofia com crianças – Aprender a Pensar, Aprender a Participar”. Esta Acção de Formação está inserida no  plano de formação dirigida a Educadores de Infância e Professores dos 1.º e 2.º Ciclos do Ensino Básico, Ensino Secundário, Professores dos grupos 100 e 110. O calendário é o seguinte:

20 de Novembro (das 09:30 às 17:30)

27 de Novembro (das 09:30 às 17:00)

4 de Dezembro (das 09:30 às 17:00)

11 de Dezembro (das 09:30 às 17:00)

18 de Dezembro (das 09:30 às 17:00)

Esta acção de formação, acreditada pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua de Braga, confere 1,3 créditos para progressão na carreira.

valor de inscrição de 120€.

As inscrições deverão ser efectivadas nos serviços de secretaria/tesouraria até ao próximo dia 15 de Novembro.

A ficha de inscrição anexa deverá vir  acompanhada de Curriculum Vitae, Cópia de Bilhete de Identidade / Cartão de Cidadão e Cópia do Cartão de Contribuinte

Cristina Pereira

Instituto Piaget

Campus Universitário de Almada

Secretariado de Direcção

Telef. 21 294 6270 Fax: 21 294 6251

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