Chamo-me Nojood: tenho 10 anos, sou divorciada

Novembro 16, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Texto do http://expresso.sapo.pt/ de 21 de outubro de 2016.

Paula Cosme Pinto

Nujood Ali tinha 9 anos quando foi entregue a um homem adulto em troca de um dote. Não passava de uma criança quando se viu na condição de casada, entregue a um leito matrimonial onde deveria cumprir os seus deveres de esposa. Foi abusada sexualmente e espancada repetidamente. Numa primeira visita à sua família, contou à mãe o que se passava dentro das quatro paredes onde agora vivia, e a resposta que obteve foi um abraço, seguido de um singelo: “Filha, ele tem direito a fazer isso tudo.”

Encurralada numa realidade de sofrimento, NuJood fugiu. E sem saber que no país que a vira nascer o casamento infantil não era penalizado, dirigiu-se a um juiz e pediu o divórcio. Foi a primeira vez que tal coisa aconteceu no Iémen e a sua história real, de luta pela dignidade e liberdade, tornou-se não só num símbolo contra o casamento infantil, mas também da revolução das mulheres daquele país quanto às tradições que continuam a subjugar a figura feminina e a reduzi-la à categoria de uma simples mercadoria que pode ser trocada e vendida, sem direito ao livre-arbítrio. Em troca de cerca de cem euros, o divórcio foi-lhe concedido e hoje a pequena é uma adolescente livre do marido. Mas ainda presa à figura paterna.

Em 2008, a incrível história de NuJood inspirou um livro, intitulado “Nojood: 10 anos, divorciada”. Nesse mesmo ano, a menina e a advogada que a defendeu ao longo do processo foram agraciadas com o prémio Glamour Women of the Year, em Nova Iorque. A história encantou o mundo e puxou a atenção para o drama do casamento infantil. O livro – que se tornou num best-seller – inspirou depois um filme com o mesmo nome, que acaba de ser indicado para candidato aos Óscares 2017, na categoria de Melhor Filme Língua Estrangeira.

A cada minuto que passa há 28 meninas forçadas a casar

Avança hoje a Al-Jazeera que este é um momento histórico, uma vez que é a primeira vez que o Iémen faz uma candidatura do género à Academia. Para mim, é também altamente simbólico no que diz respeito aos pequeníssimos passos que o país tentar dar no que toca à igualdade de género, seja pela exposição do tema em causa – que continua a ser um problema grave no Iémen – como pelo facto de a realização do filme ser feita precisamente por uma mulher (algo raro no país). Ambas formas pouco diretas, mas certamente representativas, da assunção deste país quanto à necessidade de mudança de mentalidades. Incluindo a do próprio pai de Nujood, que mesmo depois de ter assistido à odisseia da filha mais velha, voltou a cometer o mesmo erro com a mais nova.

Khadija al-Salami, a realizadora, é conhecida pelo seu trabalho documental e o filme “Nojood: 10 anos, divorciada” foi a sua primeira incursão neste género de cinema. Inspirou-se não só em Nujood, mas também na sua própria história de vida que passa por um casamento forçado aos onze anos, uma tentativa de suicídio e um divórcio. Filmado antes da guerra civil que assola o país, o filme passa uma mensagem clara: a crueldade inerente ao casamento forçado de uma criança, a contínua desvalorização da figura feminina no Iémen, a tradicional subjugação da mulher ao homem, a agressão consentida e inquestionável, a violação dos direitos humanos com base no género. E, é claro, a eterna lacuna da lei no que toca a tudo isto.

É verdade que tanto meninos como meninas estão sujeitos à realidade do casamento infantil, mas o sexo feminino é de longe o mais afetado. Uma boa parte destas miúdas são casadas à força, sujeitas a abusos sexuais, violência doméstica e acabam encurraladas numa vida de dependência total que, simplesmente, não escolheram ter. Não basta prenderem os pais destas crianças para que esta realidade mude, é preciso reeducar populações inteiras, incluindo as mulheres, que têm de ter consciência de que a vida não tem de ser assim, por mais que séculos de tradições assim o ditem como verdade absoluta.

Dados da UNICEF revelam que atualmente existem mais de 700 milhões de mulheres vivas em todo o mundo que foram forçadas a casar na infância. Uma em cada três destas mulheres fizeram-no com menos de 15 anos. No que diz respeito à realidade dos dias de hoje, o resultado da pesquisa conjunta das 400 organizações que trabalham para o Girls Not Brides revela números que me tiram o fôlego sempre que penso neles: 15 milhões de meninas são casadas anualmente, ou seja, a cada minuto que passa há 28 meninas a serem forçadas a casar. Até quando isto vai continuar a acontecer?

 

Sonita – filme/documentário sobre uma adolescente afegã que luta pelos direitos das mulheres – 4 e 5 novembro no Centro Cultural Olga Cadaval

Outubro 21, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Vencedor do Grande Prémio do Júri 2016 Sundance Film Festival e Audience Award for World Cinema Documentary, Sonita é um filme/documentário sobre uma adolescente afegã determinada, que vive no Teerão e que sonha ser uma rapper famosa. No Irão, o governo não permite que as raparigas se destaquem na música (nem nas artes em geral). Segundo a tradição, o destino de uma jovem da sua idade seria tornar-se numa noiva adolescente para que a sua família recebesse o dote. Sonita munida de paixão e persistência, vai entretanto tornar-se numa activista. Investindo no seu sonho de se tornar rapper, ela vai lutar pelos direitos das mulheres tentando transformar os obstáculos em oportunidades.
Rokhsareh Ghaem Maghami, Irão, 2014, 90′
https://ff.hrw.org/film/sonita

https://www.facebook.com/events/1079183645534520/

 

Não podemos ajudar crianças sem ajudarmos os adultos que cuidam delas

Junho 1, 2016 às 10:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia do Observador de 29 de maio de 2016.

Agência Lusa

O documentário tem 90 minutos, é apoiado pela Unicef, e parte da ideia de que o desenvolvimento dos bebés não depende só do ADN, mas da interação com o ambiente e com aqueles que o rodeiam.

Um filme apoiado pela UNICEF apela aos líderes mundiais que invistam na primeira infância, “o melhor investimento que pode ser feito na humanidade”, e sugere que o segredo está em apoiar os adultos que cuidam delas.

“A janela mais eficiente que temos de criar uma sociedade criativa, igualitária, democrática e livre é na primeira infância”, disse à Lusa Estela Renner, a realizadora do filme “O Começo da Vida”, que será divulgado na quarta-feira, para assinalar o Dia da Criança.

Filmado na Argentina, Brasil, Canadá, China, França, Itália, Quénia e Estados Unidos, o documentário, de 90 minutos, parte da ideia de que os bebés se desenvolvem, não apenas a partir do seu ADN, mas da combinação entre a carga genética e as interações com aqueles que os rodeiam: a mãe, o pai, os avós, os irmãos, mas também a natureza ou as brincadeiras.

Com base em entrevistas a especialistas e famílias de diferentes estratos sociais em todos os países abrangidos, o filme da brasileira Estela Renner lembra que “um cérebro forte acontece a partir das ligações entre os neurónios e essas ligações só solidificam, só ficam permanentes se tiverem acontecido dentro de uma experiencia de qualidade, afetuosa e significativa”.

Como diz no filme o economista Flávio Cunha, da Universidade Rice, em Houston, EUA, “o afeto é a fita isolante das ligações entre os neurónios”.

Logo, defende a realizadora, o investimento deve ser feito “na qualidade das interações nos primeiros anos de vida”, nomeadamente através de apoios à parentalidade e na qualidade da formação dos cuidadores em creches e instituições.

“Se o pai ou a mãe está quatro horas no transporte público, o que acontece em muitos países em desenvolvimento, ele não tem mais energia para dar para o seu filho”, exemplifica.

E acrescenta: “Muitas famílias que eu entrevistei sabiam muito bem o que os seus filhos precisavam, mas eles não tinham o que comer. Eles sabem que brincar é importante, que ouvir os seus filhos é importante, mas como ter uma mente tranquila para poderem interagir com os filhos?”.

No filme, o Nobel da Economia James Heckman diz que “cuidar dos bebés é o melhor investimento que pode ser feito na humanidade” e cita um estudo que realizou nos EUA e que concluiu que cada dólar investido nos primeiros anos de vida resulta num retorno de sete a dez dólares para o Estado ao longo da vida, nomeadamente em poupanças em centros de detenção e recuperação.

“O que descobrimos é que há um retorno de sete a 10% por ano, o que é um retorno muito grande, muito mais elevado do que a bolsa nos EUA”, diz o economista.

Também entrevistada no documentário, Leah Ambwaya, ativista pelo direito das crianças e presidente da fundação queniana Terry Children, defende que “um Governo que leve a sério o desenvolvimento das crianças ou o futuro das suas crianças é um Governo que investe na parentalidade, criando oportunidades para os pais que lhes permitam ter qualidade de vida com os filhos”.

O problema, diz Jack Shonkoff, diretor do Centro para a Criança em Desenvolvimento, da Universidade de Harvard, é que muitas vezes os políticos querem ajudar as crianças, mas não querem apoiar os adultos.

“Mas a ciência diz-nos que não podemos ajudar crianças sem ajudarmos os adultos que cuidam delas”, alerta.

Estela Renner vai mais longe: “Quando a gente diz que é preciso uma vila para cuidar de uma criança, precisamos de uma vila para cuidar do adulto que está a cuidar dessa criança”.

Para a realizadora, de 42 anos, essa responsabilidade não é só dos políticos e das instituições. É de todos.

“Dizer: eu faço um bom trabalho com os meus filhos, está suficiente. Não está. Tem de fazer um bom trabalho para todos os filhos. Somos todos responsáveis”, defende.

 mais informações:

http://www.unicef.pt/18/site_pr_unicef_lancamento_filme_o_comeco_da_vida_2016_05_25.pdf

 

 

Tráfico humano: uma menina, a realidade de milhões

Abril 4, 2016 às 9:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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texto do Expresso de 29 de março de 2016.

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Paula Cosme Pinto

Lakshmi tinha 13 anos quando foi levada da sua aldeia nos Himalaias, com a promessa de um bom trabalho na casa de uma família indiana. Ao chegar a Calcutá, o cenário que encontrou era tudo menos o que lhe foi prometido a si e à sua família: viu-se confinada às quatro paredes de um quarto da Hapinness House, um bordel onde foi brutalizada durante anos a fio sem escapatória possível. A história de Lakshmi não é real, mas representa em muito as histórias dos milhões de meninas que todos os anos são raptadas para tráfico sexual. “Sold” é o filme que lhes dá voz e que promete pôr o mundo a pensar sobre o drama do tráfico humano.

Já há uns meses escrevi aqui sobre a hedionda realidade das “Escravas do Poder”, revelada em livro pela escritora, ativista e investigadora mexicana, Lydia Cacho. As ligações tentaculares do tráfico humano parecem estender-se a um sem fim de indústrias, desde o turismo à pornografia, contrabando, venda de órgãos e terrorismo. Um tipo de crime que atravessa o mundo inteiro, totalmente impune, invisível aos cidadãos e ignorado por políticos que fingem não ver. Ou que dependem desta grande rede para manter a sua vida de ostentação. “Sold” conta tudo isso.

Falar deste tema é essencial. Ao contrário do que muitos pensam, a escravatura continua a ser um problema dos nossos tempos. Os números não mentem: mais de vinte milhões de pessoas sofrem atualmente nas malhas do tráfico de seres humanos, sendo que o trabalho forçado e a escravidão sexual são dois dos maiores destinos de quem é raptado. No segundo caso, mais de 2 milhões de crianças fazem parte do rol de vítimas. E em mais de 98% das situações de tráfico sexual, as meninas e as mulheres são os alvos escolhidos.

Cerca de 500 dólares por criança

Há quase um ano, aquando do terramoto que assolou o Nepal, as autoridades competentes lançaram um alerta global para a necessidade de ação célere para evitar raptos massivos de crianças no país. Estima-se que todos os anos cerca de 15 mil meninas e adolescentes sejam levadas, com destino aos bordéis indianos. No Nepal, por cada criança estima-se que um traficante receba cerca de quinhentos dólares. Um crime abominável transformado em negócio para muitos dos que vivem em países subdesenvolvidos.

Lakshmi não é uma menina real, mas a sua personagem e todas as suas vivências ao longo do filme foram criadas com a ajuda de ONG’s que se dedicam precisamente a esta área de trabalho. Os relatos das inúmeras vítimas resgatadas da teia do tráfico humano serviram de inspiração para o enredo, que conta ainda com a inclusão da história real de Lisa Kristine (interpretada por Gillian Anderson), uma famosa fotógrafa que tem dedicado a sua carreira a abordar temas fraturantes como a escravidão dos tempos modernos

Baseado no livro de Patricia McCormick com o mesmo nome, o filme é realizado por Jeffrey D. Brown e conta com nomes como Emma Thompson – eterna voz ativa na luta pelos direitos das mulheres – na produção. Parte das receitas vão ser direcionadas para organizações que se dedicam a resgatar, reabilitar e devolver à vida vítimas de tráfico humano na Índia e no Nepal.

Já com alguns grandes prémios na bagagem, “Sold” chega às salas de cinema em abril e é um daqueles filmes que todos nós deveríamos ver. Não pela bizarria da história, mas sim pelo alerta que ela transmite focando a realidade vivida por tantas crianças mundo fora. A forma como uma vida pode não ter valor algum e a simplicidade com que se ludibria alguém que vive na pobreza. Factor que – como diria Lydia Cacho – “é não só um campo fértil, como o motor de sementeira de escravas e escravos no mundo.”

 

 

 

Filme Photomaton – Retratos de João dos Santos, disponível no site joaodossantos.net

Fevereiro 29, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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visualizar o filme no link:

https://joaodossantos.files.wordpress.com/2016/02/photomaton-mp41.mp4

Photomaton – Retratos de João dos Santos, filme de Tiago Pereira e Sofia Ponte, sobre o Drº João dos Santos, Sócio n.º 1 do Instituto de Apoio à Criança.

“O filme documenta aspectos da vida de João dos Santos (1913-1987) que contribuem para uma reflexão sobre a contemporaneidade do seu pensamento. Médico, psiquiatra de formação, foi pioneiro na organização da saúde mental infantil em Portugal. A sua vasta cultura e activa intervenção cívica polarizaram à sua volta um vasto conjunto de discípulos e intelectuais de várias formações.”

 

Filme – Como estrelas na terra

Dezembro 15, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Texto do site http://theblogteacher.blogspot.pt  de 27 de novembro de 2015.

Sexta é sempre dia de algo multimédia, um filme extraordinário sobre a dislexia! Simplesmente delicioso!

“O filme conta a história de um menino e 9 anos chamado Ishaan Awasthi, ele sofre de dislexia, estuda em uma escola normal e repetiu uma vez o terceiro período e está correndo o risco de isso acontecer de novo. O menino diz que as letras dançam em sua frente e não consegue acompanhar as aulas e nem prestar atenção. Seu pai acredita que ele é indisciplinado e o trata com rudez e falta de sensibilidade.

Quando o pai é chamado na escola para conversar com a diretora, o mesmo decide levar o filho a um internato. O menino fica com menos vontade de aprender e de ser uma criança, ele acaba ficando deprimido, sente a falta da mãe, do irmão mais velho e da vida. A filosofia do internato é “Disciplinar Cavalos Selvagens”. De repente aparece um professor substituto de artes, este não era um professor tradicional, não seguia rigorosamente as normas da escola, tem uma metodologia própria.

Quando o professor conhece Ishaan, percebe que o menino sofre de dislexia e decide ajudá-lo. Este não era um problema desconhecido pelo educador que decide tirar o garoto do abismo no qual se encontrava . Ele ensinou Ishaan a ler e escrever, a partir desse momento o menino vai superando a opressão da família e suas próprias limitações, passa a ver a dentro da escola, um novo significado. O filme mostra a importância do professor e seu poder de transformação nos alunos. É necessário que o educador tenha sua própria metodologia de ensino, de forma a estimular a compreensão dos alunos, tornando a sala de aula, um lugar agradável e estimulante.

Na escola onde Ishaan estudava, os professores só corrigiam os erros gramaticais dele e não percebiam que ele era uma criança especial, que precisava ser compreendida, e junto com seu professor pudesse ampliar seus conhecimentos, desenvolvendo a habilidade de leitura e escrita. No filme “Como Estrelas Na Terra o professor substituto usa uma metodologia de ensino inovadora, onde existe a motivação, usa o conhecimento de mundo dos alunos, buscando aprofundar e ampliá-los. O educador consegue mobilizar a escola a respeito da diversidade que existe na sala de aula, mostrando que é possível fazer com que o aluno desenvolva sua capacidade de aprendizagem a partir da compreensão e do incentivo do educador.

O filme mostra uma lição de vida. Um garoto que foi tratado com respeito por um professor, que soube valorizar e entender as diferenças, usa como forma de expressão a arte, incentivando-o e mostrando-o que seu problema pode ser superado e que sua deficiência não o tornava diferente dos outros. A dislexia é uma doença que está longe de ser solucionada, e o que salvou o garoto não foi a descoberta da doença, mas sim, os novos métodos utilizados pelo educador, fazendo com que o menino aprendesse a lidar com sua diferença. Este filme retrata a realidade na qual vivemos, os alunos com diversas deficiências são colocados em escolas normais e infelizmente as escolas regulares e os professores não estão preparados para essa mudança. ” retirado da descrição do Youtube, criado pelo PORTAL EDUCAÇÃO

 

5ª Sessão do Ciclo Filme e Psicanálise APPSI 2015 – Infâncias – exibição e discussão do filme Fanny e Alexander (Ingmar Bergman, 1982)

Junho 18, 2015 às 3:32 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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CICLO FILME E PSICANÁLISE APPSI 2015 : INFÂNCIAS

À luz do tema deste ano, Infâncias, a Comissão de Filme e Psicanálise da APPSI vem desafiá-l@ a participar na exibição e discussão do filme Fanny e Alexander (Ingmar Bergman, 1982).

Com uma cinematografia de cortar a respiração, este filme é um fascinante mergulho na infância, a partir dos olhos de duas crianças de uma família do começo do séc. XX. O fantasma da infância, que assombra fortemente toda a obra de Bergman, assume uma posição central neste que é um dos seus filmes mais pessoais e intimistas: “Eu penso na minha infância com prazer e curiosidade.

A minha imaginação e sentidos foram alimentados e eu não me lembro de tédio; de facto, os dias e as horas explodiam em maravilhas, cenários imprevisíveis e momentos mágicos. Ainda consigo vaguear pelos cenários da minha infância e tornar a experienciar as luzes, os cheiros, as pessoas, as salas, os momentos, os gestos, os tons de voz e os objetos”.

A sessão terá lugar no próximo sábado, dia 20/06, às 21:00, na sede da APPSI – Av. Guerra Junqueiro, 2 – 2º Lisboa. A entrada é livre mas os lugares são limitados.

Todas as inscrições devem ser feitas para  appsi.comunicacao@gmail.com

Contamos com a sua participação!

A Comissão de Filme e Psicanálise Ana Guedes Elizabete Miranda

mais informações no link:

http://iarpp.pt/appsi/portfolio/detail/ciclo-de-cinema-e-psicanalise-2015-infancias

ReMoved – Um filme sobre adoção

Junho 18, 2015 às 6:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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texto do site http://psicologiaacessivel.net de 5 de junho de 2015.

ReMoved (ou, “Removida” em português), é um curta-metragem ganhador de vários prêmios, que mostra o ponto de vista de uma garotinha dentro do sistema de adoção.

Um importante tema ainda a ser discutido, que nos faz perceber a nossa responsabilidade sobre o futuro de todas as crianças da sociedade, inclusive as institucionalizadas. Não podemos culpabilizar as crianças pela realidade em que elas foram expostas, pelo contrário, nós, adultos é que somos responsáveis por elas e pelo seu futuro. Todos nós, aliás.

O vídeo discute também a questão de famílias adotivas que “devolvem” a criança ao abrigo e o impacto negativo disso na vida delas. Um vídeo que vale a pena ser assistido. Cada minuto!

Confira:

 

 

 

“X+Y” uma viagem ao mundo do autismo – trailer

Março 20, 2015 às 11:45 am | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Texto do Euronews de 11 de março de 2015.

“X+Y” é a nova película do realizador Morgan Matthews. Uma história de luta e coragem baseada num documentário do mesmo cineasta e que retrata o autismo, com todos os desafios que ele comporta:

“O filme tem por base um documentário que fiz, há oito anos, chamado “Beautiful Young Minds”, inspirei-me muito nesse documentário, para fazer este filme. Inspirei-me, particularmente, no jovem que participou nele, Daniel Lightwing, foi ele a base para o personagem Nathan em “X+Y”“, explica o realizador.

Nathan é autista e, para lá de todas as dificuldades, ele encontra o seu caminho. Um percurso que o jovem ator, Asa Butterfield, teve também de percorrer:

“Não me limitei a falar com o Daniel, fui a escolas onde estudam crianças e adolescentes que passam por situações semelhantes e coube-me a mim descobrir como é que isso os mudou e as dificuldades pelas quais eles passam e isso ajudou-me a criar o personagem”, adianta o ator.

Ao ser escolhido para representar a Grã-Bretanha nas Olimpíada Internacional de Matemática Nathan embarca numa viagem inesperada, de descoberta. Nada mais será como dantes.

Copyright © 2015 euronews

Debate e Exibição do Filme J.A.C.E. que aborda o Tráfico de Crianças

Março 24, 2014 às 2:30 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Debate e Filme J.A.C.E.

Cinema City Alvalade (Lisboa): debate às 10h e filme às 11h

No dia 29 de Março haverá uma sessão especial com exibição do filme “J.A.C.E.” às 11h00, precedido de um debate às 10h00 com a presença de representantes do Instituto de Apoio à Criança, Observatório de Tráfico de Seres Humanos e Comissão Nacional de Proteção de Crianças e Jovens em Risco.

O filme “J.A.C.E.” estreia no próximo dia 27 de Março no Cinema City Alvalade (Lisboa) e ficará em exibição até dia 2 de Abril com sessão sempre às 19h00. O filme é uma coprodução portuguesa com a Grécia, Turquia e Macedónia, realizada por Menelaos Karamaghiolis e com a participação especial de Diogo Infante.

Este filme narra as histórias de uma criança raptada por uma rede internacional de tráfico de menores, de um polícia que durante uma vida inteira procura encontrar estas crianças e de um perigoso submundo nos bastidores do circo. A síndrome de J.A.C.E (Just Another Confused Elephant) explica como jovens elefantes, crescendo órfãos, em condições de cativeiro, e privados do modelo paternal, se tornam particularmente agressivos e perigosos.

Cinema City Alvalade (Lisboa)

Av. De Roma, 100

1700-352 Lisboa

Bilheteiras:+351 218413040

E-mail:alvalade@cinemacity.pt

Teaser do filme J.A.C.E.

jace

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