Filipinas quer passar responsabilidade criminal dos 15 para os 9 anos de idade

Janeiro 4, 2017 às 10:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia do http://pt.euronews.com/ de 29 de dezembro de 2016.

As Filipinas estão a discutir um projeto de lei que pretende reduzir a responsabilidade criminal de menores no país, dos 15 para os 9 anos.

Esta reforma do Código Penal filipino faz parte da guerra declarada pelo presidente das Filipinas contra o tráfico de drogas.

Rodrigo Duterte alega que as crianças com menos de 15 anos estão a ser usadas para cometer crimes e traficar drogas porque não podem ser punidas.

No início de dezembro, Duterte afirmou que o país estava a criar uma “geração de criminosos” e que deviam tomar-se medidas.

April Amistoso trabalha como assistente social num centro educativo de Bahay Tuluyan, onde as crianças são retiradas da rua e ajudadas quando se envolvem em problemas com a lei.

Para Amistoso, prender menores não é “uma solução”:

“Se punirmos crianças agora, quando crescerem isso voltará a acontecer. Serão rotuladas como criminosas. Mas se as ajudarmos, elas podem vir a tornar-se um fator positivo na comunidade”.

As Nações Unidas estipulam que a idade de responsabilidade penal não pode ser inferior aos 12 anos.

Mas Duterte parece reunir apoiantes nas ruas filipinas.

“Precisamos desta lei porque os adultos podem usar crianças para cometer crimes. Usam-nas porque sabem que não podem ser presas, ao contrário dos adultos que cometem crimes e podem ser condenados à prisão”.

Desde que Duterte subiu ao poder, há 6 meses, mais de 6000 pessoas foram assassinadas nesta guerra contra as drogas.

Esta quinta-feira, pelo menos 7 pessoas foram mortas, 3 delas eram menores.

 

 

Menino sem-abrigo que estuda à luz do McDonalds ganhou bolsa de estudo

Julho 13, 2015 às 10:08 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Sol de 12 de julho de 2015.

Joyce Torrefranca

O menino que se vê na fotografia tem apenas nove anos. Chama-se Daniel Cabrera, vive nas Filipinas e é um bom aluno. A família não tem casa e por isso todos os dias aproveita a luz de um restaurante McDonalds e com um pequeno banco ergue o seu pequeno escritório na rua, onde faz os trabalhos de casa.

Joyce Torrefranca, uma aluna de Medicina que vive na mesma cidade filipina, Mandaue, passou por Daniel e não resistiu a tirar uma fotografia ao menino, que partilhou na sua página de Facebook. “Fiquei inspirada por este miúdo” escreveu, nunca pensado que o seu post teria mais de 9 mil partilhas até agora (continuam a aumentar).

A imagem correu mundo e gerou-se uma onda de solidariedade em torno de Daniel. Resultado: conseguiu angariar dinheiro para uma bolsa de estudo para o menino. Até a polícia local se juntou para comprar alimentos e outros bens de necessidade para Daniel e a sua família.

“Nunca pensei que uma fotografia fizesse tanta diferença. Obrigada a todos por partilharem a imagem. Com isso, fomos capazes de ajudar o Daniel a alcançar os seus sonhos. Espero que a história de Daniel continue a sensibilizar os nossos corações para que sejamos sempre inspirados e motivados em todas as situações que enfrentarmos nas nossas vidas”, escreveu entretanto Joyce.

 

 

 

 

Criança que estuda na rua comove o Mundo

Julho 9, 2015 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 1 de julho de 2015.

Foto Facebook

Daniel aproveita a luz da rua para estudar, porque não tem eletricidade em casa

C.L.

É mais uma imagem a dar a volta ao planeta pelas redes sociais. Um menino que não tem eletricidade em casa, aproveita a da rua para estudar. Um exemplo de força quando não se tem quase nada.

A imagem foi publicada na página de Facebook de Joyce Gilos, que disse sentir-se inspirada pelo menino, que se chama Daniel. A partir daí, sucederam-se as partilhas e o caso chegou à Imprensa.

Daniel foi fotografado numa rua de Cebú, nas Filipinas, um país onde 17% da população não tem acesso à rede de eletricidade, segundo dados de 2010 do Banco Mundial.

Ao jornal “El Comercio”, Joyce Gilos disse que “como estudante, ele foi uma inspiração para trabalhar mais. Tenho a sorte de os meus pais me terem podido mandar para a escola. Eu vou estudar para cafés. Este menino mexeu comigo”.

 

As crianças órfãs do turismo sexual nas Filipinas

Janeiro 1, 2015 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site http://www.swissinfo.ch/por

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mais fotos aqui

“Papai foi embora” é uma série de fotografias de crianças nascidas do turismo sexual nas Filipinas.

A 80 quilômetros ao norte de Manila, Angeles City é conhecida por seus locais de prostituição. Até 1991, a cidade abrigava a base aérea de Clark, a maior da US Air Force fora dos Estados Unidos. Foi ela que gerou o aparecimento de numerosos bordeis e bares de striptease, tornando a cidade um destino favorito para turistas sexuais que visitam o país.

Hoje, cerca de 12 mil mulheres trabalham em estabelecimentos ao longo da Fields Avenue. Ao contrário do que acontece na Tailândia, os clientes nas Filipinas procuram uma “experiência de relacionamento”, que pode durar algumas semanas ou meses.

Todos os anos, milhares de crianças nascem dessas relações. Os pais, sejam eles americanos, australianos, britânicos, alemães, suíços, coreanos ou japoneses, muitas vezes abandonam sua prole. Neste país muito católico, o aborto é considerado crime. Estas crianças crescem como podem, em busca da identidade delas.

As fotos foram tiradas em Angeles City, em agosto de 2014.

(Texto e imagens © Stephanie Borcard & Nicolas Metraux)

http://www.bm-photo.ch/

 


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