Estudo da Universidade de Roma prova que ler deixa as pessoas mais felizes

Fevereiro 20, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do http://diariodigital.sapo.pt de 26 de janeiro de 2016.

Consultar os resultados do estudo mencionado na notícia no link:

http://www.fep-fee.eu/The-Happiness-of-Reading

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É senso comum dizer que ler faz bem, que proporciona aos leitores inúmeros benefícios intangíveis. No entanto, é difícil encontrarmos estudos que comprovem essas teses. Ou era difícil. Investigadores da Universidade de Roma 3, em Itália, realizaram um trabalho com cerca de 1.100 pessoas para encontrar a resposta para duas questões: «Quem lê livros é mais feliz do que quem não lê?» e «A leitura melhora o nosso bem-estar»? A conclusão, apresentada no artigo «The Happiness of Reading», é bastante clara: os leitores são mais felizes e encaram a vida de forma mais positiva que os não leitores.

A pesquisa é dividida em tópicos e o primeiro deles aponta que quem lê é mais feliz do que quem não lê. Para chegar a tal conclusão, utilizaram a escala proposta pelo sociólogo holandês Ruut Veenhoven, que mensura o grau de felicidade das pessoas entre 1 e 10.

Os leitores tiveram uma pontuação 7,44, enquanto os não leitores, 7,21, diferença tida como significativa pelos pesquisadores.

Como uma outra forma de mensurar a felicidade, também usaram a escala de Cantril – conhecida como a de Bem-estar Subjectivo -, na qual os leitores ficaram com 7,12 e os não leitores, 6,29, numa métrica igual a de Veenhoven.

Já com a escala de Diener e Biswas, que vai de 6 a 30, os pesquisadores puderam analisar a diferença na maneira que leitores e não leitores vivenciam sensações positivas e negativas. Quem lê tem uma percepção maior de emoções como felicidade e contentamento (21,69 X 20,93), enquanto quem não lê sente mais sensações como tristeza e fúria (17,47 X 16,48).

Por fim, os académicos também constataram que os leitores são pessoas mais satisfeitas com a forma como usam o seu tempo livre, que a leitura é o que há de mais importante nas horas de ócio e que, no entanto, ler é apenas a quarta actividade que mais realizam enquanto não estão a trabalhar, ficando atrás de praticar desportos, ouvir música e ir a eventos culturais como exposições, teatro ou cinema.

Ou seja, ler torna-nos realmente humanos melhores.

 

 

 

Brincar é tão importante quanto aprender

Fevereiro 1, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Entrevista do http://lifestyle.sapo.pt  a Eduardo Sá

Artur

Brincar é meio caminho andado para um desenvolvimento saudável. «As crianças saudáveis e felizes têm a vista na ponta dos dedos e a cabeça no ar, fazem uma asneira de oito em oito horas e esgotam as quotas de impertinência a que têm direito», refere Eduardo Sá. Em entrevista à Prevenir, o psicólogo clínico aponta pistas da felicidade na infância dos dias de hoje. O especialista incentiva os pais a reviverem as memórias do tempo em que brincavam e a acabar com a sobreproteção dos mais pequenos, reclamando inclusive o direito à dor.

Recorde-nos a sua infância. Quais os momentos de maior felicidade de que tem memória?

Enquanto criança, recordo como os mais puros momentos de deleite, estar, com apenas dois anos, tardes inteiras com a cabeça no colo da minha avó.

Podemos tirar lições da criança que fomos para nos tornarmos melhores pais?

Sem dúvida, mas existem duas questões que me preocupam. Ou os pais nunca foram crianças ou talvez se tenham esquecido das crianças que foram. Parecem perder o coração e a alma. Tornam-se mais tecnocráticos do que propriamente pais, por vezes por se sentirem atropelados com algumas experiências infantis que tentam de tal forma fugir delas, fazer diferente, melhor, que quando se dão conta estão a ser outra coisa que não pais, lutam contra fantasmas.

Um exemplo disso acontece quando se tenta explicar às crianças para onde vão as pessoas quando morrem, como se a morte fosse um assunto perfeitamente esclarecido e resolvido dentro dos pais. Nas questões essenciais, não somos tão crescidos assim.

Quais são as principais diferenças entre a infância do seu tempo e a de hoje em dia?

Somos a civilização que criou, até hoje, as melhores crianças. Demagogia à parte, nunca os pais foram tão atentos e cuidadosos e nunca as crianças foram tão felizes… até à entrada na escola. O que acho dramático é que esses pais, até a essa altura fabulosos, parecem perder a compostura.

Acham que, de repente, a escola é mais importante do que devia ser ao mesmo tempo que afirmam que antigamente ocupava menos tempo, aprendia-se o mesmo e eram mais felizes. Os pais querem sempre transpor o que de melhor tinha a sua infância para a dos seus filhos. Então, porque não questionar as horas de aulas de hoje?

Hoje é mais fácil ou mais difícil fazer uma criança feliz?

Fazer uma criança feliz exige sempre uma adaptação dos pais. Se os pais não desistirem desse estatuto, isso vai fazer a criança ser mais feliz. Preocupa-me que, por vezes, as agendas das crianças sejam preenchidas por outras pessoas que não os pais. A família é sempre muito mais importante que a escola. Brincar é tão importante quanto aprender.

Quando as crianças estão na escola quando podiam estar com os pais, isso revela que as hierarquias estão desajustadas. A formação escolar é tão importante quanto a escola da vida e é isso que ajuda a resolver os problemas quotidianos.

Quais os novos desafios para os pais e para os filhos atualmente?

Hoje, o desafio mais importante para os pais é abandonar a ideia de que as crianças e os jovens são de porcelana. A ideia de, por exemplo, as crianças frequentarem o mesmo grupo desde o primeiro ciclo até ao nono ano é um atentado  à saúde mental. As crianças ganham mais se tiverem outros colegas e professores. Tornam-se mais versáteis.

Às vezes, de tanto querer proteger as crianças, estamos a criar uma imunodeficiência à dor. Devemos reabilitar o direito à dor. Assim, vamos ter crianças mais felizes pois é preciso errar para aprender e desenvolver uma espécie de sexto sentido».

Haverá uma chave para a felicidade das crianças?

Ninguém é feliz sozinho. Devemos defender a convivência familiar. Tirar a televisão do quarto das crianças e da hora do jantar e promover o convívio. O que torna as crianças felizes é sentirem a presença dos pais. Quanto mais elas tiverem os pais nas suas vidas mais felizes serão. E brincar com elas e deixá-las brincar. Falamos de algo que deveria ser património da humanidade e uma das chaves da felicidade.

E existirá uma fita métrica dessa felicidade? Como podem os pais saber se o seu filho é feliz?

Quando as crianças estão distantes ou quando estão invariavelmente sob um registo eufórico, algo está mal. As crianças saudáveis são aquelas que, de quando em vez, ficam tristonhas. Se não vivermos a dor devagarinho não conseguimos ser felizes. Têm a vista na ponta dos dedos e a cabeça no ar, fazem uma asneira de oito em oito horas e esgotam as quotas de impertinência a que têm direito.

Fazer uma criança feliz tem mais a ver com dar à criança o que ela quer ou dar-lhe o que ela precisa?

Os pais devem ser uma entidade reguladora. Devem definir regras de acordo com as suas convicções, de bom-senso e sabedoria.  Os maiores inimigos dos bons pais são os pais bonzinhos. Não é por se fazer todas as vontades às crianças que elas gostam mais de nós e são mais felizes.

Como podemos ajudá-las a lidar com as frustrações?

É importante que as crianças sintam a derrota pois a vitória, por vezes, escapa-nos. No entanto, aos pais aconselho que sejam convincentes nas suas decisões, que incutam respeito.

Qual a importância da felicidade na construção da personalidade de uma criança?

A felicidade de uma criança é o maior alicerce da sua personalidade. Quanto mais tivermos cuidado nos primeiros dois anos de vida, mais criamos crianças com um conjunto de recursos que as tornam afoitas, seguras de si, expeditas e curiosas. Obviamente que, enquanto tivermos este cuidado, podemos ter a certeza que vão constipar-se, sentir perto a morte de alguém da família, mas vão manter o equilíbrio, continuar organizadas.

Se, pelo contrário, as protegermos excessivamente, tentando evitar frustrações, à primeira contrariedade vão partir-se como se de uma peça de porcelana se tratasse e, isso sim, é trágico.

 

As crianças são mais felizes se:

  1. Os pais exibirem versatilidade e adaptação.
  2. A família for encarada como muito mais importante que a escola.
  3. Brincar for entendido como tão importante quanto aprender.
  4. Os pais forem sempre o mais presentes possível.
  5. Os pais servirem de entidade reguladora.
  6. Os pais lidarem com as frustrações das crianças com todo o orgulho.
  7. Filhos e pais sentirem um orgulho recíproco.
  8. Os pais optarem por uma filosofia de transparência e de autenticidade.
  9. Se os pais abandonarem a ideia de proteger excessivamente as crianças.

Texto: Carlos Eugénio Augusto com Eduardo Sá Psicólogo (clínico e psicanalista) com Artur (fotografia)

 

 

 

English children among the unhappiest in the world at school due to bullying

Setembro 7, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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notícia do http://www.theguardian.com  de 19 de agosto de 2015.

Phil Boorman Corbis

An estimated half a million 10- and 12-year-olds are being physically bullied at school, according to a study by the Children’s Society. Photograph Phil Boorman Corbis

Sally Weale Education correspondent

Violence and poor relationships with teachers puts English children 14th out of 15 countries surveyed for happiness at school as charity calls for action.

Children in England are unhappier at school than their peers in almost every other country included in a new international survey, with widespread bullying causing huge damage to their wellbeing.

An estimated half a million 10- and 12-year-olds are physically bullied at school, according to a study by the Children’s Society, which found that 38% of children surveyed had been hit by classmates in the last month.

In an international comparison of children’s happiness in 15 countries, the report concluded that children in England were unhappier with their school experience than their peers in 11 other countries, including Ethiopia and Algeria.

The findings, which are outlined in the Children’s Society’s annual Good Childhood report, carried out in collaboration with the University of York, paint an alarming picture of children’s experiences at school in England, and their wider sense of wellbeing.

Matthew Reed, chief executive of the Children’s Society: “It is deeply worrying that children in this country are so unhappy at school compared to other countries, and it is truly shocking that thousands of children are being physically and emotionally bullied, damaging their happiness. School should be a safe haven, not a battleground.”

According to the report, children who were bullied frequently were six times more likely to have a low sense of wellbeing than children who had not been bullied.

Children in English schools were also the most likely to have experienced being left out by classmates in the last month, with half of all those questioned complaining of feeling excluded. Boys were 50% more likely to have been hit by classmates than girls, while girls were 40% more likely to have felt left out.

Feeling left out

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On average, 11% of children said they were dissatisfied with school life, with particularly poor relationships with teachers upon which England was ranked 14th out of the 15 countries. They were also unhappy about what they were learning (11th in the rankings) and with their classmates (12th).

The study also reveals that children in England are particularly unhappy about their appearance. Girls came bottom in terms of their satisfaction with their appearance and self-confidence compared with girls elsewhere, with the exception of South Korea.

They were more than twice as likely as boys to feel unhappy with their bodies (18% compared with 8%), with few other countries in the study showing the same gender difference.

Low happiness

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The report also highlights the difference in children’s experience of primary and secondary schools with children in year six, the top year of primary, much more likely to say they enjoy going to school (61%), compared with just 43% in year 8.

The international research is based on a survey of 53,000 children aged 10 and 12 in England, Germany, Norway, South Korea, Poland, Estonia, Spain, Turkey, Romania, Algeria, South Africa, Israel, Ethiopia, Colombia and Nepal.

Overall, it concludes that children in England are unhappier with their lives than those in 13 other countries including Israel and South Africa, with only South Korea lagging behind.

Interestingly, however, the report points out that children in England have relatively high satisfaction with five particular aspects of their life – their friendships, money, possessions, their relationships with relatives they don’t live with and their local police.

As a result of its findings, the Children’s Society is calling on the government to make it mandatory for schools in England to provide counselling to pupils, and is urging schools to help children’s wellbeing by tackling bullying and promoting physical exercise.

“Despite a long period of austerity, we are one of the richest nations in the world yet the happiness of our children is at rock bottom,” said Reed. “They are unhappy at school and are struggling with issues around their appearance and self-confidence.

“We know that this is related to their mental health and can prevent them flourishing. We need to urgently find a way to make young people feel happier about their lives to avoid storing up problems for the future. Giving children a happy childhood should be our top priority.”

Professor Jonathan Bradshaw, of the department of social policy and social work at the University of York, said: “Although we know from previous work that most children in England are positive about their lives, these comparisons show where we could be doing better for our children.

He added: “Children are our future. Their wellbeing matters to us all. As a nation we pay enormous attention to the wellbeing of our economy, the state of the weather, sporting league tables, the City and the stock market.

“Indicators of these take up pages of the media every day. We need to make more effort to monitor the wellbeing of our children and we need to devote more resources to understanding how they are doing and to ensuring that their childhood is as good as it can be.”

Children’s mental health has become a key issue for campaigners in recent years, with concerns about cutbacks in adolescent mental health services. Lucie Russell, of the mental health charity, YoungMinds, said not enough was being done to support children facing enormous pressures including stress at school, body image issues and cyberbullying.

“We just cannot ignore that in Britain so many children are suffering. These findings must not be dismissed as simply an inevitable part of growing up. Children in England are worryingly falling a long way behind in their level of happiness in comparison to other countries and action must be taken to address this.

“It is vital that we invest in early intervention services so that we provide support for children and young people when they first start to struggle. Too often children have to wait until their problems hit crisis point before any kind of help kicks in. ”

Kevin Courtney, deputy general secretary of the National Union of Teachers, said: “There needs to be the time devoted in the curriculum to preventing bullying through challenging negative attitudes. The lessons learned make a significant difference to pupils’ attitudes, not only during their school career but throughout their adult life as well.”

He also accused the government’s accountability agenda of putting pressure on children. “Children can now expect to be branded ‘failures’ when barely into primary education, and many of those who undergo high-stakes tests and examinations at all stages of school life experience serious stress-related anxiety.”

A government spokesperson said: “The best schools create a happy, safe and supportive environment for children, laying the foundations for fulfilment in adulthood. Bullying of any kind is unacceptable and all schools must have measures in place to tackle it. That is why we are providing more than £7m to help schools tackle bullying head on.

“We are also promoting greater use of counselling in schools, improving teaching about mental health, and supporting joint working between mental health services and schools. This will ensure children can thrive both inside and out the classroom.”

The Children’s Society is a national charity which works with vulnerable children and young people and campaigns on their behalf.

‘Bullying is soul-destroying’

Tamanna Miah is 22 and in her third year at university, but still carries the emotional and physical scars from the racial bullying she suffered throughout primary and secondary school.

Her family are from Bangladesh and she grew up in Sevenoaks, Kent, where she was the only non-white child in her primary school. The bullying started almost as soon as she began school, she says, around the age of four.

Martin Godwin for the Guardian

Tamanna Miah says she was bullied from the time she started primary school onwards. ‘They did everything to make my life hell.’ Photograph: Martin Godwin for the Guardian

“I was the only Asian kid in my area and in my school. People used to bully me for my looks, my skin colour … they did everything to make my life hell. They called me names, put sticks and rubbish and chewing gum in my hair.

“They would chase me and throw things at me. They pushed me off a wall. Even today I’ve still got the marks on my leg from when that happened. Staff often ignored it. They would say I was being silly, that I was making it up.”

Miah was so unhappy at school her parents had to drive her there “kicking and screaming”; she would pretend to be ill and try to hide to avoid going to school. She began to lose confidence in the way she looked and used her mother’s skin products to try to lighten her skin so she would “fit in” with her peers.

Bullying has changed her life, she says. “It’s soul-destroying, it really is. I know how much I suffered and I wouldn’t want anyone else to go through it. I suffered severe depression and anxiety as a result. I was so isolated.

“I had no confidence, I had no self-esteem. I couldn’t talk to my parents and my teachers didn’t understand. I felt suicidal a lot of the time.”

Far from school being a safe haven, Miah believes children feel particularly vulnerable there, and that teachers don’t realise how much of an impact experiences of bullying have on a child’s wellbeing.

“You should be feeling safe – you spend such a lot of your life at school. But you are open to so much there. You’re meeting other young people. You have to be there. You are there on a daily basis.”

Miah believes her grades suffered as a result of the bullying, which was a constant distraction from her studies. Now she campaigns on issues surrounding bullying and has made a film to show what it’s like to be a victim.

“These days schools do have more policies in place but it’s almost like bullying is a normal part of childhood. We need to break out of that. It’s not normal. I don’t think people realise how detrimental it is.”

 

 

Primeiro filho deixa-nos mais infelizes do que o divórcio ou o desemprego? – estudo realizado na Alemanha

Agosto 31, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da Visão de 13 de agosto de 2015.

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De acordo com o novo estudo realizado na Alemanha e publicado este mês na revista Demography , o efeito de um novo membro na vida de uma pessoa, durante o primeiro ano, é, para a maioria, devastador – pior que o divórcio, desemprego ou, mais impensável ainda, a morte do companheiro.

A investigadora e socióloga Rachel Margolis, da Universidade do Ontario, Canadá, e o investigador Mikko Myrskylä, diretor do Instituto alemão de Investigação Demográfica Max Planck, acompanharam 2.016 alemães que não tinham filhos no início do estudo até pelo menos dois anos após o nascimento do seu primeiro filho.

Aos participantes no estudo, foi pedido que classificassem os seus níveis de felicidade, em resposta à pergunta: “Quão satisfeito está com a sua vida, dadas todas as circunstâncias?”.

A maioria dos casais presentes no estudo começou por se declarar muito feliz com a ideia do primeiro filho. No ano anterior ao nascimento do bebé, os seus níveis de satisfação eram ainda mais marcantes.

Mas a partir do nascimento, as experiências dos pais começaram a divergir: Cerca de 30% dos pais mantiveram o seu nível de felicidade e bem-estar, mas os restantes diminuíram significativamente durante o primeiro e segundo ano após o nascimento.

Os dados mostraram que quanto maior for a perda de bem-estar, menores são as probabilidades de terum segundo filho. Este efeito foi mais significativo nos pais com mais de 30 anos e nível superior de escolaridade.

Para se perceber o nível da quebra nos níveis de felicidade, diga-se que estudos anteriores quantificaram o impacto de outros acontecimentos da vida, usando a mesma escala desta nova investigação, concluindo que o divórcio, por exemplo, equivalia a uma queda de 0.6 de uma “unidade de felicidade”. O desemprego significava uma queda de uma unidade, o mesmo que a morte de um companheiro. Já o ingresso no mundo da paternidade leva a uma queda de 1.4 unidades, considerada “muito severa”.

 

 

 

Vídeo da participação de Paula Duarte do IAC no programa Sociedade Civil sobre “Crianças felizes”

Junho 2, 2015 às 2:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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A Dra. Paula Duarte, coordenadora do Fórum Construir Juntos (FCJ) do Instituto de Apoio à Criança, participou no programa Sociedade Civil RTP 2 de 1 de junho de 2015, cujo tema abordado foi “Crianças felizes”. O programa pode ser visto no link:

http://www.rtp.pt/play/p1832/sociedade-civil

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Estudo Crianças felizes serão adultos saudáveis

Janeiro 27, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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notícia do site http://www.noticiasaominuto.com  de 13 de janeiro de 2015.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Cumulative Effect of Psychosocial Factors in Youth on Ideal Cardiovascular Health in Adulthood: The Cardiovascular Risk in Young Finns Study

DR

Um estudo realizado na Universidade de Helsínquia revela que as crianças que têm uma infância feliz serão adultos saudáveis, revela um estudo da Universidade de Helsínquia, citado no Medical News Today.

Crianças felizes, adultos saudáveis. Este bem que poderia ser o slogan de alguma campanha, mas na verdade é a conclusão de um estudo da Universidade de Helsínquia.

Segundo o Medical News Today, as crianças com experiências psicossociais favoráveis, ou seja, com uma infância feliz, têm tendência a tornarem-se adultos com corações mais saudáveis.

Este estudo finlandês indica que as crianças que vivem em ambientes familiares mais estáveis, tanto a nível emocional como financeiro, tendem a comer alimentos mais saudáveis, algo que no futuro se traduzirá em mais saúde. Além disso, as crianças com infâncias mais felizes e ‘casas menos descomplicadas’ aprendem a controlar desde cedo a agressividade e impulsividade, o que faz com que na idade adulta tenham menos problemas a nível cardiovascular.

O estudo em causa inclui 3.577 crianças com idades entre os três e os 18 anos. Primeiramente, foi medida a situação socioeconómica, a estabilidade social, os comportamentos de saúde e os momentos de stresse dos pais. Depois, e passados 27 anos, foram analisados os mesmos fatores em 1.089 crianças – agora adultos.

Uma das conclusões indica que os menores mais felizes têm 14% de hipóteses de terem o peso normal na idade adulta, 12% de não serem fumadores e 11% de terem, no futuro, níveis de glucose mais saudáveis do que as crianças que tiveram infâncias menos felizes ou em famílias disfuncionais.

Laura Pulkki-Raback, uma das mentoras do projeto, alerta para o facto de as atitudes dos pais conseguirem moldar a personalidade e a saúde dos filhos, dando exemplos de pais com problemas de álcool ou drogas, que tendem a dar menos atenção aos filhos que, por seu turno, podem adotar hábitos menos saudáveis.

 

 

 

Por que ser materialista faz você infeliz

Janeiro 6, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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texto do site http://www.psyciencia.com  de 26 de dezembro de 2014.

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Por qué ser materialista te hace infeliz

Por David Aparicio

es un reconocido psicólogo que durante los últimos años se ha dedicado a investigar los efectos del materialismo sobre nuestra conducta y bienestar. En la siguiente entrevista realizada por la Asociación Americana de Psicología (APA), Kasser nos explica por qué ser materialistas nos hace menos felices, cómo se diferencia con las compras compulsivas y el efecto de los medios sobre nuestros valores.

APA: ¿Qué significa ser materialista y por qué se considera algo negativo? ¿Por qué algunas personas son materialistas y otras no?

Kasser: Ser materialista significa tener valores que ponen relativamente en alta prioridad el tener muchas posesiones y hacer mucho dinero, así como también una buena imagen social y popular, que se expresan a través de las posesiones.

Creo que el materialismo es visto de forma negativa porque las personas pueden haber tenido experiencias desagradables con gente materialistas. Sabemos por las investigaciones que el materialismo se asocia con tratar a las personas de una manera competitiva, manipuladora, egoísta y menos empática. Tales comportamientos generalmente no son apreciados por las personas, a pesar de que es alentado por algunos aspectos de nuestro sistema económico capitalista. La investigación muestra dos conjuntos de factores que llevan a la gente a tener valores materialistas. En primer lugar, las personas son más materialista cuando están expuestas a los mensajes que sugieren que esas actividades son importantes, ya sea a través de sus padres y amigos, la sociedad o los medios de comunicación. En segundo lugar, y algo menos obvio, es que la gente es más materialista cuando se sienten inseguros o amenazados, ya sea debido al rechazo, miedos económicos o pensamientos acerca de su propia muerte.

APA: ¿Cómo han influido los medios de comunicación, especialmente las redes sociales, al materialismo en el mundo de hoy?

Kasser: Las investigaciones muestran que cuanto más la gente ve televisión, más materialistas son sus valores. Esto se da porque probablemente muchos programas de TV y anuncios publicitarios nos envían mensajes que sugieren que para ser felices hay que ser ricos, tener cosas bonitas y populares.

Un estudio que recientemente publiqué con el psicólogo Jean Twenge, rastreó cómo el materialismo ha cambiado en los estudiantes de secundaria de Estados Unidos, en unas cuantas décadas y cómo se conectan esos cambios con los gastos de publicidad nacional y se encontró que cuanto más se gastaba en publicidad, más materialistas eran los jóvenes del último año de secundaria.

Otro estudio sobre los adolescentes estadounidenses y árabes encontró que el materialismo se incrementa a medida que aumenta el uso de las redes sociales. Estos hallazgos sugieren que, así como el uso de la televisión se asocia con el incremento materialismo, también el uso de los medios sociales. Esto tiene sentido, ya que la mayoría de los mensajes en las redes sociales también contiene publicidad, porque esta es la manera en que esas empresas generan ingresos.

APA: ¿Cual es la diferencia entre ser extremadamente materialista y ser un comprador compulsivo? Una persona materialista, ¿tiene riesgo de convertirse en un comprador compulsivo?

Kasser: El materialismo se trata de los valores, el deseo por el dinero, las posesiones y similares. Por otro lado, el consumo compulsivo se da cuando una persona se siente incapaz de controlar el deseo de consumir, a menudo porque él o ella están tratando de llenar algún vacío o para superar la ansiedad.

El materialismo y el consumismo compulsivo están relacionados entre sí. En un reciente meta-análisis de la asociación entre el materialismo y el bienestar de las personas, se encontró que la correlación entre el materialismo de la gente y la media de problemas reportados por consumo compulsivo era fuerte y consistente a través de muchos estudios.

El materialismo es un factor de riesgo para el consumo compulsivo, pero no son la misma cosa. La psicóloga, Miriam Tatzel, sugiere que algunos materialistas son más ¨relajados¨ con su dinero y otros son más ¨rígidos¨. Ambos tipos se preocupan por tener dinero y posesiones, pero el materialista relajado va a gastar y gastar, mientras que el materialista rígido será como Scrooge e intentará seguir acumulando riquezas.

Pixabay

APA: ¿Cuáles podrían ser algunos de los aspectos positivos del materialismo?

Kasser:  Sabemos por la literatura, que el materialismo se asocia con menores niveles de bienestar, menos comportamiento pro-social interpersonal y con un comportamiento  ecológicamente destructivo y peores resultados académicos. También se asocia con más problemas de gasto y deuda. Desde mi punto de vista todos estos son resultados negativos. Pero desde el punto de vista del sistema económico/social que se basa en el gasto para impulsar los altos niveles de ganancias para las empresas, el crecimiento económico de la nación y de los ingresos fiscales para el gobierno, el consumo y el gasto excesivo relacionado con el materialismo puede ser visto como positivo.

APA: ¿Qué dicen las investigaciones psicológicas sobre la relación entre el materialismo y la felicidad?

Kasser: La conexión entre el materialismo y el bienestar es la cadena más antigua de la investigación sobre el materialismo. Mis colegas de la Universidad de Sussex y yo publicamos recientemente un meta-análisis que mostró que la relación negativa entre el materialismo y el bienestar fue consistente en todo tipo de medidas de materialismo, tipos de personas y culturas. Encontramos que entre más valores materialistas tenían las personas, más problemas de salud física tenían como: dolores de estómago y dolores de cabeza y experimentaron menos emociones agradables y se sintieron menos satisfechos con sus vidas.

La explicación más apoyada por la cual el bienestar es más bajo que el materialismo, es que las personas que anteponen el materialismo sobre su bienestar, tienen mayores necesidades psicológicas. En concreto, los valores materialistas están asociados con vivir una vida que hace un mal trabajo a la hora de satisfacer las necesidades psicológicas de sentirse libre, competente y conectado con los demás. Las personas reportan niveles más bajos de bienestar y felicidad y experimentan más angustia cuando sus necesidades de bienestar no son satisfechas.

APA: ¿De qué manera la fe religiosa afecta al materialismo, en particular durante las fiestas?

Kasser: Un par de estudios han encontrado que la relación negativa entre el materialismo y el bienestar es aún más fuerte en las personas que son religiosas. Probablemente porque hay un conflicto entre las actividades materialistas y las religiosas. Es decir, la investigación sobre cómo se organizan los valores de la gente ha demostrado que algunos objetivos son fáciles de perseguir simultáneamente, pero otros están en conflicto entre sí. Por ejemplo, es relativamente fácil fijarse metas para obtener dinero y al mismo tiempo fijarse metas para alcanzar una buena imagen y popularidad, ya que estas metas están relacionadas entre sí y se facilitan una a la otra. Sin embargo, las investigaciones muestran que hay un conflicto entre los objetivos materialistas y religiosos, así como Jesus, Mohammed, Buddha, Lao Tze y muchos otros pensadores religiosos han sugerido desde hace tiempo. Parece que tratar de alcanzar metas materialistas y espirituales hace que la gente entre en un conflicto que genera estrés y a su vez reduce su bienestar.

Un estudio encontró que este sistema también funciona durante navidad. El psicólogo Ken Sheldon y yo hicimos una investigación que demuestra que las personas se interesaron menos en los objetivos espirituales a medida que más se interesaban en objetivos materialistas como comprar y recibir. También encontramos que las personas que reportaron sus navidades como felices, fueron aquellas en las que la espiritualidad fue una parte importante de la navidad. En contraste las personas que reportaron menos bienestar durante la navidad fueron aquellas que estuvieron dominadas por aspectos materialistas.

Si te gustó este artículo, también podría interesarte: Materialismo, publicidad y baja satisfacción en niños.

La entrevista fue publicada en inglés y ha sido traducida y adaptada al español por David Aparicio y María Fernanda Alonso.

Fuente: APA Imagen: Pixabay

 

Mini Guia para a Felicidade

Dezembro 3, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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miniguia

descarregar aqui

A Pumpkin pediu aos nossos autores preferidos que nos dessem sugestões para criarmos crianças e famílias felizes. Veja as suas inspirações aqui na Guia da Felicidade da Pumpkin! Esperamos que gostem! 

Ação de Formação Educar para a Felicidade – Educação pela Positividade!

Setembro 1, 2014 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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As inscrições são limitadas a 25 participantes e devem ser realizadas até ao próximo dia 9 de setembro para: EAPN Portugal / Núcleo Distrital de Évora Urbanização Vila Lusitano, Rua Frei José Maria, 25 | 7000-244 Évora telefone: 266731141 e-mail:  evora@eapn.pt

Local: Núcleo Distrital de Évora da EAPN Portugal

Data de início: 2014/09/16

Carga horária: 6 horas

programa e ficha de inscrição aqui

Conferência: “A felicidade tem idade? O que é que nos faz mais e menos felizes?”

Abril 29, 2014 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações aqui

 

 

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