Crianças felizes? Há várias dicas na Internet

Junho 27, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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À distância de um clique, há conselhos, sugestões, bibliografia, autores, comentários, sobre a felicidade das crianças. Páginas e páginas com caminhos a seguir pelos adultos, avós, pais e professores que partilham os dias com os mais pequenos. Cada cabeça, sua sentença.

Se há uma autoestrada da comunicação, sem portagens, que leva a todo o lado e que permite pesquisar sobre tudo e mais alguma coisa, então tudo o que diz respeito às crianças acaba por ser assunto obrigatório para quem é mãe e pai e para quem passa os dias na escola a ensinar novos mundos aos mais pequenos. Para quem se preocupa com o bem-estar dos mais novos. Há de tudo um pouco: conselhos de especialistas que também são pais, experiências de quem vive rodeado de crianças, dicas para ultrapassar caminhos mais espinhosos, comentários de quem gosta de falar sobre infância, felicidade e liderança. A seleção fica à consideração de cada um. Tal como seguir ou não os conselhos que se acumulam na Internet. Cada cabeça, sua sentença. A felicidade não é um presente que se possa mandar embrulhar para oferecer no aniversário. O psiquiatra infantil norte-americano Edward Hallowell, pai de três filhos, defende que a felicidade é parte essencial da vida e que deve ser estimulada por pais e professores encarregues de formar os adultos de amanhã. E todos entendem porque assim é. As dicas de Hallowell surgem de imediato quando a pesquisa é mesmo isso, como ter crianças felizes. O especialista avisa que a felicidade dos adultos tem raízes na infância. É exatamente neste período da vida que há aspetos que convém não esquecer. A autoestima é fundamental para que o mundo tenha mais crianças felizes. Felicidade é amor e amor incondicional sabe bem ser sentido todos os dias. Se há um lugar seguro, esse lugar é a família. É aqui que os braços estão sempre abertos, nunca se cruzam ou fecham. Os laços emocionais e o sentimento de pertença são ingredientes imprescindíveis para crianças felizes. Brincar é preciso e os tempos livres devem ser mesmo isso, tempos livres sem relógios no pulso ou trabalhos de casa para fazer. A brincar os mais pequenos expressam e desenvolvem a sua criatividade, vestem vários papéis, imaginam personagens, descobrem gostos e aprendem a resolver problemas. Hallowell lembra que ao brincar, as crianças identificam os seus limites, aprendem a viver em sociedade e a gerir as suas frustrações, definem e afinam o seu comportamento. Há muito para aprender quando se brinca. Conselho que parece desnecessário, mas que muitas vezes é esquecido num mundo tão regulado pelo tempo.

Felicidade também é descobrir o que se gosta de fazer. Por isso, Hallowell fala em experimentar coisas novas, conhecer grupos diferentes, contactar com a diversidade. E o saber fazer também significa rostos alegres. A realização é importante nesta caminhada. Tal como o reconhecimento do que se faz, que sabe sempre bem. Ser feliz é uma missão de todos os dias. E, aqui, pais, familiares e professores têm uma palavra importante a dizer.

E para crianças felizes também é preciso que os pais saibam coisas que podem fazer a diferença. Na Internet, navega um texto publicado nos anos 90 no The Message Internacional. Um texto que mostra caminhos e sentimentos. Uma espécie de carta escrita por uma criança que lembra que os pais não devem exagerar nos mimos e que devem ser firmes na hora de decidir se é para a esquerda ou para a direita. Os mais pequenos não gostam de ser corrigidos à frente de outras pessoas e criar uma capa para proteger das consequências não é assim tão boa ideia. As pequeninas queixas, por vezes, podem ser apenas uma maneira de chamar a atenção. E é preciso não esquecer que as perguntas dos mais novos não devem ser ignoradas, que experimentar coisas novas estimula os neurónios, e que crescer não é um processo feito a passo de caracol.

Há também quem dê conselhos sobre comportamentos dos pais para que não travem sinais de liderança. Tim Elmore fala sobre esse assunto e sobre atitudes a evitar. Como, por exemplo, não deixar os mais pequenos experimentarem o risco. Dessa forma, evita-se que se apercebam que há perigos à espreita. Joelhos esfolados, pernas com pensos, roupa suja e ragada, brincadeiras fora de casa, não devem ter sentidos proibidos. Contornar dificuldades para resolver problemas também não é maneira de ajudar os mais pequenos que, dessa forma, não desenvolvem certas habilidades na vida que lhes permitam resolver contrariedades por conta própria.

Dizer não é uma forma de abrir o apetite por lutar por o que realmente se valoriza. Dar tudo o que pedem não é boa estratégia. E as recompensas materiais em troca de bons comportamentos podem ter maus resultados a médio prazo. Partilhar os erros do passado com as crianças pode ser um passo importante para saber como enfrentar águas mais agitadas pela vida. Erros, entenda-se, que tenham agregado lições positivas. Uma espécie de final feliz. E, em todo este percurso, nunca esquecer que o ditado “faz o que eu digo e não o que eu faço” tem toda a razão de existir.

Paciência e flexibilidade. Os pais, educadores, professores têm de conhecer o significado destas duas palavras que surgem nas pesquisas dos cibernautas. Saber interpretar os sinais, saber quando se está feliz ou triste. Saber construir felicidades. Há muito mais para pesquisar na Internet sobre a felicidade dos mais pequenos. Mas também é preciso refletir e ponderar cada conselho, cada dica, cada rumo apontado. Educar não é fácil, mas é, sem grande margem para dúvidas, um dos desafios mais estimulantes da vida. Porque um sorriso, uma gargalhada, um mimo, um abraço apertadinho, não têm preço.

Sara R. Oliveira, em 13 de junho de 2016, para educare.pt

 

Como educar uma criança feliz, segundo a ciência

Junho 17, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto da Visão de 1 de junho de 2016.

Mohammed Abbed

Para celebrar o Dia Mundial da Criança, reunimos 11 sugestões recomendadas por cientistas e psicólogos

Márcia G. Rodrigues

Hoje as crianças são o centro das atenções um pouco por todo o mundo, mais precisamente nos 49 países que celebram hoje o Dia Mundial da Criança. Mas como o dia das crianças devia ser todos os dias, reunimos 11 ideias para o ajudar a educar uma criança feliz. Confira:

Deixe-os falhar

Ninguém gosta de ver uma criança falhar, fazemos sempre de tudo quando as vemos com problemas a conseguir algo. Mas estudos provam que falhar ajuda as crianças a tornarem-se mais produtivas e a desenvolver a capacidade de resolver problemas com facilidade.

O Dr. Jim Taylor escreveu na revista online Psychology Today que a palavra “perfeição” não deve existir num ambiente familiar. Substitua esta palavra por “excelência” e eduque os seus filhos a serem excelentes em vez de perfeitos. A excelência tem todos os bons aspectos da perfeição mas sem as expectativas irrealistas e o medo constante de falhar.

Ensine-os a partilhar

Ensine o seu filho que é melhor dar que receber. Um estudo mostra que as crianças que partilham são mais felizes do que as crianças que não partilham. Comece desde cedo a pedir ao seu filho para partilhar as coisas dele consigo e vice-versa, e mostre-se grato quando ele o faz por iniciativa própria.

Deixe-os tomar decisões (incluindo escolher o seu castigo)

Um estudo da Universidade da California mostra os benefícios de deixar as crianças planearem os seus próprios horários e definirem os seus objetivos. Estas crianças têm mais hipóteses de se tornarem disciplinadas e de tomarem decisões mais sensatas no futuro. O mesmo estudo também prova que é melhor para os pais deixarem os seus filhos decidirem o seu próprio castigo. As crianças que o fazem não quebram as regras tantas vezes. Ao longo do crescimento dos seus filhos, dê-lhes a liberdade de tomarem mais decisões. Eles tornar-se-ão mais felizes e mais bem-sucedidos.

Peça-lhes conselhos

Pedir conselhos aos seus filhos faz com que eles saibam que opiniões deles importam para si. “Pedir conselhos a crianças permite-lhes saber que se importa e respeita a perspectiva delas, o que lhes diz que a voz delas importa. Também lhes permite saber que são responsáveis pelas suas opiniões, o que tem um impacto no mundo real, não só nas suas mentes” , diz Rabbi Roger E. Herst, autor do livro A Simple Formula for Raising Happy Children.

Deixe-os brincar

Crie “horas de brincar” não estruturadas. Segundo estudos, poder brincar livremente encoraja as crianças a ter pensamentos imaginativos e conseguir arranjar soluções alternativas para situações difíceis ou complexas.

Faça-os rir

Não tenha medo de dizer aquelas piadas secas, o seu filho irá agradecer-lhe mais tarde. De acordo com um estudo apresentado na Economic and Social Research Council’s Festival of Social Science 2011, quando os pais brincam e contam piadas, ajudam os filhos a pensar criativamente, a fazer amigos e a controlar o stress.

Reduza o tempo que passam a ver televisão

Um estudo feito em mais de 4 mil adolescentes provou que os que passam mais tempo a ver televisão têm mais hipóteses de se tornarem depressivos. Dê o exemplo aos seus filhos, limitando também o tempo que passa em frente ao ecrã.

Promova uma imagem de corpo saudável

De acordo com um estudo realizado pelo Institute of Child Health, um terço das raparigas com 13 anos não estão satisfeitas com o seu peso. A Dove realizou também um estudo onde concluiu que 69% das mães fazem comentários negativos ao seu corpo em frente aos filhos, afetando também a imagem que eles têm sobre o seu próprio corpo. Foque-se nos benefícios do exercício na saúde, e exercite em família. Fale com os seus filhos de como a comunicação social distorce os padrões de beleza, não comente que se sente culpado por comer certos tipos de comida, e não julgue a aparência de outras pessoas.

Crie tradições de família

Segundo uma pesquisa elaborada pelo Dr. Dawn Eaker e pela Dra. Lynda Walter, tradições de família aumentam a ligação entre a mesma e permitem que as crianças sejam sociais. Crie tradições simples como um lanche em família todos os sábados, noite de cinema às sextas-feiras, preparar o jantar em família, ou passeios a pé aos domingos.

Priorize o seu casamento

Um bom ambiente familiar ajuda uma criança a ser mais feliz. “Famílias que se centram apenas nos filhos criam ansiedade, pais exaustos e filhos exigentes. Nós, os pais de hoje, sacrificamos a nossa vida e o nosso casamento pelos nossos filhos demasiado rápido. O maior presente que pode dar aos seus filhos é ter um bom casamento.”, diz o terapeuta familiar David Code.

Seja feliz

Problemas emocionais nos pais estão diretamente ligados a problemas emocionais nas crianças. Seja feliz para poder ser um pai mais eficiente.

Num estudo, perguntaram a várias crianças “Se tivesses um desejo para os teus pais, qual seria?”, e a maioria das crianças respondeu que gostaria de ter pais menos stressados e menos cansados. Os psicólogos Carolyn e Philip Cowan também provaram que pais felizes têm mais hipóteses de terem filhos felizes.

 

 

Alunos felizes têm melhores notas

Junho 17, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site Educare de 3 de junho de 2016.

educare

Relação entre alunos e professores, nível de satisfação com o ambiente escolar, indisciplina na sala de aula. Os temas estiveram em debate no auditório do Conselho Nacional de Educação. “Bons ambientes, bons alunos?” é a pergunta que se faz.

Sara R. Oliveira

Os alunos mais felizes têm melhores notas nas pautas. Os mais infelizes, na sua maioria, estão em escolas inseridas em contextos mais desfavorecidos e com piores resultados. Quem aprende garante que a indisciplina na sala de aula diminuiu, quem gere as escolas não tem a mesma perceção. Portugal e Finlândia são os países onde os alunos garantem ter maior apoio por parte dos professores e os diretores das escolas concordam. Os temas estiveram em debate no 6.º Fórum aQueduto com o mote-pergunta “Bons ambientes, bons alunos?”, no auditório do Conselho Nacional de Educação (CNE).

O impacto que o ambiente escolar tem nos resultados da avaliação internacional dos testes PISA, o comportamento dos alunos, a relação com os professores e o nível de satisfação relativamente à escola, são alguns dos assuntos que foram debatidos neste fórum do Projeto aQeduto, que resulta de uma parceria entre o CNE e a Fundação Francisco Manuel dos Santos centrada em temas relacionados com a educação. As mais recentes conclusões do aQeduto foram analisadas à lupa.

Mais ou menos indisciplina nas salas de aula? As perceções divergem. Os alunos, em respostas recolhidas entre 2003 e 2012, referem que a indisciplina diminuiu. Os diretores das escolas não têm a mesma opinião: falam num aumento de 35% e 54% desses responsáveis sublinham que a indisciplina é prejudicial à aprendizagem. Neste ponto, a Polónia aproxima-se de Portugal. Na Finlândia, França, Holanda e Suécia acontece o contrário, ou seja, uma tendência para o agravamento dos problemas associados à indisciplina. Na República Checa, Polónia e Espanha, em 2012, houve uma maior convergência entre a visão dos alunos e a dos diretores.

Portugal e Finlândia são os países onde os alunos afirmam ter maior apoio por parte dos professores. E os diretores concordam. Em termos de percentagem, entre 2003 e 2012, 85% dos alunos portugueses estão satisfeitos com a ajuda prestada pelo corpo docente. “A nível agregado, verifica-se também uma correlação entre existir um bom relacionamento com os professores e os alunos sentirem-se felizes na escola”, lê-se no estudo. Em 2012, os estudantes portugueses eram os mais satisfeitos com o bom relacionamento com os professores e 25% sentiam-se felizes na escola. Mas são os alunos espanhóis os que se consideram mais felizes na escola, cerca de 35%.

Espanha, França, Luxemburgo são os países onde há menos alunos a sentirem o apoio por parte de quem ensina. “É curioso verificar que, na Finlândia, embora os alunos considerem ter apoio dos professores (85%), poucos são os que dizem estar felizes na escola (10%) ou que dizem ter um bom relacionamento com os docentes (43%).”

Mais felicidade, melhores notas? Os dados recolhidos apontam para uma resposta afirmativa. Em 2012, os alunos mais felizes são os que têm, em média, os melhores resultados nos testes de Matemática do PISA. No nosso país, a diferença de resultados entre alunos felizes e infelizes é na ordem dos 30 pontos, uma das maiores entre os países analisados. Ao todo, 14% dos alunos dizem sentir-se infelizes na escola. A percentagem aumenta para mais de 30% de alunos infelizes na Polónia, Finlândia e República Checa, apesar de os resultados médios a Matemática serem elevados nestes países.

Os alunos mais infelizes estão em escolas de meios mais desfavorecidos e com piores resultados. “Há uma maior prevalência de alunos infelizes em escolas onde tanto o Estatuto Socioeconómico e Cultural como os scores PISA Matemática são baixos.” Na análise feita, conclui-se que em 50% das escolas inseridas em meios desfavorecidos e com piores resultados, há mais de 15% de alunos infelizes. Nas escolas com melhores resultados, mas com estatuto socioeconómico e cultural baixo, apenas 35% têm mais de 15% de alunos infelizes. “Este padrão observa-se em apenas 25% das escolas cujo meio é mais favorável e os resultados são melhores.” Nessas escolas, os diretores estão preocupados com o ambiente, com a indisciplina. Ao todo, 14% dos diretores referem que o consumo de drogas é um assunto preocupante, 10% reconhecem que o relacionamento com os alunos não é fácil. E 25% dos alunos referem que as suas necessidades não são satisfeitas.

As escolas com melhor ambiente têm melhores resultados. Escolas inseridas em contextos mais favorecidos têm desempenhos mais elevados. Em apenas 26% das 543 escolas dos vários países, se aponta a indisciplina a níveis moderados e 7% referem alguma falta de respeito. As escolas inseridas em meios desfavoráveis, mas com bons resultados escolares, indicam a indisciplina moderada como o maior problema. “O consumo de drogas (5%) e a agressividade entre alunos (3%) aparentam estar controlados nestas escolas.”

 

Crianças precisam ser felizes, não de serem as melhores

Maio 15, 2016 às 9:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do http://www.portalraizes.com

portalraizes

Por Portal Raízes

Vivemos em uma sociedade altamente competitiva em que parece que nada é suficiente. Temos a sensação de que se não colocarmos bateria nos filhos eles terminarão atrás, sendo barrados pelos melhores do que ele.

Por isso, não é estranho que nas últimas décadas muitos pais assumiram um modelo de educação sustentado na hiperpaternidade (pais helicópteros que não se cansam de voar sobre seus filhos, incessantemente). Trata-se de pais que desejam que seus filhos estejam preparados para a vida, mas não é no sentido da sorte do destino de cada um. É mais restrito: querem que seus filhos tenham o conhecimento e as habilidades necessárias para se realizar em uma boa profissão, conquistar um bom trabalho e ganhar o suficiente.

Estes pais traçam uma meta: querem que seus filhos sejam os melhores. Para conseguir, não duvidam em apontar-lhes diversas atividades extraescolares, preparar o caminho até aos limites inacreditáveis e, por hipótese, conquistar o êxito a qualquer peço. E o pior de tudo é que creem que o fazem “por seu bem”.

O principal problema deste modelo de educação dos filhos é a pressão desnecessária sobre os pequenos, uma pressão que termina tirando-lhes sua infância e esta atitude cria adultos emocionalmente fracos.

Os perigos de empurrar os filhos ao êxito

A maioria dos filhos são obedientes e podem alcançar os resultados que seus pais lhes pedem. Se as deixaram agir sozinhos serão capazes de conduzir seu pensamento autônomo e as habilidades naturais podem conduzi-los ao êxito verdadeiro. Se não lhes damos  espaço e liberdade no seu próprio caminho quando lhes enchemos de expectativas, o filho não poderá tomar suas próprias decisões, experimentar e desenvolver sua personalidade.

Pretender que os filhos sejam sempre melhores traz grandes perigos

Gera uma pressão desnecessária que lhes retira a infância. A infância é um período de aprendizagem, mas também de alegria e diversão. Os filhos devem aprender de maneira divertida, devem errar, perder o tempo, deixar voar a sua imaginação e passar seu tempo com outras crianças. Esperar que as crianças sejam “os melhores” em determinada área – colocando sobre eles expectativas muito elevadas – somente fará que suas frágeis rótulas se dobrem ante o peso de uma pressão que não necessitam. Esta forma de educar termina arrebatando-lhes a sua infância.

Provoca a perda da motivação essencial e o prazer

Quando os pais se concentram mais nos resultados que no esforço, a criança perderá a motivação essencial porque compreenderá que conta mais o resultado que o caminho que está seguindo. Portanto, aumentam as possibilidades de que cometa fraude no colégio. Por exemplo, verá que não é tão importante que aprenda se a nota for boa.  Da mesma maneira, vai concentrar-se nos resultados, e vai perder o interesse pelo caminho, e deixa de aproveitá-lo.

A semente do medo e do fracasso

O medo ao fracasso é uma das sensações mais limitadoras que podemos experimentar. E esta sensação está intimamente vinculada com a concepção que temos sobre o êxito. Portanto, empurrar as crianças desde cedo ao êxito desde pequenininho só serve para plantas neles a semente do medo ao fracasso. Como consequência, é provável que estes pequenos não se tornem adultos independentes e empreendedores, como querem seus pais. Serão pessoas que preferem a mediocridade somente porque têm medo de fracassar.

A perda da autoestima

Muitas das pessoas mais exitosas, profissionalmente falando, não são seguras de si. De fato, muitas supermodelos, por exemplo, dizem que estão feias e gordas, quando na realidade são ícones de beleza. Isto acontece porque o nível de perfeccionismo a que sempre são submetidas.  Elas acreditam que nunca estarão em forma e que um pequeno erro na dieta será motivo para que as outras as vejam diferentes. As crianças que crescem com esta ideia se convertem em adultos inseguros, com uma baixa autoestima, e acreditam que não são suficientemente boas para serem amadas. Como resultado, vivem dependentes das opiniões dos outros.

O que realmente deve saber uma criança?

As crianças não necessitam de ser as melhores, somente necessitam ser felizes. Por isso, deve assegurar-se de que seu filho perceba:

– Que é amado de forma incondicional e em todos os momentos; sem importar os erros que cometa.

– Que está a salvo, que lhe protegerá, e a apoiará sempre que precisar.

– Que pode fazer tolices, perder o tempo fantasiando e brincando com seus amigos.

-Que pode fazer o que mais gosta e dedicar-se a essa paixão, sem importar de que se trata. Que pode passar o seu tempo livre pintando flores coloridas ou pintando gatos com seis patas se é o que lhe dá alegria, em vez de praticar a fonética e o cálculo.

-Que é uma pessoa especial e maravilhosa, igual a muitas outras pessoas no mundo.

-Que merece respeito e que deve respeitar os direitos dos demais.

E o que deve fazer os pais?

Também é fundamental que os pais percebam:

– Que cada criança aprende no seu próprio ritmo, e não devem confundir o estímulo que desenvolve com a pressão que sufoca.

Texto da psicologa Jennifer Delgado (Tradução livre)

 

 

 

 

Manual de instruções para uma criança feliz

Março 11, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto da Pais & Filhos de 1 de março de 2016.

Escrito por Eduardo Sá, psicólogo

Os bons pais erram! Esganiçam-se, têm “ataques de nervos” e “passam-se”! Tirando os pais que fazem de Dupont e Dupond, e aqueles que nunca se enganam e raramente têm dúvidas, todos os outros são bons pais!

Os pais tão depressa reconhecem que a sua infância terá sido mais livre, mais amiga do brincar, menos atolada em compromissos e mais feliz como, ao mesmo tempo que não fazem tanto como deviam para replicarem essa “fórmula de sucesso”, repetem (de forma exaustiva) que quase tudo seria diferente na relação com os seus filhos se eles nascessem equipados com manuais de instruções. Não serão estes pais escolarizados tentadoramente tecnocráticos? E se ainda hoje guardam a infância como um período feliz, isso deve-se ao bom manual de instruções que os seus pais seguiram a preceito ou ao modo como tiveram tempo para ser crianças, com a ajuda preciosa que isso representa para cicatrizar trapalhadas e engendrar paixão pela vida e engenho para crescer? Seja como for, se a desculpa passa por não haver um “manual de instruções”, vamos lá imaginar um, mais ou menos clandestino, para que não haja mais desculpas…

1. Nunca estamos preparados para ser pais. As crianças dão imenso trabalho. Só crescemos com elas quando somos obrigados a crescer. E nada é fácil para os pais.

2. Nunca se educa só por instinto (materno ou paterno). Mas quando se educa “by de book” todas as crianças se estragam.

3. As crianças precisam de tempo para crescer. E precisam de (muitas) oportunidades para aprenderem a ser crianças!
4. Todas as crianças são inteligentes. E se, hoje, elas parecem mais espertas, é porque os pais, quando os filhos são pequeninos, as estragaram muito menos.

5. Todas as crianças saudáveis são de ideias fixas e são teimosas. A teimosia depende, de forma direta, do modo como elas sentem que o pai ou a mãe ora se zangam, como deviam, ora hesitam e se encolhem, quando se trata de lhes dizer: “Não!”. São, portanto, precisos ritmos, regras e rotinas coerentes e constantes para crescer.

6. Todas as crianças sabem o que querem. Se o não manifestam, e são certinhas, é porque têm medo de contrariar os pais. Já aquelas que parecem ter uma “personalidade forte” estão a transformar-se, contra a vontade de todos, em chefes da família. E isso só lhes faz mal!

7. Todas as crianças precisam de brincar duas horas, todos os dias, depois do jardim de infância ou da escola. Brincar é tempo livre! Tempo gerido por elas, sob o olhar atento de um dos pais ou dos avós.

8. Os brinquedos não têm sexo. Não é a forma como os rapazes brincam com bonecas ou as raparigas com carrinhos que estraga as crianças na sua relação com a identidade. Mas o modo como o pai e a mãe se dão como modelos, com equívocos (levando a que nem sempre apeteça, quando se cresce, ser como eles), ajuda a isso.

9. Todas as crianças precisam de correr, de falar alto, de se mexer e de imaginar. Transformar vídeos, telefones, tablets ou computadores em babysitters, todos os dias e a todas as horas, faz mal à saúde das crianças.

10. Para serem felizes, as crianças precisam de estar tristes. Crianças que podem estar tristes são crianças mais seguras.

11. Sempre que uma criança está triste, os pais estão proibidos de perguntar porque é que ela está assim. Mas se lhe derem um bocadinho de corpo de mãe ou de pai (sem palavras!) a tristeza delas leva a que cresçam melhor.

12. As crianças não crescem felizes à margem da autoridade dos pais. Os pais saudáveis dão com uma mão e exigem com a outra. Não explicam todas as regras nem as justificam, mas exigem em função dos exemplos que dão. Sem nunca falarem demais!

13. As crianças felizes têm nas birras o “último grito” duma “prova de vida”. Significa que têm pais atentos mas que não são nem ameaçadores nem tirânicos. Por mais que uma birra não possa ter muito mais de 10 minutos!

14. Crianças felizes não se transformam em metas curriculares para os seus pais.

15. A família ensina mais que a escola e brincar é tão indispensável como aprender. Logo, crianças que, para além da escola, se desdobram em atividades extra-curriculares e trabalham das oito às oito, crescem infelizes e com pouca amizade pelo conhecimento.

16. Crianças felizes ligam orgulho, esperança e humildade. São valorizadas por aquilo que fazem bem, são corrigidas sempre que se enganam e repreendidas logo que não tentam.

17. As crianças não são o melhor do mundo, para os pais, se as relações amorosas adultas, que eles tiverem, viverem, unicamente, à sombra delas.

18. As crianças precisam de mãe e de pai para crescer. Pais que convivam, mesmo que não coabitem. E ganham se os sentirem, diariamente, atentos e participativos.

19. O pai e a mãe não estão sempre de acordo. E isso torna as crianças mais saudáveis! O desacordo dos pais está para o seu crescimento como o contraditório para o exercício da justiça.

20. As madrastas ou os padrastos, quando os há, nunca são tios! São segundos pais! Devem, portanto, dar colo, exercer a autoridade e promover a autonomia como só os bons pais sabem fazer!

21. Os avós devem “estragar” as crianças com mimos. Quanto mais os avós interpelam os pais, mais as crianças crescem saudáveis.

22. Os bons pais estão autorizados a não se zangarem um com o outro à frente das crianças! Por mais que isso não adiante quase nada. Na medida em que, por maiores que sejam os seus cuidados, as crianças nunca deixem de sentir se eles estarão ligados um ao outro, amuados ou, até, birrentos.

23. Os bons pais não se desautorizam um ao outro, diante das crianças. Se bem que elas reconheçam que, sempre que a mãe e o pai discordam, a propósito delas e seja acerca do que for, é impossível que alguém fique indiferente.

24. Os bons pais erram! Esganiçam-se, têm “ataques de nervos” e “passam-se”! Tirando os pais que fazem de Dupont e Dupond, e aqueles que nunca se enganam e raramente têm dúvidas, todos os os outros são bons pais! Sobretudo, quando assumem, com lealdade, que aprendem sempre que se reconhecem num erro.

25. Os bons pais adoram os filhos e adoram estar sem eles! Mas os bons pais não podem viver os seus tempos sequestrados pelos tempos dos filhos. Pais que namoram todos os dias são melhores pais! Pais que confiam os filhos à guarda dos avós ou dos tios, uma vez por mês, ao fim de semana, amam-nos mais!

26. Os bons pais reconhecem que, todos os dias, há 200 minutos, que separam as crianças da felicidade: 30 minutos de filho único de mãe ou de pai, depois da escola; 120 minutos para brincar, todos os dias; 30 minutos para jantar, sem televisão; 20 minutos para namorar com a vida e para contar uma história, antes de adormecer.

27. Crianças felizes gerem cabeça, coração, corpo e alma; pais, irmãos, avós, tios e amigos; escola e brincar. Têm dores, têm medos, têm sonhos e projetos. E tudo isso ao mesmo tempo! Mas não são felizes se precisarem de ser “as melhores do mundo”. Para serem felizes, basta que sejam um bocadinho do melhor que há no mundo para quem só lhes quer bem.

 

 

 

 

Estudo da Universidade de Roma prova que ler deixa as pessoas mais felizes

Fevereiro 20, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do http://diariodigital.sapo.pt de 26 de janeiro de 2016.

Consultar os resultados do estudo mencionado na notícia no link:

http://www.fep-fee.eu/The-Happiness-of-Reading

ler260116

É senso comum dizer que ler faz bem, que proporciona aos leitores inúmeros benefícios intangíveis. No entanto, é difícil encontrarmos estudos que comprovem essas teses. Ou era difícil. Investigadores da Universidade de Roma 3, em Itália, realizaram um trabalho com cerca de 1.100 pessoas para encontrar a resposta para duas questões: «Quem lê livros é mais feliz do que quem não lê?» e «A leitura melhora o nosso bem-estar»? A conclusão, apresentada no artigo «The Happiness of Reading», é bastante clara: os leitores são mais felizes e encaram a vida de forma mais positiva que os não leitores.

A pesquisa é dividida em tópicos e o primeiro deles aponta que quem lê é mais feliz do que quem não lê. Para chegar a tal conclusão, utilizaram a escala proposta pelo sociólogo holandês Ruut Veenhoven, que mensura o grau de felicidade das pessoas entre 1 e 10.

Os leitores tiveram uma pontuação 7,44, enquanto os não leitores, 7,21, diferença tida como significativa pelos pesquisadores.

Como uma outra forma de mensurar a felicidade, também usaram a escala de Cantril – conhecida como a de Bem-estar Subjectivo -, na qual os leitores ficaram com 7,12 e os não leitores, 6,29, numa métrica igual a de Veenhoven.

Já com a escala de Diener e Biswas, que vai de 6 a 30, os pesquisadores puderam analisar a diferença na maneira que leitores e não leitores vivenciam sensações positivas e negativas. Quem lê tem uma percepção maior de emoções como felicidade e contentamento (21,69 X 20,93), enquanto quem não lê sente mais sensações como tristeza e fúria (17,47 X 16,48).

Por fim, os académicos também constataram que os leitores são pessoas mais satisfeitas com a forma como usam o seu tempo livre, que a leitura é o que há de mais importante nas horas de ócio e que, no entanto, ler é apenas a quarta actividade que mais realizam enquanto não estão a trabalhar, ficando atrás de praticar desportos, ouvir música e ir a eventos culturais como exposições, teatro ou cinema.

Ou seja, ler torna-nos realmente humanos melhores.

 

 

 

Brincar é tão importante quanto aprender

Fevereiro 1, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Entrevista do http://lifestyle.sapo.pt  a Eduardo Sá

Artur

Brincar é meio caminho andado para um desenvolvimento saudável. «As crianças saudáveis e felizes têm a vista na ponta dos dedos e a cabeça no ar, fazem uma asneira de oito em oito horas e esgotam as quotas de impertinência a que têm direito», refere Eduardo Sá. Em entrevista à Prevenir, o psicólogo clínico aponta pistas da felicidade na infância dos dias de hoje. O especialista incentiva os pais a reviverem as memórias do tempo em que brincavam e a acabar com a sobreproteção dos mais pequenos, reclamando inclusive o direito à dor.

Recorde-nos a sua infância. Quais os momentos de maior felicidade de que tem memória?

Enquanto criança, recordo como os mais puros momentos de deleite, estar, com apenas dois anos, tardes inteiras com a cabeça no colo da minha avó.

Podemos tirar lições da criança que fomos para nos tornarmos melhores pais?

Sem dúvida, mas existem duas questões que me preocupam. Ou os pais nunca foram crianças ou talvez se tenham esquecido das crianças que foram. Parecem perder o coração e a alma. Tornam-se mais tecnocráticos do que propriamente pais, por vezes por se sentirem atropelados com algumas experiências infantis que tentam de tal forma fugir delas, fazer diferente, melhor, que quando se dão conta estão a ser outra coisa que não pais, lutam contra fantasmas.

Um exemplo disso acontece quando se tenta explicar às crianças para onde vão as pessoas quando morrem, como se a morte fosse um assunto perfeitamente esclarecido e resolvido dentro dos pais. Nas questões essenciais, não somos tão crescidos assim.

Quais são as principais diferenças entre a infância do seu tempo e a de hoje em dia?

Somos a civilização que criou, até hoje, as melhores crianças. Demagogia à parte, nunca os pais foram tão atentos e cuidadosos e nunca as crianças foram tão felizes… até à entrada na escola. O que acho dramático é que esses pais, até a essa altura fabulosos, parecem perder a compostura.

Acham que, de repente, a escola é mais importante do que devia ser ao mesmo tempo que afirmam que antigamente ocupava menos tempo, aprendia-se o mesmo e eram mais felizes. Os pais querem sempre transpor o que de melhor tinha a sua infância para a dos seus filhos. Então, porque não questionar as horas de aulas de hoje?

Hoje é mais fácil ou mais difícil fazer uma criança feliz?

Fazer uma criança feliz exige sempre uma adaptação dos pais. Se os pais não desistirem desse estatuto, isso vai fazer a criança ser mais feliz. Preocupa-me que, por vezes, as agendas das crianças sejam preenchidas por outras pessoas que não os pais. A família é sempre muito mais importante que a escola. Brincar é tão importante quanto aprender.

Quando as crianças estão na escola quando podiam estar com os pais, isso revela que as hierarquias estão desajustadas. A formação escolar é tão importante quanto a escola da vida e é isso que ajuda a resolver os problemas quotidianos.

Quais os novos desafios para os pais e para os filhos atualmente?

Hoje, o desafio mais importante para os pais é abandonar a ideia de que as crianças e os jovens são de porcelana. A ideia de, por exemplo, as crianças frequentarem o mesmo grupo desde o primeiro ciclo até ao nono ano é um atentado  à saúde mental. As crianças ganham mais se tiverem outros colegas e professores. Tornam-se mais versáteis.

Às vezes, de tanto querer proteger as crianças, estamos a criar uma imunodeficiência à dor. Devemos reabilitar o direito à dor. Assim, vamos ter crianças mais felizes pois é preciso errar para aprender e desenvolver uma espécie de sexto sentido».

Haverá uma chave para a felicidade das crianças?

Ninguém é feliz sozinho. Devemos defender a convivência familiar. Tirar a televisão do quarto das crianças e da hora do jantar e promover o convívio. O que torna as crianças felizes é sentirem a presença dos pais. Quanto mais elas tiverem os pais nas suas vidas mais felizes serão. E brincar com elas e deixá-las brincar. Falamos de algo que deveria ser património da humanidade e uma das chaves da felicidade.

E existirá uma fita métrica dessa felicidade? Como podem os pais saber se o seu filho é feliz?

Quando as crianças estão distantes ou quando estão invariavelmente sob um registo eufórico, algo está mal. As crianças saudáveis são aquelas que, de quando em vez, ficam tristonhas. Se não vivermos a dor devagarinho não conseguimos ser felizes. Têm a vista na ponta dos dedos e a cabeça no ar, fazem uma asneira de oito em oito horas e esgotam as quotas de impertinência a que têm direito.

Fazer uma criança feliz tem mais a ver com dar à criança o que ela quer ou dar-lhe o que ela precisa?

Os pais devem ser uma entidade reguladora. Devem definir regras de acordo com as suas convicções, de bom-senso e sabedoria.  Os maiores inimigos dos bons pais são os pais bonzinhos. Não é por se fazer todas as vontades às crianças que elas gostam mais de nós e são mais felizes.

Como podemos ajudá-las a lidar com as frustrações?

É importante que as crianças sintam a derrota pois a vitória, por vezes, escapa-nos. No entanto, aos pais aconselho que sejam convincentes nas suas decisões, que incutam respeito.

Qual a importância da felicidade na construção da personalidade de uma criança?

A felicidade de uma criança é o maior alicerce da sua personalidade. Quanto mais tivermos cuidado nos primeiros dois anos de vida, mais criamos crianças com um conjunto de recursos que as tornam afoitas, seguras de si, expeditas e curiosas. Obviamente que, enquanto tivermos este cuidado, podemos ter a certeza que vão constipar-se, sentir perto a morte de alguém da família, mas vão manter o equilíbrio, continuar organizadas.

Se, pelo contrário, as protegermos excessivamente, tentando evitar frustrações, à primeira contrariedade vão partir-se como se de uma peça de porcelana se tratasse e, isso sim, é trágico.

 

As crianças são mais felizes se:

  1. Os pais exibirem versatilidade e adaptação.
  2. A família for encarada como muito mais importante que a escola.
  3. Brincar for entendido como tão importante quanto aprender.
  4. Os pais forem sempre o mais presentes possível.
  5. Os pais servirem de entidade reguladora.
  6. Os pais lidarem com as frustrações das crianças com todo o orgulho.
  7. Filhos e pais sentirem um orgulho recíproco.
  8. Os pais optarem por uma filosofia de transparência e de autenticidade.
  9. Se os pais abandonarem a ideia de proteger excessivamente as crianças.

Texto: Carlos Eugénio Augusto com Eduardo Sá Psicólogo (clínico e psicanalista) com Artur (fotografia)

 

 

 

English children among the unhappiest in the world at school due to bullying

Setembro 7, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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notícia do http://www.theguardian.com  de 19 de agosto de 2015.

Phil Boorman Corbis

An estimated half a million 10- and 12-year-olds are being physically bullied at school, according to a study by the Children’s Society. Photograph Phil Boorman Corbis

Sally Weale Education correspondent

Violence and poor relationships with teachers puts English children 14th out of 15 countries surveyed for happiness at school as charity calls for action.

Children in England are unhappier at school than their peers in almost every other country included in a new international survey, with widespread bullying causing huge damage to their wellbeing.

An estimated half a million 10- and 12-year-olds are physically bullied at school, according to a study by the Children’s Society, which found that 38% of children surveyed had been hit by classmates in the last month.

In an international comparison of children’s happiness in 15 countries, the report concluded that children in England were unhappier with their school experience than their peers in 11 other countries, including Ethiopia and Algeria.

The findings, which are outlined in the Children’s Society’s annual Good Childhood report, carried out in collaboration with the University of York, paint an alarming picture of children’s experiences at school in England, and their wider sense of wellbeing.

Matthew Reed, chief executive of the Children’s Society: “It is deeply worrying that children in this country are so unhappy at school compared to other countries, and it is truly shocking that thousands of children are being physically and emotionally bullied, damaging their happiness. School should be a safe haven, not a battleground.”

According to the report, children who were bullied frequently were six times more likely to have a low sense of wellbeing than children who had not been bullied.

Children in English schools were also the most likely to have experienced being left out by classmates in the last month, with half of all those questioned complaining of feeling excluded. Boys were 50% more likely to have been hit by classmates than girls, while girls were 40% more likely to have felt left out.

Feeling left out

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On average, 11% of children said they were dissatisfied with school life, with particularly poor relationships with teachers upon which England was ranked 14th out of the 15 countries. They were also unhappy about what they were learning (11th in the rankings) and with their classmates (12th).

The study also reveals that children in England are particularly unhappy about their appearance. Girls came bottom in terms of their satisfaction with their appearance and self-confidence compared with girls elsewhere, with the exception of South Korea.

They were more than twice as likely as boys to feel unhappy with their bodies (18% compared with 8%), with few other countries in the study showing the same gender difference.

Low happiness

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The report also highlights the difference in children’s experience of primary and secondary schools with children in year six, the top year of primary, much more likely to say they enjoy going to school (61%), compared with just 43% in year 8.

The international research is based on a survey of 53,000 children aged 10 and 12 in England, Germany, Norway, South Korea, Poland, Estonia, Spain, Turkey, Romania, Algeria, South Africa, Israel, Ethiopia, Colombia and Nepal.

Overall, it concludes that children in England are unhappier with their lives than those in 13 other countries including Israel and South Africa, with only South Korea lagging behind.

Interestingly, however, the report points out that children in England have relatively high satisfaction with five particular aspects of their life – their friendships, money, possessions, their relationships with relatives they don’t live with and their local police.

As a result of its findings, the Children’s Society is calling on the government to make it mandatory for schools in England to provide counselling to pupils, and is urging schools to help children’s wellbeing by tackling bullying and promoting physical exercise.

“Despite a long period of austerity, we are one of the richest nations in the world yet the happiness of our children is at rock bottom,” said Reed. “They are unhappy at school and are struggling with issues around their appearance and self-confidence.

“We know that this is related to their mental health and can prevent them flourishing. We need to urgently find a way to make young people feel happier about their lives to avoid storing up problems for the future. Giving children a happy childhood should be our top priority.”

Professor Jonathan Bradshaw, of the department of social policy and social work at the University of York, said: “Although we know from previous work that most children in England are positive about their lives, these comparisons show where we could be doing better for our children.

He added: “Children are our future. Their wellbeing matters to us all. As a nation we pay enormous attention to the wellbeing of our economy, the state of the weather, sporting league tables, the City and the stock market.

“Indicators of these take up pages of the media every day. We need to make more effort to monitor the wellbeing of our children and we need to devote more resources to understanding how they are doing and to ensuring that their childhood is as good as it can be.”

Children’s mental health has become a key issue for campaigners in recent years, with concerns about cutbacks in adolescent mental health services. Lucie Russell, of the mental health charity, YoungMinds, said not enough was being done to support children facing enormous pressures including stress at school, body image issues and cyberbullying.

“We just cannot ignore that in Britain so many children are suffering. These findings must not be dismissed as simply an inevitable part of growing up. Children in England are worryingly falling a long way behind in their level of happiness in comparison to other countries and action must be taken to address this.

“It is vital that we invest in early intervention services so that we provide support for children and young people when they first start to struggle. Too often children have to wait until their problems hit crisis point before any kind of help kicks in. ”

Kevin Courtney, deputy general secretary of the National Union of Teachers, said: “There needs to be the time devoted in the curriculum to preventing bullying through challenging negative attitudes. The lessons learned make a significant difference to pupils’ attitudes, not only during their school career but throughout their adult life as well.”

He also accused the government’s accountability agenda of putting pressure on children. “Children can now expect to be branded ‘failures’ when barely into primary education, and many of those who undergo high-stakes tests and examinations at all stages of school life experience serious stress-related anxiety.”

A government spokesperson said: “The best schools create a happy, safe and supportive environment for children, laying the foundations for fulfilment in adulthood. Bullying of any kind is unacceptable and all schools must have measures in place to tackle it. That is why we are providing more than £7m to help schools tackle bullying head on.

“We are also promoting greater use of counselling in schools, improving teaching about mental health, and supporting joint working between mental health services and schools. This will ensure children can thrive both inside and out the classroom.”

The Children’s Society is a national charity which works with vulnerable children and young people and campaigns on their behalf.

‘Bullying is soul-destroying’

Tamanna Miah is 22 and in her third year at university, but still carries the emotional and physical scars from the racial bullying she suffered throughout primary and secondary school.

Her family are from Bangladesh and she grew up in Sevenoaks, Kent, where she was the only non-white child in her primary school. The bullying started almost as soon as she began school, she says, around the age of four.

Martin Godwin for the Guardian

Tamanna Miah says she was bullied from the time she started primary school onwards. ‘They did everything to make my life hell.’ Photograph: Martin Godwin for the Guardian

“I was the only Asian kid in my area and in my school. People used to bully me for my looks, my skin colour … they did everything to make my life hell. They called me names, put sticks and rubbish and chewing gum in my hair.

“They would chase me and throw things at me. They pushed me off a wall. Even today I’ve still got the marks on my leg from when that happened. Staff often ignored it. They would say I was being silly, that I was making it up.”

Miah was so unhappy at school her parents had to drive her there “kicking and screaming”; she would pretend to be ill and try to hide to avoid going to school. She began to lose confidence in the way she looked and used her mother’s skin products to try to lighten her skin so she would “fit in” with her peers.

Bullying has changed her life, she says. “It’s soul-destroying, it really is. I know how much I suffered and I wouldn’t want anyone else to go through it. I suffered severe depression and anxiety as a result. I was so isolated.

“I had no confidence, I had no self-esteem. I couldn’t talk to my parents and my teachers didn’t understand. I felt suicidal a lot of the time.”

Far from school being a safe haven, Miah believes children feel particularly vulnerable there, and that teachers don’t realise how much of an impact experiences of bullying have on a child’s wellbeing.

“You should be feeling safe – you spend such a lot of your life at school. But you are open to so much there. You’re meeting other young people. You have to be there. You are there on a daily basis.”

Miah believes her grades suffered as a result of the bullying, which was a constant distraction from her studies. Now she campaigns on issues surrounding bullying and has made a film to show what it’s like to be a victim.

“These days schools do have more policies in place but it’s almost like bullying is a normal part of childhood. We need to break out of that. It’s not normal. I don’t think people realise how detrimental it is.”

 

 

Primeiro filho deixa-nos mais infelizes do que o divórcio ou o desemprego? – estudo realizado na Alemanha

Agosto 31, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da Visão de 13 de agosto de 2015.

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De acordo com o novo estudo realizado na Alemanha e publicado este mês na revista Demography , o efeito de um novo membro na vida de uma pessoa, durante o primeiro ano, é, para a maioria, devastador – pior que o divórcio, desemprego ou, mais impensável ainda, a morte do companheiro.

A investigadora e socióloga Rachel Margolis, da Universidade do Ontario, Canadá, e o investigador Mikko Myrskylä, diretor do Instituto alemão de Investigação Demográfica Max Planck, acompanharam 2.016 alemães que não tinham filhos no início do estudo até pelo menos dois anos após o nascimento do seu primeiro filho.

Aos participantes no estudo, foi pedido que classificassem os seus níveis de felicidade, em resposta à pergunta: “Quão satisfeito está com a sua vida, dadas todas as circunstâncias?”.

A maioria dos casais presentes no estudo começou por se declarar muito feliz com a ideia do primeiro filho. No ano anterior ao nascimento do bebé, os seus níveis de satisfação eram ainda mais marcantes.

Mas a partir do nascimento, as experiências dos pais começaram a divergir: Cerca de 30% dos pais mantiveram o seu nível de felicidade e bem-estar, mas os restantes diminuíram significativamente durante o primeiro e segundo ano após o nascimento.

Os dados mostraram que quanto maior for a perda de bem-estar, menores são as probabilidades de terum segundo filho. Este efeito foi mais significativo nos pais com mais de 30 anos e nível superior de escolaridade.

Para se perceber o nível da quebra nos níveis de felicidade, diga-se que estudos anteriores quantificaram o impacto de outros acontecimentos da vida, usando a mesma escala desta nova investigação, concluindo que o divórcio, por exemplo, equivalia a uma queda de 0.6 de uma “unidade de felicidade”. O desemprego significava uma queda de uma unidade, o mesmo que a morte de um companheiro. Já o ingresso no mundo da paternidade leva a uma queda de 1.4 unidades, considerada “muito severa”.

 

 

 

Vídeo da participação de Paula Duarte do IAC no programa Sociedade Civil sobre “Crianças felizes”

Junho 2, 2015 às 2:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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A Dra. Paula Duarte, coordenadora do Fórum Construir Juntos (FCJ) do Instituto de Apoio à Criança, participou no programa Sociedade Civil RTP 2 de 1 de junho de 2015, cujo tema abordado foi “Crianças felizes”. O programa pode ser visto no link:

http://www.rtp.pt/play/p1832/sociedade-civil

paula

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