As famílias mudaram mas não estão em crise

Maio 21, 2014 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Artigo do Expresso de 15 de maio de 2014.

O estudo mencionado no artigo é o seguinte:

Dia Internacional da Familia

http://www.ine.pt/ngt_server/attachfileu.jsp?look_parentBoui=217149127&att_display=n&att_download=y

expresso

Há novas formas de família: mais casais sem filhos, mais pessoas a viver sozinhas e mais famílias monoparentais. É este o retrato português.

Raquel Albuquerque

Em 2001, os casais que viviam com filhos que não eram comuns aos dois correspondia a 2,7% do total de casais com filhos. Dez anos depois, a proporção passou para 6,6%, refletindo um aumento para mais de o dobro. É essa uma das tendências que se tem verificado nos últimos anos nas famílias portuguesas: a recomposição após um divórcio ou uma separação tornou-se uma prática mais comum.

A marcar o Dia Internacional da Família, que se comemora esta quinta-feira, o Instituto Nacional de Estatística e o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa deram a conhecer um estudo que analisa a evolução das famílias desde 1991, com base nos dados dos censos, sublinhando algumas tendências: mais casais sem filhos, mais famílias monoparentais e mais pessoas a viverem sozinhas.

“A família não está em crise. O que há são novas formas de família que começam a ganhar visibilidade”, aponta Maria João Valente Rosa, demógrafa e diretora da Pordata. É nessas novas formas que se encaixam as famílias reconstituídas ou recompostas, resultando das segundas uniões dos casais.

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Em 78% desses casos, os filhos não comuns são da mulher, embora em dez anos a proporção de filhos do homem tenha aumentado (de 16,5% em 2001 para 17,3% para 2011). Ainda que pequena, é essa a maior variação, como destaca Susana Atalaia, investigadora do Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Lisboa: “Os casais com filhos diminuíram, mas dentro destes aumentou o peso dos casais recompostos com filhos”.

Voltar a partilhar casa

Para além das famílias recompostas, há outra característica: ao longo dos anos, o número de famílias “complexas”, ou seja, constituídas por vários núcleos – avós, tios ou casais mais jovens a viver com os pais, por exemplo – foi diminuindo.

Há uma questão colocada por Pedro Vasconcelos, sociólogo e investigador do ICS. “Será que a crise económica e as políticas de austeridade poderão levar a um aumento das famílias complexas?”, questiona. “É difícil saber ao certo, mas se se mantiverem as atuais condições, que geram a diminuição dos recursos e a diminuição da possibilidade de ter autonomia, faz sentido que esta tendência aumente. Sabe-se que, quanto maior a pobreza relativa da população, mais estas estratégias tenderão a reforçar-se”, acrescenta.

Também as famílias monoparentais aumentaram: hoje, 15% do total de famílias são compostas apenas pela mãe ou pelo pai. E neste universo conclui-se que em 87% dos casos é a mãe que está sozinha com os filhos.

Uma das explicações para esse valor é a entrega dos filhos ao cuidado das mães a seguir ao nascimento fora do casamento, cada vez mais comum, ou após o fim da relação. Aliás, os dados apontam para que o fim das relações tenha estado na origem de 43% das famílias monoparentais (uma tendência que há vinte anos era menos comum – acontecia em 22% dos casos).

Não só as famílias estão mais pequenas, como acabam por se reduzir a apenas uma pessoa. A tendência de viver sozinho tem aumentado nas últimas décadas: hoje, em 100 pessoas, 21 vivem sozinhas. Ou seja, mais de um quinto da população. Dessa parte da população, quase metade tem mais de 65 anos, o que coincide com a tendência de envelhecimento da população.

Só que é preciso relativizar esse peso da população idosa, que é tendencialmente visto de uma perspetiva negativa, defende Pedro Vasconcelos. “É verdade que há situações de isolamento e de afastamento das gerações mais novas, mas também há situações de autonomia”, aponta. “Não podemos olhar para uma pessoa com mais de 65 anos como olhávamos há 50 anos”.

Também Maria João Valente Rosa considera importante olhar para os números de outra forma. “O que se passa em Portugal não é diferente do que se passa noutras sociedades”, refere.

“A família já não se reduz a quatro ou cinco palavras”, aponta, sublinhando que o que a família é hoje resulta do desenvolvimento da própria sociedade.

dimensao

 

 

 

Mais de 80 mil filhos, a maioria com idade superior a 25 anos, vivem só com o pai

Março 19, 2013 às 6:06 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 19 de Março de 2013.

O Estudo mencionado na notícia é o seguinte:

O Perfil do Pai Que Vive com os Filhos

Rita da Nova

Famílias em que os filhos moram só com o pai cresceram cerca de 33% em dez anos. Muitos destes pais têm mais de 60 anos.

Mais de 80 mil filhos vivem só com o pai, indicam dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelados a propósito do Dia do Pai, que se celebra esta terça-feira.

As famílias em que os filhos moram apenas com o pai são, em geral, agregados familiares de uma faixa etária mais velha, em comparação com famílias “convencionais”. Os filhos que moram só com o pai têm, na sua maioria, mais de 25 anos e a idade média destes pais é de 56,6 anos.

A maior parte dos pais tem entre 40 e 59 anos e quase 39% têm 60 ou mais anos. A maioria dos pais em núcleo monoparental são viúvos ou divorciados.

“Esta estrutura etária traduz duas realidades distintas: por um lado a dos homens que ficam com os filhos após um divórcio, separação ou viuvez e, por outro, a de pais mais idosos, em que os filhos retornam a casa e/ou passam a cuidar dos pais”, indica o Instituto Nacional de Estatística no relatório divulgado.

O estudo foi feito com base nos Censos de 2011 e indica, também, que mais de dois terços dos pais em núcleo monoparental têm apenas um filho a seu cargo. Cerca de 20% destes pais moravam com dois filhos e a quantidade de núcleos monoparentais de pai com três ou mais filhos é inexpressiva.

Quase metade dos pais em família monoparental estava empregada aquando do levantamento dos Censos.

As famílias monoparentais em que é o pai a morar com os filhos cresceram 33,2% nos últimos dez anos. Em 2011, mais de 64 mil pais viviam sozinhos com os filhos. Apesar do crescimento verificado, os núcleos monoparentais de pai representam apenas 13,3% do total das famílias em que os filhos moram apenas com um dos progenitores.

Contudo, os dados do INE indicam que mais de 90% dos pais vivem em núcleos familiares convencionais, isto é, famílias em que pai e mãe estão juntos (por casamento ou união de facto) e moram apenas com os filhos comuns.

Contudo, há uma grande disparidade no tipo de união dos cônjuges destas famílias ditas “convencionais”: 83,7% são casados, enquanto apenas 8,8% vivem em união de facto.

Mais de metade dos filhos que moram com a mãe e com o pai têm menos de 15 anos. Em contrapartida, quase 18% dos filhos a viver neste tipo de famílias têm 25 ou mais anos.

Os teus, os meus e os nossos
O relatório do Instituto Nacional de Estatística refere ainda os “casais reconstituídos”, isto é, núcleos familiares em que o casal tem “um ou mais filhos naturais ou adoptados, sendo pelo menos um deles filho apenas de um dos membros do casal”.

Quase 60 mil pais portugueses estão incluídos neste tipo de famílias. Todavia, os núcleos familiares com filhos anteriores só do homem representam apenas 14,5% do total de famílias a viver nesta realidade. Dos mais de 105 mil casais reconstituídos que existiam em 2011 em Portugal, apenas 15.377 tinham filhos só do pai.

“A pequena proporção de núcleos familiares com filhos anteriores só do homem, tendo em conta o número de núcleos familiares com filhos anteriores apenas da mulher, evidencia o papel do homem enquanto padrasto nos casais reconstituídos”, sublinha o relatório do INE.

De acordo com O Perfil do Pai Que Vive com os Filhos, em 2011 havia em Portugal mais de um milhão e 600 mil pais, com idade média de 47,1 anos.

 

Seminário Políticas Públicas e Novas Parentalidades

Julho 5, 2012 às 8:00 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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Pelo direito à reunificação familiar de imigrantes de países terceiros na UE

No âmbito da elaboração do LIVRO VERDE do direito à reunificação familiar de imigrantes de países terceiros, nacionais de países da União Europeia, a COFACE (Confederation of Family Organizations in the European Union) recomenda que as políticas públicas europeias não permitam a descriminação de indivíduos ou formas familiares no direito à reunificação familiar.

12 de Julho de 2012

ICS-UL,Lisboa

Sala Polivalente

Mais informações Aqui

Estado sem vagas para acolher crianças em perigo

Junho 26, 2012 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 17 de Junho de 2012.

Estado sem vagas para acolher crianças em perigo


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