XXVI Semana de Psicologia e de Ciências da Educação 12-16 novembro – com a participação de Maria João Malho do IAC

Novembro 9, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Dr.ª Maria João Malho (técnica do Instituto de Apoio à Criança), irá participar na XXVI Semana de Psicologia e de Ciências da Educação no dia 12 de novembro no workshop “Espaço urbano como espaço de risco? O potencial educativo da cidade no desenvolvimento da criança /jovem”.

Mais informações no link:

https://www.facebook.com/events/312192409577550/

http://www.aefpceup.pt/wp-content/uploads/2015/10/Vers%C3%A3oFinal_ProgramaXXIIISPCE1.pdf

 

 

Casas de acolhimento demasiado grandes e segregadoras

Dezembro 1, 2016 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 16 de novembro de 2016.

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Ana Cristina Pereira

Primeiro estudo nacional sobre a qualidade do acolhimento residencial de crianças e jovens retiradas às famílias detecta falhas: irmãos separados, formação por vezes insuficiente dos técnicos, meninos a mais na mesma casa.

É o primeiro estudo de âmbito nacional destinado a aferir a qualidade do acolhimento residencial de crianças e jovens órfãos, abandonados ou retirados a famílias que põem em perigo a sua segurança, saúde ou educação. O grupo de investigação e intervenção em acolhimento e adopção, da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, da Universidade do Porto, ainda vai a um terço do trabalho, mas já detectou sinais de “insuficiente respeito pelos direitos da criança”.

Sónia Rodrigues, cujo projecto de doutoramento está na origem deste estudo, aponta vários exemplos de “insuficiente respeito” pelo direito à participação da criança nas decisões que a ela dizem respeito, o direito a informação sobre o seu processo, o direito a que seja trabalhada a sua autonomia e estimulado o seu desenvolvimento, o direito ao afecto, o direito a ter família.

A equipa – orientada por Maria Barbosa-Ducharne e coordenada por Sónia Rodrigues e Joana Campos – seleccionou 90 casas situadas em várias partes do país, de forma aleatória, de modo a obter uma amostra representativa. Além das seis do estudo-piloto, já avaliou 30 da amostra, o que implicou ter cinco investigadores a fazer uma visita a cada uma delas, com entrevistas ao director técnico, a elementos da equipa técnica e educativa e a outros colaboradores, mas também às crianças (a partir dos 6 anos) e aos jovens acolhidos. Tudo combinado com questionários e provas psicológicas e interacção, incluindo almoçar e jantar com as crianças e jovens.

Concluíram, para já, que as casas de acolhimento continuam a ser demasiado grandes, explica Sónia Rodrigues. “Temos casas com 30, 60, 90 crianças com menos de seis anos. Temos cuidadores com imenso espírito de missão, mas ainda é normal ouvir dizer: ‘Está cá há um mês e ainda chora. Ainda não se habituou.’ Qualquer psicólogo sabe que bebé que deixa de chorar é desânimo aprendido – já nem vale a pena chorar.”

Irmãos separados

Não é só a dimensão. “Ainda há 46% de casas segregadoras. Os irmãos vão para uma casa e as irmãs para outra. E a maioria das casas opta por ter uma população mais ou menos homogénea. Uma casa tem crianças até seis anos, por exemplo. Quando fazem seis, as crianças têm de mudar para outra.”

Ocorre-lhe o exemplo de “uma menina de sete anos que foi fechada no quarto o dia inteiro por ter passado a noite a chorar com saudades da irmã”. E o de “bebés que dormem num berçário e as cuidadoras de serviço à noite passam a ferro no edifício ao lado e vão lá de 15 em 15 minutos”. “Isto são coisas que não acontecem sem o conhecimento das pessoas responsáveis pelas instituições”, sublinha.

O objectivo é melhorar o serviço. Os investigadores oferecem a cada uma das casas que o desejar um relatório de qualidade. Nele indicam “pistas”.

Para Sónia Rodrigues, é fundamental pensar em casas de menor dimensão (até 12 crianças), casas com crianças e jovens de diferentes idades e géneros, casas com oferta de acolhimento especializado – há crianças com problemas de saúde mental, com problemas comportamentais graves, com dependências de drogas. E em cada momento ajustar rácio cuidador/cuidado.

A equipa de que faz parte detectou carências de formação específica e de base contínua e horários de trabalho que nem sempre salvaguardam as “passagens de turno”. Defende formação; supervisão externa; responsabilização das equipas técnicas; participação das crianças. “Todo o acolhimento deve ser terapêutico”, sustenta. “Deve promover a autonomia desde o início.”

“É preciso que haja directivas firmes sobre o funcionamento destas casas”, defende. “Há muitas crianças que nunca entraram numa loja, num supermercado. Não sabem como fazer as tarefas mínimas. Não tiveram carinho que lhes permita estabelecer relações duradouras. Não têm escolaridade que lhes permita arranjar emprego e mantê-lo. Quando fazem 18 anos, é muitas vezes para a família que não tinha condições para as ter que voltam. E muitos precipitam-se para uma nova família, têm filhos muito jovens, que depois lhes vão ser retirados, alimentando esta grande máquina que é o sistema de acolhimento nacional”.

473 crianças ouvidas

Para já, os investigadores ouviram 473 crianças e jovens, 46 cuidadores sobre crianças com menos de 6 anos, 36 directores técnicos, 308 cuidadores e 35 técnicos de articulação nas tutelas. E, aos maiores de 12, aplicaram testes capazes de “avaliar a saúde mental, o ajustamento psicológico, o bem-estar, a satisfação com a vida”.

Em Portugal “uma em cada 250 crianças está em acolhimento residencial”, sublinha Sónia Rodrigues. As 433 instituições existentes no país acolhiam 8297 crianças e jovens no final do ano passado, de acordo com o relatório de Caracterização Anual da Situação de Acolhimento das Crianças e Jovens 2015. “Temos muito que fazer com as famílias antes de recorrer a esta medida, mas, de forma quase chocante, essa é muitas vezes a primeira medida.”

Não se pense que o país tem “um número exagerado” de crianças retiradas às famílias. Não tem. O que tem, sublinha, é “um desequilíbrio muito grande entre acolhimento familiar e acolhimento residencial”. “Temos 96% das crianças retiradas às famílias em acolhimento residencial”, esclarece aquela investigadora. E muito poucas em famílias de acolhimento.

O modelo de financiamento não será alheio a este retrato. “Funciona por cabeça”, critica. “Não é a qualidade do trabalho que é feito com estas crianças, não é a atenção que lhes é dada, é o número que importa. Paga-se a uma casa com 60 bebés o mesmo que se paga a uma casa com 60 adolescentes com problemas de comportamento, o que faz com que as casas prefiram ter bebés”, esclarece.

Parece-lhe importante encaminhar as crianças com menos de seis anos para acolhimento familiar. Essa é, de resto, uma das orientações da revisão que em 2015 se fez da Lei de Protecção de Crianças e Jovens em Perigo. “Está provado que os bebés em acolhimento residencial ficam com danos neurológicos permanentes”, diz. “Os bebés querem colo, precisam de vinculação.”

 

 

13ª Conferência da International Association for the Treatment of Sexual Offenders – Criminal Policies in Sexual Violence: From research to legislation and treatment

Agosto 20, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações aqui

 

Estudo diz que crianças vítimas de abuso podem sofrer processos de vitimação secundária

Julho 25, 2014 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Porto Canal de 18 de julho de 2014.

Agência Lusa

Guarda, 18 jul (Lusa) – As crianças vítimas de abuso sexual podem sofrer “processos de vitimação secundária” se as práticas judiciárias “não tiverem em conta as suas características e necessidades específicas”, alerta um estudo sobre a caracterização das vítimas.

O estudo, da autoria de Ana Cristina Sequeira, surge no âmbito de uma tese de mestrado na área da Psicologia do Comportamento Desviante e da Justiça.

A jovem de 23 anos, da Guarda, defendeu, na quarta-feira, na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto, a tese de mestrado subordinada ao tema “A audição da criança vítima de abuso sexual no sistema judicial português – as práticas atuais e as modificações necessárias, na perspetiva de magistrados e psicólogos forenses”.

Ana Cristina Sequeira refere que “o abuso sexual de menores é um dos crimes que mais frequentemente conduz as crianças ao contacto com o Sistema de Justiça, contexto no qual a criança poderá sofrer processos de vitimação secundária, se as práticas judiciárias não tiverem em conta as suas características e necessidades específicas”.

A autora do estudo disse hoje à agência Lusa que um dos procedimentos em que “esta vitimação secundária mais tende a acontecer é a inquirição/audição de crianças, em particular, em sede de julgamento”.

No estudo, analisou as práticas judiciais vigentes na inquirição da criança vítima de abuso sexual em Portugal, as suas potencialidades e limitações, “na perspetiva de magistrados e psicólogos forenses” e apercebeu-se do “esforço realizado no sentido de uma atuação mais adaptada e de uma articulação interprofissional mais eficaz”.

“Apesar das limitações ainda observadas nas condutas adotadas na inquirição da criança vítima de abuso sexual, os profissionais estão conscientes da necessidade de reformular os procedimentos (…) com vista à sua proteção”, assinala.

Segundo a autora, o estudo, na sequência de outras investigações anteriores, também permitiu recolher “elementos caracterizadores das práticas judiciais vigentes na inquirição da criança vítima de abuso sexual”, segundo a perspetiva dos dois grupos profissionais entrevistados, magistrados e psicólogos forenses.

“Tendo em conta as especificidades do abuso sexual de crianças, todos os profissionais reconhecem a importância e centralidade do testemunho das crianças vítima”, face à “ausência de provas físicas e/ou biológicas neste tipo de crime”, valorizando ainda “a participação e testemunho da criança durante o processo judicial”, indica.

No futuro, Ana Cristina Sequeira, gostaria de “alargar quantitativamente e geograficamente a amostra, para caracterizar outras realidades judiciais e, acima de tudo, de poder aceder também à perspetiva dos juízes, aqueles que, na prática, orientam os procedimentos e tomam as decisões judiciais finais”.

A autora entende que “seria relevante também aceder às perspetivas dos advogados e, se possível, às perspetivas das próprias crianças vítimas, envolvidas nestes processos”.

ASR // SSS

Lusa/fim

 

Seminário | Dificuldades de aprendizagem: iniciativas, equívocos, tensões e limites

Março 7, 2014 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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porto

No dia 14 de março de 2014 às 18h00, terá lugar na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP) o seminário “Dificuldades de aprendizagem: iniciativas, equívocos, tensões e limites”.

Esta será a oitava sessão do Ciclo de seminários intitulado “Escola e pedagogia:
Reflexões sobre o dizer e o fazer”
e contará com a presença de Luísa
Alonso (Universidade do Minho).

Este Ciclo de Seminários é uma organização do CIIE – Centro de Investigação e
Intervenção Educativas.

Mais informações

CIIE – Centro de Investigação e Intervenção Educativas

Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação

Universidade do Porto

Rua Alfredo Allen

4200-135 Porto – Portugal

T.| +351 220 400 615

E.| ciie_secretariado@fpce.up.pt

U.| www.fpce.up.pt/ciie

Seminário – Outras possibilidades de ação educativa nas escolas

Dezembro 27, 2013 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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porto

No dia 7 de janeiro de 2014 às 18h00, terá lugar na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP) o seminário “outras possibilidades de ação educativa nas escolas “.

Esta será a sétima sessão do Ciclo de seminários intitulado “Escola e pedagogia: Reflexões sobre o dizer e o fazer” e contará com a presença de Fernando Ilídio Ferreira (Universidade do Minho).

Este Ciclo de Seminários é uma organização do CIIE – Centro de Investigação e Intervenção Educativas.

Mais informações
CIIE – Centro de Investigação e Intervenção Educativas
Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
Universidade do Porto
Rua Alfredo Allen
4200-135 Porto – Portugal
T.| +351 220 400 615
E.| ciie_secretariado@fpce.up.pt
U.| www.fpce.up.pt/ciie

 

Universitários ainda têm preconceitos quanto a crianças adoptadas por gays

Novembro 5, 2012 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Divulgação, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Caderno P3 do Público de 28 de Outubro de 2012.

Texto de Lusa

Estudo da UP mostra que “preconceito relativamente à homoparentalidade subsiste”. Estudantes consideram que desenvolvimento sexual da criança pode ficar “em risco”, sobretudo se for um rapaz educado por duas mães

Os estudantes universitários consideram que alguns aspectos do desenvolvimento sexual da criança podem estar “mais em risco” se for adoptada por um casal homossexual, sobretudo se for um rapaz educado por duas mães, revela um estudo da Universidade do Porto.

O estudo “Homoparentalidades num contexto heteronormativo”, da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, a que a agência Lusa teve acesso, procurou caracterizar as atitudes face à homoparentalidade junto de estudantes universitários de dois tipos de cursos, uns de carácter mais tecnológico e outros vocacionados para a intervenção social.

Foram abrangidos 1.288 finalistas de Psicologia, Serviço Social, Educação Social, Sociologia, Medicina, Enfermagem, Ensino Básico, Educação de Infância e Direito. O autor do estudo “Homoparentalidades num contexto heteronormativo” recordou os 40 anos de investigação que evidenciaram, sobretudo, semelhanças entre as práticas parentais de casais homossexuais e heterossexuais e índices idênticos de adaptação psicológica de crianças educadas nos dois contextos. Contudo, “apesar destas evidências, constata-se que o preconceito relativamente à homoparentalidade subsiste”, disse à Lusa o investigador Jorge Gato.

Apesar dos mais jovens e educados tenderem a apresentar atitudes mais positivas face aos homossexuais, alunos de cursos tecnológicos consideram que alguns aspectos da “identidade sexual normativa” de uma criança estão mais em risco se esta for adoptada por uma família homoparental. Uma percepção visível sobretudo nos homens, segundo o investigador: ”Os inquiridos mostraram-se mais preocupados com a possibilidade de um rapaz educado por duas mães poder apresentar mais dificuldades na aquisição de comportamentos tradicionalmente masculinos”. “Os homens têm atitudes mais negativas em relação aos homossexuais, por considerarem que a identidade heterossexual está indissociavelmente ligada à sua identidade enquanto homens”, explicou.

Homossexuais “mais competentes”

Já os universitários de cursos de intervenção social consideram que os casais homossexuais são “mais competentes” nalgumas dimensões do que os heterossexuais. Por exemplo, consideram que “as crianças têm menos probabilidade de ser abusadas sexualmente nas famílias de lésbicas e gays mas, por outro lado, acham que estas famílias têm menor capacidade de transmitir valores às crianças”.

Contudo, numa situação hipotética, os participantes acabaram por atribuir, com maior probabilidade, a custódia de uma criança a uma família heteroparental. “Podendo ter origem numa antecipação de discriminação por parte da sociedade, este tipo de posicionamento tem implicações sociais e éticas importantes”, disse, considerando que “a expectativa de discriminação deve constituir-se como um estímulo para a sua erradicação e não como um factor de (dupla) discriminação de potenciais mães lésbicas e pais gay”.

“É importante, sobretudo, estas pessoas inquiridas fazerem um exame de consciência acerca do que é que neles existe de pessoal e valorativo que pode estar a afetar a forma como pensam acerca destas questões”, mas também é fundamental formação académica, considerou. “A homoparentalidade em si não é problemática, nem do lado dos pais, nem do lado das crianças, mas não me parece que esta informação esteja a ser suficientemente transmitida” nas faculdades, acrescentou o investigador.

O estudo sublinha que a crença de que a orientação sexual de mães/pais influencia a identidade sexual dos filhos “poderá ser um dos factores subjacentes à apreensão que a adopção por casais do mesmo sexo ainda suscita em Portugal”.

 

2.º Colóquio sobre Educação & Ética Ambiental

Setembro 25, 2012 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Seminário “Currículo e Políticas Curriculares em Portugal: Que mudanças?”

Dezembro 30, 2011 às 9:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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