Estudo com crianças do Porto: menos de 40% usam protector solar na praia

Agosto 11, 2018 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 30 de julho de 2018.

Foram inquiridas duas mil crianças de 12 escolas.

Lusa

Um estudo desenvolvido pela Faculdade de Medicina do Porto (FMUP) mostra que, de duas mil crianças inquiridas em 12 escolas primárias públicas da cidade, apenas 37% usam protector solar quando vão à praia e 15% quando estão na escola.

Os resultados deste estudo, que engloba crianças dos sete aos 11 anos e que faz parte de uma investigação sobre os conhecimentos da população portuguesa relativamente à exposição solar, indicam que 64% dos participantes usam o chapéu para se proteger do sol.

“Apesar da falta de protecção em alguns cenários, e ainda que 85% das crianças tenha um conhecimento adequado sobre as medidas de protecção solar, mais de metade (64%) pensa erradamente que o protector solar protege melhor do que a roupa ou a sombra”, indica um comunicado sobre a investigação.

Da responsabilidade da estudante de doutoramento da FMUP Ana Filipa Duarte, também investigadora no Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS), o projecto envolveu diferentes grupos que lidam com o sol em contextos específicos.

Outro dos estudos englobados na investigação, concebido com dados de mais de quatro mil questionários respondidos por veraneantes, durante quatro anos consecutivos, à entrada de uma praia algarvia, demonstra que mais de metade dos inquiridos chega à zona balnear nas horas menos recomendadas para exposição solar.

Dessa amostra, são as pessoas com idades compreendidas entre os 16 e 40 que mais desrespeitam o horário de segurança.

Questionando a mesma amostra sobre a utilização de solários, “concluiu-se que as pessoas que não têm os devidos cuidados em contexto balnear são, também, aquelas que mais recorrem a solários”, indicou o comunicado.

Contudo, continua a nota informativa, embora em Portugal a utilização deste serviço “seja significativa, especialmente entre mulheres com idades jovens, a procura está abaixo da registada noutros países europeus”.

Atletas susceptíveis

Os atletas, refere ainda o comunicado, que praticam desporto ao ar livre “são outro dos grupos mais susceptíveis à exposição solar”.

Através da análise dos dados de um inquérito realizado junto de 2445 corredores ao ar livre, que participaram em maratonas organizadas no Porto, concluiu-se que 75% dos inquiridos têm um comportamento desadequado, cenário mais positivo entre pessoas que treinam mais de quatro horas por semana.

Outra das conclusões demonstra que, apesar de as mulheres serem mais cuidadosas do que os homens no que diz respeito à utilização do protector solar, não têm tanto cuidado quanto aos horários recomendados para a exposição solar.

Esta linha de investigação tem em curso estudos adicionais, que permitem verificar a melhor forma de intervenção junto da população e melhorar a sua eficácia, direccionando as campanhas de prevenção.

No âmbito deste projecto estão ainda a ser investigados os dados epidemiológicos e os custos associados ao tratamento do cancro da pele em Portugal.

Esta investigação foi coordenada por Osvaldo Correia e Altamiro da Costa Pereira, docentes da FMUP e investigadores do CINTESIS.

 

mais informações na notícia da Universidade do Porto:

FMUP e CINTESIS avaliam hábitos de exposição solar dos portugueses

 

Estudo mostra que sofrimento mental materno está associado a stress dos filhos

Agosto 8, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 26 de julho de 2018.

LUSA

Um estudo desenvolvido por investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) mostra que o sofrimento mental materno se associa a biomarcadores de stress nos filhos, deixando-os em maior risco de desenvolver síndrome metabólico e obesidade.

“Desde o nascimento que o bebé começa a estabelecer uma relação de vinculação com o adulto que lhe assegura o seu conforto e sobrevivência, o seu neurodesenvolvimento, regulação emocional e resposta ao stress”, escreve a instituição de ensino superior em comunicado.

Segundo a FMUP, quando a qualidade das relações de vinculação está comprometida, podem ser espoletados mecanismos na criança que levam a variações nos níveis de cortisol, a hormona do stress responsável pelo controle dos níveis de açúcar no sangue, e a alterações comportamentais, ao nível do sono e do apetite.

Este estudo envolveu os pais e cerca de 100 crianças que frequentavam a consulta de obesidade no Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, e mostra uma correlação significativa entre o estado mental materno e os níveis alterados de cortisol nos filhos, associação encontrada mais frequentemente nas raparigas.

Foram igualmente analisadas as diferenças entre os vários tipos de vinculação entre progenitores e os filhos, destacando-se as estratégias de vinculação insegura que se desenvolvem quando “a qualidade da relação, que implica a sensibilidade e capacidade de resposta contingente do cuidador principal, está comprometida”, explica a investigadora Inês Pinto.

A responsável pelo trabalho concluiu que as filhas que apresentavam estratégias de relação insegura do tipo “evitante”, na qual uma situação de depressão da mãe pode fazer com que esta não seja tão responsiva a alguns sinais de sofrimento da criança, acabam por não ser capazes de se regularem emocionalmente, “podendo recorrer aos alimentos para se confortar”.

“Esta criança interpreta que o choro é algo negativo e suprime-o, seja para manter a mãe por perto ou porque sente que não surte efeito”, lê-se na nota da FMUP.

Estas são crianças que “raramente pedem ajuda e que tentam resolver tudo sozinhas”, sendo também “as que menos aparecem nas consultas”, porque “aprendem que tudo o que é emocional não pode ser verbalizado”.

De acordo com a também médica pedopsiquiatra no hospital Beatriz Ângelo, em Loures, este processo pode culminar num cenário de compensação através em desregulações hormonais.

Já nas estratégias de vinculação insegura do tipo ansioso, as crianças percebem “que nem sempre as mães estão presentes, mas que podem forçar a resposta materna, se exagerarem os seus estados”. “São essas que mais aparecem na consulta, que pedem ajuda, mas nas quais não foram encontradas associações com as hormonas do stress”, referiu.

Para a investigadora, a intervenção dos profissionais de saúde deve ser adaptada consoante o tipo de vinculação. Enquanto na relação de vinculação insegura do tipo evitante é necessário ajudar as crianças a verbalizar os sentimentos, no grupo ansioso é preciso auxiliá-las a distinguir “uma dor real daquela que não é”.

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Os resultados desta investigação, desenvolvida no programa doutoral em Metabolismo: Clínica e Experimentação da FMUP e orientada pelo professor catedrático Rui Coelho sublinham a importância da qualidade da relação de vinculação entre a mãe e o filho, do funcionamento familiar e do estado mental de pais e filhos quando se estuda a obesidade infantil.

“Deste modo, ao protegerem os seus filhos do stress excessivo e que perturba o funcionamento e o desenvolvimento dos sistemas neurofisiológicos, contribuem para a redução do risco da obesidade infantil”, acrescentou a investigadora.

Notícia da FMUP:

Depressão materna pode influenciar obesidade infantil

 

 

Melhores alunos estudam uma hora por dia depois das aulas

Junho 21, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 19 de junho de 2018.

Nas semanas anteriores aos exames, o tempo dedicado ao estudo aumenta para cinco horas. Este ritmo não é suficiente no superior, concluiu investigação na Universidade do Porto.

Samuel Silva

Uma hora por dia, depois das aulas, é quanto alguns dos melhores alunos do país, com médias de ensino secundário acima dos 18 valores, dizem dedicar ao estudo ao longo do ano lectivo. Em época de exames nacionais, o tempo destinado a preparar as provas sobe para cerca de cinco horas diárias. No entanto, não basta estudar mais para conseguir melhores resultados, avisa a professora da Universidade do Porto Joselina Barbosa, autora da investigação de que resultaram estes dados.

O trabalho de Joselina Barbosa envolveu estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP). Em média, estes alunos dizem ter dedicado, durante o período lectivo, sete horas semanais aos estudos para lá das aulas enquanto frequentavam o ensino secundário. Nas semanas após o final das actividades lectivas e de preparação para os exames nacionais, o tempo dedicado aumentou: foram 33 horas semanais, ou seja cerca de cinco horas por dia.

No último ano lectivo, a FMUP teve uma média de entrada no concurso nacional de acesso ao ensino superior de 18,33 valores. Foi o curso de Medicina com a nota de ingresso mais elevada e o quarto curso superior do país com a entrada mais exigente. Ou seja, os alunos que participaram nesta investigação estão “entre os melhores do país”, sublinha a autora, com médias sempre acima dos 18 valores no final do ensino secundário.

Joselina Barbosa conclui que é, no entanto, impossível estabelecer uma correlação entre o tempo dedicado ao estudo e os resultados escolares dos alunos. “Não podemos dizer que quem estuda mais tem melhores notas”, afirma a investigadora da FMUP. Para um aluno com técnicas de trabalho desajustadas ou incapacidade para distinguir o essencial do irrelevante numa determinada matéria, pode até ser contraproducente passar mais tempo a estudar.

Um outro dado a que chegou a autora na sua investigação aponta também no sentido de que mais tempo dedicado ao estudo não significa melhores notas. Uma vez entrados no curso de Medicina, estes mesmos alunos duplicam o tempo de estudo, o que não é suficiente para manterem o mesmo nível nas notas.

Após o primeiro ano da licenciatura, os alunos de Medicina têm 13 valores de média final, apesar de destinarem 14 horas semanais (isto é, duas horas por dia) ao estudo, em período de aulas. Nas épocas de exames, os mesmos alunos estudam em média 52 horas por semana – cerca de sete horas e meia diárias.

Esta terça-feira, 77 mil alunos fazem o exame nacional de Português do 12.º ano, a mais concorrida das provas do ensino secundário. A época de exames começou esta segunda-feira com o de Filosofia do 11.º ano e prolongam-se até ao próximo dia 27 de Junho.

Os dados do estudo de Joselina Barbosa foram recolhidos no ano lectivo 2014/15 junto dos estudantes da FMUP. O trabalho desta docente da Universidade do Porto faz parte de uma investigação mais lata, que se prolongou durante quatro anos e que envolveu estudantes de todos os cursos de Medicina das universidades nacionais.

Este estudo tinha como principal objectivo entender as condições em que é feita a transição dos estudantes entre o ensino secundário e o ensino superior. Como demonstrou a investigadora da FMUP, estes alunos, que entram na faculdade com médias superiores a 18 valores, acabam o primeiro ano de curso com uma média de 13.

O impacto dos novos métodos de ensino e a maior exigência das matérias de um curso superior, fazem com que estudantes “habituados a serem os melhores” a tornarem-se “alunos medianos”, explica Joselina Barbosa. “Muitos deles colocam em questão se realmente vão conseguir fazer o curso, se vão ser bons médicos se ainda conseguem não adquirir as competências que são necessárias”, acrescenta.

A sua investigação tentou por isso perceber quais são as condições em que os estudantes conseguem ter sucesso e concluiu que aqueles que têm melhor desempenho académico são capazes de conjugar um número elevado de horas dedicadas ao estudo com uma baixa sobrecarga de trabalho. Este último indicador é medido pelo volume de trabalho percepcionado pelos alunos, não sendo um valor absoluto.

Ou seja, “para atingir os níveis de aprendizagem desejados” os alunos de Medicina têm mesmo que “estudar muito”, mas sobretudo que “estudar bem”, defende a investigadora. O que distingue os alunos com melhor desempenho académico é a sua a motivação e a “aprendizagem auto-dirigida”, isto é a capacidade de orientarem autonomamente o seu estudo.

Estas são características de cada estudante que “podem ser desenvolvidas durante o curso”, defende Joselina Barbosa, uma vez que não são estáticas, ao contrário das características de personalidade. A investigadora da FMUP propõe por isso que, à chega ao ensino superior, os estudantes tenham formação, para “aprender a aprender”. A isso deve ser acrescentado um apoio por parte dos professores para que os alunos não sintam o “choque” da mudança. Este suporte deve ser “gradual”, reduzindo-se ao longo do primeiro ano lectivo no novo curso.

 

 

 

Adolescentes portugueses têm baixos níveis de vitamina D

Fevereiro 2, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Fábio Poço

Notícia do https://www.dn.pt/ de 10 de janeiro de 2018.

Os especialistas concluíram que os jovens que tinham mais desta vitamina no organismo apresentavam menores níveis de colesterol

Investigadores da Universidade do Porto concluíram num estudo que os adolescentes portugueses têm baixos níveis vitamina D, um micronutriente que desempenha “um papel central no metabolismo do cálcio e no crescimento ósseo”.

“Até ao momento, foram publicados dois artigos, cujos resultados apontam para baixos níveis de vitamina D, nesta população, tendo-se concluído que os jovens com maiores níveis deste micronutriente no sangue têm menores valores de colesterol”, explicam os investigadores do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) e da Faculdade de Medicina da U.Porto (FMUP).

Com estes estudos, “fazemos um retrato do estado da vitamina D em adolescentes portugueses. Na adolescência, a vitamina D desempenha um papel central no metabolismo do cálcio e no crescimento ósseo, funções que são essenciais para os adolescentes. Esta fase é também particularmente importante, porque é um período sensível para o espoletar de um perfil de risco cardiovascular, cujas manifestações se detetam mais tarde na vida”, salientam, em comunicado.

As investigações avaliaram adolescentes pertencentes à coorte EPITeen, um estudo longitudinal que arrancou em 2003 com o objetivo de compreender como os hábitos e os comportamentos adquiridos na adolescência se refletem na saúde do adulto.

Os jovens foram avaliados aos 13 anos de idade, nas escolas públicas e privadas da cidade do Porto, tendo sido analisadas a vitamina D ingerida (obtida a partir da alimentação), através de um questionário de frequência alimentar, e a vitamina D sérica, quantificando os níveis de 25-hidroxivitamina D nas amostras de sangue.

Os investigadores referem que um número crescente de estudos tem sugerido uma relação entre a falta de vitamina D no organismo e o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, osteoporose, diabetes, cancro e várias patologias autoimunes, o que tem suscitado o interesse pelo estudo deste micronutriente.

Maria Cabral, primeira autora da investigação, explica que “existem duas fontes principais de vitamina D: a que advém da exposição à luz solar e a que provém da vitamina D ingerida (obtida a partir da dieta)”.

A produção interna deste micronutriente depende de fatores como a idade, a pigmentação da pele, a exposição ao sol, a estação do ano e a latitude.

“Além do mais, em regiões com latitudes superiores a 40 graus Norte, a síntese cutânea de vitamina D pode não ser suficiente, sobretudo durante o período do inverno, em que existe menos luz solar. Neste contexto, a contribuição dos alimentos ricos neste micronutriente poderá ser importante para ajudar a manter níveis de vitamina D saudáveis”, alerta Maria Cabral.

A este propósito, o estudo designado Relationship between dietary vitamin D and serum 25-hydroxyvitamin D levels in portuguese adolescents, publicado na revista “Public Health Nutrition”, revela que “há uma relação entre o que é ingerido e os níveis de vitamina D no sangue, suportando que o aumento das fontes alimentares de vitamina D pode ser benéfico para elevar também os níveis da vitamina D sérica (obtida a partir da dieta e da síntese cutânea)”, refere a investigadora.

Assim, aumentar a ingestão de alimentos ricos nesta vitamina como o pescado, poderá ajudar a combater os baixos níveis de vitamina D sérica dos jovens portugueses.

Já no artigo intitulado Vitamin D levels and cardiometabolic risk factors in Portuguese adolescents, e publicado no “International Journal of Cardiology”, os investigadores concluíram que os jovens que tinham mais vitamina D no organismo apresentavam menores níveis de colesterol.

Estes artigos são também assinados pelos investigadores Joana Araújo, Carla Lopes, Henrique Barros, João Tiago Guimarães, Milton Severo, Sandra Martins e Elisabete Ramos.

 

 

Jovem investigadora vence prémio com trabalho sobre obesidade infantil

Outubro 10, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do http://p3.publico.pt/ de 22 de setembro de 2016.

John Vizcaino/Reuters

John Vizcaino/Reuters

Liane Costa recebeu 20.000 euros com um estudo sobre o impacto da obesidade na saúde de crianças em idade escolar. Em Portugal, 33,3% das crianças entre os dois e os 12 anos têm excesso de peso

Texto de Lusa

A investigadora Liane Costa, que este ano terminou o internato de formação específica em Pediatria, no Hospital de São João, no Porto, venceu o Prémio Banco Carregosa/SRNOM, no valor de 20.000 euros, com um trabalho na área da obesidade infantil.

Segundo a investigadora, o trabalho, denominado “Childhood Obesity – Related Inflammation and Vascular Injury Impact on the Kidney”, contribuiu “substancialmente para a compreensão do impacto da obesidade no rim e na vasculatura de crianças em idade escolar”.

Liane Costa explicou que “a maioria dos mecanismos envolvidos na associação entre obesidade, disfunção vascular e lesão renal são ainda largamente desconhecidos e têm sido muito pouco explorados em idade pediátrica”. Assim, “foi nosso objectivo contribuir para um melhor conhecimento destes mecanismos, através do estudo de uma amostra de crianças pré-púberes saudáveis, provenientes de uma coorte de nascimentos portuguesa (Geração XXI)”, acrescentou. No seu trabalho, a investigadora observou que “o consumo de álcool durante a gravidez e a obesidade materna contribuíram para o impacto da obesidade na função renal das crianças”, o que, em seu entender, “reforça a necessidade de estratégias preventivas em relação à obesidade, ainda antes do nascimento”.

“Propusemos uma nova forma de ajuste da função renal ao tamanho corporal, o que constitui um resultado com importantes implicações na investigação e prática clínica”, explicou. Para a jovem médica, de 32 anos, este prémio é “uma motivação suplementar para conjugar as duas vertentes — clínica assistencial e de investigação”.

“Espero que seja um bom exemplo, sobretudo, para os colegas mais novos que, de facto, é possível fazer clínica, sermos internos da especialidade e, ao mesmo tempo, fazermos investigação. Espero que sirva como motivação extra, sobretudo para os meus colegas mais novos”, sublinhou. Liane Costa pretende continuar com a sua formação, na área da nefrologia pediátrica, mantendo, em simultâneo, a investigação.

“Irei tentar aplicar este prémio na prossecução de objectivos nesta linha de investigação em que estou agora envolvida”, acrescentou. Segundo o estudo 2013-2014 da Associação Portuguesa contra a Obesidade Infantil (APCOI), que contou com 18.374 crianças (uma das maiores amostras neste tipo de investigação), 33,3% das crianças entre os dois e os 12 anos têm excesso de peso, das quais 16,8% são obesas. De acordo com a Comissão Europeia, Portugal está entre os países da Europa com maior número de crianças afectadas por esta epidemia.

O Prémio Banco Carregosa/ Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos tem um valor total de 25.000 euros — 20.000 euros para o projecto classificado em 1.º lugar e 5.000 euros a dividir por duas menções honrosas, e será entregue esta quinta-feira, 22 de Setembro, no Porto. A coordenação científica está a cargo de Sobrinho Simões.

 

 

 

Carência de iodo afeta mais de um terço das crianças no Grande Porto

Agosto 28, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.tsf.pt/ de 22 de agosto de 2016.

reuters

Joaquim Ferreira

37% das crianças entre os 6 e os 12 anos do Grande Porto revelaram carência de iodo, um nutriente considerado essencial para o desenvolvimento cognitivo.

A faculdade de Medicina da Universidade do Porto avaliou mais de duas mil crianças do norte do país durante seis meses. A percentagem de crianças afetadas no Grande Porto é de 37%.

A carência de iodo é um problema detetado há vários anos pelas autoridades de saúde. Em 2013, a Direção Geral de Educação recomendou a utilização de sal iodado em todas as cantinas escolares.

Os resultados da equipa de investigadores, liderada por Conceição Calhau, demonstram de forma clara que essa recomendação tem sido ignorada. “Das 83 escolas que entraram neste estudo nenhuma usava sal iodado nas cantinas. Foi mesmo zero”, adianta.

Este cenário, sublinha Conceição Calhau, é ainda agravado pelo desconhecimento das famílias: “Destas 2018 crianças a grande maioria dos pais, 68%, nem sabiam o que era sal iodado”.

A carência de iodo é um problema que não deve ser minimizado. Conceição Calhau lembra as implicações na capacidade de aprendizagem das crianças. “Isto é realmente preocupante e a Organização Mundial de Saúde vem dizendo que pode comprometer o QI em cerca de 15 pontos”.

Para ultrapassar o problema, a investigadora sugere uma lei que obrigue à iodização de todo o sal para consumo humano.

O jornalista Joaquim Ferreira entrevista a investigadora Conceição Calhau

mais informações na notícia da FMUP:

ESTUDO | Mais de um terço das crianças do Grande Porto apresentam carência de iodo

 

13.º Congresso Nacional de Bioética – 5.º Fórum Luso-Brasileiro de Bioética

Agosto 29, 2014 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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São as mães que mais castigam as crianças da Geração 21

Dezembro 25, 2012 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 19 de Dezembro de 2012.

são as mães que mais castigam as crianças da Geração 21

 

3º Congresso sobre o Abuso e Negligência de Crianças : Violência Tolerada

Dezembro 25, 2012 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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tolerada

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Superprotecção das crianças pode favorecer obesidade

Julho 28, 2012 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do i de 23 de Julho de 2012.

Notícia original da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) Aqui

Por Agência Lusa,

Uma atitude de superproteção com as crianças pode conduzir a ansiedade e, consequentemente, à obesidade pelo consumo de alimentos como procura de segurança, avançou hoje um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP).

Os resultados preliminares de um estudo desenvolvido por investigadores da FMUP indicam que as crianças, “sobretudo as meninas”, que sejam educadas por pais superprotetores e “demasiado zelosos, podem ser mais propensas ao desenvolvimento da obesidade”.

De acordo com os investigadores, a atitude superprotetora dos pais leva a que as crianças tenham a imagem de um “mundo ameaçador”, sentindo ansiedade e tendo, consequentemente, “um aumento de cortisol, a hormona do stresse”.

Os casos, classificados como “vinculação insegura” pelos especialistas, poderão ter “efeitos menos positivos” no desenvolvimento das crianças, levando-as a uma procura de segurança através de “conforto em atos básicos”, como a comida ou o bem-estar emocional junto de alguém.

“Os dados sugerem que, quando existe vinculação insegura, os rapazes tendem a exteriorizar o comportamento, tornando-se agressivos, por exemplo, mas as meninas parecem internalizar as emoções, comendo”, explicou Inês Pinto, estudante do programa Doutoral em Metabolismo da FMUP e investigadora principal do estudo.

A investigadora adiantou que os níveis elevados de stresse sentidos pelas meninas levam a que não consigam ter sucesso quando sujeitas a dietas, visto que a comida é “a forma de obterem uma sensação de conforto e segurança”, sendo que a tentativa de abdicarem dos alimentos as deixa “frustradas”, podendo “empurrá-las para outros comportamentos, como a bulimia”.

“São casos de alimentação emocional”, afirmou Inês Pinto, indicando que a solução para este tipo de problemas requer uma alteração de emoções e uma aprendizagem de como lidar com o stresse, “através de intervenções psicoterapêuticas que corrijam a relação criança/cuidador”.

De acordo com a investigadora, os pais devem procurar ajuda para as meninas que tenham excesso de peso e uma personalidade introvertida, especialmente nos casos em que a alteração da dieta não surte qualquer efeito, mencionando ainda que os profissionais envolvidos terão que estar alerta para um possível “sofrimento não visível, que tem de ser observado por um especialista em saúde mental”.

“Reencaminhar uma criança ou adolescente para um psiquiatra tem de fazer parte das boas práticas da Pediatria e da Nutrição, quando as abordagens tradicionais falham”, concluiu Inês Pinto.

O estudo foi orientado pelo diretor do Departamento de Neurociências Clínicas e Saúde Mental da FMUP, Rui Coelho, e por Conceição Calhau, professora e investigadora na área do Metabolismo.

 


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