Os cuidados a ter com os bebés antes de os levar para a praia

Agosto 21, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto e imagem do site Sapo Lifestyle

Cerca de 22% das crianças com menos de 24 meses tem uma pele muito sensível, apresentando mesmo 8% uma pele atópica. Para proteger os mais pequenos nos meses de maior calor, siga os conselhos do dermatologista David Serra.

Suave, macia, delicada mas… frágil! A estrutura da pele do bebé é muito semelhante à de um adulto, mas a camada córnea é mais fina e as células da epiderme são menos aderentes entre elas. A pele do bebé tem também menos gordura. Por isso, a diminuição de produção de sebo limita a resistência contra o quente ou frio. Mas as diferenças não se ficam por aqui. A pele do bebé tem uma capacidade muito elevada de absorção.

O peso da área da superfície da pele é três a cinco vezes maior em recém-nascidos do que em adultos. Esta diferença significativa implica que o organismo de um recém-nascido absorva concentrações muito mais elevadas do que um produto para adultos para a mesma zona de aplicação. Qualquer produto que entre em contacto com a pele do recém-nascido será, assim, facilmente absorvido, o que não é benéfico.

Desta forma, o risco de toxicidade nesta fase da vida da criança, é elevado e requer o máximo de cuidado na escolha de um cuidado adaptado.

O pH da pele do bebé é diferente do pH da pele do adulto.

Os recém-nascidos têm um pH próximo de 7, neutro, enquanto o pH do adulto é ácido (oscila entre 5,5 e 6,5) proporcionando uma boa proteção da pele contra as bactérias. Esta é a razão pela qual a pele do bebé fica sujeita a infeções, e é mais frágil e delicada.

A pele do bebé é mais suscetível a alergias do que a pele dos adultos. A epiderme do recém-nascido absorve substâncias com mais facilidade. Por isso, os produtos que utilizar, nesta ou em qualquer outra altura do ano, devem ser hipoalergénicos e adaptados à pele sensível do bebé, como recomendam os especialistas. No mercado, são muitas as marcas que investiram em fórmulas que garantem essa segurança.

Guia prático para proteger a pele dos mais pequenos na praia

Para preparar a pele para a praia, David Serra, dermatologista, sugere quais os hábitos que os pais devem abraçar para protegerem a pele dos seus filhos e ainda identifica o tipo de produtos de proteção solar que é mais indicado para a pele infantil. Até aos 12 meses, “é desaconselhada a exposição solar direta prolongada”, começa por referir o especialista. Entre as 11h00 e as 16h00, os mais pequenos não devem apanhar sol.

Esse cuidado deve ser mantido, sempre, “com crianças de pele muito clara, cabelos louros, ruivos ou castanhos-claros, olhos azuis ou verdes e com história familiar de cancro de pele ou com pais com muitos sinais”, acrescenta o especialista. Até aos dois anos, “o protetor solar deve conter apenas filtros físicos”, sublinha ainda David Serra. Filtros que não reagem quimicamente com a pele para proteger a criança.

Antes, formam uma barreira que reflete tanto as radiações UVA, como as UVB, protegendo a pele da criança. No momento de sair de casa, há uma lista de objetos fundamentais a não esquecer antes de ir para a praia, que deve conferir. Deve incluir, além do chapéu, óculos de sol e um guarda-sol. “O vestuário é a forma mais eficaz de proteger a pele do sol”, justifica o dermatologista David Serra

“O protetor solar deve ser aplicado antes de sair de casa e renovado regularmente, em função da atividade da criança e se toma banho. A aplicação deve ser uniforme e abranger toda a pele exposta”, recomenda ainda o especialista. No momento de escolher, prefira leites ou loções aos protetores em spray, visto que “obrigam à utilização de maior quantidade de produto e hidratam mais”, refere ainda.

Escolha sempre produtos com fator de proteção “SPF 50+ e o símbolo UVA também deve estar presente”, aconselha David Serra. Depois de saírem da praia ou se os seus filhos estiveram a chapinhar numa piscina com água salgada, lave sempre a pele com água doce. “A exposição ao sol deve ser gradual e não súbita. Deve ser de pouco tempo nos primeiros dias de exposição”, alerta ainda o dermatologista.

Texto: Filipa Basílio da Silva

O meu filho apanhou um escaldão. O que fazer? Como prevenir?

Agosto 20, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto publicado no site Up to Kids

Publicado por Hugo Rodrigues

O meu filho apanhou um escaldão (queimadura solar). O que fazer? Como prevenir?

O primeiro aspeto a reforçar é que todos as queimaduras solares devem ser evitadas. Isso pode conseguir-se através de uma série de medidas de proteção.

Assim, aqui ficam alguns princípios a seguir para ajudar o seu filho a aproveitar o Sol de uma forma mais saudável:

  • Evite as horas de maior intensidade de radiação (11:00 – 16:00)
  • Coloque-lhe sempre um chapéu, de preferência com abas que lhe protejam as orelhas
  • Vista-lhe uma t-shirt para estar mais protegido
  • Experimente colocar-lhe uns óculos de Sol
  • Use um protetor solar com factor de proteção 50+ (se o seu filho tiver menos de 2 anos, esse protetor deve ser com filtros 100% físicos ou minerais) e aplique-o antes da exposição ao Sol
  • Dê-lhe muita água, para repor os líquidos que ele perde com a transpiração
  • Reponha o protetor solar sempre que saia da água

No entanto, se mesmo assim o seu filho apanhar um escaldão, deve tomar as seguintes precauções:

  • Aplicar um creme pós-solar, que geralmente tem um efeito calmante e reparador
  • Passadas algumas horas pode começar a aplicar um creme restaurador hidratante, de preferência com bastante vitamina A e E (e também zinco); deve aplicá-lo, pelo menos, 2-3 vezes por dia
  • Dar medicação para as dores e/ou comichão, se necessário
  • Usar roupas leves e de algodão (de preferência brancas), para não “irritarem” a pele
  • Dar banhos mais curtos e com água mais tépida (pouco quente)

Mesmo depois de passar a queimadura deve continuar a a hidratar bem a pele, para ajudar na sua regeneração. Lembre-se que um escaldão pode ser bastante doloroso (acho que já todos passamos por isso) por isso seja compreensivo com o seu filho quando este se queixar.

Pediatra na Unidade Local de Saúde do Alto Minho, em Viana do Castelo.

Hugo Rodrigues

Já está disponível para download o InfoCEDI n.º 82 sobre Perigos da Exposição Solar

Agosto 12, 2019 às 2:33 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança, Publicações IAC-CEDI | Deixe um comentário
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Já está disponível para consulta e download o nosso InfoCEDI n.º 82. Esta é uma compilação abrangente e atualizada de dissertações, estudos, citações e endereços de sites sobre Perigos da Exposição Solar.

Todos os documentos apresentados estão disponíveis on-line. Pode aceder a esta publicação AQUI.

Crianças ao sol: as respostas essenciais

Agosto 19, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do Notícias Magazine de 31 de julho de 2018.

A pele dos bebés e das crianças não é igual à nossa. É bastante mais frágil. Por isso, as regras sobre exposição e proteção solar são diferentes para os mais novos. Estas são as perguntas que todos os pais fazem. E as respostas que não devem esquecer.

Texto Sofia Teixeira | Fotografia Getty Images e Shutterstock

texto e imagens no link:

https://www.jn.pt/noticias-magazine/interior/criancas-ao-sol-as-respostas-essenciais-9660311.html

 

Estudo com crianças do Porto: menos de 40% usam protector solar na praia

Agosto 11, 2018 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 30 de julho de 2018.

Foram inquiridas duas mil crianças de 12 escolas.

Lusa

Um estudo desenvolvido pela Faculdade de Medicina do Porto (FMUP) mostra que, de duas mil crianças inquiridas em 12 escolas primárias públicas da cidade, apenas 37% usam protector solar quando vão à praia e 15% quando estão na escola.

Os resultados deste estudo, que engloba crianças dos sete aos 11 anos e que faz parte de uma investigação sobre os conhecimentos da população portuguesa relativamente à exposição solar, indicam que 64% dos participantes usam o chapéu para se proteger do sol.

“Apesar da falta de protecção em alguns cenários, e ainda que 85% das crianças tenha um conhecimento adequado sobre as medidas de protecção solar, mais de metade (64%) pensa erradamente que o protector solar protege melhor do que a roupa ou a sombra”, indica um comunicado sobre a investigação.

Da responsabilidade da estudante de doutoramento da FMUP Ana Filipa Duarte, também investigadora no Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS), o projecto envolveu diferentes grupos que lidam com o sol em contextos específicos.

Outro dos estudos englobados na investigação, concebido com dados de mais de quatro mil questionários respondidos por veraneantes, durante quatro anos consecutivos, à entrada de uma praia algarvia, demonstra que mais de metade dos inquiridos chega à zona balnear nas horas menos recomendadas para exposição solar.

Dessa amostra, são as pessoas com idades compreendidas entre os 16 e 40 que mais desrespeitam o horário de segurança.

Questionando a mesma amostra sobre a utilização de solários, “concluiu-se que as pessoas que não têm os devidos cuidados em contexto balnear são, também, aquelas que mais recorrem a solários”, indicou o comunicado.

Contudo, continua a nota informativa, embora em Portugal a utilização deste serviço “seja significativa, especialmente entre mulheres com idades jovens, a procura está abaixo da registada noutros países europeus”.

Atletas susceptíveis

Os atletas, refere ainda o comunicado, que praticam desporto ao ar livre “são outro dos grupos mais susceptíveis à exposição solar”.

Através da análise dos dados de um inquérito realizado junto de 2445 corredores ao ar livre, que participaram em maratonas organizadas no Porto, concluiu-se que 75% dos inquiridos têm um comportamento desadequado, cenário mais positivo entre pessoas que treinam mais de quatro horas por semana.

Outra das conclusões demonstra que, apesar de as mulheres serem mais cuidadosas do que os homens no que diz respeito à utilização do protector solar, não têm tanto cuidado quanto aos horários recomendados para a exposição solar.

Esta linha de investigação tem em curso estudos adicionais, que permitem verificar a melhor forma de intervenção junto da população e melhorar a sua eficácia, direccionando as campanhas de prevenção.

No âmbito deste projecto estão ainda a ser investigados os dados epidemiológicos e os custos associados ao tratamento do cancro da pele em Portugal.

Esta investigação foi coordenada por Osvaldo Correia e Altamiro da Costa Pereira, docentes da FMUP e investigadores do CINTESIS.

 

mais informações na notícia da Universidade do Porto:

FMUP e CINTESIS avaliam hábitos de exposição solar dos portugueses

 

Por um verão mais seguro – Mário Cordeiro

Agosto 1, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Mário Cordeiro publicado no i de 31 de julho de 2018.

Todos os verões morrem muitas crianças (e pessoas, no geral), vítimas de acidentes evitáveis. Ficam aqui algumas ideias que vos poderão ajuda a conferir se tudo o que aqui se diz já faz parte da vossa cultura de segurança e das vossas rotinas ou se precisam de “mudar de hábitos”. Tenhamos respeito pelos que morreram por traumatismos, lesões e ferimentos decorrentes de acidentes evitáveis, e tornemos as suas mortes úteis se aprendermos a lição, para não repetir os mesmos erros.

Afogamentos

Portugal continua a ser um país onde as medidas de segurança são frequentemente esquecidas e onde o “facilitismo” acaba por ser a regra. Só que o Diabo não dorme. Quando abrimos os jornais ou ouvimos os telejornais – como tem acontecido ultimamente -, as crianças mortas e feridas devido a acidentes estúpidos e evitáveis entram-nos pela casa dentro.

Desde o início da época balnear, e apesar de o tempo ter estado péssimo para idas à praia e piscina, já são muitos os casos de afogamentos e quase-afogamentos, para lá de todos os casos que tiveram de ir ao hospital por queimaduras solares, golpes de calor e outras coisas no género… e isto, repito, com mau tempo. Se, desta vez, foi uma criança desconhecida, para a próxima poderá ser o nosso filho, se não tomarmos as precauções devidas e continuarmos a considerar que “a nós nada acontece” e que a preocupação com a segurança é “excesso de zelo”.

Podemos mudar isto, ou melhor, temos de mudar isto! Não chega horrorizarmo-nos com os mortos de Pedrógão se, nas piscinas e praias portuguesas, morrem silenciosamente crianças, adolescentes e adultos. Convém relembrar que os afogamentos podem surgir em água doce (piscinas, poços, lagos, albufeiras, rios, praias fluviais) ou salgada e praias de mar. Felizmente, o número só não é maior porque os surfistas, todos os anos, salvam dezenas e dezenas de pessoas.

Há fatores que contribuem para um afogamento: não saber nadar ou, mesmo sabendo, incapacidade para se aguentar numa situação de perigo e de medo; inexperiência; comportamentos de excessivo risco (como nadar para longe); má utilização das boias ou outros elementos; falta de cuidado e de atenção; ignorância do perigo (muitas vezes agravada por uma má avaliação da situação e das condições ambientais); outro tipo de acidentes (como pancadas na cabeça ao mergulhar, traumatismos com remos ou mastros de barcos, etc.); incapacidade de coordenação e atrapalhação na altura da queda à água, ou o desrespeito pelas indicações do nadador-salvador e das bandeiras. Convém relembrar que uma criança de pouca idade pode afogar-se num palmo de água. Sim… em 20 cm de altura!

Chapéus

De preferência um de abas largas, arejado, que proteja o rosto e as orelhas. As radiações solares que se apanham nos primeiros anos de vida são determinantes para o aparecimento de cancros da pele e para o envelhecimento precoce dos tecidos cutâneos, para além das lesões nos olhos que podem causar futuras cataratas. Atenção, pois, às crianças. Ter bom senso aprende-se desde pequenino, sobretudo se as razões forem explicadas às crianças.

Cremes

Relativamente aos mais novos, sempre com fator elevado, de preferência superior a 50 e renovado várias vezes ao longo do dia. Quanto mais clara e sardenta a pele e mais ruivos os cabelos, maior deve ser o fator.

Escolham um creme à prova de água, fácil de aplicar, em spray. Depois da praia, e tomado o banho de água doce, convém aplicar um creme hidratante.

Gastroenterites

O tempo quente é um factor de risco para as gastroenterites provocadas por alimentos deteriorados. Vale a pena, pois, tomar alguns pequenos cuidados: abastecer-se em estabelecimentos com boas condições de limpeza e onde não haja mistura de alimentos, ver os prazos de validade inscritos nas embalagens e o seu estado de conservação, especialmente a carne, peixe, ovos. Não é aconselhável comprar produtos congelados que se apresentem moles ou deformados, pois é sinal que já foram descongelados e voltados a congelar.

Relativamente aos alimentos que sobram, convém conservá-los no frigorífico logo que arrefeçam, de preferência em recipientes herméticos.

Igualmente importante é cozinhar sempre com as mãos bem lavadas e evitar confecionar com ovos crus ou mal passados, por exemplo maioneses e mousses. As saladas e a fruta crua são excelentes alimentos, especialmente apetecíveis nesta época do ano; no entanto, para não se tornarem nocivos, devem sempre ser lavados em água potável e corrente.

Mosquitos, Melgas, etc.

Há crianças que fazem grandes reacções alérgicas às picadas e que, por vezes, têm de ser medicadas no serviço de urgência. Há vários produtos no mercado para o “antes” (sprays, aparelhos de ligar à electricidade, etc.) e para o “depois” (cremes, pomadas). Leve consigo um carregamento e, já agora, não deixe a janela aberta enquanto tem as luzes acesas, nem as tenha no exterior da casa, junto às portas e janelas. É um autêntico convite para os insetos…

Óculos escuros

Os pais usam, as crianças não tanto. Mas as radiações ultravioleta estão na luz, e a luz entra pelos olhos dentro. Além disso, o cristalino dos olhos da criança não filtra estas radiações, até aos 15 anos, tendo como resultado queimaduras irreversíveis da retina.

Se os pais se protegem, então as crianças também deveriam, por maioria de razão, estar protegidas. Não é fácil, requer paciência e persistência, mas que hábito se adquire na infância sem estas virtudes?!

Há várias lojas e farmácias que vendem os óculos. Insistam com as crianças, com convicção. Não se trata de uma moda, apenas de bom senso.

Sol

Um amigo que às vezes é quase um “amigo-da-onça”. A culpa não é dele, mas da estupidez humana que levou à destruição da camada de ozono.

Cremes protetores, fuga às horas com mais radiação (a “hora vermelha” anda pelas 12-16h, mas varia conforme as praias, claro, e há praias onde não se pode estar nas chamadas “horas dos bebés”), enfim, temos de aprender a “dormir com o inimigo”.

Transportes

É obrigatório transportar as crianças corretamente, ou seja, em dispositivos de segurança – cadeiras, assentos, cinto de segurança. Agora também nos transportes coletivos.

Já que vivemos num país que, em termos de estradas e de trânsito, é quase tresloucado, porque não começar já hoje? Transporte o seu filho em segurança. Vai ver que não se arrepende!

Se tomarmos alguns cuidados, as férias vão parecer (e ser) mais tranquilas e a saúde das crianças promovida, em vez de acabarmos num hospital por uma incúria ou um desleixo ao qual só sabemos responder “se eu tivesse feito isto ou aquilo”. Façamos então esse “isto e aquilo” já!

Pediatra

Escreve à terça-feira

 

Crianças e os cuidados com a exposição solar – Conselhos da DGS

Julho 23, 2018 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Quais os cuidados com crianças nos primeiros anos de vida?

Bebés e crianças pequenas são especialmente sensíveis aos efeitos do calor intenso e dependem dos adultos para se manterem seguros. Proteja-os do calor intenso e tenha em atenção os seguintes cuidados:

  • Vestir a criança com roupas leves, soltas e de cor clara;
  • Utilizar chapéu quando está ao ar livre;
  • Dar água com mais frequência e certificar-se de que bebe mais água do que o habitual;
  • Evitar a exposição direta ao sol, especialmente entre as 11 e as 17 horas;
  • Aplicar protetor solar antes de sair de casa;
  • NUNCA deixar o seu bebé/criança dentro de um carro estacionado ou outro local exposto ao sol, mesmo que por pouco tempo;
  • Consultar o seu médico se a criança tiver diarreia ou febre e ter especial cuidado com a hidratação;
  • Procurar assistência médica imediatamente sempre que identifique sinais de alerta como: suores intensos; fraqueza; pele fria, pegajosa e pálida; pulsação acelerada ou fraca; vómitos ou náuseas; desmaio;

mais informações no link:

https://www.dgs.pt/saude-a-a-z.aspx?v=8e00381f-52ce-45fb-b5a0-35fe84fa926a#saude-de-a-a-z/calor/perguntas-e-respostas

Sol e crianças – que cuidados a ter?

Julho 10, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto da http://visao.sapo.pt/ de 27 de junho de 2017.

Hugo Rodrigues

O que fazer para poder usufruir adequadamente das vantagens do Sol

A exposição ao Sol tem muitos benefícios, nomeadamente a produção de vitamina D e a estimulação da produção de algumas hormonais responsáveis pela sensação de bem-estar. No entanto, há alguns cuidados a ter para se poder usufruir adequadamente dessas vantagens e que são sempre importante de reforçar nesta altura do ano, particularmente quando se trata de crianças.

  1. A partir de que idade é que as crianças se podem expor ao Sol?

A pele dos bebés é muito sensível aos efeitos da radiação ultravioleta e, actualmente, as recomendações das principais sociedades científicas são unânimes: a exposição solar directa deve ser evitada em bebés com menos de 12 meses de idade.

Isto não significa que devam ficar em casa até essa idade, bem pelo contrário. As actividades exteriores são altamente recomendadas e os passeios ao ar livre devem ser incentivados desde “sempre”. No entanto, deve-se evitar exposições directas ao Sol por períodos prolongados, como por exemplo as idas à praia. Esta recomendação prende-se com o facto de na praia existir muita radiação difícil de controlar, que reflecte na água e na areia clara. Assim, mesmo estando à sombra, há sempre radiação que tem um comportamento mais errático e que se torna praticamente impossível de evitar. Este é o motivo pelo qual se defende que as crianças só devem ir à praia a partir do primeiro ano, embora possam e devam passear na rua sempre que possível.

  1. Qual o protector solar mais indicado?

Esta é uma pergunta frequente e que importa esclarecer. Até aos 2-3 anos, deve-se tentar escolher um protector solar que não seja absorvido pela pele, de forma a evitar algum tipo de reacção. Claro que isso vai implicar que o protector seja menos agradável do ponto de vista cosmético, pois se não é absorvido vai fazer com que a pele fique mais “empastada”, mas acaba por ser mais inócuo e, portanto, melhor para os bebés.

A opção mais clássica são os protectores com filtros exclusivamente físicos ou minerais. Recentemente têm surgido alternativas que podem também ser uma boa escolha e que incluem filtros orgânicos e minerais. A grande vantagem é que os filtros orgânicos são mais fáceis de espalhar, o que facilita a aplicação do protector. Nem todos estão aprovados para bebés pequenos, mas já há alguns aprovados a partir dos seis meses, o que faz com que possam ser usados com segurança.

A partir dos 2-3 anos já se podem utilizar protectores que contenham filtros químicos, tendo apenas em atenção que se deve sempre optar por protectores para crianças, com índices de protecção 50+.

Estes conselhos são para a maioria das crianças, desde que tenham uma pele saudável. No entanto, quando estamos perante uma pele atópica, a escolha deve sempre recair por protectores especificamente desenvolvidos para essas situações e que acabam por ser semelhantes aos descritos para os bebés mais pequenos (com filtros que não são absorvidos pela pele).

  1. Quais os cuidados a ter?

Os principais conselhos para as crianças poderem aproveitar o Sol com segurança são semelhantes aos dos adultos e incluem os seguintes:

– Evitar as horas de maior intensidade de radiação ultravioleta, nomeadamente o intervalo entre as 11:00 e as 16:00

– Se a exposição solar for mais prolongada ou se a criança for pequena deve-se mantê-la com uma t-shirt, de forma a ter alguma protecção física

– Usar sempre chapéu (de preferência com abas para proteger as orelhas) e, se possível, óculos de sol

– Aplicar o protector solar adequadamente, antes da exposição solar e renová-lo a cada duas horas ou após contacto com água

– Aplica o protector solar em todas as áreas expostas, não esquecendo as orelhas, pescoço e pés (se a criança estiver descalça, de chinelos ou sandálias)

– Dar de beber muita água para evitar a desidratação

Assim, em jeito de conclusão pode-se afirmar que o Sol é óptimo e deve ser aproveitado por todos, crianças e adultos. No entanto, pode condicionar alguns efeitos nocivos na pele, pelo que importa cumprir algumas regras de segurança para se poder usufruir dos seus benefícios sem se expor aos seus (possíveis) prejuízos.

Hugo Rodrigues é pediatra no hospital de Viana do Castelo e docente na Escola Superior de Tecnologias da Saúde do Porto e na Escola de Ciências da Saúde da Universidade do Minho. Pai (muito) orgulhoso de 2 filhos, é também autor do blogue “Pediatria para Todos” e do livro “Pediatra para todos”

 

 

 

Campanha sensibiliza meio milhão de crianças para perigos da exposição incorreta ao sol

Maio 30, 2017 às 6:00 am | Publicado em Divulgação, Recursos educativos | Deixe um comentário
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Notícia do http://observador.pt/ de 8 de maio de 2017.

A campanha “Heróis do Sol Saudável” da Liga Portuguesa Contra o Cancro regressa às escolas de todo o país para sensibilizar mais de meio milhão de crianças para os perigos de uma exposição solar.

A campanha “Heróis do Sol Saudável” da Liga Portuguesa Contra o Cancro regressa esta segunda-feira às escolas de todo o país para sensibilizar mais de meio milhão de crianças para os perigos de uma exposição solar incorreta.

O projeto, que conta com o apoio da Direção-Geral de Educação, arranca na Escola Básica Adriano Correia de Oliveira, em Lisboa, e seguirá para as escolas do 1.º ciclo do ensino básico, públicas e privadas, de todo o país. “Depois de quatro anos de sucesso desta iniciativa, pretende-se que as crianças sejam os grandes embaixadores desta causa da proteção solar e que sejam os verdadeiros ‘Heróis do Sol Saudável’, refere a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC).

Em declarações à agência Lusa, o presidente da LPCC, Vítor Veloso, explicou que o projeto “tem como intenção fazer compreender que o sol é necessário para a saúde, mas tem perigos” que é preciso prevenir. “A prevenção primária tem de ser repetida vezes sem conta”, defendeu o oncologista, adiantando que esta iniciativa, dirigida este ano a crianças dos oito aos 12 anos, pretende sensibilizar os mais pequenos para os cuidados que devem ter para evitar situações de perigo.

Vamos “lembrar-lhes que devem andar de t-shirt, usar boné, óculos escuros”, e que devem colocar protetor solar, com fator entre 30 a 50, várias vezes durante o período de exposição ao sol.

Dados divulgados pela LPCC referem que 53% dos portugueses só aplicam protetor quando sentem a pele a queimar e 40% não renovam a aplicação. A este propósito, Vítor Veloso alertou que “o protetor não serve para o dia inteiro”, devendo “ser renovado pelo menos de duas ou de três em três horas”.

Lembrou ainda os perigos que a exposição solar representa para as crianças, advertindo que estas não estão livres de ter cancro de pele, tendo sido já detetados alguns casos. “Quanto mais clara e sardenta a criança for” maior é o risco, porque estas crianças “tem um fotótipo muito sensível”, devendo por isso ser reduzida ao mínimo a sua exposição ao sol.

“Não se pode esquecer que as crianças até aos três anos não devem ser expostas à luz solar”, principalmente “nas horas mais perigosas”, entre as 11h30 às 15h30, disse Vítor Veloso.

Recordou ainda que “o efeito do sol não passa de um ano para o outro: É cumulativo” e no caso de um escaldão a situação “agrava-se muito mais”. O presidente da organização salientou que a adoção de comportamentos responsáveis “poderão evitar os 10 mil novos casos de cancro da pele que todos anos aparecem e que são uma preocupação”.

Pela primeira vez, o projeto, realizado em parceria com a Garnier Ambre Solaire, terá uma semana dedicada ao sol saudável, com a realização de um ‘roadshow’ nacional com várias ações educativas, que pretendem alertar crianças e, através delas, professores e educadores para os perigos da exposição solar.

mais informações e recursos educativos no link:

http://heroisdosolsaudavel.pt/

 

 

Pano para tapar o sol no carrinho? O erro que quase todos os pais cometem

Julho 5, 2015 às 3:08 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Sol de 1 de julho de 2015.

sol

O sol atinge o rosto do bebé ou a luz não o deixa dormir tão descansado. Todos os pais, instintivamente, desde o primeiro dia de vida dos bebés, apressam-se a pendurar na capota do carrinho fraldas de pano, os seus próprios casacos e outros panos que são já vendidos para esse efeito. Mas um estudo vem agora alertar para os perigos de tapar os carrinhos, especialmente em dias de calor.

Svante Norgren, pediatra do hospital pediátrico Astrid Lindgren, na Suécia, conduziu um estudo que conclui que quando se pendura um pano sobre a capota, “dentro do carrinho fica uma temperatura extremamente elevada, com um efeito semelhante ao de um termo”. Além disso, a circulação de ar é insuficiente e é mais difícil para os pais vigiarem os bebés pequenos se estes vão tapados, podendo não se aperceber de eventuais indisposições.

O estudo realizou várias experiências para perceber o quão quente fica o habitáculo onde está o bebé. E as conclusões não deixam dúvidas. Um carrinho exposto ao sol sem pano que estava a 22 graus atingiu os 34 após meia hora de se colocar uma fralda sobre a capota. Ao fim de uma hora o termómetro marcava 37 graus.

Isto significa que quando os pais colocam o pano, em vez de estar a proteger os filhos do calor, na verdade estão a deixá-los desconfortáveis e a colocá-los em perigo devido ao aumento da temperatura.

A pediatra avisa que não se deve adoptar esta prática e é preferível tentar circular pela sombra, colocar um chapéu e protector solar na criança e usar apenas a capota que já vem instalada no carrinho. É sabido que o risco de morte súbita nos bebés aumenta exponencialmente quando expostos ao calor, por isso esta prática é ainda mais arriscada se se trata de recém-nascidos.

 mais informações na notícia:

Why covering your baby’s pram with a blanket could put their life at risk

 

 

 


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